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vinheta-clipping-forte1O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta terça-feira que a Coreia do Norte já não é mais capaz de criar uma crise internacional com suas provocações e assegurou que tanto os EUA quanto a Coreia do Sul são plenamente capazes de se defenderem. Segundo Obama, o fato de hoje ele ter recebido na Casa Branca a nova presidente sul-coreana, Park Geun-hye, é uma prova de que a Coreia do Norte “fracassou mais uma vez”.

“Os dias nos quais a Coreia do Norte conseguia criar uma crise e obter concessões acabaram”, disse Obama a repórteres reunidos na Casa Branca depois de uma reunião com Park no Salão Oval. Esta é a primeira viagem de Park ao exterior depois que foi eleita. A visita a Obama marca os 60 anos da aliança entre Washington e Seul.

Segundo Obama, a Coreia do Norte não conseguiu, com suas ameaças, provocar divisão entre EUA e Coreia do Sul nem obter respeito internacional.

Antes da reunião entre Obama e Park, fontes norte-americanas disseram que a Coreia do Norte deu um passo atrás em sua recente escalada de ameaças ao remover de uma plataforma de lançamento os mísseis balísticos de médico alcance que vinham sendo preparados para um teste.

Nas últimas semanas, a Coreia do Norte manteve dois mísseis Musudan em preparação para um teste, mas ambos foram removidos nos últimos dias, disseram as fontes sob a condição de anonimato O motivo do recuo não está claro, já que não houve pronunciamento oficial norte-coreano sobre o assunto.

O secretário de Imprensa do Pentágono, George Little, chegou a comentar ontem que houve uma “pausa” nas provocações da Coreia do Norte, mas não mencionou a retirada dos mísseis. As informações são da Associated Press.

FONTE: O Estado de S. Paulo

Roberto Simon

 

vinheta-clipping-forte1Ao visitar o México e a Costa Rica, na semana passada, o presidente Barack Obama deu sinais de que pretende recalibrar sua política externa para a América Latina, no segundo mandato. Para analistas, os EUA entendem que a região está em rápido processo de desenvolvimento e o melhor caminho é tentar “despolitizar” as relações e oferecer uma parceria econômica “entre iguais”, com ênfase em temas como comércio e energia.

Na prática, Washington vê duas peças centrais nesse tabuleiro latino-americano: o México, logo em sua região de fronteira, e o Brasil, a principal potência em ascensão do continente.

Em discurso a estudantes no Museu de Antropologia da captal mexicana, na sexta-feira, Obama quase não falou sobre temas espinhosos, como imigração e narcotráfico. Em vez disso, preferiu se alongar sobre o “novo México que está emergindo” e ofereceu uma relação entre “sócios iguais, dois países soberanos”, capazes de enterrar “estereótipos do passado”.

Antes de embarcar para a Cidade do México, Obama já avisara em entrevista a Americas Quarterly: “Um foco principal de minha conversa com (o presidente Enrique) Pena Nieto será como ampliar nossa extraordinária relação econômica”. O presidente comemorou a inclusão do vizinho nanegociação da Parceria Trans-Pacífica, iniciativa que busca construir um enorme corredor de livre comércio entre a América do Norte e a Ásia.

Para Abraham Lowenthal, professor emérito da Universidade do Sul da Califórnia, o México é o epicentro do que pode ser chamado de “o exterior próximo” dos EUA: a região qu evai do Rio Bravo até o Panamá, formada por países cuja relação com EUA “é marcada pela dificuldade em distinguir entre as agendas doméstica e externa”.

O Brasil constitui o outro foco de Obama no hemisfério, pois “é, de longe, o maior, mais influente e promissor entre os países latino-americanos”, diz Lowenthal. A atenção especial a essa outra parte da região virá em meados do segundo semestre, quando a presidente Dilma Rousseff será recebida novamente na Casa Branca – desta vez, com a máxima distinção, a de “visita de Estado”. Na avaliação de funcionários americanos, se temas como Irã e Honduras marcaram o período Luiz Inácio Lulada Silva, com Dilma, as desavenças políticas perderam parte de sua relevância.

