As imagens mostram um médico de combate e Luca, um cão militar, participando de treinamentos de evacuação realizados pelo Exército americano na base de Spin Boldak, no Afeganistão.
FONTE: Militaryphotos.net
As imagens mostram um médico de combate e Luca, um cão militar, participando de treinamentos de evacuação realizados pelo Exército americano na base de Spin Boldak, no Afeganistão.
FONTE: Militaryphotos.net
O governo do Afeganistão proibiu no último dia 24 os militares de elite dos Estados Unidos de continuarem suas operações na província estratégica de Maidan Wardak, vizinha à capital Cabul. A decisão foi tomada devido às reclamações de que afegãos a serviço das forças especiais americanas mataram e torturaram moradores de vilas na área. A proibição, no entanto, só entra em vigor em duas semanas.
Maidan Wardak é considerada crucial para a defesa da capital contra os talibãs, que usam a região a Sudoeste de Cabul para se reunirem antes dos ataques. Se de fato for colocado em prática, o veto à ação das forças especiais será ainda mais significativo diante da retirada programada das forças regulares dos EUA da área. Até o fim do primeiro semestre deste ano os americanos esperam que suas tropas convencionais passem a atuar apenas no aconselhamento das tropas afegãs no Leste do país, deixando as tropas de elite como únicas opções para ofensivas na região.
Ainda no dia 24, oficiais da coalizão ocidental criticaram a decisão do governo do Afeganistão. Eles também procuravam mais explicações sobre que episódios levaram os afegãos a decretarem a proibição das operações, assim como que tipo de acusações elas desencadearam. Já as autoridades afegãs descrevem a medida como último recurso. Aimal Faizi, porta-voz do presidente Hamid Karzai, contou que o Conselho de Segurança Nacional do Afeganistão decidiu impor a proibição depois de semanas tentando, e não conseguindo, explicações da coalizão ocidental sobre as reclamações de que moradores de Maidan Wardak estavam sendo mortos, torturados ou simplesmente desaparecendo.
Vídeos e fotos como prova
Embora as autoridades afegãs tenham reafirmado que preferem atuar em conjunto com as tropas estrangeiras, a medida está sendo vista como um sinal de que o governo do país deseja limitar as ações das forças ocidentais se considerar que elas não atendam aos melhores interesses dos afegãos. Os episódios de violência foram atribuídos a afegãos ou afegãos-americanos que trabalham com as forças especiais dos EUA, disse Faizi, acrescentando que fotos e vídeos dos acusados foram repassados ao comando da coalizão.
Após verem as imagens, relatou Faizi, os comandantes da coalizão mostraram-se dispostos a cooperar com as investigações, mas logo mudaram de posição, afirmando que os acusados desapareceram ou nunca trabalharam para as forças americanas. Segundo ele, alguns dos oficiais estrangeiros chegaram inclusive a questionar a veracidade dos episódios. Faizi, no entanto, afirmou não ter dúvidas de que alguém ou algum grupo está torturando e matando os moradores de Maidan Wardak.
FONTE: O Globo via Resenha do Exército
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A missão da Otan no Afeganistão (Isaf) reconheceu neste domingo que perdeu seis caças no transcurso do ataque talibã da sexta-feira contra a base de Camp Bastion, onde está destinado o príncipe Harry da Inglaterra.
“Seis caças AV-8B Harrier ficaram destruídos e dois sofreram danos significativos. Três postos de carga de combustível também ficaram destruídos e seis hangares sofreram alguns danos”, explicou a organização militar em comunicado.
A Isaf assegurou que o ataque começou na sexta-feira à noite e que foi “bem coordenado”, reconhecendo que os agressores, “pelo menos 15″, se organizaram em três equipes e conseguiram penetrar no perímetro da base em um ponto.
“Estavam bem equipados e treinados. Vestiam uniformes do Exército dos EUA e estavam armados com rifles automáticos, lança-granadas e coletes explosivos”, afirmou a Isaf em sua nota.
De acordo com a versão oficial, as tropas internacionais mataram 14 insurgentes e feriram outro que foi detido, enquanto em seu grupo morreram dois soldados e outras nove pessoas – oito militares e um civil – sofreram ferimentos.
A base Camp Bastion, defendida por militares britânicos e dos EUA, fica no distrito de Washer, na conflituosa província de Helmand, uma das fortificações dos insurgentes, que atribuíram a ação a uma “vingança” pelo vídeo que parodia Maomé.
