Página 1 de 212

BRUXELAS e TRÍPOLI – Sete meses depois de bombardear Benghazi no início da ofensiva contra as forças de Muamar Kadafi, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) encerra à meia-noite desta segunda-feira a missão na Líbia que ajudou a dar fim aos 42 anos do regime. Anunciado na semana passada, o término das operações desagradou o governo interino líbio, que pedia ações internacionais até o fim do ano. Diante do fim da ajuda militar, o Conselho Nacional de Transição (CNT) líbio acelera agora a formação de um novo Exército.

Desde 19 de março, quando a Otan começou a agir amparada por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, as mais de duas mil ações aéreas, o patrulhamento da costa, e o envio de assessores militares franceses, britânicos e italianos ajudaram a impedir que a revolta popular contra Kadafi fosse sufocada pela resistência de suas forças. Mas, embora tenham pedido a prorrogação das operações da Otan, os líbios acreditam que os kadafistas remanescentes no país não representam um perigo para o novo governo do país.
- Devemos ter cautela. Preferiríamos que a Otan permanecesse até o fim do ano, mas não acreditamos que seja possível um contra-ataque dos fiéis ao antigo regime. Cada dia estamos mais fortes – diz ao jornal “El País” Mohamed Alí bin Kura, porta-voz militar de Zauiya.

A formação de um novo governo interino e de um Exército que substitua as milícias que ajudaram a derrubar o ditador são as prioridades dos atuais governantes líbios. Segundo o “El País”, coronel Bashir el Neiri, um dos oficiais que combateu em Misurata, explica que o procedimento de formação do Exército tem base local.
- O conselho militar de cada cidade está escolhendo seus representantes, que irão a Benghazi na próxima semana para estabelecer a nova hierarquia militar e escolher seus chefes – diz Neiri.

FONTE: O Globo / Agências Internacionais

PARIS e LONDRES – Em uma demonstração de que os esforços da comunidade internacional não vão se limitar à ofensiva militar e à ordem de prisão contra Muamar Kadafi, o porta-voz do Exército francês confirmou, nesta quarta-feira, o país mandou armas para os rebeldes líbios. Reportagem publicada pelo jornal “Le Figaro” informou que a França está fornecendo armamento para rebeldes que atuam nas Montanhas Ocidentais da Líbia e tentam chegar a Trípoli, onde Kadafi resiste a três meses de guerra civil.

O coronel Thierry Burkhard confirmou que o envio de aramas aconteceu no início de junho, quando civisis foram cercados por forças do ditador, que se recusavam a autorizar a passagem de ajuda humanitária. Segundo o porta-voz do Exército, as armas foram lançadas de paraquedas nas montanhas de Nafusa.

Entre elas havia lançadores de foguetes, rifles de assalto, metralhadoras e mísseis antitanque. A decisão de enviar armas sem consultar os parceiros da Otan ocorreu “porque não havia outra forma de proceder”, disse uma fonte de alto escalão ao “Le Figaro”.

Rebeldes já receberam US$ 100 milhões de ajuda financeira internacional
No Reino Unido, o ministro de Relações Exteriores, William Hague, disse a parlamentares que já foi feito o primeiro pagamento de ajuda aos rebeldes, no valor de US$ 100 milhões. Em um encontro nos Emirados Árabes Unidos no início do mês, o grupo internacional que se uniu para discutir a situação da Líbia prometeu repassar aos rebeldes mais de US$ 1,3 bilhão.

- Na semana passada, eles receberam a primeira doação internacional (…) por meio do mecanismo de financiamento temporário estabelecido pelo grupo de contato para combustíveis e salários – disse Hague.

A rebelião contra os 41 anos de regime de Kadafi fez apenas ligeiros progressos desde que começou a receber apoio dos bombardeios aéreos da Otan, há três meses, mas agora os rebeldes dizem estar se aproximando da capital.

No domingo, o grupo que atua nas Montanhas Ocidentais, que ficam a sudoeste de Trípoli, obteve sua maior vitória ao chegar à localidade de Bir al Ghanam, onde agora enfrenta as tropas governistas.

FONTE: O Globo / Agências Internacionais

Tagged with:
 

Bombardeios das forças de líder líbio deixam ao menos dez mortos e 40 feridos em Misrata, terceira maior cidade do país

Em uma gravação de áudio divulgada pela TV estatal, o líder líbio, Muamar Kadafi, advertiu nesta sexta-feira que a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) será vencida e não poderá fazer nada para mudar seu regime na Líbia.

“Não queremos reconciliação nem diálogo. Estamos em nosso país e insistiremos em ficar aqui até a morte. Eles serão vencidos. A Otan será forçosamente vencida”, afirmou o coronel. “Estamos decididos a não mudar nada em nosso país se não for por vontade própria e longe dos aviões da Aliança”, afirmou.

Kadafi pediu aos líbios que se preparem para libertar seu país. “Preparem-se, homens e mulhers, para libertar toda a Líbia. Em um tom de voz elevado, o líder líbio disse que os que abandonam o regime “são tão covardes quanto os que usam armas” contra ele, em referência aos rebeldes líbios.

Kadafi ressaltou que suas forças resistirão e combaterão e advertiu que, se os aliados utilizarem tropas terrestres, serão enfrentados, embora tenha dito que eles “não se atreverão porque são covardes”.

Os aviões da Otan voltaram a atacar a capital do país, Trípoli, nesta sexta-feira, especificamente um bairro do sul da cidade, e também uma região perto de Kikla, a cerca de 150 quilômetros da capital.

