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Gates confirma que deixará comando da Defesa em 2011

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, confirmou os planos para deixar o cargo no próximo ano, dizendo que antes disso ele pretende garantir que a retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão siga seu curso.

“Eu acho que até o próximo ano estarei numa posição onde saberei se a estratégia está funcionando no Afeganistão”, disse Gates, em entrevista à revista Foreign Policy. “Nós teremos completado o reforço (de tropas). Nós teremos avaliado isso em dezembro e parece que em algum momento em 2011 existirá a oportunidade lógica para transferir (o cargo).” Gates afirmou que seria um erro para ele esperar até 2012, que será ano de eleições presidenciais nos EUA.

Apesar de Gates dizer que pretende garantir o começo da retirada das tropas dos EUA do Afeganistão em 2011, o comandante norte-americano e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão, David Petraeus, admitiu, em entrevista levada ontem ao ar pela rede de televisão NBC, que o início da retirada dos militares norte-americanos do país, programada para julho de 2011, pode ser postergado. Segundo o general, os progressos no Afeganistão tiveram início há pouco e é necessário tempo para se enraizarem. As informações são da Dow Jones.

FONTE: Agência Estado

O site Wikileaks foi duramente criticado pela organização internacional Repórteres Sem Fronteiras. Em carta assinada pelo presidente da entidade, Jean-François Julliard, o recente vazamento de 92 mil documentos secretos do exército dos EUA sobre a ocupação do Afeganistão foi tratado como uma “incrível irresponsabilidade”.

“Revelar a identidade de centenas de pessoas que colaboraram com a coalizão no Afeganistão é extremamente perigoso. Não seria difícil para o Talibã e outros grupos armados utilizarem esses documentos para montar uma lista de pessoas para ataques mortais”, diz a carta.

Segundo Julliard, o site Wikileaks já prestou bons serviços no passado, divulgando documentos que expuseram sérias violações aos direitos humanos e às liberdades civis, como um vídeo que mostrou o assassinato de dois funcionários da agência Reuters por militares americanos.

“Tal imprudência deixa em perigo suas próprias fontes e, além disso, o futuro da internet como um meio de informação”, critica Julliard.

Para a organização, a divulgação de milhares de documentos secretos deveria ter sido filtrada para evitar a exposição dos nomes de pessoas envolvidas. “O trabalho jornalístico envolve a seleção da informação. O argumento que o Wikileaks não é feito por jornalistas não é convincente. Wikileaks é um canal de informação e, sendo assim, está sujeito às mesmas regras que outras mídias”, afirma a carta.

FONTE: Comunique-se

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Centenas de civis foram mortos sem conhecimento público e oficial pelas tropas de coalizão no Afeganistão, planos secretos para exterminar líderes extremistas do Taleban e Al Qaeda e a discussão do suposto envolvimento de Irã e Paquistão no apoio a insurgentes eram temas recorrentes aos líderes militares.

As tropas no Afeganistão mantinham uma unidade de “caçadores” para “matar ou capturar” líderes do Taleban sem julgamento.

As informações foram publicadas em uma série de reportagens no jornal inglês “The Guardian” neste domingo.

O jornal também revelou documentos secretos que comprovam o desenvolvimento dessas ações pelas tropas de coalizão (leia todas as reportagens, em inglês, aqui).

Segundo o “Guardian”, as informações provêm de um acervo com mais de 90 mil documentos de incidentes, além de relatórios de inteligência sobre o conflito, que foram colocados no ar na internet –em um dos maiores vazamentos de informações da história militar dos Estados Unidos.

Além do “Guardian”, os arquivos foram disponibilizados a dois outros jornais: o alemão “Der Spiegel” e o norte-americano “The New York Times”, e contabilizam as batalhas ocorridas nos últimos seis anos, que custaram a vida de mais de 320 britânicos e 1.000 norte-americanos.

Relatórios

Os documentos informam que pelo menos 195 civis foram mortos e outros 174, feridos. O número, contudo, pode ser subestimado porque, em muitas missões, as tropas omitem esse tipo de acontecimento.

