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ONU debate esta semana relatório com detalhes inéditos sobre planos iranianos

Denise Chrispim Marin

Os EUA e países europeus pressionam Israel a desistir de qualquer plano de ataque a instalações nucleares do Irã. Diante de novas evidências sobre a natureza militar do programa iraniano, que serão divulgadas pela ONU esta semana, potências ocidentais insistiram ontem na adoção de sanções mais duras contra Teerã como alternativa a um ataque – cujas consequências seriam “irreparáveis” e “desestabilizadoras” no Oriente Médio.

Na semana passada, a imprensa israelense divulgou que o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu está tentando persuadir seu gabinete a lançar um ataque-surpresa contra o Irã. Vozes de dentro do governo de Israel, incluindo o alto escalão do Exército e da inteligência, seriam contra a ofensiva.

Em meio ao crescimento do temor de uma ação israelense, a França alertou ontem para o risco de uma guerra. “Podemos ainda fortalecer as sanções para pressionar o Irã. Vamos continuar nesse caminho, pois uma intervenção pode criar uma situação totalmente desestabilizadora”, afirmou ontem o chanceler de Paris, Alain Juppé. “Temos de fazer de tudo para evitar o irreparável”, completou.

Essa linha de ação havia sido defendida pelos presidentes Nicolas Sarkozy, da França, e Barack Obama, dos EUA, no dia 3, em Cannes. No encontro bilateral, os dois concordaram com o aumento da pressão sobre o Irã.

A possibilidade de Israel atacar o Irã tem sido classificada oficialmente pela Casa Branca como “especulação”. Mas, nos bastidores, há alto grau de preocupação. Uma autoridade de “alto escalão” de Washington disse à CNN em condição de anonimato que há uma “absoluta preocupação” em relação às intenções de Israel.

Segundo o jornal israelense Haaretz, o secretário de defesa dos EUA, Leon Panetta, visitou Israel em outubro com o objetivo de conseguir um compromisso de Netanyahu de não atacar o Irã sem o aval dos EUA. Panetta alertou o premiê e o ministro da defesa de Israel, Ehud Barak, que Washington “não quer surpresas”. Mas Netanyahu e Barak foram evasivos com Panetta e não prometeram pedir a bênção dos EUA antes de uma eventual ação contra Teerã.

Em recente entrevista à rede de televisão CNN, Barak afirmou haver preferência no governo israelense pela solução diplomática. Mas, completou ele, nenhuma opção está excluída.

O presidente de Israel, Shimon Peres, afirmou na sexta-feira acreditar na possibilidade de seu país empregar a força militar contra o Irã. “Os serviços de inteligência de vários países estão olhando o relógio e alertando seus líderes sobre o fato de não restar muito tempo.”

Nações Unidas

Esta semana, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) deverá apresentar um relatório sobre o programa nuclear iraniano, no qual concluirá que existem crescentes indícios de que Teerã está de fato em busca da bomba. O documento deve trazer um grau de detalhamento inédito sobre o programa iraniano.

A agência internacional teria obtido imagens por satélite de um contêiner de aço em Parchin, na periferia de Teerã, onde ocorreriam testes atômicos longe da supervisão dos inspetores. Potências ocidentais esperam usar o novo documento da ONU para conseguir aprovar mais sanções contra Teerã no Conselho de Segurança.

No sábado, o chanceler do Irã, Ali Akbar Salehi, afirmou ser “desprovida de fundamento e de autenticidade” a vinculação entre os testes de mísseis e o programa nuclear do país.

FONTE: O Estado de São Paulo

Fontes de inteligência dizem que Teerã já possui instalações no país sul-americano

Antonio Maria Delgado

O Irã construiu instalações militares, mantém material bélico e avança com seus planos de instalar mísseis balísticos de médio alcance na Venezuela, revelam fontes de inteligência que acompanham o fortalecimento da aliança estratégica entre Teerã e Caracas.

