Vídeo de 17.12.11.
1. O Brasil é o mais ambíguo dos países a praticar o capitalismo de Estado, segundo a revista britânica The Economist. Com o líder soviético Vladimir Lênin na capa, a publicação diz que o capitalismo de Estado tem se tornado um modelo ascendente. Estado brasileiro voltou a se fazer presente com força na economia nos últimos anos. “O governo despejou recursos em um punhado de (empresas) campeãs, particularmente no setor de recursos naturais e telecomunicações”, diz a publicação. A Economist afirma que a grande inovação do capitalismo de Estado brasileiro é a prática que chama de “Leviatã como acionista minoritário”.
2. A revista ressalta que o Estado brasileiro é acionista minoritário em uma série de empresas privadas e que, apesar de não ter o controle acionário, o governo tem voz suficiente para mudar o curso dos negócios de acordo com seus interesses. “O capitalismo de Estado frequentemente reforça a corrupção, porque aumenta o tamanho e as opções de prêmios para os vitoriosos”, diz, lembrando que os principais expoentes do modelo ocupam posições nada louváveis no ranking de corrupção da Transparência Internacional: o Brasil está em 73º lugar, a China em 75º e a Rússia em 143º.
FONTE: BBC
1. A esquerda tradicional do PT, desde o início da gestão heterodoxa de Lula, usou a política externa como foco de sua ação político-ideológica. O Itamarati foi repartido entre o ministro e o ex-secretário de relações internacionais do PT e, em seguida, assessor externo de Lula, Marco Aurélio Garcia. Este ficou responsável pela expansão do populismo na América Latina, articulado com Chávez. E ainda mais, pelos contatos com Irã, Líbia, Síria, ditadores africanos, etc. As votações do Brasil no Conselho de Segurança da ONU demonstram isso.
2. Em 2009 foi implementado um outro vetor -desta vez, diretamente partidário e proto-governamental- da política externa do PT. Seus agentes passaram a fazer campanhas eleitorais pela América Latina, levando profissionais de propaganda das campanhas de Lula em 2002 e 2006, e um pacote suavizador da comunicação, replicando a campanha de 2002 no Brasil. Com isso, se ofereceu ao chavismo uma alternativa eleitoral mais eficiente. O discurso ‘hard’ do chavismo foi substituído pela exportação de um modelo vendido eleitoralmente, como mais moderado, de Lula.
3. O PT montou sua caravana eleitoral e iniciou a caminhada pela América Latina, fazendo a campanha dos candidatos bolivarianos, aplicando próteses lulistas. A primeira experiência -bem sucedida- foi em El Salvador, em 2009, facilitada pela futura primeira-dama, militante do PT em SP. A marca radical da ex-guerrilha -FMLN- que levava sempre a derrota e a um teto, foi substituída pela prótese lulista em um candidato da FMLN, âncora de talking show na TV, sem militância partidária. Deu certo; Eleito Fulnes presidente. FMLN no poder.
4. A segunda foi no Peru, em 2011, com o candidato chavista -ex-militar e golpista como ele- Ollanta Humala. Derrotado na eleição anterior, como porta-bandeira do chavismo, mudou de tática. Contratou o porteño-petista Luiz Favre, que montou uma ‘agência’ para fazer a campanha dele. No caso -ainda mais que Fulnes-FMLN- foi uma campanha clonada da de Lula em 2002, com direito a carta aos brasileiros, discursos de moderação, imagens copiadas de TV e coisas no estilo. A campanha também foi vitoriosa. E Favre se mudou para Lima e passou a ser a autoridade oculta ou eminência parda, do governo, segundo a imprensa peruana.
5. Agora, em 2012, vem a re-reeleição de Chávez, com enorme risco de derrota para ele. Dessa vez, diz-se, que irá o próprio Zé Dirceu levando a equipe de João Santana, sem disfarces, para a Venezuela. Como a diferença tende a ser mínima, a prótese que se possa colocar em Chávez poderá ser o elemento que lhe dará a vitória. Assim pensa a caravana eleitoral do PT, com o entusiasmo de Lula.
6. Os recursos para cada campanha dessas são ilimitados, (dizem que) vindos das empresas brasileiras levadas por Lula, com contratos financiados pelo BNDES, América Latina afora.
