Brasília – O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou hoje (21), por unanimidade, aumentar de 30 para 300 o número de observadores a serem enviados à Síria durante três meses, com objetivo de monitorar o cumprimento de um acordo de paz no país árabe.

Os 15 membros do órgão da ONU também voltaram a apelar pelo fim da violência na Síria, onde vigora um frágil cessar-fogo que, como a BBC comprovou, não parece ter efetividade em partes do país.

Há até poucos dias, áreas no Norte do país continuavam convivendo com tanques e com disparos constantes, cuja autoria não pôde ser verificada.

Segundo a resolução aprovada neste sábado, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, terá a autoridade para decidir quando enviar o contingente adicional de monitores, com base nos desdobramentos reportados na Síria e na “consolidação do cessar-fogo”. Ki-moon acusou o presidente sírio, Bashar Al Assad, de não respeitar a trégua, incluída num plano de paz aceito pela Síria.

O plano de paz, negociado pelo ex-secretário da ONU Kofi Annan, prevê a retirada das forças sírias de áreas residenciais, a libertação de prisioneiros políticos, a permissão para a realização de protestos pacíficos, um maior acesso à mídia às áreas de conflito e o início de um processo democrático de transição política. Sua efetividade ainda é duvidosa.

Também neste sábado, monitores da ONU que já estão no país puderam visitar a conflagrada cidade de Homs, bastião da oposição que tem estado sob constantes bombardeios pelas tropas sírias.

A visita ocorreu em um momento de aparente calmaria – ativistas disseram que o governo interrompeu a ofensiva contra a cidade e tirou seus tanques de circulação durante a ida dos representantes externos. Sendo assim, eles dizem esperar que os ataques sejam retomados em breve.

Apesar de, em geral, a violência ter se reduzido na Síria desde a assinatura da trégua, na quinta-feira (19), muitas violações foram denunciadas por ativistas e jornalistas em campo.

O enviado da BBC à Síria, Ian Pannell, que esteve em Idlib dias atrás, cidade do Norte do país, acompanhou rebeldes se preparando para confrontos e testemunhou tanques oficiais em ação e trocas de tiros.

Autoridades de Damasco, que estão há mais de um ano combatendo a insurgência no país, rejeitam as acusações de opressão e dizem estar enfrentando “grupos terroristas”.

FONTE: Agência Brasil/BBC Brasil

NOTA DO FORTE: Desde que começaram os confrontos entre as forças governamentais do regime sírio e a oposição, há 13 meses, mais de 10.000 pessoas morreram, segundo dados da ONU, elevados por grupos opositores a 13.000.

Caracas, 4 fev (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, considerou neste sábado ‘muito positivo’ o veto de Rússia e China no Conselho de Segurança (CS) da ONU que evita adotar uma resolução sobre a situação de violência vivida na Síria.

Chávez fez a declaração durante discurso na 11ª Cúpula da Aliança Bolivariana para os povos da América (Alba), ao se referir à decisão de Moscou e Pequim.

O presidente fez o comentário diante dos outros governantes do mecanismo, formado por Venezuela, Bolívia, Cuba, Equador, Nicarágua, São Vicente e Granadinas, Dominica, e Antígua e Barbuda.

Chávez voltou a condenar a intervenção da comunidade internacional na Líbia, e disse: ‘É a loucura, a esquizofrenia do imperialismo, e agora atacam a Síria, ameaçam o Irã, ameaçam a Alba’.

‘O que aconteceu na Líbia: como invadem, bombardeiam, destroem um país, assassinam seu presidente, como se nada tivesse acontecido neste mundo’, assinalou o presidente venezuelano.

O veto de Rússia e China no CS da ONU impediu o principal órgão de segurança internacional falar com voz única perante a violenta repressão que o regime sírio exerce contra sua população há 11 meses.

FONTE: EFE

BRUXELAS e TRÍPOLI – Sete meses depois de bombardear Benghazi no início da ofensiva contra as forças de Muamar Kadafi, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) encerra à meia-noite desta segunda-feira a missão na Líbia que ajudou a dar fim aos 42 anos do regime. Anunciado na semana passada, o término das operações desagradou o governo interino líbio, que pedia ações internacionais até o fim do ano. Diante do fim da ajuda militar, o Conselho Nacional de Transição (CNT) líbio acelera agora a formação de um novo Exército.

Desde 19 de março, quando a Otan começou a agir amparada por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, as mais de duas mil ações aéreas, o patrulhamento da costa, e o envio de assessores militares franceses, britânicos e italianos ajudaram a impedir que a revolta popular contra Kadafi fosse sufocada pela resistência de suas forças. Mas, embora tenham pedido a prorrogação das operações da Otan, os líbios acreditam que os kadafistas remanescentes no país não representam um perigo para o novo governo do país.
- Devemos ter cautela. Preferiríamos que a Otan permanecesse até o fim do ano, mas não acreditamos que seja possível um contra-ataque dos fiéis ao antigo regime. Cada dia estamos mais fortes – diz ao jornal “El País” Mohamed Alí bin Kura, porta-voz militar de Zauiya.

