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Taleban paquistanês confirma morte de líder em ataque

Hakimullah Mehsud morreu após bombardeio não tripulado dos EUA; governo celebra duro golpe no grupo

Hakimullah Mehsud - foto EFE - EPA

vinheta-clipping-forteISLAMABAD – O líder do Taleban paquistanês, Hakimullah Mehsud, morreu em consequência dos ferimentos sofridos em um ataque com mísseis feito por um avião não tripulado americano em janeiro em uma região tribal do país, assegurou nesta terça-feira, 9, uma fonte dos principais secretos serviços do país.

“Nossas informações nos confirmam a morte de Hakimullah. Isto representa um duro golpe para a Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP) e vai afetar suas operações”, assegurou a fonte do ISI, que evitou relatar os detalhes da morte do líder insurgente.

Em declarações a diversos veículos de imprensa paquistanesas, alguns porta-vozes insurgentes da região tribal de Orakzai, para onde Mehsud tinha sido supostamente levado para receber tratamento médico, confirmaram a morte do líder. Os insurgentes acrescentaram que o líder Nour Jamal – que tem sua base em Orakzai – foi nomeado sucessor temporário de Mehsud à frente do TTP.

Segundo a imprensa paquistanesa, Mehsud supostamente morreu em Orakzai – única região tribal paquistanesa que não faz fronteira com o Afeganistão. Por enquanto, o comando central do movimento Taleban não se pronunciou sobre a morte do líder.

Mehsud tinha ficado gravemente ferido em um ataque com mísseis feito por um avião não tripulado americano no dia 14 de janeiro na cidade de Shaktoi, na região tribal do Waziristão do Sul, na fronteira com o Afeganistão. Desde então, a saúde do líder extremista foi alvo de diversas especulações.

Hakimullah Mehsud assumiu a liderança do TTP no final de agosto após a morte de seu antecessor, Baitullah Mehsud, também em um ataque dos EUA há menos de um ano. Na ocasião, os taleban demoraram semanas para admitir a morte de Baitullah Mehsud, que abriu uma disputada transição de poder na cúpula do movimento insurgente.

Em apenas meio ano no cargo, Hakimullah orquestrou uma das piores ondas de violência terrorista que o Paquistão sofreu nos últimos anos. Só desde outubro, cerca de 900 pessoas, a maioria civis, perderam a vida em pelo menos 50 atentados.

FONTE / FOTO: EFE / EPA via Estadão

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Brasil ajuda França a elevar lucros com vendas no setor de defesa

vinheta-clipping-forteO governo brasileiro garante à França lucros importantes com o comércio de armamentos em 2009. Enquanto os gastos militares no planeta caíram no ano passado diante da crise, as vendas francesas ao mundo tiveram uma alta de 21%, atingindo 7,95 bilhões de euros. Quase metade desse volume se refere aos contratos fechados pelos franceses para as exportações de quatro submarinos ao Brasil. Para 2010, o contrato para a compra de caças com o Brasil é mais uma vez a esperança dos franceses, que nunca conseguiram exportar a nenhum mercado seu caça Rafale.

Os dados são da Direção Geral de Armamentos da França, entidade governamental ligada ao Ministério da Defesa. Em 2008, as vendas de Paris haviam atingido 6,58 bilhões de euros. No final de 2008, os dois países anunciaram que haviam fechado um acordo de 3,7 bilhões de euros para a compra de quatro submarinos de ataque Scorpène. O acordo acabou sendo assinado em 2009. O governo alemão havia oferecido uma proposta que teria um preço abaixo do que foi oferecido pela França.

Para 2010, o governo francês indica que a meta é de obter exportações ainda superiores às taxas de 2009. Mais uma vez, o Brasil promete ser a grande esperança, com a compra de 40 jatos Rafale da empresa Dassault Aviation. Hoje, em uma coletiva de imprensa em Paris, o diretor-geral do órgão governamental, Jacques de Lajugie, indicou que a França espera “com serenidade” a decisão do governo brasileiro sobre os caças.

