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Ataque é o primeiro fazer vítimas desde a ofensiva israelense de janeiro de 2009

vinheta-clipping-forteGAZA – Militantes palestinos lançaram nesta quinta-feira, 18, um foguete a partir da Faixa de Gaza que acertou o território israelense e deixou um camponês tailandês morto, informaram as autoridades de Israel. O episódio ocorre em meio à visita da chefe da diplomacia da União Europeia à região.

Um grupo desconhecido de Gaza chamado Ansar al-Sunna se responsabilizou pelo ataque, realizado um dia antes da reunião do Quarteto para o Oriente Médio em Moscou, onde se discutiria formas para restabelecer as negociações de paz na região.

Segundo a Polícia israelense, o míssil atingiu a comunidade agrícola de Netiv Ha’asara, no deserto do Neguev. Apenas o tailandês foi morto e não houve notícias de mais feridos ou mais ataques.

A chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, havia cruzado a Faixa de Gaza aproximadamente uma hora antes de o míssil atingir o território israelense. É a primeira vez desde janeiro de 2009, quando houve a ofensiva de Israel, que um míssil disparado a partir de Gaza deixa vítimas.

Catherine recebeu informações sobre o ataque e imediatamente condenou “todo tipo de violência” na região. “Condeno todo tipo de violência. É preciso avançar para conseguir que o processo de paz tenha uma solução bem sucedida”, disse a diplomata europeia.

Os lançamento de mísseis por militantes palestinos a partir de Gaza é frequente, mas ultimamente não deixou mortos. O número de ataques diminuiu drasticamente desde a ofensiva de Israel em Gaza no começo do ano passado, quando cerca de 1.400 pessoas morreram. Os israelenses respondem aos ataques com bombardeios direcionados a campos dos insurgentes e locais de produção de armas.

O Hamas, grupo islâmico que controla a Faixa de Gaza desde 2007, pediram que os outros grupos militantes não fizessem esse tipo de ataque temendo retaliação do Exército de Israel. O Ansar al-Sunna, porém, é um grupo pertencente a uma facção ultraconservadora e que desafia o Hamas na Faixa de Gaza. O nome também é usado por aliados da rede terrorista Al-Qaeda no Iraque.

FONTE: Estadão, com agências Efe e Reuters

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Lula entre israelenses e palestinos

Lula é recebido por israelenses e palestinos e defende pressa na negociação entre os povos

Viviane Vaz

vinheta-clipping-forteEm sua passagem pelo Oriente Médio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está vendo de perto como é difícil agradar a israelenses e palestinos. Ontem, em seu último dia de visita a Jerusalém, foi abertamente criticado pelo chanceler israelense, Avigdor Lieberman, por não ter visitado o túmulo do fundador do sionismo, Theodor Herzl. Do lado palestino, Lula foi cobrado pelo grupo islâmico Hamas por não incluir a Faixa de Gaza na viagem presidencial, enquanto a ONG Stop the Wall (Detenha o Muro) pediu que o brasileiro rompa as relações comerciais com Israel. “O Brasil deverá decidir entre negociar com Israel e suas armas ou posicionar-se ao lado dos palestinos, dos direitos humanos e da democracia e cortar as relações militares com Israel”, afirmou o ativista Jamal Juma.

Lieberman — apesar da crítica e do boicote à reunião no Parlamento e ao jantar oferecido a Lula — elogiou a viagem do presidente a Israel. “A visita foi um sucesso, com encontros bem-sucedidos e frutíferos”, disse o chanceler, ressaltando “que existem regras do Ministério do Exterior que devem ser respeitadas”. “(As autoridades brasileiras) recusaram-se a visitar o túmulo de Herzl desde o começo. E um homem que se nega a visitar o túmulo de Herzl e vai depositar flores no túmulo do (líder palestino Yasser) Arafat é coisa que não posso aceitar”, completou.

