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A ampliação do centro de formação de militares para missões de paz e o treinamento conjunto entre Exército, Marinha e Aeronáutica são os primeiros passos do Brasil para ampliar sua participação em missões da paz da ONU, objetivo traçado pelo Ministério da Defesa.

Três países estão hoje na lista de preferências de autoridades responsáveis por subsidiar a escolha, que cabe ao presidente e requer aval do Congresso. Sudão, Líbano e Chipre são consideradas missões capazes de oferecer menos riscos e ganho político real ao país.

Hoje o Brasil contribui com 9 das 16 missões da ONU. Dos 2.254 brasileiros em ações para a manutenção da paz, 97% estão no Haiti.

“O Brasil está fazendo um esforço grande para melhorar a qualidade de sua tropa”, diz Giancarlo Summa, diretor do Centro de Informações da ONU, no Rio de Janeiro. A participação em missões de paz é considerada fundamental para uma tropa que dificilmente enfrentará guerra.

O general José Elito Carvalho Siqueira, chefe do Estado-Maior do Ministério da Defesa, afirmou que o comando do CCoPaB (Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil) caberá ao Exército, que terá 150 homens, contra 30 de Marinha e Aeronáutica.

FONTE: Folha de São Paulo

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SAN JUAN, Argentina (Reuters) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender nesta terça-feira, durante a reunião de cúpula do Mercosul, um diálogo com o Irã, e, mais uma vez, manifestou ser contrário à imposição de sanções à República Islâmica por seu programa nuclear.

As relações com o Irã são um tema sensível na Argentina, onde o governo exige a extradição de autoridades iranianas, entre elas o ministro de Defesa, por eventuais vínculos com o atentado, em 1994, que destruiu a sede de uma entidade judaica em Buenos Aires e no qual morreram 85 pessoas.

Nos últimos meses, Lula tem criticado insistentemente as potências do Conselho de Segurança da ONU por terem imposto novas sanções ao Irã, depois de o Ocidente ter rejeitado um acordo que permitia a troca de combustível nuclear com a República Islâmica conduzido pelo presidente brasileiro em conjunto com a Turquia.

“Eu, Cristina, não conhecia o presidente do Irã, até que, uma dia, o encontrei na ONU e decidi conversar com ele”, disse Lula, dirigindo-se à presidente da Argentina, Cristina Fernández Kirchner, que preside a reunião de cúpula do Mercosul na cidade andina de San Juan.

“O que me deixa profundamente chateado é que nenhum dos presidentes, dos poderosos do Conselho de Segurança, conversou com ele”, acrescentou Lula.

Do Mercosul fazem parte Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, além de contar com a Bolívia e Chile como sócios não plenos, além da Venezuela, que se encontra em processo de adesão ao bloco sul-americano.

O Ocidente acredita que o programa nuclear iraniano está voltado para desenvolver bombas nucleares, mas Teerã insiste que seu objetivo é gerar energia elétrica.

Lula disse ainda que as sanções são contraproducentes, já que podem afetar empresas de países como o Brasil e a Argentina, mas não as companhias de nações ricas.

Funcionários dos Estados Unidos tem afirmado que a tentativa de acordo ensaiada pelo Brasil e pela Turquia é uma tática do Irã para ganhar tempo.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, tem advertido para que países latino-americanos não se aproximem do Irã, afirmando que essa atitude seria uma “má ideia”, com consequencias. (Por Karina Grazina, com reportagem adicional de Juliana Castilla)

FONTE: Reuters / Brasil Online

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A revista Isto É desta semana trouxe uma matéria sobre o suposto crescimento da venda de armas no Brasil. As ONGs anti-armas voltam a insistir nos argumentos falaciosos e estatísticas que ninguém comprova.

Outra questão que merece nossa atenção é a inversão de valores apontada por Rodrigo Moreira que teve sua compra de uma pistola negada quando argumentou que era para defesa de sua família mas teve a compra autorizada quando alegou que era para defender o seu patrimônio. GRAVE INVERSÃO DE VALORES.

