IA2 – IMBEL Modelo A2 e AMZ – Amazônia

 

Origem

As pesquisas de mercado da IMBEL, em 2008, identificaram a demanda das Forças Armadas brasileiras por uma faca com requisitos militares, importante instrumento de trabalho do soldado em campanha. Foi constatado que as facas usadas por soldados brasileiros eram cópias importadas ou modelos civis adaptados a desenhos militares.

As Facas de Campanha IA2 e AMZ têm origem nas Facas-Baioneta que foram desenvolvidas para os novos fuzis IA2, projetadas apara atender às severas condições do uso militar.

Os requisitos operacionais foram obtidos nas pesquisas feitas junto aos usuários finais da Brigada de Operações Especiais, da Brigada Paraquedista e dos guerreiros de selva.

O design obedeceu às linhas dos fuzis IA2, com traços mais retos, com as mesmas cores das novas armas e com cuidadosa ergonomia.

Dois modelos: IA2 e AMZ


O modelo IA2 (IMBEL, modelo A2) tem dimensões equilibradas para multiuso, sugerida para tropas de apoio ao combate, logísticas, guarnições de blindados, unidades de PE, de guarda e forças policiais.

O modelo AMZ (Amazônia) foi inicialmente desenvolvido para uso do soldado da Amazônia. Tem peso e dimensões projetados para atender aos trabalhos individuais em área de selva, sem afetar a agilidade do soldado. Entretanto, nos testes das facas de campanha, as Facas AMZ mostraram-se as mais indicadas para uso militar em qualquer ambiente operacional.

O que as facas IA2 e AMZ têm?


As facas de campanha IA2 e AMZ são resistentes à corrosão e permitem tanto golpes de impacto quanto cortes precisos. O tipo de aço e o tratamento térmico foram projetados para equilibrar flexibilidade a torções com a dureza para deter o fio e, se necessário, recuperá-lo em campanha.

O pomo do punho, em formato de bico de águia, além de ajudar a reter a faca na mão do soldado, permite o uso para martelagem. O punho foi projetado para resistir ao ressecamento e tem alta resistência a impactos ou abrasão.

As bainhas caracterizam as facas IA2 e AMZ como instrumentos de trabalho em campanha. As bainhas são resistentes à umidade, robustas, leves e possuem características fundamentais para conservar a faca de campanha: uma forte mola interna reduz os ruídos nos deslocamento e sua estrutura permite que a água escorra pelo orifício do cadarço. Os cadarços são os mesmos usados em pára-quedas.

São possíveis dois tipos de conexão no equipamento individual: uma presilha de aço para acoplagem rápida no equipamento e uma alça para instalação direta no cinto. Isso permite a acoplagem aos diversos tipos de coletes usados por tropas em operações urbanas.

A ligação da alça com o corpo da bainha recebe o reforço de uma fita de segurança interna para o caso de eventuais danos nos rebites. Este uma solução pouco visível, que será notada somente nos momentos de uso intenso, portanto, de maior necessidade.

Esses características colocam as Facas de Campanha IA2 e AMZ no nível das melhores facas do mercado internacional militar.

Testes das Facas de Campanha

Além dos exaustivos testes de fábrica, realizados na Seção de Pesquisa da Fábrica de Itajubá, as facas de campanha IA2 e AMZ foram testadas por todos os alunos e instrutores do Curso de Comandos e do Curso de Selva, do Exército Brasileiro, em 2010.

Um total de 152 facas foram submetidas aos dois cursos operacionais de maior exigência em campanha do Exército Brasileiro. As facas resistiram sem danos ou quebras. Os relatos dos usuários ficaram acima da expectativa dos desenvolvedores, que esperavam identificar eventuais pontos de fragilidade, naturais em um produto novo. Os requisitos obtidos nas pesquisas, ainda em 2008, foram validados pelos usuários.

Algumas sugestões surgiram desse uso e foram implementadas nas atuais facas de campanha. Um exemplo é o pomo em formato de “bico de águia”, com um fiador para garantir o uso seguro da faca em ambiente aquático, sugestão dos alunos do Curso de Selva.

