17ª Brigada de Infantaria de Selva, AvEx e órgãos governamentais contra delitos transfronteiriços

 

Está ocorrendo a “Operação Curare III”, com  a finalidade de intensificar a presença do Exército Brasileiro junto à faixa de fronteira da Amazônia Ocidental Brasileira, reprimindo os delitos transfronteiriços e ambientais. Além da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, e do 4º BaVEx, participam Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), além de órgãos similares sediados nos Estados da Região Norte onde acontece a operação, Rondônia e Acre.

Junto com ações repressivas, há missões de patrulhamento e fiscalização, sendo também desenvolvidas ações de caráter cívico-social, com destaque para o atendimento médico e odontológico aos residentes na área de operações. Outra edição da Curare -  nome de compostos químicos orgânicos conhecidos como venenos de flecha, extraídos da casca de certos cipós de plantas da região, que  intensa e letal ação paralisante, embora sejam utilizados medicinalmente como relaxante muscular ou anestésico - ocorreu no início do presente ano.

FONTE: EB

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O governador do Acre, Tião Viana (PT), considera “grave” a situação na fronteira com o Peru, onde grupos paramilitares peruanos, armados com fuzis e metralhadoras, cercaram cinco funcionários da base da Frente de Proteção Etnoambiental, mantida pela Funai (Fundação Nacional do Índio), no igarapé Xinane.

A região é habitada por quatro etnias de índios isolados, que ficaram conhecidos mundialmente quando foram fotografados pela primeira vez. As imagens de dois guerreiros atirando flechas no avião da equipe da Funai, publicadas com exclusividade por Terra Magazine, em maio de 2008, tiveram enorme repercussão dentro e fora do País.

Preocupado com a segurança da equipe da Funai na região e com a possibilidade de que os índios isolados tenham sido alvo de violência dos grupos paramilitares peruanos, o governador telefonou para o ministro da Justiça, o diretor-geral da Polícia Federal, o presidente da Funai e o general do Exército José Elito Carvalho Siqueira, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

Tião Viana disse em entrevista exclusiva ao Blog da Amazônia que a equipe da Funai, durante sobrevôo que fez nesta sexta-feira (5) em helicóptero do Exército, com apoio da Polícia Federal, não avistou mais a presença de índios isolados a partir das coordenadas usadas em outras ocasiões.

- Existe a preocupação de que algo possa ter acontecido com os índios isolados. O Márcio Meira, presidente da Funai, teme que esses grupos peruanos sejam como mercenários, matadores de índios. Essa ideia de alguém cruel, com o hábito de matar índios, nos apavora – afirmou.

Tião Viana defende que o Exército e a Polícia Federal, com apoio dos funcionários da Funai, realizem uma nova operação na fronteira do Acre com o Peru. Ele disse que o controle da situação exige ainda ação conjunta da diplomacia brasileira e peruana.

A Polícia Federal realizou na sexta uma operação com uso de helicóptero no igarapé Xinane, onde a Funai mantém uma base de proteção aos índios isolados, mas conseguiu prender apenas o português Joaquim Antonio Custodio Fadista.

Em março, Fadista foi detido pela equipe da Frente de Proteção Etnoambiental por tráfico internacional de droga. Entregue à PF, foi extraditado, mas voltou para a região com mais homens.

- Eu disse para o ministro Eduardo Cardozo, caso a Polícia Federal não possa permanecer na área durante um mês, que posso enviar homens da Polícia Militar do Acre. O que não posso é atuar numa área federal sem autorização – acrescentou o governador.

Viana disse que é imperioso proteger os índios, a integridade do território brasileiro e as vidas dos funcionários da Funai.

Índios isolados fotografados em 2008

- Aquela região e os povos que nela habitam são patrimônio da humanidade. Aquilo é um símbolo civilizatório de um outro tempo e de uma outra história que a gente não conhece. O ministro e o general demonstraram toda preocupação e sensibilidade. Está todo mundo alerta – assinalou o governador.

Viana não tem explicação para a presença de peruanos armados em território brasileiro, mas disse concordar com o sertanista José Carlos Meirelles, para quem a presença de grupos paramilitares é decorrente da presença de madeireiras ilegais e narcotraficantes do lado peruano.

Segundo o governador, essas atividades ilegais no Peru pressionam as populações de índios isolados a buscarem refúgio em território brasileiro. Ele disse que até traficantes estão atuando na região e que isso também exige uma ação conjunta das relações exteriores dos dois países.

- A questão se torna ainda mais grave porque os rios peruanos que desaguam no Estado do Acre dão acesso aos narcotraficantes. Se isto está aumentando, Deus nos livre. Nós temos que romper definitivamente com isso para proteção comunitária e ética. É preciso ação do estado brasileiro – afirmou.

A reportagem apurou que o governo do Acre começou a se organizar para enviar um helicóptero com policiais para dar segurança aos cinco homens que decidiram permanecer na fronteira em defesa da base da Frente de Proteção Etnoambiental e do território brasileiro.

