O ministro russo de Situações de Emergência enviou dois aviões para o Iêmen no domingo para evacuar cidadãos de seu país que pretendem deixar aquela nação do Golfo envolvida em uma revolta popular.

O ministério disse que um Ilyushin Il-76 e um avião Yakovlev Yak-42 foram enviados para o Iêmen e que os mesmos retornariam a Moscou na segunda-feira.

Um certo número de diplomatas russos e suas famílias já foram evacuados do país quando as tropas do governo continuam a batalha contra militantes islâmicos.

O Ministério russo de Relações internacionais disse que cerca de 198 cidadãos russos vivem no Iêmen.

O presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, que estava gravemente ferido semana passada pós o ataque de forças da oposição, enfrenta protestos em todo o país contra seu governo de 33 anos. Saleh teve que ser levado para a Arábia Saudita para o tratamento médico de urgência após o ataque.

FONTE: Xinhua

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Iêmen lança ofensiva contra Al Qaeda

Operação prende um; endurecimento acompanha preparação dos EUA para incrementar cooperação militar

No início de uma ofensiva em resposta ao ataque frustrado nos EUA por um terrorista treinado no Iêmen, forças de segurança iemenitas invadiram um esconderijo da Al Qaeda no oeste do país e prenderam uma pessoa ontem. A operação começou enquanto os EUA preparam uma expansão da cooperação militar e de inteligência com o governo local.

O objetivo das ações é desbaratar e esmagar o braço iemenita da rede, conhecido como Al Qaeda na península Árabe, acusado de treinar o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, que tentou explodir um voo americano que ia de Amsterdã para Detroit na última sexta.

A invasão de ontem provocou uma batalha com supostos membros do grupo na Província de Hudayah, que acabaram fugindo. O dono da casa onde ficava o esconderijo foi detido.

A nova ofensiva reforça iniciativa já em curso -autoridades locais afirmam ter matado mais de 60 supostos
membros do grupo entre os dias 17 e 24.

Membros dos serviços de contraterrorismo dos EUA afirmaram esperar novas ações em resposta à tentativa de explosão do voo americano, mas lideradas por forças iemenitas. O porta-voz do Pentágono Bryan Whitman confirmou planos de aumento da cooperação militar, mas negou relatos sobre ataques retaliatórios diretos dos EUA no país.

Os EUA vêm aumentando a quantidade de equipamento militar, inteligência e treinamento que fornecem a forças iemenitas. Mas boa parte da ajuda é secreta, para evitar que a opinião pública iemenita se volte contra seu governo. O Pentágono admite ter enviado ao Iêmen ajuda de US$ 67 milhões em 2009, contra US$ 4,6 milhões em 2006.

Atentado frustrado

Depois que o presidente dos EUA, Barack Obama, classificou a tentativa de explosão do voo como “falha sistêmica” na segurança, detalhes divulgados ontem comprovam que o governo não foi capaz de compartilhar adequadamente informações sobre o risco de ataque.

Segundo o governo, a área de inteligência tinha informações do Iêmen de que líderes da Al Qaeda no país teriam preparado “um nigeriano” para um ataque terrorista. Além disso, o governo tinha informações parciais sobre os planos de Abdulmutallab e por onde ele tinha passado antes de embarcar no voo em Amsterdã.
Ontem, soube-se ainda que o nigeriano foi a uma conferência islâmica em Houston em 2008.

O presidente ordenou uma revisão dos procedimentos de segurança em aeroportos e também na lista de suspeitos de terrorismo, com resultados que devem ser divulgados hoje.

Os EUA ainda investigam um episódio semelhante, em que um homem da Somália tentou viajar com produtos químicos e seringa no mês passado, mas foi detido antes do embarque.

Os casos levantaram polêmica sobre o uso de máquinas de revista para identificar se um passageiro carrega explosivos ou produtos químicos. Nos EUA, grupos que defendem a privacidade afirmam que a medida causa constrangimento por produzir imagens do corpo dos passageiros.

Enquanto isso, o Schiphol, maior aeroporto internacional da Holanda, vai começar a usar estes equipamentos em passageiros com destino aos EUA.

FONTE/FOTO: Folha de São Paulo/Reuters

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vinheta-clipping-forteO braço regional da rede terrorista Al Qaeda na península árabe reivindicou nesta segunda-feira o ataque frustrado a um avião da Northwest Airlines que sobrevoava Detroit (EUA) e alertou contra novos ataques. “Nós preparamos homens que amam morrer”, diz o grupo, em comunicado.

