Cinco horas e meia após a ocupação de cinco favelas da zona norte do Rio de Janeiro pelas forças de segurança neste domingo, 14, foi realizada a cerimônia de hasteamento das bandeiras do Brasil e do Estado do Rio em uma praça localizada no interior da Favela de Manguinhos. Participaram do ato representantes das polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal, além de militares da Marinha e membros da Defensoria Pública do Estado.

Curiosos, dezenas de moradores da comunidade acompanharam a cerimônia, que começou pontualmente às 10h30 e durou quase 5 minutos. Além de Manguinhos, foram ocupadas as favelas do Jacarezinho, Mandela 1 e 2 e Varginha. Cerca de 70 mil pessoas vivem nas cinco comunidades, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O hasteamento da bandeira é um marco simbólico para os moradores destas comunidades, que até então viviam sob o jugo do tráfico e agora passarão a viver sob as regras do Estado. Queremos trazer para essas pessoas o que está escrito na nossa bandeira: ordem e progresso”, disse o tenente-coronel Renê Alonso, comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM.

Alonso disse ainda que cerca de 50 PMs do Bope permanecerão nas favelas ocupadas a cada turno de 24 horas. Um contêiner que servirá de base para os policiais será instalado em Manguinhos ainda neste domingo. A expectativa é de que o Bope permaneça nas comunidades até o fim do ano, quando deverá ser inaugurada a 29ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da cidade.

“Após a ocupação propriamente dita, agora passamos para a segunda fase do trabalho, que é o vasculhamento de cada casa e cada viela dessas comunidades, à procura de traficantes, armas e drogas. Para isso, contamos com a população, que pode nos ajudar ligando para o Disque-Denúncia (21-2253-1177)”, afirmou Alonso.

Força-tarefa. Cerca de 2 mil homens, entre policiais militares, civis e rodoviários federais, além de fuzileiros navais, participaram da ocupação das comunidades, que teve início às 5 horas da manhã deste domingo. Três horas antes, 13 blindados da Marinha foram transportados em caminhões do Batalhão de Engenharia, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, até as proximidades das favelas que seriam ocupadas.

Eram 4h45 quando os blindados partiram em direção às favelas e foram seguidos pelos agentes das polícias Militar e Civil. Todas as comunidades foram ocupadas pelas forças de segurança em 20 minutos, segundo a Secretaria Estadual de Segurança. Não houve registro de confrontos com traficantes.

FONTE/FOTOS: estadao.com.br/UOL e Estadao

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Traficantes da comunidade são suspeitos das mortes de oito pessoas no fim de semana

 

RIO – Centenas de policias do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque da Polícia Militar ocuparam na madrugada desta terça-feira a favela da Chatuba, em Mesquita, na Baixada Fluminense, com o apoio de fuzileiros navais. Parte do efetivo foi levada para a comunidade dentro de quatro blindados dos fuzileiros, que já deixaram a favela.

As tropas se concentraram no fim da noite de segunda-feira no quartel do Corpo de Bombeiros de Guadalupe, de onde seguiu em comboio até a favela. Por enquanto, a PM ainda não divulgou detalhes da operação e não foram ouvidos sinais de disparos na chegada da polícia.

Traficantes da Chatuba, em Mesquita, são suspeitos das mortes de pelo menos oito pessoas no fim de semana, incluindo um grupo de seis jovens, entre 16 e 19 anos, sem antecedentes criminais. Eles desapareceram no sábado, quando foram tomar banho em uma cachoeira da região e os corpos foram encontrados na segunda-feira às margens da Via Dutra, com marcas de tiros, facadas e torturas.

Policiais prenderam Luiz Alberto Ferreira de Oliveira, de 29 anos, mas a PM não tem informações se ele participou da chacina. Os policiais foram até a casa de Luiz Alberto, na Travessa Paulo Jorge 36, para checar uma informação do disque-denúncia de que havia drogas e armas no local. Ele só permitiu a entrada da polícia com a chegada do advogado. Na casa foram apreendidos R$ 15.099 escondidos em uma lancheira infantil e 20 gramas de cocaína. Segundo os PMs, Luiz Alberto teria dito que a droga seria para consumo próprio, mas na casa havia indícios de que o local servia para o tráfico, já que foram encontrados dezenas de elásticos de dinheiro e saquinhos plásticos cortados normalmente usados para embalar sacolés de cocaína. Segundo a polícia, Luiz Alberto estava em liberdade há apenas uma semana. Ele ficou preso 27 dia depois de ter sido encontrado com munição de uso restrito.