Silêncio

A ideia de “despolitizar” a diplomacia na América Latina, porém, tem um alvo especial: o bloco bolivariano. Michael Shifter, do instituto Diálogo Interamericano, cita como exemplo o silêncio do governo Obama diante da decisão do presidente boliviano, Evo Morales, de expulsar a Usaid, a agência americana de desenvolvimento, na semana passada. “Os EUA não têm mais apetite para esse tipo de confronto retórico”, diz.

É essa também a linha de atuação de Obama diante da crise que tomou conta da Venezuela após a vitória de Nicolás Maduro, contestada pela oposição. Os EUA não reconhecem o resultado da eleição, mas funcionários do primeiro e segundo escalão do governo mantêm silêncio sobre o caso, tentando evitar dar brecha ao discurso antiamericano dos herdeiros de Hugo Chávez. “A não ser que a situação venezuelana chegue a um extremo, será essa a posição americana.”

Diplomatas brasileiros dizem que, embora as relações com o México sejam boas, o país historicamente vê com resistência a ideia de o Brasil ser “o líder” da América Latina. O principal exemplo disso é a oposição mexicana a um assento permanente brasileiro no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Juntamente com a Argentina e a Colômbia, o México integra o bloco chamado “Unindo para o Consenso”, principal força de oposição à aliança entre Alemanha, Japão, Índia e Brasil (o G-4), que busca entrar no conselho.

Jason Marczak, da Americas Society, acredita que o México “não é o principal fator” por trás da relutância de Washington em apoiar a ambição brasileira na ONU (Índia e Japão receberam a bênção de Obama). Para Marczak, há “mais fatores de convergência do que de divergência” entre brasileiros e mexicanos e os dois países reconhecem isso.

FONTE: O Estado de S. Paulo via Resenha do Exército

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Aviões-robô e assassinatos seletivos pressionam presidente e seu indicado para dirigir a CIA

 

The Ney York Times  – 07/02/13

 

vinheta-clipping-forte1Primeiro houve o vazamento de 16 páginas de um memorando oficial em que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos justifica a ação de aviões não tripulados e autoriza o assassinato de cidadãos americanos suspeitos de atividades terroristas no exterior. Logo depois, veio à tona a descoberta de uma base aérea secreta para a decolagem desses drones na Arábia Saudita. E quando John Brennan for hoje ao Senado para a audiência necessária à sua confirmação como o novo diretor-geral da Agência Central de Inteligência (CIA), a política antiterror do presidente Barack Obama deverá ser posta em xeque – até por aliados da bancada democrata no Congresso, ávidos para que o governo preste mais esclarecimentos sobre os fundamentos da política de assassinatos seletivos, herdada da gestão anterior, republicana, de George W. Bush. E mantida.

Além de mais uma situação desconfortável para o governo no início do segundo mandato de Obama, a sessão na Comissão de Inteligência do Senado deve ser marcada por perguntas sobre o tema. E põe na berlinda, ainda, o próprio Brennan. Fluente em árabe, o oficial de carreira da CIA dedicou à agência pelo menos 25 de seus 57 anos. Ele é considerado o czar antiterror de Obama e principal articulador do notável aumento de ataques com drones nos últimos anos – uma estratégia sob críticas crescentes desde a morte do clérigo terrorista Anwar Awlaki e de seu filho de 16 anos, ambos cidadãos americanos, no Iêmen, em 2011. Eram acusados de colaborar com a al-Qaeda o que, para a Casa Branca, legitima a ação.

Sob pressão, na noite de ontem, Obama ordenou que o Departamento de Justiça libere a integrantes das duas comissões de inteligência no Congresso documentos que detalham as justificativas legais para os ataques com drones contra cidadãos americanos no exterior, considerados terroristas. Segundo um funcionário do governo, a decisão de divulgar as informações partiu do presidente.