Segundo as fontes, o Irã introduziu na Venezuela alguns de seus mísseis, os quais estariam armazenados em bunkers subterrâneos construídos especialmente para esse fim por engenheiros iranianos.

As versões coincidem com um artigo publicado esse fim de semana pelo diário alemão Die Welt que informou sobre os avanços da construção de uma base de mísseis na península de Paraguaná, no estado de Fálcon, o ponto da Venezuela mais próximo dos Estados Unidos.

O diário alemão informa, citando fontes ocidentais de inteligência, que a base seria o local onde estaria armazenados os mísseis de médio alcance. O Irã conta atualmente com um míssel que alcança até 1.280 km, o Shabab-3, e com um variante deste modelo que chega a alcançar 1.930 km, e também desenvolveu o moderno Ghadr-110, com um alcance maior do que 2.500 km.

De acordo com o Die Welt, Irã e Venezuela, assinaram um pacto secreto que permitiria o regime de Teerã usar as instalações contra os Estados Unidos, caso fosse atacado pelo ocidente.

A versão do jornal alemão foi negada quarta-feira pelo governo venezuelano.

“Nós desmentimos que em Paraguaná haja uma instalação militar extrangeira”, assegurou o vice-presidente Elías Jaua.

No entanto, fontes de inteligência consultadas pelo El Nuevo Herald, disseram que “os iranianos iniciaram o processo de contrução de bases militares na venezuela há varios anos”, como parte de um pacto secreto de cooperação, firmado entre o mandatário venezuelano Hugo Chavez e seu homólogo iraniano Mahmoud Ahmadinejad.

Um dos depósitos subterrâneos mais importante foi construído em Zaraza, a leste do estado de Guárico, onde o Irã já teria armazenado parte dos mísseis, disse ao El Nueva Heral, um ex-agente de inteligência venezuelano que pediu anonimato.

“Os foguetes continuam lá, tanto na zona de Valencia como em Zaraza, comentou o agente. ” Em valência há outro depósito, é menor, mas também foi construído para guardar armamentos. Lá há alguns foguetes, mísseis terrar-ar, e peças de mísseis”.

O Capitão aposentado da marinha venezuelana, Bernado Jurado, também disse conhecer a existência do depósito no estado de Guárico.

“As bases de mísseis que existem em Zaraza, serão instaladas em Paraguaná, no centro do país e nas planícies venezuelanas”, disse Jurado em um programa de televisão.

Outros militares venezuelanos consultados pela redação, confirmaram a existência de equipamentos militar iraniano no bunker de Zaraza e outras instalações similares construídas no país, mas afirmam desconhecerem informações de que entre estes se encontrem componentes de mísseis balísticos.
O ex-funcionário de inteligência consultado, disse ter participado de várias reuniões onde funcionários venezuelanos forneceram detalhes sobre os planos para a construção de instalações de mísseis.

Nestes encontros houve a participação de agentes de inteligência dos EUA, já que muitos deles perceberam o perigo eminente com o estabelecimento de um pacto estratégico com o Irã.

“Os militares que participaram destas reuniões, viram a chegada de componentes dos foguetes. Também assitiram as reuniões onde se discutiu os tipos de mísseis e suas características”, comentou o ex-oficial de inteligência.

“E lá chegaram a conclusão de que o presidente Chavez estava envolvendo a Venezuela, sem nenhuma necessidade, em um conflito internacional que poderia trazer terríveis repercusões para o país, tornando-o uma alvo da comunidade internacional. Isso é o que os obriga a entrar em contato com as autoridade dos EUA”, acrescentou.

Segundo o ex-agente, as autoridade americanas, acompanham por satélite a construção de algumas destas instalações, algumas inclusivem possuem túneis subterrâneos que com capacidade para o tráfego de caminhões.

Além dos EUA, as intalações estariam sendo monitoradas por Israel e outros países europeus.