Os franceses teriam oferecido o caça com um desconto. Dos US$ 8,2 bilhões (R$ 15,1 bilhões) iniciais, o contrato ficaria em US$ 6,2 bilhões (R$ 11,4 bilhões). Os Emirados Árabes Unidos também negociam a compra do avião com os franceses. Mas nos últimos anos, a tentativa de Paris de exportar seu caça fracassou em todas as ocasiões. Já o governo francês indicou hoje a compra de 60 caças de sua própria empresa, além de gastos em outros equipamentos. Em 2009, a França gastou 19,3 bilhões de euros para se rearmar.

A França é hoje o quarto maior exportador de armas do mundo, superado apenas por Estados Unidos, Reino Unido e Rússia. Mas o país vinha perdendo espaço. Com a retomada das vendas, a meta é a de atingir 10 bilhões de euros em vendas no médio prazo.

Além do Brasil, a França ainda comemora as vendas para a Rússia de um navio militar anfíbio. A encomenda russa tem alarmado as ex-repúblicas soviéticas.

FONTE: Agência Estado, via Jornal do Comércio

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Recursos destinados à renovação de equipamento militar chegam a 1,5% do PIB

Carolina Eloy

vinheta-clipping-forteA preocupação com as divisas territoriais ganhou corpo após o anúncio da descoberta de reservas de petróleo e gás na camada de pré-sal, em novembro de 2007. Nos dois anos seguintes, os recursos destinados ao Ministério da Defesa foram ampliados em 45,64%. Segundo especialistas, houve antecipação de encomendas com o objetivo de manter a soberania nacional frente aos novos recursos naturais. Mesmo assim, os valores para a compra e renovação de equipamentos militares representaram apenas 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009.

A camada pré-sal engloba as bacias do Espírito Santo, Campos (Rio) e Santos (SP). Conforme estimativas, a reserva pode conter 100 bilhões de boe (barris de óleo equivalente), o que colocaria o Brasil entre os dez maiores produtores do mundo. Antes, as reservas nacionais eram de cerca de 14 bilhões de boe. A primeira descoberta foi feita em julho de 2005, mas o potencial de exploração só foi anunciado dois anos depois.

O aporte para a Defesa Nacional somaram R$ 4,79 bilhões no ano passado, montante 37,05% superior aos R$ 3,495 bilhões de 2008 e 45,64% maior que os R$ 3,289 bilhões de 2007. Esses valores incluem investimentos feitos pela Marinha, Exército e Aeronáutica e pela administração central do Ministério da Defesa.

O declaração oficial da pasta, no entanto, é de que não há relação entre a descoberta do óleo e o incremento dos recursos destinados à proteção do território brasileiro. O ministério ressalta ser uma política deste governo valorizar as Forças Armadas.

Manuel Nabais da Furriela, coordenador do Curso de Relações Internacionais da Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), diz que no texto do Projeto de Defesa Nacional, consta proteção a recursos naturais, o que inclui os marítimos – muito valorizados atualmente.

Furriela afirma que a necessidade de reequipar as Forças Armadas existe há alguns anos, mas foi adiada durante o governo de Fernando Henrique Cardoso por questões financeiras.

– As descobertas do pré-sal aceleraram o processo de modernização militar nacional. O que atrasa as negociações são condições técnicas, com a transferência de tecnologia – diz.

Seria ideal para o Brasil se os investimentos em renovação dos equipamentos militares chegasse a 2% do PIB, avalia Carlos Afonso Pierantoni Gambôa, vice-presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde).

Projetos

Entre os principais projetos do governo brasileiro na área de Defesa, estão a construção no Brasil de quatro submarinos convencionais e um submarino à propulsão nuclear (custo de 4,324 bilhões de euros ou R$ 12,1 bilhões).

Está em fase de análise a concorrência para a compra dos 36 caças que renovarão a frota da Força Aérea Brasileira (FAB) e a construção de 50 helicópteros EC-725 (custo de 1,847 bilhão de euros ou R$ 5,1 bilhões) pela empresa brasileira Helibrás – associada ao grupo francês Eurocopter – que servirão Exército, Marinha e Aeronáutica.

A construção dos submarinos e dos helicópteros será feita no Brasil, com transferência de tecnologia, conforme acordo de parceria estratégica assinado em dezembro de 2008 pelos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da França, Nicolas Sarkozy.