Erros que ocasionaram morte de civis também incluem o dia em que soldados franceses bombardearam um ônibus cheio de crianças em 2008, matando 8. Uma ronda similar feita pelas tropas norte-americanas matou 15 passageiros.

Os documentos também apontam o extermínio de uma vila durante uma festa de casamento, incluindo uma mulher grávida, em um aparente ataque de vingança.

Segundo o jornal, os EUA também acobertaram que o Taleban adquiriu mísseis aéreos, e que escondeu um massacre perpetrado pelo grupo terrorista devido ao uso de bombas, que dizimaram mais de 2.000 civis até então.

Outro lado

Em nota, a Casa Branca afirma a situação demonstrada pelos relatórios foi resultado da gestão anterior à de Barack Obama.

“É importante notar que o período de tempo refletido nos documentos é janeiro de 2004 a dezembro de 2009″, afirma o governo.

“Condenamos fortemente a revelação de informação confidencial por indivíduos e organizações, que põe a vida de membros norte-americanos e parceiros de serviço em risco, e ameaça nossa segurança nacional”, prossegue a nota.

“A Wikileaks [site da internet no qual os documentos foram publicados] não fez esforço para contatar o governo dos EUA sobre esses documentos, que podem conter informações que colocam em risco a vida de americanos, nossos parceiros, e populações locais que cooperam conosco.”

FONTE: Folha.com

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Inside the Green Berets

FONTE: National Geographic

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O Exército Francês eviou seu veículo blindado de infantaria para o Afeganistão no esforço de melhorar sua disponibilidade operacional na região.

O diretor do programa VBCI disse que o 35 Regimento de Infantaria foi a primeira unidade do exército a testar o VBCI, que provê apoio de fogo ampliado e digitalização.

O VBCI tem 7,8m de comprimeiro, pesa 28 toneladas, acomoda um piloto e um artilheiro para operar um canhão automático de 25mm e transporta infantaria totalmente equipada.

O veículo provê transporte, proteção e apoio a grupos de combate de infantaria e a seus grupos de comando.

O VBCI recebeu upgrades contra IEDs, um kit de proteção contra RPG e modificações na torreta.

SAIBA MAIS:

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Enquanto uns usam macacos, outros…

O Ministério da Defesa (MoD) do Reino Unido fechou contrato com a empresa QinetiQ para fornecer robôs Talon (ver vídeo acima), visando as operações de limpeza de rota no Afeganistão.

Como parte do programa britânico Talisman, a QinetiQ também proverá apoio logístico e reparos e treinamento.

O Talisman é um avançado sistema de armas para ajudar o Exército na luta contra os IED e minas.

A arma contra IED é uma suíte de veículos que provê uma capacidade de limpeza de rota. As forças no Afeganistão estão recebendo o equipamento, como requisito de urgência, ao custo de £180 milhões (US$ 270 milhões).

O sistema Talisman compreende vários veículos incluindo o Mastiff, o Buffalo, o escavador JCB e o micro veículo aéreo Hawk.

Os robôs Talon irão se juntar a 100 robôs Dragon Runners entregues no ano passado.

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Macacos soldados do Talibã

Era só o que faltava. Foi noticiado recentemente que os guerrilheiros talibãs estão treinando babuínos armados com Kalashnikovs e metralhadoras para enfrentar os soldados do ocidente.

Os “soldados macacos” seriam resultado da guerra assimétrica. Analistas disseram que o emprego dos macacos pelo Talibã pode fazer a opinião pública a favor da proteção de animais ser usada para pressionar governos na retirada das tropas do Afeganistão.

Um correspondente britânico no Afeganistão observou “soldados macacos” que carregam fuzis AK-47 e metralhadoras na fronteira com o Paquistão. Os Estados Unidos já classificam os primatas como “macacos terroristas”.

Ironicamente, entre os anos 60 e 70, a CIA treinou macacos durante a chamada “Operação Banana”, enviando os animais ao território vietnamita a procura de combatentes inimigos.

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IEDs no Afeganistão

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Um novo fuzil de combate de infantaria chegou no Afeganistão e está sendo usado pelos Royal Marines do 40 Commando. O fuzil Sharpshooter dispara munição de 7,62 milímetros e aumenta a precisão de tiro de longo alcance.