De acordo com a imprensa britânica, em Camp Bastion está o príncipe Harry, que ficou ileso, na qual é sua segunda estadia militar no Afeganistão, onde está em andamento o processo de retirada das tropas internacionais.
FONTE: Terra/EFE

Os talibãs estão decididos a matar o príncipe Harry da Inglaterra, que está no Afeganistão em sua segunda missão militar, afirmou à AFP um porta-voz dos insurgentes.
“Faremos todo o possível para matar o príncipe Harry e os outros membros das forças britânicas baseadas em Helmand”, província do sul do Afeganistão, considerada um dos redutos dos talibãs, afirmou à AFP Zabihula Mujahid. “Não queremos capturá-lo, e sim matá-lo”, completou o porta-voz talibã em uma entrevista por telefone.
Os talibãs iniciaram um “plano muito importante” para atacar o príncipe Harry, terceiro na linha de sucessão do trono britânico. O príncipe Harry, conhecido como “capitão Wales”, chegou na semana passada à província de Helmand para iniciar uma missão temporária como piloto de helicóptero de combate Apache, informou o ministério da Defesa britânico.
A missão, com duração prevista de quatro meses, é a segunda no país do príncipe Harry. A viagem anterior, iniciada em dezembro de 2007, foi mantida em sigilo até que a imprensa estrangeira a revelou, o que determinou, por motivos de segurança, repatriação imediata do príncipe após 10 semanas, em março de 2008.
FONTE/FOTO: AFP/AP
Dois Apache atacando tropas do Talibã. Os dois parecem estar voando em circulo em um espelho para cobrir todo o local. Se esconde de um será visto pelo outro. O sensor também mostra muitos detalhes como os Talibãs armados.
Cuidado – cenas de morte.
O presidente francês, François Hollande, afirmou nesta sexta-feira durante sua visita surpresa ao Afeganistão que a retirada das tropas francesas do país, programada para ocorrer até o final de 2012, será feita em parceria com as autoridades da nação asiática e com os aliados da Otan, mas que Paris manterá uma presença militar estratégia no local.
Em entrevista coletiva na embaixada da França em Cabul, o chefe de Estado francês ressaltou que chegou a “hora da soberania afegã”. Hollande explicou ainda que as tropas de combates deixarão o Afeganistão, mas que a França manterá uma presença militar no país, que se dedicará a “formação dos quadros do Exército afegão e estará presente nos hospitais e no aeroporto”.
Além disso, Hollande disse que a França trabalhará para que os afegãos tenham uma força policial “mais eficiente possível”. No final do período de “transição” não haverá “mais ações militares” de nenhum tipo, mas existirá uma “cooperação mais avançada” que a atual, em setores como educação, cultura, arqueologia e saúde, prometeu Hollande.
O objetivo é fazer com que “nossas empresas” venham para o Afeganistão em condições seguras, explicou o presidente, que ressaltou os laços que unem os dois países.
Hollande, que viajou em segredo por questões de segurança, fez estas declarações na capital Cabul, após visitar a base de Nijrab, na província de Kapisa.
Neste local, ele explicou aos militares franceses, (cerca de dois terços dos 3.500 soldados das forças internacionais no país), que “o compromisso da França com o Afeganistão entrava numa fase de “transição”, na qual “se desenvolverá uma cooperação civil a longo prazo”, de acordo com um “tratado de amizade” assinado em janeiro.
A “decisão soberana” de retirar as “tropas combatentes francesas respeitará todas as condições de segurança para os soldados, ressaltou o presidente.
Hollande acrescentou que a retirada francesa seria “ordenada e coordenada” e lembrou que era um “desafio importante em termos de organização e logística, uma operação com riscos que devem ser controlados”.
O chefe de Estado viajou ao Afeganistão por considerar necessário “explicar também às tropas que sua missão estará em breve terminada, e que em ordem e com grande orgulho vamos nos retirar e passar aos afegãos a gestão de seu território e a defesa de sua soberania”, disse para a rádio “France Info”.
“Penso que é um bela conquista para cada um, saber que essa passagem foi superada”, acrescentou.
Hollande, que viaja acompanhado dos ministros da Defesa, Jean-Yves Le Drian, e das Relações Exteriores, Laurent Fabius, ressaltou que a retirada militar será feira em sintonia com os aliados, em particular com o presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, e com as autoridades afegãs.
