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O maior exército do mundo pertence a um … partido

O Exército de Libertação Popular da China (ELPC), a maior força militar do mundo com aproximadamente três milhões de militares, não pertence a uma nação, mas sim a um partido.

O ELPC, que agrega as forças navais, terrestres, aéreas e estratégicas, é o braço armado do Partido Comunista da China (PCC). O comando do ELPC é feito por uma comissão do PCC e o Ministério da Defesa da China não possui nenhuma autoridade sobre as Forças Armadas.

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Acadêmicos indianos estão em pé de guerra sobre o que eles consideram como um incitamento provocativo à morte do seu país por um ensaísta chinês. “A China pode desmembrar a chamada “União Indiana” com um pequeno movimento!” afirmou o ensaio postado na semana passada na China International Strategy Net, um site focado em questões estratégicas.

O escritor, sob o pseudônimo Zhanlue  (estratégia em chinês), argumentou que o senso de unidade nacional da Índia  era fraco e a melhor opção para Pequim remover um rival emergente e ameaça de segurança seria apoiar as forças separatistas, como as de Assam, para provocar um colapso do estado indiano federal. “Não pode haver dois sóis no céu”, escreveu Zhanlue.

“China e Índia não podem realmente se relacionar de forma harmoniosa.” O artigo sugere que a Índia deve ser dividida em 20 ou 30 estados soberanos. Tal foi o clamor gerado pelo artigo que o governo indiano emitiu um comunicado tranquilizando o país de que as relações com a China estavam calmas. “O artigo em questão parece ser uma expressão de opinião individual e não de acordo com a posição oficialmente declarada da China à Índia transmitida a nós em várias ocasiões, inclusive ao mais alto nível, na semana mais recentemente, pelo Conselheiro de Estado Dai Bingguo, durante sua visita à Índia “, afirmou o ministério do exterior em Nova Delhi, em comunicado, referindo-se às promessas mútuas de respeitar a integridade territorial e soberania.

A publicação do artigo coincidiu com as negociações entre Pequim e Nova Deli sobre as áreas de fronteira disputadas no Himalaia. No início deste ano, a China fez o financiamento para um projeto do Banco de Desenvolvimento Asiático (ADB) em Arunachal Pradesh, um estado indiano reclamado pela China como “o sul do Tibete”.

A Índia também proibiu algumas importações chinesas, uma vez que tenta proteger sua economia da recessão global. Autoridades em Pequim e Nova Deli têm visões rivais do futuro, cada um vendo-se como o modelo político e social de desenvolvimento mais durável. A presunção em Nova Delhi é que a China, um estado com partido único, vai quebrar inevitavelmente.

FONTE: The Financial Express

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Começa a ressaca épica da China

1. A Bolha de crédito da China finalmente estourou. O mercado imobiliário está balançando descontroladamente. É difícil obter bons dados na China, mas algo está errado quando o site de imóveis Homelink relata que o preço das casas novas em Pequim despencou em novembro em relação ao mês anterior. Se isto é remotamente verdade, o calibrado pouso suave que as autoridades chinesas pretendiam está indo muito errado e os riscos girando fora de controle.

2. Os investidores estão subestimando maciçamente o risco de uma aterragem forçada na China, e certamente de outros BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China). Os BRICs estão caindo como tijolos (bric em inglês) e as crises são o home-blown, causado por seus próprios ciclos de altos e baixos de crédito. Acho que é altamente provável que a China vá desvalorizar o yen no próximo ano, arriscando uma guerra comercial.

3. A economia está totalmente fora dos eixos. O consumo caiu de 48pc para 36pc do PIB desde a década de 1990. O investimento subiu para 50pc do PIB. Isso está fora das cartas, mesmo para os padrões do Japão, Coréia ou Taiwan. Nada assim tem sido visto antes em tempos modernos. A Fitch Ratings afirmou que a China é viciada em crédito, mas com cada vez menos vontade para cada dose. Um dólar extra em empréstimos aumentou o PIB em 0,77 dólares em 2007. Agora em 2011 são $ 0,44. “A realidade é que hoje a economia da China exige um financiamento significativamente maior para atingir o mesmo nível de crescimento, como no passado”, disse o analista chinês Charlene Chu.

