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vinheta-clipping-forteO braço regional da rede terrorista Al Qaeda na península árabe reivindicou nesta segunda-feira o ataque frustrado a um avião da Northwest Airlines que sobrevoava Detroit (EUA) e alertou contra novos ataques. “Nós preparamos homens que amam morrer”, diz o grupo, em comunicado.

“Nós dizemos ao povo americano que, como vocês apoiam os líderes que matam nossas mulheres e crianças, nós vamos matar vocês e atacar sem nenhum alerta prévio. Nossa vingança está próxima”, diz o comunicado, na qual a AQAP alerta os americanos para esperar mais ataques, depois que o dispositivo explosivo que o nigeriano Umar Farouk Abdulmatallab, 23, tentou detonar em pleno voo no dia de Natal falhou por questão “técnica”.

O comunicado da Al Qaeda na Península Arábica (AQAP) diz ainda que a tentativa de ataque ao voo 253, que voava de Amsterdã a Detroit, foi uma reposta aos ataques americanos contra militantes do grupo no Iêmen.

A presença da Al Qaeda no Iêmen tem crescido no último ano, e Washington já anunciou que o nigeriano Abdulmatallab alegou ter tido ajuda de militantes do grupo no país árabe.

O Iêmen já realizou dois ataques-surpresa à Al Qaeda nesse mês. Na semana passada, mais de 30 membros da rede foram mortos em um ataque aéreo surpresa. Em 17 de dezembro, um outro ataque matou cerca de 30 supostos militantes na Província oriental de Abyan e em Arhab, ao nordeste de Sanaa, segundo o governo.

A Al Qaeda diz que os EUA colaboraram nos ataques. Washington teme que a Al Qaeda use a instabilidade no Iêmen para realizar ataques na região, a maior exportadora de petróleo do mundo.

Segundo o jornal “The New York Times”, os EUA já expandiram, extraoficialmente, a guerra contra a rede terrorista para o Iêmen. Nos próximos 18 meses, o Pentágono gastará mais de US$ 70 milhões (cerca de R$ 120 milhões) no Iêmen, segundo o jornal.

Ataque

A tentativa de ataque ocorreu quando Abdulmutallab tentou detonar um poderoso explosivo químico no avião que seguia de Lagos, na Nigéria, para Detroit, com escala em Amsterdã. O nigeriano teria embarcado com visto americano válido.

Segundo relata o jornal “Washington Post”, que cita autoridades federais, ele teria colado um material na sua perna e então utilizado uma seringa para misturar produtos químicos com um pó, já a bordo do avião.

A mistura, contudo, se incendiou, em vez de explodir, e assim que os passageiros sentiram o cheiro da fumaça e o barulho semelhante a fogos de artifício, um deles rapidamente se jogou em cima do nigeriano, o dominou e isolou.

O avião conseguiu aterrissar de maneira segura, aproximadamente às 13h desta sexta-feira (horário local). O incidente deixou duas pessoas levemente feridas e causou queimaduras de segundo e terceiro graus nas pernas do nigeriano.

Interrogado pelo FBI (polícia federal americana), Abdulmutallab teria confessado seus vínculos informais com a Al Qaeda e que viajou ao Iêmen para pegar o equipamento incendiário e instruções de como utilizá-lo. A versão inicial dos investigadores, contudo, é de que ele agiu sozinho no ato. Eles disseram que teriam que fazer novos interrogatórios para poder confirmar a versão do suspeito.

Abdulmutallab estudava engenharia na University College London até 2008. Depois disso, segundo a família, seu paradeiro é desconhecido. A família relata ainda que ele se aproximou do extremismo nos últimos meses e seu pai, ex-ministro e rico banqueiro da Nigéria, chegou a denunciar o filho para a embaixada americana.

Reação

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou em pronunciamento nesta segunda-feira que o país está fazendo de tudo para evitar ataques terroristas e que ordenou a revisão das medidas de segurança nacional e em aviões depois do ataque frustrado.

Obama, que falou de Honolulu, no Havaí, onde passa as festas de fim de ano, não citou o comunicado do braço da rede terrorista Al Qaeda.