FONTE: O Globo

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Bope visita BRT Transoeste para treinar ações com reféns

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Homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) visitaram, nesta terça-feira (17), o BRT Transoeste, corredor expresso que liga a Barra da Tijuca até Santa Cruz, Zona Oeste do Rio de Janeiro, para treinar ações com reféns.

Policiais conheceram o Centro de Controle, os veículos e as estações. Eles simularam um assalto em um ônibus. O BRT tem 28 estações em funcionamento. Até agosto, outras oito serão inauguradas.

FONTE/FOTO: G1

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Rio – Uma comitiva da Secretaria de Segurança, que inclui o secretário José Mariano Beltrame, viaja este sábado à África do Sul, para fazer a última análise antes de comprar os novos blindados para as polícias Militar e Civil. É a nova geração de Caveirões – mais compactos, ágeis e velozes – que chega para substituir os atuais, evolução de carros-fortes adaptados.

Após inúmeras análises e testes, o veículo blindado favorito dos policiais é o Maverick, da empresa sul-africana Paramount. “É o melhor, preenche todos os requisitos”, afirmou ao IG um dos envolvidos na escolha técnica. Há uma licitação em curso, da Secretaria de Segurança (Seseg), ainda sem resultado anunciado.

Há urgência. No dia 6, a Seseg publicou “aviso de processo de aquisição de veículo blindado de uso policial”, informando que, “em razão da necessidade imediata, (…) iniciará o processo de aquisição de veículo blindado pesado de uso policial, adequado às características próprias das operações policiais desempenhadas pelo Bope”. Os fabricantes interessados deveriam apresentar a proposta até terça-feira.

É para acertar os últimos detalhes e especificações técnicas que Beltrame, os comandantes do Bope, tenente-coronel Renê Alonso, e do Choque, tenente-coronel Fábio Souza, e uma equipe da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais), unidade de elite da Polícia Civil, vão à África.

Demanda antiga do Bope

A Secretaria de Segurança do Rio vem estudando, há anos, diversos modelos de blindados. Com a ascensão do ex-comandante do Bope, coronel Alberto Pinheiro Neto, à chefia do Estado-Maior da PM, demandas do gênero para as unidades especiais ganharam força e velocidade.

Inúmeros modelos foram analisados

 O Bope já recebeu o russo Tigre, da Rosboron Exports, para teste. Também foram avaliados a carros da francesa Panhard, o sul-africano Gila, os britânicos da BAE RG 31M e RG32M e o israelense Sand Cat, além do Vespa (Viatura Especial de Patrulhamento) 02, modelo desenvolvido pelo Centro Tecnológico do Exército (CTEx), em cooperação com a Autolife, em São Paulo.

O Maverick é o favorito dos policiais e foi aprovado nos testes intensos – inclusive de tiros – a que foi submetido. Durante o processo de seleção, a Paramount trouxe ao Brasil um blindado montado e outro desmontado, em um contêiner, para as autoridades analisarem, o que foi visto como uma demonstração de empenho e boa-vontade. Tendo o prazo para propostas expirado, a viagem é sinal de que o sul-africano é a provável escolha definitiva.

O Maverick é capaz de transportar 12 homens e tem a proteção balística exigida pela PM, resistente a disparos de metralhadoras calibre .30 e fuzis 7.62mm, e resistência a explosões de granadas e bombas. Ao menos dez unidades devem ser compradas pela Secretaria de Segurança para Bope, Choque e Core.

O veículo atende às necessidades das unidades de elite, que estavam em busca de um carro de transporte blindado menor, mais moderno, ágil e com maior manobrabilidade em ladeiras e espaços limitados, adequado às favelas. O robusto Maverick tem motor a diesel e tração 4×4 com transmissão automática, o que facilita o desempenho em qualquer terreno. Outro fator importante é a existência de peças de reposição no Brasil.

Atendendo às necessidades do Batalhão de Choque, um ou dois veículos receberão uma torre com jato de água, para o controle de distúrbios.

Um ponto de preocupação no carro original eram as 11 janelas, que, embora deem ótima visibilidade para a equipe, são consideradas grandes demais pelos policiais – nos atuais Caveirões as escotilhas são pequenas. Também são blindadas, mas a questão é se haverá viabilidade econômica de substituí-las, no caso de necessidade.

Diante dos pedidos da polícia do Rio, a Paramount se comprometeu a diminuí-las. Uma câmera ainda pode ser instalada na traseira para melhorar a visibilidade do motorista.

