O chavismo sem Chávez

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vinheta-clipping-forte1A morte de Hugo Chávez, após mais de um ano e meio de luta contra o câncer, deixa a Venezuela órfã do seu grande protagonista dos últimos 21 anos, se levarmos em conta a tentativa de golpe de 1992. Ele atropelou a velha política “das elites” e prometeu o paraíso à grande maioria de pobres de um país com uma das maiores reservas de petróleo do mundo e um de seus maiores exportadores. Populista, criou marcas só aparentemente inovadoras. Fez de Bolívar o grande inspirador da Revolução Bolivariana e chamou seu grandioso projeto de “socialismo do século XXI”.

Embora no velho figurino do caudilho latino-americano, ele acumulou poder a partir de uma nova e sibilina estratégia: usar as instituições democráticas para corroer a própria democracia. O chavismo é um regime autocrata que mantém aparências democráticas, enquanto funciona na prática como uma ditadura “constitucional”. Para isso, fez intervenções arbitrárias, como expurgos e nomeações no Judiciário, para domesticá-lo, e alterações na distribuição dos colégios eleitorais para que a oposição, mesmo com mais votos, não conquistasse a maioria das cadeiras no Legislativo. Neste sentido, faz lembrar a ditadura militar brasileira, em que havia troca de generais na presidência, mas sem qualquer possibilidade de ocorrer alternância de forças políticas no poder, como numa democracia de fato.

As instituições republicanas venezuelanas foram destroçadas pelo chavismo. A oposição, vítima de erros como o boicote às eleições de 2006, teve um bom momento nas eleições de outubro de 2012, quando Henrique Capriles obteve 45% dos votos, embora insuficientes para evitar nova vitória chavista.

O grande problema de regimes assim, autorreferenciados e personalistas, é justamente quando o chefe morre e entra em pauta a inevitável sucessão. O tratamento dispensado pela liderança chavista à doença do caudilho, confirmada em 10 de junho de 2011 pelo então chanceler Nicolás Maduro como um “abcesso pélvico”, assemelha-se ao que se passava na antiga URSS, quando o chefe do Partido Comunista tinha problemas de saúde. Caía uma “cortina de ferro” entre o enfermo e o resto do mundo, que dele só sabia através de comunicados oficiais que quase nada diziam.

O mesmo segredo cercou a volta de Chávez à Venezuela, na madrugada do dia 18 de fevereiro, após uma internação de 70 dias em Havana para a quarta cirurgia. O presidente anunciou o retorno pelo twitter e foi internado num hospital militar sob tanto mistério que muitos chegaram a duvidar de sua presença em solo venezuelano.

Foi essencial para seu projeto de poder o colchão de petrodólares inflado com a disparada do preço do hidrocarboneto. Quando assumiu de fato o poder, há 14 anos, o barril custava cerca de US$ 25. Nos últimos anos, mantém-se ao redor dos US$ 100. Com isto, pôde lançar um dos maiores projetos assistencialistas do mundo, com programas nas áreas de saúde, educação, habitação e transferência de renda, que de fato reduziram a pobreza, mas ficaram a dever na melhoria da qualidade de vida, além de ser apenas uma forma de assistencialismo demagógico, sem sustentação a longo prazo. Prova disto é que a insegurança se tornou a maior causa de preocupação popular, e a capital, Caracas, uma das cidades mais violentas do mundo. Mas o assistencialismo assegurou-lhe imensa popularidade.

Os petrodólares permitiram-lhe, também, a projeção externa de seu projeto. A partir da visão míope, maniqueísta, de que o mundo é dividido entre o “império” (os EUA) e os demais países, ele comandou uma frente antiamericana anacrônica, tendo como modelo Cuba, e discípulos, Bolívia, Equador, Nicarágua, além de influenciar a Argentina kirchnerista. Teve a amizade do Brasil lulopetista, da Rússia, do Irã. E a simpatia de Dilma Rousseff, essencial para sua entrada no Mercosul numa manobra conduzida por Brasília em associação com a Casa Rosada. Nunca deixou, porém, de vender petróleo ao “império”, além de abastecer Cuba em condições camaradas.

O “novo” socialismo não dispensa conceitos ultrapassados. O chavismo produziu uma estatização em massa das empresas venezuelanas, com resultados desastrosos na produtividade, estímulo à fuga de investimentos estrangeiros e recursos dos próprios venezuelanos para o exterior. A economia passou a depender ainda mais do petróleo. A estatal PDVSA foi transformada em cabide de empregos, além de funcionar como caixa dos projetos do governo. Descapitalizou-se, e a produção despencou. Os desequilíbrios na economia produziram alta inflação, de 23,2% em 2012, segundo o FMI, que projeta 28,8% para este ano. O recurso ao controle de preços levou ao desabastecimento. A infraestrutura sofre com a falta de investimentos e a população, com os frequentes apagões.