O alcance considerável do Sharpshooter leva a arma para o território do franco-atirador, mas requer muito menos treinamento, diferentemente das armas altamente especializadas utilizadas pelos snipers.

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Dias piores virão

General Petraeus diz que guerra no Afeganistão deve recrudescer e deixa retirada em aberto

Fernando Eichenberg

Em audiência ontem na Comissão de Serviços Armados do Senado americano, o general David Petraeus, novo comandante das forças dos Estados Unidos e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão, reiterou que os combates na região se tornarão ainda mais intensos nos próximos meses até que a situação possa melhorar. O general confirmou, no entanto, o início da retirada de soldados americanos para julho de 2011, mas de “maneira ordenada” e numa “redução responsável”.

Senadores republicanos e também democratas têm questionado o prazo estabelecido pelo presidente Barack Obama para deflagrar a etapa de regresso das tropas. Os parlamentares argumentam que será muito difícil alcançar a vitória quando os talibãs já sabem que, em meados do ano que vem, os americanos começarão a bater em retirada.

— É a data quando começa o processo, e não a data em que os EUA correm para a porta de saída — observou Petraeus.

O calendário foi estabelecido segundo as projeções de novos avanços contra as forças talibãs até julho de 2011.

— Estamos fazendo o humanamente possível para conseguir essas condições — enfatizou o general.

O novo comandante garantiu, no entanto, que o compromisso das tropas no Afeganistão será “duradouro”, e previu “muitos anos” até que o controle possa ser totalmente transferido para as forças de segurança locais.

Corrupção afegã pode ser obstáculo

Os senadores manifestaram igualmente suas preocupações com as denúncias de crescente corrupção envolvendo o entourage do presidente afegão Hamid Karzai — autoridades americanas estimam em US$ 1 bilhão o valor do desvio anual em espécie para fora do país. Petraeus, entretanto, manifestou seu apoio ao líder local, e sublinhou a necessidade da busca de unidade nos esforços de guerra entre oficiais afegãos, civis e militares do governo Obama e líderes da Otan.

Para o senador republicano Roger Wicker, a Casa Branca deve enviar claros sinais ao governo de Cabul de que não tolerará a transigência com a corrupção no país.

— Karzai não é o melhor do mundo, mas é o que temos, e temos de tratar com ele — ponderou o parlamentar.

Um novo relatório do governo de Washington aponta que os militares americanos superestimaram a capacidade das forças de segurança afegãs — Exército e Polícia — essenciais para a estratégia da guerra e a diminuição das tropas estrangeiras no país.

Em seu pronunciamento, Petraeus endossou as linhas gerais da estratégia de guerra adotada pelas forças de coalizão, o que já era esperado.

Como chefe de seu antecessor, general Stanley McChrystal — afastado do comando na semana passada por causa de suas críticas a membros do governo publicadas na revista “Rolling Stone” — Petraeus foi em grande parte mentor das táticas de contrainsurgência no Afeganistão.

Mas o general deu sinais de que poderá revisar os atuais limites impostos aos ataques dos soldados americanos para evitar a morte de civis, alvo de críticas entre as tropas e parlamentares, ao afirmar que irá “analisar seriamente” a questão.

— Focar na segurança da população não significa, no entanto, que não vamos perseguir o inimigo. Proteger a população requer inevitavelmente matar, capturar ou rechaçar os insurgentes.

Nossas forças têm feito isso e continuarão fazendo — assegurou. — Aqueles que estão lutando devem ter todo o apoio de que precisarem enquanto estiverem em situação difícil.

Durante a audiência no prédio do Capitólio, manifestantes, em silêncio, exibiram cartazes de protesto, coloridos de rosa, com os dizeres “Novo general, velha guerra” ou “Parem de financiar a guerra”. Junho já é o mais sangrento mês para as forças internacionais desde o início da guerra, em 2001, com quase 100 mortos.

FONTE: O Globo, via CCOMSEx

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Um comando taleban atacou nesta quarta-feira o aeroporto e uma base militar da cidade afegã de Jalalabad (leste do país), enquanto a Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf, sigla em inglês) disse ter repelido a ação e matado vários dos agressores.

