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Fernando Eichenberg, correspondente

WASHINGTON – Os custos para os Estados Unidos das guerras no Iraque, no Afeganistão e no Paquistão poderão alcançar até US$ 4,4 trilhões, valor bem superior ao US$ 1, 3 trilhão anunciado pela Casa Branca e pelo Congresso americano. O cálculo foi feito por mais de 20 especialistas para o Watson Institute for International Studies, da Brown University – uma das mais tradicionais dos EUA, fundada em 1764. Segundo as novas estatísticas, os conflitos, consequências da guerra ao terror deflagrada pós-atentados de 11 de setembro de 2001, provocaram cerca de 225 mil vítimas entre militares e civis.

O estudo foi divulgado no mesmo dia em que o presidente Barack Obama defendeu numa entrevista coletiva a estratégia de guerra no Afeganistão, a ação americana na Líbia e também os esforços de cortes no orçamento do Pentágono. Nesta quarta, o governo anunciou ainda sua nova doutrina nacional contra o terrorismo.

Em plena batalha política com o Congresso sobre a redução de gastos do governo e do valor da dívida pública – que atingiu o teto de US$ 1,4 trilhão -, Obama disse que há “muito barulho político” nas críticas à participação dos EUA na luta contra o líbio Muamar Kadafi, e justificou a presença militar em Cabul e Islamabad.
- A missão na Líbia é limitada em tempo e em objetivo.

As operações americanas no Afeganistão e no Paquistão conseguiram comprometer gravemente a capacidade da al-Qaeda. Continuaremos mantendo a pressão sobre eles – alegou, ao elogiar a redução de US$ 400 bilhões no orçamento do Pentágono.

Nas estimativas do projeto “Custos de Guerra”, da Brown University, foram considerados os gastos de longo prazo decorrentes dos conflitos, como pagamento a militares inválidos e pensões a veteranos de guerra até 2020.

Nesse cômputo, o tamanho da conta é calculado entre US$ 3,7 trilhões e US$ 4,4 trilhões. Se as guerras perdurarem até 2020, o Pentágono necessitará de um acréscimo de ao menos US$ 450 bilhões em seu orçamento, estima o estudo.

- Há muitos custos e consequências da guerra que não podem ser quantificados, e consequências de guerras que não terminam com o fim dos combates – disse Neta Crawford, cientista política da Boston University e codiretora da pesquisa.

Gasto com veteranos deve chegar a US$ 1 trilhão

Até dezembro de 2010, os EUA destinaram mais de US$ 32 bilhões a tratamentos médicos e seguros de invalidez para mais de um milhão de veteranos, um custo que atingirá seu ápice em 30 a 40 anos, totalizando até US$ 1 trilhão, dizem os especialistas. O custo humano dos três conflitos é calculado entre 224 mil e 258 mil mortes diretas, sendo 137 mil vítimas civis no Iraque e no Afeganistão. O número de pessoas deslocadas e de refugiados é estimado em torno de 7,8 milhões.

Além de exigir mais transparência nas informações oficiais, os especialistas questionam a eficácia de uma ação militar de grande porte na luta contra o terrorismo. “As alternativas para perseguir e prender os acusados pelos atentados de 11 de Setembro, e para prevenir futuros ataques, não foram sequer consideradas: uma invasão militar no Afeganistão começou em 7 de outubro de 2001.

Esses métodos, entretanto, poderiam ter permitido aos EUA melhor prevenir e enfrentar ataques terroristas, com um custo muito menor de vidas e para o Tesouro”, defendem. Segundo um estudo da organização RAND Corporation sobre estratégias usadas contra 268 grupos terroristas entre 1968 e 2006, em apenas 7% dos casos se alcançou a vitória via uso de força militar.

A nova estratégia nacional de combate ao terrorismo em parte concorda com essas conclusões. O governo não irá mais considerar como a melhor forma de ataque o deslocamento de grandes exércitos no exterior, mas sim “agir com pressões precisas e cirúrgicas sobre grupos que ameacem os EUA”, disse o assessor de Segurança Interna da Casa Branca, John Brennan. A inteligência americana apontou o Irã e a Síria como dois principais pontos de apoio ao terrorismo hoje no mundo.

ESPECIALISTA: ‘A intervenção militar não é a melhor solução’

WASHINGTON – Catherine Lutz, diretora do Departamento de Antropologia da Brown University e codiretora do projeto “Custos de Guerra”, critica a falta de transparência do governo nas informações sobre os conflitos em Iraque, Afeganistão e Paquistão, e também questiona a eficácia da estratégia militar contra o terrorismo.