Die Welt, informou ainda que um grupo de engenheiros, a Guarda Revolucionária Iraniana, e uma empresa de propriedade de al-Anbia, têm visitado em várias ocasiões as instalações que estão sendo construídas em Paraguaná.

Uma das visitas teria ocorrido em fevereiro, com a particiapação do Comandante da Força Aérea da Guarda Iraniana, Amir al-Hadschisadeh, que aprovou os planos juntamente com os sócios venezuelanos.

A intenção da delegação iraniana é desenvolver uma infra-estrutura para proteção contra ataques aéreos.Também está previsto a criação de uma estação de comando e controle, a construção de zonas residênciais,torres de vigilância e bunkers para eventualmente armazenarem ogivas nucleras, combustível e foguetes, afirma o diário.

Os planos da empresa de construção, Jatam al-Anbia, inclui um sistema oculto para descarga de gases tóxicos, preocupação necessária para manter em segredo a localização da instalação, pois chaminés e grandes árvores poderiam fazer com que a base fosse localizada do ar.
Ainda segundo o jornal alemão, a delegação iraniana, também recebeu dinheiro para as despesas iniciais do projeto durante sua visita à Venezuela.

O jornal comparou a atual situação com a que ocorreu em outubro de 1962 quando a União Soviética estava construindo uma fábrica de mísseis em Cuba, levando ao que é conhecido como a Crise dos Mísseis Cubanos.

No entanto, o diário informou que o alcance dos mísseis iranianos conhecidos, não é suficiente para artigir os EUA, embora possa alcançar a Colômbia e o Canal do Panamá.

FONTE: Blog De Olho na Jihad

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TEERÃ – A decisão do Conselho dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) de investigar as denúncias de violações no Irã gerou críticas e reações do governo iraniano. Porém, os aliados de Mahmoud Ahmadinejad evitaram condenar a posição brasileira de apoiar o envio de um relator especial ao Irã para apurar as suspeitas. Para as autoridades iranianas, o Brasil é alvo de pressão dos Estados Unidos. As informações são da agência estatal de notícias do Irã, a Irna.

O presidente da Comissão de Relações Exteriores no Parlamento do Irã, Behrouz Kamalvandi, afirmou hoje que os Estados Unidos “tentam impor” uma nova ordem ao Brasil. Segundo o parlamentar, a posição brasileira mudou a partir da visita ao país do presidente norte-americano, Barack Obama, nos últimos dias 19 e 20. “Houve uma mudança na votação do Brasil logo após a visita”, disse ele.

Kamalvandi afirmou ainda que há um “confronto” entre os “tecnocratas independentes” e os “líderes políticos”. Segundo ele, a política externa brasileira passa por transformações que deverão ser ampliadas futuramente. “Nós acreditamos que a resolução e a questão dos direitos humanos têm apenas um objetivo, que é impor pressão sobre o Irã”, disse o parlamentar.

No último dia 24, o Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas aprovou por 22 votos favoráveis, 7 contrários e 14 abstenções as investigações no Irã. O Brasil apoiou a decisão sob o argumento, defendido pela embaixadora brasileira no órgão, Maria de Nazaré Farani de Azevedo, que a defesa de direitos humanos é prioridade para o governo da presidente Dilma Rousseff.

A iniciativa, segundo analistas da política externa, registra uma nova etapa nas negociações internacionais. Nos últimos dez anos, o Brasil se absteve ou votou favoravelmente ao Irã. Porém, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, tem afirmado que a defesa do respeito aos direitos humanos é considerada princípio basilar e trata-se de uma posição universal e não específica em relação a um ou outro país.

Nas primeiras entrevistas concedidas por Dilma, ao assumir o governo, ela já criticou as penas de apedrejamento e morte. Ela se referiu, inclusive, ao caso da viúva iraniana Sakineh Ashitiani, condenada à morte por suspeita de infidelidade e participação no assassinato do marido. O caso de Sakineh aguarda julgamento no Irã.