Uma das piores heranças do caudilho, ao lado da supressão da liberdade de expressão, é uma economia em frangalhos. Ele ainda se encontrava internado em Havana quando a Venezuela executou sua décima desvalorização cambial desde 1983, uma década antes do chavismo, de pouco mais de 30%. Apenas no período de Chávez as desvalorizações somaram 992%.

O governo fez o possível a fim de retardar mais esta alteração cambial, empurrá-la para o mais distante possível do período eleitoral, de que Chávez saiu vitorioso, com mais um mandato. Explica-se: a cada desvalorização da moeda nacional, o “bolívar forte”, adjetivo irônico, as importações ficam mais caras. E como o país é importador maciço de quase tudo – graças à desarticulação do parque produtivo causada pelas expropriações chavistas de empresas privadas – o impacto na inflação não seria desprezível. E não será.

Mas a desvalorização ajuda as desequilibradas contas públicas, pois aumenta a arrecadação de impostos que incidem sobre o petróleo, cujo preço sobe na moeda nacional. A contrapartida, entretanto, é a inflação, também alimentada pela gastança desenfreada para facilitar a reeleição do caudilho, em outubro: as despesas públicas subiram 52% e a emissão total, 62%. Todos são ingredientes infalíveis no estímulo à alta dos preços. Algo como jogar um fósforo aceso no palheiro.

O que será do chavismo sem Chávez e no aguçamento da crise econômica? Não se pode descartar uma luta pelo seu espólio entre os mais próximos seguidores, como o vice-presidente Nicolás Maduro e Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Nacional e ex-companheiro de armas do ditador. Para adiar o desfecho, Maduro e Cabello, ouvido o governo cubano, fizeram letra morta da Constituição, que marcava a nova posse de Chávez para 10 de janeiro. O argumento era de que, entubado ou não, ele continuava governando. Mas, sempre que um autocrata morre, o regime que o representa paga um preço: faltam instituições democráticas que patrocinem a sucessão de forma natural, sem turbulências. Qual será o custo de tudo isso ainda se saberá.

FONTE: O Globo via Resenha do Exército

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vinheta-clipping-forte1Morreu nesta terça-feira, 5, aos 58 anos, o presidente venezuelano Hugo Chávez. Ele estava internado em um hospital militar de Caracas após passar dois meses em Cuba tratando um câncer.

Presente na vida política da Venezuela há pelo menos 20 anos, o tenente-coronel da reserva Hugo Rafael Chávez Frias atraiu ódio e amor da população na mesma medida. Seus partidários o viam como o líder que tirou milhões da miséria e reduziu a pobreza de 42% para 9,5%. Os detratores o descreviam como um caudilho populista que vergou ao limite as regras da democracia, eliminando a independência entre os poderes, manobrando programas sociais em troca de votos e perseguindo a imprensa.

Vida política

Chávez apareceu pela primeira vez no cenário político venezuelano ao tentar derrubar o então presidente Carlos Andrés Pérez em um golpe de Estado frustrado, em 1992. O militar foi preso e cumpriu pena por 2 anos. Em 1998, decidiu aderir ao processo democrático. Organizou uma campanha centrada no contato próximo da população mais pobre e foi eleito com 56% dos votos.

Após assumir o poder, propôs alterar a Constituição em um referendo, do qual saiu vitorioso. Ganhou nova eleição em 2000, com quase 60% dos votos. Em 2002, sofreu uma tentativa de golpe, mas ficou apenas dois dias fora do poder. Dois anos mais tarde, venceria um referendo sobre sua saída da presidência.

Com sua reeleição em 2006 e a disparada do preço do petróleo no mercado internacional, aprofundou seu projeto de poder, batizado de socialismo do século 21. Nacionalizou empresas e ampliou os gastos sociais. Na época, a oposição decidiu boicotar as eleições parlamentares, dando controle total do Legislativo aos chavistas.

Em 2007, consultou os venezuelanos sobre o fim da limitação para a reeleição e sofreu sua única derrota eleitoral, revertida depois num referendo.

Em outubro deste ano, foi eleito para um quarto mandato que o credenciava a permanecer por 20 anos seguidos na presidência da Venezuela. Com 55% dos votos, o líder bolivariano havia prometido, durante a comemoração da vitória, ser “um presidente melhor do que tem sido”. Logo após a vitória, Chávez nomeou o então chanceler Nicolás Maduro como seu vice-presidente.

O câncer

O maior abalo de Chávez ocorreu em 2011, quando descobriu que sofria de um câncer pélvico. Os detalhes da doença e do tratamento nunca foram divulgados.

