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vinheta-clipping-forte1O Primeiro-ministro do Haiti, Laurent Lamothe, afirmou terça-feira, numa visita a Brasília, que o seu país precisa ser “mais dinâmico” na formação de polícias que serão destinados a substituir as tropas internacionais.

“É necessário trabalhar de forma mais dinâmica. Com a cooperação bilateral, acreditamos que poderemos ser mais dinâmicos e, no dia que as tropas se retirarem, estaremos cem porcento preparados”, disse Lamothe em conferência de imprensa, junto com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.

Lamothe declarou ainda que o país pode cumprir o calendário de retirada da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), que prevê que as tropas saiam em 2016 e sejam substituídas por polícias.

Na semana passada, o ministro da Defesa, Celso Amorim, disse que o seu país deseja ajudar o Haiti, mas “sem perpetuar” a presença de tropas brasileiras.

O Brasil tem a chefia militar da Minustah e é o país com maior número de soldados no Haiti, que aumentou até 2.300 em Janeiro de 2010, após o terramoto que causou 300 mil mortos e 1,5 milhões de afectados.

À margem da questão da Minustah, os governos dos dois países assinaram uma carta de intenções para estreitar a cooperação em trabalhos humanitários para a recuperação de pequenos agricultores no país caribenho.

Também assinaram um memorando de intenções para colaborar na formação de diplomatas e um acordo de carácter comercial para aumentar os contactos entre as respectivas agências de promoção de exportações e investimentos.

Lamothe dirigiu-se depois a São Paulo, onde deve encontrar-se com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, devendo concluir a sua visita no Rio de Janeiro, onde permanecerá até sábado.

FONTE: G1

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vinheta-clipping-forte1foto internaO Brasil deverá ajudar o Haiti a formar engenheiros, capacitando-os a elaborar e executar projetos com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento do país caribenho. A oferta foi feita esta manhã pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, ao primeiro-ministro do Haiti, Laurent Salvador Lamothe, durante reunião na sede do Ministério da Defesa, em Brasília.

Segundo Amorim, o auxílio brasileiro compreenderá não somente o envio de professores e a estruturação do curso de formação de engenheiros, mas também a construção, em território haitiano, da estrutura física necessária para abrigar os alunos, além da aquisição dos equipamentos e do material que será utilizado nas aulas.

O curso deverá ser ministrado por docentes do corpo de engenheiros militares brasileiros. De acordo com Amorim, a ideia é formar cerca de 500 haitianos no Brasil e outros 1.000 no próprio Haiti. Esses profissionais sairão capacitados não somente nas habilidades específicas da profissão, mas também para lidar com ações de defesa civil e de resposta a catástrofes naturais, situações muito comuns na ilha caribenha.

A oferta brasileira foi bem recebida pelo representante haitiano. Lamothe afirmou que seu país está preparado para receber o apoio na formação profissional em engenharia. Ele lembrou que nos últimos três anos seu país sofreu três catástrofes naturais, incluindo o trágico terremoto de 2010, além de furacões.

Durante o encontro, ficou acertada a assinatura de um memorando de entendimento entre os dois países, cujos termos serão objeto de tratativas entre a diplomacia dos dois países. Em breve, o Brasil deverá enviar uma missão ao Haiti para discutir os detalhes da cooperação, que recebeu, segundo informou Amorim, o aval da presidenta Dilma Rousseff.

Nova etapa

FFB_1301A formação de engenheiros faz parte do conjunto de iniciativas que marcam uma nova etapa na cooperação do Brasil com o Haiti. Esse novo momento, como explicou o ministro brasileiro, deverá priorizar ações de caráter estruturante, que auxiliem o país caribenho a criar condições efetivas para seu desenvolvimento socioeconômico. “Iniciativas como essa fazem parte da herança que o Brasil quer deixar para Haiti”, disse Amorim.

O titular da Defesa afirmou que o Brasil não pretende retirar, de maneira irresponsável, suas tropas do país. Mas reiterou seu entendimento de que a permanência dos militares brasileiros não deve se perpetuar indefinidamente, criando o que ele chamou de uma “zona de conforto” para todos os envolvidos. “Queremos, progressivamente, deixar para o Haiti a responsabilidade por sua segurança e pela manutenção da lei e da ordem”, afirmou.

De acordo com o ministro da Defesa, parte dos recursos financeiros que serão investidos na formação de engenheiros haitianos deverá sair da economia resultante da desmobilização dos efetivos militares no país. O Brasil iniciou a redução de seu contingente, que deverá, em breve, voltar a ser de cerca de 1.200 homens, tamanho similar ao registrado antes do terremoto de 2010.

Amorim também citou como exemplos de ajuda de caráter estruturante, a possibilidade de o Brasil prestar apoio na formação da polícia nacional haitiana, e também tornar viável o financiamento para construção da hidrelétrica de Artibonite, no norte do país.

O ministro brasileiro citou tratativas em curso entre a Defesa, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com o objetivo de obtenção dos recursos para a construção da usina. O Brasil já investiu US$ 40 milhões no projeto da hidrelétrica, que foi elaborado pelo Exército Brasileiro.

Segundo Amorim, há conversas envolvendo companhias brasileiras que teriam interesse no empreendimento. “Precisamos agora achar a empresa que irá financiar e construir”, disse Amorim, acrescentando que a usina poderá resolver um sério problema estrutural que inviabiliza o desenvolvimento do Haiti: a falta de energia elétrica.

O primeiro-ministro haitiano manifestou concordância com a proposta relativa à usina e aceitou a sugestão de Amorim de receber, em seu país, uma breve e futura missão com empresários brasileiros.

Lamothe enfatizou como uma de suas principais preocupações a área de segurança. Ele pediu apoio para treinar e equipar uma força de ação rápida – corpo de elite militar capaz de atuar em eventuais situações de falha da polícia regular. Segundo o representante haitiano, essa força seria constituída por 600 homens.

Amorim se comprometeu a ajudar Lamothe, explicando que, no Brasil, a competência relativa à formação policial e à segurança pública, cabe, no nível federal, ao Ministério da Justiça. Ambos combinaram que a embaixada do Haiti enviará ao governo brasileiro um pedido formal que será objeto de análise pelo órgão competente com o intuito de tornar viável a iniciativa.

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Antes de dirigir-se à reunião, Lamothe e comitiva foram recebidos com honras militares pelo ministro brasileiro. Estiveram presentes ao encontro o comandante da Força Aérea, brigadeiro Juniti Saito; os chefes dos Estados-Maiores da Armada, almirante Eduardo Monteiro Lopes, e do Exército, general Joaquim Silva e Luna; além do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos De Nardi, e do secretário-geral da Defesa, Ari Matos Cardoso.

