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Catherine Ashton quer convencer o governo a aderir ao esforço da comunidade internacional para frear o programa nuclear iraniano

 

GENEBRA – A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, desembarca no Brasil neste fim de semana para cobrar do governo da presidente Dilma Rousseff a adoção de uma posição mais firme contra a repressão na Síria e pressionar o País a aliar-se aos esforços da comunidade internacional para conter o programa nuclear do Irã. O governo brasileiro confirmou ao Estado que os temas estarão na agenda da visita. Ashton é uma das principais defensoras das sanções contra o Irã e insiste que a situação na Síria já não pode ser resolvida com Bashar Assad no poder. Nas últimas semanas, ela vem liderando uma ofensiva diplomática que, ao lado dos EUA, busca mobilizar os principais centros de poder no mundo para asfixiar financeiramente os dois regimes.

Em discurso ao Parlamento Europeu, Ashton reiterou que espera convencer o Brasil a caminhar ao lado das sanções promovidas pela comunidade internacional em ambos os casos. “Vou ao Brasil no fim de semana”, disse. “Um dos tópicos da agenda é explicar o que estamos fazendo (em relação ao Irã). Queremos uma ampla aliança nessa questão e um entendimento de que as sanções são vitais para forçar o governo de Teerã a voltar a negociar uma solução. Precisamos que a comunidade internacional atue de forma coordenada”, declarou, referindo-se a Brasília. “Vou concentrar minha agenda no Brasil no tema iraniano”, disse Ashton, que também destacou a necessidade de coordenar com o governo brasileiro posições em assuntos de direitos humanos. Ashton sabe que as sanções que se limitam a europeus e americanos terão pouco impacto e espera mais apoio internacional. Para isso, tenta conseguir a adesão de outros parceiros, como China, Coreia do Sul, Rússia e Japão.

O Itamaraty, porém, indicou ontem mesmo que rejeitará o apelo da diplomata europeia e manterá a linha atual de sua política externa – contrária à imposição de sanções econômicas fora do âmbito das Nações Unidas. Há menos de um mês, em Genebra, o chanceler Antonio Patriota reuniu-se com uma delegação iraniana e deu garantias de que o Brasil “nunca” apoiaria sanções unilaterais. Na avaliação do Brasil, só o diálogo poderá levar a um acordo sobre o programa nuclear do Irã.

Ashton indicou, no entanto, que não esperará indefinidamente por uma resposta iraniana. “O tempo está se esgotando e o Conselho de Segurança vai querer em algum momento avaliar se o Irã está cumprindo as determinações”, disse.

Apesar da pressão, Ashton insiste que fez chegar aos iranianos, por intermédio da Turquia, a mensagem de que está disposta a negociar. A mesma mensagem será passada ao Brasil, para que o País use os canais que Brasília dispõe em Teerã. “Nossa posição é a de apoiar o diálogo. Mas temos de fazer com que o Irã entenda suas responsabilidades”, disse.

A chefe da diplomacia europeia também disse que a situação da Síria é tratada como “prioridade”. “É alarmante o que ocorre na Síria”, afirmou. Segundo ela, a UE está pressionando “todos os dias e a cada hora” seus principais parceiros para que cheguem a uma posição conjunta. O principal desafio é convencer Rússia e China, países que têm poder de veto no Conselho de Segurança.
Bruxelas, porém, acredita que o apoio do Brasil, mesmo fora do âmbito da ONU, seria um sinal forte em razão da influência da diplomacia brasileira nos países emergentes. Segundo disseram diplomatas brasileiros ao Estado, o recado à UE será o de que o País rejeita qualquer ação, mesmo diplomática, que conduza a uma mudança forçada de regime.

FONTE: Estadão

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Professor trabalhava em uma usina de enriquecimento de urânio no país. Autoridades iranianas acusaram Israel, que negou envolvimento no crime

 

O cientista nuclear iraniano e professor universitário Mustafa Ahmadi Roshan, de 32 anos, morreu nesta quarta-feira (11) após uma bomba explodir em seu carro no norte da capital do país, Teerã.
O atentado aumentou a tensão entre o Irã e países ocidentais, relacionada ao contestado programa nuclear iraniano, pois autoridades iranianas acusaram Israel, aliada do Ocidente, pelo ataque.