4. Professor Patrick Chovanec da Tsinghua de Pequim School of Economics, disse que a desaceleração do mercado imobiliário China começou em agosto, quando as empresas de construção informaram que os estoques não vendidos atingiram US $ 50 bilhões. Isso já se transformou em “uma espiral descendente de expectativas”. Uma queima de estoques está em curso. Enquanto isso, a desaceleração está se infiltrando no núcleo das indústrias. A produção de aço tem fraquejado.

5. Pequim foi capaz de contrariar a crise global em 2008-2009 com o desencadeamento de crédito, agindo como um amortecedor para o mundo inteiro. É duvidoso que Pequim pode repetir este truque pela segunda vez.

6. Mark Williams da Capital Economics disse que a grande esperança era que a China usasse sua farra de crédito após 2008, para ganhar tempo, mudando os crônicos sobre-investimento para o crescimento do consumo. “Isso não saiu conforme o planejado. Na verdade, a China enfrenta uma ressaca de desalavancagem épica, como o resto de nós”.

FONTE: A. Evans – Editor de Negócios Internacionais – The Telegraph, 15.12, via Ex-Blog do Cesar Maia

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(La Nacion, 25) 1. Como parte de uma aliança que considera “vital” para seu país, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, assinou ontem uma série de contratos com Pequim, que incluem grandes empréstimos chineses de 8 bilhões de dólares. “Nunca antes a Venezuela teve uma relação tão produtiva e positiva com essa grande potência que é a China”, parabenizou Chávez ao assinar os acordos com uma delegação liderada pelo Vice Ministro do Desenvolvimento Nacional e Reforma da China, Zhang Xiaoqiang, em Caracas. Ao mesmo tempo, a China vai fornecer dois créditos adicionais de 1,5 bilhões de dólares para projetos de refino da PDVSA e outros dois de 500 milhões de dólares para a compra de brocas e equipamentos.

2. A Venezuela pagará sua dívida através do envio de cerca de 400.000 barris de petróleo para a China, o segundo país que mais demanda petróleo no mundo. Também o Equador, aliado do regime chavista, possui acordos petrolíferos multimilionários com a China: o regime de Pequim concedeu empréstimos de cerca de 7 bilhões de dólares para Quito, que comprometeu-se em troca a entregar 52% de sua produção de hidrocarbonetos.

3. (Ex-Blog) Em resumo: Venezuela compromete com pagamento de 15% da produção de petróleo de hoje e Equador 52%.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

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Vale a pena ouvir, o problema é sério.

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PEQUIM (Reuters) – A mídia estatal da China disse nesta segunda-feira que os enormes gastos militares dos Estados Unidos são os culpados pela crise que levou ao rebaixamento do rating do país.
A agência de notícias Xinhua advertiu os EUA para não tentar estimular as exportações por meio do enfraquecimento do dólar, algo que teria impacto dramático sobre a China, já que cerca de 70 por cento das reservas internacionais chinesas estão investidas em ativos denominados na moeda norte-americana.

A China também tem um gasto pesado com suas forças armadas de 2,3 milhões de pessoas, voltando a um aumento de dois dígitos neste ano. Isso gera desconforto entre os vizinhos e nos EUA.

Em cerca de 93,5 bilhões de dólares para 2011, o orçamento chinês de defesa ainda é pequeno em relação ao dos EUA. Em fevereiro, o Pentágono cedeu um orçamento de 553 bilhões de dólares para o ano fiscal de 2012, embora o governo de Barack Obama esteja procurando reduzir os gastos militares.

“Precisa ser compreendido que se os EUA, a Europa e outras economias avançadas não conseguirem arcar com sua responsabilidade e continuarem com sua confusão incessante em torno de interesses egoístas, isso seriamente impedirá o desenvolvimento estável da economia global”, dizia um artigo do jornal People’s Daily, porta-voz principal do Partido Comunista chinês.

