Página 1 de 3123

Segundo presidente norte-americano, força “enxuta” e “ágil” será a mais bem equipada na história do país

 

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, revelou nesta quinta-feira (5) a nova estratégia de Defesa do país, que vai resultar, segundo ele, em um Exército “mais enxuto” e “ágil” com o uso de tropas menores em solo em meio a cortes no orçamento federal. Mas ele ressaltou que os Estados Unidos vão manter o que ele chamou de Exército mais bem equipado da história norte-americana.

Numa rara aparição no salão de instruções do Pentágono, Obama divulgou os contornos da revisão da estratégia de defesa, cujo objetivo é lidar com os cortes de centenas de bilhões de dólares no orçamento militar e reorientar as prioridades de segurança, após uma década dominada pelas guerras no Afeganistão e no Iraque.

Obama disse que o Exército será mais enxuto, mas prometeu ao mundo que os Estados Unidos manterão sua “superioridade militar” com forças de combate prontas para qualquer ameaça.

“Nosso Exército será mais enxuto, mas o mundo deve saber: os Estados Unidos vão manter sua superioridade militar com forças armadas que são ágeis, flexíveis e prontas para uma gama completa de contingências e ameaças”, afirmou o presidente.

Obama disse que a revisão da estratégia está centrada nas necessidades militares do país depois do “fim das longas guerras da última década”.

Apesar do foco no corte orçamentário, os Estados Unidos vão fortalecer sua presença na região Ásia-Pacífico, já que “reduções orçamentárias não virão às custas desta região crítica”, disse o presidente. Os Estados Unidos também “permanecerão vigilantes” no Oriente Médio. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

FONTE: Gazeta do Povo

1. Se havia alguma dúvida de que o Estados Unidos vai olhar cada vez mais para o Oriente – ao invés de olhar para a Europa ou América Latina – como sua primeira prioridade em matéria comercial, várias notícias que passaram praticamente despercebidas nos últimos dias deveriam servir para tirar qualquer dúvida a esse respeito.

2. Em primeiro lugar, o presidente Obama disse na reunião de cúpula dos 21 países da Ásia-Pacífico, realizada no dia 13 de novembro no Havaí, que “Estados Unidos da América é um país do Pacífico”. E ele acrescentou: “Nenhuma região será mais importante para determinar nosso futuro econômico em longo prazo do que a região da Ásia-Pacífico”. Em segundo lugar, pouco antes de viagem de Obama, a secretária de Estado Hillary Clinton, publicou um artigo na revista Foreign Policy, intitulado “O século dos Estados Unidos no Pacífico”. Neste artigo ela afirma que o futuro econômico dos EUA dependerá da sua capacidade para conquistar os mercados asiáticos.

3. Em terceiro lugar, um novo estudo sobre o intercâmbio de estudantes de vários países com os Estados Unidos – que pode ser um bom indício dos futuros vínculos entre as elites empresariais e acadêmicas dos países em questão – revelam que há um enorme crescimento do número de estudantes asiáticos nas universidades norte americanas e uma queda no número de estudantes latino americanos.

4. Minha opinião: Obama está buscando aumentar a presença dos EUA na Ásia, tanto pelo rápido crescimento econômico da região, como pelo fato de que Washington quer conter a ascensão da China. Isso é compreensível, mas os EUA deveriam no mínimo olhar tanto para Oriente como para o Sul. Os Estados Unidos exportam três vezes mais para a América Latina do que para a China. E considerando que as economias latino-americanas estão crescendo, pode não ter sido muito prudente auto definir os EUA como “um país do Pacífico”, excluindo tacitamente os países latino-americanos do Atlântico (incluindo o Brasil) e a Europa, da equação.

FONTE: Andrés Openheimer – La Nacion, 22, via Ex-Blog Cesar Maia

Tagged with:
 

O general David Petraeus, comandante americano das forças da OTAN no Afeganistão (depois de ter comandado as forças dos EUA no Iraque), transmitiu oficialmente seu cargo ao general norte-americano John Allen. Petraeus deixa o Afeganistão após um ano na chefia da OTAN, para assumir a Direção da Agência Central de Inteligências dos EUA –  CIA – onde substituirá a Leon Panetta (responsável pela morte de Bin Laden), que foi nomeado Secretário de Defesa, pelo presidente Obama.

FONTE: El País

Tagged with:
 