A bomba, cuja explosão feriu outras duas pessoas no bairro de Seyed Khandan, próximo à universidade, foi colocada no veículo por um indivíduo que circulava em uma motocicleta, contaram testemunhas citadas pela rede Press TV.
Roshan, professor da Universidade Tecnológica de Teerã, supervisionava a usina de enriquecimento de urânio de Natanz, na província de Isfahan.

Natanz é a principal central de enriquecimento do Irã e tem mais de 8.000 centrífugas.

Irã acusa Israel

O vice-governador de Teerã, Safarali Baratloo, acusou Israel pelo ataque.
“A bomba era de tipo magnética e semelhante àquelas usadas anteriormente para assassinar cientistas, e isso é obra dos sionistas (israelenses)”, disse , segundo a agência semioficial de notícias Fars.

O vice-presidente iraniano, Mohamad Reza Rahimi, afirmou que o assassinato de cientistas será incapaz de deter o programa nuclear iraniano.

“Atualmente, os que alegam lutar contra o terrorismo atacam nossos cientistas. Mas devem saber que os cientistas iranianos estão mais decididos do que nunca a avançar pelo caminho do progresso científico”, afirmou Rahimi.
A Organização de Energia Atômica do Irã, que não conseguiu persuadir o Ocidente de que sua busca por energia nuclear não tem um objetivo militar oculto, disse que o assassinato não a deteria: “Continuaremos nosso caminho sem nenhuma dúvida… nosso caminho é irreversível”, disse em comunicado transmitido pela televisão.
“O ato hediondo da América e do regime sionista criminoso não desviará nosso caminho glorioso… quanto mais vocês nos matam, mais nossa nação desperta”.

Preparando-se para a primeira eleição nacional desde que uma votação presidencial polêmica em 2009 provocou protestos de rua contra os 30 anos de governo clerical, os líderes do Irã lutam para conter a tensão interna. Desafiar Israel e as potências ocidentais cai bem entre muitos eleitores na nação de 76 milhões de habitantes.
Israel, cuja agência de inteligência Mossad tem um histórico de assassinatos secretos no exterior, não quis comentar o atentado desta quarta-feira.

O porta-voz da Casa Branca Tommy Vietor negou qualquer envolvimento de seu país no assassinato do cientista iraniano.
“Os Estados Unidos não tiveram absolutamente nada a ver com isso”, afirmou Vietor. “Nós condenamos fortemente todos os atos de violência, incluindo atos de violência como o que está sendo relatado hoje (quarta-feira).”
O Reino Unido, cuja embaixada em Teerã foi saqueada em novembro, descreveu as sugestões de um envolvimento de Londres como “infundadas” e condenou o assassinato de civis.

FONTE: G1

Irã enriquece urânio a 20%, segundo a ONU

A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), vinculada à ONU, confirmou que o Irã começou a enriquecer urânio a 20% nas instalações subterrâneas de Fordo, próximo de um complexo militar a 20 km da cidade sagrada de Qom.

A confirmação acirra a tensão entre Teerã e o ocidente, cujo último capítulo foram os exercícios militares realizados pelo Irã no golfo Pérsico e sua ameaça de bloquear o estreito de Hormuz.

A ameaça é uma reação à imposição de mais sanções à economia iraniana pelos EUA e ao anúncio de que a UE (União Europeia) cogita medidas semelhantes. Os países ocidentais duvidam dos alegados fins pacíficos do programa nuclear iraniano.
Antes da confirmação pela AIEA, sabia-se que o Irã enriquecia urânio a 3,5% na usina de Natanz.
Apesar de o governo iraniano dizer que o enriquecimento serve somente para alimentar um reator energético e para estudos científicos, o início das operações em Fordo aumenta os temores internacionais quanto à capacidade do Irã produzir ogivas nucleares.

O ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, classificou a confirmação da capacidade de enriquecimento do urânio a 20% por Teerã como “um ato de provocação que enfraquece ainda mais as afirmações do Irã de que seu programa é de natureza civil”.
Segundo Hague, o Irã tem urânio enriquecido para alimentar por mais de cinco anos um reator que ainda não foi instalado por falta de equipamento necessário para a transformação em combustível. Ele vê esse fato com suspeita.
O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad está em Caracas firmando acordos bilaterais com o presidente Hugo Chávez. O venezuelano lamentou não ter recebido o “irmão da pátria” quando se tratava de câncer, no ano passado, e disse que ambos estão “trabalhando juntos para frear a loucura imperialista”.

