Paris, 04 jan (Lusa) – Telegramas divulgados pelo WikiLeaks e publicados hoje pelo diário norueguês Aftenposten indicam que a França é o país mais ativo em matéria de espionagem industrial, relegando para segundo plano países como a China ou a Rússia.

Num dos telegramas confidenciais da diplomacia norte-americana que o diário norueguês cita – e que merece grande destaque na imprensa francesa -, a França é descrita como o “Império do Mal” no que diz respeito ao roubo de tecnologia.

“A espionagem francesa é tão extensa que os danos (que provoca) à economia alemã são mais elevados do que os danos provocados pela Rússia ou a China”, de acordo com um telegrama atribuído à embaixada dos Estados Unidos em Berlim.

Uma das pessoas citadas no correio diplomático norte-americano e que denunica a situação é Berry Smutny, diretor geral da OHB Technology, uma empresa alemã ligada ao sector de satélites.

“A França é o Império do Mal no que toca ao roubo de tecnologia, e a Alemanha sabe disso”, terá referido o empresário alemão em outubro de 2009, numa conversa privada com diplomatas norte-americanos.

O diário norueguês foi o último jornal a receber a totalidade dos 250 mil telegramas da diplomacia norte-americana, que o portal WikiLeaks cedeu em exclusivo aos cinco maiores jornais internacionais (The Guardian, El País, New York Times, Le Monde e Der Spiegel).

FONTE: MSN

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Autoridades americanas disseram ter desmatelado rede de espiões da inteligência de Moscou

MOSCOU – A Rússia disse nesta terça-feira, 29, que as alegações do governo dos EUA a respeito das prisões de supostos agentes secretos russos apenas dias depois da visita do presidente Dmitri Medvedev ao país são “impróprias e sem base”, segundo um comunicado do Ministério de Relações Exteriores russo.

As autoridades americanas disseram ter detido dez pessoas suspeitas de trabalhar secretamente para a inteligência russa. Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, elas formariam uma rede de infiltração para coletar informações sobre a estratégia americana em diversos assuntos externos. De acordo com as autoridades, as investigações para desmantelar a rede de espionagem foram realizadas pelo FBI durante mais de uma década.

“Tais ações não têm base e são impróprias. Não entendemos o que levou o Departamento de Justiça a fazer essa declaração no espírito de espionagem da Guerra Fria”, diz o comunicado da chancelaria. “Lamentamos profundamente que isso esteja ocorrendo em meio ao restabelecimento de relações anunciado pela administração americana”, conclui o texto.

As autoridades americanas dizem que os detidos usavam identidades falsas para recrutar fontes políticas e reunir informações para o governo russo. Eles são acusados de coletar informações sobre arsenais nucleares, sobre o mercado global de ouro e de tentar fazer contato com funcionários da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês), segundo o processo que corre em uma corte federal.

O Departamento de Justiça os acusa de operar na “ilegalidade” sob ordens da agência russa SVR, considerada a herdeira da temida KGB. A ilegalidade se aplica ao dato de eles estarem vivendo nos EUA sob falsa identidade sem a devida notificação que deve ser prestada às autoridades. A lei permite que agentes de outros países vivam nos EUA, mas sob cobertura diplomática ou legítima.

Ainda segundo o texto das acusações formais, os supostos espiões “se ‘americanizaram’ o suficiente para reunir informações sobre os EUA para a Rússia e podem recrutar fontes que estão, ou podem se infiltrar, na política americana”. O Departamento de Justiça disse que eles receberam treinamento de comunicação codificada, como evitar a detecção e como passar mensagens a outros agentes casualmente, em espaços públicos, sem deixar suspeitas.

Moscou tem acusado o Ocidente repetidamente de manter operações de espionagem em seu território apesar de a Guerra Fria já ter terminado. As potências ocidentais também alegam das atividades russas, principalmente nas áreas comercial e científica.

O mais recente escândalo envolvendo espionagem ocorre no momento em que a relação entre EUA e Rússia dá sinais de melhora. O presidente russo, Dmitri Medvedev, e seu colega dos EUA, Barack Obama, encontraram-se em Washington neste mês para mostrar o fortalecimento dos laços entre países que foram rivais na Guerra Fria.

