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Islamitas matam embaixador americano na Líbia

As mortes de quatro cidadãos americanos na embaixada foram condenadas por Obama; o governo líbio pediu desculpas

 

O embaixador dos Estados Unidos na Líbia, Christopher Stevens, e outros três funcionários americanos morreram em um ataque contra o consulado do país em Benghazi, executado na terça-feira à noite por homens armados que protestavam contra um filme americano de teor anti-islâmico.

As mortes, no 11º aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001, foram condenadas pelo presidente Barack Obama.

“Eu condeno com firmeza o ultrajante ataque a nosso consultado em Benghazi, que tirou as vidas de quatro americanos, incluindo o embaixador Chris Stevens”, afirma Obama em um comunicado divulgado pela Casa Branca.

“Neste momento, o povo americano tem as famílias daqueles que perdemos em seus pensamentos e orações”, completa.

“Eles exemplificaram o compromisso dos Estados Unidos com a liberdade, justiça e parceria com nações e povos ao redor do planeta, em forte contraste com aqueles que insensivelmente tiraram suas vidas”.

“Eu ordenei a minha administração que forneça todos os recursos necessários para apoiar a segurança de nossos funcionários da Líbia, e para aumentar a segurança de nossos postos diplomáticos em todo o planeta”, destaca Obama.

O governo da Líbia pediu desculpas aos Estados Unidos pelas mortes.

“Apresentamos nossas desculpas aos Estados Unidos, ao povo americano e ao mundo inteiro pelo que aconteceu”, afirmou em Trípoli Mohamed al-Megaryef, presidente do Congresso Geral Nacional (CGN), principal autoridade política da Líbia.

“Estamos ao lado do governo americano em relação aos assassinos”, disse Megaryef, que classificou o ataque de “covarde”.

O ataque aconteceu na véspera da eleição do chefe de Governo do CGN, que terá como missão criar um exército e uma polícia profissionais.

O vice-premeir líbio, Mustafah Abu Shagur denunciou “atos barbárie”.

FONTE: Exame

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1. No mais sério incidente, até o momento, antes das eleições de 7 de julho, cerca de 300 homens armados invadiram a sede da Comissão Eleitoral Nacional em Benghazi, destruíram seus computadores, urnas e materiais de votação, enquanto gritavam frases em favor do federalismo no país. No mesmo dia, na região de Kufra, Issa Abdel-Majid, líder da tribo “tabu”, uma das mais importantes etnias do sudeste líbio, declarou que seu povo “boicotará as eleições nacionais do dia 7″, se o governo (Conselho Nacional de Transição) não retirar as tropas e os tanques que tinha enviado para intervir nos recorrentes conflitos intertribais naquela área, que se agravaram na semana passada, causando centenas de vítimas.

2. Prevalece, ainda, o otimismo com o sucesso da realização das eleições. As informações acima confirmam os reiterados prognósticos sobre a escassa possibilidade de manter-se uma Líbia unida.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

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A Líbia desintegra!

1. Desde o começo da guerra civil na Líbia, era considerada seriamente a possibilidade de o país desintegrar-se, pois duas de suas principais regiões (Cirenaica e Tripolitânia) sempre apresentaram características sociais e econômicas diferentes, que foram desconsideradas quando da unificação do país pela principal potência colonial, a Itália, em 1939. Agora, líderes tribais e membros das milícias de Benghazi declararam sua região, a Cirenaica (de Sirte até a fronteira com o Egito), semiautônoma, alegando ter sido a mesma abandonada há décadas pelo governo central. É uma área onde se concentram as grandes jazidas de petróleo. Aguarda-se a decisão do poder central, o Conselho Nacional de Transição, sediado em Trípoli.

2. O território da Líbia era constituído por 3 reinos. Após a segunda guerra mundial o Reino Unido encarregou-se do governo da Cirenaica e da Tripolitânia, e a França passou a administrar Fezã. Em 1952 a ONU aprovou a independência como Reino Unido da Líbia. O emir Sayyid Idris al-Sanusi foi coroado rei com o nome de Idris I (1951-1969). Em 1969, um grupo de oficiais nacionalistas, de forte alinhamento político-ideológico com o pan-arabismo, derrubou a monarquia e criou a República Árabe Popular e Socialista da Líbia, muçulmana militarizada e de organização socialista. O Conselho da Revolução era presidido pelo coronel Muammar al-Khadafi.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

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BRUXELAS e TRÍPOLI – Sete meses depois de bombardear Benghazi no início da ofensiva contra as forças de Muamar Kadafi, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) encerra à meia-noite desta segunda-feira a missão na Líbia que ajudou a dar fim aos 42 anos do regime. Anunciado na semana passada, o término das operações desagradou o governo interino líbio, que pedia ações internacionais até o fim do ano. Diante do fim da ajuda militar, o Conselho Nacional de Transição (CNT) líbio acelera agora a formação de um novo Exército.

