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Descriminalização da maconha

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A descriminalização da maconha é um tema que me incomoda há muito tempo e, cada vez mais, vem ganhando força na sociedade. Recentemente uma “marcha da maconha” foi reprimida pela polícia na cidade de São Paulo, o que acabou gerando mais publicidade e debates em torno do tema em questão, em decorrência disso, reuni forças para externar a minha opinião sobre a polêmica.

Não faltam opiniões e textos que defendam descriminalização da maconha, porém percebe-se que boa parte deles são desprovidos de fundamentos, bem como contam com uma visão muito superficial acerca do assunto, deixando de tratá-lo com a devida seriedade.

A primeira linha de defesa da descriminalização é o argumento de que o tráfico de drogas veria seu fim com a alteração da lei, afirmação esta sem qualquer base de sustentação, uma vez que a prática ilícita em questão sobrevive não apenas da comercialização da maconha, mas também de diversos entorpecentes como o crack, a cocaína, a heroína, entre outros.

Cabe salientar que, caso a maconha venha a ser legalizada, os crimes em torno desta substância não se extinguirão, mas apenas serão enquadrados em outros tipos penais. Para explicar tal fato, pode-se tomar como exemplo o cigarro, uma mercadoria cuja comercialização é legal, entretanto vem a ser uma das mais contrabandeadas e falsificadas do mundo, gerando enormes lucros para diversas organizações criminosas.

Conclui-se, portanto, que os criminosos não deixariam de gerar riquezas com a eventual legalização da maconha, o que ocorreria seria uma mudança de crime, de tráfico de drogas para contrabando ou descaminho.
Outro ponto importante a ser analisado é a questão do lucro que a maconha proporciona aos criminosos.

O tráfico de drogas em geral possui um custo operacional um tanto quanto elevado, uma vez que os traficantes necessitam gastar uma boa quantia de dinheiro para permitir que as mercadorias possam ser disponibilizadas aos compradores. O custo do tráfico decorre do pagamento da mão de obra que nele trabalha, da aquisição de armamentos para garantir o espaço de influência (um fuzil pode chegar a custar mais de R$ 40 mil reais), da compra da mercadoria (o preço de custo dos entorpecentes), bem como do pagamento de propina para as autoridades.

Os elevados custos operacionais descritos anteriormente acarretam numa diversificação de condutas criminosas praticadas por traficantes. Os criminosos, com o intuito de terem seus lucros aumentados, aproveitam de sua área de influência já estabelecida e praticam crimes em seu interior, como a extorsão, a venda de sinal de TV a cabo furtado, a venda de gás e energia elétrica, bem como o transporte paralelo. Diante disto, quais seriam as consequências caso os traficantes perdessem os lucros decorrentes da venda de maconha? Será que intensificariam as outras modalidades de crimes já praticados? Penso que esta seja uma questão delicada, a qual deve ser tratada com cautela e não da maneira como vem sendo exposta.

Alguns indivíduos chegam a alegar que a guerra contra as drogas fora perdida e que, em decorrência disso, é hora de reavaliar a questão da legalização do porte de maconha para uso pessoal. A alegação em questão deve ser vista com extremo cuidado, pois é necessário analisar como a tal guerra contra as drogas fora executada. O grande problema é que nossos representantes (tanto no Executivo, quanto no Legislativo) promovem o combate às drogas apenas por meio da repressão policial, fato é, entretanto, que a polícia é apenas um dos instrumentos necessários na guerra contra as drogas e não o único.

A ação da polícia é de extrema importância para o sucesso da repressão às drogas, porém sozinha talvez nunca seja capaz de vencer a chamada guerra contra as drogas, pois é necessário que se atinjam as causas que fazem com que jovens entrem para o tráfico de drogas, bem como as causas que fazem com que os indivíduos se utilizem da mesma.

Diante de tais circunstâncias, é de suma importância a promoção de políticas que visem oferecer uma vida mais digna ao brasileiro, proporcionando a este transporte público de qualidade, boas condições de moradia, oferta de empregos, saúde e educação pública que realmente sejam de qualidade, entre outros, pois deste modo estarão sendo combatidas algumas das causas que levam as pessoas a entrar para o mundo do crime.