Avaliação do ForTe


Todo mundo que convive no meio militar ou civil aventureiro que tenha o costume de andar pela natureza sabe da importância de se portar uma lâmina. às vezes uma simples lâmina de um canivete faz uma enorme falta, mas, para situações mais extremas a Faca de Campanha é um item indispensável!

O grande problema é que poucas lâminas, mesmo aquelas com “cara de militar” suportam as exigências extremas dos cursos de selva ou até mesmo do uso diário. Não adianta ter uma faca do “Rambo” se ela não terminar o curso inteira. É preciso uma faca que resista às duras exigências, e o mais importante, que mantenha seu fio de corte.

Tivemos contato, por diversas vezes, com cópias nacionais da Faca de Campanha do tipo MKII, mas nunca conseguimos um exemplar da MKII que fosse produzida pela IMBEL. Alguns amigos, sargentos e oficiais do Exército, nos diziam que as facas produzidas pela IMBEL “nunca” perdiam o fio de corte, que eram facas que realmente deveriam ser levadas para o combate e que voltariam inteiras.

Foi então que começamos a pesquisa sobre facas de campanha e tivemos acesso a alguns modelos importados. A grande maioria seguia o padrão mundial com o uso de polímero para a confecção do punho e diziam que sua lâmina era capaz de “rasgar” fuselagem de helicóptero no caso da tripulação ter que recorrer a esse método para conseguir sair da aeronave acidentada.

Pensávamos que não poderia haver Faca de Campanha melhor, no entanto, para nossa decepção, após uma breve busca pelo canal de vídeos do Youtube, vimos alguns usuários submetendo essa faca importada a testes de uso diário, fazendo atividades que qualquer soldado faria com sua faca, e por muitas vezes o usuário não ficava satisfeito com o resultado e até relatava falhas na estrutura da faca  e confecção da lâmina. Mais uma vez, tínhamos perdido as esperanças em encontrar uma Faca de Campanha que suportasse todos os desafios do Combate ou Sobrevivência na Selva.

Em agosto de 2010, quando noticiamos as primeiras imagens do Fuzil IMBEL IA2, tivemos acesso também às imagens da Faca de Campanha IMBEL IA2 e AMZ. No começo pensamos que fosse mais uma faca de polímero que não iria suportar o uso diário em ambiente de selva e para nosso espanto, só que agora positivamente, nesse mesmo ano, ela foi testada por instrutores e alunos do curso de Comandos do Exército Brasileiro, no qual passou sem sofrer nenhum dano na sua estrutura.

Tivemos a oportunidade de conhecer a Faca de Campanha IMBEL IA2 e AMZ durante a LAAD 2011 e ficamos impressionados com sua beleza e aparência robusta, apesar de ter um design simples, reto e limpo. Infelizmente nessa oportunidade não pudemos fazer testes de campo, mas naquela hora tivemos a certeza que tínhamos encontrado uma faca que realmente tinha sido feita para resistir ao combate, não era uma faca pra ser usada apenas uma vez, em situação de emergência, seria uma faca para uso diário, para as necessidades do combatente.

Mas nem só de aparência se faz um relato. Durante a Fenix III, evento nacional de Airsoft realizado pelo Grupo G.E.A.R., com o apoio da 5ª Cia PE e Comando da 5ª RM, o amigo Alex Viana, da Revista Kommando, portava a famosa Faca de Campanha Imbel IA2 que nos foi oferecida para teste. Cortamos alguns galhos grossos, abrimos buraco na terra, “martelamos” estaca e cortamos arame com ela. Infelizmente não pudemos fazer um teste mais brusco, até porque era uma faca de propriedade particular e não queríamos querer levá-la ao extremo, mesmo sabendo que ela passaria com louvor pelos testes. Uma característica que não poderia deixar de ser destacada, é a sua bainha. Ela possui um clipe que serve tanto para prender no cinto NA como também prende facilmente nos coletes ou mochilas no padrão MOLLE, muito usado atualmente, até mesmo a nossa tropa que se encontra no Haiti usa esse sistema nos seus coletes.

Alguns leitores devem estar se perguntando se a Faca de Campanha Imbel IA2 e AMZ que foi confeccionada para uso militar estaria disponível para civis. Para a nossa alegria, ela é oferecida ao público civil e pode ser encontrada facilmente em lojas especializadas, até mesmo na Internet, com o preço variando entre R$290,00 e R$350,00.

