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O relatório anual redigido pelo Pentágono ao congresso norte-americano foi entregue ontem e trazia uma acusação direta à China. De acordo com os militares do Tio Sam, o país asiático teve uma campanha de invasões a computadores em 2012 para adquirir informações de políticas do governo e planos militares dos EUA.

De acordo com o CNET, o relatório tem um total de 83 páginas e chama-se “Military and Security Developments Involving the People’s Republic of China.” O relatório não perde tempo com eufemismos e acusa intrusões em computadores não só em seu território, mas também ao redor do mundo, culpando diretamente ao governo chinês e seus militares.

A China nega as acusações do relatório e o condena, alegando falta de provas e evidências mais sólidas.

FONTEadrenaline.uol.com.br

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vinheta-clipping-forte11. Nos primeiros meses deste ano, o Comando do Sul (“SouthCom”) dos EUA apresentou suas perspectivas para a América do Sul, que refletem como as estratégias global e regional do Pentágono estariam sendo implementadas na prática. Em jan/2013, a seção do Exército que exerce o comando operacional do “SouthCom” (“US Army South”) divulgou seu novo Comando Estratégico, intitulado “Juntos Podemos” (“Command Strategy, Together we can”) e, em abr/2013, o Comandante do “SouthCom”, General John Kelly, submeteu ao Congresso sua prestação de contas bienal (“Posture Statement before the 113th Congress”).

2. Em seu testemunho ao Comitê de Serviços Armados do Senado, Kelly observou que a atuação das redes criminosas é o principal fator de preocupação do “SouthCom”, ressaltando que “não existe um número significativo de ameaças militares nessa região, menos ainda contra os EUA”. No tocante ao Brasil, o “Posture Statement” registra que o engajamento com o país “concentra-se em espaço, defesa cibernética, intercâmbio de inteligência e de informações, bem como treinamento de combate ao terrorismo no contexto da Copa do Mundo e das Olimpíadas”. O documento ressalta a contribuição do Brasil como “exportador de segurança” regional e global, com sua liderança na MINUSTAH (Haiti), a assistência à segurança de várias nações africanas, a realização de exercícios marítimos conjuntos com a África do Sul e a Índia, bem como a condução de operações de segurança fronteiriça com seus vizinhos.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

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Por DAVID E. SANGER

vinheta-clipping-forte1Quando o governo Obama distribuiu a provedores de internet americanos uma longa lista confidencial de endereços digitais ligados a um grupo de hackers que furtou vários terabytes de dados de corporações dos EUA, um fato crucial ficou de fora: o de que praticamente todos os endereços estavam em um bairro de Xangai onde funciona a sede do comando cibernético das Forças Armadas chinesas.

Essa omissão deliberada salienta a alta sensibilidade dentro do governo Obama sobre até que ponto convém confrontar diretamente a nova liderança chinesa por causa dos hackers, enquanto Pequim diz não ter envolvimento com os ataques.

A questão ilustra como a Guerra Fria cibernética entre as duas maiores economias mundiais é diferente dos conflitos entre superpotências de décadas atrás -menos perigosa sob certos aspectos, porém mais complexa e perniciosa sob outros.

Funcionários do governo dizem agora estar mais dispostos a acusar diretamente os chineses -como fez recentemente o secretário de Justiça, Eric Holder, ao anunciar uma nova estratégia para o combate ao furto de propriedade intelectual. Mas o presidente Barack Obama evitou citar nominalmente a China -ou a Rússia e o Irã- quando declarou no seu discurso que sabia “que companhias e países estrangeiros golpeiam nossos segredos corporativos”. Ele acrescentou: “Agora nossos inimigos estão também buscando a capacidade de sabotar nossa rede elétrica, nossas instituições financeiras e nossos sistemas de controle do tráfego aéreo”.

Definir “inimigos” nem sempre é tarefa fácil. A China não é uma inimiga declarada dos EUA, da mesma forma como a União Soviética era. A China é, ao mesmo tempo, um competidor econômico, um cliente e um fornecedor crucial. Os dois países tiveram um comércio de US$ 425 bilhões no ano passado, e a China continua sendo, apesar das muitas tensões diplomáticas, um financiador importante da dívida americana.

No caso dos indícios de que o Exército chinês seja provavelmente a força por trás do “Comment Crew”, o maior dos cerca de 20 grupos de hackers acompanhados pela inteligência americana, os EUA estão sendo altamente circunspectos.

Funcionários do governo adoraram que a Mandiant, uma empresa privada de segurança, tenha divulgado um relatório localizando a origem dos ataques digitais nas imediações do comando cibernético chinês.

Autoridades disseram reservadamente que não veem problemas nas conclusões da Mandiant, mas que não queriam dizer isso publicamente.

Isso explica por que a China não foi mencionada como o local de servidores suspeitos no alerta aos provedores da internet. “Disseram-nos que constranger diretamente os chineses sairia pela culatra”, disse um funcionário de inteligência. “Isso só os tornaria mais defensivos e mais nacionalistas.”

