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AL sem Brasil

Merval Pereira

Apesar de ter uma viagem marcada para o Brasil durante a campanha presidencial, quem tiver curiosidade de saber a opinião de Mitt Romney sobre o país não terá nenhuma pista no principal documento divulgado até agora sobre a estratégia de política externa do mais provável candidato republicano à presidência dos Estados Unidos.

Intitulado “Um Século americano – Uma estratégia para garantir os interesses e ideais permanentes americanos”, quando aborda a América Latina, não tem uma referência sequer ao Brasil. Mas tem muitos pontos que certamente entrarão em choque com a posição do governo brasileiro.

O documento anuncia que o governo de Mitt Romney terá “um papel ativo na América Latina, apoiando aliados democráticos e relacionamentos baseados em economia de mercado, contendo forças internas desestabilizadoras como gangues criminais e terroristas, e se opondo a influências externas desestabilizadoras como o Irã”.

O ponto mais importante do documento é o anúncio de que nos primeiros cem dias o novo governo republicano lançará “uma vigorosa promoção pública de diplomacia e comércio”, denominada Campanha para Oportunidade Econômica na América Latina, Ceola em inglês, sigla que aparentemente pretende substituir a Alca.

O propósito seria ressaltar “as virtudes da democracia e do livre comércio”, seguindo a linha dos acordos em vigor ou prestes a serem aprovados pelo Congresso com países da região como Panamá, Colômbia, Chile, México, Peru, e os membros do acordo de livre comércio da América Central.

O eventual governo Romney tentará usar o programa para contrastar os benefícios da livre iniciativa e o modelo de autoritarismo socialista oferecido por Cuba e Venezuela, que são, na verdade, as grandes preocupações na região.
Na visão de Romney, “décadas de notável progresso na América Latina baseado na segurança, democracia e crescente laços econômicos com a América estão atualmente sob ameaça”.

Venezuela e Cuba estariam liderando “uma virulenta campanha antiamericana” num movimento “bolivariano” por meio da América Latina com a intenção de sabotar instituições de governança democrática e oportunidades econômicas.
Esse “movimento bolivariano”, segundo o documento, ameaça aliados dos Estados Unidos como a Colômbia, interfere na cooperação regional para o combate às drogas e em ações de contraterrorismo, tem fornecido proteção para traficantes de drogas e encorajado organizações terroristas regionais, além de ter convidado o Irã e organizações terroristas estrangeiras como o Hezbollah.

O documento destaca também o que chama de “epidemia de violência de gangues criminais e cartéis da droga” que leva a morte ao México e diversos países da América Central e Caribe.

A proposta de Mitt Romney é juntar as iniciativas de combate às drogas e ao terrorismo para criar a Força Tarefa Hemisférica para Crime e Terrorismo, com o objetivo de coordenar as ações de inteligência e repressão entre os aliados regionais.
No plano mais geral, o documento adverte que quem assumir a presidência em 2013 terá pela frente uma série de “ameaças e oportunidades”.

O papel de “países poderosos” como China e Rússia pode levar à valorização do sucesso econômico, reforçando a importância de um sistema construído à base da liberdade econômica e política.
Mas pode também, adverte o documento de Romney, ameaçar tal sistema pelo autoritarismo característico desses países, que já estaria colocando em perigo a segurança internacional.

O documento chama a atenção para o surgimento de atores relativamente novos na cena global, como os grupos terroristas transnacionais.
Os grupos islâmicos radicais são apontados pelo documento como “um perigo onipresente” para os Estados Unidos, apesar das vitórias obtidas nos últimos anos no combate ao terrorismo.
Mitt Romney utiliza-se do documento das “armas de destruição em massa” para chamar a atenção para os perigos de elas caírem “em mãos erradas”.

A região que vai do Paquistão à Líbia, envolta em “profunda turbulência”, tem uma importância geoestratégica que não pode ser menosprezada: “É o primeiro ponto para a proliferação nuclear”, ressalta o documento, um constante risco de uma “guerra catastrófica” que poderia colocar a economia mundial no caos.