Definitivamente as Facas de Campanha Imbel IA2 e AMZ são ferramentas que escolheríamos para ter sempre conosco (EDC - Everyday Carry) e principalmente para aventuras de camping selvagem ou trilha pela mata. Acreditamos que será de grande uso pelo combatente do Exército Brasileiro. Parabéns à IMBEL e ao Exército Brasileiro pelo desenvolvimento de um produto que não deve em nada (se não for superior) aos modelos importados.

Texto e Imagem de Apresentação: Imbel
Avaliação do ForTe e Demais fotos: Cinquini / Blog ForTe
Foto do avaliador Cinquini: Alex Viana / Revista Kommando -www.revistakommandos.blogspot.com

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PORTARIA NORMATIVA Nº 3.885-MD, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2011.

Dispõe sobre o estabelecimento de Requisitos Operacionais Conjuntos (ROC) para os produtos de defesa comuns às Forças Armadas e suas aquisições.

O MINISTRO DE ESTADO DA DEFESA, no uso das atribuições que lhe confere o inciso I do parágrafo único do art. 87 da Constituição Federal, e tendo em vista o disposto no inciso XVII do art. 1º do Anexo I do Decreto nº 7.364, de 23 de novembro de 2010, no Decreto nº 6.703, de 18 de dezembro de 2008, e na Portaria Normativa nº 1.065-MD, de 28 de junho de 2010, resolve:

Art. 1º Ficam aprovados os Requisitos Operacionais Conjuntos (ROC) das Forças Armadas anexos a esta Portaria Normativa.

Art. 2º As aquisições dos fuzis de que trata esta Portaria Normativa serão realizadas pelas respectivas Forças e coordenadas pelo Ministério da Defesa.

Art. 3º Os Comandos das Forças Armadas deverão revogar os dispositivos afetos ao que dispõe esta Portaria Normativa.

Art. 4º Esta Portaria Normativa entra em vigor na data de sua publicação.

ANEXO I

REQUISITOS OPERACIONAIS CONJUNTOS (ROC) DO FUZIL LEVE DAS FORÇAS ARMADAS (ROC – Nº 01/ 2011)

TÍTULO

FUZIL LEVE CALIBRE 5,56 milímetros – Fz Lv Cal 5,56 mm

DESCRIÇÃO DOS REQUISITOS

Os requisitos abaixo foram obtidos pela consolidação das características operacionais e técnicas comuns de emprego das três Forças Armadas constantes em suas documentações orientadoras e normativas após reuniões de coordenação realizadas no Ministério da Defesa, em 2011.

Os requisitos estão divididos em absolutos, desejáveis e complementares. Os absolutos são obrigatórios no armamento e seus acessórios. Os desejáveis, não obrigatórios, devem ser buscados no armamento pelo incremento da operacionalidade e por proporcionarem maior flexibilidade e conforto ao atirador. Podem, até, já estar implementados, valorizando o item avaliado. Os complementares, não obrigatórios ou desejáveis, valorizam a escolha do armamento sem desequilibrar sua avaliação (ex: escolher a cor do polímero em azul).

a. Absolutos (RA)

1) Ter calibre 5,56 mm e poder usar os cartuchos padrão OTAN (5,56 mm x 45 mm) em seus variados tipos (comum, perfurante, traçante, lançamento de granadas de bocal e festim).

2) Ser empregado em combate sob quaisquer condições climáticas e ambientais existentes na área operacional do continente, devendo inclusive permitir o funcionamento imediato após imersão em água doce ou salgada.

3) Ser fácil e rapidamente desmontado e montado, para manutenção de limpeza ou correção, sem o auxílio de ferramentas.

4) Possuir índice de disponibilidade, em operações, acima de 90%.

5) Ser portátil e de emprego individual.

6) Ser alimentado por carregador, com capacidade mínima de 30 cartuchos.

7) Possuir alça de mira que possibilite o ajuste do tiro, com regulagem de incrementos de no máximo 100 metros, abrangendo, no mínimo, de 0 a 200 metros.

