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Ao menos quatro pessoas ficaram feridas neste sábado no ataque de um grupo de insurgentes talibãs a um prédio perto do escritório do governo estadual na cidade de Kandahar, no sul do Afeganistão, informou à Efe uma fonte oficial.

De maneira simultânea, outro grupo de insurgentes atacou o prédio dos serviços de inteligência afegãos e um complexo policial nos arredores da mesma cidade. Segundo a fonte, na área foram escutadas explosões e tiroteios.

Al Qaeda

A insurgência talibã do Afeganistão assegurou neste sábado que a morte do líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, “dará um novo impulso” à luta contra as forças dos Estados Unidos e da Otan.

Em declarações à Agência Efe, o porta-voz talibã Zabiulá Mujahid qualificou a morte de Bin Laden de “grande tragédia” para o movimento insurgente afegão.

Os fundamentalistas do país asiático haviam optado até agora por não se pronunciarem sobre a morte de Bin Laden, alegando que não havia provas que confirmassem isso.

Neste sábado, porém, Mujahid aceitou como válida a confirmação emitida ontem pela Al Qaeda indicando que Bin Laden foi abatido em uma operação de forças especiais dos EUA na segunda-feira no norte do Paquistão, e defendeu “um novo impulso” à luta contra as tropas estrangeiras desdobradas em solo afegão.

Em comunicado enviado na noite desta sexta-feira, os talibãs afegãos argumentaram que os EUA estão enganados se acreditam que “a moral e os combatentes do movimento insurgente ficarão debilitados” após a morte de Bin Laden, e disseram que isso “guiará centenas a tomarem o caminho do martírio e do sacrifício”.

“A história do islã sempre guardará viva sua memória”, assegurou o movimento.

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, dissera na segunda-feira que Bin Laden foi castigado por suas ações e exortou os fundamentalistas a tomarem nota de sua sorte para que se unam ao processo de paz impulsionado pelo Governo afegão.

Os EUA invadiram o Afeganistão há quase uma década, pouco depois dos atentados do 11 de Setembro e de acusarem o regime talibã — então no poder — de dar refúgio a Bin Laden em território afegão.

FONTE: Folha.com

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* Sérgio de Oliveira Netto

No dia 02 de maio de 2011, o mundo recebeu a notícia de que, Osama Bin Laden, considerado o terrorista mais perigoso na atualidade, havia sido morto numa operação conduzida pelo governo norte-americano, após cerca de dez anos de perseguição.

Incursão que teria sido executada por membros das forças especiais. No caso, a respeitada unidade conhecida como Navy Seal Team Six da Marinha dos Estados Unidos da América. Que teriam sido levados ao local do esconderijo do terrorista, por helicópteros pilotados pelos Night Stalkers. Pilotos de elite que integral o 160th Special Operations Aviation Regiment (SOAR) do Exército Americano.

Desde então, vários questionamentos passaram a ser levantados, acerca da legalidade desta ousada ação militar, que redundou na morte de Bin Laden.

O que se propõe, portanto, nestas breves considerações, é procurar apresentar respostas a algumas destas indagações, concernentes aos possíveis fundamentos jurídicos que lhe poderiam conferir legitimidade.

Antes, porém, ainda que a título de curiosidade – mas sem perder o foco da análise da questão jurídica – caberia indagar quem seriam os destemidos agentes que participaram desta operação.

Pelo que foi noticiado, a “ponta da lança” desta ação militar teria sido, como dito acima, o time de elite conhecido como Navy Seal Team Six. Que, em parceria com a Agência Americana de Inteligência (CIA), teriam planejado a execução desta ação.

Mas, afinal, quem são, os agora mundialmente famosos, Navy Seals? Criados na década de 60, passaram a ser considerados um grupamento de elite na realização de operações especiais de guerra. Recebendo treinamento extremamente tático e rigoroso, que os habilita a atuar em operações aéreas, navais e em terra. Daí, inclusive, é indicada uma suposta origem para a sigla SEAL. Que, em inglês, compreenderia as iniciais de mar-ar-terra (sea-air-land).

Patches usados pelos militares do US Navy SEAL. A inscrição diz: “Deus julgará nossos inimigos. Nós providenciaremos o encontro”

No livro The Warrior Elite (Publisher: Three Rivers Press – January 2003), Dick Couch descreve em detalhes, todo o rigor do treinamento destes soldados, até que sejam merecedores de receber o tridente (assim chamada a insígnia recebida por aqueles que conseguem ser aprovados durante o processo de seleção chamado  BUD/S – Basic Underwater Demolition).