7. Um novo tipo de política externa -proto-governamental- partidária, que dá a seus parceiros no campo do lula-bolivarianismo o que mais precisam: marketing facial para acesso ao poder. Um imperialismo comunicacional.
FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia
IA2 – IMBEL Modelo A2 e AMZ – Amazônia
Origem
As pesquisas de mercado da IMBEL, em 2008, identificaram a demanda das Forças Armadas brasileiras por uma faca com requisitos militares, importante instrumento de trabalho do soldado em campanha. Foi constatado que as facas usadas por soldados brasileiros eram cópias importadas ou modelos civis adaptados a desenhos militares.
As Facas de Campanha IA2 e AMZ têm origem nas Facas-Baioneta que foram desenvolvidas para os novos fuzis IA2, projetadas apara atender às severas condições do uso militar.
Os requisitos operacionais foram obtidos nas pesquisas feitas junto aos usuários finais da Brigada de Operações Especiais, da Brigada Paraquedista e dos guerreiros de selva.
O design obedeceu às linhas dos fuzis IA2, com traços mais retos, com as mesmas cores das novas armas e com cuidadosa ergonomia.
Dois modelos: IA2 e AMZ

O modelo IA2 (IMBEL, modelo A2) tem dimensões equilibradas para multiuso, sugerida para tropas de apoio ao combate, logísticas, guarnições de blindados, unidades de PE, de guarda e forças policiais.
O modelo AMZ (Amazônia) foi inicialmente desenvolvido para uso do soldado da Amazônia. Tem peso e dimensões projetados para atender aos trabalhos individuais em área de selva, sem afetar a agilidade do soldado. Entretanto, nos testes das facas de campanha, as Facas AMZ mostraram-se as mais indicadas para uso militar em qualquer ambiente operacional.
O que as facas IA2 e AMZ têm?

As facas de campanha IA2 e AMZ são resistentes à corrosão e permitem tanto golpes de impacto quanto cortes precisos. O tipo de aço e o tratamento térmico foram projetados para equilibrar flexibilidade a torções com a dureza para deter o fio e, se necessário, recuperá-lo em campanha.
O pomo do punho, em formato de bico de águia, além de ajudar a reter a faca na mão do soldado, permite o uso para martelagem. O punho foi projetado para resistir ao ressecamento e tem alta resistência a impactos ou abrasão.
As bainhas caracterizam as facas IA2 e AMZ como instrumentos de trabalho em campanha. As bainhas são resistentes à umidade, robustas, leves e possuem características fundamentais para conservar a faca de campanha: uma forte mola interna reduz os ruídos nos deslocamento e sua estrutura permite que a água escorra pelo orifício do cadarço. Os cadarços são os mesmos usados em pára-quedas.
São possíveis dois tipos de conexão no equipamento individual: uma presilha de aço para acoplagem rápida no equipamento e uma alça para instalação direta no cinto. Isso permite a acoplagem aos diversos tipos de coletes usados por tropas em operações urbanas.
A ligação da alça com o corpo da bainha recebe o reforço de uma fita de segurança interna para o caso de eventuais danos nos rebites. Este uma solução pouco visível, que será notada somente nos momentos de uso intenso, portanto, de maior necessidade.
Esses características colocam as Facas de Campanha IA2 e AMZ no nível das melhores facas do mercado internacional militar.
Testes das Facas de Campanha
Além dos exaustivos testes de fábrica, realizados na Seção de Pesquisa da Fábrica de Itajubá, as facas de campanha IA2 e AMZ foram testadas por todos os alunos e instrutores do Curso de Comandos e do Curso de Selva, do Exército Brasileiro, em 2010.
Um total de 152 facas foram submetidas aos dois cursos operacionais de maior exigência em campanha do Exército Brasileiro. As facas resistiram sem danos ou quebras. Os relatos dos usuários ficaram acima da expectativa dos desenvolvedores, que esperavam identificar eventuais pontos de fragilidade, naturais em um produto novo. Os requisitos obtidos nas pesquisas, ainda em 2008, foram validados pelos usuários.
