Presidente americano se oferece para mediar diálogos entre indianos e paquistaneses
NOVA DÉLHI – O presidente dos EUA, Barack Obama, declarou-se nesta segunda-feira, 8, favorável a uma cadeira permanente para a Índia no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Falando ao Parlamento indiano, Obama afirmou estar ansioso por “um Conselho de Segurança reformado que inclua a Índia como um membro permanente”.
Conseguir o apoio dos EUA para sua pretensão de integrar o Conselho era visto pela Índia como um ponto muito importante na agenda do país anfitrião durante a visita do presidente americano. Funcionários afirmaram, porém, que Obama apoia essa inclusão da Índia como membro permanente no principal órgão apenas no contexto de uma reforma mais ampla do Conselho, o que pode levar anos.
O Brasil também busca obter uma cadeira permanente no órgão. Atualmente, os membros permanentes, com poder de veto, são EUA, França, Rússia, China e Reino Unido. O órgão toma as mais importantes decisões sobre conflitos e diplomacia no mundo.
Obama também afirmou que estava disposto a desempenhar “qualquer papel” requisitado por Índia e Paquistão para fomentar a paz entre as duas nações vizinhas que possuem armas nucleares. Em seu terceiro e último dia de uma viagem à Índia, Obama disse que os dois países têm um interesse em reduzir as tensões na região, e que os EUA “não podem impor uma solução para esses problemas”.
O líder norte-americano falou em entrevista à imprensa ao lado do primeiro-ministro indiano, Manmoham Singh. O Paquistão, um país de maioria muçulmana, e a Índia, de maioria hindu, já travaram guerras e mantêm fortes suspeitas entre si. Funcionários indianos acusam, por exemplo, o serviço de inteligência paquistanês de ajudar a orquestrar um ataque em Mumbai em 2008, que matou 166 pessoas.
A Caxemira tem sido o principal ponto de fricção entre as duas nações. A região é dividida entre Índia e Paquistão, e Islamabad pede uma intervenção internacional para resolver o impasse, o que os indianos rechaçam. Após os ataques de novembro de 2008 em Mumbai, a Índia cancelou o diálogo de paz com o Paquistão. Os dois países já retomaram um diálogo para “construir a confiança” envolvendo chanceleres e outros funcionários nos últimos meses.
Após a entrevista à imprensa, o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Mehmood Qureshi, reiterou que seu país quer dialogar com a Índia e está comprometido a eliminar o terrorismo e desmantelar qualquer rede extremista operando no país. As informações são da Associated Press.
FONTE: Agência Estado / Agências Internacionais
NOTA DO FORTE: Enquanto isso o Brasil, que também aspira a um assento no CS, insiste numa Política Externa equivocada e que bate de frente com os EUA.
Luis Kawaguti
Três anos após experiências de uso de aeronaves não tripuladas na missão de paz no Haiti, o Exército fez ontem o primeiro teste em larga escala de seu Vant (Veículo Aéreo Não Tripulado), em uma missão simulada de defesa do território nacional.
Ele é um avião de controle remoto usado para reconhecer terreno e identificar alvos para armas de artilharia, segundo o major Ademir Rodrigues Pereira, do CTEx (Centro Tecnológico do Exército).
Ontem três Vants simularam este trabalho no Exercício Agulhas Negras, a maior manobra realizada pelo Exército no Sudeste em 2010. Nela, 4.500 militares simularam a defesa da região contra um hipotético exército de invasão estrangeiro.
Diferente da Polícia Federal, que comprou um Vant produzido em Israel para patrulhamento de fronteiras, o avião do Exército foi desenvolvido no Brasil.
O primeiro projeto começou em 2004 e foi coordenado pelo Ministério da Defesa.
Mas, no início de 2007, o Vant ainda não estava pronto para missões reais.
Por isso, as tropas brasileiras da ONU adaptaram câmeras de vídeo em aeromodelos para sobrevoar a favela de Citè Soleil – que abrigava o último grupo rebelde do Haiti.
Os aviões fizeram dezenas de missões de identificação de atiradores, barricadas e fossos antitanque.
“Eles tinham também um compartimento acionado por controle remoto que usávamos para jogar panfletos de propaganda que davam avisos e explicavam para a população o trabalho da ONU”, disse o coronel da reserva Cláudio Barroso Magno, que comandou do batalhão brasileiro da ONU no Haiti.