FOTOS: Altino Machado (1) e Gleilson Miranda (2)

FONTE: Terra Magazine / Blog da Amazônia

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SOS Amazônia brasileira

Chegaram à conclusão de que o Brasil é mesmo uma pátria sem dono, dominada por bandidos, com um povo anestesiado, onde não existe patriotismo da parte dos que poderiam tê-lo

Fiquei emocionado ao assistir a entrevista daquela tenente indígena do Exército Brasileiro, Sílvia Wajäpi com o Jô Soares, a tal ponto, que não resisti à tentação de fazer um pequeno comentário sobre os índios e o que vem ocorrendo em nossa Amazônia. Aqui vão minhas perguntas que não querem calar-se e algumas sugestões. Por que os indígenas que são mais brasileiros que nós (com excessão dos yanomami, que foram inventados) e, que tanto se orgulham em vestir a farda verde-oliva, como assim demonstrou a Tenente indígena do Exército Brasileiro, Sílvia Wajäpi em sua entrevista com Jô Soares, são tão enganados e induzidos a renunciar a sua legítima nacionalidade, ou seja, deixar de ser brasileiros, para que suas grandes reservas sejam transformadas em Nações Indigenistas?

Por que essas ONGs estrangeiras, a Funai e os religiosos comunistas os querem isolados na selva, numa vivência primitiva, como se fossem um “zoológico humano, sem as mínimas condições de sobreviver com dignidade?
Por que o próprio Marechal Cândido Rondon, descendente de índios guanás, terenas e borrorós de Mato Grosso, que fundou o SPI – Serviço de Proteção aos Índios e, com eles conviveu toda sua vida, sempre os protegendo, queria que gradativamente eles fossem integrados à sociedade para exercer sua verdadeira cidadania?

Por que o ex-presidente Lula homologou as mais absurdas ampliações de várias reservas – (TIs) que passaram a ter milhões de hectares e, reconheceu perante a ONU, os “Direitos Universais dos Povos Indígenas”, abrindo caminho para uma futura exclusão de todos os aborígines brasileiros da “Nação” a qual pertencem e que sempre os abrigou?

Os jovens índios em toda a Amazônia brasileira, em idade de prestar o serviço militar, deveriam ser convocados pelo Exército, para formar e integrar novas “Brigadas Indigenistas”, em toda a grande selva como ocorre em São Gabriel da Cachoeira no estado do Amazonas. Seriam os verdadeiros guardiões da floresta, sempre comandados pelos sargentos e oficiais do Exército, que os treinariam militarmente. Estando bem treinados, armados e fardados, obedecendo a hierarquia de nossas Forças Armadas, combateriam em plena selva, (que tão bem conhecem) traficantes, predadores da natureza, invasores e bandidos de toda espécie. Ajudariam seu país (o Brasil) a defender sua soberania nas fronteiras do Norte, que estão sendo invadidas e dominadas por estrangeiros que infiltrados nas reservas, vêm dando ordens, impedindo a passagem de brasileiros nas estradas dentro das terras indígenas que já dominam. Garanto que ficariam felizes em servir a Pátria, ao tornarem-se soldados do Exército Brasileiro, porque teriam a oportunidade de viver orgulhosamente sua tradição “guerreira”.

Com a falácia da “Abertura Democrática”, as reservas indígenas – TIs, foram agigantadas, algumas delas inventadas, demarcadas pela Funai e homologadas pelos Ex-presidentes da República, que vieram após os militares. Inicialmente, o Ex-presidente Fernando Collor de Melo que por decreto criou a TI Yanomami com 9.600.000 ha. (nove milhões e seiscentos mil hectares – 96.000 km² – noventa e seis mil km²), para seis ou sete mil índios oriundos dos países vizinhos, Peru, Equador, Colômbia e, que entraram no Brasil através da Venezuela, chegando a última leva em 1945, bem depois de nossos ancestrais, que imigraram da Europa, da Ásia e de outros continentes no início do século passado, portanto, bem antes dos “yanomami”.

A TI – Raposa/Serra do Sol, com 1.700.000 ha.(hum milhão e setecentos mil hectares, 17.000 km², dezessete mil km²) recebeu do STF – Supremo Tribunal Federal, autorização para demarcação em área contínua, ou seja, foi entregue para as ONGs estrangeiras e, posteriormente, foi homologada pelo Ex-presidente Lula da Silva. Sendo ambas em Roraima, aquele Estado acabou ficando com apenas 46% de seu território e, vão entregar ainda mais terras, para serem demarcadas e homologadas neste estado, que em breve (segundo estudos) ficará com apenas 26% de sua área livre das ONGs, da Funai e demais reservas florestais e ambientais.

Criaram, ampliaram, demarcaram e homologaram tantas reservas indígenas na Amazônia, que nada menos que 13% do território brasileiro, equivalente a 1.105.000 km² (hum milhão cento e cinco mil km²), foi entregue para as 200 etnias indígenas com apenas 700 mil pessoas de “mamando a caducando”.