Algumas sugestões surgiram desse uso e foram implementadas nas atuais facas de campanha. Um exemplo é o pomo em formato de “bico de águia”, com um fiador para garantir o uso seguro da faca em ambiente aquático, sugestão dos alunos do Curso de Selva.
Avaliação do ForTe

Todo mundo que convive no meio militar ou civil aventureiro que tenha o costume de andar pela natureza sabe da importância de se portar uma lâmina. às vezes uma simples lâmina de um canivete faz uma enorme falta, mas, para situações mais extremas a Faca de Campanha é um item indispensável!
O grande problema é que poucas lâminas, mesmo aquelas com “cara de militar” suportam as exigências extremas dos cursos de selva ou até mesmo do uso diário. Não adianta ter uma faca do “Rambo” se ela não terminar o curso inteira. É preciso uma faca que resista às duras exigências, e o mais importante, que mantenha seu fio de corte.
Tivemos contato, por diversas vezes, com cópias nacionais da Faca de Campanha do tipo MKII, mas nunca conseguimos um exemplar da MKII que fosse produzida pela IMBEL. Alguns amigos, sargentos e oficiais do Exército, nos diziam que as facas produzidas pela IMBEL “nunca” perdiam o fio de corte, que eram facas que realmente deveriam ser levadas para o combate e que voltariam inteiras.
Foi então que começamos a pesquisa sobre facas de campanha e tivemos acesso a alguns modelos importados. A grande maioria seguia o padrão mundial com o uso de polímero para a confecção do punho e diziam que sua lâmina era capaz de “rasgar” fuselagem de helicóptero no caso da tripulação ter que recorrer a esse método para conseguir sair da aeronave acidentada.
Pensávamos que não poderia haver Faca de Campanha melhor, no entanto, para nossa decepção, após uma breve busca pelo canal de vídeos do Youtube, vimos alguns usuários submetendo essa faca importada a testes de uso diário, fazendo atividades que qualquer soldado faria com sua faca, e por muitas vezes o usuário não ficava satisfeito com o resultado e até relatava falhas na estrutura da faca e confecção da lâmina. Mais uma vez, tínhamos perdido as esperanças em encontrar uma Faca de Campanha que suportasse todos os desafios do Combate ou Sobrevivência na Selva.
Em agosto de 2010, quando noticiamos as primeiras imagens do Fuzil IMBEL IA2, tivemos acesso também às imagens da Faca de Campanha IMBEL IA2 e AMZ. No começo pensamos que fosse mais uma faca de polímero que não iria suportar o uso diário em ambiente de selva e para nosso espanto, só que agora positivamente, nesse mesmo ano, ela foi testada por instrutores e alunos do curso de Comandos do Exército Brasileiro, no qual passou sem sofrer nenhum dano na sua estrutura.
Tivemos a oportunidade de conhecer a Faca de Campanha IMBEL IA2 e AMZ durante a LAAD 2011 e ficamos impressionados com sua beleza e aparência robusta, apesar de ter um design simples, reto e limpo. Infelizmente nessa oportunidade não pudemos fazer testes de campo, mas naquela hora tivemos a certeza que tínhamos encontrado uma faca que realmente tinha sido feita para resistir ao combate, não era uma faca pra ser usada apenas uma vez, em situação de emergência, seria uma faca para uso diário, para as necessidades do combatente.
Mas nem só de aparência se faz um relato. Durante a Fenix III, evento nacional de Airsoft realizado pelo Grupo G.E.A.R., com o apoio da 5ª Cia PE e Comando da 5ª RM, o amigo Alex Viana, da Revista Kommando, portava a famosa Faca de Campanha Imbel IA2 que nos foi oferecida para teste. Cortamos alguns galhos grossos, abrimos buraco na terra, “martelamos” estaca e cortamos arame com ela. Infelizmente não pudemos fazer um teste mais brusco, até porque era uma faca de propriedade particular e não queríamos querer levá-la ao extremo, mesmo sabendo que ela passaria com louvor pelos testes. Uma característica que não poderia deixar de ser destacada, é a sua bainha. Ela possui um clipe que serve tanto para prender no cinto NA como também prende facilmente nos coletes ou mochilas no padrão MOLLE, muito usado atualmente, até mesmo a nossa tropa que se encontra no Haiti usa esse sistema nos seus coletes.