Em conjunto com as ações acima descritas, é necessária uma campanha mais efetiva de conscientização da população, tendo por objetivo a diminuição da utilização de entorpecentes. A campanha em questão pode e deve ser realizada dentro das escolas, apresentando aos estudantes os males que as drogas causam à saúde e às famílias dos usuários. Em relação às ações policiais, deixarei para abordar o tema mais oportunamente, uma vez que muito me interessa, mas nesta ocasião irá alongar demais o texto.

Por fim, mas não menos importante, cabe expor que uma eventual descriminalização da maconha poderia abrir um perigoso precedente em nosso ordenamento jurídico, uma vez que o argumento que hoje é utilizado para defender a legalização do entorpecente em questão pode, no futuro, ser utilizado para a defesa de uma descriminalização do crack, da cocaína, da heroína e de tantas outras drogas.

A descriminalização da maconha se apresenta, para mim, como algo totalmente equivocado, a qual carece de estudos aprofundados acerca das perigosas consequências que dela podem decorrer. Fato é que a medida em questão é extremamente mais fácil de ser realizada do que o efetivo combate às drogas que aqui expus, uma vez que o último requer vontade política, a qual parece existir somente quando os interesses particulares de nossos representantes estão em jogo.

Se estamos perdendo a guerra contra as drogas, é porque até hoje não entramos nela para vencer.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ordenou a suspensão de US$ 800 milhões em auxílio aos militares do Paquistão. Segundo o chefe de gabinete da Casa Branca, William Daley, a relação entre EUA e Paquistão é “difícil” e deve melhorar com o tempo, mas enquanto esse momento não chega “vamos reter parte do dinheiro que os contribuintes americanos estão dispostos a oferecer aos paquistaneses”.

A suspensão do auxílio, divulgada inicialmente pelo jornal New York Times, ocorre depois de o almirante Mike Mullen, principal assessor militar de Obama, ter afirmado que os serviços de segurança do Paquistão podem ter sancionado o assassinato de um jornalista do país que escreveu sobre a infiltração de extremistas religiosos no Exército paquistanês.

A alegação foi negada pelos militares do Paquistão e também pelo serviço de espionagem paquistanês, que possui laços históricos com o Taleban e outras milícias e é considerado por muitos analistas ocidentais como um país dentro de outro país.

Em entrevista ao programa “This Week”, da ABC, Daley sugeriu que a decisão de suspender o auxílio ao Paquistão era resultado da crescente tensão entre o país e os EUA, especialmente depois da operação norte-americana que resultou na morte de Osama bin Laden, em maio, numa região muito próxima à principal escola militar do Paquistão. “Obviamente ainda há muita mágoa que o sistema político do Paquistão está sentindo por causa da operação que fizemos para pegar Osama bin Laden”, disse Daley.

Outra autoridade norte-americana disse que a suspensão do auxílio foi motivada pela decisão do Exército do Paquistão de reduzir o número de vistos para militares dos EUA que viajariam ao país para fins de treinamento. “Continuamos comprometidos em ajudar o Paquistão a melhorar sua capacidade, mas comunicamos às autoridades paquistanesas sobre diversas ocasiões em que precisamos de certa ajuda para oferecer assistência”, disse a autoridade, que falou sob condição de anonimato porque não pode discutir o assunto publicamente.

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse recentemente aos senadores norte-americanos que “não estamos preparados para continuar oferecendo (o auxílio militar) exceto se virmos algumas medidas sendo tomadas”.

O porta-voz do exército do Paquistão, major-general Athar Abbas, recusou-se a comentar a suspensão do auxílio.

FONTE: Agência Estado

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O chefe de Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, Mike Mullen, em visita na China, se reuniu nesta segunda-feira (11) com diversos dirigentes chineses. Ambas as partes trocaram opiniões acerca de desenvolvimento dos laços militares, questão de Taiwan e planos de intercâmbio, e alcançaram vários consensos.

No encontro, o vice-presidente chinês, Xi Jinping, declarou esperar que os departamentos de defesa e exércitos dos dois países possam eliminar os obstáculos na evolução dos laços militares, além de promover respeito mútuo e cooperação de benefício recíproco.

Segundo o vice-presidente da Comissão Militar Central da China, Guo Boxiong, a questão de Taiwan envolve os principais interesses da China. Ele exigiu que os norte-americanos observem os comunicados conjuntos China-EUA, que proíbem a venda de armas avançadas para Taiwan, o que prejudicaria novamente a relação militar.