Ataque a Misrata

Bombardeios das forças de Kadafi sobre a cidade de Misrata, no oeste do país e em poder dos rebeldes, deixaram dez mortos e 40 feridos nesta sexta-feira, anunciaram fontes dos rebeldes líbios.

Segundo Ahmed Hassan, todas as vítimas eram civis que foram atingidos por foguetes do tipo Grad 45 quilômetros ao oeste da cidade. Um vítima era uma mulher, que foi encontrada nos escombros da própria casa.

Hassan afirmou que Misrata – a terceira maior cidade da Líbia – é alvo dos bombardeios quase diários das forças de Kadafi e que, nesta sexta-feira, não aconteceu nenhum ataque da aviação da Otan.

FONTE: Com EFE e AFP

Tagged with:
 

LONDRES, 17 de abril – (Reuters) – O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, descartou neste domingo a possibilidade de enviar tropas terrestres para a Líbia, dizendo que é importante acatar a ordem da ONU e não tomar nenhuma atitude que possa alienar o mundo árabe.

“O que dissemos é que não se trata de uma invasão ou ocupação – não é o caso da Grã-Bretanha colocar suas botas no território. Não é o que estamos fazendo aqui,” disse ele à Sky News durante uma entrevista, respondendo a uma pergunta sobre o aumento da ajuda militar ao país.

Falando de Oxfordshire, no sul da Inglaterra, ele disse que a missão da aliança ocidental era bem clara: fiscalizar o cumprimento da zona de exclusão aérea e continuar com as incursões aéreas para destruir os tanques e artilharia de Muammar Gaddafi que estão sendo usados para matar civis.

“Está muito claro que devemos nos ater aos termos da resolução do Conselho de Segurança da ONU. Devemos manter o apoio do mundo árabe e acho que é muito importante nos assegurarmos que isso seja feito da maneira certa,” disse ele.

A Resolução 1973, que estabeleceu a zona de exclusão aérea, autoriza as forças a tomar “todas as medidas necessárias” para proteger os civis, ao mesmo tempo em que exclui “qualquer forma de ocupação estrangeira, em qualquer parte do território líbio.”

Cameron disse que, exceto enviando tropas terrestres, a aliança ajudaria de qualquer outra maneira para parar Muammar Gaddafi, “libertando o povo deste inferno em Misrata” e outras cidades ao longo da costa da Líbia.

Reiterando comentários que ele fez na sexta-feira, em conjunto com o presidente does EUA, Barack Obama e o presidente da França, Nicolas Sarkozy para um artigo de jornal, Cameron disse que Gaddafi precisa sair.

“Não tenho dúvidas que o coronel Gaddafi tem a intenção de matar pessoas em Misrata, assumindo o controle dessa cidade e seguindo em direção à Benghazi, onde tenho certeza que se ele chegar lá, haverá um banho de sangue,” analisou Cameron.

FONTE: Reuters/Brasil Online

Tagged with:
 

As forças da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) destruíram 17 tanques que pertenciam ao ditador líbio, Muammar Gaddafi, na sexta-feira e neste sábado, informou um funcionário da organização.

As forças aéreas da Otan atingiram 15 tanques perto da cidade de Misrata, a oeste do país, onde as forças de Gaddafi estão atacando os rebeldes que questionam seu comando, e dois ao sul de Brega, que fica no lado leste do país, segundo o funcionário.

“As operações de sexta-feira podem ter sido as mais eficazes [desde que a Otan assumiu o comando de operações militares na Líbia]“, acrescentou.

O funcionário também disse que aviões da Otan interceptaram outra aeronave MIG 23 perto de Benghazi no sábado, dirigida por um piloto rebelde, e o aconselharam a aterrissar.

“Não sabemos a identidade do piloto mas tendo em vista que ele decolou de Benghazi, assumimos que ele era um piloto da oposição”, disse.

Aparição na TV

Gaddafi fez neste sábado sua primeira aparição na televisão em cinco dias, enquanto suas tropas atacavam violentamente com morteiros a entrada oeste da cidade de Adjabiya. As imagens foram divulgadas pela TV estatal.

As imagens mostram o ditador eufórico, vestindo um manto marrom e óculos de sol, cercado por estudantes gritando slogans contra o Ocidente. Esta é a primeira aparição pública desde que Gaddafi saiu na segunda-feira em frente à sua casa em Bab al Aziziya, ao sul de Trípoli, para saudar seguidores reunidos no local.

As forças do dirigente bombardearam os arredores da Ajdabiya, forçando os rebeldes a se retirarem do hospital da cidade que fica a 160 quilômetros a sudoeste de Benghazi — a capital dos rebeldes.

Acuados, os rebeldes determinaram a desocupação do hospital, diante da intensidade do bombardeio das tropas do ditador líbio.

Em meio à debandada geral, os rebeldes decidiram se retirar do centro médico por conta da crueldade dos combates que obrigaram também o abandono da cidade pelas poucas famílias que restavam nesta área estratégica ao leste do país, na direção de Benghazi (reduto rebelde).

Apesar da luta, no leste, um barco Cruz Vermelha conseguiu levar suprimentos médicos para o oeste da cidade sitiada de Misrata.

As tropas do regime, na sexta-feira fez uma nova investida sobre Misrata, o principal reduto dos rebeldes na Líbia ocidental. Os rebeldes disseram à Reuters que foram capazes de se reagrupar e repelir o ataque por tropas do governo.

A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) pediu desculpas pelas mortes de civis e admitiu dificuldades em conter as forças do ditador, após o avanço das tropas do ditador às cidades de Misrata e Ajdabiyah,. Em Benghazi, centenas foram às ruas em manifestações contra a aliança militar que chefia as operações no país.