Outra confusão feita é que a matéria dá a entender que o Exército é responsável pela venda de armas para defesa, o que não é verdade, isso compete à Polícia Federal. Ao Exército, mais específicamente à DFPC, compete a autorização para aquisição de armas de colecionadores, atiradores esportivos e caçadores. E ainda, a autorização da venda de pistolas em calibre .40 aos policiais.

O MVB foi procurado e ouvido mas pouca coisa foi utilizada.

Segue abaixo a íntegra da matéria, é possível fazer comentários diretamente no site da revista, no link abaixo:

Também é possível enviar cartas diretamente para redação, que poderão ser publicadas na próxima semana: cartas@istoe.com.br

FONTE: Movimento Viva Brasil

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Vídeo do Lynx Mk9A no Afeganistão

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta segunda-feira que a guerra do Iraque se aproxima do final “como prometido e no prazo”, comemorando o que ele chamou de um sucesso de seu governo, que ocorreria em meio ao persistente instabilidade e incerteza no Iraque. Obama citou o progresso para cumprir o prazo final de retirar todas as tropas de combate do Iraque até o final de agosto. Numa lembrança da situação muito instável no Iraque, ataques a bombas e disparos de armas de fogo mataram 12 pessoas nesta segunda-feira.

“A dura verdade é que nós não vimos o final do sacrifício norte-americano no Iraque”, disse Obama aos veteranos, em discurso na convenção nacional dos Veteranos Americanos, que reúne soldados que foram mutilados na guerra. “Não se enganem: nosso comprometimento com o Iraque está mudando, passando de um esforço militar liderado por nossas tropas para um esforço civil conduzido por nossos diplomatas”, afirmou o mandatário.

O anúncio de Obama vem à tona em um momento no qual a situação no Iraque parece voltar a se deteriorar. O governo norte-americano vem prometendo há dois anos um fim responsável para a guerra no Iraque, atualmente em seu sétimo ano. No entanto, julho foi o mês com mais mortes relacionadas ao conflito em mais de dois anos, segundo números oficiais divulgados pelo governo iraquiano no fim de semana. Ao mesmo tempo, o país árabe encontra-se sem um governo efetivo desde as eleições gerais de março, que terminaram sem um vencedor claro. As diferentes facções políticas do país ainda não conseguiram um acordo para a formação de uma coalizão.

Os EUA manterão uma força de 50 mil soldados no Iraque, a qual deverá ter como missão o treinamento das tropas iraquianas. Sob um acordo negociado em 2008 com o governo iraquiano, todas as tropas dos EUA deverão deixar o país do Oriente Médio até o final de 2011. Há cerca de 65 mil militares norte-americanos atualmente no Iraque. Quando Obama assumiu a presidência, em janeiro de 2009, os EUA tinham 140 mil soldados no Iraque. Em 2007, durante a presidência de George W. Bush, os EUA chegaram a ter 167 mil soldados no Iraque.

FONTE: Estadão

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Título de tiro em primeira pessoa ainda não tem data de lançamento. Fase de testes começará até um ano depois da chegada de ‘Medal of honor’

A produtora Electronic Arts anunciou nesta segunda-feira (2) que o game de tiro em primeira pessoa “Battlefield 3” já está em produção e que os compradores da edição ilimitada de “Medal of honor” poderão participar antecipadamente da fase de testes do novo título.

O pacote especial do game de tiro em primeira pessoa, que será lançado nos Estados Unidos no dia 12 de outubro, trará três armas exclusivas, e uma chave de acesso para a fase beta de “Battlefield 3”, que será realizada em até um ano depois do lançamento de “Medal of honor”.

A Electronic Arts não divulgou detalhes sobre a jogabilidade de “Battlefield 3” ou data de lançamento do título de tiro em primeira pessoa.