Já na obra Robert’s Ridge (Publisher: Dell – July 2006), Malcolm MacPherson traz um minucioso relato de como nem todas as operações realizadas pelos Seals são coroadas de êxito. Quando, no Afeganistão, integrantes deste grupamento acabaram sendo surpreendidos por militantes da al-Qaeda e Taliban. Ao tentarem se estabelecer numa montanha mais alta da região, em razão da sua posição estratégica (Takur Ghar), durante a Operação Anaconda.

Mas, em face do avanço do terrorismo no mundo contemporâneo, o time de Navy Seals teve de se submeter a algumas adaptações. Para que pudessem atuar em cenários de guerra não convencional (“atrás das linhas inimigas”). O que teria ensejado o surgimento dos Navy Seals Team Six (ST6). Pertencente ao The United States Naval Special Warfare Development Group (NSWDG), mais popularmente conhecido como DEVGRU.

Uma unidade especializada em atuações de contraterrorismo. Que, em razão do seu estreito relacionamento com os órgãos de inteligência norte-americanos, passaram a ser denominados de “guarda pretoriana da CIA”.

Tal qual acontece com seus colegas de irmandade, os operadores da Delta Force (1st Special Forces Operational Detachment-Delta ou simplesmente 1st SFOD-D). Vinculados ao Exército Americano, também para o combate ao terrorismo. A quem se atribui a captura em 2003, do ex-ditador do Iraque Saddam Hussein.

Que, aliás, ainda possuem em comum o fato de “não existirem” oficialmente. Dado o sigilo que recobre as ações destes destacamentos das forças especiais.

Feita esta digressão, com o propósito de melhor contextualizar os fatos, cumpre examinar se haveria fundamento legal capaz de legitimar esta ação militar.

De início, faz-se necessário conceituar terrorismo. Tarefa nada fácil, posto que pode inclusive albergar múltiplos significados.[1] O que não é empecilho a que se estabeleça uma definição indicativa das suas principais características.

Para tanto, nada impede que se valha da proposta legislativa, que pretende inserir o crime de terrorismo no Código Penal, dando-lhe alguns contornos conceituais. Trata-se do Projeto de Lei n° 6.764, de 9 de maio de 2002, que adicionaria o Título XII, que versa sobre os crimes contra o Estado Democrático de Direito, à Parte Especial do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal. Cujo art. 371 seria redigido da seguinte forma:

“Terrorismo

Art. 371. Praticar, por motivo de facciosismo político ou religioso, com o fim de infundir

terror, ato de:

I – devastar, saquear, explodir bombas, seqüestrar, incendiar, depredar ou praticar atentado pessoal ou sabotagem, causando perigo efetivo ou dano a pessoas ou bens; ou

II – apoderar-se ou exercer o controle, total ou parcialmente, definitiva ou temporariamente, de meios de comunicação ao público ou de transporte, portos, aeroportos,estações ferroviárias ou rodoviárias, instalações públicas ou estabelecimentos destinados ao abastecimento de água, luz, combustíveis ou alimentos, ou à satisfação de necessidades gerais e impreteríveis da população:

Pena – reclusão, de dois a dez anos.

§ 1o Na mesma pena incorre quem pratica as condutas previstas neste artigo, mediante

acréscimo, supressão ou modificação de dados, ou por qualquer outro meio interfere em sistemas de informação ou programas de informática…”

A própria Organização das Nações Unidas (ONU) não conseguiu alcançar um consenso acerca do conceito de terrorismo. Motivo pelo qual ainda não foi elaborada uma convenção universal sobre o tema. Fato que não vem sendo óbice à tomada de iniciativas contra os atos de terror. Do que é exemplo a edição, em abril de 2005, da Convenção Internacional para a Repressão de Atos de Terrorismo Nuclear.[2]

Tanto que a ONU, por meio do seu Conselho de Segurança, editou a Resolução 1373 em 28 de setembro de 2001. Pela qual expressamente repudia a prática de atos terroristas, e exorta os estados-membros a prevenirem e reprimirem sua prática. Seja por meio de medidas simples, como o bloqueio de ativos financeiros de pessoas ligadas a grupos terroristas, seja mediante adoção de providências mais severas. Tais quais a não concessão de abrigo no país a pessoas que se engajam nestas práticas, ou não permitindo a movimentação de terroristas ou grupos terroristas pelo seu território.[3]

No âmbito regional, a Organização dos Estados Americanos (OEA), também tratou de confeccionar a Convenção Interamericana contra o Terrorismo, assinada em Barbados em 03 de junho de 2002. Pela qual insta os países que integram a OEA a prevenir, combater, punir e eliminar o terrorismo (art. 1)[4]. Colocada em aplicação no sistema jurídico nacional pelo Decreto n° 5.639 de 26 de dezembro de 2005.