FONTE:  O Dia Online – As informações são  do repórter Raphael Gomide, do IG / COLABOROU: Paulo Renato

POR FERNANDO MOLICA

Rio – O Exército começará, em março, a deixar o Complexo do Alemão, que ocupa desde novembro de 2010. Os soldados serão substituídos por bases de uma Unidade de Polícia Pacificadora que será instalada de forma gradativa — as tropas federais sairão até o fim de junho.

O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, revelou que a UPP no complexo de favelas terá nove bases ou unidades operacionais : oito nas comunidades já ocupadas e uma nos morros do Adeus e da Baiana, ainda não pacificados. A UPP terá um total de 2.200 policiais militares.

Primeiro o Bope

A substituição começará pela Vila Cruzeiro, que será ocupada pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais. Segundo Beltrame, caberá sempre ao Bope a tarefa de entrar nas diferentes áreas do Alemão hoje vigiadas pelos militares do Exército.

Duas por mês

A Secretaria de Segurança quer instalar, por mês, duas bases da UPP no Alemão, o que permitirá a conclusão dos trabalhos até junho. Também em março, o Bope começa a ocupar sua nova sede, na Maré, o que facilitará o trabalho no Alemão.

FONTE: O Dia

Um Caveirão, carro blindado usado pela PM do Rio, pegou fogo durante uma operação na favela do Jacarezinho, na zona norte da cidade, na tarde desta quarta-feira (1º).

Segundo o comandante do 3º BPM, tenente-coronel Ivanir Linhares, nenhum policial ficou ferido porque o incêndio foi controlado rapidamente.

- Ainda não sabemos as causas do incêndio. Pode ter sido uma pane elétrica, por exemplo, mas também pode ser que traficantes tenham atirado uma granada, uma bomba, que tenha provocado as chamas.

Durante a ação, PMs apreenderam um fuzil na comunidade. Moradores disseram que os PMs trocaram tiros com os traficantes durante a operação.

Na ação, os PMs também apreenderam um revólver calibre 38, uma bomba caseira, 500 sacolés de crack, três tabletes de maconha e material para endolação. A ocorrência foi registrada na Delegacia de Engenho Novo (25ª DP).

Outras operações

Mais cedo, policiais militares do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) apreenderam na manhã 15 máquinas caça-níqueis nas favelas Nova Holanda e Parque União, no complexo da Maré, na zona norte.

Em Madureira, também na zona norte, PMs do Batalhão de Rocha Miranda (9º BPM) fazem uma operação na comunidade da Serrinha. Houve troca de tiros na chegada dos policiais, que contam com a ajuda de um veículo blindado.

Em outra operação, policiais do Batalhão de Irajá (41º BPM) vasculham a favela de Acari em busca de armas e drogas.

FONTE/FOTO: R7/O Globo

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Rio – O Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) vai trocar sua tradicional farda preta, nas operações diurnas, por um moderno camuflado digitalizado verde. A mudança deve ocorrer já em 2012. O padrão escolhido para ser o principal uniforme da tropa de elite da Polícia Militar do Rio é o camuflado digital de florestas, usado pelos fuzileiros navais dos Estados Unidos.

É considerado o mais adequado ao perfil “multitarefas” da unidade, que atua tanto nas matas próximas a favelas como no ambiente urbano. O uniforme preto, porém, não vai ser abandonado. Continuará a ser empregado pelo Grupo de Resgate e Retomada de Reféns (GRR) e pela tropa, em operações à noite.

A substituição da farda que celebrizou o Bope vinha sendo estudada desde 2007, por motivos de segurança e de saúde dos policiais. A roupa escura, embora faça parte da mística dos “homens de preto”, paradoxalmente põe em risco a vida dos “caveiras” – como são conhecidos os “cursados” em operações especiais.

A farda negra é facilmente identificável à distância durante o dia, pelo contraste da cor com o ambiente, e até à noite, quando “faz silhueta”, expondo os PMs. Outro ponto negativo que foi levado em consideração é que a camisa e as calças pretas acumulam muito calor, sob o forte sol fluminense. Frequentemente provocam desidratação e intermação (elevação da temperatura do corpo pelo calor excessivo), com mal-estar e desmaios aos soldados.

“A cor preta contrasta-se facilmente com qualquer cor à exceção dela mesma. O policial fardado de preto pode ser plotado à distância, tornando-se um alvo fácil no ambiente operacional”, afirma estudo do tenente-coronel PM Fábio Souza, para o Curso Superior de Polícia, que ajudou a embasar tecnicamente a decisão. Atualmente comandante do Batalhão de Choque, Fábio é “caveira” do Curso de Operações Especiais (COEsp) de 1996 e integrou o Bope por 13 anos, a maior parte de sua carreira.