8 ) A massa de mira deve possuir dispositivo que permita sua proteção e possibilite o enquadramento inicial do alvo.
9) Possuir dispositivos que permitam as correções do tiro em alcance e direção, sem a utilização de ferramentas especiais.

10) Possuir suporte padrão que permita a acoplagem de acessórios e dispositivos ópticos e optrônicos de tiro e observação (tipo dovetail dimensions trail ou trail interface system ou MIL-SPEC 1913 ou trilhos Picatinny).

11) Poder acoplar acessório lançador de granadas 40 mm x 46 mm (OTAN) e outras.

12) Possuir bandoleira de transporte, regulável, que proporcione o transporte a tiracolo ou em bandoleira, com conforto e auxilie durante a tomada da pontaria e o disparo.

13) Possuir quebra-chamas que possa ser utilizado, também, para o lançamento de granadas de bocal (AP/AC) e poder fixar supressor de ruídos de tiro (silenciador).

14) Ter comprimento total, com coronha estendida e sem baioneta, que não ultrapasse 900 mm.

15) Ter comprimento, com a coronha rebatida e/ou recolhida e sem baioneta, que não ultrapasse 700 mm.

16) Ter peso, com o carregador vazio, do tipo reto ou do tipo curvo, e sem acessórios, que não ultrapasse 3.500 gramas.
17) Ter alcance de utilização para a execução dos tiros com precisão, sem o uso de dispositivos ópticos e optrônicos de, pelo menos, 200 metros.

18) Ter alcance útil, capaz de causar dano a um combatente, pelo menos, na faixa de 200 a 600 metros.

19) Ser a força necessária para pressionar a tecla do gatilho e a realizar o disparo, entre 30 e 40 Newtons.

20) Possuir guarda-mato para proteção da tecla do gatilho.

21) Apresentar as seguintes cadências, mínimas, de tiro:
a) técnica: 600 tiros por minuto;
b )prática em tiro contínuo: 100 tiros por minuto; e
c) prática em tiro intermitente: 60 tiros por minuto.

22) Possuir seletor de tiro de fácil utilização com, no mínimo, as posições de tiro automático, tiro intermitente e posição de segurança, podendo a seleção ser feita com uma única mão.

23) Ter dispositivo que possibilite o encurtamento do fuzil sem impedir o acionamento do seletor de tiro previsto no RA no 22 ou a execução do tiro.

24) Ter dispositivo que impeça o disparo se não houver o completo trancamento da arma ou ocorrer qualquer anormalidade no mecanismo de disparo, de alimentação ou carregamento.

25) Possuir dispositivo que possibilite a colocação e a retirada do carregador com uma única mão.

26) Possuir alavanca de manejo, com punho pouco saliente, ergonômica, que permita o engatilhamento inicial e o manejo, para abertura ou fechamento da caixa da culatra. Durante o tiro, a alavanca deverá permanecer imóvel.

27) Apresentar funcionamento normal, quando utilizado sob condições adversas, como chuva, areia, água (doce e salgada) etc.

28) Possuir punho, coronha, guarda-mão e chapa da soleira de forma anatômica e de material resistente a impactos e refratário ao calor.

29) Todas as peças devem possuir resistência contra corrosão provocada pelos diversos meios encontrados no teatro de operações.

30) Todas as peças, metálicas ou não, devem ser foscas para evitar a reflexão de qualquer fonte de luz.

31) Possuir acessório que permita a utilização dos cartuchos de festim, possibilitando a realização do tiro nas mesmas condições constantes do RA no 22.

32) Possuir, como acessório, material para limpeza.

33) Possuir local para acondicionar o material de limpeza.

34) Possuir ferramentas, equipamentos e dispositivos calibradores, conforme definido no manual técnico, para todos os escalões, identificando-os conforme o uso por escalão, em condições de acompanhar as primeiras unidades distribuídas à tropa.

35) Não permitir o disparo acidental, mesmo quando carregado e destravado, em quedas de até 2 metros de altura.

36) Cano com vida útil, mínima, de 6.000 tiros.

37) Possuir baioneta ou faca-baioneta e respectiva bainha com dispositivo de fixação no equipamento individual.