A política externa de Mitt Romney se preocupa com “países fracos demais para se defender sozinhos” e também com “países falidos ou em falência”, como Somália, Yemen, Afeganistão e Paquistão, “e num grau alarmante, nosso vizinho México”.
Esses são países com “governança fraca, tomados pela pobreza, doenças, refugiados, drogas e crime organizado”, que são ou podem vir a ser lugares seguros para terroristas, piratas e outros tipos de redes criminosas.

Romney retoma também a expressão “Estados bandidos” muito utilizada no governo de George W. Bush, para definir Irã, Coreia do Norte, Venezuela e Cuba, que têm “interesses e valores diametralmente opostos aos nossos” e colocam a segurança internacional em perigo, especialmente nos casos da Coreia do Norte e do Irã, que buscam obter armas nucleares.

O professor de estudos estratégicos da Universidade Johns Hopkins Eliot Cohen, conselheiro especial do governador Romney, descreve no prefácio do livro quais são os objetivos que movem a sua candidatura: a tese do mundo multipolar, onde o poder de influência dos Estados Unidos seria decrescente, seria “falaciosa e perigosa”.

“Os Estados Unidos não podem retirar-se dos problemas mundiais sem provocar perigo para si mesmo e para os outros. (?) Queiramos ou não, nossos valores, nossas políticas e nosso exemplo importam a todos os que valorizam a liberdade”.

FONTE: O Globo

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Irã enriquece urânio a 20%, segundo a ONU

A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), vinculada à ONU, confirmou que o Irã começou a enriquecer urânio a 20% nas instalações subterrâneas de Fordo, próximo de um complexo militar a 20 km da cidade sagrada de Qom.

A confirmação acirra a tensão entre Teerã e o ocidente, cujo último capítulo foram os exercícios militares realizados pelo Irã no golfo Pérsico e sua ameaça de bloquear o estreito de Hormuz.

A ameaça é uma reação à imposição de mais sanções à economia iraniana pelos EUA e ao anúncio de que a UE (União Europeia) cogita medidas semelhantes. Os países ocidentais duvidam dos alegados fins pacíficos do programa nuclear iraniano.
Antes da confirmação pela AIEA, sabia-se que o Irã enriquecia urânio a 3,5% na usina de Natanz.
Apesar de o governo iraniano dizer que o enriquecimento serve somente para alimentar um reator energético e para estudos científicos, o início das operações em Fordo aumenta os temores internacionais quanto à capacidade do Irã produzir ogivas nucleares.

O ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, classificou a confirmação da capacidade de enriquecimento do urânio a 20% por Teerã como “um ato de provocação que enfraquece ainda mais as afirmações do Irã de que seu programa é de natureza civil”.
Segundo Hague, o Irã tem urânio enriquecido para alimentar por mais de cinco anos um reator que ainda não foi instalado por falta de equipamento necessário para a transformação em combustível. Ele vê esse fato com suspeita.
O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad está em Caracas firmando acordos bilaterais com o presidente Hugo Chávez. O venezuelano lamentou não ter recebido o “irmão da pátria” quando se tratava de câncer, no ano passado, e disse que ambos estão “trabalhando juntos para frear a loucura imperialista”.

FONTE: Folha de São Paulo/Agências Internacionais

1. Expulsos da Bolívia pelo governo de Evo Morales, os serviços de inteligência da Grã-Bretanha e dos EUA passaram a depender das operações e da influência do Brasil no país vizinhos para combater o tráfico de drogas, um problema cada vez mais crítico na região. O que preocupa americanos e europeus é que a Bolívia vem se transformando em um importante produtor de cocaína. A Colômbia ainda lidera, mas a repressão ao cultivo causou uma queda drástica da área plantada de coca no país.

2. Uma das consequências foi a transferência da produção para a Bolívia. Em dez anos, a área de cultivo da planta boliviana dobrou, segundo a ONU. Para desembarcar nos mercados europeus e americano, parte da droga passa pelo Brasil. Na avaliação da Europol, 250 toneladas de cocaína a cada ano – 30% da produção mundial – entram na Europa ou nos EUA passando por portos brasileiros. A maior parte da cocaína que vai para os EUA não passa pelo Brasil. Já a droga que chega à Europa sai preferencialmente da Bolívia e, em segundo lugar, do Peru. Estima-se que 60% dela ficam no Brasil.

3. Produção em hectares de folhas de coca. Em 2000 eram 160 hectares na Colômbia contra 17 na Bolívia. Em 2009 foram 70 hectares na Colômbia contra 35 na Bolívia.