No trabalho “Desempenho Operacional do uniforme de Combate Digitalizado nas Áreas de Risco do Rio de Janeiro”, o oficial aponta cientificamente as muitas desvantagens da farda negra em comparação com a camuflada digital.

Experiências práticas de policiais do próprio Bope com diferentes uniformes mostraram que deslocamentos feitos usando o camuflado digital retardam a visualização à distância, tanto a olho nu quanto com o auxílio de lunetas.

O atual chefe do Estado-Maior Operacional, coronel Alberto Pinheiro Neto, estava à frente do Bope em 2007 e já defendia a mudança do uniforme, ao lado do seu subcomandante, Renê Alonso, atual comandante da unidade. No novo cargo, abaixo apenas do comandante-geral, Pinheiro Neto tem mais autonomia para implantar a alteração. “Estamos trabalhando para que seja implementado este ano”, afirmou Pinheiro Neto, ao iG.

“Uniforme preto é totalmente divorciado do contexto operacional”, diz trabalho

Em seu estudo, Fábio é contundente. “A utilização do uniforme de combate digitalizado em operações policiais diurnas é a opção mais recomendável para o ambiente operacional encontrado no Rio de Janeiro, em comparação ao uniforme preto usado atualmente. Os resultados (dos testes) demonstraram que o uniforme preto é totalmente divorciado do contexto operacional a que está submetido. Por outro lado, o uniforme de combate digitalizado atendeu totalmente as expectativas operacionais”, escreveu ele.

Nem sempre os soldados do Bope se vestiram da cor preta, só adotada em 1992. Antes – desde sua criação, em 1978, como Nucoe (Núcleo de Operações Especiais) – a farda era azul marinho. A decisão de adotar a farda preta, porém, não foi embasada em nenhum estudo. Foi baseada no uniforme do SAS (Special Air Service), tropa de elite do Exército Britânico, que invadiu a embaixada do Irã em Londres, tomada por terroristas, em 1980.

Nesse caso, o uso do fardamento totalmente preto era uma arma psicológica para intimidar o inimigo, dando aos soldados o aspecto de “um ser desumano”, diz o tenente-coronel Fábio, no trabalho.

O oficial, que usou a farda por tantos anos, porém, diz que, além do ambiente operacional completamente diverso daquele no qual se inspirou, o “clima tropical” do Rio é um agravante, conjugado ao peso de equipamento. “No universo das operações policiais diurnas, o uso do uniforme preto se torna um sacrifício extra, com possíveis casos reais de desidratação e intermação. É uma emergência clínica com alto risco de morte”, afirma.

O cabo Ananias, há 11 anos no Bope, lembra-se bem de passar mal dentro do blindado “Caveirão”, durante operação no verão, na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha. “Estava um inferno, a bala voando, e um calor insuportável, com todo mundo passando mal dentro do blindado, sem poder sair, porque o tiro estava comendo lá fora”, lembra.

Curiosamente, apesar do uso corriqueiro e célebre, até hoje a farda preta do Bope não faz parte dos uniformes oficiais da PM. Nunes admite que a mudança de cor pode causar estranheza, no primeiro momento, mesmo entre os policiais.

“Vai causar estranheza porque é uma marca, mas o preto não acabou. É uma ferramenta a mais para a qualidade do serviço”, disse. “Quem fez a mística do Bope não foi o uniforme, mas o combatente. E hoje o preto não é mais exclusividade nossa, até segurança do Metrô usa… Tenho de privilegiar a saúde e a qualidade do serviço, dando mais segurança e saúde física ao PM, para ele trabalhar mais tempo e melhor. Vestindo preto, amarelo ou paisano, é o Bope.”

Para a farda vestir perfeitamente no soldado, o Bope vem estudando a mudança há um ano, e foi contratada a consultoria do Senai/Cetiqt, especializado em uniformes.

A modelagem foi especificada de forma tão detalhada que as especificações das gandolas (camisas) tomam 24 páginas, e as das calças, mais 26. São informações como tipo de costuras, fios e as distâncias entre bolsos, posições dos velcros, por exemplo.

O tecido a ser usado é de alta tecnologia: permite a passagem de ar, para não esquentar demais e tem resistência a fogo. Até o fim de janeiro, chegam ao Bope 60 uniformes de empresa norte-americana – que fornece material a militares dos EUA, Noruega, Itália e Austrália – para teste.

