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No dia 17 de junho, o Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro (AGR) recebeu a viatura protótipo do Projeto da Nova Família de Blindados de Rodas, do Exército Brasileiro, para a instalação da torre estabilizada não tripulada dotada de canhão 30 mm UT30 BR.

A torre foi montada no AGR pela empresa ELBIT e integrada ao carro produzido pela IVECO para início de testes pelo Centro de Avaliação do Exército.

A nova Família de Blindados de Rodas possui as seguintes características:

  • Capacidade para transporte de 13 homens.
  • Peso bruto: 15t
  • Peso carga útil: 3t
  • Trem de rolamento: 6×6
  • Motor: 300 HP
  • Anfíbia
  • Transportável em aeronave C 130 – Hércules
  • Velocidade máxima: 100 Km/h
  • Proteção blindada contra projéteis 7,62 x 51 AP, podendo receber blindagem adicional.
  • Armazenamento: torre com canhão 30mm ou metralhadora 7,62 ou .50 acionada remotamente.

FONTE e FOTOS: EB

No dia 24 de junho, o Exército recebeu um novo lote de viaturas blindadas modelo Leopard 1A5BR, que desembarcou no Porto Novo do Rio Grande.

Foram recebidas 38 Viaturas Blindadas de Combate – Carro de Combate (VBC-CC), que foram transportadas para o Parque Regional de Manutenção/3, em Santa Maria (RS).

Esses blindados pertencem ao quinto lote, estando previstos mais dois. Os carros de combate fazem parte do Projeto Leopard, cujo contrato de compra e apoio foi estabelecido pelo Governo Brasileiro, por intermédio do Ministério da Defesa, com o Governo da República Federal da Alemanha, destinado ao reaparelhamento e modernização das Unidades Blindadas do Exército.

O próximo lote está previsto para outubro e o último para janeiro de 2012.

No total, foram adquiridas 220 VBC-CC Leopard 1A5, sete Viaturas Blindadas Especializadas Socorro (VBE Soc), quatro Viaturas Blindadas Especializadas Lança-Pontes (VBE L Pnt), quatro Viaturas Blindadas de Combate de Engenharia (VBC Eng) e quatro Viaturas Blindadas Escola de Motorista.

Atualmente, o Exército possui 106 unidades do Blindado Leopard 1A5 operando nas Organizações Militares brasileiras.

FONTE e FOTOS: EB

Durante a Operação Arco Verde, a 13ª Brigada de Infantaria Motorizada recebe apoio de duas aeronaves do 3º Batalhão de Aviação do Exército (Campo Grande/MS): uma aeronave HM-1 Pantera e um HA-1 Fennec.

O apoio das aeronaves tem sido fundamental para o andamento da Operação em ações de reconhecimento, apoio aéreo em regiões de difícil acesso, mapeamento de áreas atingidas pelo desmatamento e transporte de tropa.

FONTE e FOTOS: EB

Um ano depois e o que foi feito?

Ministério da Defesa

GABINETE DO MINISTRO
PORTARIA NORMATIVA N 1.065/MD, DE 28 DE JUNHO DE 2010
Dispoe sobre a Diretriz para a coordenacao de programas e projetos comuns as Forcas Armadas.

O MINISTRO DE ESTADO DE DEFESA, no uso das atribuições que lhe confere o inciso I do paragrafo unico do art. 87 da Constituicao Federal e tendo em vista o disposto no art. 1 do Anexo I ao Decreto n 6.223, de 4 de outubro de 2007, resolve:

Art. 1 Aprovar a Diretriz para a coordenação de programas e projetos comuns as Forcas Armadas, na forma do Anexo a esta Portaria Normativa.
Art. 2 Esta Portaria Normativa entra em vigor na data de sua publicacao.

NELSON A. JOBIM

ANEXO
DIRETRIZ PARA A COORDENACAO DE PROGRAMAS E
PROJETOS COMUNS AS FORCAS ARMADAS.

O proposito da presente Diretriz e estabelecer instrucoes para a implementacao das acoes relativas a programas e projetos comuns as Forcas Armadas afetos ao Plano de Articulacao e Equipamento da Defesa (PAED), em consonancia com o estabelecido na Diretriz Ministerial n 0015/2009, de 09 de novembro de 2009 – Coordenacao de Programas e Projetos Comuns as Forcas Armadas.
Como parametros de planejamento, observadas as especificidades e as peculiaridades de cada Forca Armada, deverao ser consideradas: a Politica de Mobilização Nacional, as Diretrizes Governamentais de Mobilizacao Nacional, as prioridades e os ditames estabelecidos pela Estrategia Nacional de Defesa (END), a cooperação entre as Forcas Singulares, a economia de recursos, a racionalidade administrativa e a integracao estrategica e de sistemas.

Na execucao dos trabalhos resultantes da presente Diretriz havera a participacao de um integrante do Ministerio da Defesa (MD) dentro de cada um dos temas coordenados pelos Comandos das Forcas Singulares.

Os resultados dos trabalhos deverao ser encaminhados a este Ministerio ate 30 de outubro de 2010.

Os temas e as respectivas coordenações são os seguintes: Implantação de Unidades Aéreas em Organizações Militares Compartilhadas: Comando da Aeronáutica

1. Considerar que o compartilhamento de unidades aereas de helicópteros podera ocorrer em organizacoes militares das tres Forcas Singulares.
2. Estudar a implantacao de Unidades Aereas de Helicopteros, elaborando projetos preliminares das novas unidades aereas e instalacoes de apoio, que possibilitem o compartilhamento nas areas de alimentacao, saude, seguranca, alojamentos e manutenção de aeronaves de asas rotativas, viaturas, armamento e demais equipamentos de emprego militar.
3. Estabelecer um cronograma conjunto das atividades de instalacao, privilegiando a implantação inicial em uma base-piloto, que atenda a disponibilidade de recursos das tres Forcas Singulares.