A formação de um novo governo interino e de um Exército que substitua as milícias que ajudaram a derrubar o ditador são as prioridades dos atuais governantes líbios. Segundo o “El País”, coronel Bashir el Neiri, um dos oficiais que combateu em Misurata, explica que o procedimento de formação do Exército tem base local.
- O conselho militar de cada cidade está escolhendo seus representantes, que irão a Benghazi na próxima semana para estabelecer a nova hierarquia militar e escolher seus chefes – diz Neiri.

FONTE: O Globo / Agências Internacionais

A China, o mais poderoso país do Brics, grupo que o Brasil integra, ampliou ofensiva diplomática contra tentativas de ampliação do Conselho de Segurança das Nações Unidas, uma das reivindicações da política externa brasileira. O Valor apurou que o governo chinês tenta agora torpedear um projeto de resolução que o G-4 – Brasil, Índia, Alemanha e Japão, todos candidatos a um assento permanente no Conselho de Segurança – planeja apresentar em breve à Assembleia Geral da ONU.

O projeto, que tem 71 apoios firmes, procura fazer com que a Assembleia sancione a necessidade de expandir as duas categorias de membros do Conselho de Segurança, os permanentes e os não permanentes. É uma tentativa de dar fôlego politico à discussão e obter o reconhecimento de que o mundo mudou e que as mudanças têm de ser incorporadas na estrutura das instituições de governança global.

O governo chinês mandou seus representantes advertirem as delegações diplomáticas africanas na sede da ONU, em Nova York, a não apoiarem nenhuma resolução por reforma do Conselho de Segurança. Para ter a certeza de que a mensagem foi bem recebida, Pequim também despachou emissários a capitais na África.

Nos círculos do G-8, dos países industrializados, fontes confirmaram também a existência de um telegrama diplomático atribuído à missão americana na ONU, que teria sido divulgado pelo Wikileaks, relatando antiga demanda da China para os Estados Unidos não levarem adiante uma reforma na organização.

No plano bilateral, Pequim tem dito ao Brasil que no momento adequado não vai complicar o pleito brasileiro. No entanto, o sentimento é de que os chineses fazem tudo para que esse momento nunca chegue.

A pressão chinesa visa bloquear a entrada do Japão e garantir para si a posição de único emergente com assento permanente no Conselho, o que lhe dá a aura de representante dos países em desenvolvimento. Se entram Brasil e Índia, os chineses tem reduzido seu poder.

A China não tem sido especialmente solidária com os países em desenvolvimento na cena multilateral. Na reforma das quotas para dar mais poder aos emergentes no Fundo Monetário Internacional, em 2010, Pequim não ajudou o Brasil a lutar por um resultado mais amplo e equilibrado. Agora, tampouco quer brigar por um representante emergente para dirigir o Fundo, preferindo apostar na conquista para um chinês do cargo de número dois.

FONTE: Jornal Valor

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Fernanda Godoy – Correspondente

NOVA YORK – Indefinições sobre os limites da intervenção militar na Líbia e sobre quem assumirá o comando da operação se e quando os Estados Unidos se retirarem para segundo plano – como é o desejo do presidente Barack Obama – marcaram um dia tenso nas Nações Unidas e na Otan nesta segunda-feira, mostrando que as divergências entre os países aliados podem comprometer a operação. O Conselho de Segurança da ONU se reuniu à tarde, mas a discussão sobre a Líbia, pedida em carta do chanceler líbio, Moussa Koussa, foi adiada. França, Reino Unido e EUA, que lideram a coalizão, ganharam tempo para seguir com o bombardeio pelo menos até quinta-feira, quando o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, levará ao conselho uma avaliação da situação. A indefinição já ameaça comprometer a participação de alguns países, como Itália e Noruega.

A crise líbia tem acompanhado o presidente Obama em sua viagem à América do Sul. Na capital chilena, ele afirmou na segunda que será uma questão “de dias e não de semanas” a transferência da liderança da operação militar dos EUA para um outro país. Obama afirmou ainda que seu governo é favorável à saída de Muamar Kadafi do poder, mas que a coalizão internacional tem um papel limitado, que é estabelecer uma área de exclusão aérea e proteger civis.

- Obviamente, a situação está se desenvolvendo em campo, e a rapidez com que essa transferência ocorrerá será determinada pela recomendação de nossos comandantes militares de que a primeira fase da missão foi completada – disse Obama, em Santiago.

A transferência, no entanto, pode não ser tão simples. A questão está dividindo a comunidade internacional, seja na Organização do Tratado do Atlântico Norte ou na União Europeia, levando a dúvidas sobre o sucesso da operação. Os países-membros da Otan, por exemplo, não conseguiram chegar a um acordo se a organização deveria assumir o comando da missão no lugar dos EUA.