Desses 700 mil, 190 mil, são os aculturados que vivem mais nas áreas urbanas, nas reservas evoluídas sob as ordens do CIR, do CIMI, da Funai e das ONGs estrangeiras. Muitos deles estão constantemente viajando para países estrangeiros para estudar, aprender inglês. São atualmente os maiores latifundiários do mundo, como assim querem as ONGs estrangeiras, a Funai e as alas comunistas da Igreja Católica, representadas pela Pastoral da Terra, pela Teologia da Libertação, pelo CIR e pelo CIMI. Por incrível que pareça, essas ONGs estão querendo mais.

Chegaram à conclusão de que o Brasil é mesmo uma pátria sem dono, dominada por bandidos, com um povo anestesiado, onde não existe patriotismo da parte dos que poderiam tê-lo. Pretendem transformar cada reserva, cada tribo, cada etnia, em “nação indígena” e, em breve, todas elas em nações estrangeiras dentro de nosso território amazônico.

Como piloto que viveu a maior parte da existência na Amazônia, voando por 40 anos sobre aquelas selvas encantadoras, que conhece o sofrimento dos índios dentro do mato, suas carências, causadas pelo devastador atraso cultural, com total ausência do conhecimento, aqui permaneço na minha “trincheira”, lutando para ajudar salvar nossa querida Amazônia que tão bem conheço e que tanto amo.

Luiz José Mendonça (77) é piloto há mais de 50 anos, tendo voado 40 na Amazônia.

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Brasil, Ameaças À Sua Soberania

Seminário do Clube Militar “Brasil, ameaças à sua soberania”

O Clube Militar não deixou por menos: jogou o peso das suas tradições como co-partícipe da História, em clima de Aproveitamento do Êxito, após a oportuna intervenção do Gen Ex Augusto Heleno Ribeiro, em um programa de televisão, quando foi en­trevistado sobre o tema “Amazônia/reservas indígenas”. O General está à frente do Comando Militar de uma área do território nacional, rica por sua biodiversidade e mui­to ambicionada por esse motivo, pela sua localização geoestratégica e por inúmeras outras razões, como a riqueza mineral de seu subsolo e a existência, naquela região, de 1/5 da água doce do Planeta.

A crise gerada pela demarcação e pela homolo­gação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, com a ameaça da retirada de outros tantos brasileiros não-índios, produtores rurais, lá enraizados – uns há mais de cem anos, outros, desde a criação do Projeto Rondon e da implementação do Campus Avançado do Projeto, em Boa Vista, no final da década de 60, miscigenados de vários matizes, inclusive com os próprios silvícolas – precipitou os acontecimentos. O Governo interveio “pesado” e sem avaliar as con­seqüências da sua decisão, empregando a Polícia Fe­deral e a Força Nacional de Segurança.

As repercussões da lúcida entrevista e da empolgante palestra do Gen Heleno, observada, inclusive, nas adver­tências públicas de elementos do Governo contrários às manifestações do ilustre e devotado Comandante Militar da Amazônia, aguçaram o sentimento de brasilidade que se encontrava adormecido no povo.

A iniciativa do Clube Militar, ao realizar o Seminá­rio “Brasil, ameaças à sua soberania”, com assuntos de fundamental importância, aberto com o tema “Defesa da Amazônia”, no dia 16 de abril de 2008, manteve o ribombar da questão, quiçá tenha acrescentado argu­mentos a serem considerados pelo STF **, para sustar, de­finitivamente, como se espera, a retirada absurda dos não-índios da área, que se tornou conturbada pela vio­lência do Decreto do Governo Federal. Nossas frontei­ras pertencem a todos os nacionais – brancos, negros e índios – que são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza (artigo 5º da Constituição de 1988). É, pois, erro palmar realizar a extrusão dos não-índios, num ato de verdadeiro segregacionismo de nossa gente, em vez de demarcar a imensa reserva em ilhas, o que permite a comunhão e a integração dos brasileiros.

A imprensa presente, compreendendo a relevância da problemática amazônica, contribuiu com a divulgação do evento de forma elogiável, reforçada pelas entrevistas pes­soais e pelos desdobramentos em diversos programas de televisão, com a participação de outros especialistas do as­sunto, além de promover um amplo debate no meio político, particularmente na Câmara e no Senado. Tudo isso levou o Governo central, que defende a irracional manutenção da reserva em área contínua, a aguardar a decisão do STF.

Sabe-se que, em passado recente, o Exército brasilei­ro teve problemas para inaugurar o 6º Pelotão Especial de Fronteira, em Uiramutã, dentro da área Raposa Serra do Sol, enfrentando ação judicial interposta por algumas co­munidades indígenas favoráveis à reserva em área contí­nua. Ousaram declarar: “Não há supremacia da soberania nacional sobre os direitos indígenas” (Conselho Indígena de Roraima – CIR – 02 de maio de 2002).