Segundo afirmou a Isaf em comunicado, “vários” insurgentes morreram durante o ataque, que começou pela manhã com um grupo equipado com lança-granadas, armas curtas e um carro carregado de explosivos que explodiu às portas do aeroporto.

“Não entraram no perímetro do aeroporto. Vários insurgentes morreram durante o ataque. Dois soldados das tropas conjuntas (afegãs e internacionais) ficaram levemente feridos”, assegurou na nota a organização, que descartou a existência de vítimas civis.

Um porta-voz talibã, Zabiullah Mujahid, afirmou à agência afegã “AIP” que o grupo, composto por dez homens, matou ou causou ferimentos a 152 soldados da Otan e 15 afegãos. Os talebans, porém, costumam exagerar em informações que divulgam sobre baixas.

Seis membros do comando morreram e os outros quatro conseguiram escapar, segundo Mujahid, que garante que os insurgentes conseguiram entrar no aeroporto e destruíram 13 aeronaves.

Dentro do perímetro do aeroporto de Jalalabad, capital da província de Nangarhar e uma das zonas de influência das milícias insurgentes, há uma base das tropas dos EUA desdobradas no Afeganistão que se encarrega da gestão das instalações.

FONTE: UOL Notícias, via Resenha do CCOMSEx

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Um soldado britânico morreu numa explosão no sul do Afeganistão, o que eleva para 56 as baixas sofridas pelas tropas do Reno Unido nesse país no correr do ano, anunciou o ministério da Defesa.

Para as tropas britânicas, esta nova baixa eleva para 301 os soldados que morreram no Afeganistão desde o início da intervenção da coalizão liderada peos Estados Unidos no final de 2001.

Segundo um balanço da AFP a partir da página independente icasualties.org, ao menos 285 soldados estrangeiros morreram no Afeganistão nos seis primeiros meses deste ano – entre eles quase dois terços de americanos (179)-, contra 521 durante 2009.

FONTE: AFP

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General criticou presidente norte-americano em entrevista

Barack Obama aceitou o pedido de demissão do general Stanley McChrystal, que fez severas críticas ao presidente dos Estados Unidos em entrevista à edição americana da revista “Rolling Stone”. Para o lugar dele, Obama convocou o general David Petraeus, encarregado das forças dos EUA no Iraque e no Afeganistão.

Durante seu pronunciamento na Casa Branca, Obama disse que a conduta de McChrystal em “não condiz com a forma que deve ser definida por um comandante geral” e mina a autoridade civil e a confiança. O presidente americano afirmou também que sua decisão de mudar o comandante no Afeganistão é “uma mudança de pessoal, mas não será uma mudança na política.”

Obama disse também que não poderia manter uma “unidade de esforço” na guerra do Afeganistão, sem uma mudança de comando. Ele ressaltou que não vai “tolerar” divisão entre seus comandantes militares. “Nossa nação está em guerra”, disse durante o pronunciamento. “Enfrentamos uma luta muito difícil no Afeganistão”.

A troca de comando no Afeganistão ocorre pouco depois de uma reunião de cerca de meia hora entre Obama e McChrystal.

“Está claro que houve erro de julgamento no artigo no qual ele e seu time aparecem”, disse Obama a jornalistas ao comentar a entrevista publicada pela revista antes do pronunciamento que fará na Casa Branca e antes do encontro com McChrystal.

O general McChrystal apresentou desculpas pela entrevista ontem. McChrystal pediu desculpas pelo artigo. “Tenho um enorme respeito e admiração pelo presidente Obama e sua equipe de segurança nacional, assim como pelos líderes civis e as tropas que lutam nesta guerra [afegã], e sigo comprometido com assegurar um resultado bem-sucedido”, disse o general em comunicado divulgado à imprensa.

“Ofereço minhas mais sinceras desculpas por este perfil. Foi um erro que reflete maus julgamentos e nunca deveria ter acontecido”, admitiu McChrystal. “Ao longo da minha carreira, vivi sob os princípios da honra pessoal e da integridade profissional. O que se reflete neste artigo está muito longe” destas ideias, continuou.