Chávez passou por quatro cirurgias em um ano e meio, a última ocorreu em dezembro de 2012. O presidente chegou a dizer, em 2011, que estava livre do câncer após ser tratado, mas em dezembro de 2012 anunciou que “células malignas” haviam retornado e ele precisaria de mais uma intervenção cirúrgica.

O líder bolivariano foi a Havana novamente para realizar uma nova cirurgia e retornou para Caracas apenas em fevereiro deste ano. Em dois meses, apenas uma foto do presidente foi divulgada. Com isso, a oposição pressionou o governo diversas vezes para que anunciassem a ausência do presidente e convocassem novas eleições, o que não ocorreu.

FONTE: O Estado de S. Paulo

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Retorno na surdina

Chávez anuncia ter voltado a Caracas após dez semanas internado em Cuba, mas não aparece

 

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Janaína Figueiredo

vinheta-clipping-forte1A comparação causou furor entre os internautas venezuelanos ontem: “Chávez é como Papai Noel: se veste de vermelho, chega de noite, ninguém o vê e somente os inocentes acreditam nele”. Por volta das 6h de ontem, o presidente da Venezuela informou por meio de sua conta no Twitter que estava novamente em seu país, após dez semanas de ausência. Não foram divulgadas imagens de sua chegada e as únicas fontes que confirmaram o retorno foram funcionários do governo e membros do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

“Chegamos novamente à Pátria venezuelana. Obrigado meu Deus! Obrigado Povo amado!! Aqui continuaremos o tratamento”, tuitou o presidente.

Muitos chavistas comemoraram a volta de seu comandante na porta do hospital militar de Caracas, para onde Chávez foi levado, de acordo com o Palácio de Miraflores, e em outros pontos da cidade. Já opositores manifestaram suas suspeitas sobre as informações oficiais nas redes sociais, e dirigentes da Mesa de Unidade Democrática (MUD) exigiram transparência ao governo chavista. Estudantes que passaram quatro dias acorrentados em frente à Embaixada de Cuba em Caracas para protestar contra a suposta ingerência de Havana no governo venezuelano suspenderam a manifestação com o retorno de Chávez.

Rumores ininterruptos

A famosa frase de Bertolt Brecht – “De todas as coisas seguras, a mais segura é a dúvida” – reflete, em grande medida, o clima de ontem na Venezuela. Três dias depois da publicação das primeiras fotos de Chávez no Centro de Investigações Médico-Cirúrgicas de Havana, onde foi internado em 10 de dezembro para submeter-se à quarta cirurgia após o diagnóstico de câncer em junho de 2011, o presidente anunciou sua volta à Venezuela, mas não conseguiu conter os rumores sobre seu estado de saúde e o futuro político do país. Informações extraoficiais divulgadas pela imprensa local indicaram que o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) estaria a postos para realizar a cerimônia de posse do quarto mandato do presidente – a data original do juramento era 10 de janeiro passado, mas a corte permitiu que o trâmite fosse adiado. A diretoria do PSUV assegurou que nada acontecerá enquanto o mandatário estiver sob tratamento médico.

- (Chávez) prestará juramento quando estiver bem e são – disse o governador do estado de Anzoátegui e dirigente do PSUV, Aristóbulo Istúriz.

Para Ignácio Ávalos, professor da Universidade Central da Venezuela (UCV), o retorno de Chávez não resolve a crise política local. Segundo Ávalos, “a sensação de desconfiança está instalada”:

- As pessoas se perguntam: para que veio Chávez? Ele está melhor? Vai governar? E até mesmo se continua vivo.

Versões contraditórias sobre a chegada do presidente foram constantes. Uma enfermeira do hospital militar afirmou ter visto o chefe de Estado “chegar caminhando”. Para o jornalista Nelson Bocaranda, que revelou a doença de Chávez, “a enfermeira se enganou de paciente”.

Adversário de Chávez nas eleições de outubro passado, o governador do estado de Miranda, Henrique Capriles, deu as boas-vindas ao presidente e pediu que sua presença ajude o governo a atuar “com sensatez” a partir de agora. A oposição acusa o Palácio de Miraflores de aplicar um “pacotaço” econômico, que incluiu uma nova desvalorização do bolívar e provocou uma aceleração do processo inflacionário.

- Acho que Chávez veio acalmar os ânimos. A situação econômica está cada vez mais complicada – disse o jornalista Hernán Lugo, do “El Nacional”.

Com as mesmas incertezas que existiam quando o presidente estava em Cuba, a oposição continua apostando na convocação de futuras eleições presidenciais, e Maduro, segundo o professor da UCV, “fortalece sua postura de candidato à sucessão de Chávez”. Capriles seria, novamente, o candidato único dos opositores.

- Não se muda de estratégia aos 45 do segundo tempo – afirmou Ávalos.