FONTE: Ministério da Defesa

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Brasil Chinavinheta-clipping-forte1Nas mais de 400 páginas do livro China Goes Global (a China se lança no mundo, em tradução livre), de David Shambaugh, um dos únicos pontos de exclamação é usado quando ele descreve o choque provocado pelo despreparo da diplomacia brasileira em lidar com a China.

“Quando visitei o Ministério das Relações Exteriores, em 2008, me foi dito que não havia sequer uma pessoa fluente em chinês ou um grupo de especialistas em China em todo o serviço diplomático!”, espanta-se ele, um dos mais renomados especialistas em política externa chinesa.

O Itamaraty (que Shambaugh grafa como “Itamarichy”) agora tenta recuperar o atraso, com um grupo de jovens diplomatas em Pequim exclusivamente dedicados a aprender o idioma chinês.

Shambaugh teve outra surpresa ao questionar os governos do Brasil e de outros países da América do Sul sobre qual era a estratégia em relação à China. A resposta geralmente foi um silêncio constrangedor, conta Shambaugh.

A falta de uma estrutura acadêmica de estudos sobre o maior parceiro comercial do Brasil também impressionou o autor. “É chocante, mas não há um programa de estudos chineses em todo o Brasil”, escreveu.

O despreparo é explorado pelos chineses em sua expansão silenciosa no continente, afirma o autor. A maioria dos diplomatas chineses na região fala português ou espanhol com fluência.

E, apesar de negarem, têm uma estratégia definida, baseada na abertura de mercados e na obtenção de recursos naturais.

O desequilíbrio nas relações deveria ser motivo de preocupação, afirma Shambaugh. Segundo um estudo recente da Universidade Columbia (EUA), o Brasil exporta para a China 7,6% de produtos de alta tecnologia, enquanto importa 41,4% de itens desse tipo.

“Sim, o Brasil deveria ver a China com preocupação exatamente por isso.”, disse ele à Folha, por e-mail.

Outros países da América Latina e da África já começam a ter dificuldades no comércio com a China devido a essa atitude, chamada de neo-colonialista, diz ele.

“Todos esses países precisam acordar para o tipo de desafio que a China impõe, ser mais duros e deixar a ingenuidade de lado”, diz.

Diretor do Programa de Política da China da Universidade George Washington, Shambaugh falará hoje no Instituto Fernando Henrique, em São Paulo.

China é uma potência parcial, diz especialista

FONTE: Folha de São Paulo/MARCELO NINIO DE PEQUIM

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vinheta-clipping-forte1Em sua primeira visita ao Brasil depois de eleito, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que deseja compartilhar experiências na área de defesa e aproximar as Forças Armadas dos dois países “para a proteção de nossa fronteira”. O venezuelano destacou, também, o desejo de realizar treinamentos militares conjuntos.

A proposta foi colocada em comunicado à imprensa, no Palácio do Planalto, após reunião bilateral com a presidenta da República, Dilma Rousseff, e ministros dos dois países. Dilma e Maduro deram ênfase a importância de uma “união regional”. Sobre isso, a presidenta falou que “nossos países estão mostrando essa vocação para criar um futuro comum, que una toda a nossa região, que contribua para um mundo multipolar e multilateral, sem espírito de confrontação, sem pretensões hegemônicas e sem ingerência externa”.

Já para o contraparte venezuelano, é preciso “trabalhar para a integração da América Latina” e fortalecer o Mercosul, chamado por ele de “grande espaço econômico do futuro”.

Maduro explicou que atualmente o relacionamento dos dois países é marcado “por grandes sentimentos de solidariedade e amor”. “Antes vocês eram vistos como um perigo para nós. Hoje, construímos parceria e amizade.” Cooperação essa que, segundo Dilma, acarretou em “decisivo apoio da Venezuela na candidatura do Brasil à presidência da OMC [Organização Mundial do Comércio]”.

A reunião entre os presidentes tratou, ainda, de temas como energia, desenvolvimento social, educação, cultura e juventude, entre outros. Em seu comunicado, Dilma Rousseff reiterou a “parceria estratégica” em todas essas áreas. Nicolás Maduro pediu ao Brasil apoio especial no setor alimentício, para que possam produzir tudo o que consomem. “Temos metas ambiciosas para dar um salto produtivo”, disse.

Honras militares

O presidente Maduro foi recebido na tarde de ontem com honras militares. Na rampa do Palácio do Planalto, o venezuelano foi saudado pela presidenta Dilma, que estava acompanhada do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. Após entoar os hinos dos dois países, ambos acenaram para os jornalistas e cumprimentaram os ministros brasileiros, dentre eles o da Defesa, Celso Amorim, além da comitiva venezuelana.

Depois, seguiram para reunião interna. Além de Amorim e Patriota, participaram do diálogo presidencial os ministros da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e do Gabinete de Segurança Institucional, general José Elito Siqueira.

FONTE: Ministéio da Defesa

vinheta-clipping-forte1Os governos brasileiro e cubano estão acertando a vinda de 6.000 médicos de Cuba para trabalharem nas regiões carentes do Brasil. Os detalhes estão em negociação pelos ministérios das Relações Exteriores dos dois países. As negociações para o envio dos médicos cubanos para o Brasil foi iniciada pela presidente Dilma junto aos irmãos Castro, em janeiro de 2012, quando visitou Havana, a capital cubana.

Ela defendeu uma iniciativa conjunta para a produção de medicamentos e mencionou a ampliação do envio de médicos cubanos ao Brasil, para apoiar o atendimento no SUS.

Na semana passada, a blogueira Yoani Sánches, em visita à sede da Organização das Nações Unidas em Genebra, disse que a presidente Dilma está “brincando com fogo” sobre Cuba, e afirmou que os irmãos Castro usam a posição da diplomacia do Brasil para adiar qualquer tipo de reforma mais profunda em seu regime. “O governo brasileiro aposta que o regime quer mudar. Normalmente, o regime de Havana usa muito bem isso a seu favor. Dilma acha que pode reformar o sistema por dentro, influenciar. Mas vai ser enganada. O governo cubano vai usar isso para se manter (no poder)”, alertou Yoani. (Postado por Eduardo Mota – assessoria de imprensa)

FONTE: www.alvarodias.blog.br

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Roberto Simon

 

vinheta-clipping-forte1Ao visitar o México e a Costa Rica, na semana passada, o presidente Barack Obama deu sinais de que pretende recalibrar sua política externa para a América Latina, no segundo mandato. Para analistas, os EUA entendem que a região está em rápido processo de desenvolvimento e o melhor caminho é tentar “despolitizar” as relações e oferecer uma parceria econômica “entre iguais”, com ênfase em temas como comércio e energia.