38) Possibilitar o tiro com a baioneta ou faca-baioneta, fixada no fuzil.

39) Possuir manuais de operação, técnicos e outros, em língua portuguesa.

40) Possuir catálogo de suprimento contendo número do fabricante, discriminação e desenhos de todas as peças, componentes e sobressalentes, escrito em língua portuguesa.

41) Possuir protetor do gatilho (guarda-mato) de dimensões suficientes para uso de luvas.

b. Desejáveis (RD)

1) Possibilitar o uso de carregadores de maior capacidade.

2) Sistema de pontaria com pontos impregnados de material fosforescente à prova de água e dos produtos de lubrificação, para realizar visada em condições de pouca luminosidade.

3) Ter a possibilidade de ser transportado de forma equilibrada com apenas uma das mãos.

4) Possuir acessório adicional para municiar, de forma rápida, os carregadores.

5) Cano da arma com tratamento interno para aumentar a vida útil e facilitar a limpeza.

6) Possuir seletor de tiro conforme RA no 22 acrescido de posição para rajada de 3 tiros.

7) Não permitir ignição espontânea de cartucho na câmara por aquecimento do cano.

8 ) Permitir que o atirador empunhe o fuzil através do “spot” ou “stock weld” mesmo que utilize dispositivos ópticos e optrônicos de tiro e observação.

9) Possuir um dispositivo que permita ao usuário controlar, mesmo em poucas condições de luminosidade, a quantidade de cartuchos existentes no carregador.

10) Possuir seletor de tiro e alavanca de manejo, para canhoto e destro.

11) Possuir acessório que possibilite acoplar os carregadores entre si, formando conjunto capaz de ser carregado na arma.

12) Possuir proteção na janela de ejeção do estojo, que não permita a entrada de material estranho no interior do fuzil.

c. Complementares (RC)

1) Poder ser confeccionado com o polímero em cores peculiares das Forças.

2) Possuir estojos de lona personalizados ou outro material para cada Força, para transporte dos carregadores e com dispositivo de fixação no equipamento individual.

3) Permitir a customização de seus acessórios.

ANEXO II

REQUISITOS OPERACIONAIS CONJUNTOS (ROC) DO FUZIL MÉDIO DAS FORÇAS ARMADAS (ROC – Nº 02/ 2011)

TÍTULO

FUZIL MÉDIO CALIBRE 7,62 milímetros – Fz Cal 7,62 mm

DESCRIÇÃO DOS REQUISITOS

Os requisitos abaixo foram obtidos pela consolidação das características operacionais e técnicas comuns de emprego da Marinha do Brasil e Exército Brasileiro constantes em suas documentações orientadoras e normativas após reuniões de coordenação realizadas no Ministério da Defesa, em 2011.

Os requisitos estão divididos em absolutos, desejáveis e complementares. Os absolutos são obrigatórios no armamento e seus acessórios. Os desejáveis, não obrigatórios, devem ser buscados no armamento pelo incremento da operacionalidade e por proporcionarem maior flexibilidade e conforto ao atirador. Podem, até, já estar implementados, valorizando o item avaliado. Os complementares, não obrigatórios ou desejáveis, valorizam a escolha do armamento sem desequilibrar sua avaliação (ex: escolher a cor do polímero em azul).

a. Absolutos (RA)

1) Ter calibre 7,62 mm e poder usar os cartuchos padrão OTAN (7,62 mm x 51mm) em seus variados tipos: comum, perfurante, traçante, lançamento de granadas de bocal e festim.

2) Ser empregado em combate sob quaisquer condições climáticas e ambientais existentes na área operacional do continente, devendo inclusive permitir o funcionamento imediato após imersão em água doce ou salgada.

3) Ser fácil e rapidamente desmontado e montado, para manutenção de limpeza ou correção, sem o auxílio de ferramentas.

4) Possuir índice de disponibilidade, em operações, acima de 90%.

5) Ser portátil e de emprego individual.

6) Ser alimentado por carregador, com capacidade mínima de 20 cartuchos.

7) Possuir alça de mira que possibilite o ajuste do tiro, com regulagem de incrementos de no máximo 100 metros, abrangendo, no mínimo, de 0 a 200 metros.

