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Zelaya e Brasil saem como derrotados da crise em Honduras

vinheta-clipping-forteA crise em Honduras chega a um novo momento com a posse, nesta quarta-feira, do presidente eleito Porfírio Lobo. Após a cerimônia, o presidente deposto, Manuel Zelaya, perde qualquer chance de retornar ao poder e deixa a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa rumo a República Dominicana sem a Presidência, apoio interno e internacional e a anistia.

Mas a lista de perdedores vai além de Zelaya. Inclui ainda o Brasil –com seu apoio insistente a restituição do presidente deposto, mesmo quando essa não era mais viável– a mediação fracassada da OEA (Organização dos Estados Americanos) e o discurso duro –mas que rapidamente se silenciou– do presidente venezuelano, Hugo Chávez.

No lado dos ganhadores, está o presidente interino, Roberto Micheletti, que deixou o poder como a peça de resistência diante dos esforços internacionais para a volta de Zelaya e com o título de deputado vitalício. Figuram ainda os Estados Unidos, que, apesar da relutância em admitir um golpe de Estado em Honduras, demonstraram ser a maior força de mediação no continente.

FONTE: Folha Online

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Vice-presidente da Venezuela renuncia ao cargo, confirma fonte do governo

vinheta-clipping-forteCARACAS – O vice-presidente e ministro da Defesa da Venezuela, Ramón Carrizález, apresentou sua renúncia a ambos os cargos, confirmou nesta segunda-feira uma fonte do governo. Vários veículos de imprensa locais divulgaram que ele teria saído por motivos pessoais. Além disso, sua esposa e ministra do Meio Ambiente, Yuvirí Ortega, também renunciou ao cargo. Ambas as renúncias foram apresentadas ao governo venezuelano no sábado. Na madrugada de domingo,o governo venezuelano tirou do ar seis canais de TV a cabo do país sob a justificativa de terem desrespeitado a Lei de Responsabilidade Social em Rádio e Televisão que prevê, entre outras coisas, a transmissão de conteúdo governamental em cadeia nacional.

Segundo a BBC Brasil, fontes próximas ao Palácio de Miraflores afirmam que duas hipóteses estão sendo consideradas para explicar a saída de Carrizález.

Uma delas é que ele teria discutido com um ministro durante reunião de gabinete, e o presidente venezuelano, Hugo Chávez, teria dado razão ao ministro, desautorizando o vice-presidente. Outro rumor é de que Yubirí Ortega teria tido uma dura discussão com Chávez, o que teria motivado a renuncia do casal.

Enquanto o novo vice-presidente não for nomeado, no caso de ausência do presidente venezuelano, a presidente do Congresso, Cília Flores, assume o cargo interinamente.

De acordo com o jornal venezuelano “El Universal”, de Caracas, o general Carlos Mata Figueroa seria o substituto de Carrizález no Ministério. O nome do novo vice-presidente, no entanto, ainda não foi anunciado.

Carrizález, militar aposentado considerado um dos homens fortes do governo do presidente Hugo Chávez, havia ocupado anteriormente o cargo de ministro da Habitação e assumiu a vice-presidência depois que o presidente renovou seu gabinete em 2008 após sua primeira derrota eleitoral.

“Por meio de um comunicado de imprensa, Carrizález esclareceu que sua demissão não representa nenhum desacordo com o Executivo e que qualquer outra versão sobre o caso é falsa e tendenciosa”, disse o canal estatal Telesur em sua página na Internet.

FONTE: O Globo / Agências Internacionais

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Congresso aprova envio de mais 1.300 militares ao Haiti

vinheta-clipping-forteBRASÍLIA (Reuters) – O Congresso aprovou nesta segunda-feira o envio de até 1.300 militares adicionais ao Haiti, país devastado por um forte terremoto no último dia 12.

A ideia do governo é enviar imediatamente 900 militares, dos quais 750 serão de infantaria e 150 do efetivo da Polícia do Exército. Os demais 400 militares seriam mobilizados se futuramente o governo achar necessário.

“Diante da crise e do estado de calamidade em que se encontra hoje o Haiti, da solicitação de apoio da ONU, de nossos compromissos internacionais e, sobretudo, o nosso dever de prestar a devida ajuda humanitária a um povo irmão, o Brasil não pode se furtar a cumprir seu papel de líder internacional frente à crise haitiana e a prestar o auxílio devido”, declarou em seu voto o relator da matéria, deputado Mauro Benevides (PMDB-CE).