Na noite de sexta, rebeldes líbios disseram ter lutado contra um ataque ao leste de Misrata realizado pelas forças do ditador, que deixaram ao menos quatro mortos.

FONTE: Folha.com/Reuters

Tagged with:
 

Os rebeldes líbios fizeram um acordo com o Qatar para receber o novo armamento que precisam com urgência e estão em negociações com o Egito na tentativa de fechar o mesmo acordo, segundo fontes da direção insurgente em Benghazi, reduto dos opositores do ditador Muammar Gaddafi, entrevistados pela agência de notícias EFE.

As fontes também afirmaram que desde que a Otan tomou o comando da operação aliada a situação “mudou totalmente para pior”, já que seus bombardeios se repetem sobre as mesmas áreas, em vez de serem localizados nos arredores de Misrata e outras regiões onde seriam mais efetivos.

Nesta segunda-feira, confrontos entre os rebeldes e as forças de Gaddafi tiveram como palco pelo quarto dia consecutivo a cidade petrolífera de Brega.

Segundo a correspondente da “Al Jazeera”, SueTurton, os rebeldes conseguiram avançar em direção a oeste com ajuda dos ataques das forças de coalizão, depois de terem recuado devido à ofensiva das forças do governo.

Ainda de acordo com a repórter, os insurgentes estão com receio de avançar pela estrada principal, na costa de Brega, devido às suspeitas de que as forças de Gaddafi teriam colocado minas ao longo da rodovia.

Operações podem durar seis meses

As operações dos aviões britânicos que participam na manutenção da zona de exclusão aérea na Líbia durarão pelo menos seis meses, afirmou o chefe da Real Força Aérea britânica (RAF) em entrevista ao jornal britânico “The Guardian”.

“Estamos planejando com base em pelo menos seis meses e a partir de então veremos”, declarou o marechal Stephen Dalton. Segundo ele, a Líbia é a atual prioridade da RAF e a operação, no momento, era sustentável e não coloca em perigo os esforços britânicos em outros lugares.

Já os Estados Unidos informaram que vão retirar seus aviões do espaço aéreolíbio na tarde de hoje, segundo informações da “Associated Press”, citando um oficial da Otan. Durante a manhã desta segunda-feira, os aviões americanos permanceram na ativa devido a um pedido do órgão. Não foi informado se a retirada será permanente ou temporária.

Itália reconhece conselho de oposição a Gaddafi

A Itália reconhece o opositor Conselho Nacional de Transição (CNT) líbio como “único interlocutor legítimo” e considera que as propostas de saída da crise do regime de Gaddafi “não são confiáveis”, afirmou nesta segunda-feira o ministro das Relações Exteriores italiano, Franco Frattini.

“A Itália decidiu reconhecer o Conselho”, declarou Frattini após um encontro com um enviado do CNT, Ali Al Issawi.

“O regime de Trípoli está enviando pessoas à Grécia para fazer propostas. Estas propostas não são confiáveis. Não é possível aceitá-las”, disse Frattini em referência a uma visita no domingo de um enviado do regime a Atenas para negociar uma saída para a crise na Líbia.

FONTE: UOL

Tagged with:
 

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou uma ordem que autoriza o apoio secreto do governo norte-americano às forças rebeldes que tentam derrubar o ditador líbio, Muammar Gaddafi, disseram à agência Reuters funcionários do governo em condição de anonimato nesta quarta-feira. Em reação, a Casa Branca não negou nem descartou a ação.

As revelações chegaram horas após o chanceler líbio, Moussa Koussa, um dos mais importantes aliados de Gaddafi, anunciar sua deserção pouco após chegar ao Reino Unido.

No fim da noite desta quarta-feira houve também relatos de que jatos da coalizão internacional intensificaram os ataques à Trípoli.

A agência oficial líbia Jana confirmou que “um setor civil de Trípoli foi alvo, esta noite, de um bombardeio por parte do agressor cruzado e colonialista”.

De acordo com a Reuters, Obama assinou a ordem nas últimas duas ou três semanas. Tais decisões são a principal forma de diretriz presidencial usada para autorizar operações secretas da CIA [agência de inteligência americana].

Segundo o “The New York Times”, agentes da CIA foram enviados para a Líbia “em pequenos grupos” com a missão de estabelecer ligações com os rebeldes e determinar os alvos das operações militares.

A mesma fonte indicou que “dezenas de membros das forças especiais britânicas e agentes do serviço de espionagem [britânico] MI6 atuam na Líbia”, principalmente, para reunir informações sobre as posições das forças lealistas.

Em reação, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, recusou-se “a se manifestar sobre questões de inteligência”.

“Repito o que o presidente disse ontem (terça-feira): nenhuma decisão foi tomada sobre o fornecimento de armas à oposição ou a qualquer grupo que esteja na Líbia. Não descartamos, mas ainda não decidimos isso. Examinamos todas as possibilidades de ajudar os líbios”, indicou em um comunicado.

O chanceler russo, Sergei Lavrov, disse que a coalizão de forças internacionais que está lançando ataques na Líbia não tem o direito de armar os rebeldes.

Obama falou à TV NBC sobre o assunto

Em entrevista à rede de TV NBC na noite desta terça-feira, Obama disse que Gaddafi está amplamente enfraquecido e “não tem o controle da maior parte da Líbia neste momento”, acrescentando que não descarta a possibilidade de fornecer armas aos rebeldes.

A questão sobre armar ou não os rebeldes líbios para que possam fazer frente às forças leais a Gaddafi causa polêmica. Ontem, o secretário-geral da Otan, Andres Fogh Rasmussen, rejeitou a possibilidade.