Senadores pedem divulgação de diretrizes

Segundo o site The Long War Journal, durante o governo Bush houve menos de 50 ataques com drones contra mais de 360 perpetrados na gestão de Obama. Brennan tem sido uma figura central na gestão da política americana de assassinatos seletivos em países como Paquistão, Iêmen e Somália. E já fora, inclusive, cogitado para liderar a CIA em 2009 – mas teve sua candidatura descartada por estar sendo investigado sobre as inúmeras denúncias de violações e tortura de prisioneiros sob custódia americana em interrogatórios durante o governo Bush. À época, ele não só se esquivou de condenações à prática de tortura conhecida como waterboarding (simulação de afogamento) como disse que os interrogatórios da CIA “salvaram vidas”. Hoje, porém, ele critica o método.

Agora, além do passado de suposto envolvimento em violações de direitos humanos, recaem sobre ele suspeitas de ser um dos arquitetos de toda a política de guerra ao terror que ignora o Direito Internacional, promove prisões, extradições e voos clandestinos e conta com apoio direto ou indireto de 54 países, segundo a ONG Open Society Justice Initiative.

Todas essas suspeitas são sensíveis a importantes bases de apoio democrata, como pacifistas e ativistas de direitos humanos. Os senadores prometem pressionar Obama e sabatinar Brennan. Principalmente sobre as bases da política de assassinatos seletivos, algo que a Casa Branca vinha se recusando a fazer, sob a alegação de que o Legislativo já deu permissão para tais ações secretas após o 11 de Setembro. Os apelos ganharam mais força com a divulgação de 16 páginas de memorando interno vazado à rede NBC. Um grupo de 11 senadores – democratas e republicanos – quer exigir do governo a liberação do documento inteiro.

- É preciso que isto esteja na agenda do Congresso para reconsiderarmos o tamanho das ações de drones e do uso da força mortífera pelos EUA no mundo, porque a autorização original para o uso da força, eu acho, está exausta ao limite – afirmou o senador democrata Chris Coons.

Arábia Saudita NA ROTA DA ILEGALIDADE

Um outro democrata, Ron Wyde, importante membro da Comissão de Inteligência do Senado, se declarou insatisfeito com o conteúdo revelado pelo memorando do Departamento de Justiça. O texto obtido pela CBS diz que para eliminar um alvo – americano ou estrangeiro – bastam três pontos: que altos oficiais decidam que o alvo represente uma “ameaça iminente contra os EUA”; não possa ser capturado; que a ação seja conduzida de acordo com os princípios de leis de guerra.

Até o número 2 do Partido Democrata na Câmara, Steny Hoyer, expressou descontentamento.

- Isso merece uma olhada séria sobre como estamos tomando decisões no governo para invadir, matar, eliminar, qualquer palavra que queira usar, não só cidadãos americanos como cidadãos de outros países. Devemos rever cuidadosamente nossas políticas como país – advertiu.

A polêmica deve chegar à Comissão de Relações Exteriores. Ontem, o clima de contestação ganhou outro agravante: a revelação de que, nos últimos dois anos, os EUA mantêm uma base clandestina na Arábia Saudita, de onde partem os voos ao Iêmen – e, especialmente, o que matou Awlaki e o filho. Oficialmente a presença americana no país terminou em 2003.

Longe do Capitólio, organizações de direitos humanos como a União de Liberdades Civis Americanas e a Anistia Internacional reforçaram a pressão e condenaram as justificativas do governo para os assassinatos, aproveitando-se do raro debate público de um tema normalmente tratado a portas fechadas. No Twitter, uma brincadeira que chegou aos tópicos mais comentados do mundo era usar a palavra drone em nomes de músicas. A expectativa é de que todas as críticas possam atrasar ou, numa hipótese mais remota, derrubar a indicação de Brennan ao comando da CIA.

FONTE: O Globo via Resenha do Exército

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Brasília – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou ontem (7) dois nomes polêmicos para os principais cargos de sua nova equipe de Defesa. O ex-senador republicano Chuck Hagel será o novo secretário da pasta e para o comando da CIA, a agência de inteligência norte-americana, irá o conselheiro de contraterrorismo da Casa Branca, John Brennan.