Alguns leitores devem estar se perguntando se a Faca de Campanha Imbel IA2 e AMZ que foi confeccionada para uso militar estaria disponível para civis. Para a nossa alegria, ela é oferecida ao público civil e pode ser encontrada facilmente em lojas especializadas, até mesmo na Internet, com o preço variando entre R$290,00 e R$350,00.
Definitivamente as Facas de Campanha Imbel IA2 e AMZ são ferramentas que escolheríamos para ter sempre conosco (EDC - Everyday Carry) e principalmente para aventuras de camping selvagem ou trilha pela mata. Acreditamos que será de grande uso pelo combatente do Exército Brasileiro. Parabéns à IMBEL e ao Exército Brasileiro pelo desenvolvimento de um produto que não deve em nada (se não for superior) aos modelos importados.
Texto e Imagem de Apresentação: Imbel
Avaliação do ForTe e Demais fotos: Cinquini / Blog ForTe
Foto do avaliador Cinquini: Alex Viana / Revista Kommando -www.revistakommandos.blogspot.com
Por Daniela Chiaretti | Do Rio
“É preciso que se entenda que durante dez dias o Rio de Janeiro será a ONU”, diz o diplomata Laudemar Aguiar, 50 anos, fluminense de Niterói e responsável por toda a logística do que o governo brasileiro quer que seja “a maior conferência da história das Nações Unidas”. Ele trabalha com grandes números: 150 chefes de Estado e de governo e 50 mil diplomatas, jornalistas, empresários, políticos e mais gente cadastrada a circular pelo Riocentro, onde acontecerá a cúpula da ONU, em junho. E mais dezenas de milhares de pessoas – um número ainda mais difícil de estimar -, que irão aos eventos programados pela sociedade civil no Aterro do Flamengo, no Centro e na Barra da Tijuca. “O Rio será o umbigo do mundo”, celebra.
Mas, para o superlativo dessa megaoperação se confirmar, não depende da vontade do governo. O conteúdo da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (o nome formal da Rio+20), determina seu papel político e a importância dos líderes que virão. Na famosa conferência do clima de Copenhague, em dezembro de 2009, foram 47 mil inscritos e 120 líderes – 40 deles confirmaram presença apenas dois dias antes do evento, quando o presidente Barack Obama finalmente disse que ia. Mas Copenhague não deu lá muito resultado, e o evento seguinte, em Cancún, no México, se ressentiu – foram 20 mil credenciados e apenas 22 líderes mundiais.
A Rio+20 faz parte de outra família de conferências da ONU, a que discute como o planeta quer se desenvolver, iniciada há 20 anos com a Eco 92 (ou Rio 92), e que teve outra edição de peso em Johannesburgo, na África do Sul, há 10 anos. Será um debate importante sobre desenvolvimento sustentável com sua vertente econômica, ambiental e social, tendo como pano de fundo a redução da pobreza e a “economia verde”, conceito que pressupõe o usode tecnologias limpas. Mas não produzirá nenhuma Convenção, como a conferência-mãe, quando surgiram os dois importantes acordos ambientais contemporâneos, a convenção do clima e a da biodiversidade.
Na Eco 92 vieram ao Rio 109 líderes e mais de 30 mil pessoas circularam no evento oficial, que também foi no Riocentro. O conteúdo da Rio+20, bem mais modesto, começa a ser discutido este mês, em Nova York. O nível de ambição do que será obtido em junho, no Rio, depende das negociações até lá, dos rumos da campanha eleitoral nos EUA e da crise econômica global.
O trabalho de Laudemar Aguiar não pode esperar. “No dia 5 de junho temos que entregar as chaves do Riocentro às Nações Unidas. Eles hasteiam a bandeira e vira território da ONU. O Rio passa a ser Nova York”, diz, fazendo referência à sede das Nações Unidas.
O desafio deste diplomata, que era ministro conselheiro da embaixada brasileira em Paris até receber o convite para ser o responsável pela logística da Rio+20, é organizar a festa sem saber quantos convidados virão – e nem se virão. “Trabalhamos com estimativas históricas, mas sempre com margem de acréscimo”, diz. “O que não pode acontecer é nos prepararmos para receber 10 e chegarem 20.”