Dentro desta moldura jurídica, e partindo-se do pressuposto de que tudo leva a crer que o Governo do Paquistão estaria, no mínimo, sendo conivente com a presença de Osama Bin Laden no seu território, já haveria suporte legal para que sofresse represálias internacionais. Posto que flagrado em inescusável descumprimento das normas internacionais. Talvez não da forma unilateral como foi feito pelos Estados Unidos, mas sim com o aval da ONU.

Cenário que, a bem da verdade, dificilmente viria a se concretizar. Considerando os interesses (muitos vezes escusos) os mais variados possíveis dos integrantes da ONU. Indiciando que, se a questão fosse levada ao debate no Conselho de Segurança, provavelmente não se obteria uma permissão para se lançar uma ofensiva sobre o território paquistanês. Ou pelo menos não em tempo de prender o terrorista. Que, até lá, muito provavelmente já teria tomada conhecimento da situação, e fugido do local onde se encontrava.

Mas e quanto à suposta execução sumária de Bin Laden? Haveria lastro jurídico capaz de justificar este ato? Deveria ele ter sido levado a julgamento perante algum país, ou pelo Tribunal Internacional Penal?

Em princípio, certamente que a resposta correta seria aquele que demandava que este terrorista fosse levado a uma Corte de Justiça. Onde seria formalmente acusado, e poderia exercitar sua plena defesa.

Acontece que, um julgamento desta natureza poderia levar anos para ser finalizado. E, até lá, é bem possível que insurgentes da Al-Quaeda passassem a promover atos de terror pelo mundo, exigindo a soltura de Bin Laden. Especialmente contra norte-americanos, principais responsáveis pela sua prisão.

Ante tal situação, não é desarrazoado cogitar-se que o Governo Americano se valeu do regular exercício da legítima defesa. Expressamente previsto na Carta da ONU, em seu art. 51, in verbi:

“Art. 51 Nada na presente Carta prejudicará o direito de legítima defesa individual ou coletiva no caso de ocorrer um ataque armado contra um Membro das Nações Unidas, até que o Conselho de Segurança tenha tomado as medidas necessárias para a manutenção da paz e da segurança internacionais…”

Que, na hipótese, seria utilizado como forma de legítima defesa preventiva (ou preordenada ou antecipada), ou mesmo sob a indumentária de uma legítima defesa preemptiva. Dentro de uma concepção mais ampla, que faz a diferenciação entre guerra justa e injusta, como sustentado por Michael Walzer, na obra  “Just and Unjust Wars” (New York: Basic Books – 2 ed., 1992).

Para quem, em suma, a guerra preemptiva estaria baseada em fatos reais e irrefutáveis (hard evidence) reveladores da iminência de um ataque. Enquanto a guerra preventiva, seria destinada a impedir o surgimento do próprio risco iminente. Ou seja, teria por finalidade debelar o risco, antes mesmo da efetiva materialização da possibilidade do ataque.

Seja num caso como noutro, não há como se refutar a constatação de que Bin Laden poderia estar engendrando e gerenciando, a prática de outros atos terroristas. Cujo alvo principal, inquestionavelmente, seria a América.

É verdade que, perante o Direito Brasileiro, uma tese desta natureza, preconizando o uso da legítima defesa preventiva, estaria fadada ao insucesso. Posto que, nos termos da legislação nacional (Código Penal, art. 25) não se justificaria uma ação antecipada contra prováveis ameaças, por mais que fossem plausíveis. Como assevera Damásio E. de Jesus, em Direito Penal – Parte Geral, 27ª. ed. São Paulo: Saraiva, 2003. Vol.1, p. 389:

“…Não há legítima defesa contra agressão passada ou futura. Se a agressão já ocorreu, a conduta do agredido não é preventiva, tratando-se de vingança ou comportamento doentio. Se há ameaça de mal futuro, pode intervir a autoridade pública para evitar a consumação…”

Entretanto, num cenário internacional onde a “autoridade pública” é a ONU, cujos membros permanentes (China, França, Rússia, Reino Unido da Grã-Bretanha e os Estados Unidos da América) do Conselho de Segurança (que possuem o poder de vetar qualquer iniciativa – Carta da ONU art. 27) possuem agendas muitas vezes não reveladas e moralmente questionáveis, e interesses conflitantes, seria improvável que se conseguisse uma permissão para se invadir o Paquistão e prender Bin Laden.