Ambos poderão enfrentar resistência da oposição. Hagel, que substituirá Leon Panetta como secretário de Defesa, é alvo do lobby judeu-americano por ter feito declarações contrárias às políticas do Estado de Israel no Oriente Médio. Hagel é criticado por declarações consideradas preconceituosas contra um diplomata gay.

Brennan, por sua parte, não ficará imune às desconfianças de alguns democratas por sua ligação com o governo de George W. Bush, sobretudo. durante a invasão do Iraque, em 2003. Ele substitui o general David Petraeus, que pediu demissão em meio a um escândalo de adultério.

Ao lado do senador John Kerry, nomeado por Obama no mês passado para substituir Hillary Clinton como secretário de Estado, Hagel e Brennan deverão ajudar a reformular a agenda de segurança nacional no segundo mandato do presidente.

Os nomeados só serão confirmados no cargo após aprovação do Senado. Segundo analistas, a escolha de Hagel, um condecorado veterano da Guerra do Vietnã, pode levar a uma batalha no Senado.

Hagel, 66 anos, entrou na mira dos judeus americanos após a publicação de um livro do ex-integrante do Departamento de Estado Aaron David Miller, em 2008. O livro citava uma frase atribuída ao então senador republicano pelo Estado de Nebraska criticando as posições americanas por serem sempre a favor de Israel.

O novo chefe da CIA, John Brennan, também é alvo de críticas, mas de aliados liberais de Obama. Segundo analistas, Brennan, que participou do planejamento das ações que resultaram na morte de Osama bin Laden, tem a total confiança do presidente.

FONTE: BBC Brasil via Agência Brasil

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Em artigo provocador publicado na quarta-feira no The Guardian, o presidente Barack Obama foi acusado de menosprezar a visita de sua colega brasileira, Dilma Rousseff. O motivo da omissão estaria na histórica visão de mundo de Washington. “A ideia de que um país latino-americano pode servir de modelo (aos EUA) está além da compreensão (dos americanos)”, diz o autor do texto, o jornalista nova-iorquino Jason Farago.

“A segunda pessoa mais poderosa do continente chegou a Washington na segunda-feira. No entanto, o mais poderoso passou a maior parte de seu dia caçando ovos de páscoa no gramado da Casa Branca”, afirmou Farago.

Ele compara a boa situação econômica do Brasil e o índice de popularidade de 77% de Dilma com a crise nos EUA e com a polarização no Congresso americano. “O Brasil é o país dos Brics que não ganha o respeito dos EUA, mesmo em 2012″, disse.

FONTE: O Estado de S. Paulo – 13.04.2012

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Segundo presidente norte-americano, força “enxuta” e “ágil” será a mais bem equipada na história do país

 

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, revelou nesta quinta-feira (5) a nova estratégia de Defesa do país, que vai resultar, segundo ele, em um Exército “mais enxuto” e “ágil” com o uso de tropas menores em solo em meio a cortes no orçamento federal. Mas ele ressaltou que os Estados Unidos vão manter o que ele chamou de Exército mais bem equipado da história norte-americana.

Numa rara aparição no salão de instruções do Pentágono, Obama divulgou os contornos da revisão da estratégia de defesa, cujo objetivo é lidar com os cortes de centenas de bilhões de dólares no orçamento militar e reorientar as prioridades de segurança, após uma década dominada pelas guerras no Afeganistão e no Iraque.

Obama disse que o Exército será mais enxuto, mas prometeu ao mundo que os Estados Unidos manterão sua “superioridade militar” com forças de combate prontas para qualquer ameaça.

“Nosso Exército será mais enxuto, mas o mundo deve saber: os Estados Unidos vão manter sua superioridade militar com forças armadas que são ágeis, flexíveis e prontas para uma gama completa de contingências e ameaças”, afirmou o presidente.

Obama disse que a revisão da estratégia está centrada nas necessidades militares do país depois do “fim das longas guerras da última década”.