  1. (The American Empire Project- Tom Engelhardt, TomDispatch – 30/06) Obama construiu sua fala sobre o Afeganistão numa retórica de surrealismo militarizado supranacional. O que disse sobre o futuro da guerra foi absolutamente falso. Considerem-se só as duas principais:   que sua “avançada” consistiu em enviar para lá só 33 mil soldados; e que “no próximo verão”, os americanos estarão a caminho de casa, deixando o Afeganistão.
  2. Desgraçadamente, não é nada disso. Em primeiro lugar, a verdadeira “avançada” de Obama mandou para o Afeganistão quase 55 mil soldados, talvez 66 mil, dependendo de como se contem. Quando tomou posse, em janeiro de 2009, havia cerca de 32 mil soldados no Afeganistão. Mais 11 mil foram convocados para partir nos últimos dias do governo Bush, mas só viajaram nos primeiros meses do governo Obama. Em março de 2009, Obama anunciou sua própria “nova estratégia para o Afeganistão e Paquistão” e despachou mais 21.700 soldados. Depois, em dezembro de 2009, em discurso televisionado para todo o país da  Academia de West Point anunciou que mais 30 mil soldados estavam de partida. Somados às “tropas de apoio”, deram nos 33 mil.
  3. Em outras palavras, em setembro de 2012, daqui a 14 meses, só metade do número total real de soldados mandados para o Afeganistão por Obama terão saído de lá.  E houve também a grande “avançada” de empresas terceirizadas – mercenários estrangeiros e afegãos, empresas, empresários e empregados – dezenas de milhares. Obama não falou sobre nada disso. Ficou oculto, como oculta está a “avançada” na construção de bases militares, que não acabou. E a “avançada” na construção da gigantesca fortaleza-base-embaixada dos EUA na região, a qual, se não foi suspensa, só pode estar continuando.
  4. Então, pelo que sabemos dos planos de guerra dos EUA no Afeganistão, dia 31/12/2014 será o da partida do último dos 64 mil soldados que Obama enviou, em “avançadas”, para lá. Em outras palavras: quase cinco anos depois de Obama ter tomado posse, mais de 13 anos depois de o governo Bush ter invadido o Afeganistão, voltamos praticamente ao número de soldados em guerra nos anos-Bush.
  5. O general norte-americano encarregado de treinar o exército afegão sugeriu, recentemente, que sua missão não poderá ser dada por concluída antes de 2017.  Além do mais, está em conversações sigilosas com o governo afegão do presidente Hamide Karzai para costurar um acordo de “parceria estratégica” que permitirá que soldados, espiões, jatos e aviões-robôs-drones fiquem por lá como “inquilinos” em alguma das bases-gigante que construímos. Lá ficarão evidentemente por anos, talvez décadas (como alguns relatórios sugerem).
  6. Em outras palavras: dia 31/12/2014, se tudo sair como planejado, os EUA estarão comprometidos, por mais muitos anos, numa guerra também caríssima, mas invisível. Essa é a verdade, como está sendo planejada nos EUA, verdade sobre a qual o presidente nada disse.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

 

Tagged with:
 

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ordenou a suspensão de US$ 800 milhões em auxílio aos militares do Paquistão. Segundo o chefe de gabinete da Casa Branca, William Daley, a relação entre EUA e Paquistão é “difícil” e deve melhorar com o tempo, mas enquanto esse momento não chega “vamos reter parte do dinheiro que os contribuintes americanos estão dispostos a oferecer aos paquistaneses”.

A suspensão do auxílio, divulgada inicialmente pelo jornal New York Times, ocorre depois de o almirante Mike Mullen, principal assessor militar de Obama, ter afirmado que os serviços de segurança do Paquistão podem ter sancionado o assassinato de um jornalista do país que escreveu sobre a infiltração de extremistas religiosos no Exército paquistanês.

A alegação foi negada pelos militares do Paquistão e também pelo serviço de espionagem paquistanês, que possui laços históricos com o Taleban e outras milícias e é considerado por muitos analistas ocidentais como um país dentro de outro país.

Em entrevista ao programa “This Week”, da ABC, Daley sugeriu que a decisão de suspender o auxílio ao Paquistão era resultado da crescente tensão entre o país e os EUA, especialmente depois da operação norte-americana que resultou na morte de Osama bin Laden, em maio, numa região muito próxima à principal escola militar do Paquistão. “Obviamente ainda há muita mágoa que o sistema político do Paquistão está sentindo por causa da operação que fizemos para pegar Osama bin Laden”, disse Daley.

Outra autoridade norte-americana disse que a suspensão do auxílio foi motivada pela decisão do Exército do Paquistão de reduzir o número de vistos para militares dos EUA que viajariam ao país para fins de treinamento. “Continuamos comprometidos em ajudar o Paquistão a melhorar sua capacidade, mas comunicamos às autoridades paquistanesas sobre diversas ocasiões em que precisamos de certa ajuda para oferecer assistência”, disse a autoridade, que falou sob condição de anonimato porque não pode discutir o assunto publicamente.

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse recentemente aos senadores norte-americanos que “não estamos preparados para continuar oferecendo (o auxílio militar) exceto se virmos algumas medidas sendo tomadas”.

O porta-voz do exército do Paquistão, major-general Athar Abbas, recusou-se a comentar a suspensão do auxílio.

FONTE: Agência Estado

Tagged with:
 

O presidente americano, Barack Obama, deve anunciar em pronunciamento na noite desta quarta-feira a retirada de 10 mil tropas do Afeganistão já neste ano, e mais 23 mil até o fim de setembro de 2012, anteciparam autoridades ao jornal “The Washington Post” sob condição de anonimato.

Até então sabia-se dos planos de retirar ao menos 33 mil tropas até o prazo final de 2012, mas o trecho do discurso vazado pelos membros do governo mostra que o presidente está disposto a antecipar ainda mais o início da retirada americana quase dez anos após o 11 de setembro de 2001.