Desde 19 de março, quando a Otan começou a agir amparada por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, as mais de duas mil ações aéreas, o patrulhamento da costa, e o envio de assessores militares franceses, britânicos e italianos ajudaram a impedir que a revolta popular contra Kadafi fosse sufocada pela resistência de suas forças. Mas, embora tenham pedido a prorrogação das operações da Otan, os líbios acreditam que os kadafistas remanescentes no país não representam um perigo para o novo governo do país.
- Devemos ter cautela. Preferiríamos que a Otan permanecesse até o fim do ano, mas não acreditamos que seja possível um contra-ataque dos fiéis ao antigo regime. Cada dia estamos mais fortes – diz ao jornal “El País” Mohamed Alí bin Kura, porta-voz militar de Zauiya.

A formação de um novo governo interino e de um Exército que substitua as milícias que ajudaram a derrubar o ditador são as prioridades dos atuais governantes líbios. Segundo o “El País”, coronel Bashir el Neiri, um dos oficiais que combateu em Misurata, explica que o procedimento de formação do Exército tem base local.
- O conselho militar de cada cidade está escolhendo seus representantes, que irão a Benghazi na próxima semana para estabelecer a nova hierarquia militar e escolher seus chefes – diz Neiri.

FONTE: O Globo / Agências Internacionais

Noventa soldados britânicos foram envolvidos na operação da OTAN na Líbia, informou o secretário de Defesa Philip Hammond.

As tropas estavam entre 1.200 funcionários do Reino Unido enviados ao exterior como parte da Operação Ellamy, codinome utilizado pelo Ministério da Defesa para o conflito na Líbia.

Anteriormente, os ministros afirmaram que “um punhado” de oficiais do exército britânico seriam enviados para “avisar” comandantes rebeldes conspirando para derrubar o ditador líbio coronel Muammar Gaddafi, que foi morto na semana passada.

Hammond revelou os números após uma solicitação do Parlamentar do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn.

O secretário de Defesa disse que 350 marinheiros da Marinha Real e 700 aviadores da RAF foram enviados ao exterior como parte da Operação Ellamy.

Oficialmente, a contribuição britânica foi para atender à Resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU e envolveu Bombardeios a alvos militares, e disparo de mísseis de navios e submarinos a partir da costa da Líbia, bem como assessoria os líderes rebeldes.

Hammond disse que os números eram aproximados, acrescentando: “que o número de pessoal no exterior oscila em uma base diária por uma variedade de razões, incluindo ausência temporária para a evacuação de treinamento, por razões médicas, o rotação de forças”.

FONTE: British Forces Broadcasting Service

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A Otan (Organização do Tratado de Atlântico Norte) decidiu adiar para o dia 28 deste mês a reunião que discutirá o encerramento das operações militares na Líbia.
Segundo o secretário-geral da entidade, Anders Fogh Rasmussen, a intenção inicial era acabar com as ações militares no dia 31 de outubro. No entanto, o Conselho Nacional de Transição do país pediu para que a data seja prorrogada por pelo menos um mês.

Segundo a TV Al-Jazeera, um funcionário do Conselho de Transição confirmou que os corpos do ex-líder líbio Muammar Gadhafi e de seu filho foram enterrados em um lugar secreto na madrugada de ontem (25). (Por Li Mei)

FONTE: CRI Online

Segundo rebeldes, Sirte caiu e Kadaffi foi capturado

O ditador da Líbia, Muammar Gaddafi, foi capturado em Sirte, afirmaram autoridades do governo interino do país, segundo informações das agências BBC e CNN.

“Ele foi capturado e está ferido nas duas pernas (veja na foto acima uma suposta foto do ditador líbio tirada a partir de um aparelho celular)”, afirmou Abdel Majid, um dos líderes do Conselho Nacional de Transição (CNT), à agência Reuters.

“Ele foi levado por uma ambulância”, acrescentou.

Mohamed Leith, outro líder do CNT citado pela agência AFP afirmou, no entanto, que o ditador está “gravemente ferido”.

A informação foi divulgada logo após a tomada de Sirte, cidade natal do ditador e último reduto de forças leais a Gaddafi, pelos rebeldes líbios.

CAPTURA DE SIRTE

Combatentes do governo interino da Líbia anunciaram hoje (20) que tomaram Sirte, cidade natal de Muammar Gaddafi e último reduto de forças leais ao ditado.