Apesar do foco no corte orçamentário, os Estados Unidos vão fortalecer sua presença na região Ásia-Pacífico, já que “reduções orçamentárias não virão às custas desta região crítica”, disse o presidente. Os Estados Unidos também “permanecerão vigilantes” no Oriente Médio. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

FONTE: Gazeta do Povo

1. Se havia alguma dúvida de que o Estados Unidos vai olhar cada vez mais para o Oriente – ao invés de olhar para a Europa ou América Latina – como sua primeira prioridade em matéria comercial, várias notícias que passaram praticamente despercebidas nos últimos dias deveriam servir para tirar qualquer dúvida a esse respeito.

2. Em primeiro lugar, o presidente Obama disse na reunião de cúpula dos 21 países da Ásia-Pacífico, realizada no dia 13 de novembro no Havaí, que “Estados Unidos da América é um país do Pacífico”. E ele acrescentou: “Nenhuma região será mais importante para determinar nosso futuro econômico em longo prazo do que a região da Ásia-Pacífico”. Em segundo lugar, pouco antes de viagem de Obama, a secretária de Estado Hillary Clinton, publicou um artigo na revista Foreign Policy, intitulado “O século dos Estados Unidos no Pacífico”. Neste artigo ela afirma que o futuro econômico dos EUA dependerá da sua capacidade para conquistar os mercados asiáticos.

3. Em terceiro lugar, um novo estudo sobre o intercâmbio de estudantes de vários países com os Estados Unidos – que pode ser um bom indício dos futuros vínculos entre as elites empresariais e acadêmicas dos países em questão – revelam que há um enorme crescimento do número de estudantes asiáticos nas universidades norte americanas e uma queda no número de estudantes latino americanos.

4. Minha opinião: Obama está buscando aumentar a presença dos EUA na Ásia, tanto pelo rápido crescimento econômico da região, como pelo fato de que Washington quer conter a ascensão da China. Isso é compreensível, mas os EUA deveriam no mínimo olhar tanto para Oriente como para o Sul. Os Estados Unidos exportam três vezes mais para a América Latina do que para a China. E considerando que as economias latino-americanas estão crescendo, pode não ter sido muito prudente auto definir os EUA como “um país do Pacífico”, excluindo tacitamente os países latino-americanos do Atlântico (incluindo o Brasil) e a Europa, da equação.

FONTE: Andrés Openheimer – La Nacion, 22, via Ex-Blog Cesar Maia

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O general David Petraeus, comandante americano das forças da OTAN no Afeganistão (depois de ter comandado as forças dos EUA no Iraque), transmitiu oficialmente seu cargo ao general norte-americano John Allen. Petraeus deixa o Afeganistão após um ano na chefia da OTAN, para assumir a Direção da Agência Central de Inteligências dos EUA –  CIA – onde substituirá a Leon Panetta (responsável pela morte de Bin Laden), que foi nomeado Secretário de Defesa, pelo presidente Obama.

FONTE: El País

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‘O surrealismo militarizado de Barack Obama’