A proposta aprovada dobra o contingente brasileiro no país caribenho, onde o Brasil lidera a missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), conhecida como Minustah, que tem um contingente de aproximadamente 9.000 pessoas, sendo 7.000 militares.

Na semana passada, o Conselho de Segurança da ONU aprovou, por unanimidade, o aumento temporário no número de tropas e policiais da entidade no Haiti em 1.500 policiais e 2.000 soldados para ajudar a manter a segurança e ajudar nos esforços humanitários.

Cerca de 3.000 presos fugiram da cadeia depois do tremor de magnitude 7 que abalou principalmente a capital Porto Príncipe e pode ter matado até 200 mil pessoas. Saques e tumultos também ocorreram na sequencia da tragédia.

Integrante da base aliada, o senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA) criticou a iniciativa do governo. Para ele, o Executivo deveria primeiro dar atenção às vítimas de enchentes e desabamentos em todo o Brasil.

“O Brasil não está em condições de ajudar, mas de ser ajudado”, argumentou.

A oposição, entretanto, apoiou a medida do governo. Para o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), o Brasil tem capacidade para atuar nas duas frentes.

“Não devemos faltar neste momento (no Haiti). O Brasil tem condições financeiras de fazer esse apoio”, destacou Azeredo.

A matéria foi debatida e votada por uma comissão representativa de deputados e senadores, uma vez que o Congresso está em recesso.

(Reportagem de Fernando Exman)

FONTE: Reuters / Brasil Online, via O Globo

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Ministro da Defesa é Chefe das Forças Armadas e pode usar uniforme militar, segundo Procuradoria Geral da República

Brasília, 22/01/2010 – Há mais de dois anos está consolidada a interpretação de que os ministros da pasta da Defesa têm o direito constitucional de usar uniforme militar. O assunto, que ocasionalmente ressurge em comentários na mídia, foi pacificado juridicamente em 3/10/2007 (fac-símile em anexo) quando o então procurador Geral da República, Antônio Fernando Barros e Silva de Souza, mandou arquivar uma representação apresentada no Supremo Tribunal Federal ,por um coronel da reserva, contra o atual ministro da Defesa, Nelson Jobim, pelo uso de uniforme militar em visitas a unidades operacionais.

“…sendo o Ministro da Defesa o Chefe das Forças Armadas, é descabida a pretensão do ora representante, uma vez que aquele não pode figurar como agente ativo do crime de uso indevido de uniforme militar…”, concluiu o Procurador Geral. A representação foi a tentativa final do militar, que já tinha tido seu pedido rejeitado por duas vezes na procuradoria da Justiça Militar.

No despacho, o Procurador observa que a Emenda Constitucional nº 23 , de 2 de setembro de 1999, que criou o Ministério da Defesa, assegura ao titular da pasta “a direção superior das Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica”.

Também o art. 27, da Lei nº 10.683/2003, que trata da organização dos Ministérios, e o Decreto nº 5.201/2004, que regulamenta as atribuições da Defesa, “reforçam a condição de subordinação das Forças Armadas ao Ministro de Estado da Defesa”, segundo o Procurador-Geral.

Ele disse ainda que “compreendida esta noção de hierarquia, não há como imputar ao Ministro da Defesa o cometimento descrito no art. 172, do CPM”, referindo-se ao artigo do Código Penal Militar que trata do uso indevido de uniforme, distintivo ou insígnia militar.

O ministro usou o uniforme pela primeira vez em 2007, por sugestão do Comandante do Exército, General-de-Exército Enzo Martins Peri, que considerou um símbolo da integração entre o ministro, recém empossado naquele momento, e as tropas. O uniforme “camuflado” é usado pelos militares em operações de campo, por ser confortável, resistente e prático para enfrentar as adversidades climáticas e geográficas.

Veja o fac-símile com as decisões da Procuradoria-Geral da República e da Procuradoria Geral da Justiça Militar:

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Brasil e EUA voltam a divergir

Em ação conjunta, militares trocam farpas sobre comando de missão

Leandro Colon

vinheta-clipping-forteO primeiro encontro oficial entre tropas brasileiras e americanas no Haiti deu o tom do clima de divergência entre as duas partes. Sobraram trocas de recados. O general brasileiro Floriano Peixoto Vieira Neto, chefe militar da missão da ONU no país, reforçou que a ajuda aos haitianos – incluindo a segurança – é liderada pela Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah), cujo maior contingente é do Brasil. “Cada parte é muito bem definida, por meio de protocolo de entendimento, assinado pelas duas partes, o que nós faremos aqui”, afirmou.