FONTE: Estado de São Paulo, via ex-blog do Cesar Maia

A guerrilha comunista colombiana, as Forças Armadas Revolucionários da Colômbia, as Farc, se apossaram ilegalmente de terras, em “igual ou pior” proporção que os grupos paramilitares de extrema direita, garantiu neste domingo o funcionário responsável por aplicar uma lei de devolução de terras.

Álvaro Balcázar, diretor da Unidade de Consolidação e Reconstrução Territorial, disse ao jornal El Tiempo, de Bogotá, que as Farc possuem fazendas de 5.000 a 42.000 hectares em nome de testas de ferro.

“A apropriação (de terras) das Farc é igual ou pior (a dos paramilitares). Os grupos guerrilheiros baseiam sua permanência no controle do território”, disse Balcázar.

No dia 1º de janeiro, entrou em vigor uma lei que busca devolver entre 1,5 milhão e 2 milhões de hectares de terra aos desalojados pelo conflito interno armado com que a Colômbia sofre há cerca de meio século, com a ação de guerrilhas, paramilitares e narcotráfico.

Segundo o governo de Juan Manuel Santos, que incentivou essa lei, dentro de uma iniciativa para reparar os danos causados aos prejudicados pelo conflito colombiano, as vítimas de grupos guerrilheiros, paramilitares e de agentes da força pública a partir de 1985 (cerca de 4 milhões de pessoas) serão indenizadas, e os desalojados pela força a partir de 1991 (cerca de 400.000 famílias) serão restituídos.

De acordo com Balcázar, as Farc se apropriaram de terras especialmente nos departamentos (províncias) de Meta (centro) e Caquetá (sul). Ele informou que, nessas regiões, como em outras onde a guerrilha “ainda tem o controle do território”, é muito difícil devolver a terra aos camponeses, por temor de represálias.

O funcionário explicou que uma das formas pelas quais as Farc se apoderam de terras é levando as crianças e as famílias, que se negam a sair. “Se não há um Estado que as proteja, as pessoas acabam fazendo o que as Farc necessitam que elas façam, não por vontade, mas sim pressionadas pela ameaça e a intimidação”, observou.

Balcázar reconheceu que a ausência do Estado em muitas regiões do país favoreceu a apropriação de terras por parte dos grupos armados ilegais. Segundo o Ministério da Defesa, as FARC – com 47 anos de luta armada contra o Estado – contam com entre 8.000 e 9.000 combatentes.

FONTE: Terra

Além dos R$ 28,1 milhões pagos como subsídios (salário direto) aos senadores, o Senado gastou em 2011 outros R$ 16,4 milhões entre fevereiro e dezembro com o chamado “cotão”, disponível para atividades dos 81 titulares e dos suplentes que assumem o mandato. O valor ainda pode aumentar porque o prazo para o pedido de ressarcimento deste tipo de despesa realizada em 2011 vai até 31 de março. A média mensal de gastos dos senadores com assessoria, passagens aéreas, hospedagem, alimentação, consultorias e divulgação do trabalho (o cotão) é de R$ 18,4 mil, segundo o levantamento feito pelo GLOBO. O curioso é que, entre os 81 senadores, apenas cinco gastaram 10% do total disponibilizado e quatro fizeram economia não usufruindo nem um tostão da verba.

Os campeões de gastos ano passado foram Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Ciro Nogueira (PP-PI), Sérgio Petecão (PSD-AC) Fernando Collor (PTB-AL) e Paulo Paim (PT-RS). O levantamento do GLOBO foi feito com base nas informações do Portal da Transparência, site oficial do Senado.

Já a maior média mensal de gastos é do ex-suplente Geovani Borges (PMDB-AP). Durante os oito meses que ele esteve no cargo obteve uma despesa de R$ 315 mil, média de R$ 39,4 mil por mês.

Em junho do ano passado, a cota dos senadores foi regulamentada incorporando a chamada verba indenizatória destinada ao custeio do mandato parlamentar, no valor de R$ 15 mil , à verba de transporte aéreo, que varia de R$ 6 mil a R$ 23 mil de acordo com o estado de origem. As duas compõem, agora, uma única dotação. Essa mudança foi feita após denúncias de irregularidades envolvendo a emissão de passagens aéreas.