O entusiasmo dos presentes naquela tarde histórica no Clube Militar foi contagiante. Revivemos a chama que iluminou, em tantos momentos marcantes, os inolvidáveis acontecimentos vividos pelo Clube em defesa dos princí­pios democráticos e dos interesses nacionais. O vibrante canto do Hino Nacional fortaleceu os corações de civis e da gente fardada ali irmanados e bem marcou aquela lide relevante para a consecução dos nossos ONP, em particu­lar, da soberania e da paz social.

O primeiro palestrante foi o Gen Heleno, que tratou do assunto do momento, as ameaças à soberania da Amazônia, em face da desastrada política indigenista que está enges­sando a administração, particularmente de Roraima, com quase 50% do seu território comprometidos com terras in­dígenas que, somadas às áreas de preservação ambiental e corredores ecológicos, reduzem drasticamente o espaço para as atividades governamentais daquele Estadouma verdadeira mutilação, com a extinção de várias vilas cen­tenárias ali existentes, como a de Surumu e tantas outras. O General foi enfático ao asseverar que “A política indi­genista está dissociada da História brasileira e tem de ser revista urgentemente. Não sou contra os órgãos do setor, quero associar-me a eles para rever uma política que não deu certo; é só ir lá para ver que se trata de uma política lamentável, para não dizer caótica”.

O problema é extremamente sério, e todos sabem que chegamos ao excessivo patamar de 15% do território na­cional comprometido com reservas indígenas, concentra­das, principalmente, na fronteira amazônica, por orienta­ção vinda do exterior e absorvida, com o máximo fervor, pelo abjeto Governo que aí está.

As reservas indígenas na Amazônia, sobretudo as do Estado de Roraima, foram demarcadas e homologadas por diplomas manifestamente inconstitucionais, pelo grave fato, dentre outros, de o Congresso Nacional não se ter pronunciado, nem as Assembléias Legislativas dos estados atingidos por desmembramentos terem sido ouvidas, com flagrante lesão às regras do Art. 48, inci­sos V e VI da nossa Carta Magna.

A seguir, falou o Gen Bda Mário de Paula Madurei­ra, atual Chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Leste, que comandou a 1ª Brigada de Infantaria de Selva. Discorreu sobre a articulação daquele importante Coman­do na área considerada, alertando sobre a possibilidade de recrudescimento do conflito.

Ao responder uma pergunta do segundo autor des­te artigo, nos debates, sobre a ameaça que poderia re­presentar a criação de um Território Federal Indígena, como previsto no Estatuto do Índio, o Gen Madureira lembrou do que hoje ocorre com o Kosovo, considera­do um território independente, uma outra nação. Com­pletou com a assertiva: “Um grupo de indígenas pode solicitar a separação política do Estado.

No Art. 30 do Estatuto do Índio, o referido Território é definido como “a unidade administrativa subordinada à União, instituída em região na qual pelo menos um terço da população seja formado por índios”. Saliente-se, por oportuno, o enorme perigo que tal tipo de orga­nização representa para o País.

Durante o Seminário, fez uso da palavra o índio Dr. Jonas Marcolino, que preside a Sociedade de Defesa dos Índios do Norte de Ro­raima (SODIUR). Asseverou ele que a maioria dos indíge­nas da localidade não quer a homologação contínua, por­que a demarcação nuclearizada contribui para que todos os brasileiros que lá estão tenham seus direitos respeitados e, mais, o índio, em sua quase totalidade, não quer o isola­mento, não deseja viver primitivamente, e, sim, ter acesso ao estudo, ao trabalho, com qualidade de vida comparável à dos demais cidadãos do mundo civilizado.

Em 17 de abril, segundo dia do Seminário, a progra­mação incluía: “Entraves ao Desenvolvimento” com as ilustres participações do Embaixador José Botafo­go Gonçalves e dos professores Ives Gandra Martins e José Walter Bautista Vidal.

O preclaro Jurista Ives Gandra Martins fez uma análi­se da Constituição com o profundo conhecimento e a au­toridade que possui, afiançando que o texto que trata dos direitos indígenas não foi lido com correção no caso da demarcação da reserva Raposa Serra do Sol. Lá, está es­crito (Art. 231, caput) “terras que tradicionalmente ocu­pam” no momento em que a Constituição foi promulgada, ou seja, no ano de 1988, e não a que os índios ocuparam em outros tempos. Assim, o índio foi transformado num cidadão extremamente privilegiado, chamando a atenção para a influência de organizações não-governamentais, integradas a movimentos externos, interessados na cria­ção de grandes enclaves nas nossas faixas de fronteira para escasso número de indígenas.

Releva citar que a Polícia Federal, deslocada para Ro­raima pela radical posição do Governo federal, obedece, cegamente, ao Ministério da Justiça e aos desmandos de seu atual e histriônico Ministro, o que é extremamente da­noso ao clima de paz a que almejamos.

