Leon Panetta disse que novo plano desloca a atenção do Pentágono das guerras do Iraque e Afeganistão para Ásia e ciberespaço

 

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, anunciou nesta quinta-feira que o Exército americano será “menor e mais enxuto”, com cerca de 100 mil soldados a menos em cinco anos. O pedido de financiamento, que inclui cortes dolorosos em muitos Estados, monta o palco de uma nova luta entre o governo do presidente Barack Obama e o Congresso sobre quanto o Pentágono deve gastar na segurança nacional, enquanto o país tentar conter déficits orçamentários de um trilhão de dólares.

“Não se enganem, as economias que estamos propondo vão impactar todos os 50 Estados e muitos distritos em toda a América”, disse Panetta em uma conferência de imprensa no Pentágono. “Esse será um teste sobre se reduzir o déficit é só conversa ou ação”.

Panetta disse que buscaria US$ 88,4 bilhões de dólares para apoiar as operações de combate no Afeganistão, menos que os US$ 115 bilhões em 2012, em grande parte devido ao fim da guerra no Iraque e à retirada das forças norte-americanas no final do ano passado.

O orçamento começa a concretizar uma nova estratégia militar anunciada pelo Pentágono no início desse mês que pede uma mudança de foco, das guerras terrestres da década passada para os esforços para preservar a estabilidade na região da Ásia-Pacífico e no Oriente Médio.

Isso adiaria a compra de armas como o avião de guerra F-35 Joint Strike da Lockheed Martin’s, o maior programa de aquisição do Pentágono, além de submarinos, navios de assalto anfíbios e outras embarcações.

Os aumentos salariais dos militares começariam a diminuir depois de mais de dois anos de crescimento, e aumentariam as taxas para benefícios do sistema de saúde para militares aposentados, para os que serviram por mais de 20 anos.

Mais equipes de forças especiais, como o Seals que matou Osama Bin Laden, seriam utilizadas ao redor do mundo, acrescentou Panneta. “Nossa abordagem foi usar isso como uma oportunidade de manter forte o Exército no mundo, para não esvaziar a força”, informou Panetta em comunicado, que logo foi rebatido por rivais republicanos no Congresso.

“Levar a nossa estrutura militar de volta para antes do 11 de Setembro coloca nosso país em grave perigo”, disse o senador John Cornyn, um republicano e membro do Comitê de Serviços Armados do Senado.

Panetta anunciou que o governo vai solicitar um orçamento para 2013 de US$ 525 bilhões, além dos outros US$ 88 bilhões para operações no Afeganistão, Combinados, esses totais são cerca de US$ 33 bilhões a menos do que o Pentágono está gastando esse ano.

O secretário disse, no entanto, que o orçamento base do Pentágono vai chegar a US$ 567 bilhões em 2017. Nessa ocasião, os orçamentos acumulados de cinco anos serão US$ 259 bilhões a menos do que havia sido planejado antes do governo ter fechado um acordo de corte de déficit com o Congresso ano passado que exige uma redução de US$ 487 bilhões até 2022.

Entre os detalhes, Panetta destacou:

  • O Exército cortará 80 mil soldados, dos 570 mil de hoje para 490 mil em 2017. Esse número é ligeiramente maior do que o Exército antes do 11 de Setembro;
  • O Corpo de Fuzileiros Navais sofrerá uma redução de 202 mil para 182 mil – também acima do nível de antes do 11 de Setembro;
  • A Força Aérea irá aposentar alguns aviões mais antigos, incluindo cerca de 20 aviões de carga C-5A e 65 dos C-130 e;
  • A Marinha manterá a frota de 11 porta-aviões mas aposentará sete cruzeiros antes do planejado e adiará a compra de alguns navios.

O presidente Barack Obama vai pedir que o Congresso aprove uma o fechamento de algumas bases domésticas, embora o prazo para que isso aconteça não tenha ficado claro.

Ao anunciar os planos de reestruturação militar, Panetta afirmou que os EUA iriam manter a habilidade de derrotar “qualquer inimigo em terra” e reforçar as forças especiais.