Segundo os combatentes, que buscavam o controle de Sirte há semanas, a batalha final durou 90 minutos na manhã desta quinta-feira.

A informação foi confirmada pelo coronel Yunus al-Abdali, chefe das operações na parte oriental da cidade. “Sirte foi libertada. Não há mais forças de Gaddafi [na cidade]”, afirmou, de acordo com a agência Reuters.

Pelo menos 16 soldados pró-Gaddafi foram capturados, junto com munições e caminhões carregados com armas, segundo a Associated Press.

FONTE: UOL Internacional

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A Assembleia Geral das Nações Unidas passou hoje o assento da Líbia para o Conselho Nacional de Transição (CNT), o órgão político dos rebeldes que derrubaram o regime de Muamar Kadhafi.

A assembeia de 193 Estados votou com uma maioria de 114 votos a favor e 17 contra a entrega ao CNT do assento correspondente à Líbia na ONU, apesar da oposição de vários governos de esquerda da América Latina.

Alguns países africanos pediram que esta decisão fosse adiada.

FONTE: Portal Netmadeira

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Domenico Losurdo

Doravante mesmo os cegos podem ver e compreender o que está a acontecer na Líbia:

Cartoon de Vicman.1. O que se passa é uma guerra promovida e desencadeada pela NATO. Esta verdade acaba por se revelar até mesmo nos órgãos de “informação” burgueses. No La Stampa de 25 de Agosto, Lucia Annunziata escreve: é uma guerra “inteiramente externa, ou seja, feita pelas forças da NATO”; foi “o sistema ocidental que promoveu a guerra contra Kadafi”. Uma peça do International Herald Tribunede 24 de Agosto mostra-nos “rebeldes” que se regozijam, mas eles estão comodamente instalados num avião que traz o emblema da NATO.

2. Trata-se de uma guerra preparada desde há muito tempo. O Sunday Mirror de 20 de Março revelou que “três semanas” antes da resolução da ONU já estavam em acção na Líbia “centenas” de soldados britânicos, enquadrados num dos corpos militares mais refinados e mais temidos do mundo (SAS). Revelações ou admissões análogas podem ser lidas no International Herald Tribune de 31 de Março, a propósito da presença de “pequenos grupos da CIA” e de uma “ampla força ocidental a actuar na sombra”, sempre “antes do desencadeamento das hostilidades a 19 de Março”.

3. Esta guerra nada tem a ver com a protecção dos direitos humanos. No artigo já citado, Lucia Annunziata observa com angústia: “A NATO que alcançou a vitória não é a mesma entidade que lançou a guerra”. Nesse intervalo de tempo, o Ocidente enfraqueceu-se gravemente com a crise económica; conseguirá ele manter o controle de um continente que, cada vez mais frequentemente, percebe o apelo das “nações não ocidentais” e em particular da China? Igualmente, este mesmo diário que apresenta o artigo de Annunziata, La Stampa, em 26 de Agosto publica uma manchete a toda a largura da página: “Nova Líbia, desafio Itália-França”. Para aqueles que ainda não tivessem compreendido de que tipo de desafio se trata, o editorial de Paolo Paroni (Duelo finalmente de negócios) esclarece: depois do início da operação bélica, caracterizada pelo frenético activismo de Sarkozy, “compreendeu-se subitamente que a guerra contra o coronel ia transformar-se num conflito de outro tipo:   guerra económica, com um novo adversário:   a Itália obviamente”.

4. Desejada por motivos abjectos, a guerra é conduzida de modo criminoso. Limito-me apenas a alguns pormenores tomados de um diário acima de qualquer suspeita. O International Herald Tribune de 26 de Agosto, num artigo de K. Fahim e R. Gladstone, relata: “Num acampamento no centro de Tripoli foram encontrados os corpos crivados de balas de mais de 30 combatente pró Kadafi. Pelo menos dois deles estavam atados com algemas de plástico e isto permite pensar que sofreram uma execução. Dentre estes mortos, cinco foram encontrados num hospital de campo; um estava numa ambulância, estendido numa maca e amarrado por um cinturão e tendo ainda uma transfusão intravenosa no braço”.

5. Bárbara como todas as guerras coloniais, a guerra actual contra a Líbia demonstra como o imperialismo se torna cada vez mais bárbaro. No passado, foram inumeráveis as tentativas da CIA de assassinar Fidel Castro, mas estas tentativas eram efectuadas em segredo, com um sentimento de que se não é por vergonha é pelo menos de temer possíveis reacções da opinião pública internacional. Hoje, em contrapartida, assassinar Kadafi ou outros chefes de Estado não apreciados no Ocidente é um direito abertamente proclamado. O Corriere della Sera de 26 de Agosto de 2011 titula triunfalmente: “Caça a Kadafi e seus filhos, casa por casa”. Enquanto escrevo, os Tornado britânicos, aproveitando também a colaboração e informações fornecidas pela França, são utilizados para bombardear Syrte e exterminar toda a família de Kadafi.