Combatentes rebeldes, principalmente forças armadas com armas leves e em caminhonetes, disseram ter sido superados pela potência e alcance das armas de Gaddafi.

Gaddafi força o recuo dos rebeldes

Mais cedo nesta quarta-feira, horas depois de retomar Ras Lanuf do controle dos rebeldes, as forças leais a Gaddafi expulsaram os militantes do porto petroleiro de Brega.

A informação foi confirmada pelos próprios rebeldes em Ajdabiyah, cidade situada 80 km a leste de Brega, que disseram poder ouvir tiros de canhão na região.

A reconquista de Brega poucas horas depois da de Ras Lanuf confirma a rápida progressão do Exército governamental rumo ao leste do país, reduto dos insurgentes.

Após o rápido avanço registrado em 27 de março, quando os rebeldes recuperaram quatro cidades –Ajdabiyah, Ras Lanuf, El Aguila e Bin Jawad– em 48 horas, os milicianos revolucionários começaram a retroceder devido aos bombardeios da artilharia de Gaddafi, que disparava desde o Vale Vermelho, perto de Sirte.

FONTE: Folha.com

Tagged with:
 

Os ataques das forças de coalizão enfraqueceram as forças leais ao ditador líbio, Muamdar Kadafi, declarou nesta sexta-feira um alto funcionário do Pentágono, o vice-almirante Bill Gortney. Segundo ele, devido ao enfraquecimento, o ditador agora fornece armas a “voluntários” civis para que confrontem os rebeldes.

“Recebemos informações de que [Kadafi] começou a armar o que chama de voluntários para combaterem a oposição”, afirmou Gortney, do Estado-Maior americano, em uma coletiva à imprensa.

“Não estou certo de que sejam realmente voluntários, e também não sei quantos ele vai conseguir recrutar, mas considero revelador que ele julgue necessário buscar reforços entre os civis”, acrescentou.

O Exército líbio está bastante prejudicado, de acordo com o vice-almirante: “Kadafi quase não tem mais defesa anti-aérea e conta com uma capacidade reduzida de comandar e apoiar suas tropas em solo”.

“Seus aviões não podem mais voar, seus navios permanecem no porto, seus depósitos de munições continuam a ser destruídos, as torres de comunicação foram abatidas, os bunkers de comando foram inutilizados”, explicou o vice-almirante.

Forças da coalizão lançaram 16 mísseis de cruzeiro Tomahawk e realizaram 153 incursões aéreas sobre a Líbia nas últimas 24 horas, visando atingir a artilharia e as infra-estruturas de comando das forças leais ao ditador Muammar Kadafi, disse uma porta-voz do Exército norte-americano nesta sexta-feira.

Além dos Tomahawks, as forças da coalizão usaram quatro JDAMs — bombas guiadas por GPS — contra as forças militares do ditador, segundo Nicole Dalrymple, porta-voz do Comando para a África dos Estados Unidos, sediado na Alemanha.

Um avião norte-americano realizou 67 incursões aéreas, enquanto as outras 86 foram realizadas pelas outras equipes da coalizão. Os números registrados para um período de 24 horas até às 3h (horário de Brasília), disse Dalyrymple.

Aviões

Aviões ocidentais sobrevoaram Ajdabiyah (leste de Trípoli) nesta sexta-feira, e segundo rebeldes, bombarderaram as forças de Gaddafi na região.

Duas fortes explosões foram ouvidas perto da cidade, que é controlada pelos partidários do ditador, e foram observadas grandes colunas de fumaça. Não foi possível, no entanto, determinar a origem das explosões.

Segundo depoimentos de testemunhas ouvidas pela France Presse, rebeldes executam ataques cada vez mais frequentes na região de Ajdabiyah, tentando recuperar o controle da cidade estratégica, que fica 160 quilômetros ao sul de Benghazi, principal reduto dos insurgentes.

Cerca de 2.000 fieis compareceram às orações de sexta-feira em Benghazi. O imã que liderou a reza pediu solidariedade aos moradores das cidades controladas por Kadafi, e disse que a revolta popular será bem-sucedida. “A nova Líbia deve ser democrática. Não precisamos de um novo Kadafi”, disse o líder religioso.

Sequestros

Também hoje, um porta-voz rebeldes disse que forças do governo líbio sequestraram e espancaram moradores de Zawiyah desde que recapturaram a cidade próxima da capital, Trípoli, há duas semanas.

“Os batalhões (de Kadafi) montaram barreiras em cada esquina e rua da cidade,” disse, por telefone, o porta-voz Ibrahim, em Zawiyah.

“Eles sequestram homens jovens ou velhos, qualquer pessoa que tenha menos de 50 ou 60 anos, quer seja um engenheiro ou um simples operário da construção, e as pessoas são levadas para um lugar desconhecido,” disse o porta-voz, pedindo para ser identificado apenas pelo primeiro nome.

“Milhares de pessoas desapareceram assim desde que os batalhões tomaram a cidade,” disse ele à Reuters nesta sexta-feira.

Não foi possível confirmar independentemente o relato, já que o governo líbio restringe os movimentos nos territórios que controla.

Mohsen, de 35 anos, que na quarta-feira fugiu de Zawiyah, cidade a 50 quilômetros a oeste de Trípoli, também falou em sequestros e espancamentos.

“As lojas estão fechadas, e a situação humanitária está muito ruim. Os moradores têm medo de sair de casa. Há sequestros e espancamentos a toda hora,” disse Mohsen.