Mas essa visão está começando a mudar. Nos próximos meses, dizem autoridades dos EUA, haverá muitos alertas privados de Washington aos líderes chineses, inclusive Xi Jinping, que assume em breve a Presidência da China. Os americanos devem argumentar que a dimensão e a sofisticação dos ataques dos últimos anos ameaçam desgastar o apoio à China por parte da comunidade empresarial dos EUA -principal aliada de Pequim em Washington. As recomendações sobre o que fazer variam muito -de uma negociação calma e sanções econômicas a discussões sobre contra-ataques a serem feitos pelo Comando Cibernético dos militares americanos, uma unidade que já se envolveu em ataques digitais contra instalações nucleares do Irã.

O próximo debate é, portanto, sobre uma retaliação americana. Washington já está cheia de conferências falando de “domínio da escalada” e “dissuasão ampliada”, termos emprestados da Guerra Fria.

Essa retórica tem algo de exagero, sendo alimentada pela crescente indústria da segurança cibernética e pelo desenvolvimento de armas cibernéticas ofensivas, embora o governo dos EUA jamais tenha admitido seu uso. Mas há uma discussão séria nos bastidores sobre que tipo de ataque à infraestrutura americana -algo que os hackers chineses ainda não tentaram seriamente- poderia induzir um presidente a ordenar um contra-ataque.

FONTE: Folha de S. Paulo via Resenha do Exército

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O Brasil e a nova ordem mundial

Cristiano Romero

Há muito se fala da decadência do “império americano”, hipótese que teria se tornado mais visível neste século graças às consequências da crise financeira de 2007/2008 e à emergência econômica de potências como a China. Sem perder tempo, a intelligentsia americana tem se debruçado sobre o tema não só para compreendê-lo, mas também para indicar caminhos que ajudem os Estados Unidos a manter a hegemonia.

Um desses esforços está sendo empreendido por dois dos principais “think tanks” (numa tradução livre, usinas de ideias, embora centro de influência seja o conceito mais adequado): o Center for a New American Security (CNAS) e o German Marshall Fund of the United States (GMF). As duas entidades criaram projeto, batizado de “Swing States” (Estados decisivos), para examinar como os EUA e seus aliados europeus podem se aproximar de quatro países emergentes para fortalecer a ordem internacional.

Em estudo intitulado “Global Swing States: Brazil, India, Indonesia, Turkey and the Future of Internacional Order”, Daniel M. Kliman e Richard Fontaine advogam a tese de que essas quatro nações emergentes têm peso suficiente para influenciar de forma decisiva a trajetória da atual ordem mundial. O que eles sugerem é que o governo americano, bem como seus aliados europeus e asiáticos, coloque esses países no topo das prioridades da política externa.

Entidades sugerem que EUA e aliados deem prioridade ao país

Por que Brasil, Índia, Indonésia e Turquia? A explicação: os quatro possuem uma grande e crescente economia – juntas, somam PIB, medido pelo conceito de paridade do poder de compra (PPP), de quase US$ 8 trilhões -, localização estratégica em suas regiões e compromisso com instituições democráticas. Para Kliman e Fontaine, sua abordagem na ordem mundial é mais fluida e aberta que as da China e Rússia.

“(…) Todos são cada vez mais influentes nos níveis regional e global, e embora desejem mudanças na ordem internacional, não querem desmontá-la”, afirmam.

A ordem internacional que os EUA colocaram de pé no pós-guerra enfrenta, de fato, vários desafios. Um deles é a decadência do sistema multilateral de crédito, afetado pelo enfraquecimento de instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (Bird). Outro é a estagnação das negociações comerciais multilaterais. Há também as dúvidas que cercam a emergência da China como potência econômica e política.

Kliman e Fontaine mencionam ainda, como desafios à ordem mundial, as ambições nucleares do Irã e da Coreia do Norte, além da perda de fôlego da democracia em algumas regiões – segundo a Freedom House, o percentual de Estados democráticos caiu de 64% em 2006 para 60% em 2011. Nesse contexto, afetados pela crise, EUA e União Europeia estão sofrendo pressões fiscais e políticas que constrangem sua atuação como principais sustentáculos da ordem global.

Grosso modo, os dois “think tanks” estão propondo ao presidente Barack Obama que atraia para o clube os quatro aliados emergentes, antes que eles tomem decisões que contrariem interesses centrais dos EUA e de seus aliados e, pior, aliem-se a poderes que Washington considera perigosos, pouco confiáveis ou fora de seu controle, casos de Rússia e China.

Kliman e Fontaine definem a ordem mundial por meio de cinco temas: comércio, finanças, questão marítima, proliferação nuclear e direitos humanos. Eles analisam como cada um dos quatro emergentes está lidando com essas questões e recomendam ações concretas de aproximação. É curioso ver como percebem o Brasil, país historicamente amigo dos EUA, mas igualmente relutante a uma aproximação maior, ao contrário do que fazem Índia e Turquia.

O Brasil é visto como uma nação que, nos últimos anos, na esteira de seu relativo sucesso econômico, aprofundou a democracia e reduziu as desigualdades sociais e que, por essas razões, exige reconhecimento internacional. O país aspira a um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU e a um maior peso nas decisões do FMI e do Bird, pleitos que americanos e europeus nunca consideraram seriamente.