O plano de gastos da defesa está programado para ser submetido ao Congresso como parte do orçamento total do governo em 13 de fevereiro. A ideia de Obama é uma nova atenção voltada para a Ásia, onde a rápida modernização militar da China tem preocupado os EUA e seus aliados.

FONTE: iG, com AP e Reuters

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, chega neste domingo na América Latina para uma viagem entre Venezuela, Nicarágua, Cuba e Equador. Cada vez mais isolado por causa das sanções impostas por potências ocidentais ao setor petrolífero iraniano, o mandatário deve pedir apoio a líderes latino-americanos que, como ele, também são abertamente contra a política americana, como é o caso de Hugo Chávez.

Apreensivos por causa do programa nuclear de Teerã, EUA e outros países europeus aprovaram uma série de embargos contra o governo do país com o objetivo de pressionar os iranianos a desistir da energia atômica. Washington qualificou o encontro de Ahmadinejad com rivais americanos como uma demostração de que o Irã está “desesperado para ter amigos”.

“Estamos deixando absolutamente claro aos países de todo mundo que não é o momento de estreitar vínculos, nem de segurança nem econômicos, com o Irã”, disse a porta-voz americana Victoria Nuland.
A primeira parada de Ahmadinejad será na Venezuela. A vinda do mandatário iraniano foi criticada pela oposição do país, mas Chávez disse que o presidente será “bem-vindo. Os dois países alimentam uma relação estreita. Teerã chegou, inclusive, a construir fábricas e fazendo em território venezuelana. O presidente iraniano vem, oficialmente, à América Latina para participar da cerimônia de posse do presidente reeleito da Nicarágua, Daniel Ortega. Ahmadinejad não virá ao Brasil desta vez.

Irã anuncia que vai começar a enriquecer urânio em bunker

Em um “futuro próximo”, o Irã começará a enriquecer urânio dentro de uma montanha, disse uma autoridade. Medida que provavelmente irá aumentar ainda mais a tensão entre Teerã e as potências ocidentais que suspeitam que o governo iraniano está tentando fabricar armas nucleares.

A decisão tomada pela República Islâmica de conduzir atividades atômicas delicadas em um local subterrâneo dará maior proteção contra um possível ataque inimigo. Há meses o Irã vem dizendo que está se preparando para levar seu trabalho de refinamento de urânio de alto nível da usina de enriquecimento em Natanz para Fordow, uma instalação perto de Qom, cidade sagrada para os muçulmanos xiitas no centro do Irã.Os Estados Unidos e seus aliados dizem que o Irã está tentando construir bombas, mas Teerã insiste que seu programa nuclear visa apenas à geração de energia e tem objetivos médicos.

FONTE: Agência O Globo

Segundo presidente norte-americano, força “enxuta” e “ágil” será a mais bem equipada na história do país

 

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, revelou nesta quinta-feira (5) a nova estratégia de Defesa do país, que vai resultar, segundo ele, em um Exército “mais enxuto” e “ágil” com o uso de tropas menores em solo em meio a cortes no orçamento federal. Mas ele ressaltou que os Estados Unidos vão manter o que ele chamou de Exército mais bem equipado da história norte-americana.

Numa rara aparição no salão de instruções do Pentágono, Obama divulgou os contornos da revisão da estratégia de defesa, cujo objetivo é lidar com os cortes de centenas de bilhões de dólares no orçamento militar e reorientar as prioridades de segurança, após uma década dominada pelas guerras no Afeganistão e no Iraque.

Obama disse que o Exército será mais enxuto, mas prometeu ao mundo que os Estados Unidos manterão sua “superioridade militar” com forças de combate prontas para qualquer ameaça.

“Nosso Exército será mais enxuto, mas o mundo deve saber: os Estados Unidos vão manter sua superioridade militar com forças armadas que são ágeis, flexíveis e prontas para uma gama completa de contingências e ameaças”, afirmou o presidente.

Obama disse que a revisão da estratégia está centrada nas necessidades militares do país depois do “fim das longas guerras da última década”.