Lula visitaria o túmulo de Herzl, mas o compromisso, segundo o Itamaraty, não foi incluído na agenda por falta de tempo. Durante o dia, o presidente foi ao Museu do Holocausto (Yad Vashem), criado para lembrar o genocídio de 6 milhões de judeus pelo regime nazista de Adolf Hitler na Segunda Guerra, entre 1939 e 1945. “A humanidade deve repetir todos os dias, quantas vezes for necessário, ‘nunca mais, nunca mais, nunca mais’”, destacou Lula, depois de depositar uma coroa de flores em memória das vítimas. “Eu acredito que a visita ao Museu do Holocausto deveria ser quase obrigatória a todo ser humano que quer governar uma nação”, completou, ao lado da mulher, Marisa Letícia, e do presidente de Israel, Shimon Peres.

O rabino Israel Lau, diretor do museu e sobrevivente dos campos de concentração, pediu a Lula para conseguir-lhe um encontro com o presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad. “Na condição de criança de Buchenwald, quero me reunir com ele para que ouça meu testemunho e para que eu possa provar que ele está errado em negar a existência da Shoah (Holocausto)”, afirmou Lau.

Depois de visitar o museu, Lula foi ao Bosque de Jerusalém plantar uma árvore, como fazem todos os chefes de Estado que passam por Israel. “Pode ficar certo que muito feijão que vocês comerão fui eu quem plantei”, brincou Lula com os jornalistas presentes. Em discurso oficial, após a cerimônia de plantio, Lula comparou os 360 milhões de hectares da Amazônia aos 27 milhões de hectares de Israel e defendeu o compromisso brasileiro acertado na Conferência do Clima, em dezembro, em Copenhague. “Até 2020, nós vamos diminuir o desmatamento na Amazônia em 80%, o que é um feito muito arrojado e é um compromisso do meu país”, disse.

No início da tarde, Lula foi recebido pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, na cidade de Belém, território palestino da Cisjordânia. “É indispensável a necessidade de coexistência entre os estados de Israel e da Palestina. E o mundo tem pressa”, discursou Lula a empresários brasileiros e palestinos. “Eu converso com palestinos e eles dizem que as negociações estão boas. Eu converso com os israelenses e eles dizem a mesma coisa. Mas, claramente, há algo errado”, disse. O presidente foi aplaudido ao defender um acordo entre o Mercosul e a Autoridade Palestina. Hoje, Lula vai a Ramallah, violenta capital administrativa palestina. Ele inaugurará uma rua chamada Brasil e vai visitar o túmulo de Arafat —líder palestino criticado e elogiado por mais de quatro décadas ao defender um acordo com os israelenses.
É indispensável a necessidade de coexistência entre os estados de Israel e da Palestina. E o mundo tem pressa”

Garcia chama boicote de “descortesia”

Para o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, o boicote do ministro das Relações Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, a eventos dos quais o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou em Israel foi “uma descortesia”. A atitude do chanceler israelense foi uma reação ao fato de a comitiva brasileira ter recusado o convite para visitar o túmulo do húngaro Theodor Herzl, o fundador do movimento sionista.

Em Jerusalém, Garcia lembrou que quando o ministro israelense veio ao Brasil no ano passado, “o presidente Lula o recebeu com a maior cortesia, e chegou a abrir uma exceção, porque normalmente presidente recebe presidente e seria de praxe que o chanceler tivesse sido recebido pelo nosso chanceler”. “Portanto, podemos classificar a atitude de Lieberman como um ato de descortesia”, disse Garcia. No entanto, o assessor especial avaliou que a questão não comprometeu “o sucesso da visita a Israel” e a viagem oficial conseguiu, apesar da divergência, aproximar os dois países. O assessor também explicou que a visita não estava prevista na agenda previamente acordada.

Este ano, o governo israelense comemora o aniversário de 150 anos do nascimento de Herzl, que fundou o movimento político que defende o direito à autodeterminação do povo judeu e à existência de um Estado judaico. Em 1975, o Brasil votou a favor da Resolução 3.379 da Assembleia Geral da ONU, que aprovou considerar o sionismo uma forma de “racismo e discriminação racial”. A decisão foi anulada em 1991, com a aprovação da Resolução 4.686 da assembleia, que recebeu apoio do Brasil.

FONTE: Correio Braziliense

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vinheta-clipping-fortePara o embaixador dos EUA em Israel, Michael Oren, os novos assentamentos em Jerusalém Oriental desataram a pior crise nas relações bilaterais em 35 anos. A questão é se os EUA passarão da crítica à ação dessa vez.