A reportagem da “Rolling Stone” mostrou as tensões entre McChrystal e a Casa Branca em um momento em que Washington mobiliza milhares de tropas adicionais na guerra que entra em seu nono ano. No texto, o general faz comentários ainda sobre o vice-presidente americano, Joe Biden – “Quem é este?” – e sobre o enviado especial dos EUA para o Afeganistão e o Paquistão, Richard Holbrooke.

McChrystal disse ainda, na entrevista, se sentir “decepcionado” por uma reunião que manteve com Obama na qual não se entenderam e inclusive “traído” pelo embaixador dos EUA em Cabul, Karl Eikenberry, que se mostrou publicamente contra o envio adicional de 40 mil soldados ao Afeganistão solicitado pelo general no final do ano passado.

Antes da reunião com Obama, o secretário da Defesa, Robert Gates, se reuniu com o general e disse, em nota, que McChrystal cometeu “um erro significativo” e que as tropas não precisam “desse tipo de distração”.

Presidente afegão defende McChrystal

O presidente afegão Hamid Karzai acha que substituir o comandante americano das forças internacionais no Afeganistão, o general Staley McChrystal, não ajudará a resolver o conflito que atinge o país, declarou seu porta-voz.

“O presidente considera que estamos numa situação delicada com nossos sócios, em nossa guerra contra o terrorismo, no processo de trazer a paz e a estabilidade ao Afeganistão, e que qualquer brecha nesse processo não ajudará”, afirmou Waheed Omar.

Karzai já havia expressado sua confiança no general McChrystal durante uma videoconferência na terça com o presidente Barack Obama, acrescentou o porta-voz.

FONTE: UOL/Reuters

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Investigação do Congresso dos EUA aponta falhas nos contratos para pagamento do transporte de alimentos e suprimentos

Os contribuintes americanos criaram inadvertidamente uma rede de senhores da guerra por todo o Afeganistão, que estão ganhando milhões de dólares escoltando comboios da Otan e atuando fora do controle tanto do governo afegão quanto dos militares americanos e da Otan, segundo os resultados de uma investigação do Congresso divulgada na segunda-feira.

A investigação, iniciada no ano passado pelo Subcomitê da Câmara para Segurança Nacional, descobriu que o dinheiro dado a esses senhores da guerra afegãos frequentemente equivale a pagamentos de proteção ao estilo máfia, com alguns comboios da Otan que se recusaram a pagar sofrendo ataques.

O subcomitê, liderado pelo deputado John F. Tierney, democrata de Massachusetts, também encontrou evidências sugerindo que o dinheiro do contribuinte americano estava chegando ao Taleban. Vários supervisores de empresas de transporte disseram aos investigadores que acreditavam que os homens armados que contrataram para escoltar seus comboios subornaram talebans para não atacarem.

Os senhores da guerra que são pagos com dinheiro americano, disseram os investigadores, estão minando o governo afegão legítimo que os soldados americanos estão lutando para construir, e provavelmente ameaçarão o governo após a partida dos americanos e da Otan.

A fonte de dinheiro do contribuinte é um contrato de US$ 2,1 bilhões para pagamento do transporte de alimentos e suprimentos para cerca de 200 bases americanas por todo o país árido e montanhoso, que em muitos lugares não possui estradas pavimentadas.

O relatório de 79 páginas, intitulado “Senhores da Guerra S.A.”, pinta um quadro anárquico do Afeganistão contemporâneo, com as principais estradas do país sendo controladas por grupos de homens armados free lance que não respondem a ninguém – e que são pagos pelos Estados Unidos.

O Afeganistão, apontou a investigação, conta com centenas de empresas de segurança privada não registradas e que empregam até 70 mil homens armados em grande parte não supervisionados.

“As principais empresas de segurança contratadas”, disse o relatório, “são senhores da guerra, homens fortes, comandantes e líderes de milícias que competem com o governo central afegão por poder e autoridade”.

“Os senhores da guerra prosperam em um vácuo de autoridade do governo e seus interesses estão em conflito fundamental com as metas americanas de construção de um governo afegão forte”, disse o relatório.