Cooperação na Area de Atendimento Hospitalar: Comando do Exercito

1. Estudar as acoes redundantes de instalacao e adequacao de Organizacao Militar de Saúde (OMS) de duas ou mais Forcas Singulares, verificando a viabilidade ou nao de instalações conjuntas. Dentro desse estudo, destinar especial atencao para:
a – a viabilidade de implantacao de uma unica OMS que atenda as necessidades dos efetivos da Marinha, na regiao de Itaguai/Campo Grande/RJ, e do Exercito e Aeronautica, em Santa Cruz/RJ;
b – a possibilidade do Hospital Militar de Manaus atender aos militares da Marinha, enquanto se analisa a conveniencia da construcao de um novo Hospital Naval naquela cidade;
c – a possibilidade da OMS da Aeronautica, em Boa Vista/RR, atender, apos a sua adequacao, aos militares do Exercito, evitando os custos adicionais para a implantacao de um novo Hospital do Exercito naquela cidade;
d – a viabilidade de implantacao de uma unica OMS que atenda a Brigada de Infantaria Paraquedista (Bda Inf Pqdt) e ao 1 Grupo de Transporte de Tropa (1 GTT), apos as suas transferencias para a regiao Centro-Oeste; e
e – a possibilidade do Hospital de Guarnicao de Florianopolis/SC atender, apos a sua adequacao, aos militares da Marinha e da Aeronautica, evitando o dispendio de recursos para a construcao de novas OMS naquela cidade.
2. Propor a compatibilizacao das legislacoes de assistencia medico-hospitalar das Forcas Armadas.
3. Identificar e apresentar as necessidades de investimento para a reducao do hiato tecnologico e estrutural das OMS e na carencia de recursos humanos especializados, que sao as principais causas de encaminhamentos da assistencia medico-hospitalar dos Servicos de Saude das Forcas Armadas.
4. Propor um redimensionamento do pessoal militar e civil, assim como dos materiais e equipamentos das OMS que atuarao na cooperacao mutua e integrada.
5. Estudar a viabilidade de integrar todo o cadastro dos beneficiarios da assistencia medico-hospitalar das Forcas Armadas as OMS, de forma a permitir flexibilidade no atendimento medico-hospitalar, quando se fizer necessario.
6. Propor uma padronizacao da regulamentacao do atendimento a saude e do cadastro dos beneficiarios nao contribuintes dos Fundos de Saude das Forcas Armadas.
7. Apresentar uma proposta de padronizacao e normatizacao da cobranca de indenizacoes devidas, provenientes dos atendimentos realizados.
8. Propor uma padronizacao de honorarios e indenizacao, procedimentos, medicamentos e materiais na atual tabela do MD.
9. Elaborar um plano de referencia e contra-referencia inter-Forcas na area de saude, dentro das disponibilidades de oferta de atendimento das Forcas Singulares, nas guarnicoes em que ocorrer o apoio mutuo.
10. Propor a criacao de novos centros de excelencia medica em guarnicoes em que haja deficiencia nesta categoria de OMS, que sejam comuns as tres Forcas Singulares, priorizando-se as areas de media e alta complexidade e diagnostico por imagem.
11. Propor a implementacao da telerradiologia de forma integrada para as Forcas Armadas, dentro das disponibilidades de oferta de atendimento das Forcas, nas guarnicoes em que ocorrer o apoio mutuo, com a finalidade de atender a demanda crescente de encaminhamentos em imagiologia.
12. Centralizar na Forca Aerea o apoio de evacuacao aeromedica, inclusive Unidade de Terapia Intensiva (UTI), inicialmente para a Regiao Amazonica, estendendo-se, posteriormente, para outras regioes.
13. Coordenar a programacao das Operacoes de Acao Civicossocial (ACISO), realizadas pelas Forcas Armadas em todo o territorio nacional, de forma a proporcionar uma melhor distribuicao de atendimentos, alem de minimizar o dispendio de recursos publicos.

Compartilhamento de Infraestrutura de Apoio entre a Agencia Fluvial da Marinha do Brasil (MB) e a Companhia de Embarcacoes do Exercito, em Tefe: Comando da Marinha

1. Propor um estudo de implementacao da Infraestrutura de Apoio a ser compartilhada pelas Forcas Singulares.
2. Estabelecer um cronograma conjunto de instalacao que atenda ambas as Forcas Singulares.

Compartilhamento de Infraestrutura entre o 1 Grupo de Transporte de Tropa e a Brigada de Infantaria Paraquedista: Comando do Exercito

1. Propor o local para onde serao transferidos a Bda Inf Pqdt e o 1 GTT.
2. Estudar a implantacao de um complexo de instalacoes militares que englobe totalmente as estruturas da Bda Inf Pqdt e do 1 GTT com o compartilhamento nas areas de alimentacao, saude, seguranca, alojamentos e manutencao de viaturas, armamento e demais equipamentos de emprego militar.
3. Estabelecer um cronograma conjunto das atividades de instalacao que atenda a disponibilidade de recursos do Exercito e da Aeronautica.
4. Verificar a conveniencia de se estabelecer uma unica responsabilidade patrimonial sobre o imovel.
5. Verificar a conveniencia da centralizacao da administracao financeira, de forma a se fazer uma gestao unica de recursos na futura area compartilhada.

