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Deploramos que Lula, com quem temos as melhores relações, ignore a ameaça das Farc, diz nota

O gabinete do presidente colombiano, Alvaro Uribe, emitiu nota criticando os comentários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a crise com a Venezuela. ” Deploramos que Lula, com quem temos as melhores relações, tenha se referido à crise como um caso pessoal e ignore a ameaça que representa a presença de guerrilheiros das Farc na Venezuela”, diz a nota.

“É deplorável que Lula, com quem temos as melhores relações, tenha se referido à crise como um caso pessoal e ignore a ameaça que representa a presença de guerrilheiros das Farc na Venezuela”, diz a nota.

“Ainda não vi conflito. Eu vi conflito verbal, que é o que nós ouvimos mais aqui nessa América Latina”, afirmou Lula ontem após se reunir com o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega.

Lula se encontrou no começo da semana com o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, com quem discutiu a crise. Ontem, o presidente indicou que pretende negociar uma distensão entre Colômbia e Venezuela com o presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, que toma posse no próximo dia 7, e Chávez.

A Colômbia acusa a Venezuela de abrigar, com a anuência do governo do presidente Hugo Chávez, guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), incluindo vários líderes do grupo. Caracas nega que dê proteção à guerrilha.

FONTE: Estadão

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O vice-presidente venezuelano Elías Jaua declarou na noite de ontem que o Conselho de Defesa da Nação, órgão máximo de aconselhamento para segurança e defesa da Venezuela, apoia a decisão do presidente Hugo Chávez de cortar as relações diplomáticas com a Colômbia, segundo declarações de Jaua à rede de televisão VTV.

Chávez anunciou ontem a ruptura das relações diplomáticas com a Colômbia. A Colômbia acusa o país vizinho de abrigar guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em seu território, posição que foi levada ao Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Jaua presidiu a reunião do Conselho convocada de maneira ‘extraordinária’ para analisar a situação. Segundo o vice-presidente, ‘os poderes do Estado e as nossas forças armadas consideram como justa e necessária a ruptura diplomática e chamamos o povo venezuelano a apoiar esta medida’, acrescentou o oficial.

Jaua declarou que o Conselho analisou uma série de medidas para “garantir que o atual governo da Colômbia compreenda que deve respeitar o governo legítimo da Venezuela’.

O documento com as medidas serão entregues a Chávez, segundo Jaua, para avaliação e para que ele decida quais delas serão tomadas, disse ele, sem dar detalhes sobre as características da proposta.

Na reunião, convocada pelo Executivo venezuelano, estavam presentes o vice-presidente Elías Jaua, o chanceler Nicolás Maduro, o ministro de Defesa Carlos Mata Figueroa, e a promotora-geral Luisa Ortega, entre outras autoridades.

O Conselho de Defesa é ‘o órgão máximo de consulta para o planejamento e assessoria do Poder Público (…) em assuntos relacionados à segurança e defesa integral da nação, sua soberania e a integridade do território’, segundo a Lei Orgânica de Segurança da Nação.

FRONTEIRA

O ministro Figueroa declarou após a reunião que a situação na fronteira com a Colômbia é normal, apesar do rompimento das relações diplomáticas.

‘Os 20 mil homens que estão na fronteira me informaram que a situação é normal’, disse o ministro à VTV depois da reunião do Conselho de Defesa Nacional.’Quero que a nação fique tranquila”, completou.

REAÇÃO DA COLÔMBIA

O procurador-geral da Colômbia, Guillermo Mendoza Diago, declarou que há possibilidade de denunciar a Venezuela à Corte Penal Internacional (CPI) por supostamente abrigar guerrilheiros das Farc e do ELN em seu território.

“Se conseguirmos estabelecer isso, e temos informação de que os guerrilheiros se refugiam na Venezuela e as autoridades não fazem nada, e pelo contrários os apoiam, pois então poderíamos já consolidar o que vai ser a denúncia para a Corte Penal Internacional”, disse ele.

Ele disse ter recebido das mãos do governo colombiano uma pasta em que estão documentados ao menos 60 ataques cometidos por guerrilheiros das Farc contra moradores colombianos e depois refugiados na Venezuela.