  1. (The American Empire Project- Tom Engelhardt, TomDispatch – 30/06) Obama construiu sua fala sobre o Afeganistão numa retórica de surrealismo militarizado supranacional. O que disse sobre o futuro da guerra foi absolutamente falso. Considerem-se só as duas principais:   que sua “avançada” consistiu em enviar para lá só 33 mil soldados; e que “no próximo verão”, os americanos estarão a caminho de casa, deixando o Afeganistão.
  2. Desgraçadamente, não é nada disso. Em primeiro lugar, a verdadeira “avançada” de Obama mandou para o Afeganistão quase 55 mil soldados, talvez 66 mil, dependendo de como se contem. Quando tomou posse, em janeiro de 2009, havia cerca de 32 mil soldados no Afeganistão. Mais 11 mil foram convocados para partir nos últimos dias do governo Bush, mas só viajaram nos primeiros meses do governo Obama. Em março de 2009, Obama anunciou sua própria “nova estratégia para o Afeganistão e Paquistão” e despachou mais 21.700 soldados. Depois, em dezembro de 2009, em discurso televisionado para todo o país da  Academia de West Point anunciou que mais 30 mil soldados estavam de partida. Somados às “tropas de apoio”, deram nos 33 mil.
  3. Em outras palavras, em setembro de 2012, daqui a 14 meses, só metade do número total real de soldados mandados para o Afeganistão por Obama terão saído de lá.  E houve também a grande “avançada” de empresas terceirizadas – mercenários estrangeiros e afegãos, empresas, empresários e empregados – dezenas de milhares. Obama não falou sobre nada disso. Ficou oculto, como oculta está a “avançada” na construção de bases militares, que não acabou. E a “avançada” na construção da gigantesca fortaleza-base-embaixada dos EUA na região, a qual, se não foi suspensa, só pode estar continuando.
  4. Então, pelo que sabemos dos planos de guerra dos EUA no Afeganistão, dia 31/12/2014 será o da partida do último dos 64 mil soldados que Obama enviou, em “avançadas”, para lá. Em outras palavras: quase cinco anos depois de Obama ter tomado posse, mais de 13 anos depois de o governo Bush ter invadido o Afeganistão, voltamos praticamente ao número de soldados em guerra nos anos-Bush.
  5. O general norte-americano encarregado de treinar o exército afegão sugeriu, recentemente, que sua missão não poderá ser dada por concluída antes de 2017.  Além do mais, está em conversações sigilosas com o governo afegão do presidente Hamide Karzai para costurar um acordo de “parceria estratégica” que permitirá que soldados, espiões, jatos e aviões-robôs-drones fiquem por lá como “inquilinos” em alguma das bases-gigante que construímos. Lá ficarão evidentemente por anos, talvez décadas (como alguns relatórios sugerem).
  6. Em outras palavras: dia 31/12/2014, se tudo sair como planejado, os EUA estarão comprometidos, por mais muitos anos, numa guerra também caríssima, mas invisível. Essa é a verdade, como está sendo planejada nos EUA, verdade sobre a qual o presidente nada disse.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

 

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ordenou a suspensão de US$ 800 milhões em auxílio aos militares do Paquistão. Segundo o chefe de gabinete da Casa Branca, William Daley, a relação entre EUA e Paquistão é “difícil” e deve melhorar com o tempo, mas enquanto esse momento não chega “vamos reter parte do dinheiro que os contribuintes americanos estão dispostos a oferecer aos paquistaneses”.

A suspensão do auxílio, divulgada inicialmente pelo jornal New York Times, ocorre depois de o almirante Mike Mullen, principal assessor militar de Obama, ter afirmado que os serviços de segurança do Paquistão podem ter sancionado o assassinato de um jornalista do país que escreveu sobre a infiltração de extremistas religiosos no Exército paquistanês.

A alegação foi negada pelos militares do Paquistão e também pelo serviço de espionagem paquistanês, que possui laços históricos com o Taleban e outras milícias e é considerado por muitos analistas ocidentais como um país dentro de outro país.

Em entrevista ao programa “This Week”, da ABC, Daley sugeriu que a decisão de suspender o auxílio ao Paquistão era resultado da crescente tensão entre o país e os EUA, especialmente depois da operação norte-americana que resultou na morte de Osama bin Laden, em maio, numa região muito próxima à principal escola militar do Paquistão. “Obviamente ainda há muita mágoa que o sistema político do Paquistão está sentindo por causa da operação que fizemos para pegar Osama bin Laden”, disse Daley.

Outra autoridade norte-americana disse que a suspensão do auxílio foi motivada pela decisão do Exército do Paquistão de reduzir o número de vistos para militares dos EUA que viajariam ao país para fins de treinamento. “Continuamos comprometidos em ajudar o Paquistão a melhorar sua capacidade, mas comunicamos às autoridades paquistanesas sobre diversas ocasiões em que precisamos de certa ajuda para oferecer assistência”, disse a autoridade, que falou sob condição de anonimato porque não pode discutir o assunto publicamente.