O secretário de Defesa, Robert Gates, defendeu recentemente uma redução mais lenta, para evitar a reversão dos avanços no terreno.

Os cerca de 30 mil militares foram enviados ao Afeganistão no final de 2009, como um reforço adicional (movimento conhecido como “surge”, em inglês).

No total, os EUA mantêm no Afeganistão 100 mil tropas, cujas operações custam aos cofres públicos americanos cerca de US$ 10 bilhões por mês.

De acordo com o “Post”, a expectativa do Pentágono era de que a maior parte das 33 mil tropas ficassem em solo afegão ao menos até o fim de 2011.

No entanto, Obama parece ter cedido à crescente pressão dos congressistas americanos, cujo argumento é de que o país, que ainda amarga os reflexos da crise econômica de 2008, não pode manter o nível dos gastos com a guerra.

CRONOGRAMA

Em seu pronunciamento marcado para as 20h de Washington (21h em Brasília), Obama irá apresentar mais detalhes sobre o plano para a retirada das tropas americanas da Guerra do Afeganistão.

Pressionado pelo Congresso e pela opinião pública a encerrar o impopular e custoso conflito iniciado há dez anos, Obama vem buscando um equilíbrio entre os conselhos dos seus assessores militares, que querem uma desocupação gradual, e os argumentos dos seus assessores políticos, favoráveis a uma desocupação rápida –o que poderia ter um efeito positivo à campanha eleitoral de 2012.

“Ele tem preparado sua decisão ao longo das últimas semanas, e finalizou essa decisão hoje”, disse o porta-voz da Casa Branca Jay Carney na terça-feira.

Os chefes do Pentágono temem que uma desocupação rápida demais reverta os avanços obtidos pelos EUA contra a insurgência do Taleban no Afeganistão, que atualmente tem grande força.

Por outro lado, a morte de Osama bin Laden no Paquistão, no mês passado, reforçou dentro do governo a tese de que já houve progressos suficientes na luta contra a Al Qaeda, permitindo uma retirada mais acelerada das tropas.

A tese da maioria dos congressistas, segundo analistas, é de que o país não pode mais arcar com operações para a estabilização do Afeganistão, e que só há justificativa para manter um pequeno contingente cujo objetivo é conter os avanços da Al Qaeda.

FONTE: Folha.com

Tagged with:
 

“…É graças aos soldados, e não aos sacerdotes, que podemos ter a religião que desejamos. É graças aos soldados, e não aos jornalistas, que temos liberdade de imprensa. É graças aos soldados, e não aos poetas, que podemos falar em público. É graças aos soldados, e não aos professores, que existe liberdade de ensino. É graças aos soldados, e não aos advogados, que existe o direito a um julgamento justo. É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar…”

BARACK OBAMA no MEMORIAL DAY (Dia do Veterano)

Tagged with:
 

Só falta um

RIO – O diretor da CIA, Leon Panetta, admitiu na terça-feira que sua equipe usou a polêmica técnica de afogamento simulado (waterboarding, na sigla em inglês) em detidos em prisões secretas para obter informações que levassem os Estados Unidos a localizar Bin Laden.

Em entrevista à rede americana NBC, o diretor destacou que as pistas que levaram os serviços de inteligência a encontrarem o esconderijo de Bin Laden vieram de muitas fontes e não somente dessa técnica de interrogatório.

- Neste caso, as técnicas de interrogatório coercitivas foram usadas contra alguns desses prisioneiros. Quanto ao debate sobre se poderíamos ter obtido as mesmas informações por outros meios, acho que esta sempre será uma questão em aberto – afirmou Panetta.

Ao ser perguntado se nessas técnicas de interrogatório coercitivas se incluía o afogamento simulado, Panetta respondeu: correto.

Os críticos classificam afogamento simulado como tortura: a técnica consiste em amarrar um pedaço de pano ou plástico na boca do prisioneiro e, em seguida, derramar água sobre seu rosto. O detido começa a inalar água rapidamente, causando a sensação de afogamento.

O diretor da CIA, que em breve substituirá Robert Gates na chefia do Departamento de Defesa, esclareceu que as ordens do presidente Barack Obama na operação exigiam a morte de Bin Laden, e não apenas capturá-lo.

- Isso estava claro. Mas também estava, como parte das regras da operação, que se ele de repente levantasse as mãos e se rendesse, então teríamos a oportunidade, obviamente, de capturá-lo. Mas essa oportunidade nunca foi apresentada – explicou.

Panetta ressaltou, além disso, que o governo paquistanês nunca soube nada sobre esta missão, pois os EUA a classificaram como missão unilateral.

- Obama tinha deixado muito claro aos paquistaneses que, se tivéssemos provas sólidas de onde estava localizado Bin Laden, entraríamos em território paquistanês por ele. E é justamente isso o que ocorreu – afirmou o diretor da CIA.

FONTE: O Globo / Agências Internacionais

Tagged with:
 
Página 1 de 3123