As decisões requerem o apoio de seus 28 membros, algo para o qual a Turquia deve impor uma série de condições. O país se opõe à intervenção na Líbia, enquanto as nações árabes são contrárias à liderança da Otan na missão. Até segunda-feira, o secretário-geral da ONU só havia recebido a confirmação de um país árabe – o Qatar – de seu desejo de participar da operação.

Na Otan, a Itália ameaçou rever a participação de suas sete bases militares na ofensiva a menos que a organização consiga chegar a um acordo sobre a estrutura de coordenação. Uma fonte no Ministério do Exterior italiano chegou a chamar de “anárquica” a estrutura tripla de comando, liderado pelos EUA em estreita coordenação com Reino Unido e França. Para Roma, a coordenação deve ficar com a Otan. Já a Noruega, que enviou seis caças F-16 para a operação, disse que não entrará em ação até que sua missão seja bem definida.

Na União Europeia, a Alemanha reforçou sua posição de não participar da ofensiva militar, dizendo que as críticas árabes demonstram que sua opção era a correta. Os membros do bloco, no entanto, concordaram em expandir as sanções à Líbia.

FONTE: O Globo

Claudio Leal

SÃO PAULO – Em evento com a comunidade árabe, no Clube Monte Líbano, em São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou os ataques à Líbia. “Quero dizer que sou solidário à posição do Brasil, que se absteve na ONU (Organização das Nações Unidas) contra as invasões”. Para ele, a aprovação dos bombardeios se deve ao “enfraquecimento da ONU”.

- Em vez de mandar avião, o secretário da ONU deveria ir lá para conversar – criticou, numa alusão indireta ao ditador líbio Muamar Kadafi.

Lula recebeu uma homenagem da Fundação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras), que destacou a aproximação do país com o mundo árabe nos últimos oito anos. O líder petista comentou a visita do presidente norte-americano Barack Obama e ironizou os detratores de seu governo, citando “os rasgados elogios” de Obama à inclusão social no Brasil.

- Possivelmente agora… alguns que passaram dez anos me criticando passem a falar bem.

Irônico, o petista avaliou os afagos recebidos pela presidente Dilma Rousseff nos primeiros dias de governo. – Acho simplesmente extraordinário e hilariante. Durante oito anos, alguns adversários tentavam vender que éramos a continuidade do governo anterior. Agora que elegemos alguém para dar continuidade, dizem que é diferente… – atacou, diante de uma plateia de embaixadores árabes.

Na cerimônia, houve um minuto de silêncio para as vítimas dos desastres naturais no Japão e, genericamente, para as “vítimas civis”, uma referência indireta aos mortos nos bombardeios na Líbia. Nesse momento, Lula também se levantou, em solidariedade.

FONTE: Jornal do Brasil

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BRASÍLIA – O Brasil vai obter o apoio americano à sua pretensão de uma vaga no Conselho de Segurança das Nações Unidas, semelhante ao dado por Barack Obama a Índia em novembro do ano passado.

A declaração final conjunta da visita, negociada entre os dois países, prevê a declaração de apoio nos mesmos termos. A informação obtida pelo Estado é que até mesmo o texto da declaração de Obama na Índia foi consultado para que o vocabulário seja o mais próximo possível.

A declaração final conjunta da visita, negociada entre os dois países, prevê a declaração de apoio nos mesmos termos. A informação obtida pelo Estado é que até mesmo o texto da declaração de Obama na Índia foi consultado para que o vocabulário seja o mais próximo possível.

Na Índia, Obama afirmou que a “justa e sustentável ordem internacional que a América busca inclui uma Nações Unidas eficiente, efetiva, crível e legítima. Por isso eu posso dizer hoje que nos anos que se seguirem eu espero ver um Conselho de Segurança reformado que inclui a Índia como um membro permanente”.

O Brasil pouco esperava nesse sentido da visita de Obama. A expectativa era de uma declaração de “visões coincidentes” e “interesses mútuos”. Esta semana, o chanceler brasileiro, Antonio de Aguiar Patriota, chegou a afirmar que o apoio americano, apesar de esperado e bem-vindo, não era essencial e nem uma “panaceia”. A decisão de Obama, no entanto, evoluiu nas últimas horas.

FONTE: Estadão

Conselho de Segurança da ONU discute intervenção contra forças de Kadafi para salvar rebeldes

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o dinamarquês Anders Fogh Rasmussen, disse nesta quinta-feira, 17, que ainda há tempo para uma intervenção na Líbia. A ação, no entanto, ainda depende do aval do Conselho de Segurança a ONU. O órgão deve votar ainda hoje uma resolução que prevê ataques aéreos contra as forças do ditador Muamar Kadafi.

“O tempo está se esgotando rapidamente, mas acredito que ainda não seja tarde demais. Vai depender do Conselho de Segurança”, disse Rasmussen. “Acredito que a comunidade internacional e as Nações Unidas ficaram firmemente ao lado do povo líbio, se seu regime enfraquecido continuar a atacar seu povo”.