A operação terá três fases: a primeira será a retirada das forças combatentes (cerca de três mil homens) até o final deste ano; as unidades encarregadas de proteger e organizar a retirada deixarão o país em 2013; e depois disso permanecerão no Afeganistão apenas militares com o objetivo de treinar e cooperar com o Exército e a polícia local.
Desde que assumiu a presidência francesa, no dia 15 de maio, Hollande não parou de viajar. Ele já foi para Berlim, participou da cúpula da Otan e do G8 nos EUA, onde disse que iria cumprir sua promessa de retirar as tropas francesas do Afeganistão, e nesta semana esteve em Bruxelas na reunião informal da União Europeia.
Do G1, com agências internacionais
A Otan vai transferir a responsabilidade pela segurança às forças afegãs “até meados de 2013″ e passará a ter um papel de apoio até a retirada das tropas internacionais do Afeganistão no final de 2014, anunciou nesta segunda-feira a aliança atlântica em sua declaração final.
Reunida em Chicago, a organização também informou que, até 2014, só permanecerá no país uma missão de treinamento que seguirá preparando oficiais locais, quase 13 anos após o início da invasão do país.
“Após essa etapa, o papel da força internacional evoluirá cada vez mais de uma missão centrada, principalmente, no combate para uma missão de formação, de instrução e de assistência” até o final de 2014, afirma a Otan.
Também foi feito um pedido ao Paquistão para que reabra a rota terrestre que permite o caminho entre o Afeganistão e o Mar da Arábia. O Paquistão fechou a rota e passou a exigir um pedágio para a passagem das tropas, que é considerado “inaceitável” pelos Estados Unidos.
Na declaração dedicada ao Afeganistão divulgada após o jantar dos 28 chefes de Estado e de Governo, os aliados consideram ter “dado novos passos importantes no caminho para um Afeganistão estável e seguro”.
O documento confirma o calendário estabelecido anteriormente na cúpula da Otan de Lisboa em 2010, apesar da retirada anunciada das forças de combate de vários países.
A transferência da responsabilidade pela segurança e pelas operações de combate contra a insurreição em meados de 2013 corresponde ao momento em que as duas últimas das cinco etapas do processo de transferência da segurança para o Exército afegão serão implementadas.
O presidente afegão, Hamid Karzai, anunciou no dia 13 de maio o lançamento da terceira etapa desse processo ao término do qual o Exército afegão vai garantir a segurança para 75% da população.
Entre meados de 2013 e o final de 2014, as tropas da Otan permanecerão no país e ficarão encarregadas “de garantir que os afegãos sejam beneficiados do apoio de que precisam para se adaptar as suas novas responsabilidades, mais importantes”, reduzindo sempre os contingentes internacionais “gradualmente e de maneira responsável”, indica a declaração.
“A missão de combate liderada pela Otan chegará ao fim” no final de 2014, mas a aliança atlântica continuará a conceder “um sólido apoio político e prático de longo prazo” ao governo afegão, acrescenta a Otan, que se disse “preparada para trabalhar no estabelecimento, a pedido do governo da República Islâmica do Afeganistão, de uma nova missão para depois de 2014″.
Esta eventual missão de formação e de instrução das forças afegãs “não será uma missão de combate”, indica a declaração.
FONTE: G1
Um ataque suicida deixou nove mortos nesta segunda-feira em uma base e aeroporto da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão. O Taleban assumiu o atentado e disse se tratar de uma resposta à queima de cópias do Alcorão (livro sagrado muçulmano), em uma instalação militar americana em Cabul.
O atentado na cidade de Jalalabad acontece em meio aos protestos no país contra a queima de exemplares do Alcorão e outros materiais islâmicos religiosos durante o descarte de lixo em uma base aérea dos EUA. O autor do ataque desta segunda-feira lançou um carro cheio de explosivos contra o portão do aeroporto, que serve aeronaves militares internacionais.
De acordo com o porta-voz da polícia da província de Nungarhar, Hazrad Mohammad, a forte explosão matou nove afegãos: seis civis, dois guardas do aeroporto e um soldado. O ataque também deixou seis feridos. O porta-voz da Otan, Justin Brockhoff, reforçou que nenhum militar estrangeiro foi morto e disse que a base não foi danificada pela explosão.
Por causa da onda de violência, a Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou nesta segunda-feira que está transferindo todos os seus funcionários de um escritório em Kunduz, norte do Afeganistão, atacado por manifestantes na semana passada.