O orçamento aprovado pelo Congresso para a conferência, em 15 de dezembro, é de R$ 430 milhões. Deste, R$ 230 milhões irão para a segurança e R$ 190 milhões, à logística. Os contratos de aluguel dos espaços somam R$ 30 milhões. “Tudo será transparente, todos os gastos comprovados”, diz Aguiar, secretário-geral do Comitê Nacional de Organização da Rio+20. “Há enorme interação”, garante, salientando o trabalho em conjunto com a Prefeitura e o Estado do Rio.
Uma das marcas que a Rio+20 persegue é a de ser uma conferência com o “máximo de participação possível da sociedade civil”, diz Aguiar, repetindo o mantra que vem sendo dito pelo alto escalão do governo. “Estamos discutindo o que vai ser o planeta. O documento que sair da Rio+20 será acertado entre governos, mas queremos que tenha o máximo de “inputs” de todos os setores da sociedade.”
O desafio da logística é conseguir fazer com que o deslocamento no Rio seja o melhor possível – estão em estudos vários planos de fluxo de trânsito – reduzindo a distância do Riocentro, na Barra da Tijuca, com o resto da cidade. Também por isso, inicialmente, a conferência iria ser na região do porto. Tudo – evento oficial e todos os paralelos – seriam concentrados ali. A iniciativa iria exigir uma grande obra de revitalização da área, legado que ficaria para a cidade. As docas eram, por este motivo, a opção da Prefeitura. Mas não deu certo. “Por diversas razões, logística, segurança, infraestrutura e também custos”, explica Aguiar. “Ao passar para o Riocentro digo que trocamos dez problemas por um: o grande problema da Barra é o acesso. Vamos fazer um trabalho muito grande em relação ao transporte”, promete.
Uma das grandes diferenças da Rio+20 com a Eco 92 é a prioridade que os chamados “major groups” têm hoje em relação há 20 anos. O conceito, em voga nas Nações Unidas, reúne nove segmentos da sociedade civil – empresas, crianças e jovens, produtores agrícolas, comunidades indígenas, governos locais, ONGs, cientistas, mulheres, trabalhadores e sindicatos – e é intenção do governo aproximá-los o máximo das decisões da conferência. Na edição de 1992, os governos reunidos no RioCentro, e a sociedade civil, no Aterro. Eram dois mundos separados. A arquitetura proposta agora é diferente.
Segundo ele, na Rio+20, “pela primeira vez em uma conferência das Nações Unidas, a sociedade civil terá vários lugares diferentes para se reunir”, adianta. A sugestão é de oferecer, na Barra da Tijuca, o Parque dos Atletas (ex-Cidade do Rock), para que governos nacionais e locais possam montar pavilhões e estandes. O Autódromo de Jacarepaguá é uma grande área que está disponível para a sociedade civil – grupos indígenas estudam montar ali grandes ocas e também empresas avaliam se é o caso de usar parte dos 550 mil m2 do local. Está sendo alugada a Arena da Barra (o HSBC Arena), um moderno ginásio coberto com capacidade para 18 mil pessoas.
Áreas no centro do Rio são a outra opção para os eventos da sociedade civil. Aguiar cita a região ao redor do Museu de Arte Moderna (MAM) e do Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial. O Vivo Rio, com capacidade para 2 mil pessoas, seria outra área para seminários e reuniões. “Em 92 usou-se todo o Aterro, o que não dá para fazer agora”, diz, lembrando que a grama foi destruída. A região, sem ocupar as áreas gramadas, é a área predileta das ONGs e dos movimentos sociais. Aguiar diz que, se faltar espaço, a Quinta da Boa Vista funcionará como uma espécie de “área back up”.