As forças de Kadafi estão próximas de Benghazi e prometem um ‘ataque final’ contra a capital rebelde. O filho do ditador, Said al-Islam, disse ontem que ‘já não haveria tempo’ para uma intervenção e que a situação se resolveria em ’48 horas’.

Decisão na ONU

Ontem, a embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Susan Rice, sinalizou que Washington já trabalha com medidas mais severas que uma zona de exclusão aérea contra as forças de Kadafi.

“Precisamos nos preparar para passos que incluem – mas que devem ir além – de uma zona de exclusão aérea, devido à evolução da situação no local. Esta medida tem limitações na proteção de civis sob risco imediato”, disse Rice. Os EUA já defendem o bombardeio de arsenal de Kadafi.

Na última semana, forças de Kadafi lançaram uma violenta contraofensiva para tomar território dominado pelo Exército rebelde líbio. Depois de controlar quase todo o leste do país e algumas cidades importantes no oeste, a dissidência recuou e atualmente domina apenas a área compreendida entre Benghazi e Tobruk, além de Misrata, no oeste.

O Conselho de Segurança da ONU discute desde quinta-feira uma resolução sobre a Líbia. EUA, Reino Unido, França e Alemanha já defendem uma intervenção mais severa. China e Rússia – dois dos países com direito a veto – precisam concordar com a medida. “Espero que haja progresso nesta quinta”, disse o embaixador chinês na ONU, Li Baodong.

 

FONTE: Estadão / AP e Reuters

RODRIGO RÖTZSCH – Rio

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), disse hoje que, “se fosse presidente”, esperaria que Barack Obama anunciasse, em sua viagem ao Brasil no próximo fim de semana, o apoio à pretensão brasileira de ocupar um assento permanente num Conselho de Segurança da ONU reformado.

“Eu cobraria o mesmo tratamento dado à Índia [em recente viagem a Nova Déli, Obama anunciou apoio a um assento permanente para a Índia no conselho]. Eu não sou presidente, mas tenho essa expectativa”, afirmou.

Cabral disse também, que se fosse o goveno brasileiro, lembraria a ele que o etanol brasileiro não pode ser taxado como é taxado’. ‘O governo americano nos deve a revogação desse absurdo. Se quer comprar petróleo brasileiro, que trate o etanol com dignidade’, completou.

O governador confirmou que Obama e sua família dormirão dois dias no Rio, e que no domingo, o presidente, a mulher e as filhas irão conhecer o Cristo Redentor e a Cidade de Deus, onde funciona uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora).

Cabral admitiu ter ficado contrariado com o fato de o governo americano ter escolhido essa favela, e não o Chapéu Mangueira, como ele havia sugerido. “Eu lamentei. Na autobiografia dele, ele dedica três páginas ao encontro da mãe dele com a cultura negra. Esse encontro aconteceu quando ela assistiu ao filme ‘Orfeu Negro’, que tem 80% de suas cenas no Chapéu Mangueira. Mas a Cidade de Deus está muito bem escolhida. Certamente para ele será uma grande emoção pisar numa comunidade pacificada, que ele pôde ver, em outro filme, como era violenta.”

O governador negou que o governo vá promover estratégias para atrair público ao discurso que Obama fará na Cinelândia, no domingo, às 15h. “Obama é um astro, um ícone, vai atrair público espontâneo. Vão vir caravanas de outra cidade.”

Questionado pela Folha se esperava um público na casa de 500 mil espectadores, no entanto, Cabral riu. “Rei aqui é o Roberto Carlos. Barack Obama é bem-vindo, vai ser um bom público, mas 500 mil só o Roberto Carlos.”

Cabral confirmou ainda que Michelle Obama e suas filhas acompanharão Obama ao Cristo e à Cidade de Deus, mas que não irão ao discurso na Cinelândia e cumprirão uma agenda paralela, conhecendo o Jardim Botânico.

Para o governador, que falou sobre a visita de Obama numa entrevista coletiva após anunciar a instalação de uma nova fábrica da Nestlé no Rio de Janeiro, a visita de Obama se insere no grande momento vivido pelo Estado, que inclui a realização dos Jogos Olímpicos em 2016. “O Obama está vindo conhecer a cidade que ganhou da cidade dele [Chicago] o direito de sediar a Olimpíada.”

“O fato de não só o presidente Obama, mas o que os americanos chamam a ‘primeira família’ [a mulher e as filhas do presidente] virem ao Rio é extraordinário. Eu acho que os democratas têm mais bom gosto que os republicanos. Porque o [ex-presidente George W.] Bush não veio ao Rio, mas o [ex-presidente Bill] Clinton e o Obama sim.”