FONTE: Reuters/Brasil Online

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Londres caiu 1,03%; Frankfurt, 2,33%. Paris apresentou queda de 2,71%. Em Lisboa, a baixa chegou a 4,28% e Madri amargou perda de 2,69%. Milão despencou 3,96%

SÃO PAULO – As bolsas na Europa fecharam em forte queda nessa segunda-feira, depois que o risco de calote atingiu também a Itália. Londres caiu 1,03%; Frankfurt, 2,33%. Paris apresentou queda de 2,71%. Em Lisboa, a baixa chegou a 4,28% e Madri amargou perda de 2,69%. Milão despencou 3,96%.

O setor bancário foi o que mais sofreu impacto das preocupações com a crise europeia. BNP Paribas caiu 6,8% em Paris, Commerzbank recuou 8,6% em Frankfurt e Dexia cedeu 8% em Bruxelas. Em Milão, Intesa Sanpaolo declinou 7,7% e UniCredit perdeu 6,3%. “As preocupações com a Itália estão dominando tudo no momento”, comentou Joshua Raymond, estrategista do City Index.

O pessimismo provocou reflexos em vários ativos do mercado. O ouro, usado como porto seguro pelos investidores, chegou a 1.108,92 euros por onça-troy, rompendo brevemente o importante nível de resistência de 1.100 euros. Esse foi o preço mais alto já atingido pelo ouro em euros e representou um avanço de 8,4% sobre o valor do começo da semana passada.

A aversão ao risco também fez com que o rendimento dos títulos de 10 anos do governo da Espanha superassem 6% pela primeira vez desde a introdução do euro, chegando a 6,027%. Para se ter uma ideia, na semana passada o Brasil chegou a captar no exterior, no mesmo prazo, com juro de 4,188%.

No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também sentiu os reflexos da piora no quadro internacional. Com investidores fugindo das opções de risco no mercado, a Bolsa cai para 2,08%, às 14h26, no patamar mínimo dessa segunda. O dólar sobe para R$ 1,58, com alta de 1,6%.

Crise. No domingo, a União Europeia convocou uma reunião de emergência para discutir o risco de calote em países europeus, principalmente na Itália. Na sexta-feira, o risco do país foi duramente atingido pelo mercado, que passou a apostar não apenas na quebra da periferia. As dúvidas em relação à saúde dos bancos italianos também ajudou a proliferar a tensão. As ações do Unicredit Spa, o maior banco da Itália, desabaram quase 8%.

Nos Estados Unidos, fundos de pensão que tinham investimentos na Itália iniciaram uma corrida para vender seus ativos, aprofundando ainda mais os temores em relação à Roma.

A chanceler alemã Angela Merkel disse que a Itália deve enviar um “sinal muito importante” aos investidores nervosos, garantindo a apresentação de um plano crível para consolidar os planos para o orçamento do país. Merkel disse ainda que conversou ao telefone ontem com o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, sobre a posição da dívida da Itália e sobre o plano orçamentário.

“Acredito haver um sinal muito importante de que a Itália deve enviar – a aprovação de um orçamento que inclua a consolidação necessária”, disse Merkel. “Tenho completa confiança de que o parlamento italiano irá aprovar tal orçamento”, acrescentou.

Merkel afirmou que a reunião das autoridades da União Europeia e os ministros das finanças desta segunda-feira em Bruxelas precisa ter como foco a preparação de um novo pacote de ajuda para a Grécia, e que a zona do euro deve continuar a fazer o que for necessário para proteger a moeda comum.

“A Alemanha e seus parceiros na zona do euro estão completamente comprometidos em defender a estabilidade do euro de modo geral”, afirmou Merkel.