Formacao Centralizada de Pilotos de Asa Fixa: Comando da Aeronautica

1. Propor um incremento no aporte de recursos logisticos que possibilitem a Academia da Forca Aerea (AFA) o aumento da disponibilidade de aeronaves para instrucao, assim como o de pilotos instrutores.
2. Estudar a viabilidade de criacao de uma Unidade de instrucao aerea destinada exclusivamente a formacao de pilotos militares que nao os da propria Forca Aerea Brasileira (FAB), em razao do sensivel aumento previsto de pilotos navais e do acrescimo (historico) de oficiais-aviadores de Nacoes Amigas cursando a AFA.
3. Programar curso de formacao de pilotos de aeronave multimotores para oficiais da MB em unidade de formacao da FAB, de acordo com a data de recebimento das aeronaves embarcadas, AEW e/ou COD/REVO, informadas pela MB.

4. Formalizar Termos de Cooperação entre a FAB e a MB à medida que surjam novas demandas de formação de pilotos navais de asa fixa geradas pelo Plano de Articulação e Equipamento da Marinha do Brasil (PAEMB).

Pistas de Pouso: Comando da Aeronáutica

1. Ampliar o compartilhamento de experiências da FAB e do Exército Brasileiro (EB), na área de construção, de modo a otimizar a aplicação dos meios de cada Força Singular.
2. Dotar, à luz do PAED, os aeródromos de desdobramento para Unidades da FAB de condições (dimensões da pista e do pátio de estacionamento; equipamentos de comunicação e de aproximação por instrumentos; paióis; depósito de combustível; e área para instalação de Esquadrão Móvel de Apoio) para operação de aeronaves de alta performance.
3. Prever a construção e manutenção de pistas de pouso nos Pelotões Especiais de Fronteira (PEF) constantes do PAED, bem como nos Destacamentos de Fronteira.

Estruturação dos Colégios Militares para atendimento à Articulação: Comando do Exército

1. Estudar a criação de novos Colégios Militares, que atendam às necessidades das Forças Singulares surgidas em decorrência da implantação de novas organizações militares previstas no PAED.
2. Estudar a viabilidade de restabelecimento do turno integral, de forma a se disponibilizar mais vagas no Sistema Colégio Militar (SCM), atendendo às necessidades das demais Forças Singulares.
3. Estudar a viabilidade de ampliação do Ensino a Distância (EAD), aproveitando-se a experiência exitosa do Colégio Militar de Manaus, visando ao atendimento aos dependentes de militares das demais Forças Singulares.

Veículos Aéreos Não Tripulados (VANT): Comando da Aeronáutica

1. Propor um programa de desenvolvimento e obtenção conjunta de VANT, atendendo às especificidades de cada Força Singular.
2. Estudar a viabilidade de concentração da avaliação técnica dos VANT no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), de forma a se buscar a harmonização dos requisitos avaliados, respeitando-se as especificidades de cada Força Singular e de outros operadores.
3. Desenvolver, em conjunto, tecnologias para o gerenciamento das informações e para o guiamento das aeronaves.
4. Estabelecer reuniões periódicas entre as Forças Singulares para a troca de informações e experiências sobre o emprego de VANT (doutrina) e para o compartilhamento de desenvolvimentos tecnológicos, que sejam passíveis de serem utilizados nos diversos projetos desse tipo de material.
5. Desenvolver uma metodologia de compartilhamento, pelas Forças Singulares, das informações obtidas durante o emprego dos VA N T.
6. Regulamentar o emprego de VANT quanto à coordenação e ao uso do espaço aéreo, pelas Forças Armadas e outros operadores, tanto em atividades de Preparo como de Emprego.
7. Propor as medidas de integração e coordenação do emprego de VANT, pelas Forças Singulares, em Operações Conjuntas.
8. Propor uma catalogação dos itens componentes, de acordo com o sistema de catalogação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), o Sistema OTAN de Catalogação (SOC), viabilizando uma linguagem uniforme de identificação de materiais, em âmbito nacional e internacional, para uso dentro das atividades logísticas.
9. Desenvolver um programa conjunto de formação de recursos humanos.
10. Considerar que as Forças Singulares deverão apresentar ao MD uma proposta de localização dos seus VANT estratégicos, com base nas Hipóteses de Emprego e suas prioridades.

Mísseis: Comando da Aeronáutica

1. Propor os projetos de mísseis e componentes de interesse das Forças Armadas que serão desenvolvidos conjunta ou singularmente.
2. Estudar e, se conveniente, propor a criação de um sistema integrado de aquisição e controle de itens logísticos que atenda às Forças Singulares, bem como avaliar e propor a distribuição do impacto orçamentário entre as mesmas, conforme as necessidades logísticas.
3. Propor as prioridades dos projetos de interesse comum, bem como a unificação dos processos de aquisição e de desenvolvimento.
4. Propor uma catalogação dos itens componentes, de acordo com o SOC, viabilizando uma linguagem uniforme de identificação de materiais, em âmbito nacional e internacional, para uso dentro das atividades logísticas.
5. Buscar uma forma integrada de captação e gerenciamento de recursos provenientes de outros órgãos, levando-se em conta os interesses de desenvolvimento da indústria nacional.