“Nós dizemos ao povo americano que, como vocês apoiam os líderes que matam nossas mulheres e crianças, nós vamos matar vocês e atacar sem nenhum alerta prévio. Nossa vingança está próxima”, diz o comunicado, na qual a AQAP alerta os americanos para esperar mais ataques, depois que o dispositivo explosivo que o nigeriano Umar Farouk Abdulmatallab, 23, tentou detonar em pleno voo no dia de Natal falhou por questão “técnica”.

O comunicado da Al Qaeda na Península Arábica (AQAP) diz ainda que a tentativa de ataque ao voo 253, que voava de Amsterdã a Detroit, foi uma reposta aos ataques americanos contra militantes do grupo no Iêmen.

A presença da Al Qaeda no Iêmen tem crescido no último ano, e Washington já anunciou que o nigeriano Abdulmatallab alegou ter tido ajuda de militantes do grupo no país árabe.

O Iêmen já realizou dois ataques-surpresa à Al Qaeda nesse mês. Na semana passada, mais de 30 membros da rede foram mortos em um ataque aéreo surpresa. Em 17 de dezembro, um outro ataque matou cerca de 30 supostos militantes na Província oriental de Abyan e em Arhab, ao nordeste de Sanaa, segundo o governo.

A Al Qaeda diz que os EUA colaboraram nos ataques. Washington teme que a Al Qaeda use a instabilidade no Iêmen para realizar ataques na região, a maior exportadora de petróleo do mundo.

Segundo o jornal “The New York Times”, os EUA já expandiram, extraoficialmente, a guerra contra a rede terrorista para o Iêmen. Nos próximos 18 meses, o Pentágono gastará mais de US$ 70 milhões (cerca de R$ 120 milhões) no Iêmen, segundo o jornal.

Ataque

A tentativa de ataque ocorreu quando Abdulmutallab tentou detonar um poderoso explosivo químico no avião que seguia de Lagos, na Nigéria, para Detroit, com escala em Amsterdã. O nigeriano teria embarcado com visto americano válido.

Segundo relata o jornal “Washington Post”, que cita autoridades federais, ele teria colado um material na sua perna e então utilizado uma seringa para misturar produtos químicos com um pó, já a bordo do avião.

A mistura, contudo, se incendiou, em vez de explodir, e assim que os passageiros sentiram o cheiro da fumaça e o barulho semelhante a fogos de artifício, um deles rapidamente se jogou em cima do nigeriano, o dominou e isolou.

O avião conseguiu aterrissar de maneira segura, aproximadamente às 13h desta sexta-feira (horário local). O incidente deixou duas pessoas levemente feridas e causou queimaduras de segundo e terceiro graus nas pernas do nigeriano.

Interrogado pelo FBI (polícia federal americana), Abdulmutallab teria confessado seus vínculos informais com a Al Qaeda e que viajou ao Iêmen para pegar o equipamento incendiário e instruções de como utilizá-lo. A versão inicial dos investigadores, contudo, é de que ele agiu sozinho no ato. Eles disseram que teriam que fazer novos interrogatórios para poder confirmar a versão do suspeito.

Abdulmutallab estudava engenharia na University College London até 2008. Depois disso, segundo a família, seu paradeiro é desconhecido. A família relata ainda que ele se aproximou do extremismo nos últimos meses e seu pai, ex-ministro e rico banqueiro da Nigéria, chegou a denunciar o filho para a embaixada americana.

Reação

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou em pronunciamento nesta segunda-feira que o país está fazendo de tudo para evitar ataques terroristas e que ordenou a revisão das medidas de segurança nacional e em aviões depois do ataque frustrado.

Obama, que falou de Honolulu, no Havaí, onde passa as festas de fim de ano, não citou o comunicado do braço da rede terrorista Al Qaeda.

“Aqueles que matariam homens, mulheres e crianças inocentes precisam saber que os Estados Unidos estão fazendo mais do que simplesmente fortalecer nossas defesas”, disse Obama. “O governo está fazendo de tudo em nosso alcance para manter vocês e suas famílias seguras durante esta época conturbada de feriado”.

“Não descansaremos até acharmos todos os envolvidos no ataque. Este é um série lembrete dos riscos que corremos e daqueles que ameaçam nossa casa”, continuou Obama, em breve pronunciamento. “O ataque poderia ter matado quase 300 civis e tripulantes, civis inocentes que queriam celebrar as festas com seus parentes”.

FONTE: Folha Online/Reuters

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