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse recentemente aos senadores norte-americanos que “não estamos preparados para continuar oferecendo (o auxílio militar) exceto se virmos algumas medidas sendo tomadas”.

O porta-voz do exército do Paquistão, major-general Athar Abbas, recusou-se a comentar a suspensão do auxílio.

FONTE: Agência Estado

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O presidente americano, Barack Obama, deve anunciar em pronunciamento na noite desta quarta-feira a retirada de 10 mil tropas do Afeganistão já neste ano, e mais 23 mil até o fim de setembro de 2012, anteciparam autoridades ao jornal “The Washington Post” sob condição de anonimato.

Até então sabia-se dos planos de retirar ao menos 33 mil tropas até o prazo final de 2012, mas o trecho do discurso vazado pelos membros do governo mostra que o presidente está disposto a antecipar ainda mais o início da retirada americana quase dez anos após o 11 de setembro de 2001.

O secretário de Defesa, Robert Gates, defendeu recentemente uma redução mais lenta, para evitar a reversão dos avanços no terreno.

Os cerca de 30 mil militares foram enviados ao Afeganistão no final de 2009, como um reforço adicional (movimento conhecido como “surge”, em inglês).

No total, os EUA mantêm no Afeganistão 100 mil tropas, cujas operações custam aos cofres públicos americanos cerca de US$ 10 bilhões por mês.

De acordo com o “Post”, a expectativa do Pentágono era de que a maior parte das 33 mil tropas ficassem em solo afegão ao menos até o fim de 2011.

No entanto, Obama parece ter cedido à crescente pressão dos congressistas americanos, cujo argumento é de que o país, que ainda amarga os reflexos da crise econômica de 2008, não pode manter o nível dos gastos com a guerra.

CRONOGRAMA

Em seu pronunciamento marcado para as 20h de Washington (21h em Brasília), Obama irá apresentar mais detalhes sobre o plano para a retirada das tropas americanas da Guerra do Afeganistão.

Pressionado pelo Congresso e pela opinião pública a encerrar o impopular e custoso conflito iniciado há dez anos, Obama vem buscando um equilíbrio entre os conselhos dos seus assessores militares, que querem uma desocupação gradual, e os argumentos dos seus assessores políticos, favoráveis a uma desocupação rápida –o que poderia ter um efeito positivo à campanha eleitoral de 2012.

“Ele tem preparado sua decisão ao longo das últimas semanas, e finalizou essa decisão hoje”, disse o porta-voz da Casa Branca Jay Carney na terça-feira.

Os chefes do Pentágono temem que uma desocupação rápida demais reverta os avanços obtidos pelos EUA contra a insurgência do Taleban no Afeganistão, que atualmente tem grande força.

Por outro lado, a morte de Osama bin Laden no Paquistão, no mês passado, reforçou dentro do governo a tese de que já houve progressos suficientes na luta contra a Al Qaeda, permitindo uma retirada mais acelerada das tropas.

A tese da maioria dos congressistas, segundo analistas, é de que o país não pode mais arcar com operações para a estabilização do Afeganistão, e que só há justificativa para manter um pequeno contingente cujo objetivo é conter os avanços da Al Qaeda.

FONTE: Folha.com

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‘É graças aos soldados’

“…É graças aos soldados, e não aos sacerdotes, que podemos ter a religião que desejamos. É graças aos soldados, e não aos jornalistas, que temos liberdade de imprensa. É graças aos soldados, e não aos poetas, que podemos falar em público. É graças aos soldados, e não aos professores, que existe liberdade de ensino. É graças aos soldados, e não aos advogados, que existe o direito a um julgamento justo. É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar…”

BARACK OBAMA no MEMORIAL DAY (Dia do Veterano)

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Só falta um

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RIO – O diretor da CIA, Leon Panetta, admitiu na terça-feira que sua equipe usou a polêmica técnica de afogamento simulado (waterboarding, na sigla em inglês) em detidos em prisões secretas para obter informações que levassem os Estados Unidos a localizar Bin Laden.