Na prática, Washington vê duas peças centrais nesse tabuleiro latino-americano: o México, logo em sua região de fronteira, e o Brasil, a principal potência em ascensão do continente.

Em discurso a estudantes no Museu de Antropologia da captal mexicana, na sexta-feira, Obama quase não falou sobre temas espinhosos, como imigração e narcotráfico. Em vez disso, preferiu se alongar sobre o “novo México que está emergindo” e ofereceu uma relação entre “sócios iguais, dois países soberanos”, capazes de enterrar “estereótipos do passado”.

Antes de embarcar para a Cidade do México, Obama já avisara em entrevista a Americas Quarterly: “Um foco principal de minha conversa com (o presidente Enrique) Pena Nieto será como ampliar nossa extraordinária relação econômica”. O presidente comemorou a inclusão do vizinho nanegociação da Parceria Trans-Pacífica, iniciativa que busca construir um enorme corredor de livre comércio entre a América do Norte e a Ásia.

Para Abraham Lowenthal, professor emérito da Universidade do Sul da Califórnia, o México é o epicentro do que pode ser chamado de “o exterior próximo” dos EUA: a região qu evai do Rio Bravo até o Panamá, formada por países cuja relação com EUA “é marcada pela dificuldade em distinguir entre as agendas doméstica e externa”.

O Brasil constitui o outro foco de Obama no hemisfério, pois “é, de longe, o maior, mais influente e promissor entre os países latino-americanos”, diz Lowenthal. A atenção especial a essa outra parte da região virá em meados do segundo semestre, quando a presidente Dilma Rousseff será recebida novamente na Casa Branca – desta vez, com a máxima distinção, a de “visita de Estado”. Na avaliação de funcionários americanos, se temas como Irã e Honduras marcaram o período Luiz Inácio Lulada Silva, com Dilma, as desavenças políticas perderam parte de sua relevância.

Silêncio

A ideia de “despolitizar” a diplomacia na América Latina, porém, tem um alvo especial: o bloco bolivariano. Michael Shifter, do instituto Diálogo Interamericano, cita como exemplo o silêncio do governo Obama diante da decisão do presidente boliviano, Evo Morales, de expulsar a Usaid, a agência americana de desenvolvimento, na semana passada. “Os EUA não têm mais apetite para esse tipo de confronto retórico”, diz.

É essa também a linha de atuação de Obama diante da crise que tomou conta da Venezuela após a vitória de Nicolás Maduro, contestada pela oposição. Os EUA não reconhecem o resultado da eleição, mas funcionários do primeiro e segundo escalão do governo mantêm silêncio sobre o caso, tentando evitar dar brecha ao discurso antiamericano dos herdeiros de Hugo Chávez. “A não ser que a situação venezuelana chegue a um extremo, será essa a posição americana.”

Diplomatas brasileiros dizem que, embora as relações com o México sejam boas, o país historicamente vê com resistência a ideia de o Brasil ser “o líder” da América Latina. O principal exemplo disso é a oposição mexicana a um assento permanente brasileiro no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Juntamente com a Argentina e a Colômbia, o México integra o bloco chamado “Unindo para o Consenso”, principal força de oposição à aliança entre Alemanha, Japão, Índia e Brasil (o G-4), que busca entrar no conselho.

Jason Marczak, da Americas Society, acredita que o México “não é o principal fator” por trás da relutância de Washington em apoiar a ambição brasileira na ONU (Índia e Japão receberam a bênção de Obama). Para Marczak, há “mais fatores de convergência do que de divergência” entre brasileiros e mexicanos e os dois países reconhecem isso.

FONTE: O Estado de S. Paulo via Resenha do Exército

Guarani - foto Nunão - Forças Terrestres

Luis Kawaguti

Da BBC Brasil, em São Paulo

 

vinheta-clipping-forte1O Brasil aumentou em 34% em temos absolutos (sem descontar a inflação) o seu investimento militar entre 2011 e 2012, de acordo com informações do Ministério da Defesa. Boa parte dinheiro foi destinado a programas considerados estratégicos, como o desenvolvimento de submarinos e a modernização de aviões de caça.

A pasta informou que esse tipo de gasto foi de R$ 6,5 bilhão, há dois anos, para R$ 8,7 bilhões, no ano passado.

Os investimentos fazem parte de um orçamento geral que chegou a R$ 66,3 bilhões em 2012. Ele inclui também o pagamento de militares da ativa e da reserva, pensões, pagamento de dívidas, manutenção de estruturas, entre outros.

Grande parte da verba investida foi destinada para os programas de desenvolvimento de submarinos da Marinha, de construção de blindados Guarani, de transporte de pessoal para o Exército, e de desenvolvimento do do avião de transporte KC-390, que ainda não está pronto.

Os recursos também foram usados na modernização de aviões de caça, de sistemas de artilharia antiaérea e na recuperação de equipamentos deteriorados, entre outros projetos.

Queda em ranking

De acordo com um ranking da Sipri (Instituto Internacional de Estudos da Paz de Estocolmo), o Brasil está entre os 15 países que mais gastam com defesa no mundo.

Entretanto, o país caiu no ranking da 10º posição em 2011 para a 11º em 2012. Nas três primeiras posições estão Estados Unidos, China e Rússia.

O instituto afirmou que os gastos brasileiros no setor de defesa subiram de R$ 61,7 bilhões em 2011 para R$ 64,7 bilhões no ano passado.

Com base nisso, estimou que, embora o crescimento brasileiro absoluto tenha sido de quase 5%, após o desconto da inflação, o crescimento real teria sido de – 0,5%, segundo Carina Solmirano, uma das autoras da pesquisa.

Porém, o Ministério da Defesa afirmou que o Sipri não levou em conta verbas adicionais recebidas pela pasta, que elevaram seu orçamento para R$ 66,3 bilhões em 2012.

Com a verba adicional, o crescimento se tornou positivo, mas continua indicando uma tendência de estabilidade.

Além disso, o governo destaca que as verbas para investimento militar estão em crescimento no país. Desde 2004, os investimentos cresceram 480% em termos absolutos – de R$ 1,5 bilhão em 2004 para R$ 8,7 bilhões em 2012.

FONTE: BBC Brasil via Resenha do Exército

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Notas econômicas brasileiras

vinheta-clipping-forte11. Rolf Kuntz é Doutor pela USP. O Brasil manterá o passo errado nos próximos cinco anos e – avançará bem menos que outros emergentes até 2018, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). Sua inflação continuará mais alta e suas contas externas deverão piorar nesse período, com o déficit em transações correntes passando de 2,4% para 3,4% do produto interno bruto (PIB).