“Não tem prova melhor que a avaliação dos meus policiais, rastejando no chão e arrastando a farda nos becos”, diz o major Nunes, chefe de Logística do Bope.

A tecnologia não impede, porém, a desconfiança dos soldados do própria tropa de elite. “Farda feia para caramba!”, disse um PM. “Vai ser esta a farda?”, perguntou outro, curioso. “Uso a minha, preta, a vida toda. Para que trocar?”, questionou um terceiro.

Já há quem fale em uma nova mística, dos “homens de verde”. “É o homem-camaleão?”, ironizou um policial, referindo-se ao cabo Ananias, que usava a roupa. Ananias, porém, aprovou. “É muito confortável, bonita e não é quente”, disse.

Os conjuntos de camisa e calça devem custar ao Bope de R$ 250 a R$ 300. Os cerca de 400 policiais do Bope vão receber dois conjuntos de camisa e calças camufladas e um conjunto de farda preta, também feito com o novo material – no total de 1.200 a 1.500 uniformes. O orçamento já está reservado, e a licitação acontecerá nos próximos meses.

Fonte e Foto: Raphael Gomide / iG

Nota do Editor: O Blog Forças Terrestres já tinha anunciado essa mudança da farda em 24 de fevereiro de 2011, na matéria BOPE-PMERJ irá adotar camuflagem semelhante ao USMC, e ficamos felizes em saber que essa mudança agora está se tornando concreta. Parabéns ao BOPE e a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

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Nesta quinta feira, 21/07, o Batalhão do Operações Policiais Especiais (BOPE) irá realizar a solenidade de formatura dos 21 policiais militares que concluiram o 28º Curso de Ações Táticas (CAT). A solenidade vai ocorrer na sede da unidade às 15h e contará com a presença de autoridades civis e militares.

Outras informações no twitter do BOPE: @Real_BOPE_RJ

Blindados do CFN marcaram presença no local

Sem tiros e sem baixas, o morro da Mangueira, no Rio de Janeiro, foi tomado este final de semana, numa operação que durou cerca de cinco horas, por 750 homens das polícias Civil e Militar, além de fuzileiros navais.

Parte deles subiu a favela protegida em 14 veículos blindados, seis deles da Marinha e não houve reação do tráfico.

A favela, berço da Estação Primeira de Mangueira, é a 18ª a receber uma Unidade de Polícia Pacificadora no Estado (UPP) e foi classificada pelo secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, como um “local complexo, histórico”.

“Dificilmente as instituições policiais entravam numa área dessas sem haver troca de tiros.

Hoje se conseguiu isso sem disparar um tiro, sem ferir ninguém. A polícia chega mais uma vez para ficar”, afirmou Beltrame.

O secretário defendeu a estratégia de “guerra anunciada”, em que a ocupação tem hora marcada para começar.

“Hoje foi devolvido um território para 20 mil pessoas. Essa é indiscutivelmente uma vitória. A saída dessas pessoas (traficantes) as deixa vulneráveis, porque o espaço de actuação diminui e elas saem das áreas onde tinham domínio. E a polícia, atenta, vai atrás”, afirmou o secretário, que citou a prisão de Luiz Carlos Santino da Rocha, o Playboy, na semana passada, suspeito de ter derrubado um helicóptero da PM, em 2009.

A ocupação começou às 6 horas, antes de o dia amanhecer. Quatro helicópteros, dois deles blindados, sobrevoaram o morro e transmitiram imagens da favela para um centro de comando do Exército. Em seguida, os blindados subiram por diferentes acessos da Mangueira. Na entrada do Buraco Quente, onde funcionava a principal boca de fumo, moradores estenderam um pano branco com a palavra “paz”.

FONTE: Angolapress

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Preleção do comandante do BOPE, momentos antes da invasão ao complexo do alemão, observe a motivação da tropa muito bem conduzida pelo seu comandante, não há mêdo nos policiais, há uma vontade enorme de dar uma resposta aos traficantes por tudo que fizeram, moral elevado e muita vontade de trabalhar é o que os srs. verão exclusivo e inédito.

caveiraa!!!

Por: caveiraalex
Participou:Leonardo Malha

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CLANFs e M-113 voltam à Vila Cruzeiro

Às 9h50 desta sexta-feira, duas retroescavadeiras do Bope (Batalhão de Operações Especiais) conhecidas como Robocop, um guindaste, três carros Clanfi (lagarto-anfíbio) e três tanques M133 saíram do 16º Batalhão da Polícia Militar em Olaria, no Rio de Janeiro, em direção à Vila Cruzeiro, onde houve uma operação da polícia ontem.