FONTE: Folha de São Paulo

Brasília – A ministra das Relações Exteriores da França, Michele Alliot-Marie, defendeu hoje (22) a reforma imediata da estrutura do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) para que o Brasil ocupe um assento permanente no organismo. O apoio da França é fundamental porque o país é membro permanente do órgão. Segundo ela, o Brasil tem desempenhado “um papel essencial” no contexto internacional.

A chanceler acrescentou ainda que o Reino Unido – que é o outro país que tem assento permanente no conselho – também apóia o ingresso do Brasil como membro permanente. Para ela, é “natural” o pleito brasileiro para ocupar um assento permanente no conselho.

“O pleito do Brasil para ter um assento permanente deve ser levado em consideração por ele desempenhar a um papel essencial [no cenário internacional]. O Conselho de Segurança ignora o papel muito essencial que o Brasil tem desempenhado para o mundo”, disse a chanceler.

A chanceler chegou ontem ao Brasil e esteve por São Paulo e Brasília. Em Brasília, Alliot-Marie se reuniu com a presidenta Dilma Rousseff, além dos ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e o da Defesa, Nelson Jobim.

O Conselho de Segurança tem a mesma estrutura desde a sua criação em 1945, com 15 membros, sendo cinco permanentes e dez com vagas provisórias, por dois anos.

Uma das propostas em discussão é que, entre os seus integrantes permanentes, sejam incluídos dois países da Ásia, um da América Latina, um do Leste Europeu e um da África. Atualmente, são integrantes permanentes do conselho os Estados Unidos, a Rússia, China, França e o Reino Unido. Já o Brasil, Japão, México, Líbano, Gabão, a Turquia, Bósnia Herzegovina, Nigéria, Áustria, e Uganda são membros provisórios do órgão.

FONTE / FOTO: Agência Brasil (reportagem de Renata Giraldi)

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José Meirelles Passos

RIO – A julgar pelo conteúdo de uma série de documentos confidenciais do governo dos Estados Unidos, o Brasil não vai contar com o apoio – e o voto – dos americanos para realizar um sonho que persegue com determinação: conseguir um assento permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. As autoridades americanas consideram o Brasil “cauteloso regionalmente, e hesitante globalmente”.

“Se a rápida emergência do Brasil no cenário global é inquestionável, também é verdade que ele ainda é muito emergente”, diz um dos telegramas. Outro reforça: “O Brasil já falhou amplamente em assumir um papel de liderança internacional que o tornaria um forte candidato para tal posição. O seu último período (como membro temporário) no Conselho de Segurança da ONU, que terminou em janeiro de 2006, foi caraterizado pela cautela e equívocos em vez de visão e liderança”.

Um pacote de 37 telegramas produzidos pela embaixada dos EUA em Brasília, entre abril de 2004 e janeiro de 2010 – disponibilizados ao GLOBO pelo WikiLeaks – mostra essa missão diplomática sugerindo ao Departamento de Estado e à Casa Branca que o Brasil não está preparado para assumir aquela responsabilidade. Os despachos listam uma série de pontos negativos. Afirmam, por exemplo, que o governo brasileiro não tem a menor idéia do que acontece, de fato, no Oriente Médio. Suas posições ali são tidas como “ingênuas”.

Algo que influi na avaliação americana é o estilo brasileiro de preferir o diálogo ao confronto. “O Brasil frequentemente permanece reticente em tomar posições firmes em assuntos chaves globais, e geralmente procura maneiras de evitá-los. Com muita frequência o governo brasileiro evita posições de liderança que poderiam exigir que escolhesse lados abertamente”, diz outro documento, acrescentando que quando o Brasil está em posição de evidência demonstra desconforto.

O fato de o país geralmente se abster, nas votações da ONU, sobre abusos aos direitos humanos no Irã, Coréia do Norte e Sudão também é apontado como atitude que não o recomenda para o Conselho de Segurança. Os EUA ironizam o Brasil ao defini-lo como o país que acha que “pode falar com todo mundo”, devido ao estilo do Itamaraty de procurar manter-se neutro e buscar saídas via negociação.

“Esse gosto pelo diálogo, junto com o respeito pela soberania e a intervenção em assuntos internos (de outros países)”, diz um documento, “fazem com que se torne mais difícil ao país permanecer fiel a esses princípios, e fica mais difícil esconder as suas inconsistências, à medida em que o Brasil participa num crescente número de arenas internacionais”.

Um dos telegramas diz que o fato de o governo Lula ser, de muitas formas, pragmático mas “cultivar uma forte ideologia esquerdista em política externa” mostram que o país não é confiável. “Isso, junto à histórica reticência do Itamaraty em adotar posições controvertidas, e a quase obsessiva preocupação com a imparcialidade, frequentemente leva o Brasil a adotar posições em situações chaves que consideramos desapontadoras”.