FONTE: Estadão/Reuters

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vinheta-clipping-forte A China espiona os Estados Unidos mais e mais, na medida em que o país asiático desenvolve ferramentas mais refinadas de guerra eletrônica e de recrutamento, advertiu nesta quinta-feira um informe divulgado por uma comissão do Congresso americano.

A China está mudando sua forma de espionagem”, frisou Carolyn Bartholomew, presidente da US-China Economic and Security Review Commission.

E recomendou uma abordagem mais dura dos Estados Unidos em seu comércio com a China, reiterando acusações de que Pequim estaria manipulando o valor de sua moeda.

Segundo a comissão, foi observado um brusco crescimento dos ataques cibernéticos a partir da China, voltados para derrubar ou se infiltrar em sites do governo americano ou de adversários percebidos como tais por Pequim, a exemplo do líder espiritual tibetano Dalai Lama, no exílio.

O coronel Gary McAlum informou à comissão que o Pentágono chegou a registrar 54.640 incidentes ligados a ciberataques em 2008, o que representa um aumento de 20% em relação a 2007, e que a progressão poderia atingir 60% este ano.

Segundo o estudo, a China é o país mais agressivo em termos de espionagem contra os Estados Unidos e Pequim procura recrutar mais e mais espiões americanos.

O relatório destaca que as práticas de recrutamento mudaram. Antes, a China procurava contratar cidadãos de dupla nacionalidade – americano/chinesa – acreditando, muitas vezes erroneamente, que eles se mostrariam sensíveis à sua causa: agora, as autoridades chinesas procuram, sobretudo, pagar a seus informantes, seguindo o modelo soviético.

FONTE: AFP, via UOL

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Stewart Nozette pode pegar prisão perpétua caso seja condenado

vinheta-clipping-forteUm cientista americano que trabalhou para a Nasa (agência espacial dos EUA) e para o Pentágono foi acusado, nesta segunda-feira, de tentativa de espionagem para Israel, segundo informações do departamento de Justiça.

Stewart David Nozette, de 52 anos, é acusado de “tentar deliberadamente, comunicar, entregar e transmitir informação sigilosa, relacionada à defesa nacional dos Estados Unidos, a um indivíduo que acreditava ser um funcionário da inteligência israelense”, informou o Departamento.

Ele foi preso nesta segunda-feira por agentes do FBI e deve comparecer a uma audiência em um tribunal de Washington nesta terça-feira. Caso seja condenado, a sentença pode ser a prisão perpétua.

“A conduta relacionada a este caso é séria e deve servir como alerta para qualquer um que possa considerar comprometer os segredos de nossa nação por lucro”, disse o procurador-geral assistente, David Kris.

Acesso

Nozette trabalhou para o governo para a Casa Branca no Conselho Nacional Espacial entre 1989 e 1990. Depois, ele passou dez anos no Departamento de Energia.

Em 2000, o cientista criou uma associação sem fins lucrativos com a qual participou, do desenvolvimento de tecnologia de ponta por parte do governo americano.

“Entre 1989 e 2006, Nozette teve acesso a informações secretas e, regularmente, a documentos ligados à defesa dos Estados Unidos”, afirmou o departamento de Justiça em comunicado.

Em setembro, Nozette teve contato com um agente do FBI que se passou por um oficial da inteligência israelense. Ele teria dito que estaria disposto a responder regularmente perguntas sobre informações secretas dos EUA em troca de dinheiro e de um passaporte israelense.

Ao longo do mês, o cientista teria enviado cartas com as respostas às questões. O conteúdo, segundo o departamento de Justiça, era classificado como “secreto e super secreto, sobre satélites americanos, sistemas de alerta precoce, modos de defesa e retaliação contra ataques de grande escala, informações sobre inteligência de comunicação e importantes elementos da estratégia de defesa”.

Ainda segundo o comunicado, Nozette teria aceitado um total de US$ 11 mil pelas informações.

FONTE: Estadão/BBC Brasil

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