FONTE: O Globo, via resenha do EB

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Em busca do terceiro mandato seguido de seis anos, venezuelano afirma que sua reeleição interessa “até aos ricaços”, porque é garantia de estabilidade

 

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David Fernandez

Pelo segundo dia consecutivo, o presidente da Venezuela e candidato à reeleição, Hugo Chávez, afirmou que uma vitória da oposição nas eleições de 7 de outubro provocará uma “guerra civil” e convidou até os “ricaços”-via de regra alvo de suas críticas- a votarem nele.

Chávez, que buscará seu terceiro mandato seguido de seis anos, é o favorito na maioria das pesquisas, como a de julho do respeitado Datanálisis que lhe dá 46,8% de intenções de voto contra 34,3% do candidato da oposição, Henrique Capriles, 40. Os indecisos são 18,5%.

O opositor, porém, está em empate técnico com o presidente em pesquisa de agosto feita pelo reputado Consultores 21: 47,7% contra 45,9%.

“Até aos ricaços que querem tranquilidade interessa que Chávez ganhe”, disse, em ato anteontem. “Será que uma guerra civil lhes convém? De maneira nenhuma. Isso só convém à extrema direita fascista encarnada pelo perdedor”, seguiu.

“Chávez garante a paz, a estabilidade, o crescimento.”

Ontem, questionado sobre a tema, Chávez disse que a oposição é a verdadeira ameaça, já que, segundo ele, planeja aplicar “um pacotaço” econômico que desestabilizaria o país. A oposição nega a existência do plano.

“Dizer que sou eu quem está ameaçando a Venezuela de guerra civil é inverter a realidade”, afirmou.

No ato de anteontem, transmitido pela TV estatal, Chávez também recomendou à “burguesia” que não tente questionar os resultados eleitorais nas ruas.

“Se pretendem sair a questionar [os resultados], pior para eles, porque as ruas são do povo, e não da burguesia. Se lançam seu plano B, nós lançamos o plano Che. [...] Que se preparem para aceitar o inevitável”, disse.

A consultoria de risco Eurasia Group distribuiu ontem a clientes nota na qual diz que o governo “está aumentando o uso de táticas agressivas para reduzir o apoio” a Capriles. “Chávez segue favorito para vencer, mas a eleição parece cada vez mais competitiva”.

DISPUTA PELOS POBRES

Enquanto Chávez se dirigiu aos ricos, Capriles falou aos pobres, fatia na qual o presidente lidera com folga.

Com muito menos espaço na TV -não há horário eleitoral gratuito, mas o governo segue tendo direito a spots gratuitos e cadeias obrigatórias-, o opositor exibiu propaganda nas emissoras privadas anteontem à noite prometendo manter e ampliar os programas sociais do governo. Capriles disse que vai distribuí-los a todos “independentemente da cor política”. Ontem, prometeu aumentar em 25% o salário mínimo em janeiro, chegando a R$ 1.162.

FONTE: Folha de São Paulo, via Resenha do EB

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Para que servem os amigos?

Segundo jornal norte-americano, diesel venezuelano abastece repressão síria

 

Para que servem os amigos? O presidente da Venezuela Hugo Chavez e a estatal petrolífera venezuelana Petroleos de Venezuela S.A. (PdVSA) estão fornecendo a energia essencial para o regime sírio do presidente Bashar al-Assad, um movimento contrário às sanções impostas pelos EUA e pela Comunidade Europeia, segundo documentos obtidos pelo jornal The Wall Street Journal.

De acordo com os documentos a PdVSA já enviou quatro carregamentos de diesel para a Síria nos últimos oito meses. O diesel é essencial para mover os carros de combate e outros veículos blindados do Exército Sírio. Assad está trocando óleo cru sírio por diesel, eliminando o pagamentos com moeda estrangeira em um época em que as reservas sírias de moeda estrangeira estão baixando.

A Síria costumava comprar diesel da Europa, mas o fornecimento foi cortado quando o governo de Assad elevou o tom de repressão contra os opositores do seu regime.

Ainda de acordo com o jornal, a Venezuela também está auxiliando a Síria a contornar as sanções impostas pelos países Ocidentais comprando produtos sírios e negociando com duas empresas sírias, o Banco Comercial da Síria e a Companhia Estatal de Petróleo da Síria.

As duas companhias estão na lista negra de Washington e os EUA estão de olho nos acordos bilaterais entre a Síria e a Venezuela, mas não podem tomar ações legais para cortar a ajuda do regime venezuelano à Síria.