No capítulo do comércio, o Brasil é descrito pelos autores como um país que tem trabalhado para desacelerar a liberalização comercial, adotando medidas protecionistas, ainda que dentro das regras da OMC. É lembrada a tentativa de transformar em disputa comercial as políticas adotadas por China e EUA para “artificialmente” desvalorizar suas moedas. Para os brasileiros, um “subsídio às exportações”.

Na ordem financeira, o Brasil saiu da posição de recipiente para a de doador líquido de recursos de instituições multilaterais. Tornou-se forte defensor da adoção de controles de capital, tendo obtido sucesso em convencer o FMI a repensar suas recomendações nessa área. O Brasil é lembrado, ainda, por defender o fim da predominância do dólar nas relações comerciais.

Na questão marítima, o país é visto como uma nação que tenta driblar regras internacionais, mas que, ao mesmo tempo, dá contribuições para aumentar a segurança marítima. É signatário da Unclos, convenção da ONU para esse setor, e busca, por meio dela, realizar suas ambições. Uma delas é ampliar, como fez em 2008 de forma malsucedida, a zona de segurança em torno de instalações “offshore” (como plataformas de petróleo).

Na questão nuclear, o Brasil é visto como um ator que, mesmo signatário do TNP (Tratado de Não-Proliferação), defende a soberania, opondo-se a medidas para fortalecer esse acordo. O envolvimento fracassado, juntamente com a Turquia, nas negociações com o Irã em 2010 não é visto como prenúncio de futuras ações nessa área. “Pelo contrário, muitos brasileiros veem hoje esse episódio como um tropeço da política externa”, dizem Kliman e Fontaine.

O capítulo de direitos humanos lembra retrocessos do governo Lula (a oposição a resoluções da ONU contra países violadores) e avanços da gestão Dilma, que votou contra os interesses do Irã. A relutância do país em apoiar ações militares contra regimes que cometem atrocidades contra seus cidadãos é lembrada. Aqui, prevalece a ideia da diplomacia brasileira de que direitos humanos não devem ser pretexto para intromissões de caráter geopolítico.

Cristiano Romero é editor-executivo e escreve às quartas-feiras

FONTE: Valor Econômico – 26/12/2012

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Israel tem o direito de se defender, diz Casa Branca

A Casa Branca disse neste sábado que Israel tem o direito de se defender e de decidir como responder ao ataque de foguetes disparados da Faixa de Gaza, responsabilizando o grupo palestino Hamas por iniciar o conflito.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, concordam que uma diminuição da violência é preferível, contanto que o Hamas pare de lançar foguetes contra Israel, disse o assessor adjunto de segurança nacional dos EUA, Ben Rhodes, a bordo do jato presidencial Air Force One.

Ahmed Jabari, comandante do braço militar do Hamas, foi morto em um ataque aéreo de Israel contra a Faixa de Gaza na quarta-feira. Segundo Rhodes, no entanto, os EUA acreditam que o fator que precipitou o conflito foram os foguetes lançados de Gaza.
“Acreditamos que Israel tem o direito de se defender, e que tomará suas próprias decisões quanto às táticas que usará para isso”, disse Rhodes.

O governo israelense convocou milhares de militares da reserva e posicionou tropas, tanques e outros veículos blindados ao longo da fronteira com Gaza, sinalizando que uma invasão por terra pode ser iminente.

Obama já conversou com o presidente egípcio, Mohammed Morsi, e com o premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, sobre a situação. “Eles têm a capacidade de desempenhar um papel construtivo, conversando com o Hamas e estimulando um processo de (diminuição da violência)”, disse Rhodes.

Neste sábado, Israel realizou quase 200 ataques aéreos contra Gaza, atingindo a sede do governo palestino, um complexo policial e uma rede de túneis.

“Não comentamos a escolha de alvos específicos pelos israelenses. Digo apenas que sempre ressaltamos a importância de se evitar baixas civis”, afirmou Rhodes. “Mas novamente, são os israelenses que tomarão as decisões sobre suas operações militares.”
Desde o início do conflito, foram mortos 42 palestinos, incluindo 13 civis, e três israelenses. As informações são da Associated Press.

FONTE: Agência Estado / FOTO: AFP

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Segundo Bertha Cáceres, dirigente do COPINH, grandes reservas de petróleo podem ser encontradas na região que pode receber a base

 

Chevige González Marcó,
da Rádio do Sul

Bertha Cáceres, dirigente do COPINH (Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas de Honduras), denunciou que tropas militares estadunidenses se deslocam livremente pelos rios localizados na região da Mosquitia, no norte do país.

Em entrevista para a Rádio do Sul, Cáceres afirmou que a ingerência dos Estados Unidos em Honduras é descarada e destacou que Washington pretende instalar na “Mosquitia” o que seria sua maior base militar na América Latina. Acrescentou que nesta região poderiam ser encontradas grandes reservas de petróleo.