Esses aviões “artesanais” não possuíam grande autonomia de voo ou sistemas de GPS e de piloto automático.
“Não eram aviões operacionais militares. Nós os usávamos para obter um resultado psicológico, para eles [rebeldes e criminosos] saberem que os estávamos observando”, disse o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, comandante da Segunda Região Militar.
Segundo ele, a primeira geração do Vant desenvolvida pelo Exército ficou pronta ainda em 2007 e exemplares chegaram a ser usados em testes no Rio Grande do Sul e também no Haiti -porém, quando não havia mais grandes combates no país.
VT-15
Já a nova geração do Vant, batizada de VT-15 e usada ontem, começou a ser desenvolvida em 2008 pelo CTEx com a empresa ACS.
“Há uma variedade muito grande de Vants no mercado internacional, é possível comprar, mas também nos interessa o desenvolvimento tecnológico, para que não haja dependência”, disse o general Santos Cruz.
O desempenho do Vant na missão será avaliado. Se o resultado for bom, o Exército pode começar a produzi-lo em escala.
FONTE/FOTO: Folha de São Paulo,via Notimp/ EB
O Ministério da Defesa é o órgão do Governo Federal responsável pela direção superior das Forças Armadas, constituídas pelos Comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
Sua principal missão é manter a soberania nacional e a integridade territorial, bem como estabelecer políticas ligadas à defesa e segurança do País, como a Política de Defesa Nacional (PDN).
Do montante de R$ 31,3 bilhões previstos para a Defesa Nacional, R$ 16,7 bilhões destinam-se aos gastos com o pagamento de pessoal ativo.
Os Comandos (Exército, Marinha e Aeronáutica) possuem na sua programação orçamentária as mesmas características para determinadas ações.
Quando se observa os programas de “Reaparelhamento e Adequação”, estamos nos referindo à aquisição/construção de equipamentos aéreos, navais ou terrestres, ou ainda à modernização dos atuais. Já o programa “Preparo e Emprego”, nos referimos às despesas para a incorporação, o treinamento e a manutenção das tropas.
Dessa forma, para a da Defesa Aérea, foram alocados R$ 3,5 bilhões, com destaque para o preparo e emprego das tropas, com R$ 1 bilhão; e do reaparelhamento e adequação da Força Aérea, contemplado com R$ 904 milhões, com o objetivo de comprar 50 helicópteros de transporte, e de desenvolver o avião cargueiro KC X, bem como atender a diversos compromissos contratuais de modernização e aquisição de aeronaves, inclusive as destinadas às atividades de caça e reconhecimento; e para melhoria do Sistema de Segurança de Vôo e Controle do Espaço Aéreo Brasileiro, com R$ 1,1 bilhão; e construção, reforma e ampliação de aeroportos de interesse nacional e estadual.
Em relação à Defesa Naval, há R$ 3,2 bilhões, distribuídos, predominantemente no reaparelhamento e adequação da Marinha do Brasil, com R$ 2,3 bilhões, e
no preparo e emprego do Poder Naval, com R$ 1 bilhão.
Os destaques são para o desenvolvimento do ciclo de combustível nuclear e do protótipo do reator para propulsão do submarino nuclear cerca de R$ 250 milhões; o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), que compreende a construção de 4 submarinos convencionais e 1 nuclear, incluindo a transferência de tecnologia para o País, e a implantação de um estaleiro e de uma base de submarinos em Itaguaí/RJ; além da participação no Programa Antártico Brasileiro (Proantar) no valor de R$ 9 milhões, mantendo o País no processo de discussão sobre o futuro da região antártica.
A área de Defesa Terrestre conta com R$ 1,4 bilhão e tem no preparo e emprego da Força Terrestre, que envolve a incorporação de 44 mil recrutas, o Projeto Soldado Cidadão, o qual qualifica jovens egressos do serviço militar para o mercado de trabalho; a implantação de Pelotões Especiais de Fronteira na Região Amazônica; e o reaparelhamento e adequação do Exército Brasileiro, com previsão de R$ 427 milhões.
Destacamos, ainda, as operações combinadas das três Forças no controle do tráfego aéreo, fluvial e terrestre, contribuindo para reduzir o fluxo ilegal de armas
e drogas, a extração ilegal e a evasão de riquezas naturais. As Forças atuam também em ações humanitárias, inclusive em outros países, em ações cívico–sociais, assistência hospitalar e ambulatorial; e ainda na Assistência e Cooperação das Forças Armadas à Comunidade, com ações de construção de infraestrutura e assistência às comunidades indígenas isoladas em regiões de fronteira no norte; bem como com o Programa de Transporte Aéreo; entre outras ações governamentais.