No coração do problema, apontou a investigação, está o fato das forças armadas americanas pagarem para empresas de transporte para levarem seus suprimentos por todo o Afeganistão – deixando que as empresas cuidem de sua própria proteção. As empresas de transporte, por sua vez, pagam aos senhores da guerra e comandantes para fornecerem segurança.

Esses subcontratos, apontou a investigação, são feitos sem qualquer supervisão do Departamento de Defesa, apesar das instruções claras do Congresso para que o departamento realize essa supervisão. O relatório declara que os oficiais militares em Cabul tinham pouca ideia de para quem as empresas de transporte estavam pagando para fornecer segurança ou quanto gastaram nisso, assim como raramente inspecionaram um comboio para descobrir.

O relatório recomenda que as forças armadas acertem os contratos de transporte e segurança separadamente.

Ele também lista os vários senhores da guerra que controlam trechos de estrada no Afeganistão: Ruhullah, que como muitos no Afeganistão tem apenas um nome, tem a reputação de lidar impiedosamente com as aldeias ao longo das estradas que controla; Matiulllah Khan, cuja milícia de 2 mil homens controla a estrada entre Kandahar e Tirinkot; e Abdul Razziq, o comandante da polícia de fronteira em Spin Boldak, uma das principais rotas de caminhões de transporte para o país.

Ruhullah comanda uma força de cerca de 600 homens armados que trabalham para a Watan Gestão de Risco, uma empresa de segurança supervisionada por Rashid e Rateb Popal, que são primos do presidente Hamid Karzai. Em uma entrevista no mês passado, Rashid Popal negou que sua empresa pague aos insurgentes talebans.

O relatório disse que a Watan Gestão de Risco e Ruhullah receberam “várias dezenas de milhões de dólares” para escoltar comboios da Otan.

“Muito depois dos Estados Unidos deixarem o Afeganistão e o negócio de proteção de caminhões fechar as portas, esses senhores da guerra provavelmente continuarão exercendo um grande papel como centros autônomos de poder político, econômico e militar”, disse o relatório.

O relatório detalhou os episódios em que as empresas de transporte que se recusaram a pagar aos senhores da guerra para escolta de seus caminhões foram atacadas pelos mesmos homens. Um executivo de empresa de transporte que se recusou a pagar para Ruhullah disse aos investigadores que seus caminhões foram atacados pelos homens dele. Ruhullah, disse o executivo, “está disposto a explorar impiedosamente a falta de controle militar ao longo das rotas em que atua”.

Tradução: George El Khouri Andolfato

FONTE: The New York Times

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avanti azzurra

Soldados italianos, no Afeganistão, deixaram um pouco de lado os combates contra o Taliban para apoiar seus compatriotas contra um outro inimigo, a seleção da Nova Zelândia! O jogo da Copa do Mundo terminou empatado 1×1.

Fonte / Imagem: Reza Shirmohammadi/AP

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Embarque do Lynx Mk9A no C 17 na RAF Brize Norton

O Lynx Mk9A, com seu poder de fogo superior e motores mais potentes, terão capacidade para operar o ano todo no montanhoso, quente e poeirento ambiente afegão, aumentado o número total de horas de voo disponíveis.

Os helicópteros foram transportados por aeronaves C-17 Globemaster da base da RAF em Brize Norton até Camp Bastion, no Afeganistão, onde as pás do rotor foram novamente montadas e as aeronaves preparadas para os voos de familiarização, para que já pudessem entrar em ação nas missões operacionais, que começaram para valer no início deste mês.

O Lynx Mk9A é equipado com um sistema de comunicação mais avançado, equipamentos de vigilância e recebeu a metralhadora M3M, uma arma de calibre 0,50 e capaz de disparar mais de 850 tiros por minuto.

Os novos helicópteros já estão realizando uma ampla gama de tarefas na linha de frente, incluindo acompanhamento de comboio, escolta de helicópteros de apoio, reconhecimento e vigilância e no transporte da força.

Lynx Mk9A voando em Camp Bastion - Afeganistão

FONTE e FOTOS: MoD UK

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