Para TSJ nova juramentação do presidente não é necessária, já que não houve ‘interrupção do cargo’

 

CARACAS — Em um pronunciamento oficial, nesta quarta-feira, o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela respaldou a manobra anunciada na terça-feira pelo governo venezuelano e anunciou que uma nova juramentação do presidente Hugo Chávez não é necessária, já que não houve “interrupção do cargo”. Ao interpretar o artigo 231 da Constituição, a presidente do Supremo, Luisa Estella Morales, disse quer levar “aos venezuelanos a paz e a tranquilidade de uma maneira clara e certeira”. O tribunal também descartou, por enquanto, a convocação de uma junta médica para avaliar o estado de saúde de Chávez, como solicitado pela oposição.

Segundo a magistrada, o TSJ marcará nova data da cerimônia de juramentação quando os motivos que mantêm o presidente fora do país sejam superados. Enquanto isso, o Poder Executivo – o que inclui o vice-presidente, Nicolás Maduro, e todos os ministros chavistas – continuará exercendo suas funções dentro da leis administrativas.
- Até a presente data, o presidente Hugo Chávez se ausentou do território nacional por razões de saúde por mais de cinco dias, mas de conformidade com o previsto no artigo 235 da Constituição, decisão que foi ratificada pela Assembleia Nacional no dia 8. Isso não deve ser considerado em uma falta temporal.

Luisa Estella Morales citou ainda os artigos 186 e 187 da antiga Constituição de 1961, que previam que o presidente deveria entregar o mandato ao presidente do Congresso em casos similares. Mas explicou que a Carta Magna de 1999 eliminou a possibilidade de que o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, tivesse que assumir.

- A carta de 1999 culminou e eliminou expressamente a previsão que impede que o término do mandato seja considerado falta absoluta. Isso seria absurdo no caso de um presidente reeleito e proclamado. Apesar de em 10 de janeiro começar um novo período constitucional não é necessária nova posse para Hugo Chávez em condição de ser um presidente reeleito e por não existir interrupção no exercício do cargo – afirmou.

Quando perguntada se a ausência de Chávez por quase um mês não se constituiria em falta absoluta, a magistrada afirmou que a interpretação do Supremo é de que “não há sequer ausência temporal”, já que o presidente venezuelano solicitou permissão para se ausentar por mais de cinco dias por razões de saúde, e obteve permissão.

Mais cedo, a oposição anunciou que iria ao Tribunal Supremo de Justiça para pedir um pronunciamento sobre a prorrogação da cerimônia que oficializa a continuidade de Chávez no governo, com a esperança de que o órgão mantivesse a obrigatoriedade da posse para esta quinta-feira.

Na terça-feira, o governo venezuelano confirmou que Chávez não fará o juramento no dia 10 de janeiro para assumir seu novo mandato. Em comunicado lido a congressistas, Maduro pediu, em nome do presidente, que ele faça o juramento em outra data diante do Tribunal Supremo de Justiça, de acordo com o Artigo 231 da Constituição.

FONTE: O Globo

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chamou de “bênção” a entrada de seu país no Mercosul e anunciou a criação de um fundo de “várias centenas de milhões de dólares” para ajudar empresários locais a exportar aos sócios do bloco.

“Compreendo a preocupação de alguns setores”, disse Chávez, na terça (17), em pronunciamento na TV.

O venezuelano se referia a associações de empresários que temem que a adesão ao Mercosul prejudique o já combalido setor industrial. Ele disse que o fundo estratégico ajudará “com créditos e facilidades as empresas que tenham perfil exportador”.

A Venezuela tem saldo comercial negativo com todos os sócios do Mercosul. Chávez repetiu que deve ir ao Rio no dia 31 para a cerimônia de entrada da Venezuela no Mercosul.

NOVOS SUKHOI

Na quarta (18), Chávez disse ter comunicado à Rússia que quer comprar caças Sukhoi-35, uma versão mais avançada dos 24 caças Sukhoi-30, os mais poderosos do continente, que o país já possui. A Venezuela disse em junho que Moscou pôs à disposição crédito de US$ 4 bilhões.

FONTE: Folha de São Paulo

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Caracas, 4 fev (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, considerou neste sábado ‘muito positivo’ o veto de Rússia e China no Conselho de Segurança (CS) da ONU que evita adotar uma resolução sobre a situação de violência vivida na Síria.

Chávez fez a declaração durante discurso na 11ª Cúpula da Aliança Bolivariana para os povos da América (Alba), ao se referir à decisão de Moscou e Pequim.

O presidente fez o comentário diante dos outros governantes do mecanismo, formado por Venezuela, Bolívia, Cuba, Equador, Nicarágua, São Vicente e Granadinas, Dominica, e Antígua e Barbuda.

Chávez voltou a condenar a intervenção da comunidade internacional na Líbia, e disse: ‘É a loucura, a esquizofrenia do imperialismo, e agora atacam a Síria, ameaçam o Irã, ameaçam a Alba’.

