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Ahmadinejad

vinheta-clipping-forteO presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad rotulou como “satânico” o Conselho de Segurança da ONU e o direito de veto na posse de seus cinco membros permanentes, segundo a agência iraniana ISNA.

Ahmadinejad, que costuma atacar o Ocidente, disse que o poder de veto na posse dos Estados Unidos, China, Grã-Bretanha, França e Rússia se destinava a “oprimir e destruir a verdadeira natureza da humanidade e são instrumentos satânicos”, segundo a ISNA.

Seus comentários vieram em meio a tensões crescentes na longa disputa entre o Ocidente e a República Islâmica e seu programa nuclear, com os Estados Unidos empreendendo novas sanções da ONU contra o grande produtor de petróleo.

Washington e seus aliados suspeitam que o Irã esteja tentando desenvolver bombas nucleares. Teerã nega a acusação e diz que seu programa nuclear visa gerar energia elétrica.

Um projeto dos EUA para uma quarta rodada de sanções da ONU propõe mais restrições financeiras ao Irã, um embargo de armas, e medidas mais duras contra os navios iranianos, contra membros da Guarda Revolucionária e a proibição de novos investimentos no setor energético iraniano.

Teerã se mantém desafiadora, dizendo que está disposta a trocar seu urânio enriquecido de baixo teor por combustível enriquecido de maior teor no exterior, uma medida que ajudaria a acalmar os receios sobre as atividades de enriquecimento de urânio do Irã, mas insiste que isso aconteça em solo iraniano.

Em outubro, o Irã concordou em princípio enviar urânio pouco enriquecido ao exterior para mais processamento, mas depois disse que o “swap” deveria “ter lugar dentro de seu território e ao mesmo tempo”.

FONTE: AP

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vinheta-clipping-forteROMA e MUNIQUE – O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, voltou a sugerir neste domingo que a comunidade internacional adote sanções contra o Irã depois que o presidente do país, Mahmud Ahmadinejad, ordenou a produção de urânio enriquecido a 20%. Durante visita a Roma, Gates afirmou que a resposta do governo iraniano ao ocidente foi decepcionante.

- Se a comunidade internacional estiver junto e fizer pressão sobre o governo iraniano, acredito que ainda há tempo para sanções e pressões para funcionarem – disse Gates.

- Mas precisamos trabalhar juntos. Acho que todos nós podemos fazer mais – acrescentou, sem explicitar que tipos de sanções deveriam ser impostas.

Neste sábado, Gates já havia afirmado que não vê sinais de que um acordo esteja próximo.

O ministro da Defesa da Alemanha, Karl-Theodor zu Guttenberg, também criticou neste domingo a decisão de Ahmadinejad e ressaltou que a comunidade internacional precisa deixar claro para o Irã que “a paciência está no fim”.

- Pode ser que as sanções precisem ser ajustadas aqui e ali. Precisamos considerar cuidadosamente o impacto que nossas decisões possam ter – afirmou Guttenberg.

FONTE: O Globo, com Agências Internacionais

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vinheta-clipping-forteBrasília – O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, foi recebido hoje (23), ao chegar ao Palácio do Itamaraty, por cerca de 100 manifestantes. No grupo, havia ativistas favoráveis e contrários à presença do líder iraniano no Brasil.

Entre os favoráveis estão os que criticam o chamado imperialismo norte-americano e apreciam os governos do venezuelano Hugo Chávez e do boliviano Evo Morales.

O grupo dos que são contra a visita é formado por representantes da comunidade judaica, entre eles um sobrevivente do Holocausto (execução em massa de judeus e de outras minorias durante o nazismo).

O aposentado Ben Abraham passou por diversos campos de concentração durante um período de cinco anos e meio – incluindo o de Auschwitz, na Polônia. Abraham classificou as declarações de Ahmadinejad de “absurdas” – o iraniano nega a ocorrência do Holocausto. Segundo o judeu, alguns campos de concentração que ainda permanecem intactos servem de alerta para a humanidade.

“O presidente do Irã, mesmo com sobreviventes do nazismo, como eu e outros, nega o Holocausto. O tempo está passando. Quando o nazismo começou, eu tinha 14 anos. Vou completar 85 anos. Enquanto houver sobreviventes do nazismo, está bom. Mas e depois? Como negar essas atrocidades?”, reagiu Abraham.

Durante as manifestações, o presidente da Juventude Judaica Organizada, Gilberto Ventura, afirmou que as críticas a Ahmadinejad não dizem respeito à visita em si, mas consistem em trazer ao povo e ao governo brasileiros a consciência de questionar o que ocorre no Irã e que tipo de valores o presidente iraniano representa.

“A idéia não é chegar aqui e dizer ao Lula que não o receba. O recado é: Abra os olhos. Já houve momentos na história com pactos absurdos, como entre Stalin [Josef Stalin, líder da União Soviética de 1922 a 1953] e Hitler [Adolf Hitler, líder do Nacional-Socialismo alemão, de 1933 a 1945] . No Brasil, o recebemos [Ahmadnejad] de braços abertos, mas é importante ouvir o outro lado. Existe uma falta de diálogo real, de conhecer quem é o outro de verdade”, afirmou Ventura.