FONTE: Folha de São Paulo/Agências Internacionais

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, chega neste domingo na América Latina para uma viagem entre Venezuela, Nicarágua, Cuba e Equador. Cada vez mais isolado por causa das sanções impostas por potências ocidentais ao setor petrolífero iraniano, o mandatário deve pedir apoio a líderes latino-americanos que, como ele, também são abertamente contra a política americana, como é o caso de Hugo Chávez.

Apreensivos por causa do programa nuclear de Teerã, EUA e outros países europeus aprovaram uma série de embargos contra o governo do país com o objetivo de pressionar os iranianos a desistir da energia atômica. Washington qualificou o encontro de Ahmadinejad com rivais americanos como uma demostração de que o Irã está “desesperado para ter amigos”.

“Estamos deixando absolutamente claro aos países de todo mundo que não é o momento de estreitar vínculos, nem de segurança nem econômicos, com o Irã”, disse a porta-voz americana Victoria Nuland.
A primeira parada de Ahmadinejad será na Venezuela. A vinda do mandatário iraniano foi criticada pela oposição do país, mas Chávez disse que o presidente será “bem-vindo. Os dois países alimentam uma relação estreita. Teerã chegou, inclusive, a construir fábricas e fazendo em território venezuelana. O presidente iraniano vem, oficialmente, à América Latina para participar da cerimônia de posse do presidente reeleito da Nicarágua, Daniel Ortega. Ahmadinejad não virá ao Brasil desta vez.

Irã anuncia que vai começar a enriquecer urânio em bunker

Em um “futuro próximo”, o Irã começará a enriquecer urânio dentro de uma montanha, disse uma autoridade. Medida que provavelmente irá aumentar ainda mais a tensão entre Teerã e as potências ocidentais que suspeitam que o governo iraniano está tentando fabricar armas nucleares.

A decisão tomada pela República Islâmica de conduzir atividades atômicas delicadas em um local subterrâneo dará maior proteção contra um possível ataque inimigo. Há meses o Irã vem dizendo que está se preparando para levar seu trabalho de refinamento de urânio de alto nível da usina de enriquecimento em Natanz para Fordow, uma instalação perto de Qom, cidade sagrada para os muçulmanos xiitas no centro do Irã.Os Estados Unidos e seus aliados dizem que o Irã está tentando construir bombas, mas Teerã insiste que seu programa nuclear visa apenas à geração de energia e tem objetivos médicos.

FONTE: Agência O Globo

O exército iraniano afirmou neste domingo (4.12.11) ter derrubado uma aeronave de reconhecimento não-tripulada dos Estados Unidos no leste do Irã, disse uma fonte militar à televisão estatal do país.

“O exército iraniano derrubou um avião não-tripulado norte-americano RQ-170 intruso no leste do Irã”, informou a fonte, segundo a televisão estatal iraniana Al Alam. O RQ-170 Sentinel é um drone de reconhecimento de alta altitude cuja existência, anunciada em 2009 pela mídia especializada, só foi reconhecida em 2010 pela força aérea americana.

FONTE: Terra/AFP

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A bomba iraniana

A Agência Internacional de Energia Atômica da ONU confirmou o que já se sabia: o programa nuclear do Irã não se limita a fins pacíficos. A construção de uma bomba atômica pelo regime dos aiatolás é, ao que parece, questão de tempo.

A evidência acirra as preocupações de parte da comunidade internacional, que mostra-se determinada a impedir o ingresso do país no clube das nações nucleares. A questão é saber se isso, de fato, é possível e qual o melhor caminho a seguir.

Há duas opções em debate: aumentar as sanções econômicas e diplomáticas impostas aos iranianos ou lançar um ataque às instalações onde se imagina que o projeto atômico seja desenvolvido.

As sanções, até agora, têm se mostrado contraproducentes. Em julho, o Irã anunciou que havia aumentado a capacidade de produção de urânio enriquecido (material necessário para a bomba), comprovando que a rodada de punições aplicada pelo Conselho de Segurança em 2010 foi inútil.