FONTE: G1

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Somos todos simplesmente brasileiros

Mario Cesar Flores

É justo proteger comunidades indígenas primitivas e isoladas, assegurando-lhes condições de vida pautadas por suas culturas ancestrais – comunidades que, sem atropelo, serão gradual e naturalmente assimiladas, como sempre aconteceu quando culturas de níveis distintos se põem em contato. Entretanto, em se tratando de índios aculturados – cocar e pintura para a TV… -, que se valem do apoio social público, embora mal atendidos, como grande parte do povo brasileiro, inseridos na moldura da civilização, usufruindo suas vantagens, sofrendo suas atribulações e até cometendo seus delitos (a exemplo da venda clandestina de madeira), é, no mínimo, discutível a prática de nossa penitência pela História, cuja lógica, se estendida ao mundo, subverteria radicalmente a ordem global construída ao longo de séculos.

A solução para esses índios não é a demarcação de áreas imensas, de que já não precisam. É a correta integração cidadã do índio ser humano brasileiro, em áreas adequadas à socioeconomia de cada comunidade, asseguradas as condições (inclusive espaço, se for o caso) para a prática da cultura ancestral espontaneamente mantida – portanto, não orquestrada para a TV. Os critérios demarcatórios hoje usados fariam sentido se o número de índios, o nomadismo e a vida de radical dependência da natureza ainda fossem os anteriores à inserção na civilização. Nas circunstâncias atuais eles precisam mais de políticas social e econômica eficazes e menos de política fundiária antropoideológica. Os índios beneficiários da polêmica demarcação Raposa-Serra do Sol (Roraima) usam seu imenso território ao estilo primitivo de seus ancestrais? Ou vivem atrelados à socioeconomia regional, ao apoio social e até ao financiamento público? Nesta última hipótese, há sentido na extensão definida por parâmetros não mais existentes?

As reivindicações desproporcionais às necessidades não exigidas pela vida selvagem e nômade, de populações indígenas maiores do que as atuais, são autenticamente indígenas? Os defensores das reservas-vastidões arriscariam perguntar a preferência dos índios, entre a vida do passado, dispersos e isolados em grandes extensões, e a integração na civilização, é claro que econômica e socialmente apoiada? Sobre essa dicotomia, uma observação animadora: os soldados do Exército na Amazônia são em grande número de etnias indígenas, familiarizados com as peculiaridades da região, dedicados e eficientes. Resposta de comandante de batalhão do interior da Amazônia, perguntado sobre os problemas indígenas locais: “Isso é coisa de São Paulo e Brasília, aqui índio quer é ver TV no quartel e ser cuidado pelo meu serviço médico…”

A natureza básica dessas observações se aplica, em menor dimensão, à questão quilombola, também ela com sabor de penitência (pela escravidão), que reemerge no século 21 o conceito de raça, enaltecido para justificar o colonialismo europeu na África. Com os índios e quilombolas – e paralelamente, sem conotação territorial, com o sistema de cotas nas universidades, recurso do Estado que abdicou do ensino fundamental e médio de qualidade – estamos criando distinções incoerentes com a miscigenação brasileira. Estamos inserindo um complicador na unidade nacional, já atribulada pela diversidade regional: a admissão de duas cidadanias, a cidadania brasileira e a cidadania-raça, negra ou índia, aplicada a índios e negros nascidos no Brasil, que deixam de ser simplesmente cidadãos brasileiros negros ou de etnias indígenas. A precedência entre a cidadania brasileira e a cidadania-raça, dependente do interesse conjuntural: ser índio ou o vago afrodescendente quando conveniente, ou ser brasileiro negro ou índio quando interessam os direitos da cidadania brasileira. É
razoável a demarcação para índios vistos sob a perspectiva da cidadania-raça e, simultaneamente, Bolsa-Família e Pronaf para as mesmas pessoas, agora brasileiros índios?

À semelhança dos impérios do passado, não convém a um país grande e complexo a existência de critérios geradores de sentimentos raciais (ou religiosos…) indutores do solapamento da identidade nacional.