Israel é o país que mais recebe ajuda dos EUA – são US$ 2,4 bilhões anuais, principalmente na área militar. O presidente George H. Bush foi o último a tentar impor condições para essa ajuda – em 1991 ele pressionou pelo congelamento da expansão dos assentamentos quando Israel pediu um crédito de US$ 10 bilhões.

Segundo Oren, que também é historiador, a última grande crise entre os dois países ocorreu em 1975, quando o então chanceler americano Henry Kissinger teve de convencer o primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin a desistir da ocupação do Sinai, no Egito. Na época, os Estados Unidos se recusaram a firmar novos acordos militares com Israel por seis meses. Com a pressão, o governo israelense cedeu, o que acabou abrindo o caminho para a iniciativa de Anwar Sadat, em 1977, que culminaria nos acordos de Camp David, impulsionados por Jimmy Carter, e no tratado de paz de 1979.

FONTE: O Estado de São Paulo

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está em Jerusalém na primeira ida oficial de um chefe de Estado do Brasil a Israel e aos territórios palestinos. Com a Cisjordânia em clima tenso, Lula verá o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas.

vinheta-clipping-forteJERUSALÉM – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou domingo a Jerusalém para aprimeira visita oficial de um chefe de Estado brasileiro a Israel e territórios palestinos. O programa oficial da visita começa segunda-feira, com um encontro entre Lula e seu colega israelense, Shimon Peres. O líder brasileiro, que viaja com 80 empresários, se reúne mais tarde com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e visita ainda a líder da oposição, Tzipi Livni.

Lulasegue terça-feira para a Cisjordânia, onde se reunirá com o presidenteda Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abbas, e com o primeiro-ministro palestino, Salam Fayad. A agenda prevê, inclusive, que Lula pernoite em Belém sem retornar a Jerusalém, antes de seguir para Ramallah, naquarta-feira, um gesto considerado de elevado peso simbólico.

A última etapa da viagem será uma visita à Jordânia. Na capital, Amã, Lula se reunirá com o rei Abdullah II, onde discutirá o papel que o Brasil pode desempenhar nas negociações de paz e analisar a tensa situação internacional criada pelo polêmico programa nuclear iraniano.

Crise

A visita de Lula ocorre em meio a uma crise entre Israel e EstadosUnidos, seu maior aliado, após o anúncio, durante a visita do vice-presidente americano, Joe Biden, na semana passada, de que o governo israelense autorizou a construção de mais 1.600 casas em Jerusalém oriental, setor majoritariamente árabe da cidade santa, anexado em 1967 pelo Estado hebraico. O Brasil fez coro à condenação internacional contra a decisão. Em maio, Lula visita o Irã.

A viagem de Lula ao Oriente Médio representa o mais importante esforço feito até agora pelo governo para tentar situar o Brasil como interlocutor para as negociações entre israelenses e palestinos.

O Brasil vem mobilizando uma forte ofensiva diplomática para tentar ser inserido com o interlocutor nesta questão, com vistas a fortalecer sua posição como aspirante a um cargo permanente no Conselho de Segurançada ONU, mas,para isso, é preciso haver uma reforma na organização.

OBrasil ocupa atualmente um assento não-permanente rotativo no Conselhode Segurança, órgão máximo de decisão das Nações Unidas.

FONTE: Jornal do Brasil

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Incidente diplomático na chegada

vinheta-clipping-forteNem bem desembarcou em Israel e o presidente brasileiro já se deparou com um mal-estar diplomático com os israelenses. Lula riscou do cronograma da visita de 36 horas ao país a realização de uma cerimônia em homenagem a Theodor Herzl, o jornalista austro-húngaro fundador do movimento sionista, que levou à criação do Estado de Israel. No evento, marcado para terça-feira, Lula depositaria uma coroa de flores no túmulo de Herzl.

Segundo a rádio israelense Arutz 7, o organizador do evento, Hagai Merom, chamou a decisão de Lula de “insulto” e afirmou que a visita ao local faz parte das “regras de cerimônia e amizade entre países”.

A embaixadora Dorit Shavit, diretora-geral para América Latina do Ministério das Relações Exteriores, tentou diminuir a intensidade do incidente. Ela afirmou acreditar que Lula recusou visitar o túmulo porque não sabe quem é Herzl e não porque tenha algo contra o sionismo.