6. Não menos bárbara que a guerra foi a campanha de desinformação. Sem o menor sentimento de pudor, a NATO martelou sistematicamente a mentira segundo a qual suas operações guerreiras não visavam senão a protecção dos civis! E a imprensa, a “livre” imprensa ocidental? Ela, em certo momento, publicou com ostentação a “notícia” segundo a qual Kadafi enchia seus soldados de viagra de modo a que eles pudessem mais facilmente cometer violações em massa. Como esta “notícia” caiu rapidamente no ridículo, surge então uma outra “nova” segundo a qual os soldados líbios atiram sobre as crianças. Nenhuma prova é fornecida, não se encontra nenhuma referência a datas e lugares determinados, nenhuma remessa a tal ou tal fonte: o importante é criminalizar o inimigo a liquidar.

7. Mussolini no seu tempo apresentava a agressão fascista contra a Etiópia como uma campanha para libertar este país da chaga da escravidão; hoje a NATO apresenta a sua agressão contra a Líbia como uma campanha para a difusão da democracia. No seu tempo Mussolini não cessava de trovejar contra o imperador etíope Hailé Sélassié chamando-o “Negus dos negreiros”; hoje a NATO exprime seu desprezo por Kadafi chamando-o “ditador”. Assim como a natureza belicista do imperialismo não muda, também as suas técnicas de manipulação revelam elementos significativos de continuidade. Para clarificar quem hoje realmente exerce a ditadura a nível planetário, ao invés de citar Marx ou Lénine quero citar Emmanuel Kant. Num texto de 1798 (O conflito das faculdades), ele escreve: “O que é um monarca absoluto? Aquele que, quando comanda: ‘a guerra deve fazer-se’, a guerra seguia-se efectivamente”. Argumentando deste modo, Kant tomava como alvo em particular a Inglaterra do seu tempo, sem se deixar enganar pela forma “liberal” daquele país. É uma lição de que devemos tirar proveito: os “monarcas absolutos” da nossa época, os tiranos e ditadores planetários da nossa época têm assento em Washington, em Bruxelas e nas mais importantes capitais ocidentais.

27/Agosto/2011

Domenico Losurdo é um marxista convicto.

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O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pediu hoje aos países-membros da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (Alba) que rechacem a “barbárie” promovida na Líbia, que, segundo ele, já causou a morte de mais de três mil pessoas.

“Temos que fazer um contra-ataque mais coordenado” afirmou o mandatário ao canal estatal Venezoelana de Televisión (VTV), acrescentando que “não se pode ficar calado diante de tanta barbárie”.

Chávez disse contar com o apoio de Cuba, da Nicarágua, do Equador, da Bolívia e da União Africana (UA) nesta causa e que economias emergentes como do Brasil, da Índia, da China e da África do Sul “se mantém firmes” em sua postura contrária às agressões promovidas na região.

Ele ainda questionou um recente discurso do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quando o norte-americano declarou que o “método Líbia poderia ser usado em qualquer outro país na luta contra o terrorismo”.

“Não venham inventando que temos armas químicas, que estamos massacrando nossa população, que apoiamos ao terrorismo. Não venham com sua frota incendiar nosso continente”, disse Chávez.

O venezuelano declarou na última semana que é “uma loucura o que está acontecendo na Líbia” após defender uma comissão de paz que visa a promover a resolução do conflito no país norte-africano por meio do diálogo.

A medida, apresentada por ele em fevereiro, pretende formar uma comissão para atuar como mediadora e encontrar uma solução não violenta à crise política na Líbia.

FONTE: ANSA Latina

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A China negou hoje (segunda-feira) ter fornecido armas ao governo de Muammar Kadhafi em suas últimas semanas no poder, mas assegurou que autoridades líbias visitaram o país asiático em Julho de 2011 para realizar negociações com “empresas interessadas.

Um porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros respondeu assim às informações de um jornal canadiano, segundo as quais Pequim ofereceu armas ao então líder líbio, e manteve contactos secretos para enviá-las através de Argélia e África do Sul.

“Em Julho de 2011, o governo de Kadhafi enviou alguém à China, sem o conhecimento do governo chinês, para manter contactos com representantes de empresas interessadas”, disse à imprensa a porta-voz Jiang Yu.