FONTE: Agência Brasil

O presidente Lula assinou decreto, nesta terça-feira (10/8), “internalizando” as sanções impostas ao Irã pelo Conselho de Segurança da ONU, mas o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, frisou que o governo brasileiro é contrário às medidas e que elas não trarão qualquer prejuízo às relações comerciais entre Brasil e o país persa. Segundo o ministro, o decreto envolve apenas as diretrizes da ONU e não as sanções unilaterais adotadas pelos Estados Unidos ou União Européia.

Amorim disse que a decisão do governo brasileiro refere-se apenas às determinações da resolução número 1929 que se relaciona ao comércio de armamentos pesados ou equipamento para produção de energia nuclear. Os acordos no setor de agroindústria, por exemplo, não serão prejudicados. O chanceler brasileiro fez questão de explicar qure as indústrias brasileiras com negócios no Irã têm liberdade de decidirem pela manutenção ou não de seus respectivos negócios. De parte do governo, nenhuma decisão impedirá a continuidade do comércio bilateral.

Isso não afetará profundamente as relações com o Brasil. Peço que prestem atenção na resposta. O Brasil, embora sem concordar com elas e sem concordar com o método neste momento em que o Irã fez uma abertura, está internalizando as sanções adotadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. As sanções unilaterais, do ponto de vista legal nosso, não nos concernem. Agora não posso dizer que uma empresa que tenha negócio com o Estados Unidos e que prefira não se arrriscar. Isso é um problema da empresa. Não será uma disposição legal brasileira. Não aceitamos as sançoes unilaterais. Nós somos respeitadores das leis internacionais ao contrário de outros que muitas vezes praticam ações unilaterais, que frequentemente criticam o direitos humanos de um lado e financiam governos que violam direitos humanos de outro. Nós seguimos a lei internacional e a lei internacional manda que nós façamos isso.

Na entrevista, Amorim voltou a relatar sobre os procedimentos do governo brasileiro em favor de Sakineh Mohammadi Ashtiani condenada pelo govereno iraniano a morte por apedrejamento. O chanceler contou também que Colômbia e Venezuela estão em processo de entedimento para o pronto restabelecimento da paz. Além disso, confirmou que um avião da FAB [Força Aérea Brasileira] foi colocado à disposição do presidente do Paraguai, Fernando lugo, para que venha ao Brasil onde se submeterá a tratamento médico para câncer.

FONTE: Blog do Planalto

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SAN JUAN, Argentina (Reuters) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender nesta terça-feira, durante a reunião de cúpula do Mercosul, um diálogo com o Irã, e, mais uma vez, manifestou ser contrário à imposição de sanções à República Islâmica por seu programa nuclear.

As relações com o Irã são um tema sensível na Argentina, onde o governo exige a extradição de autoridades iranianas, entre elas o ministro de Defesa, por eventuais vínculos com o atentado, em 1994, que destruiu a sede de uma entidade judaica em Buenos Aires e no qual morreram 85 pessoas.

Nos últimos meses, Lula tem criticado insistentemente as potências do Conselho de Segurança da ONU por terem imposto novas sanções ao Irã, depois de o Ocidente ter rejeitado um acordo que permitia a troca de combustível nuclear com a República Islâmica conduzido pelo presidente brasileiro em conjunto com a Turquia.

“Eu, Cristina, não conhecia o presidente do Irã, até que, uma dia, o encontrei na ONU e decidi conversar com ele”, disse Lula, dirigindo-se à presidente da Argentina, Cristina Fernández Kirchner, que preside a reunião de cúpula do Mercosul na cidade andina de San Juan.

“O que me deixa profundamente chateado é que nenhum dos presidentes, dos poderosos do Conselho de Segurança, conversou com ele”, acrescentou Lula.

Do Mercosul fazem parte Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, além de contar com a Bolívia e Chile como sócios não plenos, além da Venezuela, que se encontra em processo de adesão ao bloco sul-americano.