Uma agressão militar, no entanto, implica enormes riscos. O Oriente Médio encontra-se conflagrado pela Primavera Árabe e pela deterioração da relação entre israelenses e palestinos. Um ataque teria efeitos imprevisíveis e provavelmente deflagraria nova guerra.

Além disso, não há garantias de que uma operação militar seja capaz de identificar instalações secretas e eliminar a capacidade nuclear daquele país.

Um Irã atômico poderá deixar o mundo menos seguro, mas é preciso ter em mente que construir uma bomba não significa que ela será usada. O país, aliás, situa-se numa região geográfica na qual vizinhos e países próximos possuem capacidade nuclear -como Israel, Paquistão, Índia e Rússia.

O isolamento diplomático ou um ataque reforçariam os próprios motivos alegados pelo Irã para buscar a bomba e uniriam o país em torno do projeto.

Ao que tudo indica, as represálias, sejam quais forem, conseguiriam, no máximo, retardar a conquista da capacidade de produzir o artefato.

Melhor faria a comunidade internacional se conseguisse estimular a abertura política no país, favorecendo a emergência de vozes menos beligerantes – como as sufocadas pela sangrenta repressão à revolta de 2009.

FONTE: Folha de São Paulo

Da BBC

Israel deve contribuir com os esforços para impedir que o Irã obtenha armamentos atômicos abrindo suas instalações nucleares à inspeção internacional, disse à BBC Brasil o cientista Uzi Even, que participou da construção do reator nuclear de Dimona.

Na opinião do físico nuclear israelense, o relatório publicado pela Agencia Internacional de Energia Atômica (AIEA) na última terça feira demonstra que o Irã está prestes a produzir armamentos nucleares e a comunidade internacional não deveria poupar esforços para convencer o país a interromper seu avanço nessa direção.
Segundo o cientista, Israel deveria contribuir com esses esforços abandonando a politica de ambiguidade em relação a seu próprio programa nuclear.

O governo não confirma nem nega possuir armas atômicas. O país não tem um programa declarado de produção de energia nuclear e não comenta a existência do reator de Dimona, conhecido oficialmente como Centro de Pesquisas Nucleares.

Israel não é signatário do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, ratificado por 189 países (entre eles o Irã).
Os signatários do tratado se comprometem a não desenvolver ou comprar armas atômicas e a se submeterem a inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), da ONU, caso tenham um programa nuclear para fins pacíficos.

Saída honrosa
Israel deveria abrir a instalação nuclear de Dimona à inspeção internacional, disse Uzi Even à BBC Brasil.
Para Even, que nos anos 1960 trabalhou na construção do reator nuclear de Dimona, a abertura do local poderia oferecer uma saída honrosa para o Irã.

O Irã poderia apresentar a abertura de Dimona como uma grande vitória e aproveitar essa oportunidade para abandonar seus planos de produzir armamentos nucleares, explicou.

Uzi Even, professor do departamento de Química da Universidade de Tel Aviv, vem alertando há mais de dez anos para o estado precário e perigoso da instalação nuclear de Israel na cidade de Dimona, no sul do país.
Depois do vazamento radiativo dos reatores nucleares no Japão, em decorrência do terremoto ocorrido em março, Even advertiu que um acidente semelhante ou pior poderia ocorrer em Dimona.

Dimona é um dos reatores nucleares mais velhos do mundo, tem mais de 50 anos, e por razões de segurança deve ser fechado, afirmou.

Para ele, a abertura de Dimona à inspeção internacional poderia causar o fechamento da instalação.
Abrir Dimona seria uma contribuição por parte de Israel nos esforços para frear o Irã, sem perder seu poder de dissuasão, acrescentou.

Rumores
Em Israel estão se intensificando nas últimas semanas os rumores e especulações sobre um suposto plano do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e do ministro da Defesa, Ehud Barak, para atacar o Irã, cujo governo ameaça destruir Israel.

Os rumores, divulgados pela mídia local, deram início a um debate público sobre um eventual ataque de Israel ao Irã para impedir que o país obtenha armamentos nucleares.