A dirigente social indicou que o governo estadunidense pretende investir 1,3 bilhão de dólares para colocar suas tropas e utilizar o território hondurenho como plataforma para atacar outros países.

A região da “Mosquitia” está localizada no norte do país, entre o Caribe e a fronteira com a Nicarágua. Tem limites marítimos com Jamaica, Cuba, Belize e a própria Nicarágua. Ali estão quatro etnias indígenas, que se encontram ameaçadas pela presença militar estadunidense.

Contradição

A presença militar estadunidense em Honduras tem sido justificada como parte dos mecanismos conjuntos da luta contra o narcotráfico, entretanto, adverte Cáceres, ocorreu o contrário: a medida em que aumenta o número de efetivos estadunidenses, aumenta também o narcotráfico.

FONTE: www.brasildefato.com.br

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Mais CLAnfs para os Fuzileiros Navais

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Agência norte-americana notificou Congresso dos EUA sobre possível venda de 26 CLAnfs ao Brasil, via FMS

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Na terça-feira, 31 de julho, a DSCA (agência norte-americana de cooperação em defesa e segurança) notificou o Congresso dos Estados Unidos sobre uma possível venda, via FMS (vendas militares ao exterior) ao Governo Brasileiro de 26 veículos de assalto anfíbio e equipamentos associados, partes, treinamento e apoio logístico. O valor da venda é estimado em 233 milhões de dólares (cerca de 475 milhões de reais).

A denominação AAV – “Assault Amphibious Vehicle” (veículo de assalto anfíbio) usada nos EUA equivale, no Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil, a CLAnf: Carro sobre Lagarta Anfíbio.

Os AAVs solicitados são da configuração RAM/RS (Reliability, Availability and Maintainability/Rebuild to Standard), o que indica veículos revisados / reconstruídos. A requisição do Governo Brasileiro dos AAVs inclui a modernização da atual frota brasileira para a configuração RAM/RS. Também inclui armas, munição, sobressalentes, equipamentos de apoio, de testes, ferramental, dados técnicos e publicações, assim como outros elementos relacionados de apoio logístico.

Ainda segundo o informe da DSCA, o Brasil vai utilizar esse equipamento para ampliar seu inventário de veículos anfíbios, além de modernizar e reforçar sua capacidade operacional anfíbia.

FONTE: DSCA

Para ministro da Defesa, base americana resultaria em isolamento do país em relação aos seus vizinhos do Mercosul

 

Marcelo Gomes, da Agência Estado – Agência Estado

RIO DE JANEIRO – O ministro da Defesa, Celso Amorim, classificou de “esdrúxula” a possibilidade de instalação de uma base militar dos Estados Unidos no Paraguai. Segundo ele, isso resultaria num isolamento ainda maior do país em relação aos seus vizinhos do Mercosul. As declarações foram feitas no Rio nesta segunda-feira, 9.

“Eu não sou ministro das Relações Exteriores, mas seria uma coisa tão esdrúxula que resultaria no isolamento a tão longo prazo do Paraguai que acho que não vale a pena. Não creio que ocorrerá”, afirmou Amorim, que participou hoje da solenidade de transmissão do controle do Exército para a Polícia Militar estadual do policiamento dos complexos pacificados do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio.

A possibilidade de construção de uma base dos EUA no Chaco, na região de fronteira próxima à Bolívia, foi anunciada na última sexta-feira, pelo deputado José López Chávez, presidente da Comissão de Defesa da Câmara dos Deputados do Paraguai. López Chávez afirmou que negociou a instalação da base com generais das forças armadas americanas, que visitaram o Paraguai dias após a destituição de Fernando Lugo da presidência.

FONTE: Estadão / FOTO: Wilton Junior

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República islâmica lança mísseis em exercícios militares, enquanto EUA reforçam presença militar na região, temendo fechamento do Estreito de Ormuz

 

O Irã lançou nesta terça-feira dezenas de mísseis balísticos em exercício de simulação de ataque contra uma “base militar inimiga”, enquanto os Estados Unidos reforçam sua presença naval no Golfo Pérsico, em um contexto de tensão crescente em relação ao programa nuclear iraniano.

Os mísseis balísticos, sobretudo do tipo Shahab-3, capazes de alcançar Israel e as bases americanas no Oriente Médio, foram lançados de várias regiões contra uma réplica de uma “base militar inimiga” construída em um deserto em uma região central do Irã, indicaram Guarda Revolucionária, que controla os mísseis do país.

De acordo com o general Amir Ali Hajizadeh, número 2 da Guarda Revolucionária, as manobras tiveram “100%” de êxito e demonstram “a determinação, a vontade e a capacidade do povo iraniano para defender seus interesses nacionais”.

As atividades são “uma mensagem às nações aventureiras” que tenham a intenção de atacar o Irã, acrescentou Hajizadeh.

Risco militar

Caso o Irã sofra alguma ofensiva, os dirigentes iranianos ameaçam atacar não apenas Israel, como também as bases americanas no Golfo e no Oriente Médio.