Negociações

Em Benghazi, o porta-voz dos rebeldes, Mustafa Geriani, afirmou que o regime de Kadafi tentou em várias ocasiões negociar com os opositores, mas que eles sempre o rechaçaram.

“Sempre pedimos que primeiro parem com os assassinatos para se sentar à mesa para dialogar”, disse.

Ele negou ainda que se tenha tido conversas com chefes tribais e que vão iniciá-las.

Ele afirmou ainda que o saldo de até 10 mil mortos nos confrontos pode ser maior. “Deve-se ver quando estes tipos forem embora, porque, por exemplo em Trípoli, de onde não temos dados, sabemos que 1.200 pessoas foram sequestradas em suas casas –ativistas políticos e gente originária de Benghazi– e podem ser usadas como escudos humanos”.

Ele lembrou ainda que em Benghazi, somente no final de semana passado, morreram 120 pessoas durante os confrontos.

FONTE: Folha.com / Agências Internacionais

Tagged with:
 

Ministro francês defendeu ritmo da operação e aponta que ação não durará meses

PARIS – A coalizão das potências ocidentais pode levar dias ou semanas para destruir as Forças Armadas de Muamar Kadafi, mas não meses, disse nesta quinta-feira, 22, o ministro de Relações Exteriores da França, Alain Juppe. Aviões de guerra da coalizão atacaram a Líbia pela quinta noite seguida nesta quinta-feira, mas ainda não conseguiram impedir que os tanques de Kadafi sigam bombardeando cidades controladas pelos rebeldes ou desalojar suas forças de um ponto estratégico no leste do país.

“A destruição da capacidade militar de Kadafi é uma questão de dias ou semanas, certamente não de meses”, disse Juppe a jornalistas.

Ele também defendeu o ritmo da operação, acrescentando: “Você não pode esperar que consigamos atingir nosso objetivo em apenas cinco dias.”

A França liderou a intervenção sancionada pela ONU visando interromper a contraofensiva de Kadafi contra as forças rebeldes, que querem o fim de seu regime autoritário de 41 anos.

Agora, Paris está pressionando, junto com Reino Unido, pela criação de um grupo de contato para discutir a governança política e a estratégia na missão, enquanto a Otan realiza a coordenação militar do dia-a-dia. O grupo seria composto dos principais países envolvidos na operação e outros, como as nações árabes que a apoiam.

Juppe disse que os líderes árabes precisam compreender que a onda de protestos na região mudaria as coisas para sempre e que os países, incluindo a Arábia Saudita, têm de considerar as aspirações do povo árabe.

“O processo que está ocorrendo no mundo árabe é irreversível. As aspirações do povo devem ser consideradas em todos os lugares, incluindo na Arábia Saudita”, afirmou.

FONTE: Estadão/Reuters

Tagged with:
 

Mahmoud Jabril já esteve envolvido com um projeto para estabelecer a democracia na Líbia

ARGEL – Os rebeldes líbios designaram Mahmoud Jabril como chefe de governo interino, no que sinaliza uma mudança na estratégia seguida até agora pelo Conselho de Governo Interino, criado em 27 de fevereiro, informou nesta quarta-feira, 23, a rede árabe “Al-Jazira”.

Segundo a fonte, o novo presidente provisório, que estava à frente do comitê de crise para assuntos militares e exteriores, terá a faculdade de nomear seus ministros.

O novo chefe de governo provisório até agora havia desempenhado a representação exterior do Conselho e tinha viajado a Paris para se encontrar com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, primeiro país a reconhecer oficialmente a autoridade dos rebeldes. Jabril já esteve envolvido anteriormente em um projeto para estabelecer um Estado democrático na Líbia.

Considerado um reformista, sua designação pode ser interpretada como um passo em busca do reconhecimento exterior, embora até agora os rebeldes tenham evitado essa denominação para tentar diminuir o risco de divisão no país.

Sua escolha para liderar o governo provisório sediado em Benghazi, ‘capital’ rebelde, representa a existência de dois Gabinetes no país e a partilha “de facto” da política líbia.

A falta de organização da revolta e os protestos iniciados em Benghazi em 16 de fevereiro – que um dia depois atingiu o país de leste a oeste – foram agravados pela ausência de uma liderança clara entre a mobilização opositora na Líbia, que foi assumida de maneira improvisada por Mustafa Abdel Jalil, ex-ministro da Justiça de Muamar Kadafi.

No entanto, as dissonâncias fizeram-se evidentes desde o primeiro momento por sua particular interpretação das decisões do Conselho, cujo vice-presidente e porta-voz oficial, Abdel Hafiz Ghoga, teve de desmenti-lo em várias ocasiões.

Especialmente quando, sem o consenso dos demais conselheiros, defendeu aceitar uma saída para Kadafi com garantias de que os rebeldes não levariam o coronel à Justiça, palavras que suscitaram críticas entre os conselheiros.

À ausência de uma liderança clara e visível somou-se a total descoordenação dos insurgentes, que agiram no plano militar com total falta de estratégia, o que ficou evidenciado quando Kadafi lançou sua contraofensiva e chegou às imediações de Benghazi, onde suas tropas foram detidas pelos ataques aéreos da coalizão internacional.

No último sábado, uma coalizão internacional, formada por EUA, França, Reino Unido, Itália, Canadá, Qatar, Noruega, Bélgica, Dinamarca, Romênia, Holanda e Espanha, deu início a uma intervenção militar na Líbia, sob mandado da resolução 1973 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Nesta terça, Washington, Londres e Paris concordaram que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) deve desempenhar um papel na incursão.