Ele participou de uma reunião chefiado pelo presidente colombiano, Álvaro Uribe, junto com seus ministros, chefes militares e da polícia.

Até o momento, o governo de Uribe não se pronunciou oficialmente sobre a decisão de Chávez.

CAUTELA

O presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, que deve tomar posse em 7 de agosto, alegou que não se pronunciar sobre o assunto é “sua melhor contribuição” para o conflito bilateral. Em visita ao México, ele também lembrou que “o presidente Álvaro Uribe é ainda o presidente em exercício”.

Já o seu vice, Angelino Garzón, afirmou que o novo governo fará “todo o possível” para restabelecer as relações diplomáticas com a Venezuela. “Faremos todo o possível e utilizaremos todos os amigos que temos em diferentes países do mundo e buscaremos todos os mecanismos diplomáticos para melhorar e fortalecer as relações com os países da região, incluindo a venezuela”, disse Garzón, que está em visita a Quito, no Equador.

O porta-voz da atual presidência colombiana, César Velásquez, informou que “qualquer comunicação” oficial sobre o assunto será centralizada no embaixador do país na Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Alfonso Hoyos, e da representante nos EUA, Carolina Barco. Luis Alfonso Hoyos criticou o rompimento como “um erro histórico” e “imoral”.

Três semanas antes de deixar o governo da Colômbia, o presidente Álvaro Uribe agravou a crise diplomática com a Venezuela ao denunciar que Caracas esconde guerrilheiros em seu território.

As relações bilaterais entre Colômbia e Venezuela foram “congeladas” em julho de 2009 por Caracas, depois do anúncio de um acordo de cooperação militar entre Bogotá e Washington que Chávez considerou uma “ameaça para a segurança regional”.

MUDANÇA DE GOVERNO

“Espero que não ocorra nada de mais grave nesses próximos dias, os últimos de um governo que pretende perturbar a paz antes de ir”, explicou Chávez em referência à saída do presidente colombiano, Álvaro Uribe, do cargo no dia 7 de agosto.

Mais cedo, Chávez disse esperar que o novo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, não esteja envolvido na atual rixa entre os dois países.

“Espero que o novo presidente não esteja inteirado desta agressão. Espero que tome algumas medidas racionais no assunto porque acredito que já uma loucura desatada no palácio de Nariño”, disse Chávez, ao entrar na sede do governo venezuelano, ao lado do técnico da seleção argentina, Diego Maradona.

Durante a campanha eleitoral colombiana, Chávez chegou a alertar que a vitória do ex-ministro de Defesa e sucessor de Uribe podia gerar uma guerra e que seria extremamente difícil restabelecer as relações bilaterais sob seu governo.

Santos, contudo, adotou um discurso de reaproximação e diálogo e chegou a minimizar as acusações de Uribe sobre os vínculos entre Chávez e as Farc. O venezuelano mudou de tom e disse que espera retomar as conversações com o país vizinho depois da posse de Santos. Ele afirmou que não irá na posse por questões de segurança.

ALERTA E EXPULSÃO

O governo de Hugo Chávez anunciou que os diplomatas da nação vizinha terão 72 horas para deixarem o país. O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, confirmou que após este período a representação colombiana deverá ser fechada.

Já a decisão venezuelana de colocar as fronteiras em “alerta máximo” deve-se ao risco de que o Uribe, “movido por seu ódio contra a Venezuela”, opte por uma ação militar contra Caracas, enfatizou Chávez.

As declarações de Chávez foram feitas ontem em rede nacional de televisão, ao lado do técnico da seleção de futebol argentina Diego Maradona, que está em visita à capital da Venezuela. Maradona disse que “isso não é culpa dos colombianos”, segundo o jornal colombiano “El Tiempo”.

Segundo o porta-voz do governo de Bogotá, o país não pretende “agora” militarizar os mais de 2.000 quilômetros de fronteira que mantém com a Venezuela, que por sua vez já colocou em alerta suas forças na região. “Da parte da Colômbia, sempre haverá fraternidade”, disse Velásquez, segundo o jornal venezuelano “El Universal”.