Dentre os principais arquitetos dessa equivocada e per­niciosa política indigenista estão a FUNAI, o CIR e o CIMI (Conselho Indigenista Missionário), que sempre atuam na contramão dos verdadeiros interesses nacionais.

No último dia, assistiu-se ao desenrolar do tema “Po­der Dissuasório das Forças Armadas”, com as importantes participações do Almirante-de-Esquadra Marcos Martins Torres e dos Professores Expedito Carlos Stephani Bastos e Jairo Cândido. Os dois eméritos mestres apresentaram, com extrema propriedade, a extraordinária fase vivida pela indústria de material de interesse militar, que atraiu a Universidade e a FIESP a participarem intensamente do processo que chegou a impressionar outros países pela sua efetiva evolução, com integral apoio do meio militar, na década de 70 e no limiar da de 80.

Hoje, lamentavelmente, estamos aquém do que seria admissível como poder dissuasório, considerando a gran­diosidade do Estado brasileiro, a extensão continental do seu território, as dimensões das fronteiras terrestres e ma­rítimas, a plataforma continental, os vazios demográficos, as vias fluviais de penetração na área amazônica e, princi­palmente, a corrida armamentista que põe em risco a segu­rança do País, sobretudo na fronteira norte.

Nesta abordagem, pretendemos, fundamentalmente, destacar a oportunidade, a importância e a imensa reper­cussão do Seminário na sociedade brasileira, contribuindo decisivamente, para o engajamento e o interesse de parcela ponderável de nosso povo nos temas amazônicos.

O vitorioso Seminário enfocou, perfeitamente, as amea­ças que envolvem a Amazônia, bem como a nociva políti­ca indigenista, mormente a do atual e insensível Governo, calcada no racismo, gerando conflitos permanentes entre os brasileiros. Analisou a soberania, o crescimento socioeconô­mico e a crítica situação das Forças Armadas para cumprir a sua missão constitucional, covalidando a dualidade do lema “segurança e desenvolvimento”, que, em síntese, se encontra expresso na Bandeira Nacional: “Ordem e Progresso”.

General-de-Brigada Geraldo Luiz Nery da Silva – Coordenador de Projetos de História Oral do Exército, membro do CEBRES e da Academia de História Militar Terrestre do Brasil.

Coronel Ernesto Caruso – Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil.

FONTE: Revista do Clube Militar, Julho de 2008

Agradecimento: Agradecemos a colaboração de nosso usuário Mario.

** O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou e decidiu em 19 de Março de 2009 a questão sobre a terra indígena Raposa Serra do Sol.

Nota do ForTe: Este artigo, apesar de ter sido publicado há pouco mais de dois anos, seu conteúdo continua sendo relevante e pertence aos diversos assuntos que envolvem as discussões sobre a Amazônia, cujo tema, de constante interesse do ForTe, bem como de toda a sociedade brasileira, foi posto, novamente, em evidência, ao publicarmos a entrevista do General-de-Exército Heleno, concedida ao Clube Militar e faz parte de uma série de matérias a serem divulgadas em momento oportuno.

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O Jornal da BAND está levando ao ar durante esta semana uma série de reportagens mostrando os desafios do Exército Brasileiro para proteger a Amazônia, um território disputado por garimpeiros, cientistas, madeireiros e traficantes de drogas.

General diz que a meta é ampliar o atendimento anual de 25 mil para 50 mil pessoas

O Exército brasileiro decidiu duplicar o alistamento militar no Amazonas. A mesma iniciativa também vai regularizar a situação dos quem tem mais de 18 anos e perderam o prazo para se alistar, além de servir de exemplo para que a situação seja acompanhada em outros territórios da Amazônia.

Trata-se no serviço de alistamento militar oferecido nos postos de PAC (Pronto Atendimento ao Cidadão), que está sendo oferecido pelo Exército no Estado, com apoio do governo do Amazonas e da Prefeitura de Manaus.

Segundo o general de divisão Marco Aurélio Costa Vieira, a meta é ampliar o atendimento anual de 25 mil para 50 mil atendimentos. Quem tiver perdido o prazo de alistamento poderá regularizar pagando multa simbólica de até R$ 3,00. Vieira disse que a iniciativa é inédita e resultou da necessidade de superar problemas decorrentes da diminuição do alistamento.

- Sabemos que o alistamento inferior ao efetivo de jovens em idade hoje exigida tem a ver com as distâncias e dificuldades de deslocamento dentro da região e é isso que precisamos resolver.

O projeto piloto para alistamento militar nos PACs do Amazonas foi implantado em novembro do ano passado na zona leste de Manaus (a maior da cidade) e no município de Manacapuru – localizado a cerca de 84 quilômetros de Manaus. Juntas, as duas unidades já atenderam mais de 10 mil jovens.

Nesta semana foram inaugurados três pontos de atendimento nas zonas norte, oeste e centro-oeste da capital. Outros Estados da região têm demonstrado interesse em implantar o serviço. Todos os anos, o Brasil tem em média 1,6 milhão jovens que se apresentam para o serviço militar.