De acordo com uma pesquisa de opinião, 41% dos israelenses apoiam a ideia do ataque e 39% são contra.
Entre os analistas militares, alguns consideram a ideia uma loucura e outros a consideram razoável.
Segundo Uzi Even, o relatório da AIEA demonstra que já é tarde demais para uma operação militar.
Os iranianos têm a intenção, o conhecimento e os materiais para produzir uma bomba nuclear, e nessas circunstâncias um ataque já não poderia impedi-los de produzi-la, disse.

Segundo a avaliação de Even, o Irã já teria investido pelo menos US$ 10 bilhões em seu programa nuclear e milhares de funcionários já estariam envolvidos no projeto.

Na opinião dele, para frear o projeto seria necessário convencer os iranianos de que, se continuassem, teriam que pagar um preço alto demais, por meio de sanções econômicas.

No entanto, o especialista em Irã da rádio estatal israelense, Menashe Amir, afirmou que o regime atual do Irã jamais abrirá mão de seu projeto nuclear e que as sanções econômicas não levarão à interrupção do projeto.
Para Amir, a única maneira de interromper a corrida do Irã em direção às armas nucleares seria por uma mudança de regime no país.

FONTE: G1

ONU debate esta semana relatório com detalhes inéditos sobre planos iranianos

Denise Chrispim Marin

Os EUA e países europeus pressionam Israel a desistir de qualquer plano de ataque a instalações nucleares do Irã. Diante de novas evidências sobre a natureza militar do programa iraniano, que serão divulgadas pela ONU esta semana, potências ocidentais insistiram ontem na adoção de sanções mais duras contra Teerã como alternativa a um ataque – cujas consequências seriam “irreparáveis” e “desestabilizadoras” no Oriente Médio.

Na semana passada, a imprensa israelense divulgou que o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu está tentando persuadir seu gabinete a lançar um ataque-surpresa contra o Irã. Vozes de dentro do governo de Israel, incluindo o alto escalão do Exército e da inteligência, seriam contra a ofensiva.

Em meio ao crescimento do temor de uma ação israelense, a França alertou ontem para o risco de uma guerra. “Podemos ainda fortalecer as sanções para pressionar o Irã. Vamos continuar nesse caminho, pois uma intervenção pode criar uma situação totalmente desestabilizadora”, afirmou ontem o chanceler de Paris, Alain Juppé. “Temos de fazer de tudo para evitar o irreparável”, completou.

Essa linha de ação havia sido defendida pelos presidentes Nicolas Sarkozy, da França, e Barack Obama, dos EUA, no dia 3, em Cannes. No encontro bilateral, os dois concordaram com o aumento da pressão sobre o Irã.

A possibilidade de Israel atacar o Irã tem sido classificada oficialmente pela Casa Branca como “especulação”. Mas, nos bastidores, há alto grau de preocupação. Uma autoridade de “alto escalão” de Washington disse à CNN em condição de anonimato que há uma “absoluta preocupação” em relação às intenções de Israel.

Segundo o jornal israelense Haaretz, o secretário de defesa dos EUA, Leon Panetta, visitou Israel em outubro com o objetivo de conseguir um compromisso de Netanyahu de não atacar o Irã sem o aval dos EUA. Panetta alertou o premiê e o ministro da defesa de Israel, Ehud Barak, que Washington “não quer surpresas”. Mas Netanyahu e Barak foram evasivos com Panetta e não prometeram pedir a bênção dos EUA antes de uma eventual ação contra Teerã.

Em recente entrevista à rede de televisão CNN, Barak afirmou haver preferência no governo israelense pela solução diplomática. Mas, completou ele, nenhuma opção está excluída.

O presidente de Israel, Shimon Peres, afirmou na sexta-feira acreditar na possibilidade de seu país empregar a força militar contra o Irã. “Os serviços de inteligência de vários países estão olhando o relógio e alertando seus líderes sobre o fato de não restar muito tempo.”

Nações Unidas

Esta semana, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) deverá apresentar um relatório sobre o programa nuclear iraniano, no qual concluirá que existem crescentes indícios de que Teerã está de fato em busca da bomba. O documento deve trazer um grau de detalhamento inédito sobre o programa iraniano.

A agência internacional teria obtido imagens por satélite de um contêiner de aço em Parchin, na periferia de Teerã, onde ocorreriam testes atômicos longe da supervisão dos inspetores. Potências ocidentais esperam usar o novo documento da ONU para conseguir aprovar mais sanções contra Teerã no Conselho de Segurança.