O Ocidente acredita que o programa nuclear iraniano está voltado para desenvolver bombas nucleares, mas Teerã insiste que seu objetivo é gerar energia elétrica.

Lula disse ainda que as sanções são contraproducentes, já que podem afetar empresas de países como o Brasil e a Argentina, mas não as companhias de nações ricas.

Funcionários dos Estados Unidos tem afirmado que a tentativa de acordo ensaiada pelo Brasil e pela Turquia é uma tática do Irã para ganhar tempo.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, tem advertido para que países latino-americanos não se aproximem do Irã, afirmando que essa atitude seria uma “má ideia”, com consequencias. (Por Karina Grazina, com reportagem adicional de Juliana Castilla)

FONTE: Reuters / Brasil Online

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O Brasil voltou a anunciar que se dispõe a cooperar nas negociações por um acordo de paz no Oriente Médio. A posição foi confirmada durante a visita do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em Jerusalém.

O presidente Lula foi estimulado a participar de certas conversas (em busca de um acordo de paz) anunciou o chanceler.

Obviamente, essas coisas não permitem reações imediatas.

Amorim também esteve na sede da Autoridade Nacional Palestina (ANP) com o primeiroministro Salam Fayyad, e o chanceler Riad al Maliki. Segundo o diário israelense M a ariv, o chanceler brasileiro deve voltar a se reunir com representantes israelenses para transmitir a resposta da ANP.

No mesmo dia, o premier israelense fez um apelo aos palestinos para que iniciem o quanto antes as conversações diretas com Israel.

Agora é preciso passar sem demora às negociações diretas declarou, acrescentando que EUA e Israel já concordaram sobre a necessidade de passar para este estágio das negociações.

Irã

A Agência Internacional de Energia Atômica da ONU confirmou o recebimento da carta do Irã comunicando a volta das negociações sobre o acordo de troca de combustível nuclear fora do território iraniano, firmado com a mediação de Brasil e Turquia.

O chanceler brasileiro, que se reuniu com autoridades iranianas no fim de semana, disse que espera sinais claros da comunidade internacional sobre a participação do país nas negociações com o Irã.

É mais importante considerar que, se os 1.200 quilos de urânio levemente enriquecidos pelo Irã já estivessem na Turquia, o mundo estaria muito mais tranquilo considerou.

FONTE: Jornal do Brasil, via Notimp

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Grupo que reune potências ocidentais quer frear o programa nuclear iraniano

Estados Unidos, Rússia e França não aceitaram formalmente a participação do Brasil e da Turquia nas negociações sobre um intercâmbio de urânio com o Irã, indicaram os diplomatas nesta segunda-feira (12), sem excluir categoricamente tal possibilidade.

A participação de brasileiros e turcos, que mediaram um acordo sobre troca de combustível nuclear com o Irã, chegou a ser anunciada neste domingo (11), pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Manuchehr Mottaki.

Em declarações à imprensa iraniana, ele disse que o grupo de Viena (Estados Unidos, Rússia e França) havia aceitado a presença de brasileiros e turcos nas negociações sobre a troca de urânio levemente enriquecido de Teerã (3,5%) por combustível enriquecido para fazer funcionar um reator de pesquisas médicas (20%), agora a cargo do Grupo de Viena.

O Grupo de Viena já havia proposto em outubro um intercâmbio nesse sentido controlado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Mas o Irã propôs condições inaceitáveis para as grandes potências, que suspeitam que Teerã pretende desenvolver armas nucleares, o que o Irã desmente.

Brasil e Turquia chegaram a mediar acordo

Oito meses depois, Teerã aceitou a ideia proposta, mas só após a mediação de Brasil e Turquia.

Os países do Grupo de Viena, no entanto, viram com reservas o acordo Irã-Turquia-Brasil e pediram à República Islâmica que esclarecesse alguns pontos.