‘O que aconteceu na Líbia: como invadem, bombardeiam, destroem um país, assassinam seu presidente, como se nada tivesse acontecido neste mundo’, assinalou o presidente venezuelano.

O veto de Rússia e China no CS da ONU impediu o principal órgão de segurança internacional falar com voz única perante a violenta repressão que o regime sírio exerce contra sua população há 11 meses.

FONTE: EFE

As centenas de comunicações das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) divulgadas nesta semana sugerem que o caso de um cônsul venezuelano em Manaus, que teria ajudado guerrilheiros a circular no Brasil, não é isolado. Numa comunicação de 2006, Raúl Reyes, ex-número dois das Farc (morto em 2008), diz que combinou enviar ao governo Chávez uma lista de pessoas “de confiança” para consulados de cidades colombianas. As comunicações das Farc mencionam que o grupo ligado a Raúl Reyes usava o Brasil como ponto de apoio e transferência de dinheiro. Considerado número 2 de Reyes, Orlay Jurado Palomino menciona viagens pelo norte do Brasil e Fortaleza.

FONTE: Folha de São Paulo/Ex-Blog do Cesar Maia

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  1. (Clarín, 07) O presidente Hugo Chávez reformou a lei das Forças Armadas para com isso dar formação de milícias a todos os níveis de educação. Os estudantes terão treinamento com armas. O objetivo é se preparar para defender a nação. “Pátria ou morte, ordenou o meu comandante!” devem repetir as crianças das escolas da Venezuela, onde aprenderão de forma obrigatória o treinamento militar, incluindo formação, desfile, doutrinação e treinamento em armas para defender a nação.
  2. O presidente Hugo Chávez reforçou legalmente o papel da milícia como uma força armada paralela, atribuindo a tarefa de formar crianças- soldados desde o ensino básico. “Dentro do sistema educativo nacional, será atribuído à milícia o papel de formação, preparação e organização do povo para a defesa geral da nação”, disse em defesa da mudança da lei o deputado governista Carlos Escarrá.
  3. Em 24 de Março, foi publicada no Diário Oficial a Resolução n º 0172621 do Ministério da Defesa, intitulada “Educação para a Defesa Integral”, em que se atribui a milícia nacional – quinto componente da Força Armada Nacional, FAN – a missão de dar aulas obrigatórias de instrução militar nas escolas, institutos e universidades.

FONTE: El Clarín/Ex-Blog do Cesar Maia

Após abster-se perante Conselho de Segurança, Rússia lamenta ação internacional

CARACAS – O presidente venezuelano, Hugo Chávez, qualificou neste sábado, 19, de “irresponsável” e “ingerência” a ação militar internacional contra a Líbia. Por sua vez, a Rússia lamentou a intervenção.

A declaração russa foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Alexander Lukashevich. A própria Rússia se absteve na votação do Conselho de Segurança do ONU que permitiu a intervenção e estabeleceu uma zona de exclusão aérea em todo o território líbio.

Segundo Chávez, as nações envolvidas na operação querem apenas se apoderar do petróleo da Líbia e exigiu um “cessar-fogo de verdade” imediatamente. “Já começou a ação militar dos aliados contra a Líbia. É muito lamentável. É uma irresponsabilidade. E por trás disso está a mão dos Estados Unidos e seus aliados europeus”, criticou o presidente venezuelano na televisão estatal.

Chávez disse que a comunidade internacional deveria ter optado pela mediação de paz proposta pela Venezuela há alguns dias. “Exigimos um cessar-fogo de verdade e que se retome o caminho da paz no norte da África.

A intervenção militar na Líbia teve início neste sábado após o Conselho de Segurança concordar em tomar todas as medidas cabíveis para dar um basta nos ataques do líder líbio Muamar Kadafi contra a população civil de seu país. Caças Rafale já estão sobrevoando o território líbio e, segundo o Ministério da Defesa da França, veículos das forças de Kadafi já teriam sido atingidos.

FONTE: Estadão

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, pediu nesta quarta-feira aos seus simpatizantes para que fiquem “alertas” diante um eventual ataque nuclear contra o Irã, após a análise feita nesse sentido pelo ex-líder cubano Fidel Castro.

“É necessário que estejamos alertas”, disse Chávez após citar que Fidel falou da possibilidade de “uma iminente guerra atômica por causa da irresponsabilidade dos Estados Unidos”.

O aviso do governante venezuelano foi feito durante um comício em Caracas para as eleições parlamentares de 26 de setembro.

“Não vamos ficar atentos apenas às eleições e deixar que um acontecimento de grandes proporções nos surpreenda”, pediu Chávez.

Segundo o presidente venezuelano, os indícios de que há uma mobilização não estão apenas no Oriente Médio, mas também são visíveis na América Latina e outras partes do mundo.

“Tenho informação de amigos panamenhos, costarriquenhos e de outras partes da América Central de que a ofensiva imperial sobre a América Latina vai continuar”, disse.