De acordo com um fuzileiro naval que conversou com a Folha, os veículos foram fazer a limpeza da região, pois, segundo ele, os traficantes fugiram da favela, mas deixam muita coisa para trás, como drogas. Seis cães farejadores estão indo junto com os policiais.

Ontem, durante operação da polícia, imagens da GloboNews mostraram traficantes da Vila Cruzeiro fugindo pela parte alta da favela em direção a uma comunidade vizinha, no Complexo do Alemão.

Os veículos especializados também devem ser usados para a retirada de carros que foram queimados e ainda estão nas ruas da região, assim como outros obstáculos.

Por volta das 9h, dois outros tanques da Marinha e um veículo blindado (conhecido como Caveirão) do Bope seguiram em direção à Vila Cruzeiro com o mesmo objetivo. Eles seguiram por uma via conhecida como subida da Pedreira, que dá acesso aos fundos da favela.

Na Vila Cruzeiro, que ontem viveu uma operação da polícia, o clima é de tranquilidade. O comércio está aberto e policiamento é forte nas ruas. Alguns veículos queimados continuam no local.

Os moradores elogiam a atuação da polícia. “Já deviam ter feito isso há muito tempo”, disse um deles, que não quis se identificar.

Cerca de 200 homens da Polícia Civil entraram na Vila Cruzeiro, na Penha (zona norte do Rio), por volta das 15h10 desta quinta-feira, após deixarem a favela do Jacarezinho. Parte dos policiais estava em quatro veículos blindados da Polícia Militar, conhecidos como Caveirão.

COMPLEXO DO ALEMÃO

Os outros tanques da Marinha que ajudam o trabalho da polícia no Rio permanecem no 16º Batalhão da Polícia Militar, em Olaria, que fica próximo ao Complexo do Alemão, para onde traficantes da Vila Cruzeiro fugiram ontem. Por volta das 7h30, pelo menos cinco carros da Polícia Federal e agentes da Polícia Civil ocupam algumas entradas do Complexo do Alemão, na estrada do Itararé.

A movimentação de pessoas na região é aparentemente normal. Durante a saída dos veículos em direção à Vila Cruzeiro, curiosos tiravam fotos e se aglomeravam no local.

FONTE: Folha online

NOTA DO BLOG: clanfi? M133? lagarto-anfíbio? Colegas da mídia não especializada por favor não cometam tantos erros em poucas linhas. Sobrou até para a área de biologia.

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O Serviço de Comunicação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) no Rio de Janeiro criticou a Globo e a Record por estarem transmitindo ao vivo, de seus helicópteros, a operação policial que ocorre na Vila Cruzeiro (zona norte do Rio de Janeiro).

Para o Bope, a transmissão mostra o espectro da ação policial, e isso facilita a estratégia de defesa dos traficantes. “Um desserviço o prestado pelas aeronaves de Record e Globo”, diz mensagem do Bope no Twitter.

“Estamos fazendo a cobertura jornalística de fatos graves e não recebemos nenhum pedido ou comunicação da Secretaria de Segurança Pública do Rio para deixar de filmar alguma coisa”, respondeu a Record, por meio de sua central de Comunicação.

A Globo ainda não se manifestou sobre a declaração do Bope.

FONTE: Uol

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Megaoperação contra criminosos no local demorou quatro horas. Polícia chegou ao topo da favela após ação com blindados da Marinha.

“A Vila Cruzeiro hoje pertence ao estado.” A frase foi dita pelo subchefe operacional da Polícia Civil do Rio, delegado Rodrigo Oliveira, quando descia da favela cerca de uma hora depois que policiais chegaram ao topo do morro, no início da noite desta quinta-feira (25). A ação de ocupação do local durou quatro horas.

“Existe uma rota de fuga para o Complexo do Alemão de difícil acesso, mas hoje a favela está dominada. Essa é a resposta que a sociedade precisava”, disse o subchefe, que indicou que a ação não terminará nesta quinta.

A operação da polícia é liderada pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) e usa ao menos 350 homens (200 da Polícia Civil e 150 do Bope), com o apoio da Marinha, que cedeu nove blindados.

Desde domingo, o Rio vive uma onda de violência, com arrastões, veículos queimados e ataques a forças de segurança. Segundo o governo, é uma reação à política de Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs, na qual a polícia ocupa áreas antes dominadas por criminosos.