Os documentos registram um claro ressentimento dos EUA em relação ao Brasil. “Grande parte da elite da política externa brasileira permanece cautelosa e desconfiada em relação aos EUA”, diz um deles. Embora ambos governos declarem que existe uma parceria estratégica entre eles, os americanos desmentem isso nos bastidores: “O engajamento (do Brasil) com os EUA tem sido pragmático, em vez de estratégico”. E se queixam: “Ao procurar por parceiros estratégicos o Brasil está mostrando clara preferência por outras forças emergentes ‘independentes’, como África do Sul, Turquia, Ucrânia, Irã, China, Índia; e uma potência mundial independente: a França”.

Submarino nuclear é chamado de baleia branca

O governo americano acha que a insistência do Brasil em produzir um submarino nuclear tem menos a ver com a proteção das plataformas de petróleo pré-sal, como argumentou oficialmente o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e mais com o fato de que os cinco países que hoje têm assento permanente no Conselho de Segurança da ONU possuem tal equipamento. Ao mencionar o assunto, os americanos caçoam dessa pretensão.

“Essa baleia branca do Brasil pode, no final das contas, encalhar nos recifes de desafios técnicos e excesso de custos”, diz um telegrama. E completa: “Na verdade, um submarino nuclear não melhoraria a segurança do Brasil, mas serviria como um duvidoso impulso para o machismo nacional”.

FONTE: O Globo

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Segundo diplomata americano, presidente é contra entrada do País como membro permanente e evitará falar sobre o tema em sua visita em março

O presidente dos EUA, Barack Obama, não deverá trazer seu apoio à entrada do Brasil no Conselho de Segurança da ONU como membro permanente durante sua visita ao País, em março. A Casa Branca e a diplomacia americana trabalham para contornar inevitáveis e constrangedoras perguntas da imprensa e para não prejudicar seu projeto de relançar as relações bilaterais.

Segundo uma fonte do Departamento de Estado, a mudança na posição de Washington é uma possibilidade remota. Seria um “milagre”. Para o governo americano, o Brasil cometeu um “pecado mortal” ao votar contra a resolução do Conselho de Segurança sobre novas sanções ao Irã, em junho.

Posição brasileira. A iniciativa brasileira teria sido mais grave que a insistente busca pelo acordo nuclear com o Irã porque “comprometeu a própria credibilidade do sistema” e deu mostras da contaminação das decisões mais sensíveis de política exterior do País pela personalidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-chanceler Celso Amorim. “Foi uma burrada”, disse a fonte.

Para o Departamento de Estado, ainda não está claro se o governo de Dilma Rousseff, como continuidade da administração Lula, preservará a mesma linha de ação na área externa.

Essa dúvida começará a ser dirimida no dia 23, quando o chanceler Antônio Patriota fará sua primeira visita à secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, em Washington.

Essa será a primeira oportunidade de diálogo entre EUA e Brasil sobre o passo anterior – a reforma do Conselho de Segurança, que permanece engavetada na ONU.

FONTE: Estadão

Presidente americano se oferece para mediar diálogos entre indianos e paquistaneses

NOVA DÉLHI – O presidente dos EUA, Barack Obama, declarou-se nesta segunda-feira, 8, favorável a uma cadeira permanente para a Índia no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Falando ao Parlamento indiano, Obama afirmou estar ansioso por “um Conselho de Segurança reformado que inclua a Índia como um membro permanente”.

Conseguir o apoio dos EUA para sua pretensão de integrar o Conselho era visto pela Índia como um ponto muito importante na agenda do país anfitrião durante a visita do presidente americano. Funcionários afirmaram, porém, que Obama apoia essa inclusão da Índia como membro permanente no principal órgão apenas no contexto de uma reforma mais ampla do Conselho, o que pode levar anos.

O Brasil também busca obter uma cadeira permanente no órgão. Atualmente, os membros permanentes, com poder de veto, são EUA, França, Rússia, China e Reino Unido. O órgão toma as mais importantes decisões sobre conflitos e diplomacia no mundo.

Obama também afirmou que estava disposto a desempenhar “qualquer papel” requisitado por Índia e Paquistão para fomentar a paz entre as duas nações vizinhas que possuem armas nucleares. Em seu terceiro e último dia de uma viagem à Índia, Obama disse que os dois países têm um interesse em reduzir as tensões na região, e que os EUA “não podem impor uma solução para esses problemas”.

O líder norte-americano falou em entrevista à imprensa ao lado do primeiro-ministro indiano, Manmoham Singh. O Paquistão, um país de maioria muçulmana, e a Índia, de maioria hindu, já travaram guerras e mantêm fortes suspeitas entre si. Funcionários indianos acusam, por exemplo, o serviço de inteligência paquistanês de ajudar a orquestrar um ataque em Mumbai em 2008, que matou 166 pessoas.

A Caxemira tem sido o principal ponto de fricção entre as duas nações. A região é dividida entre Índia e Paquistão, e Islamabad pede uma intervenção internacional para resolver o impasse, o que os indianos rechaçam. Após os ataques de novembro de 2008 em Mumbai, a Índia cancelou o diálogo de paz com o Paquistão. Os dois países já retomaram um diálogo para “construir a confiança” envolvendo chanceleres e outros funcionários nos últimos meses.