Para agilizar as contratações, a organização da Rio+20 fez uma força-tarefa com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), das Nações Unidas. O PNUD pode ir mais rápido nas contratações necessárias, agilizar contratos e escolher fornecedores não só pelo critério do menor preço, mas considerar outras variáveis, como qualidade, por exemplo. A licitação sobre a empresa que cuidará da hospedagem e viagens das delegações oficiais foi decidida esta semana. “Mas as pessoas terão que se hospedar também em cidades próximas”, estima Aguiar. A rede hoteleira carioca tem, no máximo, 33 mil quartos, incluindo flats. Só de credenciados a previsão é chegar a 50 mil. “Terão que se hospedar também na casa das pessoas”, prevê.
A Rio+20 terá novidades de conectividade, acessabilidade e sustentabilidade, promete Aguiar. “Teremos a menor utilização de papel possível e o maior uso de novas tecnologias”, exemplifica. O metrô do Rio será o primeiro metrô com mais de dez anos totalmente acessível. Geradores a biodiesel, copos de papel, coleta de lixo seletiva são alguns dos critérios de sustentabilidade adotados.
FONTE: Valor Econômico, via EB
O uso dos snipers (caçador no EB) pelas forças americanas vem aumentando vertiginosamente. Um sniper dos Seals conseguiu a marca de 160 kills confirmados (e 95 não confirmados). A maioria foi conseguida em quatro tours no Iraque. O recorde anterior era de 109 no Vietnã.
Os snipers estão sendo usados de forma mais agressiva na última década assim como as táticas de infantaria tem mudado bastante. A ênfase vem sendo disparar poucos tiros e com muito mais precisão com vinham operando as forças de elite com as Special Forces e Seals. A oportunidade de treinar tiro vem sendo aumentando em todas as tropas, além do uso de novas armas, equipamentos, táticas e treinamento especializado. O uso de simuladores de tiro está permitindo que as tropas disparem tiros virtuais em cenários realistas sem muitos gastos e sem a perda de tempo de um estande de tiro.
O uso dos snipers também está aumentando. Atualmente, cerca de 10% das tropas de infantaria americana são treinadas e equipadas como snipers. Os comandantes tem usado as duplas de snipers para inteligência e também para disparo de precisão. Os snipers são melhores para encontrar e matar o inimigo, com pouco barulho. Novas miras de fuzil tem permitido que os infantes consigam disparar com precisão e acertar com um único tiro. Com o inimigo usando civis como cobertura, o uso dos snipers ficou mais interessante para evitar baixas civis.
Novas armas também estão fazendo diferença. Munição de maior calibre como a Lapua Magnum vem permitindo atingir alvos a distâncias maiores. O novo fuzil M110 SASS (Semi-Automatic Sniper System) foi um grande avanço substituindo boa parte dos fuzis M24. Um silenciador diminuiu o barulho e a fumaça dos disparos, evitando denunciar a posição dos snipers.
Desde a Segunda Guerra que os snipers perceberam que havia situações onde era melhor ter um fuzil semi-automático. Somente com o M110 as tropas resolveram o problema da precisão. Antes os snipers usavam o fuzil automático M-14, mas não foi projetado para tiro de precisão. O resultado final foi a mudança na aparência (menos tiros randômicos) e a sensação (as tropas americanas parecem ter mais controle) do campo de batalha. Detectar o inimigo ficou mais fácil. O inimigo dispara automático enquanto os americanos disparam um tiro de cada vez, e são os últimos a disparar.
Fonte: Strategypage
Hoje, dia 18-1-12, foi despachado o 3º lote da Revista Forças de Defesa número 3. O número de rastreio será enviado por e-mail aos compradores.
‘Os Arquivos Perdidos’ estreia hoje no canal pago e segue a linha de documentário vencedor do Emmy
ALLINE DAUROIZ – O Estado de S.Paulo
Com obras de Stanley Kubrick a Brian de Palma, de Oliver Stone a Francis Ford Coppola, o cinema já se fartou de contar histórias sobre a Guerra do Vietnã, mas, segundo o History Channel, nenhuma produção contou com o realismo que o canal pretende levar para a tela, na nova série Vietnã: Os Arquivos Perdidos, que estreia hoje, às 22 horas.
A produção segue a linha da série documental vencedora do Emmy II Guerra: Filmes Perdidos e, em três episódios (no ar também amanhã e sexta, às 22 h), traz o depoimento de 13 veteranos de guerra, com imagens inéditas gravadas pelos próprios combatentes e, muitas delas, obtidas em arquivos até então fechados do Exército, Marinha e Força Aérea norte-americana.