REAÇÕES

O assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, em declarações à imprensa brasileira, lamentou a decisão venezuelana. Garcia também confirmou que Lula telefonou aos outros dois mandatários para discutir o assunto e que o Brasil tentará mediar o impasse.

“Conversei com Lula e ele está preocupado com isso. O secretário-geral da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), Néstor Kirchner, também me ligou; todos estão incomodados com essa decisão lamentável que tive que tomar, mas não me restava outra alternativa”, declarou o presidente Chávez.

O Departamento de Estado americano reagiu nesta quinta-feira em defesa da Colômbia e com críticas à Venezuela. “Não é uma boa forma de atuar”, disse o porta-voz da diplomacia americana, P.J.Crowley, ao comentar o assunto, pronunciando-se favoravelmente ao grande aliado de Washington na América do Sul.

O secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza, pediu que os países “acalmem os ânimos”. Ele afirmou que a OEA “estará sempre disposta” a cooperar, mas alertou que “os passos devem ser dados pelos governos” de Caracas e Bogotá.

ACUSAÇÃO

Ontem, em sessão extraordinária da OEA (Organização dos Estados Americanos), a Colômbia exibiu fotos, vídeos e testemunhos que provariam a presença de ao menos 87 acampamentos e 1.500 guerrilheiros protegidos em solo venezuelano.

O embaixador da Colômbia no órgão, Luis Alfonso Hoyos, afirmou que os acampamentos não são novos “e continuam se consolidando”.

“Não são [apenas] casas. São ao menos 87 estruturas completamente armadas em território venezuelano”.

Em seu discurso, que também contou com fotos e imagens aéreas, Hoyos se concentrou nas informações sobre quatro localidades, que abrigariam os acampamentos nomeados Ernesto, Berta, Bolivariano e Jesus Santrich, situados 23 quilômetros para dentro do território venezuelano.

A Venezuela negou nesta quinta-feira as acusações e alegou que as fotos aéreas mostradas como provas foram tiradas em território colombiano.

“Uma das imagens onde se mostra Pablito em uma suposta praia venezuelana, a cor da areia me faz pensar que é mais parecida com a praia de Santa Marta [na Colômbia], grata cidade porque foi onde morreu nosso libertador. Além disso, a cor do céu e das flores são muito parecidas e isso pode ser tanto na Colômbia quanto na Venezuela”, defendeu o embaixador venezuelano na OEA, Roy Chaderton.

FONTE/FOTO: AFP, FOLHA.COM

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Departamento de Estado dos EUA pede diálogo entre os países para amenizar tensão regional

WASHINGTON – Depois de convocar uma reunião extraordinária no Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), a Colômbia assumiu que não busca uma punição contra o Governo da Venezuela, mas apenas a cooperação, como informaram fontes oficiais colombianas nesta quarta-feira. Em Washington, o Departamento de Estado americano pediu diálogo entre os dois países.

“O que interessa à Colômbia, mais do que qualquer tipo de punição contra os venezuelanos, é que o Governo da Venezuela coopere, como é a sua obrigação”, afirmou o embaixador colombiano na OEA, Luis Alfonso Hoyos, à imprensa local.

A reunião tem como objetivo exigir da Venezuela que colabore nas operações contra chefes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) que estariam em território venezuelano.

Como requisitado ontem pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, o Governo colombiano disse que apresentará provas recentes da presença dos líderes guerrilheiros no país vizinho, de onde eles teriam comandado operações de sequestro e ataques terroristas.

A reunião foi convocada para esta quinta-feira, em Washington, pelo novo presidente do Conselho Permanente da OEA, o embaixador salvadorenho, Joaquín Alexander Mazza Martelli.

Martelli assumiu o cargo hoje depois da renúncia de seu colega equatoriano, Francisco Proaño, que não queria se ver obrigado a convocar a reunião, pois queria adiá-la para tentar buscar outras maneiras de se solucionar o problema, como disse o chanceler de seu país, Ricardo Patiño.