Israel e os Estados Unidos já abordaram em diversas oportunidades nos últimos meses a possibilidade de atacar as instalações nucleares iranianas se fracassarem os esforços diplomáticos das grandes potências para convencer Teerã a interromper seu polêmico programa nuclear.

As discussões foram retomadas em abril, depois de terem ficado suspensas por 15 meses, mas as três rodadas de negociações realizadas até agora não apresentaram resultados, o que aumenta o risco de um conflito militar.

Por seu lado, os EUA, de acordo com o New York Times, têm reforçado sua presença militar no Golfo para evitar o fechamento do Estreito de Ormuz e poder atacar o Irã, caso necessário.

Esse reforço seria uma maneira de demonstrar a preocupação de Washington em relação ao programa nuclear de Teerã e sua vontade de garantir a livre circulação dos navios petroleiros por Ormuz, ainda segundo o jornal, que menciona um alto representante do Pentágono.

No Irã, cerca de 120 parlamentares assinaram um projeto de lei para proibir a passagem pelo estreito de petroleiros que vão até a Europa, que embargou o petróleo iraniano.

Desde o início do ano, o Irã ameaça fechar o acesso, por onde passa 35% do petróleo bruto transportado por via marítima no mundo, em caso de sanções contra as exportações de petróleo. Políticos e militares, no entanto, negaram a ameaça.

Istambul

Ainda nesta terça-feira, especialistas iranianos e representantes de grandes potências se reuniram em Istambul para tentar encontrar una maneira de avançar nas negociações nucleares.

O Ministério das Relações Exteriores iraniano acusou o Ocidente de comprometer as negociações e reiterou que não haverá solução diplomática sem o reconhecimento dos “direitos” nucleares do Irã, em particular o enriquecimento de urânio, aspecto central no conflito com as grandes potências.

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, tornou a repetir que Teerã não cederá às pressões contra o programa nuclear iraniano. “As sanções ocidentais ao petróleo são as mais duras já impostas ao Irã, mas os inimigos que acreditam que podem nos enfraquecer estão errados”, declarou diante de membros dos serviços de inteligência.

FONTE: iG/AFP

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O Irã já possui planos detalhados para destruir as 35 bases dos EUA no Oriente Médio, no Golfo Pérsico e na Ásia Central caso seja atacado, afirmou nesta quarta-feira o general Amir Ali Hayizadeh, comandante da Força Aeroespacial dos Guardiães da Revolução.

“Tomamos todas as medidas necessárias para situar essas bases e desdobrar mísseis para destruir todas elas nos primeiros minutos de um possível ataque (contra o Irã)”, advertiu Hayizadeh em declarações divulgadas pela agência local Fars.

Hayizadeh fez essas declarações, que detalhava os planos do Irã diante de um eventual ataque dos Estados Unidos contra seu território, no final de um exercicio militar de três dias. Neste, os Guardiães da Revolução testaram diversos tipos de mísseis de fabricação nacional.

O comandante explicou que os Estados Unidos “tem 35 bases ao redor do Irã” e acrescentou que “todas elas estão ao alcance dos mísseis, assim como a terra ocupada da Palestina (Israel)”.

Segundo ele, as manobras de mísseis que foram realizadas nos últimos dias tinham o objetivo de destruir réplicas de hipotéticas bases dos EUA na região, assegurando que o resultado dos testes tinha sido um grande êxito.

O site dos Guardiães da Revolução Sepah News informou nesta quarta que dentro dessas manobras foram usados mísseis do tipo “Golfo Pérsico” (antinavios) contra alvos marítimos, com o apoio de aviões de combate e aeronaves não tripuladas.

Ontem, os guardiães da Revolução asseguraram que tinham destruído sete hipotéticas bases das “forças alheias à região” em manobras aéreas e com lançamento de mísseis de até 1,3 mil km de alcance, embora Hayizadeh tenha feito questão de ressaltar que o país dispõe de mísseis que superam 2 mil km.

O Irã está submetido a sanções da ONU, dos EUA e da UE por causa de seu programa nuclear, sendo que Washington e Tel Aviv ameaçaram atacar o território iraniano caso não haja uma paralisação de suas atividades atômicas. Neste caso, Teerã respondeu que daria uma resposta “arrasadora” e que também poderia fechar o estratégico Estreito de Ormuz.

Enquanto alguns países, liderados pelos EUA, suspeitam que o programa nuclear iraniano possui uma vertente armamentista destinada a fabricação de armas atômicas, Teerã assegura que seu programa é exclusivamente civil, pacífico e ainda respeita o Tratado de Não-Proliferação (TNP) nuclear.

Ontem, em sua entrevista coletiva semanal, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Ramin Mehmanparast, comentou as manobras realizadas e disse que a mensagem desses exercícios é que “Irã tem total autoridade e preparação para garantir a segurança no Golfo Pérsico e no tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz”.

O presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento do Irã, Alaedin Boruyerdi, disse que Teerã considera a presença de forças estrangeiras na região “prejudicial” para a segurança, acrescentando que as manobras com mísseis mostram a capacidade do Irã para manter a estabilidade na área.