Expedito Bastos, pesquisador de Assuntos Militares da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), destaca que entre 1970 e 1980 o Brasil tinha empresas que supriram militarmente às necessidades de equipamento nacional. Ele destacou que algumas companhias ainda exportavam seus produtos. “A maioria das empresas dessa época faliu. O país não compreendeu a importância estratégica do setor”. Para ele, é preciso continuidade de investimentos em pesquisa e capacitação profissional.

FONTE: Jornal do Brasil

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Na contramão de negociações, Irã ordena aumento do nível de enriquecimento de urânio

Mahmud Ahmadinejad

vinheta-clipping-forteTEERÃ – O presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, ordenou neste domingo que a Agência de Energia Atômica do país comece a produzir urânio enriquecido a 20%, o nível mais alto até agora, para um reator de pesquisa em Teerã. Ahmadinejad não estabeleceu, porém, uma data para o início do processo de enriquecimento.

- Se Deus quer, o enriquecimento a 20% começará – disse Ahmadinejad em discurso transmitido pela televisão estatal.

A decisão contraria as negociações para o programa nuclear intermediadas pelas Nações Unidas. Pelo acordo, o Irã exportaria seu urânio com baixos níveis de enriquecimento em troca de combustível refinado para o reator de Teerã. O objetivo é garantir que o país não enriqueça o urânio a um nível superior que seria potencialmente usado em uma bomba nuclear.

Autoridades iranianas vêm repetindo, no entanto, que o país pode produzir sozinho combustível enriquecido a 20% se não houver consenso sobre a obtenção de material no exterior.

- Dissemos a eles (o ocidente) que viessem para fazer um troca, embora possamos produzir o combustível enriquecido a 20 por cento nós mesmos – disse Ahmadinejad em um discurso televisionado.

- Demos a eles de dois a três meses para o acordo. Eles começaram um novo jogo e agora eu peço ao Dr. Salehi que inicie a produção do combustível usando centrífugas – acrescentou ele, referindo-se a Ali Akbar Salehi, responsável pelo programa de energia nuclear.

Ahmadinejad acrescentou, por outro lado, que as negociações não estão encerradas:

- As portas para a interação ainda estão abertas.

Na sexta-feira, do ministro das Relações Exteriores do Irã, Manouchehr Mottaki, fez comentários otimistas sobre as perspectivas de um acordo. Estados Unidos e a Alemanha, entretanto, disseram no sábado não ver sinais de que Teerã irá fazer concessões em seu programa nuclear.

FONTE: O Globo, com Agências Internacionais / FOTO: AFP

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Após anúncio de Ahmadinejad, EUA pedem maior pressão sobre Irã

vinheta-clipping-forteROMA e MUNIQUE – O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, voltou a sugerir neste domingo que a comunidade internacional adote sanções contra o Irã depois que o presidente do país, Mahmud Ahmadinejad, ordenou a produção de urânio enriquecido a 20%. Durante visita a Roma, Gates afirmou que a resposta do governo iraniano ao ocidente foi decepcionante.

- Se a comunidade internacional estiver junto e fizer pressão sobre o governo iraniano, acredito que ainda há tempo para sanções e pressões para funcionarem – disse Gates.

- Mas precisamos trabalhar juntos. Acho que todos nós podemos fazer mais – acrescentou, sem explicitar que tipos de sanções deveriam ser impostas.

Neste sábado, Gates já havia afirmado que não vê sinais de que um acordo esteja próximo.

O ministro da Defesa da Alemanha, Karl-Theodor zu Guttenberg, também criticou neste domingo a decisão de Ahmadinejad e ressaltou que a comunidade internacional precisa deixar claro para o Irã que “a paciência está no fim”.

- Pode ser que as sanções precisem ser ajustadas aqui e ali. Precisamos considerar cuidadosamente o impacto que nossas decisões possam ter – afirmou Guttenberg.

FONTE: O Globo, com Agências Internacionais

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Romênia vai hospedar mísseis dos EUA

Patriot

A Romênia anunciou na última quinta-feira (4.02) que aprovou uma proposta dos EUA para a instalação de mísseis de interceptação anti-balísticos no país, como parte de um escudo antimísseis americano.