8 ) A massa de mira deve possuir dispositivo que permita sua proteção e possibilite o enquadramento inicial do alvo.

9) Possuir dispositivos que permitam as correções do tiro em alcance e direção, sem a utilização de ferramentas especiais.

10) Possuir suporte padrão que permita a acoplagem de acessórios e dispositivos ópticos e optrônicos de tiro e observação (tipo dovetail dimensions trail ou trail interface system ou MIL-SPEC 1913 ou trilhos Picatinny).

11) Poder acoplar acessório lançador de granadas 40 mm x 46 mm (OTAN) e outras.

12) Possuir bandoleira de transporte, regulável, que proporcione o transporte a tiracolo ou em bandoleira, com conforto e auxilie durante a tomada da pontaria e o disparo.

13) Possuir quebra-chamas que possa ser utilizado, também, para o lançamento de granadas de bocal (AP/AC) e poder fixar supressor de ruídos de tiro (silenciador).

14) Ter comprimento total, com coronha estendida e sem baioneta, que não ultrapasse 1100 mm.

15) Ter comprimento, com a coronha rebatida e/ou recolhida e sem baioneta, que não ultrapasse 850 mm.

16) Ter peso, com o carregador vazio, do tipo reto ou do tipo curvo, e sem acessórios, que não ultrapasse 4.500 gramas.

17) Ter alcance de utilização para a execução dos tiros com precisão, sem o uso de dispositivos ópticos e optrônicos de, pelo menos, 200 metros.

18) Ter alcance útil, capaz de causar dano a um combatente, pelo menos, na faixa de 200 a 600 metros.

19) Ser a força necessária para pressionar a tecla do gatilho e a realizar o disparo, entre 30 e 40 Newtons.

20) Possuir guarda-mato para proteção da tecla do gatilho.

21) Apresentar as seguintes cadências, mínimas, de tiro:
a) técnica: 600 tiros por minuto;
b )prática em tiro contínuo: 100 tiros por minuto; e
c) prática em tiro intermitente: 60 tiros por minuto.

22) Possuir seletor de tiro de fácil utilização com, no mínimo, as posições de tiro automático, tiro intermitente e posição de segurança, podendo a seleção ser feita com uma única mão.

23) Ter dispositivo que possibilite o encurtamento do fuzil sem impedir o acionamento do seletor de tiro previsto no RA no 22 ou a execução do tiro.

24) Ter dispositivo que impeça o disparo se não houver o completo trancamento da arma ou ocorrer qualquer anormalidade no mecanismo de disparo, de alimentação ou carregamento.

25) Possuir dispositivo que possibilite a colocação e a retirada do carregador com uma única mão.

26) Possuir alavanca de manejo, com punho pouco saliente, ergonômica, que permita o engatilhamento inicial e o manejo, para abertura ou fechamento da caixa da culatra. Durante o tiro, a alavanca deverá permanecer imóvel.

27) Apresentar funcionamento normal, quando utilizado sob condições adversas, como chuva, areia, água (doce e salgada) etc.

28) Possuir punho, coronha, guarda-mão e chapa da soleira de forma anatômica e de material resistente a impactos e refratário ao calor.

29) Todas as peças devem possuir resistência contra corrosão provocada pelos diversos meios encontrados no teatro de operações.

30) Todas as peças, metálicas ou não, devem ser foscas para evitar a reflexão de qualquer fonte de luz.

31) Possuir acessório que permita a utilização dos cartuchos de festim, possibilitando a realização do tiro nas mesmas condições constantes do RA no 22.

32) Possuir, como acessório, material para limpeza.

33) Possuir local para acondicionar o material de limpeza.

34) Possuir ferramentas, equipamentos e dispositivos calibradores, conforme definido no manual técnico, para todos os escalões, identificando-os conforme o uso por escalão, em condições de acompanhar as primeiras unidades distribuídas à tropa.

35) Não permitir o disparo acidental, mesmo quando carregado e destravado, em quedas de até 2 metros de altura.

36) Cano com vida útil, mínima, de 6.000 tiros.

37) Possuir baioneta ou faca-baioneta e respectiva bainha com dispositivo de fixação no equipamento individual.