FONTE: Portal R7, via notimp

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Para o general, falta vontade política para tirar as Forças Armadas da obsolescência

Leandro Prazeres
Da equipe de A CRÍTICA

Ninguém fala mais alto que o general Luis Cláudio Mattos, 62, na sede do Comando Militar da Amazônia (CMA). Responsável por 26,3 mil homens espalhados pelo maior comando regional da América Latina, Mattos não impressiona pelo tom de sua voz, mas pelas palavras.

Em entrevista concedida à A CRÍTICA, ele se desarma. Diz que o combate ao narcotráfico não é “missão” do Exército, que falta vontade política do governo para reaparelhar as Forças Armadas e que, se pudesse, conduziria a política externa brasileira com mais firmeza.

Sobre as bases colombianas utilizadas pelos EUA e o aumento do poder bélico venezuelano Mattos se mostra tranquilo, mas revela que os serviços de inteligência brasileiros estão atentos a esses movimentos.

A CRÍTICA: O que muda para o Brasil a partir da utilização de bases colombianas pelos Estados Unidos?
General Luis Cláudio Matto: Não muda absolutamente nada. Isso é um problema interno de soberania da Colômbia. Não fizemos nenhuma modificação da nossa estratégia em razão desse fato específico.

A CRÍTICA: Essa declaração contrasta com as reclamações do Itamaraty sobre o assunto. Esse desconforto diplomático ainda não chegou aos militares?
General Luis Cláudio Matto: Na minha avaliação não há motivo para preocupação, mas eu entendo que a preocupação do Itamaraty é uma coisa perfeitamente aceitável. O que é bom frisar é que esse problema das bases não caracteriza nenhuma ameaça militar para nós. Se nossa inteligência tivesse dado conta disso, aí sim, adotaríamos uma outra atitude.

A CRÍTICA: Os serviços de Inteligência estão apurando os reais interesses por trás desse acordo?
General Luis Cláudio Matto: Não só a inteligência militar, mas a inteligência brasileira. Por isso que eu digo que não tenho preocupação. Esse trabalho nos abastece.

A CRÍTICA: Até que ponto o aumento do poderio bélico colombiano e venezuelano têm mudado a estratégia de Defesa brasileira na Amazônia?
General Luis Cláudio Matto: Nós vivemos numa conjuntura em que temos um relacionamento excelente com todos os nossos vizinhos. Evidentemente que nós não acompanhamos esse aumento do poder militar da Venezuela, da Colômbia e do Chile. Mas isso é problema interno de cada País. Se os países julgam que, em vez de resolver alguns problemas, é melhor aumentar o poder militar… é decisão soberana do País. Nós militares (brasileiros), particularmente, temos muitas carências que se fossem solucionadas talvez, os vizinhos encarassem como aumento do nosso poderio bélico, mas são carências que temos há muitos anos.

A CRÍTICA: A nova Estratégia Nacional de Defesa (END) prevê o deslocamento de unidade para a Amazônia. Isso não é reflexo desse aumento de poder militar dos nossos vizinhos?
General Luis Cláudio Matto: Não. Reflete uma preocupação que se tem há muito tempo de nós aumentarmos o nosso poder militar na Amazônia pra garantir a soberania. Se isso fosse motivado pelo aumento do poder do vizinho, isso teria que ocorrer com muito mais rapidez. Qual é o grande ganho da END para as forças armadas? É a colocação da Defesa Nacional na agenda. Antes, só se via as forças armadas como autoritárias e repressoras.

A CRÍTICA: Venezuela e Colômbia saíram da condição de países amigos para a condição de pontos de instabilidade na América do Sul?
General Luis Cláudio Matto: Eu acho que não. As Farcs, realmente, são um desconforto muito grande. Imagina você ter um movimento contra o governo se arrastando durante tanto tempo. Mas isso é um problema interno deles que podem nos afetar se as guerrilhas entrarem no nosso território. Por isso estamos vigilantes. A mesma coisa na Venezuela. As decisões de lá podem agradar ou desagradar. Será que está bom pra eles? O dinheiro do petróleo poderia ser colocado para o país crescer, prosperar, mas se o presidente (Hugo) Chávez resolveu aumentar o seu poder militar, é decisão soberana e são os venezuelanos que tem que avaliar.

A CRÍTICA: Quais as principais preocupações militares na Amazônia? Nossos vizinhos, o narcotráfico…
General Luis Cláudio Matto: Tudo isso nos incomoda. Mas o que nos incomoda mesmo é a vigilância da nossa fronteira. São 11 mil km. Nós temos preocupação com isso, estamos vigilantes na nossa fronteira. Temos dispositivos colocados na nossa fronteira e não tenho a menor dúvida de que farão face a qualquer tipo de ameaça; a nossa estratégia é preparada para isso. Temos forças presentes e forças que podem ser deslocadas rapidamente em caso de invasão. É importante dizer que uma invasão não acontece do dia pra noite.