2. O Brasil, segundo cálculos do professor Paulo Rezende, da Fundação Dom Cabral, perde anualmente US$ 83 bilhões apenas com o custo logístico. O professor afirma que a cifra é o quanto os empresários brasileiros precisam pagar a mais do que concorrentes americanos para exportar ou vender no mercado interno produtos semelhantes. De acordo com seu estudo, as empresas comprometem até 13% de suas receitas apenas para que seus produtos cheguem a seus clientes. “Para se ter ideia do que é este custo, um produto que chega da China à cidade de Cuiabá têm 75% de seu custo logístico pago no trânsito entre Santos e o destino”.

FONTE: Blog do Cesar Maia

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vinheta-clipping-forte1ISABEL FLECK ENVIADA ESPECIAL A ASSUNÇÃO

A Guerra do Paraguai ainda não acabou no imaginário dos paraguaios.

A última batalha entre as tropas locais e a Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai) ocorreu em 1870, mas os rancores provocados pela derrota, que levou o país vizinho a uma ruína cujos efeitos ainda estão presentes, continuam vivos para a maioria da população.

O governo paraguaio exige que o Brasil devolva um combalido sobrevivente: o canhão “El Cristiano” (“O Cristão”), considerado herói paraguaio, mas que talvez nunca tenha feito um disparo.

O “Cristão”, que ganhou esse nome por ter sido construído a partir de metal fundido de sinos de igrejas de Assunção, reaparece na política paraguaia toda vez que as relações com o Brasil não andam bem –como agora.

Depois de o Paraguai ter sido suspenso do Mercosul por causa do impeachment-relâmpago de Fernando Lugo no ano passado, o presidente Federico Franco voltou ao tema em 1º de março, data em que o país homenageia os soldados caídos na maior guerra da história da América do Sul (1864-70).

Estima-se que 300 mil paraguaios e 50 mil brasileiros tenham morrido.

“Não haverá paz nem entre os soldados nem entre a sociedade paraguaia enquanto não for recuperado o canhão Cristão’”, disse Franco na ocasião.

No próximo domingo, o Paraguai elege seu novo presidente e deve normalizar os laços com o Mercosul. Mas o canhão deve continuar sendo uma mancha na relação com os vizinhos.

Trazido ao Brasil logo após o fim do conflito, o armamento foi instalado no então arsenal do Exército, no Rio de Janeiro, de onde nunca saiu.

O local foi transformado no Museu Histórico Nacional, e o troféu de guerra segue exposto no pátio aberto.

Franco já havia exigido a devolução do “Cristão” em 2010, ainda como vice de Lugo. Em resposta, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a pedir ao Ministério da Cultura (MinC) que providenciasse o retorno do canhão à sua pátria.

Mas a ideia despertou a ira de historiadores e militares brasileiros. “Troféus de guerra são emblemáticos não só para um país, mas para todos que participaram dela. O canhão faz parte da história do Brasil também”, diz o pesquisador Francisco Doratioto, autor do livro “Maldita Guerra”, sobre o confronto com o Paraguai. O assunto acabou engavetado por Dilma.

Procurado pela Folha, o MinC sugeriu que a devolução está sendo reconsiderada, para que o canhão faça parte de “ações de cooperação de interesse para os dois países”, como a criação de um museu.

Como o bem faz parte do patrimônio histórico brasileiro, teria de passar por um processo de “destombamento” –uma decisão que, em última instância, cabe à presidente da República.

Para Doratioto, o governo paraguaio só pode reivindicar o “Cristão” se entregar ao Brasil embarcações como a Anhambay –capturada na invasão de Mato Grosso.

“Num processo de integração da América do Sul, é preciso começar a reviver o passado e pedir de volta todos os troféus?”, indaga.

O mesmo questionamento é feito pelo general Aureliano de Moura, presidente do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil. “Tanto o canhão como navios custaram sangue dos nossos soldados e dos deles também. Não é lógico devolvê-lo.”

ATIROU OU NÃO?

O “Cristão” é emblemático no Paraguai por ter sido levado para a Batalha de Curupaiti, de 22 de setembro de 1866, maior vitória do país contra a Tríplice Aliança.

Segundo os relatos paraguaios, o canhão, colocado no Forte de Curupaiti, foi decisivo para conter o avanço das tropas brasileiras e argentinas rumo ao Forte de Humaitá, que controlava o acesso a Assunção.

No Brasil, há quem diga que o “Cristão” apenas assistiu ao triunfo paraguaio naquele dia. “Ele nunca disparou uma bala, porque os paraguaios fizeram uma estrutura interna tão moderna para a época que eles próprios não tiveram condições de usar”, afirma Vera Tostes, diretora do Museu Histórico Nacional. Se for devolvido, o canhão não vai mudar em nada o cenário de crise diplomática com o Brasil por causa de Lugo e do Mercosul. Mas a guerra estaria mais perto do fim do outro lado do rio.

FONTE: Folha de S. Paulo via Resenha do Exército

vinheta-clipping-forte1O Plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (16), o texto de acordo firmado entre o Brasil e a Alemanha sobre cooperação em matéria de defesa, assinado em novembro de 2010. A cooperação poderá envolver assuntos relacionados à política de defesa, bem como a treinamento e operações militares. Também permite tratar de pesquisa e desenvolvimento, aquisição de produtos e serviços de defesa, além de apoio logístico.

Examinado por meio de projeto de decreto legislativo (PDS 32/2013), o acordo pode se estender a temas de assessoramento em equipamentos de defesa e intercâmbio de informações relacionadas a assuntos de segurança institucional.

O acordo permite ainda incluir compartilhamento de conhecimentos e experiências sobre prevenção de conflitos internacionais e operações de gerenciamento de crises, assim como outras áreas no domínio da defesa que possam ser de interesse mútuo.

O acordo, já ratificado pela Câmara dos Deputados, foi aprovado na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado na semana passada.

Se definitivamente confirmado, o acordo deverá entrar em vigora 30 dias após a notificação ao governo alemão do cumprimento de todos os requisitos legais internos. A matéria vai à promulgação.

FONTE: Jornal do Senado vai Resenha do Exército

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Renê Dióz Do G1 MT

vinheta-clipping-forte1Um pelotão com 39 soldados canadenses desembarcou no aeroporto de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, na tarde deste sábado (13) para integrar operação militar conjunta com o Exército Brasileiro no Haiti. Esta cooperação em nome da Organização das Nações Unidas (ONU) é a primeira oportunidade na história em que tropas brasileiras e canadenses atuam juntas.