38) Possibilitar o tiro com a baioneta ou faca-baioneta fixada no fuzil.

39) Possuir manuais de operação, técnicos e outros, em língua portuguesa.

40) Possuir catálogo de suprimento contendo número do fabricante, discriminação e desenhos de todas as peças, componentes e sobressalentes, escrito em língua portuguesa.

41) Possuir protetor do gatilho (guarda-mato) de dimensões suficientes para uso de luvas.

b. Desejáveis (RD)

1) Possibilitar o uso de carregadores de maior capacidade.

2) Sistema de pontaria com pontos impregnados de material fosforescente à prova de água e dos produtos de lubrificação, para realizar visada em condições de pouca luminosidade.

3) Ter a possibilidade de ser transportado de forma equilibrada com apenas uma das mãos.

4) Possuir acessório adicional para municiar, de forma rápida, os carregadores.

5) Cano da arma com tratamento interno para aumentar a vida útil e facilitar a limpeza.

6) Possuir seletor de tiro conforme RA no 22 acrescido de posição para rajada de 3 tiros.

7) Não permitir ignição espontânea de cartucho na câmara por aquecimento do cano.

8 ) Permitir que o atirador empunhe o fuzil através do “spot” ou “stock weld” mesmo que utilize dispositivos ópticos e optrônicos de tiro e observação.

9) Possuir um dispositivo que permita ao usuário controlar, mesmo em poucas condições de luminosidade, a quantidade de cartuchos existentes no carregador.

10) Possuir seletor de tiro e alavanca de manejo, para canhoto e destro.

11) Possuir acessório que possibilite acoplar os carregadores entre si, formando conjunto capaz de ser carregado na arma.

12) Possuir proteção na janela de ejeção do estojo, que não permita a entrada de material estranho no interior do fuzil.

c. Complementares (RC)

1) Poder ser confeccionado com o polímero em cores peculiares das Forças.

2) Possuir estojos de lona personalizados ou outro material para cada Força, para transporte dos carregadores e com dispositivo de fixação no equipamento individual.

3) Permitir a customização de seus acessórios.

(Esta Portaria se encontra publicada no DOU nº 241, de 16 DEZ 11 – Seção 1).

Colaborou: FEARLESS

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O ministro da Defesa, Celso Amorim, visitou nesta terça-feira o Centro de Avaliações do Exército, em Restinga de Marambaia (RJ). Ele conheceu uma viatura blindada, radar e fuzis que serão usados pela Forças Armadas do País. Os equipamentos são a viatura de transporte de pessoal Guarani, o radar Saber 60 e a família de fuzis Imbel. Segundo o Ministério da Defesa, o blindado atraiu o interesse da Argentina, que enviou um grupo de oficiais para assistir a demonstração.

Os produtos são de tecnologia nacional, desenvolvidos com apoio do Centro Tecnológico do Exército (CTEx) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação.

O ministro parabenizou o Exército, dono da patente do projeto do blindado. “O Guarani foi desenvolvido com tecnologia brasileira. Representa a retomada da trajetória positiva de produção industrial nacional de blindados”, afirmou. O veículo de seis rodas pode realizar ações de reconhecimento e apoio de fogo, além de ser transportado por aviões Lockheed-Martin C-130 Hercules ou Embraer KC-390. O Guarani, desenvolvido pelo CTEx e pelo consórcio Fiat-Iveco, realizou tiros contra alvos móveis e fixos, com 100% de acertos. Está prevista uma encomenda de 2.044 unidades para o Exército.

No início de setembro, Celso Amorim visitou a Argentina. Na ocasião, analisou com o ministro da Defesa do país vizinho, Arturo Puricelli, alguns projetos que poderiam ser realizados em conjunto. Uma das possibilidades estudadas no encontro foi o Guarani.

Radares e fuzis

Durante a visita, a empresa Orbisat entregou as duas primeiras unidades de série do radar Saber M-60. Com capacidade de detectar alvos aéreos a baixa altitude, com alcance máximo de 75 km, o novo sistema será empregado pelos cinco grupos de artilharia antiaérea do Exército. “É o primeiro desse nível, com alta tecnologia, desenvolvido e produzido no Brasil. Será importante para proteção de nossas fronteiras e para segurança de grandes eventos”, disse o ministro.