Segundo a ONU, o fechamento do escritório é temporário e todos os funcionários serão levados a outros locais, até que as condições de segurança sejam melhores. O ataque ao prédio da ONU no sábado deixou três mortos e 50 feridos.
Os protestos contra os Estados Unidos deixaram mais de 30 mortos desde que a queima dos livros sagrados foi divulgada, na terça-feira. Entre as vítimas estão quatro soldados americanos.
No domingo, manifestantes lançaram granadas contra uma pequena base americana no norte do país. Uma troca de tiros deixou dois afegãos mortos e sete soldados da Otan feridos.
Na quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu desculpas pelo incidente na base americana, na tentativa de acalmar os manifestantes afegãos. Em carta enviada ao presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, Obama prometeu uma investigação.
“Quero estender a você e ao povo afegãos minhas mais sinceras desculpas”, afirmou. “O erro foi impensado. Garanto que vou tomar as medidas necessárias para evitar que ele aconteça novamente e para punir os responsáveis.”
O incidente estimulou o sentimento contra o exterior que já está em crescimento no país depois de uma década de guerra no Afeganistão e alimentou os argumentos dos afegãos que acreditam que os soldados estrangeiros não respeitam sua cultura ou religião islâmica.
Ahmad Zaki Zahed, chefe do conselho provincial, disse que oficiais do Exército americano o levaram para uma área de queima na base onde 60 a 70 livros, incluindo cópias do Alcorão, foram recuperados. Os livros foram usados por detentos que estiveram encarcerados na base, disse. “Alguns estavam completamente queimados, enquanto outros pela metade”, relatou Zahed.
Segundo Zahed, cinco afegãos trabalhando no local lhe contaram que os livros religiosos estavam no lixo que dois soldados da coalizão liderada pelos EUA transportaram para a área em um caminhão na noite de segunda-feira. Quando perceberam que os livros estavam no lixo, os operários trabalharam para recuperá-los, contou. “Eles me mostraram como seus dedos ficaram queimados quando tiraram os livros do fogo.”
Em abril de 2011, uma manifestação de afegãos contra a queima do Alcorão por um pastor da Flórida se tornou mortal quando atiradores na multidão invadiram um complexo da ONU na cidade de Mazar-e-Sharif, no norte do país, e mataram três membros da organização e quase guardas nepaleses.
FONTE: iG/AP, AFP e EFE
Mais de 2 mil afegãos protestaram nesta terça-feira contra a queima inadvertida de cópias do Alcorão (livro sagrado dos muçulmanos) e outros materiais islâmicos religiosos durante o descarte de lixo em uma base aérea dos EUA. Os manifestantes reivindicaram se encontrar com o presidente afegão, Hamid Karzai, para discutir a questão, ameaçando se manifestar novamente se sua demanda não for atendida.
O general americano John Allen, o principal comandante no Afeganistão, pediu desculpas e ordenou uma investigação sobre o incidente, que afirmou “não ter sido intencional de forma nenhuma”. O incidente estimulou o sentimento contra o exterior que já está em crescimento no país depois de uma década de guerra no Afeganistão e alimentou os argumentos dos afegãos que acreditam que os soldados estrangeiros não respeitam sua cultura ou religião islâmica.
No início desta terça-feira, enquanto as informações sobre o incidente se espalhavam, cerca de cem manifestantes se reuniram do lado de fora da Base de Bagram, ao norte de Cabul, na Província de Parwan. À medida que a multidão aumentava, também crescia o sentimento de indignação. “Morram, morram, estrangeiros!”, gritaram. Alguns fizeram disparos para o ar, enquanto outros arremessaram pedras contra o portão da base.
Ahmad Zaki Zahed, chefe do conselho provincial, disse que oficiais do Exército americano o levaram para uma área de queima na base onde 60 a 70 livros, incluindo cópias do Alcorão, foram recuperados. Os livros foram usados por detentos que estiveram encarcerados na base, disse. “Alguns estavam completamente queimados, enquanto outros pela metade”, relatou Zahed.
Segundo Zahed, cinco afegãos trabalhando no local lhe contaram que os livros religiosos estavam no lixo que dois soldados da coalizão liderada pelos EUA transportaram para a área em um caminhão na noite de segunda-feira. Quando perceberam que os livros estavam no lixo, os operários trabalharam para recuperá-los, contou. “Eles me mostraram como seus dedos ficaram queimados quando tiraram os livros do fogo.”