Vale ressaltarmos que há previsão de despesas para a realização dos Jogos Mundiais Militares, com a participação de 110 países e 7 mil atletas, entre competidores e técnicos.
FONTE: http://www.planejamento.gov.br
COMPARE:
Uma empresa florestal argentina denunciou a invasão de um grupo de 50 militares do Exército boliviano em território argentino, além do roubo de máquinas agrícolas e outros bens com valor superior a US$ 50 mil.
O chanceler argentino, Héctor Timerman, considerou que o fato é “inaceitável e inadmissível”, e assegurou que já entrou em contato com seu par boliviano, David Choquehuanca, para que “tome medidas”.
O gerente da empresa Volcán SA, Sergio Mazzone, comunicou nesta sexta-feira que os militares bolivianos agrediram e ameaçaram prender os funcionários do empreendimento florestal Polvaredal, situado na província de Salta, fronteira com a Bolívia.
“O grupo vestia o uniforme do Exército da Bolívia e no comando de uma pessoa que se identificou como coronel Willy Gareca”, assegurou o gerente a uma emissora de rádio de Buenos Aires.
“Eles dizem que nós estamos em território boliviano, mas os documentos e os mapas dizem que é Argentina”, apontou Mazzone.
O executivo disse que o episódio ocorreu no dia 26 de outubro e que a empresa prestou queixa na delegacia federal da cidade de Oran, além de apresentar o caso perante o Ministério dos Exteriores argentino.
O advogado da empresa Julio Chávez, avisou que ainda não recebeu resposta das autoridades e que o empreendimento suspendeu as atividades até que seja esclarecido o assunto na Justiça.
FONTE: Terra
Testes foram realizados em Pirassununga, no interior de SP. Equipamento será usado em simulações de guerra
O Exército testou nesta sexta-feira (5), em Pirassununga, no interior de São Paulo, uma aeronave militar que voa sem ninguém a bordo. O veículo aéreo não tripulado, chamado de vant, tem tecnologia brasileira e serve, principalmente, para patrulhar regiões consideradas perigosas.
Ele manda imagens e informações para a equipe em solo. O modelo será usado a partir de sábado (6) em uma simulação de guerra, com a participação de 4,5 mil homens do Exército.
FONTE: G1 / VÍDEO: Clique aqui
A AgustaWestland, empresa do Grupo Finmeccanica, anunciou que o Estado de Goiás, no Brasil central, encomendou três helicópteros monomotores AW119Ke para aplicação da lei, combate a incêndios e missões de transporte. O contrato tem o valor de 11 milhões de dólares e inclui também treinamento para tripulantes e pessoal de manutenção, com todas as três aeronaves programados para entrega em 10 Dezembro de 2010.
A Synergy Aerospace, uma divisão do Grupo Synergy, assinou um contrato de distribuição comercial em julho de 2006 para os helicópteros AgustaWestland no Brasil e esta a venda marca a entrada do AW119 no mercado brasileiro de aplicação da lei.
As aeronaves ficarão baseadas na cidade de Goiânia, capital do estado, e receberão equipamento de rapel, sistema de proteção contra cabos, gancho de carga, luz de busca e um balde contra incêndios. A subsidiária brasileira da AgustaWestland, a AgustaWestland do Brasil Ltda, dará apoio para os helicópteros em sua nova fábrica em São Paulo.
As novas instalações, localizadas a aproximadamente 30 km a oeste do centro da cidade, oferece uma gama completa de serviços de apoio, incluindo a manutenção, logística, peças de reposição, reparo, revisão geral e personalização para o AW119 e todas as variantes do AW109, Grand, GraNew e AW139.
O AW119Ke de oito assentos é o helicóptero de maior alcance no mercado de monomotores e tem excelente desempenho mesmo em ambientes muito quentes e altos. O helicóptero, com um peso máximo de de 3.150 kg (6.945 libras), com cargas externas, é um helicóptero utilitário altamente eficaz e prova suas habilidades na aplicação da lei e de combate a incêndios em muitos países.