Ao seu lado, o general Ken Keen, que lidera as forças dos EUA, deixou claro que não há subordinação à ONU e avisou que não há prazo para deixar o país. “O presidente Barack Obama nos mandou para cá para dar assistência ao governo do Haiti e estaremos aqui até quando eles precisarem”, afirmou. Questionado sobre as pretensões dos EUA em assumir a segurança, Keen foi enfático: “Isso é ridículo.” Segundo ele, há 3,7 mil soldados americanos em terra hoje no Haiti. Oficialmente, cabe aos EUA apenas a tarefa de ajuda humanitária.

Os militares dos dois países se juntaram ontem para distribuir 13 toneladas de comida e 15 mil litros de água em Cité Soleil, região mais pobre da capital. O cenário de entrega de comida era tipicamente haitiano: fumaça, casas de lona, lixo a céu aberto, porcos e seres humanos dividindo o mesmo espaço. Entre os soldados de cada país, poucas palavras. Os americanos não falavam português, e a maioria dos brasileiros apenas arriscava algumas palavras em inglês.

Enquanto isso, o general Floriano Peixoto percorreu a favela com o colega Ken Keen. Abordados pelos jornalistas, buscaram a cordialidade, mas não conseguiram disfarçar a divergência de conceito hierárquico na ação no Haiti. Uma jornalista questionou o general Floriano, na presença de Keen, sobre a polêmica em torno da segurança. Peixoto irritou-se, lembrou que há um acordo de tarefas e posicionou-se: “Eu sou o responsável pela parte militar da Minustah.” Em seguida, tentou amenizar a crise diplomática: “O relacionamento é extremamente positivo.” O discurso de Peixoto tem sido semelhante ao do ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim. Em visita ao Haiti no sábado, Amorim voltou a valorizar a posição majoritária do Brasil no país. Apesar de afirmar que se reporta apenas ao governo do Haiti, o general americano disse que os EUA são parceiros do Programa Mundial de Alimentos (WFP) da ONU. “Sem esta colaboração, não estaríamos aptos a fazer chegar a ajuda”, afirmou Ken Keen, que elogiou as tropas brasileiras. “O Brasil tem bons soldados, extremamente profissionais. Estão entre os melhores do mundo”, disse ele, que já morou no País.

FONTE: Estadão

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Morales renova cúpula militar

vinheta-clipping-forteO presidente boliviano, Evo Morales, renovou neste domingo a cúpula das Forças Armadas do país e o comando da Polícia Nacional, órgão que ganhou força após a expulsão da DEA (Agência Antidrogas dos Estados Unidos), em 2008.

O novo chefe máximo das Forças Armadas bolivianas é Carlos Ramiro de la Fuente, que até então era chefe do Exército de Terra. Já a Polícia Nacional será comandada por Óscar Nina, então comandante da Força Especial da Luta Contra o Narcotráfico.

Ao renovar os altos comandos das Forças Armadas e da Polícia, Morales declarou que estas entidades “devem estar ao lado do povo, apoiando o processo de transformações e mudanças promovido na Bolívia”.

O mandatário, que iniciou na última sexta-feira o seu segundo mandato, disse também que os dois organismos devem “atuar com transparência para melhorar sua imagem e a do Estado”.

Morales pediu ainda desculpas aos militares e policiais, que foram acusados e criticados por ele pelas repressões contra sindicalistas, registradas na época em que o agora chefe de Governo liderava o movimento dos produtores de coca.

“Hoje me convenci que não eram os militares e os policiais os responsáveis por estes fatos, mas sim as autoridades políticas da época, que tomavam decisões e ordenavam às duas instituições que enfrentassem o povo”, justificou.

Por sua vez, Ramiro de la Fuente classificou esta designação como “um momento histórico para a construção de um Estado Plurinacional, mais justo e inclusivo”.

Morales foi reeleito no dia 6 de dezembro ao obter 64% dos votos, o que garantiu a ele uma vitória ainda no primeiro turno. O governante, que iniciou seu primeiro mandato em 2006, visa nesta segunda gestão promover um Estado socialista e comunitário.