Segundo Hoyos, o Governo colombiano quer que os Estados-membros da OEA “conheçam claramente a realidade do que tem acontecido nas últimas semanas, dos novos fatos como a presença ativa e consolidada dos chefes do ELN e das Farc na região, e de onde eles estão preparando os ataques contra a Colômbia”.

Reação dos EUA

O departamento de Estado americano assinalou nesta quarta que Washington deseja um diálogo maior entre Venezuela e Colômbia para diminuir a tensão regional. “Certamente apoiamos uma maior interação e cooperação entre Colômbia e Venezuela”, disse o porta-voz Phillip Crowley.

FONTE: Estadão

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Colômbia vai à OEA, e Venezuela chama embaixador

A apenas três semanas de concluir seu mandato, o presidente Álvaro Uribe deixa uma nova crise para seu sucessor e ex-ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, resolver: a apresentação de vídeos e fotos de satélite que comprovariam a presença de guerrilheiros colombianos na Venezuela elevou novamente a tensão entre os dois países, que pareciam caminhar para a reaproximação com a mudança de governo em Bogotá. Depois de convocar seu embaixador para consultas, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, acusou Uribe de tentar torpedear a retomada da normalização das relações bilaterais, que estão congeladas. A Colômbia, por sua vez, pediu uma sessão extraordinária da Organização dos Estados Americanos (OEA) para discutir o assunto.

Na noite de quinta-feira, o ministro da Defesa colombiano, Gabriel Silva, reuniu um grupo de jornalistas para apresentar evidências de que líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) têm se refugiado na Venezuela. As imagens, que não puderam ser reproduzidas por se tratar de material de inteligência, mostravam integrantes do secretariado das Farc, como Iván Márquez, em acampamentos do outro lado da fronteira. O ministro acusou a Venezuela de tolerar a presença dos rebeldes.

“Durante seis anos, o governo colombiano manteve um diálogo paciente com o governo da Venezuela, ao qual, em várias ocasiões, deu informações sobre a localização de terroristas nesse território. Tudo foi infrutífero. Devemos pensar novamente em buscar as instâncias internacionais”, dizia um comunicado da Presidência. A sessão extraordinária da OEA foi marcada para quinta-feira. No passado, a Colômbia já denunciou à OEA a fuga de terroristas para países vizinhos.

O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, rejeitou as acusações. Maduro – que segundo as autoridades colombianas pode ter sido citado numa conversa filmada entre Márquez e Rodrigo Granda, um outro líder das Farc – entregou uma nota de protesto e acusou Uribe de decidir “fechar com chave de ouro seu trabalho de destruição na relação entre os dois países”. O governo venezuelano informou estar analisando medidas diplomáticas e políticas a serem tomadas.

Chávez vê diferença no futuro governo

O presidente venezuelano reforçou as críticas. Em cadeia de rádio e TV, Chávez disse que a medida reflete “o desespero de Uribe, que está de saída” para impedir que os dois países voltem a estabelecer relações respeitosas. Ele chamou o presidente colombiano de mafioso e destacou as diferenças entre este e Santos, afirmando que espera manter melhores relações com o próximo governo.

- Já são evidentes as diferenças, porque Uribe quer continuar governando e Santos diz: “Não, agora o chefe sou eu” – disse Chávez. – A Venezuela está com as mãos abertas para receber o novo governo, mas estamos em alerta e esperamos que a extrema-direita esteja realmente de saída.

Após se reunir com chefes militares, Uribe não se referiu diretamente ao assunto, limitando-se a dizer que a Colômbia deve se livrar do terrorismo.

- Para vocês, as novas gerações de colombianos, desejamos que possam viver em paz – disse.

A acusação colombiana não é nova. Embora Uribe já tivesse se referido ao assunto, chama a atenção ter escolhido os últimos dias de seu governo para apresentar as provas. No dia 7, Santos assume a Presidência. Uribe e seu candidato haviam prometido uma transição tranquila, mas as diferenças de estilo entre os dois já aparecem. Enquanto o atual presidente se recusa a restabelecer relações diplomáticas de “maneira hipócrita” com os vizinhos, Santos já manifestou a intenção de normalizar o convívio com Caracas e Quito, abalado desde o ataque a um acampamento das Farc no Equador, dois anos atrás. Além disso, Santos já escolheu para seu Gabinete algumas pessoas que foram críticas de Uribe.