As unidades serão entregues à Escola de Artilharia de Costa e Antiaérea, sediada na Vila Militar (RJ) e ao 2º Grupo de Artilharia Antiaérea, em Praia Grande (SP). Elas integram um lote de nove equipamentos adquiridos pelo Exército.

Por último, o ministro Amorim conheceu os modelos de fuzis desenvolvidos pela Imbel, que serão fabricados nos calibres 7,62 mm e 5,56 mm. Segundo o minitro, o fuzil “tem também uma característica relevante para a Defesa porque deverá ser padronizado e utilizado pelas três Forças”.

FONTE: Terra

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Conseguimos com exclusividade as fotos do novo fuzil IMBEL IA2. Esse fuzil tem a “missão” de substituir o FAL nas unidades do Exército Brasileiro e tudo indica que também irá substituir os fuzis G33 da Força Aérea, além dos FAL e M16 da Marinha e Corpo de Fuzileiros Navais. O fuzil IMBEL IA2 fará uso de polímero no guarda-mão, punho e coronha.

Principais características:

  • Família de fuzil em 2 Calibres: 5,56 e 7,62mm;
  • uso de polímero no guarda-mão, punho e coronha;
  • a luva isolante (em cor avermelhada) entre o cano e o guarda-mão podendo ser vista na imagem de detalhe do cano do 5,56. A luva também está disponível no 7,62;
  • os zarelhos para fixação de bandoleira do 5,56 diferente do 7,62. Neste último, o zarelho é rotativo e preso no cano. No 5,56, é preso junto ao guarda-mão e localizado em ambos os lados do corpo da arma (em forma de borboleta);
  • os trilhos Picatinny para fixação de acessórios diversos;
  • a coronha do 5,56 (foto com detalhe) retrátil e rebatível;
  • nova ergonomia do punho com um ângulo bem diferente do usado no FAL e PARAFAL;

IA2 762

IA2 556

Detalhe da Coronha 5,56

BATE-PAPO ONLINE: Converse com outros leitores sobre o novo fuzil IMBEL no ‘Xat’ do ForTe, clicando aqui.

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Nota do Editor: Observem no cartaz o novo fuzil IMBEL IA2 em 5,56. Esta versão é em baixa resolução, que está no site do EB. Esperamos que liberem a versão em alta logo.

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O cartaz feito pelo Exército em comemoração ao Dia do Soldado, 25 de Agosto, trará uma grande novidade. Os soldados presentes no cartaz estarão empunhando o novo Fuzil Imbel IA2, que antes mesmo de ser lançado já ganhou o apelido de “SCAR Brasileiro”.

FOTOS: LeUZz / Defesa Brasil

BATE-PAPO ONLINE: Converse com outros leitores sobre esse e outros assuntos no ‘Xat’ do ForTe, clicando aqui.

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O ‘novo’ Parafal


Já estão em operação os Fuzis FAL 7,62mm que foram transformados em Fuzis PARAFAL 7,62mm M964 A1 MD1 (Cano Curto). A transformação é feita pela substituição de uma série de peças do FAL, por um kit de peças novas do PARAFAL, além da recuperação das peças antigas que irão compor o novo armamento. Algumas peculiaridades desta transformação são a substituição do cano longo por um cano curto e da coronha de alumínio por uma de polímero de alta resistência, desenvolvida pela IMBEL.

Com esta transformação, o Exército Brasileiro consegue recuperar fuzis com idade média de 30 anos, obtendo uma arma nova a um baixo custo, além de garantir para suas tropas maior mobilidade com um fuzil de peso e tamanho reduzidos. Por essas características, conferem maior portabilidade e mantém o alto de fogo.

Características Técnicas

PARAFAL M964A1 MD1
Munição (mm): 7,62 x 51
Carregador: 20 cartuchos
Comprimento (m)
Aberto:
0,99 / Fechado: 0,75
Passo (pol): 12
Peso (g): 4400
Coronha: Rebatível
Cano (m): 0,45
Regime de tiro: Semi-automático / Automático

Para saber mais:

Fonte / Imagem: IMBEL

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