FONTE: ANSA

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Missão haitiana vira teste para Brasil

Convidado por França e EUA, Brasil aceitou em 2004 comando das tropas em busca de visibilidade internacional

Roberto Simon

vinheta-clipping-forteQuando, em fevereiro de 2004, o Conselho de Segurança (CS)da ONU aprovou o envio de 400 soldados americanos e franceses a Porto Príncipe, o Haiti ocupava um lugar discreto na agenda da diplomacia brasileira. Rebeldes estavam prestes a tomar a capital haitiana e o presidente Jean-Bertrand Aristide, acuado, renunciou. Reticente em se envolver na força, o Brasil, que ocupava um assento rotativo no CS e integrava o “Grupo de Amigos do Haiti”, limitou-se a reconhecer o novo presidente, Boniface Alexandre, e a votar a favor do envio de tropas. “Não era nosso estilo, o estilo brasileiro, de missão”, relembra o embaixador do Brasil na ONU na época, Ronaldo Sardenberg. Em dois meses, porém, o cenário se inverteria e o governo brasileiro assumiria o comando das tropas no Haiti.

A questão haitiana só se tornou prioritária para o Brasil porque a natureza da missão da ONU mudou entre a queda de Aristide e a chegada dos brasileiros, afirmaram ao Estado autoridades que participaram das negociações.

Logo após o colapso do governo haitiano, o contingente franco-americano foi incumbido de “impor a paz”. “Era, na verdade, uma força de ocupação”, diz o então ministro da Defesa, José Viegas, hoje embaixador em Roma. “Nós só participaríamos de uma missão que fosse chancelada pela ONU para manter a paz.” Nos bastidores, iniciou-se o vaivém de consultas.

Atolados no Iraque e Afeganistão, e com um histórico de ocupação do Haiti, os EUA queriam se distanciar da ilha. Mas, ao mesmo tempo, americanos temiam um influxo em massa de haitianos em sua costa, uma reedição dos “boat people”. “O governo George W. Bush não queria assumir a “paternidade” da coisa”, diz Roberto Abdenur, então embaixador brasileiro nos EUA. Antiga metrópole do Haiti, a França também desejava reduzir sua presença no país.

Segundo fontes, o primeiro contato foi um telefonema feito pelo general americano James Hill, que chefiava o Comando Sul, ao comandante do Exército brasileiro, general Francisco Roberto de Albuquerque. Em seguida, o diálogo subiu um degrau na hierarquia. Viegas recebeu uma ligação da embaixadora dos EUA no Brasil, Donna Hrinak, perguntando “se” e “sob quais condições” o Brasil lideraria a missão da ONU. “Era um sábado, liguei imediatamente ao presidente (Luiz Inácio Lula da Silva). Recebi sinal verde”, relata Viegas.

Finalmente, as negociações atingiram o nível presidencial. Lula recebeu um telefonema do presidente da França, Jacques Chirac, formalizando o convite. “É de suma importância que o Brasil assuma esse comando”, teria dito Chirac a Lula. “Essa também é a opinião do (secretário-geral da ONU) Kofi Annan.”

A entrada da França na negociação tinha duas motivações, afirma um militar que participou do diálogo. Era preciso evitar que o Brasil parecesse um “fantoche” dos EUA e o apoio francês “internacionalizava a questão”. “Mas também era uma “limpada de barra” de franceses com americanos, porque Paris foi, na ONU, visceralmente contra a invasão do Iraque, naquele mesmo ano.”

No Itamaraty, Ministério da Defesa e Planalto havia consenso de que o Haiti era uma “causa justa”. Mais: o comando brasileiro “fortaleceria as credenciais do Brasil para um assento permanente no CS”, diz Abdenur. “Seria um comando prestigioso”, completa Viegas.

O Brasil, porém, queria que a missão fosse de “estabilização” e não “imposição da paz”. Em outras palavras, exigia-se que fosse incluído no mandato da ONU um forte componente socioeconômico, para além da questão estritamente militar. “Uma missão desse tipo era muito mais nosso estilo”, afirma Sardenberg, relembrando a participação brasileira em operação como as em Angola e em Timor Leste.

França, EUA e Annan aceitaram as condições e, em abril de 2004, o CS criou a Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah). O envio de tropas foi então ao Congresso brasileiro, que aprovou a medida.

OPERAÇÃO

“Fomos ao Haiti achando que os inimigos seriam os ex-militares. Mas eram, na verdade, as gangues. Havíamos nos preparado para uma missão militar, mas era uma questão policial”, analisa um oficial que atuou no país.

Olhando em retrospectiva, o comandante das forças da ONU no Haiti de 2007 a 2008, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, divide a história da Minustah em dois momentos fundamentais. O primeiro, de 2004 a 2008, consistiu na luta contra gangues que controlavam as favelas de Bel Air, Cité Militaire e Cité Soleil.