Segundo o presidente da Romênia, Traian Basescu, o sistema proverá a capacidade de interceptação de mísseis, aumentando a segurança nacional. A instalação dos mísseis começa em 2015.

Basescu disse que o sistema não é contra a Rússia, mas contra outras ameaças.

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Forças Armadas têm gays, mas que isso não fique explícito, diz general da reserva

Indicado a tribunal militar disse que tropa não obedece militar homossexual. Declaração em audiência do Senado gerou manifestações de entidades

vinheta-clipping-forteO presidente do Clube Militar, general da reserva Gilberto Figueiredo, manifestou nesta quinta-feira (4) apoio à declaração do general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, indicado para ministro do Superior Tribunal Militar.

Na quarta (3), Cerqueira Filho disse que os soldados não obedecem a comandantes homossexuais.

“Concordo com o general Cerqueira. Como opção pessoal, particular, ninguém tem nada a ver com isso. Mas no desempenho das atividades, não entendo como seria possível [um militar assumir a homossexualidade]. (…) Há homossexuais nas Forças Armadas, isso não é de hoje. Como opção particular, quando sai do quartel, com discrição, pode exercer a opção que bem entender. Mas que isso não fique explícito”, afirmou ao G1 o general Figueiredo, presidente do Clube Militar, cujos integrantes são, na maioria, oficiais da reserva.

Segundo ele, o desempenho das atividades por um militar homossexual é “difícil de ser respeitado”. “Entre nós (militares) ainda é tema de chacota [o homossexualismo], de piada, de brincadeira. Uma pessoa que se sujeita a essa resistência toda fica difícil de ser respeitada, de ser entendida.”

O general Figueiredo, na reserva há sete anos, disse que conheceu diversos casos de homossexualismo quando estava em atividade e afirmou que alguns militares chegaram a ser afastados porque assediaram sexualmente outros oficiais.

“Talvez os casos passados de assédio que aconteceram, marcaram essa resistência do militar em admitir esses casos. Tem que ser discutido sim, tem que ter um estudo sério. Mas a minha opinião é que no dia de hoje, dentro do contexto cultural das Forças Armadas, isso não dá certo. (…) Esse tema é meio tabu, mas é praticamente consensual dentro das Forças Armadas essa posição [de que o homossexualismo não seja aceito].”

Declaração

O general Cerqueira Filho, indicado para ocupar uma vaga de ministro do Superior Tribunal Militar (STM), participou de audiência na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Cerqueira Filho e o almirante Álvaro Luiz Pinto, também indicado ao STM, participavam da audiência quando foram questionados pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e Eduardo Suplicy (PT-SP) sobre o tema.

“Vossas excelências são favoráveis ao ingresso de homossexuais em qualquer das forças e acham que essa polêmica tem razão de ser?”, indagou Demóstenes. Suplicy quis saber se os dois militares defendiam a exclusão de homossexuais das Forças Armadas.

Em sua resposta, o general Cerqueira Filho disse que iria responder “de uma maneira sincera”. “Não é que eu seja contra o homossexual, cada um tem que viver sua vida. Entretanto, a vida militar se reveste de determinadas características que, em meu entender, tipos de atividades que, inclusive em combate, pode não se ajustar ao comportamento desse tipo de indivíduo”, afirmou.

Manifestações

A declaração gerou manifestações contrárias por parte de entidades.
O ex-sargento do Exército Fernando de Alcântara Figueiredo, envolvido no primeiro caso assumido de um casal gay na história das Forças Armadas brasileiras, atualmente integrante da ONG Tortura Nunca Mais e do Instituto Ser, classificou a declaração do general Cerqueira Filho como “retrógrada e infeliz” e disse que o militar “está muito mal informado”.

“Isso mostra que ele desconhece a história. Alexandre, o Grande, era homossexual e a tropa obedecia. Trabalhei 15 anos nas Forças Armadas e nunca fui desrespeitado”, afirmou. Alexandre, o Grande, foi rei da Macedônia há mais de 2.300 anos e é lembrado por sua habilidade em estratégias militares por ter comandado uma das maiores expansões territoriais do mundo antigo. Algumas fontes históricas e filmes sobre a época relatam a homossexualidade de Alexandre.