A resolução da ONU prevê a criação de uma zona de exclusão aérea na Líbia e a tomada de “quaisquer medidas necessárias” para impedir o massacre de civis pelas tropas de Kadafi, que está no poder há 41 anos e enfrenta um revolta há mais de um mês. Desde o início da ação internacional, os insurgentes ganharam força. Eles querem derrubar o ditador.

FONTE: Estadão / Efe e Reuters

Tagged with:
 

Fernanda Godoy – Correspondente

NOVA YORK – Indefinições sobre os limites da intervenção militar na Líbia e sobre quem assumirá o comando da operação se e quando os Estados Unidos se retirarem para segundo plano – como é o desejo do presidente Barack Obama – marcaram um dia tenso nas Nações Unidas e na Otan nesta segunda-feira, mostrando que as divergências entre os países aliados podem comprometer a operação. O Conselho de Segurança da ONU se reuniu à tarde, mas a discussão sobre a Líbia, pedida em carta do chanceler líbio, Moussa Koussa, foi adiada. França, Reino Unido e EUA, que lideram a coalizão, ganharam tempo para seguir com o bombardeio pelo menos até quinta-feira, quando o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, levará ao conselho uma avaliação da situação. A indefinição já ameaça comprometer a participação de alguns países, como Itália e Noruega.

A crise líbia tem acompanhado o presidente Obama em sua viagem à América do Sul. Na capital chilena, ele afirmou na segunda que será uma questão “de dias e não de semanas” a transferência da liderança da operação militar dos EUA para um outro país. Obama afirmou ainda que seu governo é favorável à saída de Muamar Kadafi do poder, mas que a coalizão internacional tem um papel limitado, que é estabelecer uma área de exclusão aérea e proteger civis.

- Obviamente, a situação está se desenvolvendo em campo, e a rapidez com que essa transferência ocorrerá será determinada pela recomendação de nossos comandantes militares de que a primeira fase da missão foi completada – disse Obama, em Santiago.

A transferência, no entanto, pode não ser tão simples. A questão está dividindo a comunidade internacional, seja na Organização do Tratado do Atlântico Norte ou na União Europeia, levando a dúvidas sobre o sucesso da operação. Os países-membros da Otan, por exemplo, não conseguiram chegar a um acordo se a organização deveria assumir o comando da missão no lugar dos EUA.

As decisões requerem o apoio de seus 28 membros, algo para o qual a Turquia deve impor uma série de condições. O país se opõe à intervenção na Líbia, enquanto as nações árabes são contrárias à liderança da Otan na missão. Até segunda-feira, o secretário-geral da ONU só havia recebido a confirmação de um país árabe – o Qatar – de seu desejo de participar da operação.

Na Otan, a Itália ameaçou rever a participação de suas sete bases militares na ofensiva a menos que a organização consiga chegar a um acordo sobre a estrutura de coordenação. Uma fonte no Ministério do Exterior italiano chegou a chamar de “anárquica” a estrutura tripla de comando, liderado pelos EUA em estreita coordenação com Reino Unido e França. Para Roma, a coordenação deve ficar com a Otan. Já a Noruega, que enviou seis caças F-16 para a operação, disse que não entrará em ação até que sua missão seja bem definida.

Na União Europeia, a Alemanha reforçou sua posição de não participar da ofensiva militar, dizendo que as críticas árabes demonstram que sua opção era a correta. Os membros do bloco, no entanto, concordaram em expandir as sanções à Líbia.

FONTE: O Globo

Claudio Leal

SÃO PAULO – Em evento com a comunidade árabe, no Clube Monte Líbano, em São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou os ataques à Líbia. “Quero dizer que sou solidário à posição do Brasil, que se absteve na ONU (Organização das Nações Unidas) contra as invasões”. Para ele, a aprovação dos bombardeios se deve ao “enfraquecimento da ONU”.

- Em vez de mandar avião, o secretário da ONU deveria ir lá para conversar – criticou, numa alusão indireta ao ditador líbio Muamar Kadafi.

Lula recebeu uma homenagem da Fundação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras), que destacou a aproximação do país com o mundo árabe nos últimos oito anos. O líder petista comentou a visita do presidente norte-americano Barack Obama e ironizou os detratores de seu governo, citando “os rasgados elogios” de Obama à inclusão social no Brasil.

- Possivelmente agora… alguns que passaram dez anos me criticando passem a falar bem.

Irônico, o petista avaliou os afagos recebidos pela presidente Dilma Rousseff nos primeiros dias de governo. – Acho simplesmente extraordinário e hilariante. Durante oito anos, alguns adversários tentavam vender que éramos a continuidade do governo anterior. Agora que elegemos alguém para dar continuidade, dizem que é diferente… – atacou, diante de uma plateia de embaixadores árabes.

Na cerimônia, houve um minuto de silêncio para as vítimas dos desastres naturais no Japão e, genericamente, para as “vítimas civis”, uma referência indireta aos mortos nos bombardeios na Líbia. Nesse momento, Lula também se levantou, em solidariedade.

FONTE: Jornal do Brasil

Tagged with:
 

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Ministério das Relações Exteriores prepara, nesta tarde, nota à imprensa em que defende o fim dos ataques aéreos na Líbia e das hostilidades no país. No documento, o governo brasileiro deve destacar a necessidade de buscar a paz e o diálogo, evitando o acirramento do conflito.

De acordo com diplomatas, a nota deve ser divulgada até o começo da noite. O comunicado ocorre no momento em que, alegando proteção de civis, as forças de coalizão internacional completam o terceiro dia de lançamento de mísseis sobre a Líbia.