Em toda a região metropolitana, foram 30 os veículos incendiados somente nesta quinta. Pouco antes das 16h, a PM informou que prendeu durante o dia 11 suspeitos e apreendeu 3 galões de gasolina, 6 dinamites e 6 espoletas. Oito pessoas morreram.

AÇÃO NOTURNA – A operação na Vila Cruzeiro vai continuar durante a noite desta quinta, informou a Polícia Militar. De acordo com a PM, agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e 16º BPM (Olaria) terão que redobrar a atenção por causa da falta de luz solar.

ARTEFATOS – Uma explosão causou correria entre moradores do Largo da Penha, que dá acesso à Vila Cruzeiro. Segundo a polícia, o ojbeto estava numa das subidas da comunidade e estava ligado a um fio que corria ao longo de um quarteirão. Depois de retirado, ele foi detonado por homens do Esquadrão Antibombas. Durante a megaoperação, os policiais encontraram na Favela Vila Cruzeiro duas granadas, duas bombas, sacos de pólvora, pregos e pavios.

MAIS FERIDOS – Duas pessoas feridas nos confrontos na Vila Cruzeiro chegaram no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, no subúrbio do Rio. Segundo a Secretaria estadual de Saúde, as vítimas são um adolescente, de 16 anos, e um jovem de 21. Seis pessoas ficaram feridas na Vila Cruzeiro nesta quinta.

MORADORES ASSUSTADOS – O cerco a criminosos na Vila Cruzeiro, na Penha, faz com que moradores e trabalhadores das proximidades do conjunto de favelas escolham não voltar para casa. Um grêmio recreativo virou abrigo. O servente José Pereira, de 33 anos, atingido no tornozelo, também está com medo: “Fico muito triste com essa situação. Meus filhos já não vão à escola há dois dias”. Alguns criminosos chegaram a colocar fogo em pneus.

LENÇÓIS BRANCOS – Os moradores do conjunto de favelas do Alemão estenderam lençóis e toalhas brancas, como um pedido de paz na comunidade, que é alvo de traficantes e facções criminosas. Muitos criminosos que estavam na Vila Cruzeiro fugiram para o Alemão.

CAVEIRÃO E BLINDADOS DANIFICADOS – A megaoperação na Vila Cruzeiro teve um caveirão com pneu furado e dois blindados da Marinha avariados, sendo que um já retornou à favela. O primeiro, atingido por tiros, saiu de combate mais cedo.

FONTE / FOTOS (com AP, TV Globo e Reuters): G1

Assistimos hoje ao “Tropa de Elite 2″ e gostamos muito do que vimos. A sequência de “Tropa de Elite” agora é bem mais complexa e mostra a relação do poder público com a polícia e os terríveis tentáculos da corrupção que permeia o sistema.

No filme que custou R$ 12,5 milhões, o herói brasileiro Capitão Nascimento (agora Coronel) desta vez troca a farda pela gravata. Ele sai do Bope e torna-se subsecretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro.

Nascimento ganha a guerra contra as drogas, mas milícias formadas por policiais corruptos se aproveitam dessa vitória para transformar miséria em dinheiro, com o apoio de políticos.

Para quem gosta do tema “Segurança Pública”, o filme é um prato cheio. Destaques para as sequências onde aparecem o helicóptero UH-1 “Caveirão do Ar” da Polícia Civil apoiando uma incursão do BOPE e o novo fuzil da Imbel IA-2, que foi usado para defender o Coronel Nascimento de um atentado. Se você também assistiu ao “Tropa 2″, deixe aqui seu comentário. Caveira!

Veja mais detalhes do filme no Blog “Filme, Pipoca e Coca-Cola”.

RIO – Veio de Arzamas, na Rússia, e viajou durante um mês num navio que partiu de São Petersburgo o possível “caveirinha”: um veículo blindado usado pelo Exército russo, com dimensões menores que as do caveirão da Polícia Militar, e que poderá ser adotado pela corporação. O veículo foi cedido pelo fabricante, Rosboron Export, para ser testado por um ano pela PM e poderá reforçar a segurança durante a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Trata-se da quarta geração de um blindado projetado e construído para o transporte de tropas em qualquer tipo de terreno.

Com 2,10 metros de largura, 5,70 de comprimento, 6.200 quilos, motor a diesel e capacidade para 11 pessoas (no caveirão são 17), o veículo de patrulhamento em áreas conflagradas chegou ontem ao Centro de Manutenção de Veículos Blindados da PM, na sede do Batalhão de Choque. Assim que chegou, foi cercado por mecânicos e outros militares curiosos.

