Governo, que se opõe às sanções do Conselho de Segurança, elogia solução diplomática
PEQUIM – O governo da China expressou nesta terça-feira, 18, seu apoio ao compromisso nuclear que Turquia e Brasil firmaram na segunda-fera com o Irã para que o país mande seu urânio para o exterior, o que abre uma possibilidade de solução diplomática para a crise desencadeada por Teerã.
“Damos muita importância e congratulamos o acordo firmado entre Brasil, Irã e Turquia para o fornecimento de urânio para o Reator de Pesquisa de Teerã” (TRR em inglês), afirmou nesta terça o porta-voz do Ministério dos Assuntos Exteriores da China, Ma Zhaoxu, em uma conferência de imprensa.
“A China sempre apoiou a estratégia da via de mão dupla”, afirmou Ma, em referência à aplicação de sanções leves contra o regime iraniano ao mesmo tempo em que se busca uma solução negociada e pacífica.
Neste sentido, o porta-voz chinês expressou o desejo de seu governo de que o compromisso entre os três países “ajude a promover uma solução pacífica no conflito nuclear iraniano através do diálogo e da negociação.”
De acordo com o compromisso alcançado na segunda, o Irã aceita enviar antes de um mês 1.200 quilos de urânio enriquecido a 3,5% à Turquia, e em troca receber no prazo de um ano 120 quilos de urânio enriquecido a 20%.
Sanções
O Irã já foi alvo de três rodadas de sanções no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) por se recusar a interromper o enriquecimento de urânio. Os membros permanentes do órgão – EUA, França, Reino Unido, Rússia e China – negociam uma quarta rodada de sanções à República Islâmica. Chineses e russos, porém, mostram-se desfavoráveis às resoluções devido à boas relações comerciais que mantêm com os iranianos.
Diplomatas ocidentais próximos à AIEA, órgão regulador das atividades nucleares mantido pela ONU, afirmaram que o acordo não elimina as chances de serem aplicadas novas sanções, já que o Irã se recusa a interromper o enriquecimento de urânio. O pacto, porém, pode dificultar a ação do Conselho, já que Rússia e China podem se distanciar das negociações.
O Irã é um dos três maiores provedores de petróleo da China, o segundo maior consumidor de produtos energéticos depois dos EUA, ainda que o país asiático tenha reduzido suas importações de petróleo iraniano em cerca de 37% em janeiro e fevereiro chegando a apenas 2,53 milhões de metros cúbicos.
FONTE: Estadão / EFE
Com uma pá dessas, vai ser difícil alguém conseguir vencer o Exército Chinês.
A Rússia entregou mísseis antiaéreos S-300 à China, como parte de um contrato de US$ 2 bilhões, numa compra de 15 baterias.
A China, maior comprador de armas da Rússia, comprou cerca de 30 baterias S-300 desde o início dos anos 1990.
Irã continua querendo
O Irã continua a pressionar a Rússia para que esta não ceda às pressões do Ocidente para cancelar a venda dos S-300 encomendados. O sistema ajudaria a defender suas instalações nucleares de ataques aéreos dos EUA e de Israel.
A China suspendeu as visitas militares entre americanos e chineses neste sábado em protesto contra a negociação dos Estados Unidos com Taiwan, que pretende comprar US$ 6 bilhões em armamento do país americano. Pequim também alertou Washington que a venda terá “repercussões que nenhum dos dois países quer ver acontecerem”, disse o ministro da Defesa chinês, segundo a agência de notícias estatal Xinhua.
Taiwan tem um governo próprio e se separou de Pequim em 1949, mas a China continua considerando a ilha como uma província separatista. O governo da China tem centenas de mísseis apontados para Taiwan e já ameaçou usar a força para retomar o controle do território.
A China também ameaçou impor sanções a empresas americanas que vendem armas a Taiwan, e o governo do país aumentou a polêmica sobre uma crise que pode abrir mais rachaduras na já estremecida relação entre os dois países.
O Ministério das Relações Exteriores, o Ministério da Defesa e o Gabinete Chinês para Assuntos de Taiwan se juntaram em suas ameaças, incluindo a de que as vendas de armas afetariam a cooperação entre China e EUA para importantes assuntos internacionais e regionais.
- Os Estados Unidos devem ser responsabilizados por sérias repercussões se não reverterem imediatamente a decisão errônea de vender armas a Taiwan – disse o vice-ministro das Relações Exteriores da China, He Yafei, ao embaixador dos EUA no país, Jon Huntsman.
Ele afirmou que Taiwan é o “mais importante e delicado assunto nas relações sino-americanas”, em comentários publicados no website da chancelaria.
Em 2008, a China tomou a mesma medida depois que o governo do ex-presidente americano George W. Bush anunciou uma venda bilionária de armas para Taiwan – a questão mais sensível nas relações entre EUA e China. O mais recente negócio poderia complicar a cooperação que os EUA procura em questões que variam desde o programa nuclear iraniano à censura da internet.