Falta de aperfeiçoamento tecnológico nas Forças Armadas

A CRÍTICA: Há previsão de descontingenciamento dos recursos do projeto Calha Norte?
General Luis Cláudio Matto: Há pedidos e solicitações, mas não sei dizer se há previsão. Nós somos, modéstia a parte, bons planejadores. Para nós, o principal problema não é a quantidade de recursos, mas a regularidade. O que acontece hoje é que se faz um planejamento e a lei orçamentária contempla o Exército com recursos. Aí começa o ano e aquilo tudo fica contingenciado. Não adianta ficar conversando ou discutindo. Temos que tentar obter aquele recurso. O Chile tem a lei do cobre que destina um porcentual de tributos às Forças Armadas.

A CRÍTICA: O senhor acredita que isso poderia ser aplicado no Brasil com o Pré-Sal, por exemplo?
General Luis Cláudio Matto: Com certeza. É capaz de ter alguma coisa do Pré-Sal voltada para a Marinha. Poderíamos ter um pra cada Força Armada. Nós sabemos que é uma coisa que não aparece. Soberania não aparece. Defesa é algo que não aparece. Isso já foi pensado e visto. Vira Projeto de Lei. Mas na hora que bate no Congresso você imagina a discussão.

A CRÍTICA: Então falta vontade política para destinar mais recursos para as Forças Armadas?
General Luis Cláudio Matto: Poderia dizer que sim. Agora, tanto o Executivo quanto o Legislativo, eles pensam na alocação dos recursos de acordo com a sua vontade. Realmente, se houvesse uma vontade política de aporte de recursos, com toda certeza, eles apareceriam.

A CRÍTICA: Seu antecessor, General Heleno, disse que as Forças Armadas do Brasil estão obsoletas. O senhor concorda com ele? O que seria prioridade no reequipamento das Forças?
General Luis Cláudio Matto: Concordo totalmente com o Heleno. Por isso é que está acontecendo esse planejamento todo. Esse pensamento é para tirar as forças armadas da obsolescência. Temos planos pra cada área. Por exemplo, nós temos carência de blindados. Existe uma carência de artilharia antiaérea e são perfeitamente aplicáveis na Amazônia. Comunicações é outro exemplo. Nós conseguimos nos comunicar com todas as nossas tropas, mas existe uma necessidade muito grande de um aperfeiçoamento tecnológico nessa área.

A CRÍTICA: Como executar uma Estratégia Nacional de Defesa tão ousada com um orçamento tão minguado? O senhor teme que isso fique no papel?
General Luis Cláudio Matto: Esse é o grande problema. Vai depender de vontade política. Nós sabemos que nós não vamos poder colocar mais 28 pelotões de fronteira nesses 11 mil km da noite pro dia, mas nós já tínhamos alguns desses pelotões planejados, então se não tivermos dinheiro para os 28, vamos atender aqueles que já havíamos pensado.

A CRÍTICA: Fontes dos bastidores da Polícia Federal se queixam que, apesar de ter mais gente e mais equipamento, o Exército não cumpre seu papel de polícia na faixa de fronteira no combate ao narcotráfico…
General Luis Cláudio Matto: Se alguém falou isso é porque não conhece a nossa missão constitucional. Não é missão do exército o combate ao narcotráfico. Não é missão do Exército fazer missão humanitária, ajudar na seca e nem nas cheias, mas quando tem uma tragédia, veja lá se não tem um militar ajudando. O nosso dever é a defesa da Pátria. Foi criada uma lei nos dando poder de polícia para nos dar segurança quando, na fronteira, encontrássemos alguma ação suspeita, mas ninguém sai do quartel para combater o narcotráfico. Nem na fronteira. Não saímos do quartel pra fazer isso.

A CRÍTICA: Mas num cenário de relativa paz com nossos países vizinhos, o narcotráfico não é considerado uma questão de segurança nacional?
General Luis Cláudio Matto: Não vejo como uma ameaça à nossa soberania. É um mal que atinge o nosso País todo, mas não é segurança nacional, é segurança pública. Quando o narcotráfico atingir a nossa soberania, aí sim. Quando estiver incorporado a uma guerrilha que avança sobre o nosso território, aí sim. O narcotráfico não é um problema específico das forças armadas. Ele tem que ser combatido, mas temos que ter gente pra fazer isso. Mas não é por isso que vai pegar o Exército pra cumprir uma missão que não é nossa.

A CRÍTICA: Como o senhor avalia a política externa do governo brasileiro?
General Luis Cláudio Matto: Eu não posso te dar minha opinião como militar. Posso apenas dizer o que eu acho. Eu acho que a gente poderia ser menos flexível porque o Brasil é uma potência continental. Nós poderíamos, em determinados momentos, mostrar a nossa cara. Somos potência.