O general do Exército afegão Abdul Jalil Rahimi, comandante de um escritório de coordenação militar na província, disse que ele e outros oficiais se encontraram com os manifestantes, com líderes tribais e clérigos para tentar acalmar sua resposta emotiva. “Os manifestantes estavam com muita raiva e não queriam pôr fim ao protesto”, afirmou.
O manifestante Mohammad Hakim disse que, se as forças dos EUA não conseguem trazer paz ao Afeganistão, deveriam ir embora. “Deveriam partir em vez de desrespeitar nossa religão, nossa fé”, disse. “Eles têm de partir e, se mais uma vez desrespeitarem nosss religião, defenderemos nosso Alcorão, religião e fé sagrados até que a última gota de sangue tenha deixado nosso corpo.”
Mais tarde, porém, os manifestantes pararam de protestar e disseram que enviariam 20 representantes do grupo para a capital do país, Cabul, para conversar com parlamentares e para reivindicar um encontro com o presidente Karzai.
Em uma declaração, o comandante americano Allen se desculpou ao presidente e à população do Afeganistão e agradeceu aos afegãos “que nos ajudaram a identificar o erro e trabalharam conosco para corrigir a situação imediatamente”. Ele também afirmou que o incidente está sendo investigado.
Em abril de 2011, uma manifestação de afegãos contra a queima do Alcorão por um pastor da Flórida se tornou mortal quando atiradores na multidão invadiram um complexo da ONU na cidade de Mazar-e-Sharif, no norte do país, e mataram três membros da organização e quase guardas nepaleses.
Em entrevista transmitida nesta terça-feira pela emissora australiana SBS, o presidente afegão disse que seu governo mantém contatos diários com a milícia islâmica do Taleban por meio de intermediários. Autoridades afegãs e americanas tentam negociar com o Taleban para garantir a estabilidade do país depois da saída das tropas de combate estrangeiras, prevista para 2014, mas o diálogo é frágil, e recentemente o grupo islâmico negou que ele exista.
Questionados sobre se tem falado com o líder do grupo, mulá Omar, Karzai disse que “não pessoalmente”. “Quero dizer, não diretamente, de pessoa para pessoa. Mas por meio de intermediários sim.” Karzai e muitos analistas ocidentais dizem que o recluso Omar vive em Quetta, no Paquistão.
O presidente afegão disse que a negociação com o Taleban interessa também ao país vizinho. “Não é mais o Afeganistão que é o tema da conversa, ou a questão. É o Paquistão também. É a estabilidade do Paquistão também.”
Na semana passada, Karzai visitou Islamabad e irritou o governo local ao pedir para ter acesso a líderes do Taleban afegão supostamente instalados no Paquistão.
FONTE: iG/AP e Reuters
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O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, se viu obrigado a classificar nesta quinta-feira, como “absolutamente deplorável” o vídeo divulgado um dia antes em que supostos soldados americanos aparecem urinando em corpos de militantes afegãos. Panetta disse que os envolvidos no incidente enfrentariam as punições cabíveis às suas ações, e afirma ainda ter pedido aos comandantes das forças americanas e da Otan, a aliança militar do Ocidente, no Afeganistão uma investigação sobre o caso.
Na quarta-feira, o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA afirmou que investigaria o vídeo postado em diversas páginas na internet. Nele, aparecem quatro homens vestindo uniformes de combate camuflados urinando sobre os corpos de três supostos combatentes do Taleban ensanguentados. Também é possível ouvir um deles dizendo “tenha um bom-dia, companheiro” para o corpo sobre o qual urina.
Em comunicado, o corpo de fuzileiros navais disse que ainda não pôde verificar a autenticidade do vídeo, embora já tenha adiantado que as ações não condizem com os valores das Forças Armadas dos EUA. Militares de Washington já avisaram que tal tipo de comportamento é punido pelo código de Justiça Militar.
O Pentágono afirmou que está checando a autenticidade do vídeo, mas há razões para crer que as imagens sejam genuínas. O órgão disse acreditar que identificou a unidade dos homens presentes, e eles já estariam nos EUA.
O porta-voz taleban Zabihullah Mujahid denunciou o vídeo como um “ato de barbárie”. Segundo o Conselho para as Relações Americana-Islâmicas, principal associação muçulmana americana, as imagens colocam em risco outros soldados e civis afegãos.
O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, também condenou na quinta-feira o vídeo, considerando o ato “completamente desumano”, segundo foi citado pelo jornal americano “USA Today”. Karzai se disse “profundamente chateado com a profanação dos corpos de três afegãos por soldados americanos” e pediu ao governo americano “a punição mais severa para os culpados”.