Os soldados canadenses vão ficar alojados no 44° Batalhão de Infantaria Motorizado, em Cuiabá, e devem passar por três semanas de preparação antes de embarcar para o Haiti, um dos países mais pobres do mundo e que ainda tenta assegurar a ordem e equilíbrio político desde a deposição do presidente Jean Bertrand-Aristide em 2004.

As forças militares designadas pela ONU para este trabalho são denominadas Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah). Além dos canadenses e brasileiros (856 do Exército, 244 da Marinha e 34 da Força Aérea Brasileira), o grupo que se prepara para embarcar é formado por 31 paraguaios e um boliviano. Dos 856 militares do Exército Brasileiro, 224 são de Mato Grosso (144 de Cuiabá) e 499 são de Mato Grosso do Sul.

Como parte da preparação, eles devem treinar tiros com armas não-letais, simulações de desastres naturais (o Haiti passou por um dos seus piores terremotos em 2010), primeiros socorros e atendimento pré-hospitalar e estudo do creole, idioma oficial do Haiti ao lado do francês.

Os militares devem finalmente embarcar para o país na segunda quinzena de maio. Mais de 20 mil soldados brasileiros já participaram da missão de paz.

FONTE: G1 via Resenha do Exército

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matria singapura

vinheta-clipping-forte1Os governos do Brasil e de Cingapura firmaram acordo na área de tecnologia de defesa. O documento que celebra a declaração de intenções foi assinado pelas autoridades dos dois países após audiência concedida pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, ao chefe executivo da Agência de Ciência e Tecnologia de Defesa, Tan Peng Yam, no gabinete montado no Riocentro.

No encontro, Amorim e Tan trataram da parceria entre Brasil e Cingapura na área militar. Em seguida, Tan encontrou-se com o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi, e o secretário de Produtos de Defesa do MD, Murilo Marques Barboza. Neste ato, as três autoridades assinaram o documento.

Tecnologia de defesa

O acordo prevê que os dois países irão trocar experiências em tecnologia de defesa por meio de workshops, seminários, mesas redonda e simpósios. Além disso, Brasil e Cingapura vão estimular a interação e colaboração entre indústrias e instituições acadêmicas.

Estão previstas também participações de engenheiros e/ou cientistas de Cingapura e do Brasil em treinamento profissional e colaboração em pesquisa, bem como a exploração do uso de instalações de teste nos dois países.

O documento informa ainda que “a declaração de intenções será orientada pelos princípios de interesses mútuos e em conformidade com as respectivas legislações e normas nacionais e obrigações internacionais assumidas pelos estados dos participantes”.

Leia a carta de intenções firmada entre Brasil e Cingapura.

FONTE: Ministério da Defesa

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vinheta-clipping-forte1Os ministros da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e de Angola, general Cândido Pereira dos Santos Van-Dúnem, trataram da parceria estratégica na área de defesa entre os dois países durante reunião bilateral, nesta quinta-feira, na LAAD 2013 – Defence & Security, a maior feira do setor da América Latina. Amorim e Van-Dúnem abriram oficialmente o encontro entre empresários brasileiros e angolanos.

No evento, Amorim destacou a importância do lançamento da base industrial de defesa no país africano. Os dois ministros afirmaram que vão supervisionar, pessoalmente, todo o processo de incremento da base.

A aproximação com Angola marca a condução do setor de defesa pelo ministro brasileiro que, entre outras questões, busca aproximação com o continente africano e os vizinhos sul-americanos.

Encontro empresarial

Na agenda da visita oficial do ministro Van-Dúnem consta o encontro empresarial. Sob a liderança da Secretaria de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, foram trazidos para o Riocentro executivos das principais indústrias de defesa brasileira. Já a comitiva angolana contou com representantes de empresas interessadas nos produtos nacionais.

A expectativa é que, dentro das próximas semanas, autoridades dos dois países junto com os empresários possam estabelecer as bases desse acordo. Esse sentimento ficou devidamente expressado na declaração divulgada pelos ministros do Brasil e de Angola.

“Reafirmando a vitalidade da Parceria Estratégica Brasil-Angola e seu desejo comum de explicitá-la na área de defesa, os ministros declaram sua intenção de cooperar com vistas a alavancar a indústria de defesa e a produção nacional em Angola”, diz a declaração.

No reforço dessa parceria, o texto do documento conclui: “os ministros orientaram suas respectivas equipes a dar seguimento à promoção de encontros empresariais entre representantes da indústria brasileira de defesa e de representantes do setor em Angola”.

Confira a carta de intenções assinada pelos ministros da Defesa do Brasil e de Angola.

FONTE: Ministério da Defesa

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BRICs encontro 2013 - foto R Stuckert - Palácio do Planalto

http://www.forte.jor.br/wp-content/uploads/2011/05/vinheta-clipping-forte12.jpg“Brics, não dividam a África” diz um cartaz no salão de uma igreja no centro de Durban, onde ativistas da sociedade civil se juntaram para lançar um olhar crítico sobre a cúpula dos cinco poderes globais emergentes. O slogan invoca a conferência do século 19 em Berlim, onde os países coloniais europeus predominantes repartiram o continente africano em uma corrida que o historiadores vêem como a personificação do capitalismo explorador da época.

Décadas depois que os africanos se livraram do jugo colonial, é a vez do grupo dos países emergentes dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) verem seus motivos sendo analisados, à medida que eles proclamam em tom altruísta uma “parceria para o desenvolvimento, integração e industrialização” com a África.

Liderados pelo gigante emergente, a China, os Brics são agora os maiores parceiros comerciais da África e formam o maior novo grupo de investidores. O comércio entre os Brics e a África deve superar 500 bilhões de dólares até 2015, com a China abocanhando consideráveis 60 por cento do total, de acordo com o Standard Bank. Os líderes dos Brics insistem em apresentar o grupo –que representa mais do que 40 por cento da população mundial e um quinto do Produto Interno Bruto (PIB)– em uma moldura calorosa de cooperação benevolente entre Sul-Sul, um contrapeso essencial ao “velho” Ocidente e um melhor parceiro para as massas pobres do mundo em desenvolvimento.

“Nós achamos que há muito tapinha nas costas”, afirmou Patrick Bond do centro de Sociedade Civil da Universidade de KwaZulu-Natal, que ajudou a organizar uma reunião alternativa “Brics-de-baixo” em Durban para obscurecer a reunião de cúpula dos Brics na terça e na quarta-feira. Bond e outros críticos do lema Sul-Sul dos Brics dizem que os países em desenvolvimento que recebem investimento e assistência dos novos poderes emergentes precisam olhar de perto, e com firmeza, os acordos que estão sendo firmados.