- Se não houver diálogo, como poderemos resolver esses problemas? – disse Santos, em visita a Miami, em referência à polêmica com a Venezuela.

O momento para a denúncia não poderia ser pior, afirmou o ex-presidente colombiano Ernesto Samper. Ele vê um claro propósito de Uribe de evitar que se produza um encontro entre Santos e Chávez. Santos, que vem de uma família de empresários e políticos, vê como crucial para o seu governo a retomada das relações. Elas estão congeladas desde o ano passado, após um acordo para o uso de bases militares colombianas por americanos, visto por Chávez como uma ameaça a seu país. O principal reflexo se sentiu na economia, com uma queda de 70% no comércio entre os dois países, e uma redução de US$2 bilhões nas exportações colombianas. Mas Uribe parece que não vai deixar o governo de maneira silenciosa.

Em Washington, o Departamento de Estado disse estar preocupado com as denúncias e afirmou que a Venezuela é obrigada pela ONU a negar o uso de seu território a terroristas.

FONTE: O Globo – 17/07/2010

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Pedido surge após polícia brasileira advertir sobre presença das Farc no país

Barra de Cinco Pixels

vinheta-clipping-forteO ministro do Interior da Colômbia, Fabio Valencia, pediu nesta terça-feira (18) aos países vizinhos, entre eles o Brasil, para que impeçam a presença de rebeldes colombianos em territórios de fronteira, onde se protegem das operações da força pública.

- Como sempre pedimos aos governos da fronteira que expulsem de seus territórios esses delinquentes e que obviamente colaborem conosco no controle das fronteiras e não permitam a presença em seus territórios de narcotraficantes.

O funcionário fez esta declaração depois de conhecer no fim de semana um informe da polícia brasileira que adverte que a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) mantêm acampamentos na selva brasileira.

Depois de divulgado esse informe da polícia brasileira, o assessor internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Garcia, afirmou hoje, em Madri, não ter conhecimento da presença da guerrilha colombiana em seu território.

FONTE: AFP, via R7

Colômbia elogia acordo militar entre Brasil e EUA

vinheta-clipping-forteA Colômbia gostou “muitíssimo” de um acordo de cooperação militar firmado entre os governos de Brasil e Estados Unidos na segunda-feira. O ministro da Defesa colombiano, Gabriel Silva, afirmou que o pacto mostra que o importante não são as ideologias, mas sim a luta conjunta contra problemas como o narcotráfico. O convênio inclui colaboração no treinamento de militares, programas de tecnologia na área de defesa e visitas de embarcações.

“Dissemos que respeitamos totalmente a autonomia dos outros países para fazer acordos militares, há uns que não nos agradam e outros que nos agradam muitíssimo”, afirmou Silva, em entrevista à rádio RCN. A cooperação entre EUA e Brasil “parece a nós que demonstra que não importa qual seja a ideologia, não importa qual seja a posição política, a cooperação internacional no (setor) militar e na luta contra o terrorismo e o narcotráfico é uma obrigação dos Estados.”

O acordo entre Brasília e Washington “é um sinal muito positivo”. “Vemos como um sinal demonstrando que o que vem fazendo a Colômbia é o correto”, disse o ministro. Silva não mencionou que tipo de acordos desagradavam Bogotá. No passado, o ministro e outros nomes do governo já demonstraram inquietação diante de compras de armas feitas pela Venezuela, que incluem caças e milhares de fuzis de assalto.

Silva também disse que a visita programada para amanhã do secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, a Bogotá é parte de um giro do funcionário norte-americano pela região. Na visita, devem ser avaliados acordos e a cooperação entre Colômbia e EUA.

FONTE: Estadão

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vinheta-clipping-forteA Colômbia denunciou nesta quinta-feira que militares venezuelanos destruíram com explosivos duas pontes de pedestres na fronteira binacional e classificou o ato como violação à lei internacional em meio ao aumento das tensões diplomáticas entre os dois países.