Durante este tempo, o Irã continuou com suas atividades de enriquecimento, apesar do Conselho de Segurança da ONU votar uma quarta série de sanções econômicas e militares contra o regime iraniano no último dia 9 de junho.

Em 7 de junho, o Irã reconheceu, pela primeira vez, que as novas sanções impostas pela comunidade internacional poderão frear seu programa nuclear polêmico, aí compreendidas as atividades de enriquecimento de urânio, mas que isso não o deterá.

Neste domingo, no entanto, anunciou que produziu 20 kg de urânio enriquecido a 20%, desafiando, assim, a comunidade internacional, que exige o fim do programa

FONTE: AFP, via R7

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vinheta-clipping-forteO Brasil desistiu de tentar mediar um acordo com o Irã sobre seu programa nuclear, diz um artigo do jornal britânico “Financial Times” publicado nesta segunda-feira.

Segundo o “FT”, o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, disse ao jornal que o Brasil suspendeu a iniciativa de mediação depois que os Estados Unidos rejeitaram a proposta de acordo com o Irã costurada pelo Brasil e pela Turquia.

“Queimamos os nossos dedos ao fazer coisas que todo mundo disse que eram úteis e no fim concluímos que algumas pessoas simplesmente não aceitam um ‘sim’ como resposta”, disse Amorim ao jornal.

O chanceler brasileiro disse ainda ao “FT” que, se houver solicitação, o Brasil poderá voltar à mesa de negociações, mas que o país não assumirá uma “postura pró-ativa” na mediação.

“Um alto oficial do governo americano recebeu bem a notícia de que Brasília não vai mais se colocar à frente das negociações, face à decisão do Brasil e da Turquia de votar contra as sanções das Nações Unidas contra o Irã neste mês”, diz o “FT”, sem citar o nome deste oficial.

O oficial teria dito ainda que o Brasil não pode atuar como mediador porque o fato de ter votado contra as sanções do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) demonstra que o país não é neutro na questão. Ele argumentou ainda que o assunto deveria ser tratado pelos membros permanentes do Conselho.

De acordo como jornal, os comentários feitos por representantes brasileiros e americanos demonstram as “cicatrizes” deixadas nos dois lados pelas diferenças em relação ao Irã.

“Em uma indicação de que Brasil e Estados Unidos estão tentado superar suas dificuldades, Brasília decidiu não seguir adiante com a retaliação contra os subsídios americanos aos produtores de algodão, apesar de ter recebido luz verde da Organização Mundial do Comércio”, afirma o “FT”.

Mas, segundo o “FT”, o Brasil ainda se arrisca a irritar não apenas os Estados Unidos, mas também outros países, ao insistir que vai exportar etanol para o Irã.

A venda do combustível não está proibida segundo as sanções da ONU, mas qualquer suprimento para o setor de energia iraniano seria visto como violação ao espírito da resolução da ONU, afirma o jornal.

FONTE: BBC Brasil, via Folha de São Paulo

NOTA DO FORTE: mais uma vez a reputação do Brasil sai arranhada por outra trapalhada dos (ir)responsáveis pela nossa política externa. Quando é que nossos políticos vão aprender a não meter o nariz onde não são chamados? Quando é que vão aprender que retórica não basta para ter voz no cenário internacional? Sem o respaldo de um poder militar crível, o Brasil jamais será levado a sério pelos principais players internacionais.

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Funcionários do governo desmentem notícia de agência que previa congelamento de acordo

vinheta-clipping-forteMOSCOU – A Rússia disse nesta quinta-feira, 10, que as sanções aplicadas pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) ao Irã não interferem no acordo que prevê o envio de mísseis terra-ar S-300 à República Islâmica, desmentindo declarações de uma fonte não identificada na indústria armamentista russa citada pela agência Interfax.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Andrei Nesterenko, disse que as sanções, que colocam embargos sobre o comércio de armas com o Irã, não se aplicam a sistemas de defesa aérea, como é o caso dos S-300.