O ex-sargento também afirmou que há diversos casos de homossexualismo nas Forças Armadas, mas os militares temem assumir. “Meu caso não é específico e isolado, tem várias demandas desse tipo e precisamos trazer isso para a sociedade, que a intransigência é coisa comum nas Forças Armadas. (…) Numa situação de batalha, o meu sangue como homossexual é tão importante quanto o de um heterossexual. O que dita o caráter não é a vida íntima. É muita hipocrisia. Eu mesmo conheço generais que são homossexuais.”

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou nota nesta quinta-feira (4) na qual condena as declarações do general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho. “É lamentável que este tipo de discriminação ainda continue existindo nos dias de hoje nas Forças Armadas brasileiras”, disse o presidente nacional da entidade, Ophir Cavalcante.

O presidente da Ordem acrescentou que para a carreira militar o que se deve exigir é disciplina, treinamento e a defesa do país, nos termos da Constituição, independentemente de sua opção sexual. “A defesa do país tem que ser feita por homens e mulheres preparados, adestrados e treinados para este fim, independente da opção sexual de cada um.”

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), com sede em Curitiba (PR), também criticou a declaração. O presidente da entidade, Toni Reis, disse ainda que a capacidade de liderança de uma pessoa não está na sua sexualidade. “É uma fala equivocada, discriminatória. A autoridade de uma pessoa não está em qual lado ela sente prazer, mas na sua capacidade de liderança. Eu conheço diversos heterossexuais que não têm capacidade de liderança.”

Para Reis, o general precisa “rever seus conceitos”. “Ele está indo contra a Constituição Federal, que diz que todos são iguais.”

FONTE: G1

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Jobim pressiona por comando central militar

Ministro propõe que líderes da Câmara priorizem projeto que vai centralizar as decisões das três Forças

vinheta-clipping-forteO ministro Nelson Jobim (Defesa) pediu a líderes partidários na Câmara dos Deputados que tratem com prioridade o projeto de lei complementar que cria o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, função cujo objetivo é centralizar as decisões de Exército, Aeronáutica e Marinha.

Previsto na Estratégia Nacional de Defesa elaborada em 2008 e que resultou em decreto presidencial publicado ainda naquele ano, o Estado-Maior seria chefiado por um general de último posto subordinado diretamente ao ministro da Defesa. O projeto de lei foi enviado pelo governo ao Congresso Nacional no dia 8 de dezembro.
Centralização

Na sua justificativa, Jobim escreve que o Estado-Maior terá como objetivo “a unificação doutrinária, estratégica e operacional” das três Forças, afirmando ainda que essa é uma das principais modificações legislativas da Estratégia Nacional de Defesa.

Devido a essa centralização, o Estado-Maior é visto com desconfiança em alguns setores militares, pois hoje há relativa autonomia de ações nas Forças.

O pedido de Jobim deve ser levado para a reunião da semana que vem dos líderes das bancadas partidárias na Câmara. Caso eles atendam à solicitação, deve ser aprovada a tramitação em regime de urgência do texto, o que dispensaria a passagem do projeto pelas comissões da Câmara antes da votação em plenário.

Depois de ser aprovado pelos deputados federais, o projeto terá de passar ainda pela análise dos senadores.

FONTE: Folha de São Paulo

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US Army não quer mais Humvees em 2011

Hummer-Humvee

vinheta-clipping-forteNo ano fiscal de 2011, o Exército dos EUA planeja gastar US$ 31 bilhões em novos helicópteros, veículos blindados, caminhões e veículos blindados futuristas, mas não vai gastar mais nenhum centavo em novos Humvees.

O US Army espera receber seu último de 2.620 Humvees em março e vai continuar mantendo sua frota de dezenas de milhares de veículos utilitários que entraram em serviço no meio da década de 1980.

O Exército também quer gastar US$ 2,5 bilhões em pesquisa, desenvolvimento e aquisição de suas “Brigade Combat Team”, que incluem US$ 934 milhões para desenvolver um novo “Ground Combat Vehicle”.

A proposta de orçamento de US$ 30 bilhões da Força inclui US$ 21,3 bilhões no orçamento base de US$143,4 bilhões para o ano fiscal de 2011. Há também US$ 8,9 bilhões na requisição para as operações internacionais.