Em entrevista à rede americana NBC, o diretor destacou que as pistas que levaram os serviços de inteligência a encontrarem o esconderijo de Bin Laden vieram de muitas fontes e não somente dessa técnica de interrogatório.

- Neste caso, as técnicas de interrogatório coercitivas foram usadas contra alguns desses prisioneiros. Quanto ao debate sobre se poderíamos ter obtido as mesmas informações por outros meios, acho que esta sempre será uma questão em aberto – afirmou Panetta.

Ao ser perguntado se nessas técnicas de interrogatório coercitivas se incluía o afogamento simulado, Panetta respondeu: correto.

Os críticos classificam afogamento simulado como tortura: a técnica consiste em amarrar um pedaço de pano ou plástico na boca do prisioneiro e, em seguida, derramar água sobre seu rosto. O detido começa a inalar água rapidamente, causando a sensação de afogamento.

O diretor da CIA, que em breve substituirá Robert Gates na chefia do Departamento de Defesa, esclareceu que as ordens do presidente Barack Obama na operação exigiam a morte de Bin Laden, e não apenas capturá-lo.

- Isso estava claro. Mas também estava, como parte das regras da operação, que se ele de repente levantasse as mãos e se rendesse, então teríamos a oportunidade, obviamente, de capturá-lo. Mas essa oportunidade nunca foi apresentada – explicou.

Panetta ressaltou, além disso, que o governo paquistanês nunca soube nada sobre esta missão, pois os EUA a classificaram como missão unilateral.

- Obama tinha deixado muito claro aos paquistaneses que, se tivéssemos provas sólidas de onde estava localizado Bin Laden, entraríamos em território paquistanês por ele. E é justamente isso o que ocorreu – afirmou o diretor da CIA.

FONTE: O Globo / Agências Internacionais

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Osama bin Laden está morto

Bin Laden está morto e EUA têm seu corpo

RIO – Com base em fontes do governo americano, a emissora de televisão “CNN” informou na noite deste domingo que o terrorista Osama bin Laden está morto. Ainda de acordo com as fontes citadas pelo canal, os Estados Unidos têm o corpo de Bin Laden.

O presidente americano, Barack Obama, fará um pronunciamento em breve pela televisão. Tudo indica que o assunto de sua fala será a morte de Bin Laden.

O anúncio da morte do terrorista vem quase dez anos depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra o World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, em Washington. Líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden sempre foi tido como um dos mentores dos ataques.

FONTE: O Globo

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Obama agradece ao anfitrião Flamengo

Depois de receber uma visita do presidente norte-americano Barack Obama e, de quebra, ainda dar uma camisa oficial ao mandatário da terra do “Tio Sam”, a presidente Patricia Amorim foi agraciada com um quadro. O mimo foi entregue por Kevin Hunter, um mariner, homem forte do esquadrão de segurança de Obama, pessoalmente. Ele veio especialmente a Gávea para fazer a homenagem e, mais uma vez, agradecer ao Flamengo pela receptividade.

O quadro recebido, na última segunda-feira (21.03), por Patricia Amorim tem uma foto do helicóptero do presidente norte-americano, em frente a Casa Branca, além de um texto de agradecimento: “Presented to CLUBE DE REGATAS DO FLAMENGO, In apreciation for your loyal and dedicated support to Marine Helicopter squadron On. March 19th—21st, 2011″

FONTE: Clube de Regatas Flamengo.

O Presidente Barack Obama era informado sobre a situação na Líbia durante uma teleconferência junto com o Conselheiro de Segurança Nacional Tom Donilon, à direita, o Chefe de Gabinete Bill Daley, à esquerda, a Secretária de Estado Hillary Clinton, o Secretário da Defesa Bob Gates, o Comandante do AFRICOM general Carter Ham e o vice-conselheiro de Segurança Nacional Denis McDonough,  no domingo 20.03, durante sua estada no Rio de Janeiro.

FONTE e FOTO: White House.

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