China tem confiança no euro e vai cooperar com a Europa, diz BC chinês

Danielle Chaves, da Agência Estado

FRANKFURT E HONG KONG – A China tem confiança no euro e está pronta para explorar “vários meios de cooperação efetiva” com a União Europeia para lidar com a crise de dívida soberana do bloco, afirmou Yi Gang, vice-presidente do Banco do Povo da China (PBOC, banco central do país). Separadamente, Fu Ying, ministra de Relações Exteriores chinês, declarou que a recuperação das economias desenvolvidas voltou a um “caminho saudável”.

“Nós apoiamos todas as medidas adotadas pela União Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional para solucionar a crise de dívida soberana”, disse Yi durante uma conferencia no banco central da Alemanha, o Bundesbank. Os bancos centrais da China e da Alemanha pretendem fortalecer a cooperação entre eles para manter a estabilidade financeira.

“Nós estamos preparados para explorar, junto com a União Europeia, várias formas de cooperação efetiva”, acrescentou. Segundo Yi, a China “sempre considerou a Europa um importante destino de investimentos” e vai continuar ativamente protegendo “a estabilidade do mercado financeiro internacional” como um investidor de longo prazo responsável.

Em um discurso em Hong Kong, Fu observou que o desemprego em alguns países europeus ainda é uma preocupação. Em Junho, Fu havia informado que a China aumentou a quantidade de bônus europeus que possui desde a crise financeira – uma retórica padrão que mostra que Pequim apoia os países debilitados da Europa. As informações são da Dow Jones.

FONTE: Estadão

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O cargo máximo militar chinês, Chen Bingde, criticou nesta segunda-feira a despesa militar de Washington em plena recuperação econômica durante um encontro com seu colega americano, o chefe do Estado-Maior do Exército dos EUA Mike Mullen.

“Sei que os EUA estão se recuperando da crise financeira. Sob estas circunstâncias, não é muita pressão para seus contribuintes gastarem tanto dinheiro em seu Exército?”, assinalou o militar chinês, em declarações publicadas pela agência de notícias “Xinhua”.

O chefe do Estado-Maior do Exército de Libertação Popular (ELP) da segunda potência econômica, principal detentor da dívida dos EUA com US$ 1,15 trilhão em bônus do Tesouro, recomendou seu colega que seu Governo reduza sua despesa militar.

Em seu encontro desta segunda-feira, o militar chinês qualificou também de “inapropriadas” as manobras que os EUA realizam no mar da China Meridional, depois dos conflitos protagonizados por navios chineses, filipinos e vietnamitas em zonas próximas aos arquipélagos Spratly e Paracel, ricas em recursos petroleiros.
“Quanto às disputas sobre estas ilhas e suas águas territoriais no mar da China Meridional, podemos solucioná-las mediante o diálogo e a via diplomática. O momento para as manobras dos EUA é inadequado”, assegurou Chen Bingde, chefe do Estado-Maior do Exército de Libertação Popular da China, durante um encontro com seu colega americano, Mike Mullen.

As palavras do militar chinês se produzem um dia depois que Mullen assegurasse, em seu primeiro dia de visita em Pequim, que os EUA não tinham previsto abandonar a zona marítima disputada, que pode ser cenário de um conflito com graves consequências, segundo suas palavras.

O militar americano assegurou que se tratava de exercícios em grande escala que tinham sido preparados com adiantamento, ao que Chen contestou que poderiam ser programados de novo.

Esta é a primeira visita de um alto militar dos EUA à China depois que os dois exércitos congelassem seus intercâmbios em 2010 devido à venda de armamento de Washington a Taiwan, uma ilha escondida do país asiático desde 1949 à qual Pequim segue considerando parte de seu território.

A visita de Mullen se produz em reciprocidade à realizada por Chen em maio aos Estados Unidos a fim de estreitar seus laços bilaterais, devido à necessidade mútua das duas principais potências econômicas.
O Pentágono e seus aliados na Ásia Pacífico criticaram nos últimos anos o aumento da despesa militar chinesa, e alertado sobre os riscos que poderia desencadear na região.

O orçamento de defesa da China se tornou neste ano no segundo, com US$ 95 bilhões, embora ainda muito longe do primeiro, o dos EUA, com US$ 650 bilhões.