FONTE: http://www.ynetnews.com

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(ABC, 05) 1. Maximilien Sanchez Arvelaiz é um conhecido publicitário e especialista na infiltração dentro da estratégia bolivariana. Em 2010 foi nomeado por Hugo Chávez como embaixador da Venezuela para o Brasil. É conhecido como o “cérebro” do chavismo no exterior. O homem veio camuflado entre os ministros do Unasul que estiveram em Assunção e que o tempo todo acompanharam Maduro no caso Lugo.

2. Este diplomata venezuelano, que é conhecido como o preferido confidente de Hugo Chávez, esteve sentado discretamente em um canto da mesa principal, atrás do ministro de Relações Exteriores Nicolas Maduro, no caso Lugo. Com seu iPad, tirava fotografias, filmava a reunião e informava o presidente venezuelano, em tempo real, de tudo que estava acontecendo.

3. O motivo da presença de Sanchez Arvelaiz era coordenar com os “grupos sociais” paraguaios um enfrentamento para defender aquele que estava prestes a ser derrubado por impeachment. Esta foi a sua principal tarefa no nosso país. Para Chávez, é um estrategista-chave do seu projeto; para seus detratores, um agitador especialista em infiltração bolivariana no exterior. Desde a sua nomeação como embaixador do Brasil em 2010, esteve empenhado a elaborar e aplicar planos de penetração ideológica de esquerda na Argentina, Brasil, Bolívia e Paraguai. A sua estratégia de mobilizar os setores sociais, também se somou a de conseguir que os militares não acatem a decisão do Congresso.

4. Desde a sua chegada ao Brasil, Sanchez Arvelaiz foi criando círculos bolivarianos na região. A primeira tarefa é se reunir e se identificar com os movimentos sociais que indiretamente acabam apoiando o projeto chavista, utilizando um disfarce democrático. Para esta missão faltam recursos, que vão desde financiar projetos de sindicatos até “compra” de consciências. Dizem que Sanchez Arvelaiz participa e conecta com seu plano, atividades e projetos empreendidos por anarquistas históricos, militantes que atuam sob a identidade de jornalistas e internautas, blogueiros, acadêmicos, funcionários e especialistas em propaganda e manipulação. Ele também é conhecido como o “Goebbels bolivariano”.

FONTE: ABC Color

Chávez comanda o espetáculo!

1. É ingenuidade pensar que ALBA (o grupo de países associados à aliança bolivariana) seja composta apenas por aqueles formalmente inscritos, como os explícitos Venezuela, Nicarágua, Equador e Bolívia.

2. Bolivarianos do ponto de vista politico são todos aqueles que, ao menor estalar de dedos de Chávez, seguem suas palavras de ordem, automaticamente e sem pestanejar. Nesse sentido, o Brasil de Lula e de Dilma, é bolivariano. Um com o caso Zelaya em Honduras e a outra com o caso Lugo no Paraguai.

3. Também são -nesse sentido- Bolivarianos, a Argentina e o Uruguai, da mesma forma reagiram nos casos Zelaya e Lugo. Mujica -presidente do Uruguai- declarou, no final de 2011, que como o Senado do Paraguai não votava o ingresso da Venezuela no Mercosul, que o presidente Lugo se lixasse para o Congresso e aprovasse o ingresso da Venezuela por um decreto seu. Até o presidente do Chile tergiversou debaixo do superego de Chávez no caso do Paraguai.

4. Foi lastimável, no dia da votação da destituição de Lugo, que chanceleres de países do Unasul, como formiguinhas em fila, assistissem às perorações do chanceler Maduro da Venezuela e do secretário da Unasul, também chavista venezuelano.

5. Por que em casos de escandalosos atropelamentos aos direitos dos opositores, varrição das regras constitucionais, agressões à liberdade de imprensa e coisas no estilo, nenhum presidente do Unasul balbucia uma palavra se quer? Silêncio cúmplice, com Chávez, com Corrêa e com Morales.

6. Tragicômico papel do secretário geral da OEA, que sem sequer reunir o pleno e sem ser credenciado como porta voz de quem quer que seja, deitou falação orquestrando-se com Chávez, no caso do Paraguai.

7. Os fatos mostram e demonstram que Chávez exerce uma liderança que vai muito além dos países da ALBA. E que, lastimavelmente, o Brasil e a Argentina fazem parte deste coro de subservientes políticos.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

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Caracas, 4 fev (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, considerou neste sábado ‘muito positivo’ o veto de Rússia e China no Conselho de Segurança (CS) da ONU que evita adotar uma resolução sobre a situação de violência vivida na Síria.

Chávez fez a declaração durante discurso na 11ª Cúpula da Aliança Bolivariana para os povos da América (Alba), ao se referir à decisão de Moscou e Pequim.

O presidente fez o comentário diante dos outros governantes do mecanismo, formado por Venezuela, Bolívia, Cuba, Equador, Nicarágua, São Vicente e Granadinas, Dominica, e Antígua e Barbuda.