A venda das armas foi postada no site do Pentágono na sexta-feira e inclui 60 helicópteros Black Hawk, 14 mísseis Patriot e equipamentos de controle e comunicação para a frota taiwanesa de aeronaves F-16. A notificação da intenção de venda ao Congresso é exigida por lei, mas não significa que o acordo tenha sido fechado. Os congressistas têm agora 30 dias para analisar e comentar a proposta. Caso não haja objeções, a negociação pode ser concluída.
As próximas visitas de alto escalão serão provavelmente afetadas pela suspensão de trocas militares. O general Chen Bingde, chefe das forças chinesas, tinha viagem prevista para os Estados Unidos, enquanto o secretário de Defesa Robert Gates e o almirante Michael Mullen planejavam visitar a China.
Susan Stevenson, porta-voz da Embaixada Americana, disse que a representação diplomática não iria comentar a suspensão de visitas militares.
As duas potências estão cada vez mais ligadas em questões econômicas e de segurança e Washington pediu visitas militares frequentes entre China e EUA. Mas os planos de Barack Obama se encontrar com o Dalai Lama prejudicam cada vez mais as relações entre os dois países desde o ano passado.
FONTE: O Globo / Agências Internacionais

Está disponível para download o “China Military Power Report 2009″, feito pelo Departamento de Defesa dos EUA para o Congresso Americano. O relatório tem 78 páginas e traz muitos detalhes interessantes sobre o rápido crescimento do poder militar chinês.
Entre outras informações importantes, o relatório destaca que o rápido crescimento econômico (PIB projetado de US$ 4,19 trilhões em 2008) tem permitido à China aumentar os recursos para a construção, equipamento e treinamento das sua forças militares. O orçamento militar chinês mais que dobrou de 2000 a 2008, saltando de US$ 27,9 bilhões a US$ 60,1 bilhões em 2008.
A China tem reforçado sua capacidade estratégica de deterrência e ataque nuclear. Desde o ano 2000 que os chineses mudaram seus grandes e vulneráveis mísseis intercontinentais (ICBMs) baseados em combustível líquido e de localização fixa para plataformas de mísseis móveis e mais flexíveis.
A introdução de novos ICBMs, o DF-31 e o DF-31A, ambos transportáveis por estradas e movidos a combustível sólido refletem essa mudança. o DF-31A é capaz de alcançar qualquer alvo dentro dos EUA.
Abaixo, um gráfico presente no relatório, que mostra o alcance dos mísseis intercontinentais chineses. Notar que um deles poderia alcançar boa parte da América do Sul e do Brasil.
Para baixar o relatório em formato PDF, clique na imagem do post ou aqui.
Os ministros de Defesa do Brasil, Nelson Jobim, e da China, Liang Guanglie, chegaram a um acordo para aumentar a cooperação militar bilateral em temas como a formação de oficiais ou as missões de paz, na reunião mantida entre ambos em Pequim, informou a agência oficial “Xinhua” em 17 de novembro.
Os dois titulares de defesa pactuaram também aumentar a cooperação em indústria militar, ciência e tecnologia, assim como criar uma comissão conjunta dos dois ministérios para aumentar os intercâmbios e a cooperação.
Jobim, citado por “Xinhua”, destacou que o Brasil espera aprofundar sua cooperação pragmática com as Forças Armadas chinesas, no marco da relação estratégica das duas nações emergentes.
Já Liang ressaltou que as relações entre Pequim e Brasília “entraram em uma nova fase de completo desenvolvimento”, a que se iniciou após 2004, ano no qual o presidente da China (Hu Jintao) visitou o Brasil e seu colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, fez o mesmo na China.
FONTE: EFE, via G1
Desfile dos 60 anos da Revolução Chinesa. Comparar com o nosso desfile de 7 de setembro…
COLABOROU: Edilson Moura
A China Precision Machinery Import-Export Corporation passou a oferecer o míssil terra-ar CASIC HQ-9 para o mercado externo, sob o nome de FD-2000. O HQ-9/FD-2000 apareceu recentemente na African Ground Force Equipament Exhibition em Capetown (África do Sul) e também na Defense Exhibition, realizada em novembro, em Karachi (Paquistão).
A PLAAF (Força Aérea Chinesa) já implantou o sistema HQ-9 nas Bases Aéreas das províncias de Xi’an e Lanzhou. Uma brigada típica é formada por um veiculo de comando, seis veículos de controle, seis veículos com radar de direção de tiro, seis veículos com radar de busca, 48 veículos lançadores e 192 mísseis; além de um veiculo de posicionamento, um veículo com gerador de energia, um veiculo de comunicações e um veículo de apoio. Um batalhão usa oito veículos lançadores.
O programa HongQi-9/FD-2000 foi iniciado como um projeto “original” chinês, mas há rumores de que o projeto foi refeito para incluir melhorias no motor foguete, baseado no do S-300 russo, e no sistema de guiagem copiado do norte-americano MIM-104 Patriot.














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