- Na minha avaliação, ele decidiu não ir porque não sabe a importância de Herzl para nós. Ainda temos esperança que ele mude idéia.

Shavit contou que a Chancelaria pediu explicações ao embaixador Pedro Motta Pinto Coelho, que tentou acalmar os israelenses. Fontes do Itamaraty informaram que a decisão foi tomada apenas porque a agenda estava lotada. Nesse mesmo dia, Lula vai ao Museu do Holocausto, almoçará com autoridades e viajará à Cisjordânia, para se reunir com o presidente palestino, Mahmoud Abbas.

- Depois do “piripaque” que ele teve em janeiro, estamos tentando dar mais tempo para ele descansar – disse um funcionário do Itamaraty.

Mas a recusa está sendo interpretada, por alguns, como sinal de que o presidente não simpatiza com o movimento que criou Israel. O sionismo é criticado principalmente por países árabes. (D.K.)

FONTE: Agência O Globo

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por Gustavo Chacra

vinheta-clipping-forteIsrael capturou um navio carregado com centenas de toneladas de armamentos. De acordo com militares israelenses, o arsenal seria iraniano e o destino final era o Hezbollah, com escala no território sírio. A tripulação da embarcação foi abordada por autoridades de Israel e não sabia do carregamento. A Síria e o Irã, chamando os israelenses de piratas, disseram que o navio levava bens dos iranianos para os sírios, e não armamentos. As imagens, porém, são de um arsenal militar. Dificilmente poderia ser feita uma montagem tão rápida (assista ao vídeo aqui).

Se as armas tivessem como destino o Hezbollah, seria uma violação da resolução 1701, das Nações Unidas, que encerrou o conflito entre o grupo libanês e Israel em 2006. A mais grave, até agora, já que os dois lados desrespeitaram diversas vezes a determinação da ONU.

Os israelenses dizem possuir uma prova de que o Irã não está interessado na paz na região e busca armar grupos hostis a Israel e, no caso do Hezbollah, considerado terrorista pelos EUA – a organização, além do braço militar, possui, no Líbano, um partido político, uma rede de TV, creches e hospitais. A ajuda do Irã ao grupo está longe de ser novidade, com Teerã sempre dizendo que, se os EUA podem ter acordos militares com Israel, os iranianos também têm o direito de manter relaçõs com seus aliados.

O problema, para Teerã, é que não interessa o que eles pensam. Afinal, sempre acharão que Israel está errado e vice-versa. O que importa, no Oriente Médio, é a visão da comunidade internacional. Agora, com a interceptação de Israel, existe a imagem simbólica de um navio com mísseis que poderiam ser usados em ataques contra o norte israelense.

O carregamento interceptado ontem era grande e certamente estas armas farão falta para o Hezbollah, caso realmente fossem destinadas ao grupo. Ainda assim, segundo analistas militares, a carga confiscada representa apenas 10% do que o grupo libanês possui em estoque.

Do episódio, fica a pergunta sobre o por que de o Irã decidir enviar o carregamento por mar. Seria mais seguro, ainda que caro e com logística mais complicada, mandar as armas por via aérea pela Síria e, de lá, cruzar sem problemas para o Líbano, como feito muitas vezes. Talvez, como mostrou o Haaretz, o regime de Teerã e o de Damasco tenham obtido sucesso pela via marítima no passado, mas, agora, Israel intensificou suas operações no Mediterrâneo.

De qualquer forma, o cenário Israel x Irã está assim, na posição israelense

1 – Atacar as instalações militares preventivamente
2 – Manter a Guerra Fria

Caso opte pela opção 1, Israel tende a sofrer as seguintes consequências

a) matará civis iranianos e, mais uma vez, a imagem israelense ficará deteriorada diante da opinião pública internacional
b) não há certeza de que conseguirá sucesso em eliminar o suposto programa nuclear iraniano
c) poderá sofrer uma dura resposta do Hezbollah, caso o grupo concorde em cooperar com Teerã na retaliação

Com a captura do navio ontem, Israel buscará mostrar para a comunidade internacional que o Irã provocou antes. Isto é, abrandará o efeito A descrito acima. Também pressiona o governo libanês, dizendo que um ataque a Israel do Hezbollah será visto como um ataque do Líbano. Assim, tenta conter o grupo pela via doméstica libanesa e reduz a consequência C. Já o efeito B está nas mãos da Força Aérea israelense, considerada uma das mais preparadas do mundo.