Chávez voltou a condenar a intervenção da comunidade internacional na Líbia, e disse: ‘É a loucura, a esquizofrenia do imperialismo, e agora atacam a Síria, ameaçam o Irã, ameaçam a Alba’.

‘O que aconteceu na Líbia: como invadem, bombardeiam, destroem um país, assassinam seu presidente, como se nada tivesse acontecido neste mundo’, assinalou o presidente venezuelano.

O veto de Rússia e China no CS da ONU impediu o principal órgão de segurança internacional falar com voz única perante a violenta repressão que o regime sírio exerce contra sua população há 11 meses.

FONTE: EFE

CARACAS (Reuters) – A Venezuela espera receber da Rússia um empréstimo de 4 bilhões de dólares para a compra de equipamentos militares, disse o presidente Hugo Chávez na quarta-feira.

Desde 2005, Chávez já gastou quase 5 bilhões de dólares na compra de armamentos russos, incluindo tanques, aviões de combate e helicópteros. A oposição critica esses investimentos, alegando que havia outras prioridades.

“Estamos tramitando, e já se aprovou no nível político do governo russo, um crédito de 4 bilhões de dólares. Uma boa parte vem para continuar nos equipando, levantando nossa capacidade de combate, de defesa”, disse Chávez por telefone a membros do seu gabinete.

Ele não detalhou os bancos envolvidos na transação, nem a data em que o empréstimo será efetuado.

Por ordem de Chávez, a Venezuela quase duplicou o seu limite de endividamento público para este ano. Desde 2007, o governo já contraiu empréstimos e linhas de crédito em volumes expressivos junto a nações como China e Brasil. Além disso, o governo e a estatal petrolífera PDVSA realizam frequentes emissões de bônus de dívida. (Reportagem de Marianna Párraga e Daniel Wallis)

FONTE: Reuters

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As centenas de comunicações das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) divulgadas nesta semana sugerem que o caso de um cônsul venezuelano em Manaus, que teria ajudado guerrilheiros a circular no Brasil, não é isolado. Numa comunicação de 2006, Raúl Reyes, ex-número dois das Farc (morto em 2008), diz que combinou enviar ao governo Chávez uma lista de pessoas “de confiança” para consulados de cidades colombianas. As comunicações das Farc mencionam que o grupo ligado a Raúl Reyes usava o Brasil como ponto de apoio e transferência de dinheiro. Considerado número 2 de Reyes, Orlay Jurado Palomino menciona viagens pelo norte do Brasil e Fortaleza.

FONTE: Folha de São Paulo/Ex-Blog do Cesar Maia

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  1. (Clarín, 07) O presidente Hugo Chávez reformou a lei das Forças Armadas para com isso dar formação de milícias a todos os níveis de educação. Os estudantes terão treinamento com armas. O objetivo é se preparar para defender a nação. “Pátria ou morte, ordenou o meu comandante!” devem repetir as crianças das escolas da Venezuela, onde aprenderão de forma obrigatória o treinamento militar, incluindo formação, desfile, doutrinação e treinamento em armas para defender a nação.
  2. O presidente Hugo Chávez reforçou legalmente o papel da milícia como uma força armada paralela, atribuindo a tarefa de formar crianças- soldados desde o ensino básico. “Dentro do sistema educativo nacional, será atribuído à milícia o papel de formação, preparação e organização do povo para a defesa geral da nação”, disse em defesa da mudança da lei o deputado governista Carlos Escarrá.
  3. Em 24 de Março, foi publicada no Diário Oficial a Resolução n º 0172621 do Ministério da Defesa, intitulada “Educação para a Defesa Integral”, em que se atribui a milícia nacional – quinto componente da Força Armada Nacional, FAN – a missão de dar aulas obrigatórias de instrução militar nas escolas, institutos e universidades.

FONTE: El Clarín/Ex-Blog do Cesar Maia

Despachos revelados pela ONG WikiLeaks apontam a interferência do presidente venezuelano em favor da ocupação militar das instalações da Petrobrás, em maio de 2006; saída de empresa brasileira beneficiaria a companhia petrolífera PDVSA

De acordo com diplomatas americanos, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, incitou o governo de Evo Morales, na Bolívia, a nacionalizar as instalações da Petrobrás no país em 2006, fato que provocou um atrito econômico e diplomático com o Brasil. A informação está em telegramas da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília enviados ao Departamento de Estado americano e revelados pela ONG WikiLeaks.

Segundo os americanos, Marcelo Biato, o assistente direto do assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, relatara que Chávez interagia com Evo nos dias que antecederam a ocupação das instalações da Petrobrás por militares da Bolívia.