“Na Costa Rica anunciaram a assinatura de um convênio para receber milhares de marines (fuzileiros navais americanos) e 46 navios de guerra, porta-aviões, submarinos, armas sofisticadas, até 31 de dezembro, com a desculpa de sempre: o narcotráfico”, acrescentou Chávez.

Com isso, houve “aumento dos voos de aviões de guerra desde Aruba e Curaçao, onde o império ianque tem bases militares”, disse o presidente da Venezuela.

“Ontem enviamos uma nota de protesto à Holanda pela violação de nosso espaço aéreo, temos as provas, porque agora temos capacidade de detecção e de resposta para garantir nossa soberania”, afirmou Chávez.

Por fim, Chávez convidou Fidel Castro a visitar a Venezuela e se mostrou feliz com a boa aparência do líder cubano.

“Queria te ver assim, Fidel, falando, orientando. O que falta é o uniforme”, disse.

FONTE: Efe, via Folha.com

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venezuela_Carlos_Garcia_Rawlins_EFEvinheta-clipping-forteO presidente da Venezuela, Hugo Chávez, minimizou no domingo, 25, as afirmações do ex-general Antonio Rivero, segundo as quais cresce a presença cubana nas Forças Armadas do país. Chávez criticou Rivero após o oficial reformado denunciar o que chamou de participação generalizada das tropas cubanas nas forças militares da Venezuela.

O líder venezuelano defendeu a cooperação cada vez mais próxima de seu governo com as autoridades de Havana. “Que cubanização? Aqui os cubanos estão nos ajudando”, disse ele, durante seu programa dominical de rádio e televisão “Alô, presidente”.

O ex-general afirmou que os cubanos agora se envolvem nos treinamentos das tropas e têm um papel na área de inteligência, armas, comunicações e outras também estratégicas. Ex-aliado de Chávez, Rivero saiu da ativa após 25 anos, justamente pelo que qualificou como “intromissão” de soldados cubanos nas Forças Armadas.

Falando ao canal Globovisión, Rivero disse que agentes de inteligência o estavam espionando. Chávez afirmou suspeitar que o ex-general já tivesse contatos com a oposição antes de deixar a ativa.

O presidente da Venezuela tem aproximado o país de Cuba desde que chegou ao poder, em 1999. Ele visita frequentemente o ex-líder cubano Fidel Castro, que qualifica como mentor, embora rechace as acusações de que os líderes cubanos tenham a ver com seus planos de transformar a Venezuela em um Estado socialista.

Durante o programa dominical, Chávez anunciou também um aumento salarial de 40% para os militares. A decisão pode ajudar a consolidar a lealdade ao presidente às vésperas das eleições legislativas de setembro.

FONTE: Estadão e AP /FOTO: EFE

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vinheta-clipping-forteCaracas – O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou hoje que “começaram a chegar” ao país “milhares dos mísseis” comprados da Rússia como parte do plano de modernização do armamento da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB).

“Começaram a chegar milhares dos mísseis. Poucos países têm a dotação que nós temos dos Igla-S”, declarou Chávez durante um ato oficial na sede do Governo.

Os sistemas antiaéreos portáteis Igla-S são usados para abater aviões táticos, helicópteros, aviões espiões não tripulados e mísseis de cruzeiro de dia e de noite, segundo dados do fabricante russo Rosoboronexport.

“E por aí vêm os tanques, os T-72 para fortalecer nossas colunas blindadas, e os helicópteros”, acrescentou o chefe de Estado.

O governo do presidente russo, Dmitri Medvedev, aprovou neste ano um financiamento de “US$ 2,2 bilhões” à Venezuela para despesas em armamento, o que “tornou viável” a compra do sistema Igla-S e de 92 tanques T-72, informou Chávez em setembro.

Nos últimos anos, a Venezuela passou a ser o maior cliente da indústria militar da Rússia na América Latina, com a aquisição de 100 mil fuzis AK-103, 24 caças-bombardeiros Sukhoi-30 e 50 helicópteros MI-17, M-26 e M-35, tudo isso por cerca de US$ 3 bilhões, segundo fontes russas.

O presidente venezuelano insistiu nesta segunda-feira em que precisou recorrer à Rússia depois de os Estados Unidos “se negarem” a fornecer o armamento tradicionalmente comprado pela Venezuela.

Em maio de 2006, os EUA suspenderam a venda de armas e material militar à Venezuela por considerar que o país não coopera suficientemente na luta antiterrorista, o que Caracas rejeitou e condenou.

Segundo Chávez, a melhor maneira de “evitar uma guerra” é “preparar-se para ela” e, por isso, está modernizando as Forças Armadas do país, principalmente por causa da “ameaça” que o convênio militar assinado entre Bogotá e Washington representa para a Venezuela.

Esse acordo permitirá que militares americanos usem pelo menos sete bases colombianas na luta contra o terrorismo e o tráfico de drogas, segundo Bogotá e Washington.

“Ninguém (está) mais longe do desejo de uma guerra que este soldado que está aqui, e menos ainda com a Colômbia”, afirmou Chávez.

FONTE
: Último Segundo / EFE;  COLABOROU: Paulo Renato

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