Vanessa Grazziotin é a líder no ranking com uma despesa de R$ 403 mil, ou R$ 36,6 mil por mês. O seu colega de estado Alfredo Nascimento (PR), que retornou à Casa após deixar o Ministério dos Transportes, registou uma despesa mensal de R$ 11,8 mil, menos de um terço do que foi usado por Vanessa Grazziotin.

Ela está no primeiro mandato e reconhece que gastou muito. A maior parte do dinheiro da cota foi aplicada om hospedagens em deslocamentos da equipe, principalmente para Manaus e Brasília (36,39%) e divulgação da atividade parlamentar (35,93%). A senadora justifica que investiu em uma grande campanha com outdoor, propaganda em rádio e cartilhas para informar sobre a lei que garante aposentadoria da dona de casa.

“Talvez eu tenha tido um gasto maior por ser o primeiro ano de mandato. A tendência é fazer um esforço maior para segurar os gastos. Alguns senadores podem ter melhores condições, mas o uso da verba é a única forma que se dispõe para o trabalho parlamentar. Um equívoco é usar para outras coisas”, argumenta Vanessa.

O senador Ciro Nogueira, segundo com mais despesas, num total de R$ 370 mil, foi procurado pelo GLOBO, mas preferiu não fazer comentários sobre o assunto. O terceiro colocado, Sérgio Petecão, argumenta que o gasto anual de R$ 342 mil é legal. Em nota, a assessoria ressalta que “ todas as despesas estão discriminadas e asseguradas por meio de notas fiscais, no Portal Transparência, que oferece clareza quanto à utilização dos recursos”. Na mesma linha, a assessoria de Fernando Collor disse apenas que todos os gastos estão dentro da norma do Senado. O senador alagoano gastou R$ 322,4 mil do cotão.

O levantamento feito pelo GLOBO inclui os 81 senadores que exercem o mandato e outros 13 que também em algum momento, entre fevereiro e dezembro, estiveram no cargo. No total 94 pessoas passaram pela Casa desde fevereiro do ano passado. A maior média mensal de gastos é do ex-suplente Geovani Borges (PMDB-AP). Durante os oito meses que ele esteve no cargo obteve uma despesa de R$ 315 mil, média de R$ 39,4 mil por mês.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), declarou despesas em apenas quatro meses em 2011, totalizando R$ 35 mil. Pelo cargo que ocupa Sarney tem direito, por exemplo, de usar aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para seu deslocamento.

FONTE: Agência O Globo

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O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, chega neste domingo na América Latina para uma viagem entre Venezuela, Nicarágua, Cuba e Equador. Cada vez mais isolado por causa das sanções impostas por potências ocidentais ao setor petrolífero iraniano, o mandatário deve pedir apoio a líderes latino-americanos que, como ele, também são abertamente contra a política americana, como é o caso de Hugo Chávez.

Apreensivos por causa do programa nuclear de Teerã, EUA e outros países europeus aprovaram uma série de embargos contra o governo do país com o objetivo de pressionar os iranianos a desistir da energia atômica. Washington qualificou o encontro de Ahmadinejad com rivais americanos como uma demostração de que o Irã está “desesperado para ter amigos”.

“Estamos deixando absolutamente claro aos países de todo mundo que não é o momento de estreitar vínculos, nem de segurança nem econômicos, com o Irã”, disse a porta-voz americana Victoria Nuland.
A primeira parada de Ahmadinejad será na Venezuela. A vinda do mandatário iraniano foi criticada pela oposição do país, mas Chávez disse que o presidente será “bem-vindo. Os dois países alimentam uma relação estreita. Teerã chegou, inclusive, a construir fábricas e fazendo em território venezuelana. O presidente iraniano vem, oficialmente, à América Latina para participar da cerimônia de posse do presidente reeleito da Nicarágua, Daniel Ortega. Ahmadinejad não virá ao Brasil desta vez.

Irã anuncia que vai começar a enriquecer urânio em bunker

Em um “futuro próximo”, o Irã começará a enriquecer urânio dentro de uma montanha, disse uma autoridade. Medida que provavelmente irá aumentar ainda mais a tensão entre Teerã e as potências ocidentais que suspeitam que o governo iraniano está tentando fabricar armas nucleares.