As imagens podem fazer o mundo muçulmano recordar do escândalo de Abu Ghraib em 2004, quando imagens de prisioneiros iraquianos humilhados por militares americanos deram a volta ao mundo. Nos últimos anos, vários casos similares de suposta profanação por soldados, como exemplares do Alcorão jogados no vaso sanitário, ou por jornais ocidentais, por exemplo com caricaturas de Maomé, provocaram revolta no Afeganistão e manifestações violentas que causaram mortes.
FONTE: Folhapress
Por Hamid Shalizi
CABUL (Reuters) – Um atentado suicida realizado neste sábado com um carro-bomba na capital afegã, Cabul, matou 13 membros de tropas americanas, no pior ataque individual terrestre contra a força liderada pela Otan em 10 anos de guerra no Afeganistão.
“Podemos confirmar que 13 membros da Força Internacional de Segurança (Isaf, na sigla em inglês) foram mortos”, disse um porta-voz da entidade em Cabul, sem dar mais detalhes.
Mais tarde, um porta-voz do Pentágono confirmou que todos os 13 soldados mortos eram norte-americanos.
Três civis e um policial também morreram no ataque contra um comboio de veículos militares, disse um porta-voz do ministro do Interior afegão.
Excluindo desastres aéreos, esse foi o incidente individual mais mortal contra tropas estrangeiras desde o início da guerra em 2001.
Ataques letais são relativamente raros em Cabul, região fortemente vigiada, comparados ao sul e ao leste do Afeganistão. Porém, as mortes deste sábado ocorrem menos de dois meses após insurgentes organizarem um ataque com duração de 20 horas contra a embaixada dos Estados Unidos na capital.
O ataque ao comboio da Isaf ocorreu no fim da manhã na área oeste da cidade, próximo a um museu.
O antigo palácio real, agora em ruínas, também fica próximo do local, assim como vários departamentos do governo e bases militares afegãs e estrangeiras.
O Talibã assumiu a autoria do ataque, afirmando que havia carregado um veículo com 700 quilos de explosivos.
O governo afegão e apoiadores internacionais estão se preparando para 2014, data máxima para que as tropas de combate estrangeiras deixem o país.
Alguns afegãos temem que suas próprias forças de segurança não sejam capazes de lidar com a insurgência local e que o país possa passar por uma guerra civil. Forças de coalizão já começaram a entregar a responsabilidade da segurança para forças afegãs em algumas partes do país.
Também no sábado, três australianos e um linguista afegão foram mortos na província de Uruzgan, no sul do Afeganistão, onde uma pessoa usando um uniforme do Exército Nacional do Afeganistão abriu fogo contra eles, afirmaram autoridades da província vizinha de Kandahar.
FONTE: O Globo
O ataque de um comando de oito talibãs contra alvos internacionais em Cabul terminou ao início da noite hoje com a morte dos dois últimos insurgentes que permaneciam entrincheirados num edifício em construção no centro da capital afegã.
O chefe da brigada de investigação criminal de Cabul, Mohamed Zahir, citado pela agência noticiosa Efe, referiu que os dois homens foram abatidos pelas forças afegãs que cercavam o imóvel.
O ataque talibã foi desencadeado ao meio-dia (hora local) a partir do edifício em construção que os rebeldes utilizaram para atacar com lança-granadas foguetes e disparos de armas ligeiras a embaixada dos Estados Unidos, a sede central da NATO e outros edifícios oficiais nas proximidades.
Pelo menos sete pessoas, três civis e quatro polícias, morreram e 17 ficaram feridas durante a ofensiva talibã no “coração” de Cabul. Dois dos atacantes entrincheirados no edifício tinham sido previamente mortos pelos solados pró-governamentais, apoiados por militares da coligação internacional.
As forças de segurança afegãs também abateram quatro insurgentes em outras zonas de Cabul, quando tentavam ativar as cargas explosivas que transportavam.
FONTE/FOTO: Expresso/EPA
O general Carsten Jacobson, porta-viz da OTAN no Afeganistão informou que hoje foi a primeira vez que helicópteros de ataque Mi-35 da Afghan National Air Force foram utilizados em ações anti-terroristas.
O Mi-35 foi empregado no contrataque às ações das forças Talebãs que realizaram uma série de ataques coordenados na capital do Afeganistão nesta terça-feira.