O ministro de Defesa da Colômbia, Gabriel Silva, disse que os militares ativaram explosivos a partir de território venezuelano, perto do município de Ragonvalia, no departamento de Norte de Santander, e deixaram sem ligação vários residentes da região que utilizavam as pontes.

“(Homens) uniformizados que chegaram em caminhões do lado venezuelano, aparentemente pertencentes ao Exército da Venezuela, localizaram duas pontes de pedestres comunitárias que unem as comunidades de ambos os lados, pontes civis (…) e dinamitaram essas duas pontes do lado venezuelano”, declarou Silva a jornalistas.

“Esta ação representa uma violação à lei internacional, à lei humanitária, é uma agressão contra os civis”, acrescentou o funcionário.

FONTE: Terra / COLABOROU: Rodrigo Machado

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‘Afeto com nosso vizinho é inquebrantável’, diz Uribe; embaixador venezuelano afirma que clima é de ‘pré-guerra’

vinheta-clipping-forteBOGOTÁ – A Colômbia deportou neste domingo, 15, quatro membros da Guarda Nacional da Venezuela capturados há dois dias em solo colombiano, em um gesto para aliviar as tensões diplomáticas entre os países vizinhos. Os militares haviam sido presos enquanto viajavam de barco em um rio na província fronteiriça de Vichada.

O presidente colombiano, Alvaro Uribe, afirmou que os quatro deportados “devem levar de volta a mensagem de que existe afeto de irmandade para a Venezuela e que esse afeto é inquebrantável”.

A declaração não foi suficiente para desarmar os ânimos na região. Gustavo Márquez, embaixador venezuelano na Colômbia, afirmou neste domingo que há “uma situação de pré-guerra” que ameaça a Venezuela e a hipótese de uma invasão patrocinada pelos Estados Unidos não deve ser descartada.

“O presidente Chávez disse que tínhamos que nos preparar para a guerra, porque há uma situação de pré-guerra: está sendo construído um cenário de guerra que ameaça a Venezuela e todos os países da região”, disse Márquez em declarações publicadas pelo jornal colombiano El País, de Cali.

Para ele, o acordo militar assinado entre Colômbia e EUA, pelo qual tropas americanas poderão usar bases militares em território colombiano, é inconveniente e ameaça a soberania regional, “embora respeitemos essa decisão do Estado colombiano”.

O embaixador venezuelano acrescentou que é necessário refletir sobre estes fatos para buscar um caminho que permita recompor as relações bilaterais, congeladas desde agosto por ordem de Chávez. “Como consequência da falta de transparência, não há confiança, e quando não há confiança, não pode haver relações estáveis”, afirmou o diplomata.

A tensão entre os dois países aumentou desde que Chávez alertou seus compatriotas para a possibilidade de uma guerra por causa do acordo militar entre Colômbia e Estados Unidos e pediu para que estivessem preparados. Chávez vê o convênio, que permite a militares americanos o uso de bases colombianas, como uma ameaça para seu país e a região.

Dias depois da polêmica declaração, o presidente da Venezuela disse que apenas fez uma reflexão baseada no ditado latino “si vis pacem, para bellum” (“se queres a paz, prepara a guerra”) e atribuiu a “uma manipulação midiática” a compreensão de que sua fala seria uma convocação ao confronto.

FONTE: Estadão

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vinheta-clipping-forteO governo brasileiro planeja propor à Colômbia e à Venezuela a criação de uma comissão de vigilância fronteiriça como um primeiro passo para aliviar as tensões entre os dois países, disse nesta quinta-feira o assessor especial da Presidência brasileira para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia.

Segundo ele, a comissão seria semelhante à que já existe entre Colômbia e Equador, que permite a troca de informações oficiais sobre o que acontece na fronteira.

“Se for necessária a ajuda do Brasil para vigiar a fronteira, nós estamos dispostos a ajudar”, disse García em uma entrevista coletiva com correspondentes estrangeiros no Rio de Janeiro.