O modelo custa cerca de R$ 1 milhão. Teremos dois dias para conhecer o veículo a fundo, antes de entregá-lo para o Bope. Por isso, perguntem tudo. Vamos avaliar esse veículo para ter um diagnóstico completo – disse à tropa de mecânicos o coronel Cid Souza, chefe do centro de manutenção.

O comandante do Bope, coronel Paulo Henrique Moraes, que esteve na Rússia para conhecer o modelo, disse que pediu à empresa algumas adaptações para a realidade fluminense,como ar-condicionado e blindagem da caixa do motor.

FONTE: O Globo

O que se passa na cabeça de um ‘caveira’? O alto índice de aproveitamento dos policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) virou objeto de estudo de cientistas do Laboratório de Mapeamento Cerebral e Integração Sensório-Motora, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Durante dois anos, pesquisadores fizeram uma série de testes para avaliar a capacidade de ação de uma unidade de excelência e definir de que forma a neurociência contribuiria na formação dos PMs e até na prevenção de erros cometidos no desempenho de suas funções.

No trabalho desenvolvido de 2007 a 2009, com apoio do Instituto de Neurociências Aplicadas (INA) e da Fundação de Amparo à Pesquisa (Faperj), sete tipos de treinamento foram realizados, usando equipamentos criados pelos próprios pesquisadores. “Com o estudo, podemos entender aspectos cerebrais de policiais e levá-los à melhor avaliação possível das situações, na tentativa de diminuir os índices de erros, como no caso do agente que confundiu a furadeira com uma arma”, explicou o professor Pedro Ribeiro, coordenador do projeto.

Na avaliação, os ‘caveiras’ mostraram que podem exercer diversas funções simultâneas, ativando várias áreas do cérebro, diferente de outras pessoas. Isso porque, com o treinamento, desenvolvem, entre outras coisas, percepção, raciocínio rápido e capacidade de tomar decisões em situações extremas. Tudo sem perder o controle emocional.

“Um policial de operações especiais tem de estar sempre pronto, não pode ser pego de surpresa. Raciocinar e antecipar uma situação em dois ou três segundos pode salvar sua vida. Não é paranoia, mas o ‘caveira’ formata seu cérebro para ficar atento 24 horas por dia”, define um major do batalhão, ressaltando que sua cabeça não descansa nem na folga. “Se estou tomando chope com amigos, por exemplo, fico pensando nas possibilidades de ocorrer um crime e como reagir. Ao volante, converso com a minha família, mas imagino o que pode dar errado e antecipo. Não posso arriscar discutir no trânsito e ser pego de surpresa”.

Os aparelhos empregados na pesquisa continuam em uso pelo Bope. Dois deles foram desenvolvidos especialmente para treinar os atiradores de elite: um pêndulo controlado por ondas de rádio testa a pontaria e a rapidez do sniper; no outro equipamento, o PM deve decidir rapidamente e atirar quando uma das quatro luzes acende ao lado do alvo. “Os sistemas são simples, mas muito eficazes. O estudo aprimorou o treinamento do Bope”, afirma o coronel Alberto Pinheiro Neto, comandante do batalhão na época da pesquisa.

A PM estuda estender a pesquisa neurocientífica a outras unidades. A ideia é introduzir os treinamentos nos cursos de formação para desenvolver a percepção dos policiais e diminuir os erros. Além disso, está em teste o estande virtual de tiro adquirido pela Secretaria de Segurança. Numa cabine de 360 graus, são reproduzidas situações reais para que os PMs testem suas reações diante do perigo.

Tecnologia e treino fazem a diferença

Numa semana em que vários tipos de deslizes cometidos por policiais militares vieram à tona e diante da necessidade de mudanças na conduta da tropa, o estudo conclui principalmente que a tecnologia aliada ao treinamento constante pode melhorar – e muito – o desempenho dos policiais.

“Boa parte das falhas que policiais cometem tem a ver com a questão do treinamento. Fizemos os testes com uma unidade que tem um grau de performance excelente, justamente para mostrar a diferença que essa capacitação exerce no desempenho do agente de segurança”, disse o professor Ribeiro, ressaltando que um treinamento rigoroso pode evitar os chamados desvios de conduta. “Um policial bem treinado também ganha mais consciência da importância do seu trabalho e das consequências de seus atos. Logo, ele tende a evitar os erros”, avalia o pesquisador.

FONTE: Terra, jornal O Dia / FOTO: O Globo

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