Blindados: Comando do Exército

1. Propor um programa de obtenção conjunta de blindados, atendendo às especificidades de cada Força Singular.
2. Estabelecer reuniões periódicas entre as Forças Singulares para a troca de informações e experiências sobre blindados, incluindo os seus empregos doutrinários, e para o compartilhamento de desenvolvimentos tecnológicos, que sejam passíveis de ser utilizados nos diversos projetos deste tipo de material.
3. Orientar a obtenção de blindados, levando em conta que a demanda das Forças Singulares, em face de eventual pulverização de fornecedores, poderá comprometer a continuidade desejada na produção de Material de Emprego Militar (MEM).
4. Estudar a viabilidade de concentração da avaliação técnica e operacional dos blindados das três Forças Singulares no Centro de Avaliações do Exército (CAEx), de forma a se buscar a harmonização dos requisitos avaliados, respeitando-se as especificidades de cada Força Singular.
5. Estudar a viabilidade de integração da Logística de blindados das três Forças Singulares, aproveitando as experiências adquiridas pelo Exército no tocante aos procedimentos logísticos e ao gerenciamento das Funções Logísticas de Suprimento e Manutenção de blindados.
6. Estudar a viabilidade de concentração da capacitação de recursos humanos das três Forças Singulares, seja na área operacional ou na de manutenção, em estabelecimentos de ensino do EB.
7. Estudar a possibilidade de criação de um Depósito Alfandegado, visando ao pronto atendimento de itens de suprimento para a manutenção de blindados de origem estrangeira.
8. Propor uma catalogação dos itens componentes, de acordo com o SOC, viabilizando uma linguagem uniforme de identificação de materiais, em âmbito nacional e internacional, para uso dentro das atividades logísticas.

Aeronaves de Caça: Comando da Aeronáutica

1. Coordenar a aquisição de aeronaves de caça F-X2 para a FAB e a MB, nas quantidades, prazos e de acordo com os requisitos operacionais estabelecidos para cada Força Singular.
2. Coordenar a terceirização dos serviços de manutenção de 3º nível para a FAB e a MB, que deverão gerenciar seus respectivos contratos.
3. Coordenar a aquisição de forma centralizada do armamento aéreo de uso comum da FAB e da MB.
4. Estudar a possibilidade de criação de um Depósito Alfandegado (DA), nos moldes dos já existentes, para concentrar os pedidos e o armazenamento de itens para a FAB e a MB.
5. Iniciar estudos para o desenvolvimento de caça nacional, de 5ª geração e múltiplo emprego, em versões tripulada e não tripulada, com possibilidade de parceria com empresa estrangeira, respeitadas as diretrizes da END quanto à capacitação da indústria nacional, que atenda aos requisitos operacionais da FAB e da MB.
6. Propor uma catalogação dos itens componentes, de acordo com o SOC, viabilizando uma linguagem uniforme de identificação de materiais, em âmbito nacional e internacional, para uso dentro das atividades logísticas.

Helicópteros: Comando da Aeronáutica

1. Avaliar e, se for o caso, propor a implantação de um centro conjunto de instrução básica de pilotos e mecânicos de helicópteros para as Forças Armadas, com implementação a partir de 2020.
2. Desenvolver um projeto de aquisição de um único modelo de helicóptero de instrução para as três Forças Singulares.
3. Desenvolver um projeto conjunto de modernização dos helicópteros Esquilo, observadas as especificidades de cada Força Singular, que resulte em um contrato que abranja um número maior de aeronaves, visando à economia de recursos e à otimização dos trabalhos.
4. Estudar a implementação, a partir de 2014, de sistema de manutenção de 3º nível contratada (terceirizada), bem como de sistema de suprimento único, com fornecimento via depósitos especiais existentes, para as aeronaves EC-725 da FAB, do EB e da MB.
5. Propor uma catalogação dos itens componentes, de acordo com o SOC, viabilizando uma linguagem uniforme de identificação de materiais, em âmbito nacional e internacional, para uso dentro das atividades logísticas.

Embarcações Anfíbias e Lanchas de Combate: Comando da Marinha

1. Propor um programa de obtenção conjunta para os meios existentes que atendam à MB e ao EB.
2. Verificar se os requisitos dos meios já previstos de serem adquiridos para uma Força Singular atendem às necessidades da outra.
3. Propor melhorias e alterações nos projetos dos meios já existentes, a fim de torná-los adequados às necessidades operacionais e logísticas de ambas as Forças Singulares.
4. Propor uma catalogação dos itens componentes, de acordo com o SOC, viabilizando uma linguagem uniforme de identificação de materiais, em âmbito nacional e internacional, para uso dentro das atividades logísticas.
5. Efetuar a análise dos Requisitos Operacionais, de Concepção e de Obtenção dos meios ainda não existentes, de modo a atenderem ambas as Forças Singulares.
6. Propor um cronograma físico-financeiro comum, que atenda às necessidades de ambas as Forças Singulares, de acordo com as prioridades a serem definidas pelo MD.

Equipamentos de Visão Noturna: Comando do Exército

1. Propor um programa de obtenção conjunta de Equipamentos de Visão Noturna (EVN), concentrando esforços de aquisição em empresas nacionais que participam dos processos de pesquisa e desenvolvimento destes equipamentos ou que tenham o potencial de fabricá-los. No caso de aquisição no mercado externo, padronizar procedimentos, criando mecanismos de coordenação e controle únicos para as três Forças Singulares.
2. Estabelecer reuniões periódicas entre as Forças Singulares para a troca de informações e experiências sobre EVN, incluindo os seus empregos doutrinários, e para o compartilhamento de desenvolvimentos tecnológicos ocorridos que sejam passíveis de serem utilizados nos diversos projetos deste tipo de equipamento.
3. Promover a integração das três Forças Singulares na pesquisa e desenvolvimento de EVN, por intermédio de seus órgãos de ciência e tecnologia, e realizar parcerias com empresas brasileiras para a produção destes equipamentos com tecnologia nacional.
4. Estudar a viabilidade de criação de um Laboratório Nacional de Optoeletrônica, com a participação de integrantes das três Forças Singulares, da iniciativa privada e dos institutos de Ciência e Tecnologia, para a pesquisa de tecnologias críticas, desenvolvimento e fabricação, em pequena escala, de componentes empregados nos EVN, mísseis e áreas afins, militares ou não.
5. Estudar a viabilidade de harmonização dos requisitos técnicos e operacionais dos EVN, respeitando-se as especificidades de cada Força Singular, e de unificação do seu processo de avaliação.
6. Estudar a viabilidade de criação de um sistema integrado de suporte logístico de EVN.
7. Propor uma catalogação dos itens componentes, de acordo com SOC, viabilizando uma linguagem uniforme de identificação de materiais, em âmbito nacional e internacional, para uso dentro das atividades logísticas.