Qual o significado dos números divulgados por esse estudo?
CATHERINE LUTZ: Uma das coisas que nos surpreendeu foi o fato de ninguém ter feito isso antes. Ter, por exemplo, reunido as estatísticas de vítimas civis e militares nos três países, o que resulta num número bastante chocante, de 225 mil a 258 mil mortes. Outra coisa surpreendente é o governo americano insistir em apontar o valor de US$ 1 trilhão, que é somente uma parte do custo total das guerras. Se olharmos o quanto aumentou o orçamento do Pentágono, e as despesas com tratamento médico e invalidez, o custo da guerra no Departamento de Estado e em outras agências do governo supera rapidamente esse valor oficial.

Como explicar essa diferença?
LUTZ: Politicamente é mais fácil comandar uma guerra se os custos parecem menos elevados para o público. Politicamente é importante apresentar um valor inferior. Há também o fato de que se buscam recursos para travar uma guerra no momento, e não se pensa nos custos que virão no futuro, gastos com saúde e invalidez, por exemplo, estimados entre US$ 600 bilhões e US$ 1 trilhão. Cerca de 2,2 milhões de americanos estiveram em zonas de guerra, e o número de feridos é particularmente elevado em comparação com conflitos passados. Deveria se saber, baseado na História, que isso ocorreria – vide os veteranos da Guerra do Vietnã.

E a falta de transparência?
LUTZ: Transparência é bom para a democracia, mas nem tanto para as pessoas que comandam a guerra. Mas o público necessita dessas informações. As pessoas devem saber o que ocorreu em termos de perdas de vidas, de feridos, dos fluxos de refugiados e de violações de direitos humanos.

Os resultados obtidos justificam os custos de guerra?
LUTZ: A RAND Corporation fez um estudo sobre o uso da guerra contra o extremismo violento. O resultado é que a intervenção militar não é a melhor solução para o problema.

FONTE: O Globo

O Ministro da Defesa da Bélgica propôs retirar metade dos 580 soldados que o país possui no Afeganistão no próximo ano.

O ministro da Defesa Pieter De Crem, disse neste domingo que a retirada estaria em consonância com o anúncio feito pelo presidente Barack Obama de dar início à retirada das tropas dos EUA no próximo mês. Washington pretende reduzir em um terço de seus 100.000 soldados no próximo verão.

A Bélgica junta-se ao crescente número de países da OTAN com a intenção de retirar um grande número de tropas do Afeganistão. Membros europeus da OTAN e aliados de vários outros países parceiros contribuem com cerca de 40.000 soldados para a força da ISAF.

Metade das tropas belgas fornecem segurança para aeroporto de Cabul. Os demais estão baseados principalmente em Kandahar, no sul, de onde operam os seis caças F-16 do país.

FONTE: CBS

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O presidente americano, Barack Obama, deve anunciar em pronunciamento na noite desta quarta-feira a retirada de 10 mil tropas do Afeganistão já neste ano, e mais 23 mil até o fim de setembro de 2012, anteciparam autoridades ao jornal “The Washington Post” sob condição de anonimato.

Até então sabia-se dos planos de retirar ao menos 33 mil tropas até o prazo final de 2012, mas o trecho do discurso vazado pelos membros do governo mostra que o presidente está disposto a antecipar ainda mais o início da retirada americana quase dez anos após o 11 de setembro de 2001.

O secretário de Defesa, Robert Gates, defendeu recentemente uma redução mais lenta, para evitar a reversão dos avanços no terreno.

Os cerca de 30 mil militares foram enviados ao Afeganistão no final de 2009, como um reforço adicional (movimento conhecido como “surge”, em inglês).

No total, os EUA mantêm no Afeganistão 100 mil tropas, cujas operações custam aos cofres públicos americanos cerca de US$ 10 bilhões por mês.

De acordo com o “Post”, a expectativa do Pentágono era de que a maior parte das 33 mil tropas ficassem em solo afegão ao menos até o fim de 2011.

No entanto, Obama parece ter cedido à crescente pressão dos congressistas americanos, cujo argumento é de que o país, que ainda amarga os reflexos da crise econômica de 2008, não pode manter o nível dos gastos com a guerra.

CRONOGRAMA

Em seu pronunciamento marcado para as 20h de Washington (21h em Brasília), Obama irá apresentar mais detalhes sobre o plano para a retirada das tropas americanas da Guerra do Afeganistão.