Debaixo da aparência fraternal, Bond vê uma “competição imperial incoerente” sem diferenças com a corrida do século 19. Segundo ele, os membros dos Brics estão explorando e cobiçando de maneira similar os recursos africanos, sem impulsionar suficientemente a industrialização e a criação de empregos, muito necessários no continente. Esta visão ganhou alguma força na África com cidadãos desde Guiné e Nigéria a Zâmbia e Moçambique vendo cada vez mais as companhias brasileiras, russas, indianas, chinesas e sul-africanas arrematando acordos multibilionários de petróleo e mineração e grandes projetos de infraestrutura.

 

BRICs encontro 2013 - foto 3 R Stuckert - Palácio do Planalto

Muitos destes negócios estão sob escrutínio de grupos locais e internacionais de direto. Muitos desses acordos tem enfrentado críticas de que concentram-se fortemente na extração de matéria-prima, que não são transparentes e que não geram emprego e benefícios ao desenvolvimento suficientes para os países que os recebem –mesmas críticas feitas muitas vezes a empresas do mundo desenvolvido do Ocidente.

Nova forma de imperialismo 

Ativistas anti-pobreza afirmam que as grandes empresas dos Brics que atuam na África buscam o lucro, assim como as empresas do mundo rico. “Questões de ganância são universais e seus atores vêm tanto do Norte e como do Sul”, disse Wahu Kaara, ativista pela justiça social do Quênia e coordenador da Rede de Alívio da Dívida do Quênia que participa da reunião “Brics-de-abaixo”.

Essa desconfiança em relação aos novos investidores na África tem também permeado alguns círculos governamentais no continente. Alertando que a África está se abrindo a “uma nova forma de imperialismo”, o presidente do Banco Central da Nigéria, Lamido Sanusi, acusou a China, agora a segunda maior economia do mundo, de agravar a desindustrialização e o subdesenvolvimento da África.

“A China leva nossos bens primários e nos vende manufaturados. Esta foi também a essência do colonialismo”, escreveu Sanusi em uma coluna de opinião no dia 11 de março, no jornal Financial Times.

“África deve reconhecer que a China – como os EUA, a Rússia, a Grã-Bretanha, o Brasil e o resto – está na África não no interesse africano, mas no seu próprio interesse”, acrescentou Sanusi. Os chineses e outros líderes dos Brics rejeitam indignados as críticas de que o grupo representa um tipo de “sub-imperialismo” no engajamento político e econômico crescente com a África.

Zhong Jianhua, o enviado especial da China para a África, disse à Reuters que a história comum da China e da África de resistência ao colonialismo coloca seu relacionamento em um nível diferente. “A China foi intimidada por outros no passado, e assim foi a África. Esta experiência compartilhada significa que eles têm muito em comum. Esta é a vantagem da China e a razão pela qual muitos países ocidentais estão em desvantagem”, disse ele em entrevista à Reuters.

Zhong acrescentou que a China deve incentivar suas empresas a formar e contratar mais trabalhadores africanos, respondendo a queixas de que investidores chineses muitas vezes usam suas próprias forças de trabalho. Catherine Grant-Makokera, do Instituto Sul-Africano de Assuntos Internacionais (SAIIA), disse que os governos dos Brics operam visivelmente de modo diferente do Ocidente na forma como oferecem financiamento e auxílio para as nações da África.

“Você tem visto uma maior disposição dos agentes mais novos para investir em coisas como infraestrutura pesada, seja por meio do financiamento ou simplesmente subvenções ou doações”, disse Grant-Makokera, chefe do programa para a diplomacia econômica do SAIIA. Ela reconheceu, contudo, que a abordagem dos Brics no auxílio ao desenvolvimento, ao mesmo tempo que oferece respostas mais rápidas dos projetos, muitas vezes é menos contida por questões ambientais e trabalhistas. Isso levou a acusação de que empresas dos Brics, em sua pressa para desenvolver projetos de recursos naturais, desrespeitam os direitos das comunidades locais e o meio ambiente.

BRICs encontro 2013 - foto 2 R Stuckert - Palácio do Planalto

A gigante brasileira da mineração Vale, nomeada em 2012 pelo grupo suíço sem fins lucrativos Public Eye como a empresa com o maior “desprezo para o meio ambiente e os direitos humanos” no mundo, defende sua ação em Moçambique, onde está investindo bilhões de dólares na exploração de carvão e infraestrutura.

A Vale tem enfrentado manifestações violentas de moçambicanos que exigem maiores benefícios e são contra os deslocamentos forçados das populações locais. O chefe das operações da Vale na África, Ricardo Saad, disse que o fato de a empresa ter experimentado “problemas” não significa que poderia ser acusada de comportamento “neocolonialista” na África. Ele disse que as potências coloniais só vieram e tomaram os recursos do continente, sem consultar o povo, e que os contratos atuais são negociados com governos e comunidades. “A partir do momento que eu procuro uma licença para operar, onde você fala com a comunidade, onde tudo que você faz tem autorização e planejamento prévio do governo, eu não posso dizer que é neocolonialismo”, disse Saad à Reuters.

Analistas de desenvolvimento dizem que os Brics, com suas economias, governos e prioridades competitivas radicalmente diferentes, ainda precisam demonstrar que podem mudar as estruturas de poder global para o benefício dos pobres e desprivilegiados do mundo. “O fato de que eles estão pressionando por um novo equilíbrio de poder no mundo tem de ser salientado como uma coisa positiva … eles têm novas vozes”, disse Nathalie Beghin da organização brasileira pró-democracia INESC.

Catherine Grant-Makokera, do SAIIA, diz que os Brics oferecem aos países em desenvolvimento outras opções de ajuda e investimento como alternativa aos velhos parceiros ocidentais. “Pelo menos você tem uma diversidade agora, eu não acho que isso pode ser subestimado”, disse ela.

FONTE: Reuters (reportagem de Pascal Fletcher)

FOTOS (presidente Dilma Rousseff na V Cúpula dos Brics, em 26-3-2013 – fotos R. Stuckert): blog do Planalto

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Evando Éboli

vinheta-clipping-forte1BRASÍLIA. A presidente Dilma Rousseff deve vetar no texto final da Medida Provisória 582, que prevê a redução dos encargos sociais (contribuição previdenciária) sobre a folha de pagamento de empresas de diversos setores, os artigos que concedem esse benefício fiscal à indústria de armas e munições. Os ministérios da Justiça e da Fazenda já recomendaram à presidente Dilma este veto. Derivado da MP 582, o chamado projeto de lei de conversão foi aprovado pelo Congresso no final de fevereiro e está nas mãos da presidente Dilma para ser sancionado. O prazo para sanção da nova lei é o dia 2 de abril.