A decisão tomada pela República Islâmica de conduzir atividades atômicas delicadas em um local subterrâneo dará maior proteção contra um possível ataque inimigo. Há meses o Irã vem dizendo que está se preparando para levar seu trabalho de refinamento de urânio de alto nível da usina de enriquecimento em Natanz para Fordow, uma instalação perto de Qom, cidade sagrada para os muçulmanos xiitas no centro do Irã.Os Estados Unidos e seus aliados dizem que o Irã está tentando construir bombas, mas Teerã insiste que seu programa nuclear visa apenas à geração de energia e tem objetivos médicos.

FONTE: Agência O Globo

Segundo presidente norte-americano, força “enxuta” e “ágil” será a mais bem equipada na história do país

 

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, revelou nesta quinta-feira (5) a nova estratégia de Defesa do país, que vai resultar, segundo ele, em um Exército “mais enxuto” e “ágil” com o uso de tropas menores em solo em meio a cortes no orçamento federal. Mas ele ressaltou que os Estados Unidos vão manter o que ele chamou de Exército mais bem equipado da história norte-americana.

Numa rara aparição no salão de instruções do Pentágono, Obama divulgou os contornos da revisão da estratégia de defesa, cujo objetivo é lidar com os cortes de centenas de bilhões de dólares no orçamento militar e reorientar as prioridades de segurança, após uma década dominada pelas guerras no Afeganistão e no Iraque.

Obama disse que o Exército será mais enxuto, mas prometeu ao mundo que os Estados Unidos manterão sua “superioridade militar” com forças de combate prontas para qualquer ameaça.

“Nosso Exército será mais enxuto, mas o mundo deve saber: os Estados Unidos vão manter sua superioridade militar com forças armadas que são ágeis, flexíveis e prontas para uma gama completa de contingências e ameaças”, afirmou o presidente.

Obama disse que a revisão da estratégia está centrada nas necessidades militares do país depois do “fim das longas guerras da última década”.

Apesar do foco no corte orçamentário, os Estados Unidos vão fortalecer sua presença na região Ásia-Pacífico, já que “reduções orçamentárias não virão às custas desta região crítica”, disse o presidente. Os Estados Unidos também “permanecerão vigilantes” no Oriente Médio. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

FONTE: Gazeta do Povo

DUBAI, 6 Jan 2012 (AFP) -Os Estados árabes que estão apenas a poucos quilômetros do Golfo do Irã estão observando, tensos, as perspectivas de uma guerra entre Teerã e o Ocidente, um conflito que nenhum deles deseja e que todos sabem que poderá arruinar suas economias.
Esse temor real está levando os Estados ricos em petróleo a aumentar suas defesas enquanto esperam que a diplomacia possa prevalecer nas ambições regionais de Teerã e colocar um fim a seu preocupante programa nuclear.

“Nenhum Estado do Golfo quer a guerra, mas todos estão se preparando para a possibilidade que isso possa acontecer”, afirmou disse o analista militar Riad Kahwaji.
A tensão aumenta enquanto o Ocidente continua pressionando Teerã sobre seu programa nuclear e a União Europeia ameaça uma proibição total das importações de petróleo iraniano.

O Irã ameaçou fechar o estratégico Estreito do Ormuz – que liga o Golfo ao Mar Arábico e por onde passam 20% do petróleo mundial transportado pelo mar – se as vendas de petróleo forem bloqueadas.
Os Estados Unidos, cuja Quinta Frota da marinha está baseada no Estado do Golfo de Bahrein, que está presente militarmente em um certo número de outros países, o que levou Teerã a dizer que não vai tolerar qualquer movimento.

Esses leais aliados de Washington serão empurrados para uma guerra com o Irã se Teerã os atacar, explica Kahwaji, que dirige o Instituto para o Oriente Médio e Análise Militar do Golfo (Inegma) com sede em Dubai.
“O relógio está correndo e nós no Golfo não temos controle sobre isso”, acrescentou o analista político kuwaitiano Sami al-Faraj em relação a um possível ataque israelense e americano contra o Irã.
Muitas vezes no passado, o Irã alertou que atacaria as instalações militares americanas nos Estados do Golfo Árabe no caso de guerra.