Após a entrevista à imprensa, o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Mehmood Qureshi, reiterou que seu país quer dialogar com a Índia e está comprometido a eliminar o terrorismo e desmantelar qualquer rede extremista operando no país. As informações são da Associated Press.

FONTE: Agência Estado / Agências Internacionais

NOTA DO FORTE: Enquanto isso o Brasil, que também aspira a um assento no CS, insiste numa Política Externa equivocada e que bate de frente com os EUA.

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SA-10 S-300

Medida é tomada um dia após serem aprovadas novas sanções da ONU contra a República Islâmica

vinheta-clipping-forteMOSCOU – A Rússia congelará seu contrato de envio de mísseis S-300 ao Irã, anunciou nesta quinta-feira, 10, uma fonte do serviço federal de cooperação militar à agência de notícias Interfax, segundo a AFP. O anúncio ocorre apenas um dia depois de o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovar uma nova rodada de sanções contra a República Islâmica por conta de seu controvertido programa nuclear.

A notícia, que cita uma fonte não identificada na indústria armamentista russa, contradiz autoridades russas que afirmaram que as sanções aprovadas na quarta-feira com o apoio de Moscou não afetará o acordo de mísseis de defesa aérea.

“A decisão do Conselho de Segurança da ONU deve ser aplicada por todos os países e a Rússia não será uma exceção. É por isso que o contrato de entrega de mísseis terra-ar S-300 ao Irã será congelado”, indicou a fonte.

Moscou e Teerã se colocaram de acordo para a entrega dos mísseis, o que fez com que os russos fossem duramente criticados por outras potências mundiais. O envio já deveria ter sido feito, mas problemas técnicos impediram a entrega e as armas nunca chegaram ao território iraniano.

Israel, os EUA e a Europa denunciaram o contrato, já que o sofisticado sistema de mísseis permitiria a Teerã defender-se de quaisquer ataques que ameaçassem suas instalações nucleares.

Diplomatas ocidentais acreditam que Moscou use o contrato como moeda de troca com os iranianos. Estes, por sua vez, mostraram-se decepcionados com a quebra de contrato, já que a Rússia afirmou diversas vezes que as sanções não implicariam no assunto dos mísseis.

A última dessas afirmações ocorreu na quinta-feira passada, quando Konstantin Kosachyov, um parlamentar russo do Comitê de Assuntos Internos da Câmara Baixa, havia disse que o sistema de mísseis S-300 é defensivo e por isso não é afetado pelas sanções.

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FONTE: Estadão, com informações da agência Reuters

VEJA TAMBÉM:

Reunião do Conselho de Segurança da ONU - 9 de junho de 2010 - foto Reuters

Sanções são limitadas, diz analista que atuou no Conselho de Segurança. Para Heni Ozi Cukier, voto contrário do Brasil demonstra ‘viés ideológico’.

vinheta-clipping-forteA aprovação de uma nova rodada de sanções – a quarta – contra o programa nuclear iraniano pelos países que compõem o Conselho de Segurança da ONU é menos uma solução para o problema e mais a construção de um consenso para o próximo passo, que pode ser o uso de força militar, afirma o professor de relações internacionais Heni Ozi Cukier.

“O que pode acontecer agora, no máximo, é eles [iranianos] acelerarem o programa nuclear por sentir que o cerco está se fechando. O intuito é ganhar tempo, e é o que estão fazendo há dez anos e vão continuar até terem a bomba atômica. O que o mundo tem que decidir agora é: ‘Vamos aceitar o Irã com bomba atômica ou impedir isso usando a força?’”, disse por o professor, que é mestre Resolução de Conflitos Internacionais pela American University, de Washington.

Na opinião de Cukier, que já atuou no Conselho de Segurança da ONU, a aprovação de resoluções com novas sanções têm um efeito limitado, difíceis de aplicar na prática, e um significado simbólico de pressão política e construção de consenso.

Ele destaca, no entanto, com um dos pontos importantes da resolução aprovada nesta quarta pelo conselho a proibição da venda de armas como uma das medidas de maior impacto até aqui. “É uma sanção mais difícil de burlar, que implica na venda dos mísseis que o Irã comprou da Rússia, os S-300”, diz.

Brasil

No que diz respeito ao voto contrário do Brasil, o professor de relações internacionais da ESPM afirma que o país demonstrou “imaturidade” ao lidar com o assunto.

“Se até os aliados iranianos como China e Rússia votaram a favor, o Brasil votar contra não tem sentido. O Irã está descumprindo normas internacionais, e não são os EUA que dizem isso. Se o Brasil votasse a favor não estava indo em direção ao que os EUA querem, mas andando junto com a comunidade internacional, com a ONU e com a AIEA [Agência Internacional de Energia Atômica], que dizem que o Irã viola suas obrigações.”