Os autores das emendas que beneficiam o setor de armas foram os deputados Sandro Mabel (PMDB-GO) e Guilherme Campos (PSD-SP). Ambos tiveram campanhas eleitorais financiadas por empresas ligadas à Associação Nacional das Indústrias de Armas e Munições.

Durante a tramitação da MP 582 no Congresso, 41 deputados e 15 senadores apresentaram 242 emendas ao texto, visando a estender as benesses fiscais para diversos outros segmentos. A medida original do governo previa os benefícios para 15 setores, com o objetivo de desonerar a folha de pagamento e reduzir custos das empresas, como forma de estimular o parque industrial e ajudar o país a se precaver contra a crise internacional. A proposta do governo, dependendo do setor, é zerar a contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento e tributar o faturamento com percentuais de 1% a 2%.

O Congresso incluiu outros 33 setores, e a presidente Dilma deve vetar o benefício para a maior parte deles, ou vetar todos que foram incluídos. Mas, em muitos casos, o governo fará isso com promessas da equipe econômica de aprovar novas desonerações no ano que vem. O setor de armas não estaria entre os próximos beneficiários, até porque o ministério da área, o da Justiça, é contra o benefício. Diferente, por exemplo, das empresas de comunicação, que contam com posição favorável do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

O estímulo à indústria das armas enfrenta oposição, principalmente, do Ministério da Justiça. Esse incentivo fiscal, que reduziria custo e facilitaria a comercialização, é tido por esse setor do governo como uma ameaça à política de desarmamento adotada nos últimos anos. Entidades não governamentais que defendem o desarmamento já se manifestaram contra essas benesses à área, e pedem à presidente Dilma Rousseff o veto desse artigo. Luciana Guimarães e Melina Risso, diretoras do Instituto Sou da Paz, em artigo publicado no GLOBO recentemente, afirmam que “privatizaram o trabalho legislativo”.

Na campanha eleitoral de 2010, o deputado Sandro Mabel recebeu R$ 160 mil da entidade de armas e munições. Foi o parlamentar que recebeu do setor o maior aporte financeiro para a campanha eleitoral. Guilherme Campos recebeu R$ 80 mil. O deputado paulista não esconde seu apoio à indústria militar e diz que não é segredo para ninguém. Quando perguntado se havia destinado emendas com benefícios tributários para esse segmento, o parlamentar respondeu:

- Sim, senhor. Acho que sim. Se não foi, deveria ter sido. Preciso me lembrar. Sou favorável a que as pessoas possam portar armas, desde que respeitados certos critérios. Não há novidade nisso. As pessoas têm o direito de se defender. Tenho essa postura. Com um detalhe: não possuo arma e nunca dei um tiro em minha vida.

A emenda do deputado paulista estende os benefícios fiscais a uma série de produtos desse tipo de indústria, como fogos de artifício, foguetes de sinalização, bombas, petardos e outros artigos de pirotecnia. A lista inclui ainda cartuchos e produtos militares, como torpedos e minas.

Sandro Mabel apresentou uma emenda mais enxuta e defende, assim como Campos, que essas mercadorias passem para o regime de contribuição previdenciária sobre a receita bruta em substituição à contribuição sobre a folha de salários. O parlamentar goiano pede a inclusão de armas e munições e suas partes e acessórios. Procurado pelo GLOBO na última sexta-feira, Mabel não retornou até ontem à noite.

A Taurus e a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) são as duas empresas filiadas à Associação Nacional de Armas e Munições, que fez doações para as campanhas políticas de 2010. A entidade informa, em sua página na internet, que sua missão é defender os interesses do comércio e da indústria brasileira de armas e munições, contribuindo para a formulação de políticas que permitam o crescimento do setor no país e no exterior. E também para a criação e manutenção de uma base empresarial que contribua com a defesa nacional e com a segurança pública.

A medida provisória original enviada pelo governo ao Congresso previa a desoneração da folha de pagamento das empresas dos setores de máquinas, aparelhos e equipamentos para estimular o parque industrial. E também para as áreas que produzem defensivo agrícola, sucos de laranja para exportação, produtos hospitalares – especialmente para a área de oncologia e destinados a portadores de deficiência – e produtos alimentícios, entre outros.

No texto aprovado pelos parlamentares, além das indústrias de armas, foram incluídos setores como transporte rodoviário coletivo; empresas de prestação de serviços hospitalares; de infraestrutura aeroportuária; de táxi aéreo; de transportes ferroviário e metroferroviário de passageiros, entre outros.

A equipe econômica está disposta a desonerar a folha de pagamento de até outros 40 setores, entre eles, o de transporte de cargas, engenharia e arquitetura e empresas jornalísticas. No entanto, diante do impacto fiscal que a medida teria sobre as receitas deste ano, qualquer benefício só será dado a partir de 2014. O governo já reduziu os encargos sobre a folha de 42 setores, entre eles, têxtil, autopeças e de tecnologia.

FONTE: O Globo via Resenha do Exército

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vinheta-clipping-forte1A Câmara aprovou nesta quinta-feira (14) o Projeto de Decreto Legislativo 571/12, que ratifica um acordo de cooperação em assuntos de defesa entre Brasil e Alemanha. O acordo foi assinado em Berlim, em 8 de novembro de 2010 e está previsto na Mensagem 68/12, enviada à Câmara pelo Poder Executivo.

O texto prevê trocas entre os dois países nas áreas de política de defesa; pesquisa e desenvolvimento militar; apoio logístico e aquisição de produtos e serviços; assessoramento em tecnologia militar; intercâmbio de experiências e conhecimentos em assuntos relacionados à defesa; e educação e treinamento militar, entre outros.

O documento permite que a cooperação entre Brasil e Alemanha seja feita por meio de visitas mútuas a instituições militares e de defesa, e por intercâmbio de delegações e de informações sobre projetos de desenvolvimento relacionados à tecnologia militar e a sistemas de defesa.

A relatora da proposta na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA), afirmou que o governo brasileiro tem procurado expandir a sua rede de acordos de cooperação na área de defesa por causa do aumento das demandas relativas à segurança nacional.

FONTE: Câmara dos Deputados via Resenha do Exército

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vinheta-clipping-forte1As Forças Armadas brasileiras poderão intensificar a cooperação com a Espanha nos setores de desastres naturais e defesa cibernética, entre outros. O tema fez parte da reunião bilateral entre o ministro da Defesa, Celso Amorim, e o colega espanhol Pedro Morenés Eulate, ocorrida hoje em Brasília (DF).