Cerca de US$ 6 bilhões serão usados para comprar 72 helicópteros UH-60 e HH-60 Black Hawk, 50 UH-72A Lakota, 40 CH-47 Chinook e 16 AH-64 Apache. O dinheiro inclui também os upgrades nas aeronaves atuais.

O US Army planeja criar mais duas brigadas de aviação de combate em 2014 e planeja também gastar US$ 5,5 bilhões na aquisição de 9.538 caminhões “Heavy Tactical Vehicle”, 2.959 “Medium Tactical Vehicle” e 83 veículos Stryker.

A Força também espera comprar 78 mísseis Patriot Advanced Capability, 26 UAVs MQ-1 Sky Warrior Extended Range Multipurpose Unmanned Aerial Systems e 2.592 Guided Multiple Launch Rocket System.

A proposta inclui US$ 8,9 bilhões para cobrir as operações no Iraque e Afeganistão, incluind US$989 milhões em recapitalização de fundos para manter os atuais Humvees.

A orçamento pagará pelos upgrades dos veículos Stryker, helicópteros OH-58D Kiowa Warrior e Apache, bem como a substituição de mísseis e munição gastas no Iraque e Afeganistão.

FONTE: ArmyTimes

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Orçamento recorde para a Defesa

vinheta-clipping-forteO presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, enviou ontem ao Congresso uma proposta de orçamento de US$ 3,8 trilhões para o ano fiscal de 2011, o que inclui um valor recorde de US$ 708 bilhões em gastos com a Defesa. Obama argumentou que seu plano irá produzir uma redução de longo prazo no atual déficit de US$ 1,6 trilhões do país.

O Orçamento pedido pela Casa Branca inclui US$ 33 bilhões em financiamento adicional para pagar pelas operações militares e de inteligência crescentes no Afeganistão e Paquistão e pela retirada parcial das forças dos EUA no Iraque.

Esse valor se soma aos US$ 129,6 bilhões já incluídos no ano fiscal atual, que termina em 30 de setembro.

O Orçamento base pedido pelo Pentágono, US$ 549 bilhões, já representa um aumento de US$ 18 bilhões em relação aos US$ 531 bilhões do último ano fiscal. O aumento cobrirá a continuação das reformas nas aquisições de Defesa e no desenvolvimento de um escudo contra mísseis balísticos, além do atendimento a soldados feridos.

O Orçamento também prevê o cancelamento de vários importantes programas de armas, incluindo o avião de transporte C-17 da Boeing, poupando US$ 2,5 bilhões.

Além disso, o Orçamento também cancela os planos para o desenvolvimento de um novo navio da Marinha, os planos para a substituição do avião de inteligência EP-3, também da Marinha, e suspende os trabalhos sobre um satélite de aviso antecipado de mísseis.

O Orçamento prevê ainda o adiamento para depois de 2015 da substituição de dois novos navios de comando e controle da Marinha, iniciativa que a Casa Branca diz que poderá economizar US$ 3,8 bilhões no plano quinquenal de Defesa do Pentágono. A Marinha tinha planejado comprar um navio de comando em 2012 e um segundo em 2014.

A aquisição de um novo veículo anfíbio que está sendo construído pela General Dynamics Corp. para os Fuzileiros Navais será adiada em um ano, poupando US$ 50 milhões no ano fiscal 2011 e reduzindo os riscos, ao permitir mais tempo para a realização de testes, sustenta a Casa Branca.

O Pentágono disse que também pretente reduzir em 17% até o final de 2001 seu uso de contratos de alto risco em áreas relacionadas a tempo, materiais e horas de mão-de-obra.

No Orçamento proposto, Obama ressalta o compromisso da administração com “uma defesa forte contra ameaças emergentes de mísseis”, dizendo que pagará pelo uso de interceptores cada vez mais eficazes baseados em terra e mar e para uma nova linha de sensores na Europa.

Ao todo, o Orçamento inclui US$ 112,8 bilhões de dólares para a aquisição de armas, um aumento em relação aos US$ 104,8 bilhões do ano fiscal 2010.