O coordenador nacional do Movimento Democracia Direta, Acelino Ribeiro, levantou faixas de boas-vindas ao líder iraniano e disse que a visita deve ficar marcada na história de ambos os países. Ele se diz convencido de que Lula e Ahmadinejad vão discutir propostas que contribuam para um projeto de luta pela paz mundial.

“Ahmadinejad poderá construir esse projeto na defesa da soberania do povo iraniano e do povo latino-americano, principalmente no Brasil e na Bolívia, países que dispõem de recursos naturais cobiçados pelo imperialismo mas que podem melhorar a vida e as condições de nossos povos.”

Ribeiro mostrou-se favorável, inclusive, à visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Irã – que deve ocorrer entre 10 e 16 de março do próximo ano. Segundo ele, Lula e Ahmadinejad podem facilitar o caminho para que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, negocie com o Irã o uso “pacífico” do programa de energia nuclear.

FONTE: Agência Brasil

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Líderes não querem isolar o país

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou na manhã desta sexta-feira rapidamente com o colega dos Estados Unidos, Barack Obama, em Pittsburgh (EUA), onde participam de reunião do G20. Conforme informações passadas pelo embaixador do Brasil em Washington, Antonio Patriota, à agência de notícias France Presse, os dois conversaram sobre a segunda planta nuclear iraniana e concordaram que não é possível isolar o país.

Segundo o embaixador brasileiro, no encontro com Lula, Obama disse que “parece bom que o Brasil dialogue com o Irã”, em referência à visita que o presidente Mahmoud Ahmadinejad deverá fazer ao país, em novembro que vem.

Nesta quarta-feira (23), na sede da ONU (Organização das Nações Unidas) em Nova York, Lula e Ahmadinejad tiveram um encontro no qual Lula defendeu o direito do Irã desenvolver energia nuclear para fins civis, desde que o país, assim como faz o Brasil, coopere com as inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

No entanto, na manhã desta sexta-feira, Obama, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o premiê britânico, Gordon Brown, fizeram um comunicado de repúdio à admissão, por parte do Irã, de que o país possui uma planta de enriquecimento de urânio que, para as potências ocidentais, era secreta.

Com a revelação da nova planta iraniana, assessor diplomático do presidente Lula, Marco Aurélio Garcia, ressaltou que, se as denúncias estiverem certas, o Brasil condenará o Irã, mas sem “se unir àqueles que querem encurralar o Irã”. “Nós já sabemos o que resulta da política de encurralamento: resulta o Paquistão ou a Coreia do Norte”, dois países que têm armas nucleares.

No pronunciamento, Obama disse que “não é a primeira vez que o Irã esconde informações” sobre o seu programa nuclear, mas fez questão de ponderar que o país tem direito à energia nuclear, exceto que o tamanho e configuração da nova planta seriam “inconsistentes com um programa nuclear pacífico”.

Sem deixar de, como diz, “estender a mão”, Obama voltou a pedir que o Irã se engaje nos diálogos pela desnuclearização conduzidos pelo Grupo dos Seis (EUA, Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha) e que mostre “ações” na reunião marcada para o próximo dia 1º de outubro, na Alemanha.

Entre Obama e Brown, o presidente francês foi o que adotou o tom mais rigoroso em relação ao Irã. Sarkozy disse que o Irã “levou a comunidade internacional por um caminho perigoso” e que “tudo precisa ser colocado na mesa agora”. “Não podemos deixar os líderes iranianos ganharem tempo enquanto os motores estão em ação.”

Carta

Na carta dirigida ao diretor-geral da AIEA, Mohamed El Baradei, o governo iraniano confirma a existência da planta denunciara pelas potências ocidentais, mas afirma que só dará “outras informações complementares no devido tempo e de forma apropriada”, segundo os detalhes divulgados pelo porta-voz Marc Vidricaire, em comunicado.

O único dado técnico que Vidricaire adiantou é que o nível de enriquecimento de urânio seria de até 5%, condição que daria origem a um combustível pouco purificado, suficiente apenas para alimentar reatores nucleares de geração de eletricidade. O comunicado não dá detalhes sobre o conteúdo da carta, mas diz que “o organismo acredita ainda nenhum material nuclear tenha sido introduzido na instalação do Irã”.

O Irã já possui uma grande usina de enriquecimento de urânio conhecida, em Natanz, a 250 km de Teerã, na região central do país, cuja existência foi revelada em 2002.

O complexo já conhecido, que tem uma parte subterrânea, é monitorado atualmente pelos inspetores da AIEA. A agência divulgou um relatório recentemente no qual dizia que o regime iraniano reduziu a quantidade de enriquecimento de urânio pela primeira vez em alguns anos, mas advertiu que ainda não foram esclarecidas as metas nucleares.

FONTE: Folha Online (e France Presse, em Pittsburgh)

FOTOS: AP e PR

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