O chefe-geral de Estado-Maior da China, Chen Bingde, também se reuniu hoje com Mullen. Na ocasião, ambos prometem que vão elaborar o princípio que beneficia o desenvolvimento das relações militares bilaterais, a fim de promover os progressos das relações cooperativas de parceria de respeito mútuo e benefício recíproco. Os dois concordam em que as forças militares da China e dos EUA devem reforçar as cooperações para o enfrentamento dos desafios de segurança regional e global.

Por sua vez, Mullen afirmou que a parte norte-americana dá grande importância ao desenvolvimento das relações bilaterais e quer reforçar, junto com a China, diálogos e intercâmbios para aumentar constantemente a confiança mútua.

FONTE: CRI Online

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Ainda sob o Comando General Zenóbio, o grupamento designado para o ataque de 12 de dezembro, nele compreendido o REGIMENTO SAMPAIO, a dois batalhões, a CIA. Obuzes a disposição da artilharia.

A entrada em linha para o ataque foi feita em véspera, a noite, nas mesma penosas condições de tentativa de 29 de novembro, sob condições atmosférica ainda mais favoráveis. Por surpresa e sem preparação de artilharia, o ataque de veria irromper as 6:30 da manhã, com os Batalhões Franklin e Syzeno a frente e nessa ordem.

Chovera sem parar e uma neblina irritante restringia a dezenas de metros a difícil visibilidade tornando impossível a regulação dos tiros de artilharia e tampouco se poderia contar com a cooperação prevista de aviação, com sacrifício das informações que dela se esperavam. E para agravar mais ainda tantos contratempos, a artilharia que agia para o setor vizinho, quebra o sigilo, desencadeando seus fogos com trinta minutos de antecedência, isto é, as 6:00 horas. Em consequência, o Batalhão Franklin desemboca quase sem tempo de parada, e em trinta minutos ganha a linha de Le Roncole-C. Guanela, (Cias. Amizaut e Farah) enquanto o Batalhão Syzeno, dava a impressão de ter partido com atrazo, (CIA. José Raul) sendo colhido, desde a base de partida (que apenas vinha de atingir, em fim de marcha) por violentas barragem de artilharia e morteiros do inimigo, já alertado e a postos. Todavia o pelotão Galloti (4ª- CIA), consegue ultrapassar a barragem e ás 8:00 horas estava diante de C.Viteline, onde o seu tenente foi então ferido gravemente. O Coronel Caiado pede insistentemente para os ataques Americanos, cujo o comandante responde não poder agir, pois suas máquinas estavam atoladas na lama. Nada mais podia fazer aquele chefe, forçado assim a assistir o combate de seu regimento, sem recursos para nele intervir.

Todavia , no Batalhão Franklim, impulsionado vigorosamente pelo seu chefe, ás 9:00 horas a Cia. Farah  se encontrava audaciosamente diante de C. Zolfo, ( pelotões Bordeaux e Dijiacómo ) já bloqueada pelos fogos de Fornace , e batido de revez, por Mazzancana, enquanto a Cia. Arnizaut , também adentrada ( pelotões Ataída ( Sgt ) e Genito ) se via hostilizada pela retaguarda, pelos fogos C. Viteline.

No Batalhão Syzeno, entretanto , a Cia. Kluge ( 4ª ) tinha, atravessada decisivamente a barragem, mas detidos já, o pelotão Urias e o pelotão Galloti passado de C. Viteline, ( deixadas para traz ) e mais adentrado, o pelotão Apollo da Cia. Waldir (5a- ) em reserva para reforçar ou ultrapassar a Cia. Kluge, que á direita, conseguira progredir até La Cá.
Em curso esta decisão, chega uma informação de que C. Viteline estava abandonada e que já havia tropa amiga em Abetaia e Vale (Batalhão Jacy, do regimento Tiradentes ). Era a garantia do flanco direito do Batalhão Syzeno. Sem embarco, quanto, ás 10:00 horas , a Cia. Waldir vai ultrapassando a Cia. Kluge, com ela se confunde, batidas ambas violentamente não só por C. Viteline como pelos fogos flanqueantes de Abataia e Vale, dadas por desocupadas, provocando confusão e incerteza. Uma lástima este contratempo, por que o Batalhão Franklim já tinha suas avançadas no sopé do Castelo.