FONTE: Jornal do Brasil

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Obama pedirá US 33 bi adicionais para guerra no Afeganistão

vinheta-clipping-forteWASHINGTON (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pedirá ao Congresso norte-americano nesta segunda-feira 33 bilhões de dólares adicionais para o ano fiscal de 2010 com objetivo de financiar o aumento de tropas do país no Afeganistão, informou a Casa Branca.

Obama anunciou em dezembro que enviará mais 30 mil soldados dos EUA para se juntarem os 68 mil que combatem o Taliban na guerra do Afeganistão.

O pedido de 33 bilhões de dólares se soma aos cerca de 130 bilhões de dólares que o Congresso já aprovou para ser usado na guerra do Afeganistão até 30 de setembro.

A proposta de orçamento de Obama será anunciada oficialmente às 13h (horário de Brasília) e também incluirá um pedido de 159,3 bilhões de dólares para as guerras no Iraque e no Afeganistão para o ano fiscal de 2011, que começa em 1o de outubro.

FONTE: Reuters / Brasil Online

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China suspende visitas militares com os Estados Unidos

vinheta-clipping-forteA China suspendeu as visitas militares entre americanos e chineses neste sábado em protesto contra a negociação dos Estados Unidos com Taiwan, que pretende comprar US$ 6 bilhões em armamento do país americano. Pequim também alertou Washington que a venda terá “repercussões que nenhum dos dois países quer ver acontecerem”, disse o ministro da Defesa chinês, segundo a agência de notícias estatal Xinhua.

Taiwan tem um governo próprio e se separou de Pequim em 1949, mas a China continua considerando a ilha como uma província separatista. O governo da China tem centenas de mísseis apontados para Taiwan e já ameaçou usar a força para retomar o controle do território.

A China também ameaçou impor sanções a empresas americanas que vendem armas a Taiwan, e o governo do país aumentou a polêmica sobre uma crise que pode abrir mais rachaduras na já estremecida relação entre os dois países.

O Ministério das Relações Exteriores, o Ministério da Defesa e o Gabinete Chinês para Assuntos de Taiwan se juntaram em suas ameaças, incluindo a de que as vendas de armas afetariam a cooperação entre China e EUA para importantes assuntos internacionais e regionais.

- Os Estados Unidos devem ser responsabilizados por sérias repercussões se não reverterem imediatamente a decisão errônea de vender armas a Taiwan – disse o vice-ministro das Relações Exteriores da China, He Yafei, ao embaixador dos EUA no país, Jon Huntsman.

Ele afirmou que Taiwan é o “mais importante e delicado assunto nas relações sino-americanas”, em comentários publicados no website da chancelaria.

Em 2008, a China tomou a mesma medida depois que o governo do ex-presidente americano George W. Bush anunciou uma venda bilionária de armas para Taiwan – a questão mais sensível nas relações entre EUA e China. O mais recente negócio poderia complicar a cooperação que os EUA procura em questões que variam desde o programa nuclear iraniano à censura da internet.

A venda das armas foi postada no site do Pentágono na sexta-feira e inclui 60 helicópteros Black Hawk, 14 mísseis Patriot e equipamentos de controle e comunicação para a frota taiwanesa de aeronaves F-16. A notificação da intenção de venda ao Congresso é exigida por lei, mas não significa que o acordo tenha sido fechado. Os congressistas têm agora 30 dias para analisar e comentar a proposta. Caso não haja objeções, a negociação pode ser concluída.

As próximas visitas de alto escalão serão provavelmente afetadas pela suspensão de trocas militares. O general Chen Bingde, chefe das forças chinesas, tinha viagem prevista para os Estados Unidos, enquanto o secretário de Defesa Robert Gates e o almirante Michael Mullen planejavam visitar a China.

Susan Stevenson, porta-voz da Embaixada Americana, disse que a representação diplomática não iria comentar a suspensão de visitas militares.

As duas potências estão cada vez mais ligadas em questões econômicas e de segurança e Washington pediu visitas militares frequentes entre China e EUA. Mas os planos de Barack Obama se encontrar com o Dalai Lama prejudicam cada vez mais as relações entre os dois países desde o ano passado.

FONTE: O Globo / Agências Internacionais

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