Pressionado pelo Congresso e pela opinião pública a encerrar o impopular e custoso conflito iniciado há dez anos, Obama vem buscando um equilíbrio entre os conselhos dos seus assessores militares, que querem uma desocupação gradual, e os argumentos dos seus assessores políticos, favoráveis a uma desocupação rápida –o que poderia ter um efeito positivo à campanha eleitoral de 2012.

“Ele tem preparado sua decisão ao longo das últimas semanas, e finalizou essa decisão hoje”, disse o porta-voz da Casa Branca Jay Carney na terça-feira.

Os chefes do Pentágono temem que uma desocupação rápida demais reverta os avanços obtidos pelos EUA contra a insurgência do Taleban no Afeganistão, que atualmente tem grande força.

Por outro lado, a morte de Osama bin Laden no Paquistão, no mês passado, reforçou dentro do governo a tese de que já houve progressos suficientes na luta contra a Al Qaeda, permitindo uma retirada mais acelerada das tropas.

A tese da maioria dos congressistas, segundo analistas, é de que o país não pode mais arcar com operações para a estabilização do Afeganistão, e que só há justificativa para manter um pequeno contingente cujo objetivo é conter os avanços da Al Qaeda.

FONTE: Folha.com

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A Batalha de Marjah é um documentário sobre a Companhia Bravo do Primeiro Batalhão do Sexto Regimento de Fuzileiros durante a operação Moshtarak para pacificar a região de Marjah no sul do Afeganistão. As operações iniciaram no dia 13 de fevereiro de 2010 junto com tropas do US Army, ISAF e Afegãs, além dos USMC.

O alvo principal era a cidade de Marja controlada pelo Talibã e traficantes. Um total de 15 mil homens participaram da operação. Foi a maior operação desde a queda do Talibã. A operação acabou com dois anos de domínio Talibã no local.

As outras partes estão disponíveis no Youtube

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Ao menos quatro pessoas ficaram feridas neste sábado no ataque de um grupo de insurgentes talibãs a um prédio perto do escritório do governo estadual na cidade de Kandahar, no sul do Afeganistão, informou à Efe uma fonte oficial.

De maneira simultânea, outro grupo de insurgentes atacou o prédio dos serviços de inteligência afegãos e um complexo policial nos arredores da mesma cidade. Segundo a fonte, na área foram escutadas explosões e tiroteios.

Al Qaeda

A insurgência talibã do Afeganistão assegurou neste sábado que a morte do líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, “dará um novo impulso” à luta contra as forças dos Estados Unidos e da Otan.

Em declarações à Agência Efe, o porta-voz talibã Zabiulá Mujahid qualificou a morte de Bin Laden de “grande tragédia” para o movimento insurgente afegão.

Os fundamentalistas do país asiático haviam optado até agora por não se pronunciarem sobre a morte de Bin Laden, alegando que não havia provas que confirmassem isso.

Neste sábado, porém, Mujahid aceitou como válida a confirmação emitida ontem pela Al Qaeda indicando que Bin Laden foi abatido em uma operação de forças especiais dos EUA na segunda-feira no norte do Paquistão, e defendeu “um novo impulso” à luta contra as tropas estrangeiras desdobradas em solo afegão.

Em comunicado enviado na noite desta sexta-feira, os talibãs afegãos argumentaram que os EUA estão enganados se acreditam que “a moral e os combatentes do movimento insurgente ficarão debilitados” após a morte de Bin Laden, e disseram que isso “guiará centenas a tomarem o caminho do martírio e do sacrifício”.

“A história do islã sempre guardará viva sua memória”, assegurou o movimento.

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, dissera na segunda-feira que Bin Laden foi castigado por suas ações e exortou os fundamentalistas a tomarem nota de sua sorte para que se unam ao processo de paz impulsionado pelo Governo afegão.

Os EUA invadiram o Afeganistão há quase uma década, pouco depois dos atentados do 11 de Setembro e de acusarem o regime talibã — então no poder — de dar refúgio a Bin Laden em território afegão.

FONTE: Folha.com

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A coalizão liderada pelos Estados Unidos anunciou hoje que matou o segundo insurgente mais procurado no Afeganistão: o saudita Abu Hafs Al Najdi, apontado como um dos líderes da Al-Qaeda, responsável por estabelecer campos de treinamento terrorista e promover ataques às forças militares dos EUA e do Afeganistão, de acordo com informações do Wall Street Journal.