A capital do Afeganistão está a ferro e fogo. A Al-Qaeda está a atacar alvos governamentais e diplomáticos, com destaque para a embaixada dos Estados Unidos da América e para o quartel-general da NATO.
De acordo com um oficial da polícia, Mohammed Zahir, um grande grupo de homens armados está a disparar contra a embaixada norte-americana a partir de um prédio em construção junto do edifício diplomático.
O ataque inclui artilharia pesada, a mesma fonte afirma que os insurgentes estão a disparar ‘rockets’ contra a embaixada norte-americana.
Na zona de Wazir Akbar Khan, bairro onde se localizam edifícios diplomáticos, embaixadas e o palácio presidencial, ouvem-se explosões e trocas de tiros.
Os talibã já reclamaram a responsabilidade pelo ataque. «Estamos a fazer um ataque suicida em massa contra as instalações dos serviços secretos estrangeiros e afegãos», escreveu Zabiullah Mujahid, porta-voz dos talibãs, numa mensagem escrita enviada à France Presse pouco tempo depois das primeiras explosões.
De acordo com o enviado da BBC em Cabul, consta que se trata de uma «operação complexa com bombistas suicidas envolvidos»
O mesmo correspondente avança que as ruas estão a ser seladas pelas forças afegãs e que soldados norte-americanos ocuparam o telhado da embaixada de forma a controlar a situação e a verificar a robustez das defesas.
Os rebeldes islâmicos, que combatem há seis anos o regime de Cabul apoiado por cerca de 130 mil soldados das forças internacionais, na maioria norte-americanos, intensificou consideravelmente a guerrilha nos últimos anos, multiplicando ataques audaciosos até ao centro da capital, que está está sob forte segurança.
FONTE: SOL.pt
O Pentágono anunciou que não será permitida à imprensa acompanhar a chegada do avião que transporta os corpos de 30 soldados mortos em combate no Afeganistão, inclusive os que estavam a bordo do helicóptero abatido por talebans, no último sábado (6).
A porta voz do órgão militar, Jane Campbell, disse em comunicado: “Dado que os restos ainda não foram identificados neste momento, os familiares diretos não estão em posição de dar sua permissão para que a imprensa tenha acesso à cerimônia”. Campbell ressaltou que a decisão não se trata de restringir a atuação dos jornalistas na cobertura do fato e que o veto é condizente com as normas do Departamento de Defesa.
Segundo oficiais do exército norte-americano, a natureza “catastrófica” do acidente impediu a identificação dos restos mortais.
Em 2009, o presidente Barack Obama havia suspendido as restrições impostas à imprensa para acompanhar o retorno dos corpos de soldados que caíram em ação, deixando a decisão a cargo das famílias. A presidente da Associação de Imprensa do Pentágono, Nancy Youssef, disse que enviou uma queixa formal contra a restrição e espera que a situação ainda possa ser revertida.
O helicóptero Chinook foi derrubado por talebans com cinco tripulantes a bordo. Além dos soldados mortos no acidente aéreo, o avião irá transportar 22 integrantes do comando de Operações Especiais da Marinha (Seals) e três controladores das forças aéreas.
FONTES: EFE, AFP. e UOL
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A queda do helicóptero americano durante uma operação contra os talibãs resultou na morte de 31 soldados dos Estados Unidos e sete oficiais do Afeganistão nesta madrugada (local) no centro do país asiático, incidente cuja autoria foi reivindicada pelos combatentes rebeldes. Este foi o mais sangrento episódio para as tropas americanas desdobradas no Afeganistão desde 2001, quando do início da ocupação do país, onde continuam presentes cerca de 133 mil soldados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a maioria deles membros das Forças Armadas dos EUA.
O líder afegão, Hamid Karzai, enviou suas condolências ao presidente americano, Barack Obama, e também às famílias das vítimas do incidente. “A aeronave caiu pela noite na província de Maidan Wardak e, como resultado do incidente, morreram 31 militares das forças especiais dos EUA e sete afegãos”, anunciou Karzai em comunicado. O helicóptero, um Chinook de dupla hélice, caiu no distrito de Saydabad, no marco de uma operação contra os talibãs durante a qual morreram oito insurgentes, disse à Agência Efe um porta-voz do governo provincial, Shahidullah Shahid.