A iniciativa brasileira segue o exemplo da Turquia e da Índia, que defenderam o cessar-fogo e que o presidente líbio, Muammar Khadafi, entregue o poder como forma de acabar com o impasse e os confrontos na região. Há mais de um mês, a Líbia vive em clima de guerra com forças leais a Khadafi enfrentando oposicionistas.

A crise agravou-se na semana passada, com a decisão do Conselho de Segurança das Nações Unidas de autorizar a imposição de uma zona de exclusão aérea na Líbia e outras “ações”, em caso de necessidade. Na prática, o conselho autorizou a comunidade internacional a determinar intervenção no país.

A decisão do Conselho de Segurança das Nações Unidas foi aprovada por dez países. Não houve rejeições, mas o Brasil, a China, a Índia, a Rússia e a Alemanha abstiveram-se. Para o governo brasileiro, o uso da força na Líbia pode agravar ainda mais a violência na região. O ideal, de acordo com o governo, é buscar o diálogo e a negociação.

O assunto é tema de uma reunião extraordinária hoje (21), em Nova York, do Conselho de Segurança. A pedido do Líbano, os 15 representantes dos países no órgão – dez rotativos, inclusive o Brasil, e cinco permanentes – devem discutir a crise na região e a manifestação de Khadafi anunciando o cessar-fogo. (Edição: Nádia Franco)

FONTE: Agência Brasil

O general no comando das forças americanas na África negou nesta segunda-feira que a coalizão militar que vem realizando bombardeios aéreos na Líbia desde o sábado esteja agindo de forma coordenada com as forças de oposição ao líder líbio, Muamar Khadafi.

“Nossa missão é proteger civis de ataques das forças terrestres do regime. Nossa missão não é apoiar qualquer força de oposição”.

A ofensiva da coalizão, que conta com a participação de Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e outras nações, tem o objetivo de impor a resolução da ONU que estabeleceu uma zona de exclusão aérea na Líbia, para proteger civis opositores de bombardeios do governo.

Ham acrescentou que “não é intenção destruir completamente a (infraestrutura) militar líbia”.

“Se eles pararem e tomarem posições defensivas, poderemos atacar. Depende sobre onde eles estão e quais são as intenções. Se eles atacarem civis, faz parte de nossa missão atacá-los”, acrescentou.

Ham e outros representantes de outros países que integram a coalizão militar afirmaram que Khadafi não é pessoalmente alvo da ofensiva.

ZONA DE EXCLUSÃO

O general também afirmou que a zona de exclusão aérea estabelecida na Líbia pelas forças da coalizão está sendo estendida para cobrir uma área de mil quilômetros e, em breve, chegará às cidades de Brega, Misrata e Trípoli.

Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse no Parlamento em Londres que, apesar de ainda querer que o líder líbio, Muamar Khadafi, deixe o poder, é preciso lembrar que a resolução da ONU tem “alcance limitado” e “explicitamente não dá autoridade legal para a retirada de Khadafi do poder pelo uso de qualquer meio militar”.

Em uma coletiva no Chile, o presidente americano, Barack Obama, também disse que continua sendo uma aspiração da política externa americana que Khadafi deixe o governo da Líbia.

Nas últimas horas, aeronaves da coalizão realizaram dezenas de voos em território líbio para reprimir ataques de forças líbias contra oposicionistas.

Há relatos de que, apesar de um cessar-fogo anunciado pelo governo de Trípoli, pelo menos nove pessoas teriam sido mortas pelas forças fiéis a Khadafi na cidade de Misrata, o último grande reduto dos rebeldes no oeste da Líbia.

Residentes dizem que a distribuição de água na cidade foi cortada pelas forças pró-Khadafi.

Também há informações de confrontos com mortos entre oposicionistas e forças do governo na cidade de Ajdabiya, no leste do país.

FONTE: Folha/BBC

Tagged with:
 

Reino Unido negou que Kadafi seja alvo de ataques, após bombardeio atingir quartel-gerneral do ditador

Forças leais ao líder líbio Muamar Kadafi abriram fogo nesta segunda-feira, 21, contra uma multidão desarmada no centro da cidade de Misrata, matando pelo menos 9 pessoas, segundo disse à Reuters um morador da região.

“As pessoas de Misrata saíram às ruas no centro (da cidade), desarmados, em uma tentativa de impedir que as tropas de Kadafi entrassem na cidade. Quando se reuniram no centro, as tropas de Kadafi começaram a atirar neles com armas de fogo. Eles cometeram um massacre. O hospital disse que nove pessoas foram mortas”, afirmou o morador à Reuters. O relato, no entanto, não pôde ser confirmado por outras fontes independentes.

Mais cedo, o chefe das forças armadas do Reino Unido, o General David Richards, disse que Kadafi não é o alvo da incursão militar na Líbia. “De maneira alguma. Isto não é permitido pela resolução das Nações Unidas”, disse Richards.

No domingo, um míssil atingiu um quartel-general de Kadafi, que foi parcialmente destruído pelo bombardeio aéreo. O Pentágono prontamente anunciou que Kadafi não era o alvo do ataque. Já o Secretário de Defesa britânico, Liam Fox, havia sinalizado que Kadafi era um alvo em potencial, apesar de sua segurança não poder ser assegurada, enquanto o Secretário do Exterior Willian Hague se recusou a comentar o assunto.

O Pentágono disse que a operação está tendo sucesso em dispersar e isolar as forças de Kadafi após os ataques aéreos de sábado e domingo, e que as autoridades militares americanos estão passando o controle da operação militar para outros países.