FONTE: Terra

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SEUL, 25 Fev (Reuters) – A Coreia do Norte ameaçou neste sábado travar uma “guerra sagrada” em resposta a exercícios militar planejados em conjunto por sua arquirrival Coreia do Sul e os Estados Unidos, dizendo que está determinada a impedir que Washington imponha sua vontade política.

O comunicado foi emitido pela Comissão Nacional de Defesa do Norte, um dia após o recluso Estado realizar sua primeira rodada de negociações com os EUA desde que o jovem e inexperiente Kim Jong-un assumiu o cargo em dezembro, após a morte de seu pai.

“Agora que uma guerra foi declarada contra nós, o Exército e as pessoas estão firmemente determinadas a enfrentá-la com uma guerra sagrada em nosso próprio estilo”, disse o comunicado, divulgado pela agência de notícias estatal KCNA.

“Os imperialistas norte-americanos são o inimigo jurado que querem lançar uma guerra de agressão para impor um ‘estilo político americano sobre nós’…” A guerra sagrada, disse, usaria “meios fortes desconhecidos pelo mundo”.

Pyongyang tem usado periodicamente o termo “guerra sagrada” para combater o que vê como ameaça do Sul e de seu aliado norte-americano.

Os Estados Unidos e a Coreia do Sul agendaram manobras militares separadas para a semana que vem. O Norte elevou seu nível de alerta militar desde que os aliados fizeram um treinamento de artilharia na semana passada perto da fronteira marítima disputada na costa oeste -também perto de uma ilha sul-coreana bombardeada pelo Norte após um exercício semelhante em 2010.

O último treinamento, descrito pelo Sul como rotineira, ocorreu sem incidentes.

Na sexta-feira, o Representante Especial da Política dos EUA para a Coreia do Norte, Glyn Davies, encerrou dois dias de negociações com seu correlato norte-coreano em Pequim, visando conduzir à retomada das negociações entre seis partes para persuadir o Norte a abandonar seu programa nuclear.

Dirigindo-se aos jornalistas em Seul neste sábado, depois de informar funcionários sul-coreanos, Davies disse que as negociações, as primeiras desde a morte do antigo líder Kim Jong-il, foram “um bom começo com o novo governo na RDPC (República Democrática Popular da Coreia, o nome oficial da Coreia do Norte).”

Ele reafirmou os fortes laços entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos -que possui cerca de 28 mil soldados no país.

(Reportagem de Sung-won Shim)

FONTE: Reuters

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O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, chega neste domingo na América Latina para uma viagem entre Venezuela, Nicarágua, Cuba e Equador. Cada vez mais isolado por causa das sanções impostas por potências ocidentais ao setor petrolífero iraniano, o mandatário deve pedir apoio a líderes latino-americanos que, como ele, também são abertamente contra a política americana, como é o caso de Hugo Chávez.

Apreensivos por causa do programa nuclear de Teerã, EUA e outros países europeus aprovaram uma série de embargos contra o governo do país com o objetivo de pressionar os iranianos a desistir da energia atômica. Washington qualificou o encontro de Ahmadinejad com rivais americanos como uma demostração de que o Irã está “desesperado para ter amigos”.

“Estamos deixando absolutamente claro aos países de todo mundo que não é o momento de estreitar vínculos, nem de segurança nem econômicos, com o Irã”, disse a porta-voz americana Victoria Nuland.
A primeira parada de Ahmadinejad será na Venezuela. A vinda do mandatário iraniano foi criticada pela oposição do país, mas Chávez disse que o presidente será “bem-vindo. Os dois países alimentam uma relação estreita. Teerã chegou, inclusive, a construir fábricas e fazendo em território venezuelana. O presidente iraniano vem, oficialmente, à América Latina para participar da cerimônia de posse do presidente reeleito da Nicarágua, Daniel Ortega. Ahmadinejad não virá ao Brasil desta vez.

Irã anuncia que vai começar a enriquecer urânio em bunker

Em um “futuro próximo”, o Irã começará a enriquecer urânio dentro de uma montanha, disse uma autoridade. Medida que provavelmente irá aumentar ainda mais a tensão entre Teerã e as potências ocidentais que suspeitam que o governo iraniano está tentando fabricar armas nucleares.

A decisão tomada pela República Islâmica de conduzir atividades atômicas delicadas em um local subterrâneo dará maior proteção contra um possível ataque inimigo. Há meses o Irã vem dizendo que está se preparando para levar seu trabalho de refinamento de urânio de alto nível da usina de enriquecimento em Natanz para Fordow, uma instalação perto de Qom, cidade sagrada para os muçulmanos xiitas no centro do Irã.Os Estados Unidos e seus aliados dizem que o Irã está tentando construir bombas, mas Teerã insiste que seu programa nuclear visa apenas à geração de energia e tem objetivos médicos.

FONTE: Agência O Globo

O exército iraniano afirmou neste domingo (4.12.11) ter derrubado uma aeronave de reconhecimento não-tripulada dos Estados Unidos no leste do Irã, disse uma fonte militar à televisão estatal do país.