Na reunião, o ministro espanhol revelou interesse numa aproximação com o Brasil e outros países sul-americanos para tratar especificamente do apoio em questões de desastres naturais. Por sugestão de Amorim, prontamente aceita por Morenés, o tema será objeto de cooperação bilateral – que poderá, futuramente, ser estendida aos outros países que integram a União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

Mais adiante, Morenés manifestou interesse, também, no setor de defesa cibernética, considerado como “área de cooperação prioritária”. Celso Amorim citou a experiência do país na criação do Centro de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro, já em funcionamento, e concordou em aprofundar a troca de conhecimentos nesse campo.

Durante a reunião, os dois ministros destacaram a crescente aproximação entre suas respectivas indústrias de defesa, inclusive em processos de licitação de interesse mútuo. E reafirmaram a disposição em estender ao setor de defesa a “intensa” relação econômica e política que os países mantêm entre si.

espanha_interna4Após o encontro, Amorim e Morenés assinaram comunicado conjunto onde destacam a cooperação entre os dois países no sentido de assegurar a continuidade e o intercâmbio na área de defesa. Morenés mostrou-se interessado em projetos que o governo brasileiro vem desenvolvendo com a Marinha, o Exército e a Aeronáutica.

“O Brasil decidiu ampliar sua capacidade operacional em defesa” e a Espanha “quer estar ao seu lado”, compartilhar experiências e explorar as possibilidades de cooperação que existem na indústria de defesa e no meio militar, disse o ministro espanhol.

Reunião bilateral

A visita do ministro Morenés é desdobramento do encontro da presidenta Dilma Rousseff com governantes espanhóis, ocorrida em novembro do ano passado em Madri.

Coube ao ministro brasileiro iniciar a exposição com relato de temas que interessam aos dois países. Amorim destacou, por exemplo, o trabalho de revitalização dos aviões P3 Orion e da aquisição das aeronaves C-295 CASA, que no Brasil têm a denominação de C-105 Amazonas.

Na reunião, Amorim e Morenés abordaram também o Programa de Obtenção de Meios de Superfície (Prosuper) da Marinha do Brasil, em que há interesse espanhol no fornecimento de embarcações, e o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) do Exército Brasileiro.

Os dois ministros conversaram ainda sobre a importância de fortalecer o intercâmbio entre militares das respectivas Forças Armadas. Ao final do encontro, Amorim reiterou o convite para que se realizem visitas de alto nível do Ministério da Defesa espanhol ao Brasil. Morenés, por sua vez, informou que estará representado na feira LAAD Security & Defence, que acontece em abril no Rio de Janeiro, pelo Diretor Geral de Armamento e Material de seu país.

Leia aqui a íntegra do comunicado conjunto dos ministros da Defesa do Brasil e da Espanha.

FONTE: Ministério da Defesa

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vinheta-clipping-forte1Teve início na manhã de ontem (05), no edifício-sede do Ministério da Defesa (MD), a 1ª reunião do Comitê Conjunto de Defesa Brasil-África do Sul. Até a próxima quinta (7), militares das Forças Armadas dos dois países e servidores civis vão trocar experiências sobre as respectivas indústrias de defesa e debater possibilidades de cooperação. As conclusões servirão de base para as próximas reuniões do comitê.

O evento foi aberto pelo ministro da Defesa, Celso Amorim. Além de dar as boas-vindas à comitiva sul-africana, o ministro ressaltou a importância de se aumentar a cooperação bilateral. Na avaliação de Amorim, Brasil e África do Sul são parceiros de grande potencial. Ambos constituem grandes democracias multiétnicas de influência central em suas regiões, defensoras de uma ordem multipolar, com inclusão dos países emergentes na governança global. Segundo o ministro, esse potencial está comprovado pelo projeto do “A-Darter”, míssil ar-ar de quinta geração desenvolvido conjuntamente entre a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Força Aérea Sul-africana. Os novos mísseis, cuja produção terá início ainda em 2013, vão ser utilizados pelas aeronaves F-5M da FAB e por aeronaves Gripen sul-africanas.

Após a abertura do evento, os trabalhos começaram com a apresentação da estrutura do MD e de alguns dos projetos prioritários da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Na ocasião, mapas mostraram a reestruturação das organizações militares pelo país, atendendo à diretriz da Estratégia Nacional de Defesa (END) de “adensar a presença das unidades das Forças nas fronteiras”.

africadosul_interna2Novos batalhões e brigadas em áreas ribeirinhas, aquisição e modernização de equipamentos, além de sistemas de monitoramento, como o de gerenciamento da Amazônia Azul, da Marinha, e o Sisfron, do Exército, foram alguns dos exemplos citados de iniciativas para prover o país de mais capacidades de defesa.

Houve, também, um breve resumo sobre a LAAD Defence and Security – maior feira de defesa e segurança da América Latina, que este ano acontecerá na primeira quinzena de abril, no Rio de Janeiro. Representantes da África do Sul foram convidados para o evento e tiveram sua provável presença valorizada pelo Brasil. Até o momento, ministros de defesa de 14 países já confirmaram participação. A expectativa é de receber até 65 delegações estrangeiras.

Ao fazer sua exposição, a comitiva estrangeira – sob a coordenação do comandante da Força Aérea, tenente-brigadeiro Fabian Msimang – apresentou as bases da estratégia de defesa sul-africana, de garantia de proteção e das capacidades de defesa efetiva do país e sobre como são desenvolvidas as operações conjuntas. Para os sul-africanos, “é fundamental a proteção das vias marítimas, terrestres e aéreas”.

africadosul_interna1Representantes da South African Aerospace Maritime and Defence Industries Association (AMD), única associação reconhecida como entidade comercial da indústria de defesa da África do Sul, falaram sobre a capacidade do país na produção de helicópteros, navios e veículos-aéreos não tripulados (VANTs).

Sobre o assunto, a AMD informou que uma nova geração de VANTs está em andamento. Segundo a associação, os veículos entrarão em teste entre junho e julho deste ano. As aeronaves têm resistência de 16h e são adaptadas com mísseis, diferencial tecnológico da companhia sul-africana.

Presidida pelo chefe de Assuntos Estratégicos do MD, almirante de esquadra Carlos Augusto de Sousa, a 1ª reunião do Comitê Conjunto de Defesa Brasil-África do Sul deverá ser encerrada na manhã de quinta-feira. Ao final do encontro bilateral, será assinada ata com os resultados das discussões travadas ao longo dos três dias.

FONTE: Ministério da Defesa

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