O objetivo era conquistar pontos estratégicos nas regiões e manter uma presença ostensiva. Simultaneamente, houve uma investida para conquistar a confiança da população. “E, assim, as gangues foram quebradas”, explica Santos Cruz.

Reduzida a violência, veio, então, a última – e mais decisiva – etapa, intensificada a partir de 2008: o auxílio ao desenvolvimento e a reconstrução da infraestrutura do país caribenho. “Agora, com o terremoto, regressamos ao estágio “menos um”", conclui uma outra fonte militar que pediu anonimato.

FONTE: O Estado de São Paulo

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Pacto anti-EUA entre guerrilhas colombianas

Acordo ocorreu no ano passado na Venezuela

vinheta-clipping-forteAs guerrilhas colombianas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e ELN (Exército de Libertação Nacional) selaram em 2009 um pacto de não agressão e união contra a presença militar dos Estados Unidos no país, depois de três reuniões realizadas na fronteira com a Venezuela, segundo um relatório de inteligência publicado neste domingo na imprensa colombiana.

Nos encontros, que aconteceram no Estado venezuelano de Zulia, os dois grupos concordaram em pôr fim aos choques internos e combater a instalação de bases militares americanas na Colômbia, informou o jornal colombiano El Tiempo.

A primeira reunião teria ocorrido em julho de 2009, e a segunda, em setembro. O terceiro encontro aconteceu “na última semana de outubro” entre representantes dos dois grupos, que concordaram em “trabalhar pela unidade para enfrentar, com firmeza e beligerância, o atual regime”.

FONTE: UOL

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‘Nós chegamos primeiro e vamos ficar até o fim’

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Coronel Ajax Porto Pinheiro: próximo comandante do batalhão brasileiro no Haiti Militar brasileiro diz que presença americana no Haiti é temporária e não ameaça liderança exercida pelo Brasil

Leandro Colon

O próximo comandante do batalhão brasileiro no Haiti, coronel Ajax Porto Pinheiro, avalia que o país caribenho ainda demorará cinco anos para começar a se reorganizar depois do terremoto do dia 12. “Voltamos no tempo e teremos de recomeçar de novo”, disse Pinheiro ao Estado. O coronel chegou quinta-feira a Porto Príncipe, para substituir, a partir de fevereiro, o coronel João Batista Bernardes no comando das tropas brasileiras. Pinheiro aproveita para reafirmar a posição brasileira de liderança na segurança do Haiti depois do mal-estar com os EUA. “Eles vieram numa ação temporária, emergencial e acredito que em breve vão embora e nós vamos ficar aqui. ”

Quanto tempo vai levar para o Haiti ser reconstruído?

Se quisermos voltar a dezembro de 2004, acredito que mais uns cinco anos. Porque em dezembro de 2004 a cidade começava a se organizar, a ter vida noturna. Hoje, a cidade está às escuras. Os shoppings nas avenidas, os postos de gasolina eram organizados. E tudo isso ruiu. A cidade estava limpa, era o sintoma de que as instituições do Haiti estavam numa ascendente. Agora, voltamos no tempo e teremos de recomeçar de novo. Eu vi a cidade do alto e percebi que não foi toda destruída. Existe, na verdade, um corredor da morte, das montanhas até o porto. São sete quilômetros de extensão por três de largura. É uma linha imaginária. A favela de Bel Air foi destruída e o que está próximo foi abalado. O que está fora dessa faixa está preservado.

O governo já anunciou 900 novos militares brasileiros no Haiti. Qual é o contingente necessário para resolver essa situação?

O Brasil fala na possibilidade de dobrar. O que posso dizer de concreto é que vão mandar uma companhia da Polícia do Exército que ficará sob o controle direto da força de comando da ONU. E há ainda mais um batalhão que não terá a estrutura do meu. Será mais leve e enxuto. Daqui a um mês chegará aqui. O Brasil dará preferência a militares do Exército que já estiveram em outros contingentes. Eles virão com a estrutura deles, com barracas, geradores, banheiros montáveis.

E se dobrar?

Se isso ocorrer, deve aumentar também o número de comandantes. E será outro coronel, com outra tropa. E a missão dela será especificamente ajuda humanitária. E nós nos voltaremos para segurança de comboios internos, externos, patrulhas. Nós ficaremos voltados para a parte de segurança.

Mas a ajuda humanitária não é dos americanos?