A situação se fazia critica para o Batalhão Syzeno. Uma Cia. ( cap. Bueno, então gravimente ferido ) o Batalhão Jacy, se esfacela diante das casamatas de Abetaia, que o inimigo mantia tenazmente. Por outro lado, no Batalhão Franklin, uma informação do escalão superior fazia suspender os potentes fogos de .50 ( pelotão Silva Reis ) com que ele se protegia das resistências de Fornace e Mazzancana, a sua esquerda. É que uma informação chegada dera aqueles pontos como ocupados por tropas amigas, que assim estaria perdendo gente por tropas amigos. O Batalhão Franklin foi, desse modo, forçado a se aferrar ao terreno, para melhor se proteger daqueles pontos, donde o inimigo lhe alvejava de flanco e de revez , rudemente.

As reações imediatas de Fornace e Mazzancaa , de Abetaia e Vale, de flanco e de revez e mesmo de C. Viteline; a indecisão que tais informações causaram, tornaram insustentáveis a situação, diante de um inimigo que resistia obstinadamente. E embora fosse acionada a reserva (Batalhão Cândido ), a pedido do comandante do Sampaio, esta chega fora de qualquer possibilidade eficaz de intervenção. Chovera e a visibilidade era restrita.

Ás 12:30 o ataque é dado como fracassado (principalmente porque tivera os dois flancos expostos ) e as 15:00 horas a situação era a que se segue: No Batalhão Franklin, ( III ) a cia. Farah ( 9a, pelotão Bordeaux, Machado, Cirne e Dijiácomo), muito desfalcada e apoiada no retraimento pelos pelotões Guinemé e Siqueira, da Cia. Amadeu (8a. , mais os pelotões Wilson e Zamora) mantendo Guambaiana com dificudade; e a Cia. Arnizaut ( 7a-, pelotão Rocha, Genito, Nobrega e Ataíde) em 744, fortemente batida de 799. ( pelotões Genito e Ataíde ). A Cia. Floriano ( Petrechos ), na base de fogos ( pelotões Eurípedes, Glauco Mazza e seções Lana e Travassos).Apesar do seu sensível avanço, no recuo, o Batalhão Franklin recolheu quase todos os seus feridos, poucos tendo ficado na palmilhada terra de ninguém.

No Batalhão Syzeno (III), a Cia. Waldir ( 5a-, pelotão Sigismundo, Gibson, Darcidio e bicudo) com o pelotão Sigismundo na região de La Cá e o pelotão Gibson em C. Guanela, detidos; a Cia. Kluge ( 4a, pelotões Urias, Achiles, Rosa e Murilo ) com o pelotão Achiles esfacelado por La Cá, o pelotão de Urias na baixada de Abetaia e um grupo de pelotão Rosas (sgt) á direita de C. Viteleni, todos igualmente detidos; a Cia. José Raul, ( 6a, pelotões Chaon a esquerda de C. Viteleni; a Cia. Celestino, ( petrechos ) em base de fogos (Pelotões Ribeiro, Dias, Hugo, Castro, Filho e Seções Nilton e Walter ). Finalmente, as 15:40, o General Zenóbio passa o comando da frente para o Coronel Caiado de Castro, determinando o retraimento paras as linhas de partida. Estas deveriam ser guarnecidas pelo Regimento Tiradentes, reforçado, e os Batalhões de Sampaio se reagrupariam à sua retaguarda.

Esta infeliz jornada de 12 de dezembro, incontestavelmente o mais duro revez sofrido pela F.E.B, na Itália, e no qual tudo conspirou contra o êxito, trouxe preciosos ensinamento para as operações futuras. Em sã consciência, porém, a ninguém é licito responsabilizar pelos seus fracasso, que se deve creditar, com fato consumado, é realidade da Guerra.
Fracassado o ataque de 12 de dezembro, o esgotado REGIMENTO SAMPAIO do brutal esforço que vinha dependendo, passou ele a um repouso relativo, como reserva de divisão, reagrupando-se entre Sila e Porreta, o P. C. Novamente em Corveta.

Continua….

Fonte: Livro  ”Do Terço Velho ao Sampaio da FEB”

 

Os formuladores da política externa brasileira ganharam uma importante referência para o futuro das relações com os Estados Unidos. Relatório do influente “think tank” americano Council on Foreign Relations (CFR), a que O GLOBO teve acesso, recomenda que o governo Barack Obama “apoie totalmente” a reivindicação brasileira de um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, como forma de aproximar os dois países e “contribuir para superar a suspeita remanescente dentro do governo brasileiro de que o compromisso dos EUA com uma relação madura entre iguais é, em grande parte, retórica”.