O Vice Almirante William E. Gortney disse em uma conferência de imprensa do Pentágono que não há evidências de que civis tenham sido feridos ou mortos durante a operação, batizada de Odisseia da Alvorada. Gortney também garantiu que nenhum dos aviões usados na intervenção foi perdido e que todos os pilotos haviam voltado para suas bases em segurança no domingo.

Segundo o Ministro das Relações Exteriores da França, Alain Juppé, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) está preparada para apoiar a operação militar “dentro de alguns dias”.

Uma coalizão formada por EUA, França, Reino Unido, Itália, Canadá e Espanha deu início no sábado, 19, a uma intervenção militar no país, sob mandado da resolução 1973 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A medida prevê a criação de uma zona de exclusão aérea na Líbia e a tomada de ‘quaisquer medidas necessárias’ para impedir o massacre de civis pelas tropas de Kadafi. (Com agência de notícias)

FONTE: Estadão

Tagged with:
 

Dezenas de veículos militares do líder líbio Muamar Kadhafi, entre eles tanques, foram destruídos neste domingo por bombardeios aéreos no oeste de Benghazi, reduto dos insurgentes, segundo jornalistas da AFP e rebeldes.

Cindida entre rebeldes e forças de Kadafi, Líbia mergulha em guerra civil
Motivados pela onda de protestos que levaram à queda os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em meados de fevereiro para contestar o líder Muammar Kadafi, no comando do país desde a revolução de 1969. Entretanto, enquanto os casos tunisiano e egípcio evoluíram e se resolveram principalmente por meio protestos pacíficos, a situação da Líbia tomou contornos bem distintos, beirando uma guerra civil.

Após semanas de violentos confrontos diários em nome do controle de cidades estratégicas, a Líbia se encontrava atualmente dividida entre áreas dominadas pelas forças de Kadafi e redutos da resistência rebeldes. Mais recentemente, no entanto, os revolucionários viram seus grandes avanços a locais como Sirte e o porto petrolífero de Ras Lanuf serem minados no contra-ataque de Kadafi, que retomou áreas no centro da Líbia e se aproxima das portas de Benghazi, a capital da resistência rebelde, no leste líbio.

Essa contra-ofensiva governista mudou a postura da comunidade internacional. Até então adotando medidas mais simbólicas que efetivas, ao Conselho de Segurança da ONU aprovou em 17 de março a determinação de uma zona de exclusão aérea na Líbia. Menos de 48 horas depois, enquanto os confrontos persistiam, França, Reino Unido e Estados Unidos iniciaram ataques. Mais de mil pessoas morreram, e dezenas de milhares já fugiram do país.

FONTE: Terra e AFP / FOTO: Reuters – Goran Tomasevic

Conselho de Segurança da ONU discute intervenção contra forças de Kadafi para salvar rebeldes

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o dinamarquês Anders Fogh Rasmussen, disse nesta quinta-feira, 17, que ainda há tempo para uma intervenção na Líbia. A ação, no entanto, ainda depende do aval do Conselho de Segurança a ONU. O órgão deve votar ainda hoje uma resolução que prevê ataques aéreos contra as forças do ditador Muamar Kadafi.

“O tempo está se esgotando rapidamente, mas acredito que ainda não seja tarde demais. Vai depender do Conselho de Segurança”, disse Rasmussen. “Acredito que a comunidade internacional e as Nações Unidas ficaram firmemente ao lado do povo líbio, se seu regime enfraquecido continuar a atacar seu povo”.

As forças de Kadafi estão próximas de Benghazi e prometem um ‘ataque final’ contra a capital rebelde. O filho do ditador, Said al-Islam, disse ontem que ‘já não haveria tempo’ para uma intervenção e que a situação se resolveria em ’48 horas’.

Decisão na ONU

Ontem, a embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Susan Rice, sinalizou que Washington já trabalha com medidas mais severas que uma zona de exclusão aérea contra as forças de Kadafi.

“Precisamos nos preparar para passos que incluem – mas que devem ir além – de uma zona de exclusão aérea, devido à evolução da situação no local. Esta medida tem limitações na proteção de civis sob risco imediato”, disse Rice. Os EUA já defendem o bombardeio de arsenal de Kadafi.

Na última semana, forças de Kadafi lançaram uma violenta contraofensiva para tomar território dominado pelo Exército rebelde líbio. Depois de controlar quase todo o leste do país e algumas cidades importantes no oeste, a dissidência recuou e atualmente domina apenas a área compreendida entre Benghazi e Tobruk, além de Misrata, no oeste.

O Conselho de Segurança da ONU discute desde quinta-feira uma resolução sobre a Líbia. EUA, Reino Unido, França e Alemanha já defendem uma intervenção mais severa. China e Rússia – dois dos países com direito a veto – precisam concordar com a medida. “Espero que haja progresso nesta quinta”, disse o embaixador chinês na ONU, Li Baodong.

 

FONTE: Estadão / AP e Reuters

Ditador diz que vai substituir empresas ocidentais por outras chinesas, russas e brasileiras

O governo de Muamar Kadafi convidou nesta quarta-feira, 2, o Brasil, a União Africana (UA) e os países da conferência islâmica a assumir o papel de observadores da crise política no país. A informação foi revelada há instantes pelo embaixador do Brasil na Líbia, George Fernandes.

O diplomata participou de um encontro promovido pela cúpula do regime de Kadafi, no qual o ditador fez um discurso transmitido pela TV estatal.

No pronunciamento, o coronel disse também que iria substituir bancos e empresas ocidentais que atuam na Líbia por outras de China, Rússia e Brasil.

FONTE: Estadão

Tagged with:
 
Página 1 de 212