“O exército iraniano derrubou um avião não-tripulado norte-americano RQ-170 intruso no leste do Irã”, informou a fonte, segundo a televisão estatal iraniana Al Alam. O RQ-170 Sentinel é um drone de reconhecimento de alta altitude cuja existência, anunciada em 2009 pela mídia especializada, só foi reconhecida em 2010 pela força aérea americana.

FONTE: Terra/AFP

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ONU debate esta semana relatório com detalhes inéditos sobre planos iranianos

Denise Chrispim Marin

Os EUA e países europeus pressionam Israel a desistir de qualquer plano de ataque a instalações nucleares do Irã. Diante de novas evidências sobre a natureza militar do programa iraniano, que serão divulgadas pela ONU esta semana, potências ocidentais insistiram ontem na adoção de sanções mais duras contra Teerã como alternativa a um ataque – cujas consequências seriam “irreparáveis” e “desestabilizadoras” no Oriente Médio.

Na semana passada, a imprensa israelense divulgou que o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu está tentando persuadir seu gabinete a lançar um ataque-surpresa contra o Irã. Vozes de dentro do governo de Israel, incluindo o alto escalão do Exército e da inteligência, seriam contra a ofensiva.

Em meio ao crescimento do temor de uma ação israelense, a França alertou ontem para o risco de uma guerra. “Podemos ainda fortalecer as sanções para pressionar o Irã. Vamos continuar nesse caminho, pois uma intervenção pode criar uma situação totalmente desestabilizadora”, afirmou ontem o chanceler de Paris, Alain Juppé. “Temos de fazer de tudo para evitar o irreparável”, completou.

Essa linha de ação havia sido defendida pelos presidentes Nicolas Sarkozy, da França, e Barack Obama, dos EUA, no dia 3, em Cannes. No encontro bilateral, os dois concordaram com o aumento da pressão sobre o Irã.

A possibilidade de Israel atacar o Irã tem sido classificada oficialmente pela Casa Branca como “especulação”. Mas, nos bastidores, há alto grau de preocupação. Uma autoridade de “alto escalão” de Washington disse à CNN em condição de anonimato que há uma “absoluta preocupação” em relação às intenções de Israel.

Segundo o jornal israelense Haaretz, o secretário de defesa dos EUA, Leon Panetta, visitou Israel em outubro com o objetivo de conseguir um compromisso de Netanyahu de não atacar o Irã sem o aval dos EUA. Panetta alertou o premiê e o ministro da defesa de Israel, Ehud Barak, que Washington “não quer surpresas”. Mas Netanyahu e Barak foram evasivos com Panetta e não prometeram pedir a bênção dos EUA antes de uma eventual ação contra Teerã.

Em recente entrevista à rede de televisão CNN, Barak afirmou haver preferência no governo israelense pela solução diplomática. Mas, completou ele, nenhuma opção está excluída.

O presidente de Israel, Shimon Peres, afirmou na sexta-feira acreditar na possibilidade de seu país empregar a força militar contra o Irã. “Os serviços de inteligência de vários países estão olhando o relógio e alertando seus líderes sobre o fato de não restar muito tempo.”

Nações Unidas

Esta semana, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) deverá apresentar um relatório sobre o programa nuclear iraniano, no qual concluirá que existem crescentes indícios de que Teerã está de fato em busca da bomba. O documento deve trazer um grau de detalhamento inédito sobre o programa iraniano.

A agência internacional teria obtido imagens por satélite de um contêiner de aço em Parchin, na periferia de Teerã, onde ocorreriam testes atômicos longe da supervisão dos inspetores. Potências ocidentais esperam usar o novo documento da ONU para conseguir aprovar mais sanções contra Teerã no Conselho de Segurança.

No sábado, o chanceler do Irã, Ali Akbar Salehi, afirmou ser “desprovida de fundamento e de autenticidade” a vinculação entre os testes de mísseis e o programa nuclear do país.

FONTE: O Estado de São Paulo

Economia e militarismo

Mesmo sob crise em suas finanças, os EUA mantêm 1 mil bases no exterior

Toda a turbulência vivida pela economia mundial tem origem nos Estados Unidos, que ainda não se refez da crise iniciada em setembro de 2008 e que contaminou mercados das potências europeias e de muitos países emergentes, inclusive o Brasil, embora em grau de intensidade menor aqui. Mas ao mesmo tempo em que sua dívida atinge um montante equivalente ao Produto Interno Bruto (PIB), de US$ 14 trilhões, os EUA insistem em manter cerca de 1 mil bases militares mundo afora, das quais 268 na Alemanha e 124 no Japão, depois de 66 anos do término da Segunda Guerra (2/9/1945). Outros países que abrigam a ostensiva presença norte-americana são Cuba, Paraguai, Colômbia, Iraque (mais de 100 bases), Afeganistão (80), Coreia do Sul, Austrália, Egito, Barein, Grécia e Romênia, entre cerca de 70 nações.