Motivo pelo qual, por mais que moralmente possa se reprovar a iniciativa unilateral que culminou na morte do terrorista, e por mais que se deva lamentar toda perda de uma vida humana, juridicamente, existem bases legais que legitimam esta ação militar americana.

Que obviamente não é a melhor medida para se debelar ameaças terroristas. Mas que, no conturbado jogo de interesses entre as nações, parece não ter deixado alternativa ao governo norte-americano.

* Procurador Federal. Mestre em Direito Internacional (Master of Law), com concentração na área de Direitos Humanos, pela American University – Washington College of Law. Especialista em Direito Civil e Processo Civil. Professor do Curso de Direito da Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE (SC).

[1] Diniz. Compreendendo o Fenômeno do Terrorismo: “…corre-se o risco de agregar sobre um mesmo nome coisas muito diferentes, impossibilitando a análise, a identificação de alternativas adequadas para se lidar com o fenômeno e induzindo a erro quando da avaliação da eficácia dessas alternativas…” 

[2] http://www.onu-brasil.org.br/view_news.php?id=2881

[3] Resolução 1373 (2001): O Conselho de Segurança…

Reafirmando também a condenação inequívoca dos ataques terroristas ocorridos em Nova York, Washington, D.C. e Pensilvânia, em 11 de setembro de 2001, e expressando a determinação de prevenir esses atos,

Reafirmando ademais que tais atos, como quaisquer outros atos de terrorismo internacional, constituem uma ameaça à paz e à segurança internacional…

Reafirmando a necessidade de combater por todos os meios, em conformidade com a Carta das Nações Unidas, ameaças à paz e à segurança internacional causadas por atos terroristas,

Profundamente preocupado com o aumento, em várias regiões do mundo, de atos de terrorismo motivados pela intolerância ou o extremismo,

Reafirmando o princípio estabelecido pela Assembléia Geral na declaração de outubro de 1970 (resolução 2.625 (XXV)) e reiterado pelo Conselho de Segurança na resolução 1.189 (1998) de 13 de agosto de 1998, qual seja o de que todo Estado tem a obrigação de abster-se de organizar, instigar, auxiliar ou participar de atos terroristas em outro Estado ou permitir, em seu território, atividades organizadas com o intuito de promover o cometimento desses atos,

Atuando ao abrigo do Capítulo VII da Carta das Nações Unidas,

•  Decide que todos os Estados devem:

a) Prevenir e reprimir o financiamento de atos terroristas;

b) Criminalizar o fornecimento ou captação deliberados de fundos por seus nacionais ou em seus territórios, por quaisquer meios, diretos ou indiretos, com a intenção de serem usados ou com o conhecimento de que serão usados para praticar atos terroristas;

c) Congelar, sem demora, fundos e outros ativos financeiros ou recursos econômicos de pessoas que perpetram, ou intentam perpetrar, atos terroristas, ou participam em ou facilitam o cometimento desses atos. Devem também ser congelados os ativos de entidades pertencentes ou controladas, direta ou indiretamente, por essas pessoas, bem como os ativos de pessoas e entidades atuando em seu nome ou sob seu comando, inclusive fundos advindos ou gerados por bens pertencentes ou controlados, direta ou indiretamente, por tais pessoas e por seus sócios e entidades…

•  Decide também que todos os Estados devem:

•  Abster-se de prover qualquer forma de apoio, ativo ou passivo, a entidades ou pessoas envolvidas em atos terroristas, inclusive suprimindo o recrutamento de membros de grupos terroristas e eliminando o fornecimento de armas aos terroristas;

•  Tomar as medidas necessárias para prevenir o cometimento de atos terroristas, inclusive advertindo tempestivamente outros Estados mediante intercâmbio de informações;

•  Recusar-se a homiziar aqueles que financiam, planejam, apóiam ou perpetram atos terroristas, bem como aqueles que dão homizio a essas pessoas…

[4] Artigo 1:  Esta Convenção tem por objeto prevenir, punir e eliminar o terrorismo. Para esses fins, os Estados Partes assumem o compromisso de adotar as medidas necessárias e fortalecer a cooperação entre eles, de acordo com o estabelecido nesta Convenção.