Najdi, também conhecido como Abdul Ghani, teria morrido em um ataque da coalizão no dia 13 de abril no distrito afegão de Dangam, em Kunar, perto do Paquistão. Segundo as forças da coalização, essa ofensiva também matou outro líder da Al-Qaeda conhecido como Waqas. Um total de 25 militantes da Al-Qaeda foram mortos no Afeganistão durante os últimos 30 dias.

“Najdi era a segunda maior prioridade em nossas operações para capturar ou matar insurgentes”, disse um major do Exército britânico, Tim James, porta-voz da coalizão. Segundo James, a perda terá certamente um impacto para a capacidade da Al-Qaeda de operar no país.

O rebelde era procurado pelas forças lideradas pelos EUA pelo menos desde 2007. Ele operava uma rede de insurgentes em Kunar, organizando ataques contra bases afegãs e dos EUA, planejando sequestros de estrangeiros, administrando campos de treinamento de militantes e administrando auxílio financeiro vindo do Paquistão, afirmaram os militares.

Em abril, o Wall Street Journal informou que a Al-Qaeda, que havia em boa medida deixado o Afeganistão após a queda do Taleban, em 2001, havia retornado ao país para montar campos de treinamento terrorista nas províncias de Kunar, Nangarhar e Nuristão, ao longo da fronteira com as áreas tribais do Paquistão. As forças dos EUA praticamente abandonaram o Nuristão e grandes áreas de Kunar nos últimos dois anos, quando a coalizão preferiu reforçar sua ação no sul do país.

Najdi era considerado um elo entre a liderança da Al-Qaeda no Paquistão e suas operações no Afeganistão. Além disso, tinha capacidade de conseguir fundos consideráveis para os insurgentes, obtendo itens como armas e também novos recrutas, explicou a coalizão nesta terça-feira. As informações são da Dow Jones.

FONTE: Agência Estado

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O cão farejador Theo –que morreu servindo o Exército britânico no Afeganistão– teve seus restos mortais enviados para o Reino Unido ao lado do corpo do cabo escocês Liam Tasker, 26. Ambos eram “parceiros” em operações militares, nas quais o cachorro, de raça springer spaniel, atuava identificando explosivos.

Liam e Theo — que morreram no mesmo dia, 1º de março, durante um confronto com insurgentes na Província de Helmand– foram homenageados em uma cerimônia de repatriação. O militar morrer no momento do ataque, e Theo morreu horas mais tarde em uma base militar, após sofrer um ataque cardíaco.

Um avião militar Hercules levando o corpo de Tasker e as cinzas de Theo chegou a uma base aérea no sudoeste da Inglaterra nesta quinta-feira. Um cortejo de veículos pretos seguiu o caixão e os restos mortais, que foram saudados por treinadores de cachorros do Exército, ao lado dos respectivos animais.

De acordo com o ministério britânico da Defesa, as cinzas de Theo serão dadas à família do cabo.

Tasker, que era de Kirkcaldy, na Escócia, passou seis anos trabalhando como mecânico do Exército até se integrar à unidade que trabalha com cães, em 2007.

“Eu amo meu trabalho e trabalhar ao lado de Theo”, disse Tasker em um perfil publicado pelo ministério da Defesa antes das mortes. “Ele é ótimo e nunca se cansa”, disse ele sobre o cão fiel.

O cabo e o cachorro, que tinha 22 meses, estavam trabalhando no Afeganistão durante seis meses, descobrindo bombas e armas escondidas.

O animal desempenhava bem seu papel e havia sido elogiado recentemente pelo ministério por ter descoberto bombas e armas escondidas em 14 ocasiões durante apenas cinco meses –um recorde para um cão farejador.

Tasker foi o 358º militar britânico a morrer no conflito do Afeganistão desde o início do conflito, em 2001. Seis cães foram mortos durante missões britânicas no Iraque e Afeganistão.

FONTE: Folha Online

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A USAF (United States Air Force – Força Aérea do Estados Unidos) adotou oficialmente o MultiCam como a sua camuflagem padrão no Teatro de Operações do Afeganistão.

O MultiCam ou “Operation Enduring Freedom Camouflage Pattern” (Camuflagem Padrão da Operação Liberdade Duradoura) como é chamado oficialmente, já havia sido adotado pelo US Army (Exército dos Estados Unidos).

Inicialmente as tropas que estão no Teatro de Operação do Afeganistão serão as primeiras a receber o novo padrão de camuflagem, mas ele será estendido a todos os militares da USAF.

Tiger down

Na foto, o que restou de um Eurocopter Tiger francês que caiu no Afeganistão, sendo levado por um Chinook.

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