Os autores são ocupantes recentes de influentes gabinetes em Washington e renomados especialistas de outros centros de estudo americanos, sintonizados com o pensamento dominante no centro do poder dos EUA. O trabalho analisa as linhas gerais da política externa do Brasil nos governos Lula e neste início de mandato de Dilma Rousseff. Trinta especialistas foram mobilizados. Nove deles, porém, deixaram explícita sua discordância em relação às conclusões do grupo. Reconhecem o mérito da demanda de Brasília, mas defendem uma abordagem mais gradual, temendo repercussões negativas para os EUA na América Latina. Ao invés do endosso formal à reivindicação brasileira, preferem o tom menos assertivo adotado por Obama em sua visita ao país, em março.

O relatório saúda o compromisso de Dilma na defesa dos direitos humanos, destacando “a condenação das atrocidades na Líbia e o voto (na ONU) para aprovar um relator especial de direitos humanos para o Irã”, reconhecendo uma mudança em relação “à abordagem estritamente não intervencionista de Lula”. Mas registra a abstenção brasileira no voto para autorizar a intervenção na Líbia; e se mostra na expectativa da posição brasileira na iminente votação na ONU da criação do Estado palestino. Brasília já declarou apoio aos palestinos.

O texto do CFR faz uma análise do padrão brasileiro de se abster em fóruns como a ONU, o que irrita o governo americano. Chama a atenção para o fato de que isso não reflete, necessariamente, discordância em relação à proposta, mas a frustração brasileira diante de posições contraditórias da comunidade internacional.

A defesa geral da democracia feita pelo Brasil merece elogios no documento, mas, ao mesmo tempo, o país é criticado por “não se aliar aos EUA na promoção dos direitos humanos e da democracia em Venezuela, Cuba, Colômbia ou Nicarágua”.

O CFR constata que ainda não foi digerida em Washington a decisão do Brasil de se contrapor aos EUA e negociar diretamente com o Irã, em 2010, a questão do programa nuclear. E entende que o envolvimento do Brasil no Oriente Médio “pode enfraquecer as credenciais do país para negociar em outras questões em que sua participação não só é mais lógica, como mais necessária”. O documento do CFR contribui para o maior entendimento mútuo de aspectos das políticas externas dos EUA e do Brasil, balizando ações que ajudem a reduzir as desconfianças e aumentar a eficácia da ação diplomática dos dois países. Segundo o texto, existe uma “fundação positiva” e agora é “o momento de construir” sobre ela. Deveria ser levado a sério em Brasília.

FONTE: O GLOBO

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Breve retrato do Brasil

Olavo de Carvalho

Em todo o território nacional, só três coisas funcionam: a coleta de impostos, o narcotráfico e o agronegócio, que tapa o rombo aberto pelos outros dois e é, por isso mesmo, o mais odiado, o mais xingado dos três.

O Foro de São Paulo, aquela entidadezinha que segundo os eminentes bambambãs do jornalismo brasileiro não tinha importância nem força nenhuma, aquela organização fantasmal na qual só os paranoicos enxergavam alguma periculosidade, domina agora metade da América Latina e não dá o menor sinal de cansaço na sua marcha para a conquista do continente inteiro.

No Brasil, os partidos de direita agonizam. Seus líderes se afobam e se atropelam na pressa obscena de mostrar subserviência ao vencedor. O homem que entre sorrisos de autossatisfação elevou a dívida nacional à casa dos trilhões, desgraçando as gerações futuras para ganhar os votos da presente, continua sendo aplaudido como o salvador da nossa economia e prepara seu reingresso triunfal no Palácio do Planalto. Denunciado à Justiça como corrupto e corruptor, ri e aposta, como um ladrãozinho qualquer, na lentidão dos tribunais, que não o pegarão em vida.

Os bandos criminosos, treinados e armados pelas Farc – por sua vez amparadas pela benevolência oficial -, matam 40 mil brasileiros por ano e, pela força desse exemplo, mantêm inerme e cabisbaixa uma população à qual o governo sonega tanto a proteção policial quanto os meios de autodefesa. Nas escolas, as crianças aprendem a cultuar a sodomia e a desprezar a gramática, só fazendo jus aos últimos lugares nos testes internacionais pela razão singela de que não há um lugar abaixo do último.