Um porta-voz talibã, Zabiullah Mujahid, afirmou à agência de notícias afegã “AIP” que as milícias rebeldes lançaram um projétil contra o helicóptero e que mataram “38 soldados estrangeiros”, embora os talibãs costumem exagerar o impacto de suas ações. Pela tarde (horário local), a missão da Otan no país – Força Internacional de Assistência para a Segurança (Isaf) – continuava sem oferecer informações sobre a causa do incidente ou sobre um balanço do número de vítimas.
“Nossas informações indicam que havia atividade do inimigo na região”, anunciou em breve nota a aliança ocidental, que disse estar analisando os fatos e afirmou que suas forças no Afeganistão estavam concentradas em tarefas de resgate do helicóptero. “Os soldados da Otan isolaram o local e não nos deixam nos aproximar”, relatou Shahid.
Em 2011, já foram registrados 17 casos de derrubadas, acidentes ou pousos forçados de helicópteros da Otan no Afeganistão, e os talibãs costumam assumir a autoria das ações, embora seja quase impossível checá-las de forma independente. Neste sábado, segundo a agência afegã “AIP”, a aliança ocidental informou que outro de seus helicópteros se viu obrigado a improvisar uma aterrissagem “por problemas técnicos” na província oriental de Khost, sem que houvesse vítimas. Até esta sexta-feira, os mais graves episódios sofridos pelas tropas dos EUA no Afeganistão eram um acidente e uma derrubada de helicópteros Chinook em 2005. Com apenas três meses de diferença, ambos deixaram no total 34 mortos, três deles civis.
Os soldados da Otan desdobrados no Afeganistão iniciaram no mês passado a retirada e a transferência das responsabilidades das tarefas de segurança às forças afegãs em sete regiões do país, consideradas entre as mais pacíficas. Neste ano, sem levar em conta as vítimas do helicóptero desta madrugada, 342 soldados estrangeiros morreram no Afeganistão, de acordo com dados do site independente “icasualties.org”, e os combates seguem sendo constantes.
A Polícia afegã informou neste sábado sobre a morte de oito civis em um bombardeio da aviação da missão da Otan na província meridional afegã de Helmand, mas a aliança disse estar investigando os fatos. Este outro incidente também ocorreu nesta última noite (local) no distrito de Nad Ali, após um ataque sofrido por uma patrulha da Otan que causou a morte de um soldado, disse à Agência Efe o chefe da Polícia distrital, Shadi Khan.
Em declarações à Efe, um porta-voz da missão da Otan, Justin Brockhoff, admitiu o confronto armado e um posterior bombardeio contra “a base dos insurgentes”. “Pouco depois do fato, as forças da coalizão receberam a informação de que vários civis tinham sido tomados como reféns pelos insurgentes, e que poderiam ter presenciado o bombardeio”, acrescentou Brockhoff.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lamentou neste sábado a morte de 31 soldados americanos e 7 afegãos devido à queda de um helicóptero durante uma operação contra os combatentes talibãs no Afeganistão, mas afirmou que continuará lutando pela segurança nacional.
“Sua morte é uma lembrança dos sacrifícios extraordinários que nossos homens e mulheres fazem nas Forças Armadas e a suas famílias, incluindo aqueles que prestam serviços no Afeganistão”, declarou Obama, em comunicado emitido neste sábado pela Casa Branca, sem mencionar, no entanto, o número de vítimas, ainda não confirmado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
“Buscaremos inspiração em suas vidas e continuaremos o trabalho de preservar nosso país e defender os valores pelos quais (os soldados) lutaram”, declarou o líder.
Além disso, o governante americano lamentou a morte dos sete afegãos que combateram junto às tropas americanas “na busca de um futuro mais pacífico e promissor para seu país”.
“Neste momento difícil, todos os americanos se unem para apoiar nossos homens e mulheres soldados que prestam serviço para que possamos viver em liberdade e segurança”, destacou Obama.
Os 38 soldados morreram nesta madrugada no distrito de Saydabad, no centro do Afeganistão, devido à queda do helicóptero em que estavam, no decorrer de uma operação contra os talibãs, que assumiram a autoria do ataque à aeronave.
Este foi o mais sangrento episódio para as tropas americanas desdobradas no Afeganistão desde 2001, quando do início da ocupação do país, onde continuam presentes cerca de 133 mil soldados da Otan, a maioria deles membros das Forças Armadas dos EUA.
O líder afegão, Hamid Karzai, enviou suas condolências ao presidente Barack Obama e também às famílias das vítimas do incidente.
FONTE: EFE/Terra
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