Além da Quinta Frota, Qatar hospeda o Comando Central dos EUA, há cerca de 23 mil tropas americanas no Kuwait e cerca de 2 mil tropas militares dos EUA nos Emirados Árabes Unidos.
O site “Mashreq”, alinhado com as Guardas Revolucionárias do Irã, disse que os alvos no Golfo já foram escolhidos, de acordo com o jornal pan-árabe Al-Hayat.
O primeiro-ministro catariano, o xeque Hamad bin Jassem Al-Thani, cujo país tentou, no passado, reduzir as lacunas entre Teerã e as nações do Golfo, disse que estas devem contribuir para resolver a crise.

“Eu acredito que todos nós temos um interesse em que não haja conflitos no Golfo”, disse ele recentemente, acrescentando que os Estados do Golfo estão “naturalmente preocupados” com o aumento da tensão EUA-Irã.
“Já vivemos conflitos militares e todos nós sabemos que não há vencedor nesses conflitos, especialmente para os países ao redor do Golfo”, disse ele.
Além das ameaças externas, os Estados do Golfo têm que lidar com a ameaça das famosas células adormecidas que, suspeita-se, o Irã está espalhando pela região.

“Ouvimos falar em medidas preventivas em muitos países para lidar das células adormecidas do Irã”, disse Kahwaji.
O desejo de evitar a guerra está acompanhado de outro, de conter a influência regional do Irã.
“Há agora duas posições no Golfo”, disse Faraj. “Uma rejeita completamente recorrer à guerra a menos que seja imposta”.
“A segunda vê a necessidade de conter a interferência iraniana na Síria, Iraque, Líbano, Iêmen e Sudão e está ventilando a tensão sectária (no Golfo), apesar de não necessariamente através dos conflitos armados”.
A segunda corrente tem se “tornado mais forte” recentemente, acrescentou.

Faraj disse à AFP: “são os países do Golfo que sofrerão mais porque estamos ao alcance dos foguetes iranianos”, observando, junto com Kahwaji que eles têm instalações de petróleo estratégicas e centros financeiros e de negócios em suas costas, próximas ao Irã.
O maior terminal petrolífero da Arábia Saudita de Ras Tanura, por exemplo, em apenas 180 quilômetros distantes da costa do Irã. Abu Dhabi, outro importante produtor de petróleo está longe apenas 220 quilômetros.

Enquanto esperam, os Estados do Golfo estão aumentando as compras de material de defesa.
No mês passado, a Arábia Saudita assinou um acordo avaliado em US$ 29,4 bilhões para comprar 84 caças americanos F-15 e aprimorar outros 70 caças.
Pouco depois, um acordo de armamento de US$ 3,48 bilhões dos Emirados Árabes veio à tona, incluindo o avançado antimíssil Terminal High Altitude Area Defense System (Thaad).
Em 2011, os Estados Unidos e a Arábia Saudita anunciaram um acordo de US$ 1,7 bilhão para reforçar as baterias de mísseis Patriot, enquanto o Kuwait comprou 209 mísseis por US$ 900 milhões.

FONTE: AFP, via Terra

A Hungria e o fascismo

Governo vem manifestando prazer em violar todos os princípios da União Europeia

 

GILLES LAPOUGE É CORRESPONDENTE EM PARIS – O Estado de S.Paulo

Como se não bastassem os muitos problemas enfrentados por causa do desastre da zona do euro, eis que a União Europeia agora está com uma nova batata quente nas mãos. E grande. Um país inteiro. Trata-se da Hungria, que faz parte do bloco europeu e cujo primeiro-ministro, Viktor Orban, tem constantemente provocado Bruxelas.

Primeiro em seus discursos e, há alguns dias, por meio de novas leis, o governo de Orban, que representa a direita dura e autoritária da Hungria, vem manifestando um prazer doentio em violar espetacularmente todos os princípios da União Europeia, os quais todo o país que adere ao bloco deveria respeitar.

Há alguns dias, por exemplo, Orban organizou um controle implacável da mídia, desrespeitando a liberdade de imprensa, um dos dogmas sagrados da União Europeia. E, no primeiro dia do ano, entrou em vigor uma Constituição húngara que acaba com a independência do Judiciário, da Suprema Corte e do Banco Central.