Armas Portáteis: Comando do Exército

1. Formular um programa de obtenção conjunta de armas portáteis, após a compatibilização dos requisitos operacionais e técnicos de cada armamento e seus acessórios, que atendam as especificidades de cada Força.
2. Priorizar as aquisições em empresas nacionais com reconhecida experiência na produção de pistolas, fuzis e outros armamentos portáteis.
2. Promover a integração das três Forças Singulares na pesquisa e desenvolvimento de acessórios para armas portáteis.
4. Estudar a viabilidade de concentração da avaliação técnica e operacional do armamento portátil das Forças Singulares, incluindo seus acessórios, em um único órgão, de forma a se buscar a harmonização dos requisitos avaliados.
5. Estudar a viabilidade de criação de um sistema integrado de suporte logístico de armas portáteis.
6. Propor uma catalogação dos itens componentes, de acordo com o SOC, viabilizando uma linguagem uniforme de identificação de materiais, em âmbito nacional e internacional, para uso dentro das atividades logísticas.

Armas Leves: Comando do Exército

1. Formular um programa de obtenção conjunta de armas leves (arma anticarro, morteiros leve e médio) e suas respectivas munições, que atendam às especificidades de cada Força Singular, priorizando as aquisições de produtos nacionais.
2. Estabelecer reuniões periódicas entre as Forças Singulares para a troca de informações e experiências sobre armas leves, incluindo os seus empregos doutrinários.
3. Estudar a viabilidade de concentração da avaliação técnica e operacional das armas leves em um único órgão, de forma a se buscar a harmonização dos requisitos avaliados.
4. Estudar a viabilidade de criação de um sistema integrado de suporte logístico de armas leves.
5. Propor uma catalogação dos itens componentes, de acordo com o SOC, viabilizando uma linguagem uniforme de identificação de materiais, em âmbito nacional e internacional, para uso dentro das atividades logísticas.

Simuladores: Comando da Marinha

1. Propor um programa de desenvolvimento e obtenção dos simuladores de interesse comum às três Forças Singulares.
2. Efetuar um levantamento de objetivos comuns, análise de viabilidade e integração de simuladores entre as três Forças Singulares.
3. Propor um padrão comum de Arquitetura para o desenvolvimento/aquisição de simuladores, a fim de garantir a integração na troca de informações entre os mesmos.
4. Propor uma catalogação dos itens componentes, de acordo com o SOC, viabilizando uma linguagem uniforme de identificação de materiais, em âmbito nacional e internacional, para uso dentro das atividades logísticas.
5. Estimular a contínua promoção do conhecimento mútuo na área de simulação entre as três Forças Singulares.
6. Aprofundar o relacionamento com as Universidades e outras Instituições no país e no exterior, com vistas a capacitar os recursos humanos necessários.
7. Buscar o domínio de tecnologias não existentes no país. 8. Apresentar as necessidades de modernização/manutenção dos simuladores existentes.

Sistemas de Detecção: Comando do Exército

1. Definir quais os projetos de radares, equipamentos de comunicações e componentes das Forças Armadas que serão desenvolvidos e produzidos conjunta ou singularmente.
2. Estudar a viabilidade de implantação de um sistema integrado de aquisição de radares, equipamentos de comunicações e componentes de uso comum pelas Forças Singulares.
3. Planejar a integração dos sistemas de detecção e destes com os sistemas de transmissão de dados e de comunicações, em uso ou em desenvolvimento pelas Forças Singulares.
4. Desenvolver uma metodologia de compartilhamento das informações obtidas pelos sistemas de detecção.
5. Planejar, de forma integrada, o desdobramento permanente de sistemas de detecção nas áreas prioritárias da fronteira terrestre, das estruturas críticas e da plataforma continental.
6. Propor uma catalogação dos itens componentes, de acordo com o SOC, viabilizando uma linguagem uniforme de identificação de materiais, em âmbito nacional e internacional, para uso dentro das atividades logísticas.

 

Fernando Eichenberg, correspondente

WASHINGTON – Os custos para os Estados Unidos das guerras no Iraque, no Afeganistão e no Paquistão poderão alcançar até US$ 4,4 trilhões, valor bem superior ao US$ 1, 3 trilhão anunciado pela Casa Branca e pelo Congresso americano. O cálculo foi feito por mais de 20 especialistas para o Watson Institute for International Studies, da Brown University – uma das mais tradicionais dos EUA, fundada em 1764. Segundo as novas estatísticas, os conflitos, consequências da guerra ao terror deflagrada pós-atentados de 11 de setembro de 2001, provocaram cerca de 225 mil vítimas entre militares e civis.

O estudo foi divulgado no mesmo dia em que o presidente Barack Obama defendeu numa entrevista coletiva a estratégia de guerra no Afeganistão, a ação americana na Líbia e também os esforços de cortes no orçamento do Pentágono. Nesta quarta, o governo anunciou ainda sua nova doutrina nacional contra o terrorismo.

Em plena batalha política com o Congresso sobre a redução de gastos do governo e do valor da dívida pública – que atingiu o teto de US$ 1,4 trilhão -, Obama disse que há “muito barulho político” nas críticas à participação dos EUA na luta contra o líbio Muamar Kadafi, e justificou a presença militar em Cabul e Islamabad.
- A missão na Líbia é limitada em tempo e em objetivo.