Mais de 190 helicópteros AW119 foram encomendados até à data em quase 30 países, por cerca de 90 clientes. O AW119Ke é ideal para executar uma ampla gama de tarefas, incluindo serviços públicos, combate a incêndio, Evacuação Aeromédica (EMS), transporte VIP/Corporativo, transporte off-shore, a aplicação da lei e deveres militares.
Pedidos de mais de 130 helicópteros AgustaWestland de vários tipos foram feitos por clientes no Brasil até o momento, para uma ampla variedade de funções incluindo o transporte VIP/Corporativo, transporte off-shore, EMS e aplicação da lei.
FONTE: Agusta Westland
O comandante do Exército, general Enzo Peri, lança hoje um novo portal na internet, com jogos e até acesso para crianças. Também terá Twitter, Facebook e YouTube, além de notícias em tempo real.
FONTE: Luiz Carlos Azedo, Correio Braziliense – 03/11/2010
LONDRES, 1 Nov 2010 (AFP) -França e Grã-Bretanha assinarão nesta terça-feira acordos de cooperação em matéria de Defesa de uma abrangência sem precedentes, que preveem a criação de uma força militar conjunta e o uso compartilhado de porta-aviões e laboratórios nucleares.
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, firmarão dois tratados durante uma reunião em Londres, anunciou a presidência francesa.
O acordo permitirá a simulação do funcionamento do arsenal nuclear dos dois países a partir de 2014, em uma instalação conjunta na região da Borgonha.
Este novo centro de simulação será construído em uma instalação já existente da Comissão de Energia Atômica (CEA), em Valduc (Côte-d”Or), 45 km a noroeste de Dijon, no centro da França, começando a funcionar em 2014, mas com obras previstas até 2022, destacou a presidência francesa.
A unidade permitirá que cientistas franceses e britânicos “projetem os resultados das ogivas e materiais nucleares” a disposição dos dois Exércitos com o objetivo de garantir “a viabilidade, a segurança e a proteção a longo prazo de nossos arsenais nucleares”.
O novo laboratório de Valduc será complementado com um centro de pesquisas franco-britânico na localidade de Aldermaston, na Grã-Bretanha.
Esta “cooperação sem precedentes” se fará “respeitando totalmente a independência das forças de cada país”, destacou Paris.
França e Grã-Bretanha poderão seguir como atores militares de dimensão internacional, mas adaptados a uma era de rigor orçamentário. Londres e Paris “conservarão o direito de deslocar suas forças armadas de forma independente”, destacou um responsável britânico, que pediu para não ser identificado.
Os tratados incluirão a criação de “uma força expedicionária conjunta”, com entre 3.500 e 5.000 homens, que deverá iniciar seu treinamento no próximo ano. Esta nova força não será permanente e ficará encarregada de operações específicas, sob comando único.
“Anunciaremos o que chamamos de força expedicionária conjunta, e não uma força militar permanente. É uma conjunção de forças armadas dos dois países que treinam e atuam juntas”, disse o funcionário britânico.
Os dois países compartilharão ainda seus porta-aviões, a partir de 2020. A manutenção do novo avião de transporte A400M também será dividida.
Ao comunicar nesta segunda-feira os acordos aos deputados, David Cameron tratou de tranquilizar os “eurocéticos” de seu partido conservador, que temem um abandono de prerrogativas em benefício da União Europeia (UE). O premier garantiu que o acordo com a França é fruto dos mesmos princípios adotados nas discussões sobre o orçamento e as reformas institucionais da UE.
“O princípio é o mesmo. Associação sim, mas sem perder a soberania”.
No domingo, o ministro da Defesa, Liam Fox, justificou a aproximação com a necessidade de se fazer uma “economia importante” em época de austeridade orçamentária, mas garantiu que trata-se de algo puramente bilateral, descartando o início de um “exército europeu que não queremos”.
FONTE: Terra / AFP / COLABOROU: Roberto Bozzo
Comentário de um leitor sobre a suposta decisão do Comando do Exército de comprar 18 helicópteros de ataque russos MI-28.
“Parece matéria de jornalista que não sabe o que publicar.
Primeiro: Essa história não chegou no CAvEx, que seria o principal elemento para opnar na escolha da Anv.
O papo que se escuta é que o Brasil queria comprar mais 18 helicopteros russos e que alguns poderiam ser para o EB. PONTO!
E, se fosse verdade, a FAB não iria se intrometer neste ponto. No mínimo algum Brig deve ter dado sua opnião, e o reportezinho escreveu besteira.