WASHINGTON – A al-Qaeda divulgou um comunicado nesta sexta-feira informando a seus membros que Osama bin Laden está morto, em fóruns islâmicos na Internet e traduzidos pelo serviço de monitoramento on-line Site. A confirmação do grupo extremista reduz as dúvidas em torno da morte de Bin Laden, que não teve provas divulgadas pelos Estados Unidos.

A rede terrorista ainda prometeu continuar com os ataques contra o Ocidente e disse que a morte de seu líder será uma maldição “que perseguirá os americanos e seus agentes”.

“(O sangue de Bin Laden) permanecerá – com a permissão de Alá – uma maldição que persegue os americanos e seus agentes, e irá atrás deles dentro e fora de seus países”, diz um trecho do comunicado.

“Sua felicidade vai se transformar em sofrimento, e seu sangue vai se misturar com suas lágrimas”, completa.

No comunicado, a al-Qaeda afirma ainda que vai divulgar em breve uma gravação de Bin Laden feita uma semana antes dele ser morto pelas forças americanas.

“Antes de o xeque partir deste mundo e antes que pudesse compartilhar com a nação islâmica as alegrias das revoluções em face de opressores, ele gravou uma mensagem de voz de congratulações e conselhos que vamos divulgar em breve, se Deus quiser”, diz um trecho do comunicado.

O grupo militante ainda instou os paquistaneses a se levantar contra seu governo a fim de “limpar” o país da vergonha trazida com a morte de Bin Lande em solo paquistanês:

“Fazemos um apelo ao nosso povo muçulmano no Paquistão, em cuja terra o xeque Osama foi morto, para levantar e revoltar-se para limpar essa vergonha que tem sido associada a eles por um grupo de traidores e ladrões e em geral, para limpar seu país da imundice dos americanos que espalham a corrupção dentro dele”.

Em vídeo, combatentes do Talibã prometem vingar Bin Laden

Ainda nesta sexta-feira, combatentes do Talibã fortemente armados,que apareceram num vídeo que mostra pessoas vestidas como militantes da linha de frente no sul do Afeganistão, disseram que a morte de Bin Laden os inspirará a continuar a luta até que todas as tropas estrangeiras tenham deixado o país. A autenticidade do vídeo obtido pela Reuters não pôde ser confirmada.

O vídeo mostra seis combatentes não identificados do Talibã, todos com os rostos cobertos, com rifles, lançadores de granada, metralhadoras e outras armas. Três deles prometeram continuar a combater as forças estrangeiras lideradas pela Otan.

- Mesmo se a notícia do martírio de Osama bin Laden for verdade, isso não vai mudar nossa política de jihad (guerra santa). Se for verdade que ele está morto, isso nos dará mais motivação para continuar nossa jihad – disse um dos combatentes no vídeo.

FONTE: O Globo

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SANAA – Um líder da Al Qaeda da província de Abyane, no Sul do Iêmen, prometeu hoje vingar a morte do fundador da rede, Osama bin Laden, que foi alvo de operação militar norte-americana no último domingo. Bin Laden vivia com parte da família em uma mansão, a 100 quilômetros da capital do Paquistão, Islamabad.

O líder tenta manter o anonimato e avisa que a Jihad (guerra santa) não vai parar. Segundo ele, a Aqpa, um dos braços da Al Qaeda, prepara um plano de ação para continuar com a Jihad.

De acordo com as autoridades dos Estados Unidos, as promessas de vingança por causa da morte de Bin Laden não são uma novidade. Um preso de Guantánamo, Sharif al Masri, apontado como jihadista egípcio e detido no Paquistão em 2004, afirmou que se Bin Laden fosse capturado ou assassinado uma bomba nuclear seria detonada nos Estados Unidos. A ameaça foi feita em setembro de 2008.

Outro preso, Abu Faraj Al Libi, um líbio de 41 anos, considerado um dos presos mais valiosos de Guantánamo, especialista em temas nucleares, químicos e bacteriológicos, também forneceu informações às autoridades norte-americanas, segundo relatos.

FONTE: Agência Brasil

Osama bin Laden está morto

Bin Laden está morto e EUA têm seu corpo

RIO – Com base em fontes do governo americano, a emissora de televisão “CNN” informou na noite deste domingo que o terrorista Osama bin Laden está morto. Ainda de acordo com as fontes citadas pelo canal, os Estados Unidos têm o corpo de Bin Laden.