As operações americanas no Afeganistão e no Paquistão conseguiram comprometer gravemente a capacidade da al-Qaeda. Continuaremos mantendo a pressão sobre eles – alegou, ao elogiar a redução de US$ 400 bilhões no orçamento do Pentágono.

Nas estimativas do projeto “Custos de Guerra”, da Brown University, foram considerados os gastos de longo prazo decorrentes dos conflitos, como pagamento a militares inválidos e pensões a veteranos de guerra até 2020.

Nesse cômputo, o tamanho da conta é calculado entre US$ 3,7 trilhões e US$ 4,4 trilhões. Se as guerras perdurarem até 2020, o Pentágono necessitará de um acréscimo de ao menos US$ 450 bilhões em seu orçamento, estima o estudo.

- Há muitos custos e consequências da guerra que não podem ser quantificados, e consequências de guerras que não terminam com o fim dos combates – disse Neta Crawford, cientista política da Boston University e codiretora da pesquisa.

Gasto com veteranos deve chegar a US$ 1 trilhão

Até dezembro de 2010, os EUA destinaram mais de US$ 32 bilhões a tratamentos médicos e seguros de invalidez para mais de um milhão de veteranos, um custo que atingirá seu ápice em 30 a 40 anos, totalizando até US$ 1 trilhão, dizem os especialistas. O custo humano dos três conflitos é calculado entre 224 mil e 258 mil mortes diretas, sendo 137 mil vítimas civis no Iraque e no Afeganistão. O número de pessoas deslocadas e de refugiados é estimado em torno de 7,8 milhões.

Além de exigir mais transparência nas informações oficiais, os especialistas questionam a eficácia de uma ação militar de grande porte na luta contra o terrorismo. “As alternativas para perseguir e prender os acusados pelos atentados de 11 de Setembro, e para prevenir futuros ataques, não foram sequer consideradas: uma invasão militar no Afeganistão começou em 7 de outubro de 2001.

Esses métodos, entretanto, poderiam ter permitido aos EUA melhor prevenir e enfrentar ataques terroristas, com um custo muito menor de vidas e para o Tesouro”, defendem. Segundo um estudo da organização RAND Corporation sobre estratégias usadas contra 268 grupos terroristas entre 1968 e 2006, em apenas 7% dos casos se alcançou a vitória via uso de força militar.

A nova estratégia nacional de combate ao terrorismo em parte concorda com essas conclusões. O governo não irá mais considerar como a melhor forma de ataque o deslocamento de grandes exércitos no exterior, mas sim “agir com pressões precisas e cirúrgicas sobre grupos que ameacem os EUA”, disse o assessor de Segurança Interna da Casa Branca, John Brennan. A inteligência americana apontou o Irã e a Síria como dois principais pontos de apoio ao terrorismo hoje no mundo.

ESPECIALISTA: ‘A intervenção militar não é a melhor solução’

WASHINGTON – Catherine Lutz, diretora do Departamento de Antropologia da Brown University e codiretora do projeto “Custos de Guerra”, critica a falta de transparência do governo nas informações sobre os conflitos em Iraque, Afeganistão e Paquistão, e também questiona a eficácia da estratégia militar contra o terrorismo.

Qual o significado dos números divulgados por esse estudo?
CATHERINE LUTZ: Uma das coisas que nos surpreendeu foi o fato de ninguém ter feito isso antes. Ter, por exemplo, reunido as estatísticas de vítimas civis e militares nos três países, o que resulta num número bastante chocante, de 225 mil a 258 mil mortes. Outra coisa surpreendente é o governo americano insistir em apontar o valor de US$ 1 trilhão, que é somente uma parte do custo total das guerras. Se olharmos o quanto aumentou o orçamento do Pentágono, e as despesas com tratamento médico e invalidez, o custo da guerra no Departamento de Estado e em outras agências do governo supera rapidamente esse valor oficial.

Como explicar essa diferença?
LUTZ: Politicamente é mais fácil comandar uma guerra se os custos parecem menos elevados para o público. Politicamente é importante apresentar um valor inferior. Há também o fato de que se buscam recursos para travar uma guerra no momento, e não se pensa nos custos que virão no futuro, gastos com saúde e invalidez, por exemplo, estimados entre US$ 600 bilhões e US$ 1 trilhão. Cerca de 2,2 milhões de americanos estiveram em zonas de guerra, e o número de feridos é particularmente elevado em comparação com conflitos passados. Deveria se saber, baseado na História, que isso ocorreria – vide os veteranos da Guerra do Vietnã.

E a falta de transparência?
LUTZ: Transparência é bom para a democracia, mas nem tanto para as pessoas que comandam a guerra. Mas o público necessita dessas informações. As pessoas devem saber o que ocorreu em termos de perdas de vidas, de feridos, dos fluxos de refugiados e de violações de direitos humanos.

Os resultados obtidos justificam os custos de guerra?
LUTZ: A RAND Corporation fez um estudo sobre o uso da guerra contra o extremismo violento. O resultado é que a intervenção militar não é a melhor solução para o problema.

FONTE: O Globo

PARIS e LONDRES – Em uma demonstração de que os esforços da comunidade internacional não vão se limitar à ofensiva militar e à ordem de prisão contra Muamar Kadafi, o porta-voz do Exército francês confirmou, nesta quarta-feira, o país mandou armas para os rebeldes líbios. Reportagem publicada pelo jornal “Le Figaro” informou que a França está fornecendo armamento para rebeldes que atuam nas Montanhas Ocidentais da Líbia e tentam chegar a Trípoli, onde Kadafi resiste a três meses de guerra civil.

O coronel Thierry Burkhard confirmou que o envio de aramas aconteceu no início de junho, quando civisis foram cercados por forças do ditador, que se recusavam a autorizar a passagem de ajuda humanitária. Segundo o porta-voz do Exército, as armas foram lançadas de paraquedas nas montanhas de Nafusa.