FONTE: Terra/EFE

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O chefe de Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, Mike Mullen, em visita na China, se reuniu nesta segunda-feira (11) com diversos dirigentes chineses. Ambas as partes trocaram opiniões acerca de desenvolvimento dos laços militares, questão de Taiwan e planos de intercâmbio, e alcançaram vários consensos.

No encontro, o vice-presidente chinês, Xi Jinping, declarou esperar que os departamentos de defesa e exércitos dos dois países possam eliminar os obstáculos na evolução dos laços militares, além de promover respeito mútuo e cooperação de benefício recíproco.

Segundo o vice-presidente da Comissão Militar Central da China, Guo Boxiong, a questão de Taiwan envolve os principais interesses da China. Ele exigiu que os norte-americanos observem os comunicados conjuntos China-EUA, que proíbem a venda de armas avançadas para Taiwan, o que prejudicaria novamente a relação militar.

O chefe-geral de Estado-Maior da China, Chen Bingde, também se reuniu hoje com Mullen. Na ocasião, ambos prometem que vão elaborar o princípio que beneficia o desenvolvimento das relações militares bilaterais, a fim de promover os progressos das relações cooperativas de parceria de respeito mútuo e benefício recíproco. Os dois concordam em que as forças militares da China e dos EUA devem reforçar as cooperações para o enfrentamento dos desafios de segurança regional e global.

Por sua vez, Mullen afirmou que a parte norte-americana dá grande importância ao desenvolvimento das relações bilaterais e quer reforçar, junto com a China, diálogos e intercâmbios para aumentar constantemente a confiança mútua.

FONTE: CRI Online

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A China, o mais poderoso país do Brics, grupo que o Brasil integra, ampliou ofensiva diplomática contra tentativas de ampliação do Conselho de Segurança das Nações Unidas, uma das reivindicações da política externa brasileira. O Valor apurou que o governo chinês tenta agora torpedear um projeto de resolução que o G-4 – Brasil, Índia, Alemanha e Japão, todos candidatos a um assento permanente no Conselho de Segurança – planeja apresentar em breve à Assembleia Geral da ONU.

O projeto, que tem 71 apoios firmes, procura fazer com que a Assembleia sancione a necessidade de expandir as duas categorias de membros do Conselho de Segurança, os permanentes e os não permanentes. É uma tentativa de dar fôlego politico à discussão e obter o reconhecimento de que o mundo mudou e que as mudanças têm de ser incorporadas na estrutura das instituições de governança global.

O governo chinês mandou seus representantes advertirem as delegações diplomáticas africanas na sede da ONU, em Nova York, a não apoiarem nenhuma resolução por reforma do Conselho de Segurança. Para ter a certeza de que a mensagem foi bem recebida, Pequim também despachou emissários a capitais na África.

Nos círculos do G-8, dos países industrializados, fontes confirmaram também a existência de um telegrama diplomático atribuído à missão americana na ONU, que teria sido divulgado pelo Wikileaks, relatando antiga demanda da China para os Estados Unidos não levarem adiante uma reforma na organização.

No plano bilateral, Pequim tem dito ao Brasil que no momento adequado não vai complicar o pleito brasileiro. No entanto, o sentimento é de que os chineses fazem tudo para que esse momento nunca chegue.

A pressão chinesa visa bloquear a entrada do Japão e garantir para si a posição de único emergente com assento permanente no Conselho, o que lhe dá a aura de representante dos países em desenvolvimento. Se entram Brasil e Índia, os chineses tem reduzido seu poder.

A China não tem sido especialmente solidária com os países em desenvolvimento na cena multilateral. Na reforma das quotas para dar mais poder aos emergentes no Fundo Monetário Internacional, em 2010, Pequim não ajudou o Brasil a lutar por um resultado mais amplo e equilibrado. Agora, tampouco quer brigar por um representante emergente para dirigir o Fundo, preferindo apostar na conquista para um chinês do cargo de número dois.

FONTE: Jornal Valor

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