Mikhail Dmitriyev, chefe do Serviço Federal de Cooperação Técnico-Militar, que supervisiona o acordo, também disse que a nova resolução passada no Conselho de Segurança na quarta não têm efeito sobre os mísseis. “A Rússia de nenhuma forma está proibida de fornecer o sistema de defesa dos mísseis S-300 ao Irã, e o contrato seguirá valendo”, disse Dmitriyev à agência Itar-Tass.

Segundo ele, as sanções “deixaram um grande espaço” para outras cooperações militares entre russos e iranianos. “As restrições dizem respeito somente a dispositivos ofensivos. Também há outros assuntos nos quais continuaremos cooperando com o Irã”, completou, sem dar detalhes.

As declarações de Dmitriyev e Nesterenko ocorreram depois que a agência de notícias Interfax anunciou que a Rússia congelaria o contrato de envio de mísseis S-300 ao Irã. “A decisão do Conselho de Segurança da ONU deve ser aplicada por todos os países e a Rússia não será uma exceção. É por isso que o contrato de entrega de mísseis terra-ar S-300 ao Irã será congelado”, indicou a fonte.

Moscou e Teerã se colocaram de acordo para a entrega dos mísseis, o que fez com que os russos fossem duramente criticados por outras potências mundiais. O envio já deveria ter sido feito, mas problemas técnicos impediram a entrega e as armas nunca chegaram ao território iraniano.

Israel, os EUA e a Europa denunciaram o contrato, já que o sofisticado sistema de mísseis permitiria a Teerã defender-se de quaisquer ataques que ameaçassem suas instalações nucleares.

FONTE: Agência Estado e Reuters, via Estadão

NOTA DO BLOG: acompanhe as idas e vindas desse assunto nos links abaixo:

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SA-10 S-300

Medida é tomada um dia após serem aprovadas novas sanções da ONU contra a República Islâmica

vinheta-clipping-forteMOSCOU – A Rússia congelará seu contrato de envio de mísseis S-300 ao Irã, anunciou nesta quinta-feira, 10, uma fonte do serviço federal de cooperação militar à agência de notícias Interfax, segundo a AFP. O anúncio ocorre apenas um dia depois de o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovar uma nova rodada de sanções contra a República Islâmica por conta de seu controvertido programa nuclear.

A notícia, que cita uma fonte não identificada na indústria armamentista russa, contradiz autoridades russas que afirmaram que as sanções aprovadas na quarta-feira com o apoio de Moscou não afetará o acordo de mísseis de defesa aérea.

“A decisão do Conselho de Segurança da ONU deve ser aplicada por todos os países e a Rússia não será uma exceção. É por isso que o contrato de entrega de mísseis terra-ar S-300 ao Irã será congelado”, indicou a fonte.

Moscou e Teerã se colocaram de acordo para a entrega dos mísseis, o que fez com que os russos fossem duramente criticados por outras potências mundiais. O envio já deveria ter sido feito, mas problemas técnicos impediram a entrega e as armas nunca chegaram ao território iraniano.

Israel, os EUA e a Europa denunciaram o contrato, já que o sofisticado sistema de mísseis permitiria a Teerã defender-se de quaisquer ataques que ameaçassem suas instalações nucleares.

Diplomatas ocidentais acreditam que Moscou use o contrato como moeda de troca com os iranianos. Estes, por sua vez, mostraram-se decepcionados com a quebra de contrato, já que a Rússia afirmou diversas vezes que as sanções não implicariam no assunto dos mísseis.

A última dessas afirmações ocorreu na quinta-feira passada, quando Konstantin Kosachyov, um parlamentar russo do Comitê de Assuntos Internos da Câmara Baixa, havia disse que o sistema de mísseis S-300 é defensivo e por isso não é afetado pelas sanções.

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FONTE: Estadão, com informações da agência Reuters

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