Entre elas havia lançadores de foguetes, rifles de assalto, metralhadoras e mísseis antitanque. A decisão de enviar armas sem consultar os parceiros da Otan ocorreu “porque não havia outra forma de proceder”, disse uma fonte de alto escalão ao “Le Figaro”.

Rebeldes já receberam US$ 100 milhões de ajuda financeira internacional
No Reino Unido, o ministro de Relações Exteriores, William Hague, disse a parlamentares que já foi feito o primeiro pagamento de ajuda aos rebeldes, no valor de US$ 100 milhões. Em um encontro nos Emirados Árabes Unidos no início do mês, o grupo internacional que se uniu para discutir a situação da Líbia prometeu repassar aos rebeldes mais de US$ 1,3 bilhão.

- Na semana passada, eles receberam a primeira doação internacional (…) por meio do mecanismo de financiamento temporário estabelecido pelo grupo de contato para combustíveis e salários – disse Hague.

A rebelião contra os 41 anos de regime de Kadafi fez apenas ligeiros progressos desde que começou a receber apoio dos bombardeios aéreos da Otan, há três meses, mas agora os rebeldes dizem estar se aproximando da capital.

No domingo, o grupo que atua nas Montanhas Ocidentais, que ficam a sudoeste de Trípoli, obteve sua maior vitória ao chegar à localidade de Bir al Ghanam, onde agora enfrenta as tropas governistas.

FONTE: O Globo / Agências Internacionais

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No dia 17 de junho foi aberto o Edital para  o concurso de artigos científicos que ocorrerá durante o 6º Seminário do Livro Branco de Defesa Nacional, aprovado pela Portaria n°1599, de 16 de junho de 2011, publicada no Diário Oficial de 17 de junho de 2011, pelo Ministério da Defesa. Conforme anexo, os artigos classificados serão premiados e apresentados no Seminário que será realizado na cidade de São Paulo/SP, nos dias 30 e 31 de agosto de 2011.

O Ministério da Defesa convida a todos para participar do concurso.

Maiores informações poderão ser encontradas no site http://livrobranco.defesa.gov.br/, e no DOU – Diário Oficial da União site: www.in.gov.br.

Clique aqui para baixar a portaria normativa.

O Ministro da Defesa da Bélgica propôs retirar metade dos 580 soldados que o país possui no Afeganistão no próximo ano.

O ministro da Defesa Pieter De Crem, disse neste domingo que a retirada estaria em consonância com o anúncio feito pelo presidente Barack Obama de dar início à retirada das tropas dos EUA no próximo mês. Washington pretende reduzir em um terço de seus 100.000 soldados no próximo verão.

A Bélgica junta-se ao crescente número de países da OTAN com a intenção de retirar um grande número de tropas do Afeganistão. Membros europeus da OTAN e aliados de vários outros países parceiros contribuem com cerca de 40.000 soldados para a força da ISAF.

Metade das tropas belgas fornecem segurança para aeroporto de Cabul. Os demais estão baseados principalmente em Kandahar, no sul, de onde operam os seis caças F-16 do país.

FONTE: CBS

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A manobra defensiva do Comando do Regimento pela Ordem Geral de Operações nº1, constituiu em manter fortemente a região Torre di Nerone-Áfrico (a grosso modo, entre o  Soprassasso e o rio Marano). Guarneceu-o com o Batalhão Syzeno na região Áfrico e com o Batalhão Franklim na torre di Nerone, visando impedir que o inimigo baixasse da crista Aneva-Reno, pelos eixos Áfrico-Marano ou Torre di Nerone-Vaiarana, ameaçando a Rota 64 (Marano-Riola).

Tendo o Regimento Sampaio entrado em linha, em substituição ao 6º R.I., na noite de 21/22 do corrente, foi, foi na noite de 22 para 23 violentamente atacado pelo inimigo, apoiado  em denso bombardeio de Artilharia e Morteiros.

Os grupos de choque inimigos, utilizando largamente armas automáticas, investiram na 1ªparte da noite sucessivamente sobre as Cia. Waldir (5ª) e Cia. José Raul (6ª) e depois sobre as 8ª,9ª e 7ª Cias., com fortes tentativas de infiltração, chegando à distancia do combate à granada de mão. (Cias Amadeu,Farah e Arnizaut).

Na 2ª parte da noite o ataque se generalizou na frente do Batalhão Franklim, que teve todas as suas Cias. acometidas fortemente e, ao mesmo tempo, sobre as 5ª e 6ª Cias.(Batalhão Syzeno)

É que as posições brasileiras metiam ai uma cunha, a mais adentrada do IV Corpo, e Torre di Nerone era o único ponto dela de onde se podia ter vistas sobre o interior das linhas alemãs.

A violência do ataque inimigo, apoiado por intenso bombardeio, durante o qual um G.C. da 5ª Cia, foi envolvido, foi valentemente contida pela tropa do Regimento Sampaio que, apesar de ter entrado em fogo pela primeira vez, não desmereceu as tradições de honra dos seus antepassados.

As posições foram integralmente mantidas e o inimigo rechaçado todas as vezes em que investiu, sofrendo graves perdas, como provam os 36 mortos deixados na frente da nossa posição, além de 8 mortos e 20 feridos, carregados pelo inimigo, segundo declaração de refugiados.

A atitude dos valentes oficiais e soldados do Regimento Sampaio que pagaram com sangue e vidas o seu batismo de fogo, enche de orgulho este comando e a todos os brasileiros que, da Pátria distante, acompanham com amor e orgulho patriótico a atuação dos seus irmãos.