O presidente americano, Barack Obama, fará um pronunciamento em breve pela televisão. Tudo indica que o assunto de sua fala será a morte de Bin Laden.

O anúncio da morte do terrorista vem quase dez anos depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra o World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, em Washington. Líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden sempre foi tido como um dos mentores dos ataques.

FONTE: O Globo

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A coalizão liderada pelos Estados Unidos anunciou hoje que matou o segundo insurgente mais procurado no Afeganistão: o saudita Abu Hafs Al Najdi, apontado como um dos líderes da Al-Qaeda, responsável por estabelecer campos de treinamento terrorista e promover ataques às forças militares dos EUA e do Afeganistão, de acordo com informações do Wall Street Journal.

Najdi, também conhecido como Abdul Ghani, teria morrido em um ataque da coalizão no dia 13 de abril no distrito afegão de Dangam, em Kunar, perto do Paquistão. Segundo as forças da coalização, essa ofensiva também matou outro líder da Al-Qaeda conhecido como Waqas. Um total de 25 militantes da Al-Qaeda foram mortos no Afeganistão durante os últimos 30 dias.

“Najdi era a segunda maior prioridade em nossas operações para capturar ou matar insurgentes”, disse um major do Exército britânico, Tim James, porta-voz da coalizão. Segundo James, a perda terá certamente um impacto para a capacidade da Al-Qaeda de operar no país.

O rebelde era procurado pelas forças lideradas pelos EUA pelo menos desde 2007. Ele operava uma rede de insurgentes em Kunar, organizando ataques contra bases afegãs e dos EUA, planejando sequestros de estrangeiros, administrando campos de treinamento de militantes e administrando auxílio financeiro vindo do Paquistão, afirmaram os militares.

Em abril, o Wall Street Journal informou que a Al-Qaeda, que havia em boa medida deixado o Afeganistão após a queda do Taleban, em 2001, havia retornado ao país para montar campos de treinamento terrorista nas províncias de Kunar, Nangarhar e Nuristão, ao longo da fronteira com as áreas tribais do Paquistão. As forças dos EUA praticamente abandonaram o Nuristão e grandes áreas de Kunar nos últimos dois anos, quando a coalizão preferiu reforçar sua ação no sul do país.

Najdi era considerado um elo entre a liderança da Al-Qaeda no Paquistão e suas operações no Afeganistão. Além disso, tinha capacidade de conseguir fundos consideráveis para os insurgentes, obtendo itens como armas e também novos recrutas, explicou a coalizão nesta terça-feira. As informações são da Dow Jones.

FONTE: Agência Estado

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O país pediu investigações na região entre Brasil, Paraguai e Argentina. O site WikiLeaks publicou o documento secreto que prova o pedido.

Os Estados Unidos pediram aos seus diplomatas, em 2008, que investigassem a possível presença da Al-Qaeda e outros “grupos terroristas” islamitas na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina, segundo documentos secretos publicados este domingo pelo site WikiLeaks.

Segundo documento difundido pela página do WikiLeaks a vários jornais e publicado pelo britânico The Guardian, a chancelaria americana pediu em 2008 à sua embaixada em Assunção “informação sobre a presença, as intenções, os planos e as atividades de grupos terroristas (…) no Paraguai, concretamente na tríplice fronteira” com o Brasil e a Argentina.

Washington queria informações não só sobre a possível presença dos grupos Hezbollah e Hamas, entre outras organizações armadas islamitas, mas também da “Al Qaeda” e “agentes estatais iranianos”, destacou o texto.

Além disso, pedia dados sobre possíveis redes de apoio a estes grupos, inclusive organizações não-governamentais islamitas e sobre a capacidade dos serviços de segurança paraguaios e sua disponibilidade para cooperar com os Estados Unidos no antiterrorismo.

A tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina abriga imigrandes de países árabes e há anos Washington suspeitava que nesta região se recolhesse fundos para organizações islamitas, concretamente a libanesa Hezbollah.

Há anos também se investigou a possível presença ali de autores do atentado à mutual judaica AMIA de Buenos Aires, onde morreram 85 pessoas, em 1994.

Em 2003 foram difundidas informações dos serviços de segurança brasileiros sobre uma possível viagem do líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, à tríplice fronteira para visitar uma mesquita na cidade de Foz do Iguaçú (PR), embora responsáveis da comunidade árabe no local tenham negado o fato.