As relações entre Colômbia e Venezuela estão congeladas há meses por decisão do presidente venezuelano, Hugo Chávez. Nas últimas semanas a situação piorou devido a diversos incidentes fronteiriços, a ponto de Chávez ter pedido no último domingo que as Forças Armadas e o povo da Venezuela para se “prepararem para a guerra”. Dois dias depois, ele disse que a imprensa havia “manipulado” suas “reflexões”.

Segundo o assessor da Presidência brasileira Garcia, a comissão de acompanhamento proposta seria formada após consulta ao presidente da Colômbia, Álvaro Uribe e a Chávez, o que poderia acontecer durante a cúpula de países amazônicos que o Brasil convocou para o dia 26 deste mês em Manaus, para definir uma posição comum para a Conferência do Clima de Copenhague.

“Se houver possibilidade de consulta aos dois presidentes, se fará esta proposta”, disse Garcia, que, no entanto, salientou que a data da reunião em Manaus está em dúvida devido a problemas de agenda de alguns líderes convidados.

O governo brasileiro declarou em outras ocasiões sua disponibilidade para mediar as diferenças entre a Colômbia e a Venezuela, desde que a iniciativa partisse desses países. Até mesmo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na semana passada sua intenção que de Uribe e Chávez falem sobre as questões bilaterais durante o encontro em Manaus.

Segundo Garcia, a comissão de supervisão “poderia ser o primeiro passo para um pacto de não agressão entre os dois países e para a normalização das relações”.

Ele ressaltou, no entanto, que a longa área da fronteira colombiano-venezuelana é uma área “complicada” devido à presença na área de guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), do Exército de Libertação Nacional (ELN), de paramilitares, traficantes de drogas e “criminosos de todos os tipos”.

Sobre a possibilidade de que o Brasil volte a servir como facilitador para a libertação de policiais e militares reféns detidos pelas Farc, Garcia disse que o país está disposto a participar se for chamado.

“Se nos pedirem, é evidente que compareceremos”, disse o assessor de Lula.

FONTE: Folha Online / EFE

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vinheta-clipping-forteCARACAS - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, pediu no domingo que seus soldados se preparem para a guerra para garantir a paz. em meio à crescente tensão entre os governos de Venezuela e Colômbia, país que Chávez acusa de estar controlado pelos Estados Unidos com a intenção de iniciar um conflito bélico.

Durante seu programa dominical de rádio e televisão, Chávez se dirigiu à Força Armada Nacional Bolivariana para advertir do perigo que, segundo ele, Washington representa para sua “revolução socialista”.

“Se queres a paz, se prepare para a guerra”, disse Chávez, citando o conhecido refrão popular durante a entrega de 240 moradias no Estado de Portuguesa, construídas em convênio com o Irã.

“Se ocorrer ao império ianqui –utilizando a Colômbia ou não, mas já sabemos por onde vem– agredir militarmente a Venezuela… aqui começará a guerra dos 100 anos e essa guerra se estenderá por todo o continente. Saibam disso!”, alertou o presidente antes de ser ovacionado pelo público.

A Colômbia anunciou que recorrerá ao Conselho de Segurança da ONU e à Organização dos Estados Americanos (OEA) diante do que classificou de “ameaças” da Venezuela.

FONTE: Estadão / Reuters

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Galil

O Ministério da Defesa da Colômbia anunciou que o país vai produzir, através do consórcio estatal INDUMIL, uma versão melhorada do fuzil de assalto israelense Galil e foguetes ar-terra.

“Em 2010 entrarão em produção novos foguetes ar-terra para a Força Aérea da Colômbia e o fuzil Galil modelo Ace (7,62mm) para as Forças Armadas e de Segurança Pública. O novo fuzil substituirá uma versão mais antiga, também produzida na Colômbia”, informou o coronel Carlos Villarreal, gerente da INDUMIL.

O coronel acrescentou que está sendo iniciado, também, o desenvolvimento de um lançador de granadas individual para o Galil denominado IMC-40, totalmente projetado pela engenharia colombiana.

