North Korea Nuclear
JACK KIM – Reuters

A Coreia do Norte tem grande poderio de fogo militar e, mesmo que sua ameaça de um ataque nuclear preventivo contra os EUA esta semana seja vazia, a Coreia do Sul está sob risco da artilharia e foguetes do isolado regime.

O Japão, a menos de 1.000 quilômetros de distância por água e um alvo frequente da retórica norte-coreana, também está a um fácil alcance de mísseis de curto e médio alcance da Coreia do Norte.

Em números puros, o Exército de Pyongyang parece formidável, muito maior do que o do Sul, tanto em pessoal como em equipamento. O contingente de 1,2 milhão de soldados do Norte enfrenta 640 mil soldados sul-coreanos, que estão apoiados por 26 mil militares norte-americanos baseados no país.

Contudo, as capacidades de Pyongyang não são o que os números sugerem. A empobrecida Coreia do Norte abandonou a operação de um Exército convencional que possa se engajar em uma batalha devido aos recursos escassos, e tem se concentrado em armas nucleares e tecnologia de mísseis balísticos, disseram especialistas.

“Um Exército convencional é muito caro, e esmagadoramente mais caro para a Coreia do Norte. Ele rapidamente se tornaria um problema financeiro e a Coreia do Norte não pode aguentar isso”, disse Shin In-kyun, chefe da Defesa da Coreia Network, uma aliança de especialistas de defesa com sede em Seul.

Mesmo assim, uma declaração da Coreia do Sul sobre política de defesa, feita em dezembro, destacou que partes da artilharia da linha de frente do Norte poderiam lançar um “enorme e súbito” ataque à capital Seul, a apenas 50 quilômetros da fronteira com a zona desmilitarizada que separa as duas Coreias.

A Coreia do Norte tem cerca de 12 mil armas de artilharia, muitas dispostas perto da fronteira. O país também tem um arsenal de mísseis de médio alcance em processo de implantação, alguns dos quais podem viajar mais de 3.000 quilômetros. Isso coloca a Coreia do Sul e Japão ao alcance, bem como o território norte-americano de Guam.

FONTE: O Estado de S. Paulo

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vinheta-clipping-forte1O Exército da Coreia do Sul disse que vai atacar a Coreia do Norte e mirar suas principais lideranças, se o governo norte-coreano lançar um ataque, como ameaçou fazer em resposta ao que diz ser exercícios militares “hostis” entre forças norte-americanas e sul-coreanas.

Um dos principais generais da Coreia do Norte, em uma rara aparição na televisão estatal na terça-feira, disse que o governo havia tornado sem efeito seu acordo de armistício com Washington e ameaçou uma ação militar contra os EUA e a Coreia do Sul se os treinos continuassem. Os exercícios militares começaram em 1o de março.

As tensões têm crescido em toda a península coreana desde que o Norte, sob a liderança do jovem Kim Jong-un, que assumiu o cargo há pouco mais de um ano depois da morte de seu pai, lançou um foguete de longo alcance em dezembro passado.

Após isto, o país realizou um terceiro teste nuclear em 12 de fevereiro, provocando a perspectiva de mais sanções da ONU, que devem ser anunciadas formalmente na quinta-feira depois de Estados Unidos e China, único grande aliado diplomático do Norte, fecharem um acordo para punir Pyongyang.

Ao mesmo tempo, a Coreia do Norte intensificou suas ameaças militares contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos, provocando uma concisa advertência de Seul, na quarta-feira, de que não iria ficar de braços cruzados, caso seu território fosse atacado.

“Temos todos os preparativos prontos para um castigo forte e decisivo, não só contra a fonte da agressão e as suas forças de apoio, mas também o elemento de comando”, afirmou o major-general do Exército sul-coreano, Kim Yong-hyun, em uma entrevista coletiva em uma das mais clara ameaças que Seul fez.

A retórica belicosa da Coreia do Norte raramente vai além disso, apesar de em 2010 ter afundado um navio da Marinha sul-coreana, matando 46 marinheiros, além de bombardear uma ilha sul-coreana, matando civis, no mesmo ano.

A nova presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, comprometeu-se a se envolver com o Norte se este abandonar seus planos nucleares, mas agora enfrenta a perspectiva de um desafio hostil no início de seu mandato de 5 anos.

(Reportagem adicional de Michelle Nichols, na ONU, e Sui-Lee Wee, em Pequim)

FONTE: O Estado de S. Paulo

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Ataque é o primeiro fazer vítimas desde a ofensiva israelense de janeiro de 2009

vinheta-clipping-forteGAZA – Militantes palestinos lançaram nesta quinta-feira, 18, um foguete a partir da Faixa de Gaza que acertou o território israelense e deixou um camponês tailandês morto, informaram as autoridades de Israel. O episódio ocorre em meio à visita da chefe da diplomacia da União Europeia à região.

Um grupo desconhecido de Gaza chamado Ansar al-Sunna se responsabilizou pelo ataque, realizado um dia antes da reunião do Quarteto para o Oriente Médio em Moscou, onde se discutiria formas para restabelecer as negociações de paz na região.

Segundo a Polícia israelense, o míssil atingiu a comunidade agrícola de Netiv Ha’asara, no deserto do Neguev. Apenas o tailandês foi morto e não houve notícias de mais feridos ou mais ataques.

A chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, havia cruzado a Faixa de Gaza aproximadamente uma hora antes de o míssil atingir o território israelense. É a primeira vez desde janeiro de 2009, quando houve a ofensiva de Israel, que um míssil disparado a partir de Gaza deixa vítimas.

Catherine recebeu informações sobre o ataque e imediatamente condenou “todo tipo de violência” na região. “Condeno todo tipo de violência. É preciso avançar para conseguir que o processo de paz tenha uma solução bem sucedida”, disse a diplomata europeia.

Os lançamento de mísseis por militantes palestinos a partir de Gaza é frequente, mas ultimamente não deixou mortos. O número de ataques diminuiu drasticamente desde a ofensiva de Israel em Gaza no começo do ano passado, quando cerca de 1.400 pessoas morreram. Os israelenses respondem aos ataques com bombardeios direcionados a campos dos insurgentes e locais de produção de armas.

O Hamas, grupo islâmico que controla a Faixa de Gaza desde 2007, pediram que os outros grupos militantes não fizessem esse tipo de ataque temendo retaliação do Exército de Israel. O Ansar al-Sunna, porém, é um grupo pertencente a uma facção ultraconservadora e que desafia o Hamas na Faixa de Gaza. O nome também é usado por aliados da rede terrorista Al-Qaeda no Iraque.

FONTE: Estadão, com agências Efe e Reuters

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