“Aqueles que matariam homens, mulheres e crianças inocentes precisam saber que os Estados Unidos estão fazendo mais do que simplesmente fortalecer nossas defesas”, disse Obama. “O governo está fazendo de tudo em nosso alcance para manter vocês e suas famílias seguras durante esta época conturbada de feriado”.

“Não descansaremos até acharmos todos os envolvidos no ataque. Este é um série lembrete dos riscos que corremos e daqueles que ameaçam nossa casa”, continuou Obama, em breve pronunciamento. “O ataque poderia ter matado quase 300 civis e tripulantes, civis inocentes que queriam celebrar as festas com seus parentes”.

FONTE: Folha Online/Reuters

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Atentado mata 6 funcionários da organização; violência coincide com a chegada de Hillary na região

vinheta-clipping-forteCABUL E PESHAWAR – Um carro-bomba matou mais de 90 pessoas e feriu cerca de 200 nesta quarta-feira, 28, em um mercado lotado na cidade paquistanesa de Peshawar, na região da fronteira com o Afeganistão. Esse é o ataque mais recente de uma série de atentados sangrentos lançados por militantes. No mesmo dia, ataques insurgentes contra pensão usada pela ONU para a estada de funcionários estrangeiros no centro da capital deixaram pelo menos 12 mortos, entre eles seis funcionários da organização.

Horas depois dos ataques em Cabul, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, aterrissou no Paquistão prometendo uma nova página nas relações norte-americanas com o país. A derrota do Taleban e a estabilização do Afeganistão são fundamentais na estratégia regional de Washington para combater a milícia. O Paquistão está em alerta máximo em meio a temores de ataques de militantes do Taleban paquistanês, enquanto o Exército ataca fortalezas dos militantes no Waziristão do Sul, na fronteira afegã.

A explosão no Paquistão, a que causou mais vítimas neste ano, aconteceu no Peepl Mandi, bairro onde moram muitos muçulmanos xiitas. De acordo com um policial, o ataque atingiu o Mina Bazaar, que reúne mulheres lojistas. Nenhum grupo reivindicou imediatamente a responsabilidade pelo atentado, mas Peshawar tem sido o local de muitos dos ataques realizados pelos militantes islâmicos neste mês, uma escalada sangrenta que já matou mais de 500 pessoas.

Hillary, em entrevista concedida após os atentados, afirmou que os EUA ficarão ao lado do Paquistão na luta contra “grupos extremistas brutais”. “O Paquistão está no meio de um combate aos grupos extremistas brutais e obstinados, que matam pessoas inocentes e aterrorizam comunidades”, afirmou Hillary. “Daremos a vocês (Paquistão) a ajuda que necessitarem”, acrescentou.

A ofensiva contra os militantes no Waziristão do Sul foi lançada depois de uma série de ataques às Nações Unidas, quartéis militares, a polícia e o público em geral, nos quais 150 pessoas morreram. Houve vários ataques a bomba em represália desde o início da ofensiva. O Exército diz que está obtendo progresso contra os militantes ligados à Al-Qaeda.

Ataque contra a ONU no Afeganistão

Militantes do Taleban mataram ao menos 12 pessoas, incluindo seis funcionários de uma equipe estrangeira da ONU, em um ataque a uma hospedaria internacional em Cabul, nesta quarta-feira, despertando preocupações sobre a segurança para a eleição presidencial a se realizar em 10 dias. A nacionalidade dos mortos na equipe da ONU na hospedaria em Cabul não foram esclarecidas. Um desses hóspedes é cidadão norte-americano, informou a Embaixada dos Estados Unidos

O Taleban já prometeu realizar ataques antes das eleições de 7 de novembro, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, considera o envio de mais soldados ao Afeganistão para combater os insurgentes, que estão no auge da violência desde que foram retirados do poder em 2001.

Os insurgentes vestiam uniformes policias para entrar na hospedaria, afirmou a polícia. Forças afegãs trocaram tiros com os militantes por horas dentro da casa enquanto sirenes soavam pelo coração da capital. Em outro sinal do crescente alcance dos militantes, foguetes também foram lançados em um hotel de luxo estrangeiro perto do palácio presidencial na capital afegã, forçando mais de 100 hóspedes a irem para um abrigo.