Apesar do foco no corte orçamentário, os Estados Unidos vão fortalecer sua presença na região Ásia-Pacífico, já que “reduções orçamentárias não virão às custas desta região crítica”, disse o presidente. Os Estados Unidos também “permanecerão vigilantes” no Oriente Médio. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

FONTE: Gazeta do Povo

PEQUIM (Reuters) – A mídia estatal da China disse nesta segunda-feira que os enormes gastos militares dos Estados Unidos são os culpados pela crise que levou ao rebaixamento do rating do país.
A agência de notícias Xinhua advertiu os EUA para não tentar estimular as exportações por meio do enfraquecimento do dólar, algo que teria impacto dramático sobre a China, já que cerca de 70 por cento das reservas internacionais chinesas estão investidas em ativos denominados na moeda norte-americana.

A China também tem um gasto pesado com suas forças armadas de 2,3 milhões de pessoas, voltando a um aumento de dois dígitos neste ano. Isso gera desconforto entre os vizinhos e nos EUA.

Em cerca de 93,5 bilhões de dólares para 2011, o orçamento chinês de defesa ainda é pequeno em relação ao dos EUA. Em fevereiro, o Pentágono cedeu um orçamento de 553 bilhões de dólares para o ano fiscal de 2012, embora o governo de Barack Obama esteja procurando reduzir os gastos militares.

“Precisa ser compreendido que se os EUA, a Europa e outras economias avançadas não conseguirem arcar com sua responsabilidade e continuarem com sua confusão incessante em torno de interesses egoístas, isso seriamente impedirá o desenvolvimento estável da economia global”, dizia um artigo do jornal People’s Daily, porta-voz principal do Partido Comunista chinês.

FONTE: Reuters/Brasil Online

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Fernando Eichenberg, correspondente

WASHINGTON – Os custos para os Estados Unidos das guerras no Iraque, no Afeganistão e no Paquistão poderão alcançar até US$ 4,4 trilhões, valor bem superior ao US$ 1, 3 trilhão anunciado pela Casa Branca e pelo Congresso americano. O cálculo foi feito por mais de 20 especialistas para o Watson Institute for International Studies, da Brown University – uma das mais tradicionais dos EUA, fundada em 1764. Segundo as novas estatísticas, os conflitos, consequências da guerra ao terror deflagrada pós-atentados de 11 de setembro de 2001, provocaram cerca de 225 mil vítimas entre militares e civis.

O estudo foi divulgado no mesmo dia em que o presidente Barack Obama defendeu numa entrevista coletiva a estratégia de guerra no Afeganistão, a ação americana na Líbia e também os esforços de cortes no orçamento do Pentágono. Nesta quarta, o governo anunciou ainda sua nova doutrina nacional contra o terrorismo.

Em plena batalha política com o Congresso sobre a redução de gastos do governo e do valor da dívida pública – que atingiu o teto de US$ 1,4 trilhão -, Obama disse que há “muito barulho político” nas críticas à participação dos EUA na luta contra o líbio Muamar Kadafi, e justificou a presença militar em Cabul e Islamabad.
- A missão na Líbia é limitada em tempo e em objetivo.

As operações americanas no Afeganistão e no Paquistão conseguiram comprometer gravemente a capacidade da al-Qaeda. Continuaremos mantendo a pressão sobre eles – alegou, ao elogiar a redução de US$ 400 bilhões no orçamento do Pentágono.

Nas estimativas do projeto “Custos de Guerra”, da Brown University, foram considerados os gastos de longo prazo decorrentes dos conflitos, como pagamento a militares inválidos e pensões a veteranos de guerra até 2020.

Nesse cômputo, o tamanho da conta é calculado entre US$ 3,7 trilhões e US$ 4,4 trilhões. Se as guerras perdurarem até 2020, o Pentágono necessitará de um acréscimo de ao menos US$ 450 bilhões em seu orçamento, estima o estudo.

- Há muitos custos e consequências da guerra que não podem ser quantificados, e consequências de guerras que não terminam com o fim dos combates – disse Neta Crawford, cientista política da Boston University e codiretora da pesquisa.

Gasto com veteranos deve chegar a US$ 1 trilhão

Até dezembro de 2010, os EUA destinaram mais de US$ 32 bilhões a tratamentos médicos e seguros de invalidez para mais de um milhão de veteranos, um custo que atingirá seu ápice em 30 a 40 anos, totalizando até US$ 1 trilhão, dizem os especialistas. O custo humano dos três conflitos é calculado entre 224 mil e 258 mil mortes diretas, sendo 137 mil vítimas civis no Iraque e no Afeganistão. O número de pessoas deslocadas e de refugiados é estimado em torno de 7,8 milhões.