Esse acordo não impede que façamos essa ajuda. Acredito que, em alguns momentos, faremos a segurança e eles farão a ajuda. Mas continuaremos prestando ajuda humanitária, até porque as Nações Unidas permanecerão aqui não se sabe até quando. E não tenho a certeza de até quando as tropas americanas permanecerão no Haiti. Eles vieram numa ação temporária, emergencial, e acredito que em breve vão embora e nós vamos ficar aqui. Nós chegamos primeiro e vamos ficar até o fim.

Como avalia esse movimento dos EUA de controlar o aeroporto? Não atravessaram o limite?

Observei a atuação deles nestes dias. Quanto ao aeroporto, eu penso que vão devolvê-lo gradativamente ao governo do Haiti.

Na sexta-feira, o general Floriano Peixoto, que comanda as tropas de paz da ONU, afirmou que era preciso mostrar que o Brasil é quem tem a maior tropa e comanda a segurança. O sr. concorda?

Concordo com o general. Gostamos de frisar que são os brasileiros que estão aqui. Porque a capital é nossa, a ONU está no país inteiro. Então, a capital é nossa, a segurança é nossa, a ajuda é nossa também.

Qual maior dificuldade hoje na recuperação da cidade?

Quanto à segurança, a situação mudou completamente. Temos presídios destruídos com o terremoto e, com isso, presos de alta periculosidade estão soltos pelo país. Não sabemos onde eles estão exatamente. Existe sempre essa ameaça pairando no ar. E quanto à assistência humanitária, os acampamentos estão espalhados pela cidade. Essa quantidade é uma dificuldade. E nós sabemos que os olhos do mundo estão voltados para o Haiti.

FONTE/FOTO: Folha de São Paulo, via Notimp/MinDef

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Usiminas se prepara para produzir aço para veículos do exército

Maria Cristina Frias

vinheta-clipping-forteA Usiminas começou a se preparar para atender a demanda que será gerada pela renovação da frota de blindados do Exército brasileiro, autorizada no fim de 2009 pelo presidente Lula. A ideia da empresa é nacionalizar a indústria de defesa do país.

Para acompanhar o projeto Veículo Blindado Sobre Rodas, para o qual serão destinados R$ 6 bilhões em 20 anos na construção de mais de 2.000 blindados, a Usiminas montará uma linha de produção de aços especiais para blindados militares.

A empresa ainda não fechou contrato com o governo, mas seu projeto de produção de aços especiais já foi aprovado para receber recursos da Finep, ligada ao Ministério de Ciência e Tecnologia.

Os novos blindados, que serão chamados de Guarani, serão construídos na fábrica da Fiat/Iveco, em Sete Lagoas (MG). O aço, que deverá ser fornecido pela Usiminas, ainda não é produzido no Brasil devido à ausência de demanda, segundo Darcton Policarpo Damião, diretor de pesquisa e inovação da empresa.

“A demanda que existia no mercado brasileiro era a da Engesa [empresa falida há mais de 15 anos, produtora dos blindados Urutu e Cascavel, hoje considerados obsoletos]. Depois acabou”, diz Damião.

O fornecedor de aço para o protótipo, produzido pela Iveco, foi a ThyssenKrupp. “Queremos substituir a Thyssen no fornecimento”, afirma Damião, que nega a ideia de que o projeto seja nacionalista.

“É do interesse do Exército usar um componente nacional. Barateia o custo. Trazer um produto da Alemanha, da Rússia, ou de qualquer lugar sai mais caro. Aí entra a competitividade do nacional. Esse é o fator que pede que os produtos de aço sejam aplicados com essa tintura verde e amarela. Não é patriotada. É custo”, afirma.

FONTE: Notimp

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O adeus aos nossos heróis

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FOTOS: Ricardo Stuckert / PR

NOTA do EDITOR: A equipe da “Trilogia Blog de Defesa” e do Poder Naval Online gostaria de transmitir todo o carinho e admiração aos nossos heróis, que tombaram durante a missão de transformar o Haiti em um país melhor.

Sabemos que qualquer palavra aqui escrita em nada irá diminuir a dor das famílias dos nossos soldados, mas queremos deixar registrados os nossos sentimentos à família, amigos e companheiros de corporação e reafirmar que todos nós brasileiros temos orgulho desses heróis e da sua missão. O sacrifício deles não será esquecido!

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Homenagens póstumas aos militares mortos no Haiti são ignoradas pelas TVs

Os canais da TV aberta deram exemplo de civismo, continuando sua programação normal, de qualidade duvidosa, no momento em que se realizavam as homenagens póstumas aos militares brasileiros mortos no terremoto no Haiti.

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