No sábado, o chanceler do Irã, Ali Akbar Salehi, afirmou ser “desprovida de fundamento e de autenticidade” a vinculação entre os testes de mísseis e o programa nuclear do país.

FONTE: O Estado de São Paulo

Fontes de inteligência dizem que Teerã já possui instalações no país sul-americano

Antonio Maria Delgado

O Irã construiu instalações militares, mantém material bélico e avança com seus planos de instalar mísseis balísticos de médio alcance na Venezuela, revelam fontes de inteligência que acompanham o fortalecimento da aliança estratégica entre Teerã e Caracas.

Segundo as fontes, o Irã introduziu na Venezuela alguns de seus mísseis, os quais estariam armazenados em bunkers subterrâneos construídos especialmente para esse fim por engenheiros iranianos.

As versões coincidem com um artigo publicado esse fim de semana pelo diário alemão Die Welt que informou sobre os avanços da construção de uma base de mísseis na península de Paraguaná, no estado de Fálcon, o ponto da Venezuela mais próximo dos Estados Unidos.

O diário alemão informa, citando fontes ocidentais de inteligência, que a base seria o local onde estaria armazenados os mísseis de médio alcance. O Irã conta atualmente com um míssel que alcança até 1.280 km, o Shabab-3, e com um variante deste modelo que chega a alcançar 1.930 km, e também desenvolveu o moderno Ghadr-110, com um alcance maior do que 2.500 km.

De acordo com o Die Welt, Irã e Venezuela, assinaram um pacto secreto que permitiria o regime de Teerã usar as instalações contra os Estados Unidos, caso fosse atacado pelo ocidente.

A versão do jornal alemão foi negada quarta-feira pelo governo venezuelano.

“Nós desmentimos que em Paraguaná haja uma instalação militar extrangeira”, assegurou o vice-presidente Elías Jaua.

No entanto, fontes de inteligência consultadas pelo El Nuevo Herald, disseram que “os iranianos iniciaram o processo de contrução de bases militares na venezuela há varios anos”, como parte de um pacto secreto de cooperação, firmado entre o mandatário venezuelano Hugo Chavez e seu homólogo iraniano Mahmoud Ahmadinejad.

Um dos depósitos subterrâneos mais importante foi construído em Zaraza, a leste do estado de Guárico, onde o Irã já teria armazenado parte dos mísseis, disse ao El Nueva Heral, um ex-agente de inteligência venezuelano que pediu anonimato.

“Os foguetes continuam lá, tanto na zona de Valencia como em Zaraza, comentou o agente. ” Em valência há outro depósito, é menor, mas também foi construído para guardar armamentos. Lá há alguns foguetes, mísseis terrar-ar, e peças de mísseis”.

O Capitão aposentado da marinha venezuelana, Bernado Jurado, também disse conhecer a existência do depósito no estado de Guárico.

“As bases de mísseis que existem em Zaraza, serão instaladas em Paraguaná, no centro do país e nas planícies venezuelanas”, disse Jurado em um programa de televisão.

Outros militares venezuelanos consultados pela redação, confirmaram a existência de equipamentos militar iraniano no bunker de Zaraza e outras instalações similares construídas no país, mas afirmam desconhecerem informações de que entre estes se encontrem componentes de mísseis balísticos.
O ex-funcionário de inteligência consultado, disse ter participado de várias reuniões onde funcionários venezuelanos forneceram detalhes sobre os planos para a construção de instalações de mísseis.

Nestes encontros houve a participação de agentes de inteligência dos EUA, já que muitos deles perceberam o perigo eminente com o estabelecimento de um pacto estratégico com o Irã.

“Os militares que participaram destas reuniões, viram a chegada de componentes dos foguetes. Também assitiram as reuniões onde se discutiu os tipos de mísseis e suas características”, comentou o ex-oficial de inteligência.

“E lá chegaram a conclusão de que o presidente Chavez estava envolvendo a Venezuela, sem nenhuma necessidade, em um conflito internacional que poderia trazer terríveis repercusões para o país, tornando-o uma alvo da comunidade internacional. Isso é o que os obriga a entrar em contato com as autoridade dos EUA”, acrescentou.