Além de exigir mais transparência nas informações oficiais, os especialistas questionam a eficácia de uma ação militar de grande porte na luta contra o terrorismo. “As alternativas para perseguir e prender os acusados pelos atentados de 11 de Setembro, e para prevenir futuros ataques, não foram sequer consideradas: uma invasão militar no Afeganistão começou em 7 de outubro de 2001.

Esses métodos, entretanto, poderiam ter permitido aos EUA melhor prevenir e enfrentar ataques terroristas, com um custo muito menor de vidas e para o Tesouro”, defendem. Segundo um estudo da organização RAND Corporation sobre estratégias usadas contra 268 grupos terroristas entre 1968 e 2006, em apenas 7% dos casos se alcançou a vitória via uso de força militar.

A nova estratégia nacional de combate ao terrorismo em parte concorda com essas conclusões. O governo não irá mais considerar como a melhor forma de ataque o deslocamento de grandes exércitos no exterior, mas sim “agir com pressões precisas e cirúrgicas sobre grupos que ameacem os EUA”, disse o assessor de Segurança Interna da Casa Branca, John Brennan. A inteligência americana apontou o Irã e a Síria como dois principais pontos de apoio ao terrorismo hoje no mundo.

ESPECIALISTA: ‘A intervenção militar não é a melhor solução’

WASHINGTON – Catherine Lutz, diretora do Departamento de Antropologia da Brown University e codiretora do projeto “Custos de Guerra”, critica a falta de transparência do governo nas informações sobre os conflitos em Iraque, Afeganistão e Paquistão, e também questiona a eficácia da estratégia militar contra o terrorismo.

Qual o significado dos números divulgados por esse estudo?
CATHERINE LUTZ: Uma das coisas que nos surpreendeu foi o fato de ninguém ter feito isso antes. Ter, por exemplo, reunido as estatísticas de vítimas civis e militares nos três países, o que resulta num número bastante chocante, de 225 mil a 258 mil mortes. Outra coisa surpreendente é o governo americano insistir em apontar o valor de US$ 1 trilhão, que é somente uma parte do custo total das guerras. Se olharmos o quanto aumentou o orçamento do Pentágono, e as despesas com tratamento médico e invalidez, o custo da guerra no Departamento de Estado e em outras agências do governo supera rapidamente esse valor oficial.

Como explicar essa diferença?
LUTZ: Politicamente é mais fácil comandar uma guerra se os custos parecem menos elevados para o público. Politicamente é importante apresentar um valor inferior. Há também o fato de que se buscam recursos para travar uma guerra no momento, e não se pensa nos custos que virão no futuro, gastos com saúde e invalidez, por exemplo, estimados entre US$ 600 bilhões e US$ 1 trilhão. Cerca de 2,2 milhões de americanos estiveram em zonas de guerra, e o número de feridos é particularmente elevado em comparação com conflitos passados. Deveria se saber, baseado na História, que isso ocorreria – vide os veteranos da Guerra do Vietnã.

E a falta de transparência?
LUTZ: Transparência é bom para a democracia, mas nem tanto para as pessoas que comandam a guerra. Mas o público necessita dessas informações. As pessoas devem saber o que ocorreu em termos de perdas de vidas, de feridos, dos fluxos de refugiados e de violações de direitos humanos.

Os resultados obtidos justificam os custos de guerra?
LUTZ: A RAND Corporation fez um estudo sobre o uso da guerra contra o extremismo violento. O resultado é que a intervenção militar não é a melhor solução para o problema.

FONTE: O Globo

São Paulo, 15 jun  - O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, defendeu hoje a participação dos Estados Unidos nas operações militares na Líbia, informa a Agência Brasil.

Quando a intervenção foi votada no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), em 17 de março, o Brasil absteve-se, por considerar que a adoção de uma zona de exclusão aérea na Líbia poderia agravar a violência na região.