“Biato disse que em março (de 2006), Petrobrás e interlocutores bolivianos haviam começado o que pareciam ser discussões relativamente positivas. No entanto, Evo interrompeu abruptamente as conversas, insistiu que só discutiria o assunto diretamente com Lula”, diz o documento, datado de maio de 2006. “No intervalo entre as conversas de março e a nacionalização, Biato observou que houve várias conversas entre Evo e Chávez”, relata o telegrama.

Em 20 de abril, em encontro bilateral entre Lula e Chávez, o presidente brasileiro manifestou ao venezuelano sua preocupação com seu envolvimento no caso dos hidrocarburetos bolivianos. “Agora está claro para o governo do Brasil que Evo foi encorajado depois de ouvir que Chávez poderia prover ajuda técnica para obter o gás”, afirma o despacho, referindo-se à possibilidade de a estatal de petróleo da Venezuela, a PDVSA, passar a auxiliar a boliviana, YPBF, em caso de rompimento entre Lula e Evo.

Em 5 de maio, um novo telegrama dá conta de um novo encontro entre representantes diplomáticos americanos com Biato. Na conversa, o assessor brasileiro é questionado sobre a proximidade entre Chávez e Evo, indagação à qual Biato responde de forma lacônica. “O que podemos fazer? Nós não escolhemos nossos vizinhos. Nós não gostamos do modus operandi de Chávez, nem das surpresas de Evo, mas nós temos de lidar com esses caras de alguma forma e manter a ideia da integração regional viva”, diz.

Em outro despacho, datado de 26 de junho de 2006, o então embaixador americano, Clifford M. Sobel, relata que Marco Aurélio Garcia lhe confirmava a intervenção chavista no caso. “Ele sugeriu que o Brasil encorajou o presidente venezuelano Chávez a baixar o tom e se tornar “menos presente” no caso. Chávez entendeu que seu esforço fora invasivo e contraproducente”, diz o relato. No mesmo encontro, Garcia teria afirmado que Evo também recebeu a sugestão de “baixar o tom”.

A operação militar da Bolívia na refinaria da Petrobrás, em maio de 2006, fazia parte da política de nacionalização das reservas de hidrocarburetos pelo governo de Evo. Depois de uma reação hesitante , o governo Lula e a Petrobrás aceitaram as novas regras impostas por La Paz para o setor petroquímico, reduzindo os dividendos das companhias que exploravam os recursos. Uma das questões centrais era o ressarcimento pelos investimentos da Petrobrás na Bolívia, avaliados em US$ 1,6 bilhão.

FONTE: Estadão

NOTA DO FORTE: Até quando o Brasil vai ficar bancando o “bom moço” nas relações internacionais?

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, chegou nesta quinta-feira a Moscou em uma visita de dois dias durante a qual discutirá com os dirigentes russos os planos de cooperação bilateral até 2014 em âmbitos tão diversos como o militar, a construção e a criação de empresas mistas e instituições financeiras.

Está previsto que Chávez se reúna com o presidente russo, Dmitri Medvedev, em um jantar informal. Já as conversas oficiais ocorrerão na próxima sexta-feira.

A agenda do chefe de estado venezuelano inclui também um encontro com o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, e as autoridades de Moscou, bem como sua participação na conferência “Dois séculos da independência da América Latina”, que inaugura nesta quinta-feira na Biblioteca de Literatura Estrangeira de Moscou.

O objetivo principal da visita, assinala a agência oficial russa Itar-Tass, é a assinatura de um plano de ação que, nas palavras dos ministérios de Assuntos Exteriores dos dois países, estabelecerá as bases da cooperação até 2014.

O documento definirá a colaboração em política externa e economia, nos setores de gás, petróleo, energia nuclear, telecomunicações, agricultura, pesca, transporte, educação, saúde, turismo, esportes e cultura, bem como em matéria de assistência a desastres naturais.

“As relações russo-venezuelanas se caracterizam nos últimos anos por sua dinâmica positiva e um fortalecimento dos contatos no âmbito político, econômico, científico e cultural”, afirmou uma fonte do Kremlin em declarações à agência Interfax.

Segundo os analistas, a implementação dos objetivos definidos no plano de ação garantirá o crescimento do comércio bilateral, que em 2009 superou os US$ 397 milhões e no qual o setor militar ocupa um lugar de destaque.

A Venezuela, que desde 2005 adquiriu armas russas no valor de US$ 4,4 bilhões – segundo fontes do país -, ascendeu como principal cliente latino-americano da indústria militar russa, o que preocupa especialmente Estados Unidos e Colômbia.
Em abril passado, durante sua visita à Venezuela, Putin afirmou inclusive que a Venezuela planejava comprar mais de US$ 5 bilhões em armas russas.