“Na 2.ª Guerra era ilegal carregar câmeras ou gravadores, mas essa proibição não existia no Vietnã. Assim, muitos soldados gravavam imagens em 8 mm e Super 8″, diz o produtor executivo Scott Reda, em entrevista por telefone à imprensa latina.
Segundo a roteirista e produtora Liz Reph, a busca por mais de cem coleções pessoais teve início há um ano, em grupos de veteranos de guerra, por meio de posts em sites, redes sociais e no YouTube. “Muitas das imagens só haviam circulado na família desses combatentes. São coisas raras que transformamos em HD”, explica Liz.
Narrado por celebridades, como Michael C. Hall (o Dexter), Blair Underwood (de The Event), Jennifer Love Hewitt (de Ghost Whisperer) e Dylan McDermott (de American Horror Story), a série quer atrair o público jovem.
“Até alguns anos atrás, a Guerra do Vietnã era tabu nos EUA”, diz Scott Reda. “Mas este é o momento certo para fazer uma série dessa magnitude. A década de 60 é fascinante, e as novas gerações têm conhecimento limitado do que foi aquele período.”
Ainda que didática, a produção não se aprofunda no aspecto político da guerra, mas sim nas comoventes histórias dos soldados que voltam para casa após a queda de Saigon. Tudo, é claro, pelos olhos dos americanos.
“Fizemos essa série para o público dos EUA. Então, sim, vocês verão a perspectiva dos americanos”, admite Reda. “Mas não estamos nos justificando pela guerra. É um olhar objetivo através dos olhos desses veteranos. Não tomamos partido e nunca quisemos fazer julgamentos políticos.”
FONTE: Estadão
Os ministros da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e da Colômbia, Juan Carlos Pinzón Bueno, criaram a Comissão Binacional de Defesa, em reunião realizada nesta terça-feira (17), em Brasília.
O objetivo da comissão é aumentar a troca de informações entre os órgãos de inteligência dos países, especialmente sobre a Amazônia e as perspectivas regionais em matéria de defesa.
Ainda não há informações sobre como a comissão deverá funcionar. As Forças Armadas de cada país deverão se reunir nos próximos dois meses para discutir os detalhes do projeto de cooperação.
“Devemos seguir trocando informação de inteligência entre os governos, discutir um centro integrado de informação para a Amazônia e analisar sob uma perspectiva mais regional o crime transnacional. Estamos centrados em proteger cidadão e negar a mobilidade nos espaços em zonas fronteiriças”, afirmou o ministro Pinzón.
Em maio do próximo ano, Amorim e Pizón se encontrarão em Cartagena, na Colômbia, devido à reunião do Conselho de Defesa da Unasul (União de Nações Sul-Americanas), e aproveitarão a oportunidade para discutirem os desdobramentos da comissão.
“Nossa visão no continente é de cooperação. Dissuasão é uma visão para fora. Se temos de defender nossos recursos naturais, temos de ter essa visão”, disse Amorim.
INDÚSTRIA DE DEFESA
Na reunião, os ministros ainda discutiram a possibilidade de fortalecer a indústria de defesa no âmbito da América do Sul.
“Fala-se muito da integração das cadeias produtivas do continente. Que isso passe também para a área de defesa. Estamos trabalhando em projetos importantes, como a compra de aviões brasileiros pelas forças armadas da Colômbia e, possivelmente, de cargueiros KC-390. O Brasil também tem interesse em lanchas fluviais colombianas”, afirmou Amorim.
Em fevereiro, uma missão conjunta da Marinha e do Exército irá à Colômbia para examinar as lanchas e verificar se o equipamento preenche aos requisitos e às necessidades brasileiras.
Além das compras, ambos os países examinaram a elaboração de um projeto conjunto de construção de navio fluvial e de veículos aéreos não tripulados.
Pizón informou que pretende formar uma cúpula binacional de empresários para formar alianças estratégicas e apresentar alternativas de geração de emprego no setor. O ministro ainda se encontrará, nesta terça-feira, com o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça).
FONTE: Folha de São Paulo

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