Hoje, nas declarações feitas na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados do Brasil, Patriota destacou que a operação na Líbia conta com o apoio do Conselho de Segurança da ONU, ao contrário da operação feita no Iraque em 2002, durante o governo do ex-presidente norte-americano George W. Bush.

FONTE: Lusa

Atentado deixa 18 mortos em Cabul e é apontado como o pior do ano na capital afegã

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vinheta-clipping-forteUm ataque suicida em Cabul deixou 18 mortos nesta terça-feira, incluindo cinco soldados americanos e um canadense, em um atentado considerado o mais violento na capital afegã em 2010.

Outras 52 pessoas ficaram feridas – a maior parte das vítimas era formada por civis afegãos, atingidos quando o suicida detonou o carro que dirigia, cheio de explosivos, em direção a um comboio da Otan. O atentado ocorreu na hora do rush, próximo ao Parlamento.

O Talebã assumiu o ataque, dizendo que usou uma caminhonete com 750 kg de explosivos. A explosão atingiu cinco veículos militares e mais de uma dezenas de veículos civis, incluindo um ônibus.

A polícia instalou novos postos de controle em Cabul neste ano, após uma série de ataques. As autoridades dizem ter prendido vários suspeitos que planejavam ataques suicidas, mas afirmam ser impossível parar e revistar todos os carros.

O Afeganistão se prepara para a realização de um conselho nacional (loya jorga) para discutir maneiras de pacificar o país. Recentemente, o governo sinalizou que pode incorporar no debate político alguns setores mais moderados do Talebã.

Reduto do Talebã

Em meio ao novo atentado em Cabul, militares da Otan revelaram que planejam uma grande ofensiva na província de Kandahar, berço e reduto maior do Talebã.

O número de soldados da Otan no Afeganistão deve chegar a 150 mil em agosto, como parte da estratégia de aumentar os esforços para derrotar a insurgência na região.

No Paquistão, a explosão de uma bomba nesta terça-feira deixou 12 mortos, incluindo policiais. Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque.

O atentado ocorreu na província de Dera Ismail Khan, vizinha ao Wazaristão do Sul, onde o Exército paquistanês vem desde o ano passado realizando grandes ofensivas contra o Talebã.

A polícia afirmou que a bomba, escondida em uma bicicleta, foi detonada por controle remoto. Entre os mortos estavam mulheres e crianças.

FONTE: BBC, via Estadão

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vinheta-clipping-forteOs Estados Unidos mantém o alerta e as ameaças de sanções contra o Irã, mesmo depois do acordo negociado hoje (17) pelo Brasil e a Turquia. Para os norte-americanos, os iranianos devem provar por meio de “ações” e “não apenas palavras” que cumprirão as regras internacionais para fins pacíficos da energia nuclear, segundo o secretário de Imprensa da Casa Branca, Robert Gibbs. Mesmo assim, ele considerou positiva a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do primeiro-ministro da Turquia, Tayyiq Erdogan, em busca do acordo para encerrar o impasse

“Os Estados Unidos continuarão a trabalhar com nossos parceiros internacionais, por meio do Conselho de Segurança das Nações Unidas, para deixar claro ao governo iraniano que deve demonstrar, em ações – e não apenas palavras – a sua vontade de viver de acordo com as obrigações internacionais ou enfrentar consequências, incluindo sanções”, disse Gibbs, no site da Casa Branca.

Em seguida, o secretário de Imprensa afirmou: “Os Estados Unidos e a comunidade internacional continuam a ter sérias preocupações.” Segundo Gibbs, elas são motivadas pelo fato de interlocutores do governo iraniana informarem que o enriquecimento a 20% de urânio será mantido no Irã, apesar do acordo firmado hoje.

Os Estados Unidos lideram uma campanha internacional para impor sanções ao Irã. O assunto será discutido pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Para os norte-americanos, os iranianos manteriam de forma secreta a produção de armas atômicas. O governo do Irã nega as acusações.

Segundo Gibbs, o governo do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, deve adotar medidas que dêem segurança à comunidade internacional de que seu programa nuclear se destina a fins pacíficos. Para o secretário, é fundamental que ocorra cooperação também com os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea).