Estamos “racializando” o País, criando condições potencialmente estimuladoras desse solapamento, gerando uma divisão em que, dependendo da conveniência, poderá prevalecer a pátria Brasil ou o indigenismo e a negritude. O Estado brasileiro vai acabar tendo de conciliar um “império republicano” de três cidadanias: a eurodescendente, a afrodescendente e a indígena. Em contenciosos que ponham em confronto a ideia nacional e a subnacional, qual prevalecerá? É um paradoxo procurar a união supranacional de base política e econômica (Mercosul, Unasul…) e simultaneamente facilitar a cisão subnacional de base racial!

Tolerâncias dessa natureza têm (no mundo e em todos os tempos) estimulado tensões e até secessões ou, ao menos, pretensões à autonomia singular. A adesão sem ressalvas à Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas (ONU) implicará risco de ser a unidade nacional tumultuada pela concepção desagregadora do nacionalismo étnico – que tumultuou a Europa na primeira metade do século 20 e ainda a perturba, talvez com o apoio da ONU e/ou de alguma versão século 21 da concepção do presidente Wilson de um século atrás, favorável à autodeterminação fundamentada no conceito da “nação” étnica e cultural.

Não será surpreendente se, algum dia, uma ONG vier a sugerir plebiscito sobre o status político-administrativo desejado por comunidade indígena travestida de “nação indígena” – já aventada, ainda que até agora sem repercussão significativa, na área
Raposa-Serra do Sol -, obviamente restrito à comunidade: o “resto” do Brasil não opinaria. Plebiscito que, se pretendido para o País Basco, Tibete, Xinjiang e Curdistão, seria repelido decisivamente por Espanha, China, Turquia, Irã e Iraque.

Mario Cesar Flores
ALMIRANTE DE ESQUADRA (REFORMADO)

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Ação seria tomada se país produzir uma arma nuclear. Michael Mullen diz que ataque teria consequências não desejadas.

O chefe do Estado-Maior americano assegurou neste domingo (1º) que um plano de ataque dos Estados Unidos contra o Irã está pronto para ser usado, caso Teerã produza a arma nuclear, mas que está “extremamente preocupado” com as consequências que uma ofensiva como essa pode ter.

Uma ação militar contra o Irã poderá ter “consequências não desejadas que são difíceis de prever em uma região tão incrivelmente instável”, declarou o almirante Michael Mullen à rede NBC.

Contudo, os Estados Unidos não podem deixar Teerã ter a arma nuclear, acrescentou. “Para ser muito franco, qualquer uma das opções me preocupa muito”, reconheceu.

Ele se disse “otimista” em relação aos esforços diplomáticos da comunidade internacional e às sanções impostas ao Irã, que, segundo ele, levarão a República Islâmica a abandonar seu programa de enriquecimento de urânio.

Apesar disso, “as opções militares estão sobre a mesa e permanecem sobre ela”. “Espero que não tenhamos que utilizá-las, mas elas são importantes e bem conhecidas”, acrescentou o almirante Mullen.

Teerã afirma que seu programa de enriquecimento de urânio possui fins civis e pacíficos.

FONTE: G1 / France Presse

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PAC do Exército

A corporação se transforma na maior construtora do País ao deslocar 11 mil militares para tocar 80 obras, num valor de R$ 2 bilhões

Guilherme Queiroz

Uma sofisticada pavimentadora de concreto trabalha na restauração da BR-101, na divisa entre a Paraíba e Pernambuco. Importada da Alemanha por R$ 4 milhões, chama a atenção pela lataria camuflada. Ela pertence ao Exército, a construtora encarregada da obra e, nos últimos anos, um dos mais importantes braços executores do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O governo tem delegado à farda verde-oliva uma parcela expressiva das obras federais, num portfólio que se destaca não só pelo valor, mas por sua relevância para a infraestrutura nacional. São canteiros distribuídos em rodovias, portos e aeroportos, com orçamento superior a R$ 2 bilhões. Muitas não saíam do papel, em grande parte, devido a irregularidades constatadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Para evitar atrasos, o Exército emprega todos os 11 mil homens de sua Diretoria de Obras e Construção em cerca de 80 projetos. O Exército é hoje a maior empreiteira do País, reclama João Alberto Ribeiro, presidente da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias.