A página na internet WikiLeaks divulgou informações secretas do Departamento de Estado americano aos jornais El País (Espanha), The Guardian (Grã-Bretanha), The New York Times (EUA), Le Monde (França) e à revista Der Spiegel (Alemanha).

FONTE: G1/AFP

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Centenas de civis foram mortos sem conhecimento público e oficial pelas tropas de coalizão no Afeganistão, planos secretos para exterminar líderes extremistas do Taleban e Al Qaeda e a discussão do suposto envolvimento de Irã e Paquistão no apoio a insurgentes eram temas recorrentes aos líderes militares.

As tropas no Afeganistão mantinham uma unidade de “caçadores” para “matar ou capturar” líderes do Taleban sem julgamento.

As informações foram publicadas em uma série de reportagens no jornal inglês “The Guardian” neste domingo.

O jornal também revelou documentos secretos que comprovam o desenvolvimento dessas ações pelas tropas de coalizão (leia todas as reportagens, em inglês, aqui).

Segundo o “Guardian”, as informações provêm de um acervo com mais de 90 mil documentos de incidentes, além de relatórios de inteligência sobre o conflito, que foram colocados no ar na internet –em um dos maiores vazamentos de informações da história militar dos Estados Unidos.

Além do “Guardian”, os arquivos foram disponibilizados a dois outros jornais: o alemão “Der Spiegel” e o norte-americano “The New York Times”, e contabilizam as batalhas ocorridas nos últimos seis anos, que custaram a vida de mais de 320 britânicos e 1.000 norte-americanos.

Relatórios

Os documentos informam que pelo menos 195 civis foram mortos e outros 174, feridos. O número, contudo, pode ser subestimado porque, em muitas missões, as tropas omitem esse tipo de acontecimento.

Erros que ocasionaram morte de civis também incluem o dia em que soldados franceses bombardearam um ônibus cheio de crianças em 2008, matando 8. Uma ronda similar feita pelas tropas norte-americanas matou 15 passageiros.

Os documentos também apontam o extermínio de uma vila durante uma festa de casamento, incluindo uma mulher grávida, em um aparente ataque de vingança.

Segundo o jornal, os EUA também acobertaram que o Taleban adquiriu mísseis aéreos, e que escondeu um massacre perpetrado pelo grupo terrorista devido ao uso de bombas, que dizimaram mais de 2.000 civis até então.

Outro lado

Em nota, a Casa Branca afirma a situação demonstrada pelos relatórios foi resultado da gestão anterior à de Barack Obama.

“É importante notar que o período de tempo refletido nos documentos é janeiro de 2004 a dezembro de 2009″, afirma o governo.

“Condenamos fortemente a revelação de informação confidencial por indivíduos e organizações, que põe a vida de membros norte-americanos e parceiros de serviço em risco, e ameaça nossa segurança nacional”, prossegue a nota.

“A Wikileaks [site da internet no qual os documentos foram publicados] não fez esforço para contatar o governo dos EUA sobre esses documentos, que podem conter informações que colocam em risco a vida de americanos, nossos parceiros, e populações locais que cooperam conosco.”

FONTE: Folha.com

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Grupo se ‘preparava para sabotar serviços de segurança e interesses estrangeiros no país’

Barra de Cinco Pixels

vinheta-clipping-forteAs forças de segurança do Marrocos desarticularam recentemente uma rede terrorista internacional composta por 24 pessoas supostamente ligada à Al-Qaeda, informou nesta segunda-feira, 26, o Ministério do Interior marroquino.

Em comunicado divulgado pela agência oficial de notícias MAP, o Ministério diz que a rede “se preparava para cometer atos de sabotagem contra os serviços de segurança e contra interesses estrangeiros no Marrocos”.

Entre os supostos membros da rede, foram detidas quatro pessoas que já tinham sido presas anteriormente por envolvimento em atos terroristas. As forças de segurança ainda apreenderam uma pistola e munição que tinham sido roubadas de um policial em Casablanca.

Segundo os primeiros detalhes da investigação, a rede recrutava ativistas marroquinos para enviá-los a focos de tensão, particularmente em Afeganistão, Iraque e Somália. Aparentemente, os supostos membros da rede já estavam preparados para partir para seus destinos.

FONTE: EFE

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vinheta-clipping-forteO braço regional da rede terrorista Al Qaeda na península árabe reivindicou nesta segunda-feira o ataque frustrado a um avião da Northwest Airlines que sobrevoava Detroit (EUA) e alertou contra novos ataques. “Nós preparamos homens que amam morrer”, diz o grupo, em comunicado.