O inimigo voltou a carga em 24 e 25, sob terrível bombardeio e com maior intensidade. Um dos seus aviões despejou as primeiras dez bombas sobre as posições audaciosamente(*), sendo  de novo energicamente repelido.

Comentou-se que o inimigo experimentara a fôrça dos brasileiros cuja entrada em linha percebera.

NOTA DO EDITOR:(*) Comentário do 3ºSargento  Hélio Fernandes Padilha, do Regimento Sampaio, ao ler esta passagem: “Logo em cima de mim!”

FONTE: Do Terço Velho ao Sampaio da F.E.B.

Continua….

 

PHNOM PENH, Camboja – Já idosos e debilitados, os quatro principais líderes sobreviventes do brutal regime comunista do Khmer Vermelho do Camboja foram pela primeira vez a julgamento, nesta segunda-feira, em um tribunal apoiado pela ONU. Nuon Chea, de 84 anos, que era o principal ideólogo do grupo; o ex-chefe de Estado Khieu Samphan, de 79; o ex-ministro das Relações Exteriores Ieng Sary, de 85; e sua esposa, Ieng Thirith, de 79 anos, que serviu como ministra para Assuntos Sociais, faziam parte da cúpula de Pol Pot, líder do Khmer, que morreu em 1998.

Três décadas depois de comandarem o regime que deixou cerca de 1,7 milhão de mortos entre 1975 e 1979, os réus enfrentam acusação de genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de guerra, perseguição religiosa, homicídio e tortura. Lado a lado e sem algemas, os quatro acusados não demonstraram qualquer reação na abertura do julgamento, que é transmitido pela TV nacional.

A segurança foi reforçada no tribunal, com dezenas de policiais na guarda e cerca de 500 espectadores. A maioria dos que assistem ao julgamento da galeria foi vítima do regime. Parentes de vítimas também acompanham do lado de fora.

Embora as sessões desta semana sejam estritamente processuais, com o testemunho e apresentação de provas previstos para começarem em agosto ou setembro, a audiência desta segunda marca a primeira aparição conjunta dos réus no tribunal, 32 anos após o Khmer Vermelho ter sido expulso do poder em 1979, com a ajuda de uma invasão vietnamita.

Com Pol Pot morto, esta pode ser a chance do país para condenar os acusados de manter “campos da morte” e promover a escravidão de milhões de cambojanos, embora todos os quatro se digam inocentes.

Saiba mais sobre o Khmer Vermelho

RIO – O tribunal de crimes de guerra do Camboja, que tem apoio da ONU, começou a julgar nesta segunda-feira quatro líderes do Khmer Vermelho. Saiba mais sobre o regime repressor instalado nos anos 1970 no país:

Chegada ao poder

Apesar de ter iniciado uma rebelião contra o governo ainda nos anos 1960, o Khmer Vermelho chegou ao poder no Camboja apenas em 1975. Na época, a organização comunista se aproveitou da derrubada do rei Sihanouk – deposto em um golpe chefiado por seu antigo primeiro-ministro – para formar uma frente nacional no exílio.

O Khmer Vermelho chegou a recolocar Sihanouk na chefia de Estado, mas pouco depois, com a renuncia do rei, seu líder máximo, Pol Pot, assumiu o poder.

Terror

Logo um regime de terror é instaurado no Camboja. Milhares de pessoas são presas, a população urbana é deslocada para fazendas coletivas de trabalhos forçados e a indústria nacional é praticamente eliminada.

Estima-se que, entre 1975 a 1979, o Khmer Vermelho tenha matado cerca de 2 milhões de pessoas – 20% da população do país, nesse período chamado Kampuchea Democrática.

Em 1975, com a chegada ao poder do Khmer, o governo encarregou Kaing Guek Eav, conhecido como Duch, de estabelecer um centro de interrogatório da polícia política do regime. Pouco depois, ele assumiu a prisão de Tuol Sleng (S-21), onde entre 14.000 e 16.000 pessoas, incluindo ministros, diplomatas, estrangeiros e milhares de crianças, foram torturadas e mortas.

Fim do regime

A aproximação com a China e a adoção de uma política agressiva em relação ao Vietnã levam o Camboja a ser invadido. Em 1978, as tropas vietnamitas, apoiadas pela URSS, instalam no poder dissidentes cambojanos.
Então, o regime do Khmer Vermelho já perdia o controle da máquina de repressão e, com a chegada cada vez mais intensa de presos a Tuol Sleng, Duch ordenava a aceleração das execuções, abrindo mãos dos interrogatórios.

O repressor, um dos últimos a fugir da invasão estrangeira, se refugiou nas selvas da Tailândia em 1979 e se misturou aos deslocados. Ele deixou o centro de tortura sem tempo de destruir milhares de documentos e fotos das vítimas.

Tribunal

Com a prisão, em 1999, do líder das forças remanescentes do Khmer Vermelho, a pressão aumenta para que os crimes do regime dos anos 1970 sejam julgados. O então primeiro-ministro, Hun Sen, que chegara ao poder por um golpe de Estado e que tinha muitos dirigentes do regime repressor em seu governo, cede aos pedidos um ano depois, e, com apoio da ONU, um tribunal especial para os crimes contra a Humanidade do Khmer Vermelho é instalado.
O primeiro réu condenado pelo tribunal foi Kaing Guek Eav, chefe de um centro de detenção onde mais de 14 mil pessoas morreram.

Pol Pot

O ditador Pol Pot reapareceu em 1997. O próprio Khmer Vermelho, na época um pequeno grupo guerrilheiro com poucos milhares de integrantes, o capturou e o condenou à prisão perpétua.

O maior responsável pela organização comunista e líder do regime nos anos 1970 morreu em 1998, em prisão domiciliar, supostamente de um ataque cardíaco.

FONTE: O Globo/ Agências Internacionais

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