Outro dos objetivos da visita de Chávez a Moscou em sua nona viagem à Rússia desde 2001 é a assinatura do documento final para a criação de um banco russo-venezuelano, que financiará projetos de investimento nos dois países.

Entre outras coisas, o banco se dedicará a financiar projetos energéticos das companhias russas que formam o Consórcio Petroleiro Nacional criado por Moscou para trabalhar na Venezuela.

Durante sua visita pela capital russa, está previsto que Chávez aborde também a assistência russa na construção de casas sociais para os setores mais pobres da população venezuelana.

A viagem de Chávez de quase duas semanas também incluirá passagens por Belarus, Ucrânia, Irã, Síria, Líbia, Argélia e Portugal.

FONTE: EFE

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Hugo Chávez vai às compras!

vinheta-clipping-forte(El Tiempo, em 28/12/2009) O ato, transmitido pelas TVs e rádios do Sistema Nacional de Mídia Pública, foi realizado no Forte Mara, região noroeste, diante de 5 mil soldados. Chávez explicou que as novas unidades estão armadas com rifles de precisão “Dragunov”, lançagranadas “RPG-7″ e mísseis portáteis antiaéreos “Iglas”, todos de fabricação russa.

“Estamos dispostos a dar nosso sangue pela soberania e independência da pátria”, disse Chávez. “Estamos defendendo o direito a ser livres e a deixar de ser colônia do império norte-americano”, insistiu o governante venezuelano. Chávez também confirmou a próxima chegada de um lote de tanques T-72 que passarão a formar parte dos batalhões acantonados no Forte Mara, na Guajira venezuelana.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

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vinheta-clipping-forteCARACAS - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, pediu no domingo que seus soldados se preparem para a guerra para garantir a paz. em meio à crescente tensão entre os governos de Venezuela e Colômbia, país que Chávez acusa de estar controlado pelos Estados Unidos com a intenção de iniciar um conflito bélico.

Durante seu programa dominical de rádio e televisão, Chávez se dirigiu à Força Armada Nacional Bolivariana para advertir do perigo que, segundo ele, Washington representa para sua “revolução socialista”.

“Se queres a paz, se prepare para a guerra”, disse Chávez, citando o conhecido refrão popular durante a entrega de 240 moradias no Estado de Portuguesa, construídas em convênio com o Irã.

“Se ocorrer ao império ianqui –utilizando a Colômbia ou não, mas já sabemos por onde vem– agredir militarmente a Venezuela… aqui começará a guerra dos 100 anos e essa guerra se estenderá por todo o continente. Saibam disso!”, alertou o presidente antes de ser ovacionado pelo público.

A Colômbia anunciou que recorrerá ao Conselho de Segurança da ONU e à Organização dos Estados Americanos (OEA) diante do que classificou de “ameaças” da Venezuela.

FONTE: Estadão / Reuters

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A Venezuela tornou-se uma base aliada do movimento xiita libanês Hezbollah, que pretende atacar países sul-americanos, inclusive o Brasil, publicou nesta quinta-feira o jornal israelense “Yedioth Ahronoth”, um dos principais periódicos do país.

A publicação de Tel-Aviv, que cita uma fonte governamental do Estado israelense, afirma que, durante o governo do presidente Hugo Chávez, as relações com o grupo islâmico se estreitaram, de modo que existem até células do Hezbollah na Venezuela, pertencentes ao braço operativo da organização, usado para atentados no exterior e denominado “órgão de pesquisas especiais”.

De acordo com o jornal, os serviços secretos israelenses acreditam que o movimento xiita esteja trabalhando para atacar alvos israelenses na Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai e Peru.

As ações teriam o objetivo de vingar a morte de um de seus líderes, Imad Mughnieh, que faleceu no ano passado em Damasco, na Síria. O Hezbollah, por sua parte, culpa Israel pela morte do dirigente.

O Yedioth Ahronoth ressalta que células da agrupação na América do Sul estão ativamente empenhadas em recolher informações para realizar os ataques, aproveitando a aproximação da Venezuela com o Irã para consolidar sua presença no continente.

O chamado órgão de pesquisas especiais era comandando por Mughnieh, que seria responsável, entre outros, pelos atentados de 1992 e 1994 em Buenos Aires.

A primeira ação diz respeito a um atentado a bomba contra a embaixada de Israel, que deixou 29 mortos. O outro alvo foi a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), onde morreram 85 pessoas.

No início do ano, a Venezuela rompeu relações diplomáticas com Israel, em repúdio à ofensiva realizada contra a Faixa de Gaza entre 27 de dezembro do ano passado e 18 de janeiro de 2009, que matou cerca 1.400 palestinos. No último mês, o governo do presidente venezuelano negou a existência de células do Hezbollah no país. As informações são da Ansa.

FONTE: O Globo

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