Como acredito que o atual governo israelense não considera a opção 2, da guerra fria, uma saída favorável, eu diria que existe uma possibilidade grande de caminharmos, em breve, para uma operação militar israelense contra o Irã.

Os iranianos, por serem o lado mais fraco na matriz, esperam para Israel mover a sua peça antes de agir. Caso seja a opção 1 de Israel, deve aplicar as seguintes retaliações

a) fechar o golfo pérsico, fazendo o preço do petróleo disparar
b) sabotará os EUA no Iraque e no Afeganistão
c) pode usar o Hezbollah contra Israel, desde que consiga exercer mais força sobre o grupo do que os aliados cristãos da organização em Beirute

As medidas A e B afetam diretamente os EUA. Assim, Teerã busca usar Washington, que apenas teria a perder com o conflito, para impedir Israel de agir, ganhando tempo para completar o seu programa nuclear

Logo,

1 – Israel, Irã e Hezbollah podem ou não ganhar com o conflito
2 – Os EUA certamente perderiam, assim como o Líbano
3 – A Síria, sabe-se lá como, sairia ilesa mais uma vez

É, literalmente, um cabo de guerra. De uma certa forma, o Irã e Israel puxam para o mesmo lado, com uma ajuda síria. Libaneses (o governo) e americanos, para o outro. Os palestinos? Esqueçam, por enquanto.

FONTE: Blog “De Beirute a Nova York”

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Stewart Nozette pode pegar prisão perpétua caso seja condenado

vinheta-clipping-forteUm cientista americano que trabalhou para a Nasa (agência espacial dos EUA) e para o Pentágono foi acusado, nesta segunda-feira, de tentativa de espionagem para Israel, segundo informações do departamento de Justiça.

Stewart David Nozette, de 52 anos, é acusado de “tentar deliberadamente, comunicar, entregar e transmitir informação sigilosa, relacionada à defesa nacional dos Estados Unidos, a um indivíduo que acreditava ser um funcionário da inteligência israelense”, informou o Departamento.

Ele foi preso nesta segunda-feira por agentes do FBI e deve comparecer a uma audiência em um tribunal de Washington nesta terça-feira. Caso seja condenado, a sentença pode ser a prisão perpétua.

“A conduta relacionada a este caso é séria e deve servir como alerta para qualquer um que possa considerar comprometer os segredos de nossa nação por lucro”, disse o procurador-geral assistente, David Kris.

Acesso

Nozette trabalhou para o governo para a Casa Branca no Conselho Nacional Espacial entre 1989 e 1990. Depois, ele passou dez anos no Departamento de Energia.

Em 2000, o cientista criou uma associação sem fins lucrativos com a qual participou, do desenvolvimento de tecnologia de ponta por parte do governo americano.

“Entre 1989 e 2006, Nozette teve acesso a informações secretas e, regularmente, a documentos ligados à defesa dos Estados Unidos”, afirmou o departamento de Justiça em comunicado.

Em setembro, Nozette teve contato com um agente do FBI que se passou por um oficial da inteligência israelense. Ele teria dito que estaria disposto a responder regularmente perguntas sobre informações secretas dos EUA em troca de dinheiro e de um passaporte israelense.

Ao longo do mês, o cientista teria enviado cartas com as respostas às questões. O conteúdo, segundo o departamento de Justiça, era classificado como “secreto e super secreto, sobre satélites americanos, sistemas de alerta precoce, modos de defesa e retaliação contra ataques de grande escala, informações sobre inteligência de comunicação e importantes elementos da estratégia de defesa”.

Ainda segundo o comunicado, Nozette teria aceitado um total de US$ 11 mil pelas informações.

FONTE: Estadão/BBC Brasil

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Militantes palestinos lançam foguetes contra Israel em 20 de dezembro de 2008. A última foto é do dia 27/12.

FOTOS: AP

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