A estatal calcula que poderá fabricar cerca de 45 mil unidades da arma por ano, tanto para uso interno quanto para exportação. O Panamá já está negociando uma quantidade do novo fuzil para suas Forças de Segurança e Militares. Segundo fontes locais, a INDUMIL terá direito de exportar metade de sua produção de fuzis Galil.

O Galil é utilizado pela Colômbia há mais de dez anos. Há pouco mais de um ano, o governo do país iniciou negociações com os israelenses para viabilizar uma completa transferência de tecnologia e obtenção de direito para fabricar o fuzil em seu território sob licença, visando o mercado do continente americano. Cada unidade da arma terá um preço de venda de aproximadamente US$ 770.

O comunicado do Ministério da Defesa não tem maiores detalhes sobre os foguetes ar-terra que serão produzidos pela estatal. Porém, em fevereiro deste ano, o ministro Juan Manuel Santos revelou que um tipo de foguete ar-terra de 2,75 polegadas estava sendo desenvolvido, sem citar quais tecnologias seriam empregadas nele.

FONTE:
Tecnologia & Defesa Via: Plano Brasil

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Documento final da União de Nações Sul-americanas deve omitir acordo militar entre EUA e Colômbia

Hugo Chávez e seus aliados regionais insistirão nesta segunda-feira, 10, em conseguir a aplicação de sanções para a Colômbia por conta do pacto militar com os Estados Unidos. Na véspera, chanceleres da União de Nações Sul-americanas (Unasul) não conseguiram chegar a um acordo para a imposição da medida e a declaração final que os líderes assinarão em Quito deve omitir a polêmica em torno da futura presença americana em sete bases militares da Colômbia.

As tentativas de Venezuela e Bolívia para que a união diplomática sul-americana sancione a Colômbia por ceder bases em seu território aos EUA não tiveram sucesso por conta da divisão entre os que criticam Washington e os que defendem o direito soberano de Bogotá sobre suas decisões internas. O presidente colombiano, Alvaro Uribe, não participará da reunião. Chávez, que chegou na madrugada desta segunda no Equador, voltou a desafiar Uribe, afirmando que ele teme “dar as caras” diante dos líderes da região por conta da suposta “traição” que cometeu ao impulsionar a ampliação de seus tratados militares com os EUA.

Mesmo ausente da cúpula de Quito – que transcorrerá em um período de apenas 1h20 nesta manhã -, o presidente da Colômbia será o centro do encontro formal e das conversas de bastidor. Deverá também ser o principal alvo de ataques dos líderes bolivarianos, que acompanharão o presidente do Equador, Rafael Correa, em um evento popular que celebra o início de seu segundo mandato

O principal responsável por impedir o consenso da Unasul sobre o rechaço ao acordo EUA-Colômbia será um representante enviado por Bogotá. Uribe não permitiu nem mesmo a ida do seu chanceler, Jaime Bermúdez, que seria o substituto natural do presidente e deveria estar presente, ontem, à reunião de Conselho de Ministros da Unasul. Desde março do ano passado, as relações diplomáticas entre a Colômbia e o Equador estão rompidas. A decisão foi tomada por Quito depois que o Exército colombiano atacou um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano.

Apesar das provocações e até mesmo das ameaças de guerra feitas nos últimos dias pelos países contrários ao acordo, sobretudo pela Venezuela, não houve consenso da Unasul em torno da proposta da Bolívia de inclusão de um parágrafo de “rechaço” ao acordo Estados Unidos-Colômbia. Representantes de Colômbia, Equador, Bolívia, Brasil e Chile tentavam fechar um documento à parte da declaração final sobre a polêmica envolvendo as bases militares colombianas. Essa foi a solução encontrada para o protesto da Bolívia sobre a polêmica parceria EUA e Colômbia na área militar. O documento paralelo, no entanto, não citará textualmente as bases – fala apenas em buscar “soluções pacíficas para problemas regionais nas áreas de segurança e defesa”. A omissão do acordo militar EUA-Colômbia no documento final representa uma derrota para os países bolivarianos (Venezuela, Bolívia e Equador). (Com Denise Chrispim Marin, de O Estado de S. Paulo)

FONTE: Estadão

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