Uma coisa que não foi discutida aqui, ainda, é sobre as Horas de Voo. O Brasil comprou cerca de 50 Anv francesas EC-725 (16 para cada força). Esses helicopteros vão chegar nas Unidades Militares e não vão voar como deveriam, pois a hora de voo deles gira em torno de U$ 4.000. Se hoje, com as anv que temos, e com o recurso destinado escasso, voamos quase nada, imagina quando chegar essas Anv, e imagina, ainda, com mais 18 Mi (não sei o valor da HDV)…
Finalizando: eu espero que realmente seja feita esta aquisição, mas, mais ainda, que o Estado Brasileiro se importe realmete com a Defesa Nacional e possa repassar verbas para a operacionalidade das Forças Armadas, não só para a aquisição.”Cap
O ministro Nelson Jobim tem um abacaxi nas mãos. O Comando do Exército decidiu comprar 18 helicópteros de ataque russos MI-28, mas alguns brigadeiros ligados ao gabinete de Jobim insistem na compra de modelos MI-35, como os adquiridos pela FAB. Alegam a necessidade de padronização. A mecânica é a mesma, porém o MI-28 custa 30% menos do que os MI-35 negociados em 2008.
FONTE: Isto é / COLABOROU: Marcos Saulo
Luciana Otoni
Entre janeiro e setembro deste ano, segundo dados do Tesouro Nacional, dos R$ 72,5 bilhões do Orçamento da União deste ano destinados para serem gastos em investimentos, foram contratados R$ 35,4 bilhões. Em termos gerais, o governo federal pagou efetivamente R$ 32 bilhões, dos quais a maior parte, R$ 20 bilhões, referem-se a empenhos de anos anteriores.
Como o Ministério da Fazenda autorizou as demais áreas do governo a acelerar os gastos e a contratar obras e serviços vinculados à infraestrutura, os empenhos deverão ser agilizados até o fim do ano, de forma a assegurar a utilização desses recursos no próximo ano na forma de restos a pagar. E, nesses últimos três meses do ano, o governo federal ainda dispõe de R$ 37 bilhões para serem usados em obras e serviços.
Segundo informações de grupos técnicos do Ministério da Fazenda, o cálculo feito em outubro, que elevou de 7% para 7,5% a estimativa de crescimento da economia para este ano, levou em consideração, entre outros fatores, a ampliação do gasto do governo no fim do ano e o efeito disso na composição do Produto Interno Bruto (PIB).
Em recente relatório de conjuntura, o Ministério da Fazenda cita as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) entre os fatores que impulsionaram a retomada dos investimentos.
Até setembro, os maiores gastos com investimentos foram feitos pelos ministérios dos Transportes, no total de R$ 10,8 bilhões; das Cidades, com R$ 3,6 bilhões; da Defesa, com o montante de R$ 4,5 bilhões; da Integração Nacional, com R$ 3,8 bilhões; e da Educação, no total de R$ 3,6 bilhões.
Os recursos, seguindo a orientação do governo, estão sendo destinados a hidrovias, ferrovias, duplicação de rodovias, recuperação de estradas e construção de escolas técnicas. Também figuram nesse pacote obras de expansão de metrôs, de saneamento e de infraestrutura em favelas.
FONTE: Valor Econômico – 28/10/2010
VEJA TAMBÉM:
O Eurocopter Tiger (designação de fábrica EC 665) é um helicóptero de ataque fabricado pela Eurocopter, que nasceu de um projeto conjunto da Alemanha Ocidental e da França, em 1984.
Um “joint venture” entre a MBB e a Aérospatiale foi formada para desenvolver o aparelho, mas devido aos altos custos, o projeto foi cancelado em1986. Em 1987 o programa foi relançado novamente e em 1989, a Eurocopter foi contratada para fabricar 5 protótipos.
Três seriam plataformas de testes e dois protótipos armados: um para a variante alemã anti-carro e outro para a variante francesa de escolta armada.
O primeiro protótipo voou em 1991. Em 1992, a Aérospatiale e a MBB se uniram formando o Eurocopter Group e o Tiger foi transferido para a nova empresa.
A produção seriada do Tiger começou em 2002 e o primeiro voo de um exemplar de produção do Tiger HAP francês ocorreu em março de 2003. A entrega das primeiras 8 aeronaves ao Exército Francês ocorreu em setembro do mesmo ano.