Na opinião de Curkis, a política externa brasileira tem revelado um “viés ideológico” e “quase que uma obsessão” em tentar mostrar posições autônomas. O analista vê ainda na posição brasileira marcas de “ambições pessoais do presidente Lula de se mostrar com interlocutor mundial e outro status que ainda não detém, relacionado aos conflitos internacionais.”

FONTE: G1 FOTO: Reuters, via G1

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Celso Amorim - Agência Brasil

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Para chanceler, acordo com o Irã não deve atrapalhar campanha do país por cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU

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vinheta-clipping-forteO ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou nesta sexta-feira que o Brasil prefere não obter uma cadeira no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) do que assumir uma posição submissa para conseguir a vaga.

“Se para ser membro permanente do Conselho de Segurança da ONU você tiver que ter uma posição subserviente, é preferível não ser”, afirmou Amorim, durante o Fórum da Aliança de Civilizações das Nações Unidas, no Rio de Janeiro.

O chanceler disse considerar improvável que o acordo firmado entre o Brasil e a Turquia com o Irã possa atrapalhar a campanha do governo Lula pela vaga.

Durante o encontro, o chanceler fez críticas a parte da imprensa brasileira. De acordo com ele, alguns jornalistas sempre trataram a questão da vaga no Conselho de Segurança da ONU como algo irrelevante. Com a parceira fechada com o Irã, o tema teria voltado à tona com novo enfoque.

“A maior parte da mídia brasileira sempre tratou criticamente essa questão do Conselho de Segurança. Diziam que o Brasil tinha essa obsessão e que isso prejudicava outros interesses. Agora, quando fazemos um ato correto com a Turquia, de acordo com a nossa consciência, as pessoas perguntam se isso não irá prejudicar a aspiração brasileira”, alfinetou o ministro.

Questionado se o acordo feito com o Irã poderia atrapalhar as relações comerciais históricas do Brasil com os EUA, Amorim foi taxativo. “Não creio. Acho que seria uma atitude infantil. O Brasil tem excelentes e intensas relações com os Estados Unidos”, avaliou. “Você não pode adotar uma política de que quem não está comigo é contra mim. Isso não existe”, finalizou.

FONTE: Último Segundo

Garcia lembra que países estão no Conselho de Segurança, mas a Alemanha, não

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Fernando Duarte

vinheta-clipping-forteMADRI. Ainda que alguns dos países mais poderosos do mundo pensem o contrário, Brasil e Turquia consideraram bem-sucedida a intermediação do acordo nuclear com o Irã. E consequentemente, consideram natural que o grupo de países hoje lidando mais diretamente com a questão, o P5+1, ganhe dois novos membros. Se os turcos ontem falaram mais por metáforas, o governo brasileiro deixou seu desejo explícito por intermédio do assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.

- É natural que os dois países sejam consultados. Queremos estar com os turcos porque o que os outros países não fizeram, nós fizemos. Nesse time do P5+1 faltam dois atacantes – brincou Garcia, que esteve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cúpula dos líderes de União Europeia, América Latina e Caribe, em Madri.

O assessor ainda afirmou que a legitimidade da participação brasileira e turca também se justifica pelo que chamou de caráter informal das negociações, no sentido de a Alemanha, que participa do debate junto aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, não fazer parte formalmente do órgão atualmente.

- Nós e a Turquia somos membros, ainda que provisórios. Seria normal que participássemos de uma boa parte de futuras negociações. Antes não havia interlocutores, e sim ameaças. Com ameaças, os iranianos não queriam realizar coisa alguma. Os EUA precisam entender que um país como o Irã não vai se abater com sanções. Se os EUA optarem pela sanção, vão se dar mal. Vão sofrer sanção moral e política – disse.

Erdogan pressiona o Irã a cumprir o acordo

Já o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, disse considerar que o Conselho de Segurança carece de credibilidade junto à comunidade internacional para lidar com o Irã porque seus integrantes exigem garantias do Irã ao mesmo tempo em que têm armas nucleares.

- É fundamental que mostremos à comunidade internacional nosso desejo de usar a diplomacia como forma de resoluções de crises. Não podemos viver num regime em que prevaleça a lei da supremacia, mas sim a supremacia da lei.

O premier turco alegou ainda que a participação da Turquia nas negociações seria uma forma de incluir os poderes regionais em negociações que podem criar um clima de confiança no Oriente Médio.

Erdogan pediu ao mundo que apoie o acordo obtido, mas ressaltou que, se o Irã não enviar o urânio em um mês à Turquia, ficará sozinho.

FONTE: O Globo

NOTA DO FORTE: O Brasil está se arriscando como interlocutor internacional, em problemas que não são seus, utilizando-se do “soft power”, através do prestígio de Lula e do seu poder econômico. Mas quando chegar o momento em que o “soft power” se esgotar, o que o Brasil fará? Não adianta falar grosso, se o porrete é pequeno.

Esperamos que o Brasil não tenha sido enganado como este cidadão.

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