A CRÍTICA: O senhor acha que o Brasil poderia ter sido “menos flexível” na invasão de instalações da Petrobras pelo exército boliviano, por exemplo?
General Luis Cláudio Matto: Eu como brasileiro acho que poderíamos ter sido mais firmes. Eu não posso concordar ou discordar da política externa brasileira. Posso dar minha opinião e acho que poderíamos ter sido mais firmes, mostrado a cara da grandeza do Brasil. Muitos não têm noção da nossa grandeza. E não é grandeza militar, mas do País como um todo. Talvez, se o Brasil usasse a sua cara e o seu poder como grande País…enfim…eu conduziria diferente, mas isso é problema do governo.

FONTE: www.acritica.com.br / COLABOROU: Marcos Aurélio-am

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O Ministério da Defesa vai quase dobrar o número de pelotões de fronteira na Amazônia, mas a diretriz de instalação dos novos postos mudará radicalmente. Serão, prioritariamente, “células de vigilância militar”, deixando em segundo plano a velha preocupação com a chamada “vivificação das fronteiras” – o povoamento da região -, o que sempre levava ao traslado de familiares dos militares para a áreas dos pelotões e à criação de pelo menos uma vila no entorno.

Atendendo à recomendação do decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em julho do ano passado, o Exército vai instalar 28 novos pelotões em terras indígenas e em áreas de conservação da Amazônia. O projeto, batizado com o nome de Amazônia Protegida, ampliará de 23 para 51 o número de pelotões de fronteira e reforçará prioritariamente a Região Norte, área mais rarefeita de proteção militar. Pelo projeto, as novas unidades de defesa serão construídas ao longo dos próximos nove anos, estendendo-se até 2018, e com um orçamento de R$ 1 bilhão. A meta é aumentar o número de militares do Exército presentes na área de 25 mil para 30 mil. O projeto prevê ainda a modernização dos quartéis que já existem na fronteira, ao custo de R$ 140 milhões.

O Amazônia Protegida foi concebido já com base na Estratégia Nacional de Defesa, lançada em dezembro por Lula. Nessa nova concepção, os 28 novos pelotões de fronteira servirão para “monitorar” e “reagir imediatamente” a qualquer ameaça. Serão “a ponta de um sistema estratégico de defesa”. Terão menos gente e mais equipamentos. Ao contrário do que ocorre hoje, quando com a instalação dos pelotões são construídas vilas residenciais para abrigar os familiares dos militares, na nova concepção filhos e mulheres não irão mais para a fronteira com seus maridos, permanecendo nos centros urbanos. Os soldados servirão nos postos de fronteira em sistema de rodízio.

RADARES – De acordo com um general, o novo pelotão constituirá “uma espécie de célula de vigilância” e, quando todos os postos estiverem instalados, a distância entre eles será de 200 a 250 quilômetros. Tudo será coberto pelos radares de vigilância aérea e terrestre, que estarão conectados ao sistema de comando e controle da unidade central. O Amazonas será o Estado que mais receberá novos postos de fronteira, sete, seguido de Roraima, com seis. No Amazonas eles ficarão em Demini, Jurupari, Marauiá, Tunuí, Traíra, Puruê e Bom Jesus. Em Roraima, serão instalados em Entre Rios, Jacamim, Vila Contão, Serra do Sol, Ericó e Uaiacás. Os demais Estados da Amazônia receberão quatro postos, dos quais três em Rondônia (Surpresa, Rolim de Moura e Pimenteiras do Oeste). No Amapá, eles serão construídos em Vila Brasil, Queriniutu, Jari e Amapari. No Pará, em Tiriós, Curiaú, Cafuni e Trombetas. No Acre, em São Salvador, Marechal Thaumaturgo, Jordão e Iaco.

Apesar de a implantação dos novos pelotões não ter mais a função de povoar a Amazônia, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, tem dito que a região precisa ser ocupada e desenvolvida. Jobim disse aos parlamentares, em audiência pública no Congresso, no fim do ano, que o “desenvolvimento e a proteção da Amazônia só serão eficazes se tiverem a vertente civil, com a presença e o envolvimento de todos os segmentos do Estado na região”.

“Sem isso, nós vamos gastar, investir, vamos proteger a Amazônia, mas a dificuldade é que os ilícitos serão praticados por aqueles personagens que, por falta de opção econômica para garantir sua sobrevivência, são empurrados para a ilegalidade”, avaliou Jobim, citando como exemplo os que acabam praticando o desmatamento. Afinado com a tese dos militares, ele considera que a região não pode ser “um jardim para deleite de europeus que destruíram suas florestas”, mas um local em que os brasileiros possam se desenvolver. “A Amazônia não pode ser mantida como um parque de recreio para europeus e americanos apenas”, insiste. “Lógico, o turismo é importante, mas reduzir a Amazônia a somente isso é muito ruim.”

FONTE: Estadão – reportagem de Tânia Monteiro / FOTOS: EB – Banco de imagens da Amazônia
COLABOROU: Cinquini

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