No final de 2003 começaram as primeiras entregas de 80 aeronaves da versão UHT para a Alemanha. Devido a problemas técnicos, a IOC só esperada para o final de 2012.
Austrália e Espanha também adquiriram o Tiger, que dependendo da versão, pode custar de US$ 35 a 43 milhões a unidade.
O Monumento aos Mortos da 2ª Guerra Mundial, no Parque do Flamengo, conhecido também como Monumento aos Pracinhas, poderá ser tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O encaminhamento favorável dos pareceres técnicos sinaliza que a medida será aprovado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan, na reunião programada para os próximos dias 4 e 5 de novembro, na capital fluminense. A informação foi dada à Agência Brasil pelo gabinete da presidência do Iphan. Segundo o órgão, o monumento é um bem público situado no parque já tombado pelo instituto desde 1965.
Com projeto dos arquitetos Marcos Konder Netto e Hélio Ribas, o monumento foi construído entre os anos de 1957 e 1960 e é integrado por três obras que homenageiam a Força Aérea Brasileira, os pracinhas das Três Armas (Exército, Marinha e Aeronáutica) e os combatentes e civis que morreram em operações navais. Um museu instalado no local abriga equipamentos usados pela Força Expedicionária Brasileira (FEB) e objetos apreendidos de soldados alemães.
Durante a reunião, os 22 membros do Conselho Consultivo do Iphan avaliarão também os pedidos de proteção federal para mais cinco bens culturais:o Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro (AM), o Ritual Yaokwa do Povo Indígena Enawene Nawe (MT), a paisagem natural de Santa Tereza (RS), o Centro Histórico de São Félix (BA) e o encontro das águas dos Rios Negro e Solimões (AM).
Constará ainda da pauta um tema polêmico: a devolução ao Paraguai do canhão El Cristiano (O Cristão), construído com material de sinos de igrejas, atualmente em exposição no Museu Histórico Nacional, no Rio, e que constitui um troféu da Guerra da Tríplice Aliança, ou Guerra do Paraguai. Os combates se estenderam de 1865 a 1870, envolvendo os quatro principais membros do atual bloco do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai). A arma foi apreendida em 1868, quando o Brasil tomou a Fortaleza de Humaitá, no Rio Paraguai. O compromisso de devolução do canhão foi assumido em março deste ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O presidente do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil (IGHMB), general-de-divisão Aureliano Pinto de Moura, é contra a devolução de qualquer troféu de guerra. Ele disse hoje (28) à Agência Brasil que a possibilidade de devolução do El Cristiano “é um desrespeito aos soldados que morreram no Paraguai em defesa do Brasil. “Eles [paraguaios] invadiram o nosso país, eles têm que arcar com as consequências. O canhão fica aqui”. Caso haja a devolução, Moura defendeu que o Paraguai devolva também navios brasileiros apreendidos durante a guerra.
O Conselho Consultivo do Iphan dará o seu parecer sobre o assunto mas, de acordo com o Decreto Lei 3.866, de 29 de novembro de 1941, somente o Presidente da República tem a competência para destombar um bem do patrimônio histórico e artístico nacional, atendendo a motivos de interesse público. Portanto, a palavra final sobre o canhão caberá ao presidente Lula.
O Exército dos EUA formalmente iniciou a produção em baixa escala do helicóptero AH-64D Apache Block III, uma versão melhorada do famoso Apache, agora com mais potência, sustentação, manobrabilidade, comunicação com sistemas não-tripulados e habilidade para pousos “duros”.
O contrato do US Army com a Boeing cobre a produção de 51 helicópteros Block III, com primeiro a ser entregue em outubro de 2011.
O Block III tem motor 701D, pás de rotor de material composto, aviônicos de rede e comunicações melhorados, RDS-21 e estrutura resistente a pousos forçados.
O sistema RDS-21 combina a transmissão de torque dos dois motores em uma única transmissão.
Além disso, o Apache Block III inclui a tecnologia de nível 4 que permite o controle de sensores de aeronaves não-tripuladas que estejam voando nas proximidades e a recepção dos vídeos produzidos em tempo real por essas aeronaves.
Num esforço colaborativo com a Boeing, o US Army pretende produzir 10 novos helicópteros por mês em 2014, com planos para aquisição de 690 helicópteros.
FONTE: US Army

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