As indústrias chamam técnicos do exterior, porque das universidades brasileiras não vem ninguém alfabetizado. Em todo o território nacional, só três coisas funcionam: a coleta de impostos, o narcotráfico e o agronegócio, que tapa o rombo aberto pelos outros dois e é, por isso mesmo, o mais odiado, o mais xingado dos três.

Os juízes usam a Constituição como papel higiênico e a única ordem jurídica que resta é a prepotência dos grupos de pressão subsidiados por fundações estrangeiras. As Forças Armadas se aviltam, respondendo a cusparadas com muxoxos e rastejando ante os que as desprezam.

A alta cultura desapareceu, há trinta anos não surge um escritor digno desse nome; as poucas mentes criadoras que restam fogem para o exterior ou definham no isolamento, o simulacro de pesquisa científica com que as universidades sugam bilhões de reais do contribuinte nada produz que valha a pena ler.

Uma ortografia de loucos acabou se impondo como lei, assinada, e não por acaso, por um presidente analfabeto. Um palhaço iletrado que se elegeu por gozação é nomeado, na Câmara, para a Comissão de Cultura, um cargo para o qual, com toda a evidência, não se requer cultura nenhuma.

Nas discussões públicas, as mentes iluminadas de comentaristas e acadêmicos se dispersam em mil e um detalhes fúteis, ostentando falsa esperteza sem jamais atinar com a forma geral do processo histórico que toda semana as desmente e as ridiculariza. E quanto mais erram, mais inteligentes parecem a um público que elas próprias emburreceram precisamente para isso.

Em suma, está tudo exatamente como há décadas venho anunciando que ia estar, e só me resta o consolo amargo de ter tido razão onde o erro teria sido mil vezes preferível. O povo mostrou-se incapaz de controlar seus governantes, os governantes incapazes de controlar seus mais baixos instintos, a elite nominalmente pensante incapaz até mesmo de acompanhar o que está acontecendo, quanto mais de prever o que vai acontecer em seguida.

O Brasil está dando um espetáculo de inconsciência, de insensibilidade, de sonsice irresponsável como jamais se viu no mundo. É um país que vive de mentiras autolisonjeiras enquanto naufraga em caos, sangue, dívidas e abominações de toda sorte.

Olavo de Carvalho é ensaísta, jornalista, professor e Filósofo

FONTE: Mídia sem Máscara

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De acordo com o semanário alemão Der Spiegel, a Alemanha teria aprovado a venda de 200 carros de combate Leopard 2A7+ para a Arábia Saudita, depois de décadas do bloqueio de armas para aquele reino.

A revista informou que o Conselho Federal de Segurança aprovou a venda na semana passada, sem citar fontes. Os sauditas querem comprar 200 tanques Leopard 2A7 +, numa encomenda de alguns bilhões de euros às empresas Kraus-Maffei e Rheinmetall.

Os sauditas estavam em negociações com a subsidiária espanhola da General Dynamics para a compra de sua versão do Leopard, mas a maior parte da encomenda deve ficar com os alemães, disse a revista.

A Arábia Saudita já opera M1A2 Abrams, AMX-30 e M60A3 e também está em conversações para comprar o T-90 da Rússia.

Aniversário da Revolução Constitucionalista

  Começa a partir das 9h deste sábado a solenidade cívica do 79º Aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932, no Parque Ibirapuera, zona sul de São Paulo. Participarão da solenidade neste feriado representantes da Marinha, Exército, Força Aérea Brasileira (FAB), Polícia Militar, Força Expedicionária Brasileira (FEB), da Associação Brasileira das Forças Internacionais de Paz da ONU – SP, autoridades, entidades civis e a Guarda Civil Metropolitana.

Durante a cerimônia, será entregue a medalha constitucionalista a pessoas que tenham prestado serviços relevantes à cidade de São Paulo e que mereçam distinção.

A Revolução Constitucionalista de 1932 foi o movimento armado ocorrido no Estado de São Paulo, que visava derrubar o Governo Provisório de Getúlio Vargas e a promulgação de uma nova constituição para o Brasil. Foram 87 dias de combates, de 9 de julho a 4 de outubro de 1932. O último aconteceu dois dias depois da rendição paulista. Na revolução, morreram 934 pessoas, oficialmente.

FONTE: Diário do Grande ABC

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