O custo militar dos EUA em 2010 passou dos US$ 800 bilhões, acrescidos de despesas extraordinárias inseridas no orçamento daquele ano pelo presidente Barack Obama no valor de US$ 1 trilhão, o que no total equivale a aproximadamente 13% do PIB do país. Os gastos militares norte-americanos representaram cerca de 45% das despesas globais em 2010. Seus aliados despenderam aproximadamente 28% dos aportes em defesa. Washington e eles, que são normalmente Estados clientes, muitos deles hoje vivendo grave momento econômico (Grécia, Itália e outros), responderam por 73% dos dispêndios militares globais em 2010.

Quando a crise foi tida como séria, no fim de 2008, os EUA mantinham aproximadamente 550 mil soldados no exterior, excluídos os serviços prestados por contratados em alguns países, como no Iraque. Esse número é 10% superior ao de 1985, no auge da chamada Guerra Fria, o que demonstra que o complexo industrial militar norte-americano encontrou justificativas para a manutenção e mesmo expansão do poderio bélico do país, ainda que em fase de distensão do quadro político internacional. Hoje, as Forças Armadas dos EUA contemplam comandos do Pacífico (de olho na China), da Europa (foco na Rússia e na África), central (monitorar e intervir no Oriente Médio) e do Sul (criado em julho de 2008, logo depois do anúncio das grandes descobertas do pré-sal no Brasil).

O historiador inglês Paul Kennedy, em The rise and fall of the great powers (1986), afirma que o grande teste da longevidade do poderio hegemônico no mundo seria no futuro igualmente aplicável aos EUA. Dez anos depois dos atentados de 11 de setembro, com a capacidade de endividamento esgotada e obrigados a emitir moeda para comprar os títulos de sua própria emissão, os EUA hoje dependem financeiramente de países como a China, Brasil e Rússia, fora do G-7. Até quando tais países aceitarão financiar a manutenção de um complexo militar tão oneroso, mantido por um país cuja economia estando, como está, em situação vulnerável, ameaça levar consigo muitas outras ao redor do planeta? Tomara que os EUA, com 46,2 milhões de pobres, consigam se livrar desse imbróglio com as próprias pernas.

FONTE: Estado de Minas

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PEQUIM (Reuters) – A mídia estatal da China disse nesta segunda-feira que os enormes gastos militares dos Estados Unidos são os culpados pela crise que levou ao rebaixamento do rating do país.
A agência de notícias Xinhua advertiu os EUA para não tentar estimular as exportações por meio do enfraquecimento do dólar, algo que teria impacto dramático sobre a China, já que cerca de 70 por cento das reservas internacionais chinesas estão investidas em ativos denominados na moeda norte-americana.

A China também tem um gasto pesado com suas forças armadas de 2,3 milhões de pessoas, voltando a um aumento de dois dígitos neste ano. Isso gera desconforto entre os vizinhos e nos EUA.

Em cerca de 93,5 bilhões de dólares para 2011, o orçamento chinês de defesa ainda é pequeno em relação ao dos EUA. Em fevereiro, o Pentágono cedeu um orçamento de 553 bilhões de dólares para o ano fiscal de 2012, embora o governo de Barack Obama esteja procurando reduzir os gastos militares.

“Precisa ser compreendido que se os EUA, a Europa e outras economias avançadas não conseguirem arcar com sua responsabilidade e continuarem com sua confusão incessante em torno de interesses egoístas, isso seriamente impedirá o desenvolvimento estável da economia global”, dizia um artigo do jornal People’s Daily, porta-voz principal do Partido Comunista chinês.

FONTE: Reuters/Brasil Online

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1. Um relatório do Departamento de Estado reflete o resfriamento das relações com a Argentina após o chamado “incidente do avião”, através do qual o governo argentino decidiu confiscar material militar norte americano que chegou no aeroporto de Ezeiza em fevereiro passado para treinamento de agentes da Polícia Federal .

2. Sugestivamente, uma das áreas onde esse resfriamento se expressa é na referida Defesa. Lá, ao contrário do que era o padrão, a Argentina não figura mais com seu status de “aliado estratégico” fora da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), deferência especial que ganhou há mais de dez anos.

3. A nova descrição feita pela diplomacia norte americana em relação aas relações com a Argentina está expressa no chamado “Background note”, um relatório de rotina do Departamento de Estado que é elaborado periodicamente sobre os países com os quais mantém relações.

4. O mesmo ocorreu com aquele que descrevia o apoio das relações bilaterais em relação aos interesses “comuns e estratégico”. Agora só fala de interesses “comuns”, com a omissão da consideração anterior de “estratégicos”. O relatório abrange o período de setembro do ano passado até o mês atual. Atinge desta forma um dos momentos mais difíceis na relação entre a Casa Rosada a Casa Branca.

5. Foi o período em que a Casa Rosada não escondeu seu descontentamento com o fato de que o país não estava na agenda da primeira viagem à região do presidente Obama, que sobrevoou o país para ir do Brasil ao Chile. O relatório reitera, assim como no ano passado, as dúvidas sobre o valor das estatísticas oficiais do país em relação com a intervenção do INDEC (IBGE da Argentina), ocorrida em 2007.

FONTE: La Nación

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