“Nós dizemos ao povo americano que, como vocês apoiam os líderes que matam nossas mulheres e crianças, nós vamos matar vocês e atacar sem nenhum alerta prévio. Nossa vingança está próxima”, diz o comunicado, na qual a AQAP alerta os americanos para esperar mais ataques, depois que o dispositivo explosivo que o nigeriano Umar Farouk Abdulmatallab, 23, tentou detonar em pleno voo no dia de Natal falhou por questão “técnica”.

O comunicado da Al Qaeda na Península Arábica (AQAP) diz ainda que a tentativa de ataque ao voo 253, que voava de Amsterdã a Detroit, foi uma reposta aos ataques americanos contra militantes do grupo no Iêmen.

A presença da Al Qaeda no Iêmen tem crescido no último ano, e Washington já anunciou que o nigeriano Abdulmatallab alegou ter tido ajuda de militantes do grupo no país árabe.

O Iêmen já realizou dois ataques-surpresa à Al Qaeda nesse mês. Na semana passada, mais de 30 membros da rede foram mortos em um ataque aéreo surpresa. Em 17 de dezembro, um outro ataque matou cerca de 30 supostos militantes na Província oriental de Abyan e em Arhab, ao nordeste de Sanaa, segundo o governo.

A Al Qaeda diz que os EUA colaboraram nos ataques. Washington teme que a Al Qaeda use a instabilidade no Iêmen para realizar ataques na região, a maior exportadora de petróleo do mundo.

Segundo o jornal “The New York Times”, os EUA já expandiram, extraoficialmente, a guerra contra a rede terrorista para o Iêmen. Nos próximos 18 meses, o Pentágono gastará mais de US$ 70 milhões (cerca de R$ 120 milhões) no Iêmen, segundo o jornal.

Ataque

A tentativa de ataque ocorreu quando Abdulmutallab tentou detonar um poderoso explosivo químico no avião que seguia de Lagos, na Nigéria, para Detroit, com escala em Amsterdã. O nigeriano teria embarcado com visto americano válido.

Segundo relata o jornal “Washington Post”, que cita autoridades federais, ele teria colado um material na sua perna e então utilizado uma seringa para misturar produtos químicos com um pó, já a bordo do avião.

A mistura, contudo, se incendiou, em vez de explodir, e assim que os passageiros sentiram o cheiro da fumaça e o barulho semelhante a fogos de artifício, um deles rapidamente se jogou em cima do nigeriano, o dominou e isolou.

O avião conseguiu aterrissar de maneira segura, aproximadamente às 13h desta sexta-feira (horário local). O incidente deixou duas pessoas levemente feridas e causou queimaduras de segundo e terceiro graus nas pernas do nigeriano.

Interrogado pelo FBI (polícia federal americana), Abdulmutallab teria confessado seus vínculos informais com a Al Qaeda e que viajou ao Iêmen para pegar o equipamento incendiário e instruções de como utilizá-lo. A versão inicial dos investigadores, contudo, é de que ele agiu sozinho no ato. Eles disseram que teriam que fazer novos interrogatórios para poder confirmar a versão do suspeito.

Abdulmutallab estudava engenharia na University College London até 2008. Depois disso, segundo a família, seu paradeiro é desconhecido. A família relata ainda que ele se aproximou do extremismo nos últimos meses e seu pai, ex-ministro e rico banqueiro da Nigéria, chegou a denunciar o filho para a embaixada americana.

Reação

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou em pronunciamento nesta segunda-feira que o país está fazendo de tudo para evitar ataques terroristas e que ordenou a revisão das medidas de segurança nacional e em aviões depois do ataque frustrado.

Obama, que falou de Honolulu, no Havaí, onde passa as festas de fim de ano, não citou o comunicado do braço da rede terrorista Al Qaeda.

“Aqueles que matariam homens, mulheres e crianças inocentes precisam saber que os Estados Unidos estão fazendo mais do que simplesmente fortalecer nossas defesas”, disse Obama. “O governo está fazendo de tudo em nosso alcance para manter vocês e suas famílias seguras durante esta época conturbada de feriado”.

“Não descansaremos até acharmos todos os envolvidos no ataque. Este é um série lembrete dos riscos que corremos e daqueles que ameaçam nossa casa”, continuou Obama, em breve pronunciamento. “O ataque poderia ter matado quase 300 civis e tripulantes, civis inocentes que queriam celebrar as festas com seus parentes”.

FONTE: Folha Online/Reuters

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