A bronca é natural. Poucas construtoras no País têm hoje uma carteira de projetos como a executada sem licitação pelos batalhões do Exército. No PAC, há 2.989 quilômetros de rodovias federais sob reparos, em construção ou restauração, com gastos previstos em R$ 2 bilhões. Destes, 745 quilômetros ou R$ 1,8 bilhão estão a cargo da corporação. Isso equivale a 16% do orçamento do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes neste ano.

Os militares refutam as críticas de concorrência desleal. Não estamos aqui para competir com a iniciativa privada. Apenas participamos do esforço do governo para diminuir as diferenças regionais e, ao mesmo tempo, ser instrumento do Estado para regular um mercado em conflito, disse à DINHEIRO o general de divisão Jorge Ernesto Pinto Fraxe, diretor de obras e cooperação do Exército. A primeira missão nessa estratégia foi a reforma de três trechos da BR-101, principal rodovia costeira do País. É um bolo de R$ 1 bilhão que as empreiteiras disputaram, mas não saborearam, por conta das sucessivas disputas judiciais.

O governo repetiu a dose em estradas paralisadas havia anos sob acusação de irregularidades ou problemas ambientais. Casos da BR-163, conhecida como Cuiabá-Santarém e da BR-319, entre Porto Velho e Manaus, construída em 1974, mas que, abandonada pelas autoridades, foi absorvida pela Floresta Amazônica. Faremos da BR-319 a primeira rodovia verde, disse à DINHEIRO o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. Para as empresas de transporte, a recuperação da deteriorada malha rodoviária brasileira é motivo de comemoração. Vemos com entusiasmo o fim dos imbróglios que retardavam a recuperação de importantes trechos rodoviários, afirma Clésio Andrade, presidente da Confederação Nacional do Transporte.

Estima-se que, ao serem concluídas, as obras entregues ao Exército terão um custo até 20% menor para os cofres públicos. A corporação não pode lucrar com os serviços que presta. Como emprega os próprios oficiais e soldados, já remunerados pelo soldo, o custo da mão de obra deixa de ser um componente do preço final da empreitada. Por tudo isso, o Exército está desempenhando um papel fundamental na infraestrutura necessária para o Brasil sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

O esforço é maior nos aeroportos. A Infraero entregou aos militares as obras de restauração de uma das pistas de pouso e do pátio de aeronaves do Aeroporto Internacional de Guarulhos, avaliadas em R$ 43 milhões, depois de dois anos de paralisação por determinação do TCU. Suspensos por desvio de recursos, os projetos dos aeroportos de Vitória e Goiânia também podem ser concluídos pelo Exército. A transferência era absolutamente indispensável para retomarmos o nosso cronograma operacional, explica Jaime Parreira, diretor de obras da Infraero.

FONTE: Isto É Dinheiro, via Notimp

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Clique na imagem abaixo para fazer o “download” do arquivo PDF (4.75Mb) com o número 1 da revista Apoio Sindical, do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, de Março de 1988.

No texto da publicação é possível detectar a mentalidade dos representantes dos trabalhadores das empresas Engesa, Avibrás e Embraer, no auge da produção bélica no Brasil.

As matérias tratam da corrida armamentista, os efeitos de uma explosão nuclear, a produção de armamentos no Brasil, a política das armas e economia, o Sindicato, a indústica bélica e a proposta de reconversão, além de uma entrevista com o presidente do sindicato.

O texto diz, entre outras coisas absurdas, que o “Vale da Tecnologia” é também o “Vale da Morte” e que seguindo a diretriz da ONU, as fábricas de armamentos deveriam ser convertidas em fábricas de produtos civis.

Afora isso, existem algumas tabelas com dados interessantes sobre os totais de vendas de armamentos e principais clientes.

COLABOROU: Reginaldo da Silva Bacchi

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