Segundo o ex-agente, as autoridade americanas, acompanham por satélite a construção de algumas destas instalações, algumas inclusivem possuem túneis subterrâneos que com capacidade para o tráfego de caminhões.

Além dos EUA, as intalações estariam sendo monitoradas por Israel e outros países europeus.

Die Welt, informou ainda que um grupo de engenheiros, a Guarda Revolucionária Iraniana, e uma empresa de propriedade de al-Anbia, têm visitado em várias ocasiões as instalações que estão sendo construídas em Paraguaná.

Uma das visitas teria ocorrido em fevereiro, com a particiapação do Comandante da Força Aérea da Guarda Iraniana, Amir al-Hadschisadeh, que aprovou os planos juntamente com os sócios venezuelanos.

A intenção da delegação iraniana é desenvolver uma infra-estrutura para proteção contra ataques aéreos.Também está previsto a criação de uma estação de comando e controle, a construção de zonas residênciais,torres de vigilância e bunkers para eventualmente armazenarem ogivas nucleras, combustível e foguetes, afirma o diário.

Os planos da empresa de construção, Jatam al-Anbia, inclui um sistema oculto para descarga de gases tóxicos, preocupação necessária para manter em segredo a localização da instalação, pois chaminés e grandes árvores poderiam fazer com que a base fosse localizada do ar.
Ainda segundo o jornal alemão, a delegação iraniana, também recebeu dinheiro para as despesas iniciais do projeto durante sua visita à Venezuela.

O jornal comparou a atual situação com a que ocorreu em outubro de 1962 quando a União Soviética estava construindo uma fábrica de mísseis em Cuba, levando ao que é conhecido como a Crise dos Mísseis Cubanos.

No entanto, o diário informou que o alcance dos mísseis iranianos conhecidos, não é suficiente para artigir os EUA, embora possa alcançar a Colômbia e o Canal do Panamá.

FONTE: Blog De Olho na Jihad

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TEERÃ – A decisão do Conselho dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) de investigar as denúncias de violações no Irã gerou críticas e reações do governo iraniano. Porém, os aliados de Mahmoud Ahmadinejad evitaram condenar a posição brasileira de apoiar o envio de um relator especial ao Irã para apurar as suspeitas. Para as autoridades iranianas, o Brasil é alvo de pressão dos Estados Unidos. As informações são da agência estatal de notícias do Irã, a Irna.

O presidente da Comissão de Relações Exteriores no Parlamento do Irã, Behrouz Kamalvandi, afirmou hoje que os Estados Unidos “tentam impor” uma nova ordem ao Brasil. Segundo o parlamentar, a posição brasileira mudou a partir da visita ao país do presidente norte-americano, Barack Obama, nos últimos dias 19 e 20. “Houve uma mudança na votação do Brasil logo após a visita”, disse ele.

Kamalvandi afirmou ainda que há um “confronto” entre os “tecnocratas independentes” e os “líderes políticos”. Segundo ele, a política externa brasileira passa por transformações que deverão ser ampliadas futuramente. “Nós acreditamos que a resolução e a questão dos direitos humanos têm apenas um objetivo, que é impor pressão sobre o Irã”, disse o parlamentar.

No último dia 24, o Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas aprovou por 22 votos favoráveis, 7 contrários e 14 abstenções as investigações no Irã. O Brasil apoiou a decisão sob o argumento, defendido pela embaixadora brasileira no órgão, Maria de Nazaré Farani de Azevedo, que a defesa de direitos humanos é prioridade para o governo da presidente Dilma Rousseff.

A iniciativa, segundo analistas da política externa, registra uma nova etapa nas negociações internacionais. Nos últimos dez anos, o Brasil se absteve ou votou favoravelmente ao Irã. Porém, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, tem afirmado que a defesa do respeito aos direitos humanos é considerada princípio basilar e trata-se de uma posição universal e não específica em relação a um ou outro país.

Nas primeiras entrevistas concedidas por Dilma, ao assumir o governo, ela já criticou as penas de apedrejamento e morte. Ela se referiu, inclusive, ao caso da viúva iraniana Sakineh Ashitiani, condenada à morte por suspeita de infidelidade e participação no assassinato do marido. O caso de Sakineh aguarda julgamento no Irã.

FONTE: Agência Brasil

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