Segundo a BBC, um porta-voz do Taleban anunciou que o grupo assumiu a autoria do ataque contra a pensão e afirmou que se trata apenas do “primeiro passo” na campanha para prejudicar o segundo turno das eleições presidenciais no país, marcadas para sete de novembro. A ONU tem um papel importante na organização do pleito.

FONTE: Estadão

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vinheta-clipping-forteA detonação de dois carros-bomba no centro de Bagdá matou pelo menos 136 pessoas e feriram outras 500, neste domingo, de acordo com autoridades locais. As explosões ocorreram simultaneamente, às 10h30m (horário local), na fortificada Zona Verde da capital do Iraque, que abriga sedes diplomáticas e vários prédios do governo iraquiano. Os alvos dos extremistas eram o Ministério da Justiça e o Conselho Provincial de Bagdá. Os ataques deste domingo são os maiores do ano no Iraque.

A primeira explosão tinha como alvo o Ministério da Justiça e a segunda alvejou um edifício do governo provincial, de acordo com a polícia. O porta-voz do governo Ali al-Dabbagh disse que estava num hotel quando as bombas explodiram e que ele e outras pessoas que estavam próximas ficaram cobertos de cacos de vidro. Ele disse suspeitar que militantes da al-Qaeda ou pessoas leais ao antigo governo de Saddam Hussein teriam sido responsáveis pelo ataque.

- A análise inicial mostra a impressão digital da al-Qaeda ou dos baatisas (do partido de Saddam) – disse Dabbagh.

A rua próxima ao governo provincial foi inundada de água e os bombeiros retiraram corpos carbonizados e despedaçados das ruas. Carros queimados na explosão foram empilhados ali perto.

- Não sei como ainda estou vivo. A explosão destruiu tudo. Nada está no seu lugar – disse o dono de uma loja que fica perto do ministério, Hamid Saadi, por telefone.

FONTE: O Globo/Agências Internacionais

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A Venezuela tornou-se uma base aliada do movimento xiita libanês Hezbollah, que pretende atacar países sul-americanos, inclusive o Brasil, publicou nesta quinta-feira o jornal israelense “Yedioth Ahronoth”, um dos principais periódicos do país.

A publicação de Tel-Aviv, que cita uma fonte governamental do Estado israelense, afirma que, durante o governo do presidente Hugo Chávez, as relações com o grupo islâmico se estreitaram, de modo que existem até células do Hezbollah na Venezuela, pertencentes ao braço operativo da organização, usado para atentados no exterior e denominado “órgão de pesquisas especiais”.

De acordo com o jornal, os serviços secretos israelenses acreditam que o movimento xiita esteja trabalhando para atacar alvos israelenses na Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai e Peru.

As ações teriam o objetivo de vingar a morte de um de seus líderes, Imad Mughnieh, que faleceu no ano passado em Damasco, na Síria. O Hezbollah, por sua parte, culpa Israel pela morte do dirigente.

O Yedioth Ahronoth ressalta que células da agrupação na América do Sul estão ativamente empenhadas em recolher informações para realizar os ataques, aproveitando a aproximação da Venezuela com o Irã para consolidar sua presença no continente.

O chamado órgão de pesquisas especiais era comandando por Mughnieh, que seria responsável, entre outros, pelos atentados de 1992 e 1994 em Buenos Aires.

A primeira ação diz respeito a um atentado a bomba contra a embaixada de Israel, que deixou 29 mortos. O outro alvo foi a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), onde morreram 85 pessoas.

No início do ano, a Venezuela rompeu relações diplomáticas com Israel, em repúdio à ofensiva realizada contra a Faixa de Gaza entre 27 de dezembro do ano passado e 18 de janeiro de 2009, que matou cerca 1.400 palestinos. No último mês, o governo do presidente venezuelano negou a existência de células do Hezbollah no país. As informações são da Ansa.

FONTE: O Globo

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