Todos os poderes ficam nas mãos do partido do premiê, o Fidesz. Além disso, dispositivos distorcidos e opacos tornam quase impossível a destituição do primeiro-ministro. Em Bruxelas, reina a fúria. A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, se disse “inquieta” com a democracia húngara.

A todos esses alertas, Orban responde com escárnio. Podemos perguntar como essa política antieuropeia e projetada por uma ala fascista é tolerada pela sociedade húngara. Duas respostas: a primeira é que Orban foi um “herói” da libertação do país do jugo da União Soviética. Ainda jovem e eloquente, aos 26 anos, ele teve a audácia de reivindicar a realização de eleições livres na Hungria. Desde então, mostrou-se uma figura talentosa. Seu partido é poderoso. Além do que, Orban é vice-presidente do PPE, o “clube” dos partidos conservadores europeus, que estão majoritariamente no poder na União Europeia.

A segunda resposta é mais inquietante. A Hungria jamais demonstrou uma grande paixão pela democracia. Ela apoiou os governos mais sórdidos da recente história europeia, o regime de Adolf Hitler, por exemplo. Essa tendência autoritária não deve ser esquecida. Prova disso é que, se o partido conservador de Orban detém dois terços das cadeiras do Parlamento, um outro, ainda mais extremista, o Jobbik, obteve 15% dos votos.

Esse partido, fascista para não dizer coisa pior, criou uma milícia paramilitar, a Guarda Húngara, que usa um uniforme inspirado nos fascistas de 1940 e tem multiplicado suas bravatas. Esses “iluminados” do Jobbik seriam responsáveis pelo assassinatos de ciganos. É verdade que Orban condenou essas mortes, mas a polícia acobertou a infâmia. Mesmo que o premiê tenha denunciado os assassinatos, ele humilha sistematicamente os ciganos, com o assentimento entusiasta do povo, tendo chegado a impor o trabalho obrigatório em canteiros de obras públicas, para eles tenham direito a benefícios sociais.

O governo, porém, tem um ponto frágil: a economia húngara está deteriorada. Acaba de ser inserida na categoria de “especulativa” pelas agências de classificação Moody’s e Standard & Poor’s. A Hungria tem a necessidade urgente de um crédito de 15 a 20 bilhões, que solicitou ao Banco Mundial e ao FMI.

Segundo notícias recentes, as duas instituições internacionais teriam interrompido os contatos com Budapeste em protesto contra a decisão de colocar o Banco Central húngaro sob tutela do Estado. Por quanto tempo? / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

FONTE: Estadão

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O americano Chris Kyle, atirador de elite da Seal, grupo especial da marinha americana, detém uma controversa marca: ele foi o soldado que mais matou durante o serviço militar. Aos 37 anos e já reformado, Chris exterminou 255 pessoas, ultrapassando com folga o número máximo anterior de 109 mortes, de um soldado durante a Guerra do Vietnã.

No recém-lançado livro “American sniper – a autobiografia do mais letal atirador da história militar americana”, ele dá detalhes sobre a sua ação no Iraque e relata a frieza e a precisão que foi adquirindo ao longo dos dez anos na função.

De acordo com o site britânico “Telegraph”, ele ficou conhecido entre os insurgentes iraquianos como “al-shaitan Ramad”, o diabo de Ramadi, uma cidade no centro do país. Até uma recompensa de US$ 20 mil era oferecida para quem conseguisse capturá-lo ou matá-lo. Já seu apelido entre os colegas de farda era “a lenda”.

No livro, ele conta como atirou – e acertou – em um homem que apontava um lançador de foguetes para o comboio americano a mais de 1,9 km de distância, um de seus feitos mais famosos. “Deus assoprou aquela bala e o acertou”, afirma.
Durante a segunda batalha de Fallujah, Chris Kyle exterminou 40 pessoas. Oficialmente, as Forças Armadas americanas só contabilizam 150 mortes no seu currículo. Mesmo sem o reconhecimento carimbado, ele desfila suas histórias e afirma não ter arrependimento algum das mortes que causou, pelo contrário: diz adorar tudo que fez.

FONTE: Agência O Globo

NOTA DO FORTE: Veja aqui a matéria completa no site do Daily Mail, em inglês.

VEJA TAMBÉM:

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