“O Irã deve tomar as medidas necessárias para assegurar à comunidade internacional que seu programa nuclear se destina exclusivamente a fins pacíficos, inclusive cumprindo as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e cooperando plenamente com a Aiea [Agência Internacional de Energia Atômica]”, disse o secretário de Imprensa.

Porém, Gibbs elogiou a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do primeiro-ministro da Turquia, Tayyiq Erdogan, em busca do acordo para encerrar o impasse. “Reconhecemos os esforços que têm sido feitos pela Turquia e Brasil. A proposta anunciada em Teerã deve agora ser transmitida com clareza e autoridade à Aiea antes de ser encaminha à comunidade internacional”, disse ele.

Para o secretário de Imprensa da Casa Branca, os termos do acordo firmado são vagos e não respondem a algumas dúvidas presentes na comunidade internacional. Segundo Gibbs, no passado o Irã também havia feito compromissos para enriquecer externamente o urãnio e não os cumpriu.

“A declaração conjunta emitida em Teerã [com termos do acordo] é vaga sobre a disposição do Irã em se reunir com os países do P5 1 [que reúne os cinco integrantes do Conselho de Segurança das Nações Unidas: Estados Unidos, Rússia, China, França e Inglaterra, além da Alemanha] para resolver as preocupações internacionais sobre seu programa nuclear, como fez em outubro passado”, disse ele, mencionando o parágrafo nono do documento.

FONTE: Agência Brasil, via Correio Braziliense

Orçamento recorde para a Defesa

vinheta-clipping-forteO presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, enviou ontem ao Congresso uma proposta de orçamento de US$ 3,8 trilhões para o ano fiscal de 2011, o que inclui um valor recorde de US$ 708 bilhões em gastos com a Defesa. Obama argumentou que seu plano irá produzir uma redução de longo prazo no atual déficit de US$ 1,6 trilhões do país.

O Orçamento pedido pela Casa Branca inclui US$ 33 bilhões em financiamento adicional para pagar pelas operações militares e de inteligência crescentes no Afeganistão e Paquistão e pela retirada parcial das forças dos EUA no Iraque.

Esse valor se soma aos US$ 129,6 bilhões já incluídos no ano fiscal atual, que termina em 30 de setembro.

O Orçamento base pedido pelo Pentágono, US$ 549 bilhões, já representa um aumento de US$ 18 bilhões em relação aos US$ 531 bilhões do último ano fiscal. O aumento cobrirá a continuação das reformas nas aquisições de Defesa e no desenvolvimento de um escudo contra mísseis balísticos, além do atendimento a soldados feridos.

O Orçamento também prevê o cancelamento de vários importantes programas de armas, incluindo o avião de transporte C-17 da Boeing, poupando US$ 2,5 bilhões.

Além disso, o Orçamento também cancela os planos para o desenvolvimento de um novo navio da Marinha, os planos para a substituição do avião de inteligência EP-3, também da Marinha, e suspende os trabalhos sobre um satélite de aviso antecipado de mísseis.

O Orçamento prevê ainda o adiamento para depois de 2015 da substituição de dois novos navios de comando e controle da Marinha, iniciativa que a Casa Branca diz que poderá economizar US$ 3,8 bilhões no plano quinquenal de Defesa do Pentágono. A Marinha tinha planejado comprar um navio de comando em 2012 e um segundo em 2014.

A aquisição de um novo veículo anfíbio que está sendo construído pela General Dynamics Corp. para os Fuzileiros Navais será adiada em um ano, poupando US$ 50 milhões no ano fiscal 2011 e reduzindo os riscos, ao permitir mais tempo para a realização de testes, sustenta a Casa Branca.

O Pentágono disse que também pretente reduzir em 17% até o final de 2001 seu uso de contratos de alto risco em áreas relacionadas a tempo, materiais e horas de mão-de-obra.

No Orçamento proposto, Obama ressalta o compromisso da administração com “uma defesa forte contra ameaças emergentes de mísseis”, dizendo que pagará pelo uso de interceptores cada vez mais eficazes baseados em terra e mar e para uma nova linha de sensores na Europa.

Ao todo, o Orçamento inclui US$ 112,8 bilhões de dólares para a aquisição de armas, um aumento em relação aos US$ 104,8 bilhões do ano fiscal 2010.

FONTE: Jornal do Brasil