“As empresas chinesas não forneceram material militar para a Líbia, de forma directa ou indirecta. Estas empresas não assinaram contratos para a venda de armas (…) à Líbia”, assegurou.

A China “não permite acções que violem as resoluções da ONU”, acrescentou.

FONTE: Angola PRESS

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O conflito na Líbia custa cerca de meio milhão de libras por dia para o Reino Unido.

O envolvimento do Reino Unido na operação da OTAN está agora em seu sexto mês, a um custo total estimado de £ 260.000.000.

O Governo diz que os custos da Líbia não afetou nenhum outro gasto público, mas nem todos estão convencidos de que o valor gasto vale a pena.

Enquanto isso, David Cameron diz que a operação da NATO na Líbia vai continuar pelo tempo que for necessário. O primeiro-ministro fez o comentário depois de uma conferência em Paris, na qual mais de sessenta países discutiram a reconstrução da Líbia, com os membros do Conselho Nacional de Transição (NTC) daquele país.

A NTC tem dado garantias de que o país terá uma nova constituição e eleições democráticas dentro de 18 meses.

Cameron diz que o encontro também concordou em levar à justiça os culpados de crimes de guerra.

Uma segunda mensagem de áudio do coronel Gaddafi foi transmitida por um canal de televisão na Síria. Nela, o ex-líder líbio chama para uma longa guerra de guerrilha contra as forças de oposição a ele – dizendo: “Se a Líbia queimar, então que seja”. Seu paradeiro é ainda desconhecido.

FONTE: British Forces News

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O repórter da BBC Wyre Davies visitou uma fábrica de alimentos enlatados nos arredores de Trípoli, na Líbia, e descobriu que ela estava sendo usada também como um depósito de armas. A maior parte do armamento é de origem russa, mas o jornalista também encontrou centenas de pistolas brasileiras.

Para os rebeldes, esse é um exemplo do tipo de tática de Muamar Khadafi. O coronel usava locais civis para abrigar armas e artilharia pesada, o que dificultava o trabalho da aliança militar Otan, que tinha como missão bombardear os estoques do antigo regime.

O temor do novo governo agora é que pessoas em diversas partes do país encontrem por acaso depósitos como este. Nesta fábrica, a maior parte das armas já foi saqueada, e sobraram poucas peças. Os insurgentes estão fazendo um apelo para que aqueles que se apropriaram de armamentos devolvam tudo que foi encontrado.

FONTE: BBC

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Kadaffi: ‘não vamos nos render’

O ditador líbio, Muammar Gaddafi, divulgou nesta quinta-feira uma nova mensagem de áudio e voltou a pedir a seus partidários que continuem resistindo ao avanço dos rebeldes oposicionistas, que já controlam a maior parte da Líbia.

Gaddafi, que está foragido, disse que existem divergências entre os rebeldes e a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), em áudio transmitido na televisão por satélite Arrai, com sede na Síria.

“Mesmo que não ouçam minha voz, continuem com a resistência”, declarou Gaddafi. “Existem divergências entre a Aliança da Agressão [Otan] e seus agentes [os rebeldes]“, enfatizou.

“Vamos lutar em todas as ruas, em todas as vilas, em todas as cidades”, disse. “Isso vai acabar um dia. E vamos sair vitoriosos. Eles não têm força para continuar lutando”.

Gaddafi acrescentou que as forças “colonialistas” estão muito fracas e têm medo de deixar que ele e seus apoiadores tenham voz. “Eles tentam esconder a realidade, sem deixar nossa voz ser ouvida. Estão tentando esconder sua fraqueza”, afirmou. “Deixe-me falar com meu povo, se nao tem medo de mim”.

Asilo

O governo da Argélia negou nesta quinta-feira que Muammar Gaddafi esteja no país e assegurou que jamais considerou a possibilidade de dar asilo ao ditador líbio.

“A Argélia não tomará partido em favor de Gaddafi. Jamais consideramos a hipótese de que Gaddafi possa vir a bater em nossa porta”, declarou à emissora francesa Europe 1 o ministro das Relações Exteriores argelino, Murad Medelci.

Em sua declaração, o chanceler também afirmou que a Argélia planeja reconhecer o Conselho Nacional de Transição (CNT) rebelde assim que ele “anunciar um novo governo representativo de todas as regiões da Líbia”.

Nesta quinta-feira o governo da Rússia, que havia acusado as forças da Otan de ultrapassar seu mandato para proteger civis na Líbia, reconheceu de forma oficial o CNT como autoridade legítima no país africano.

Barrado

As autoridades argelinas rejeitaram a entrada de Gaddafi no país, e o presidente, Abdelaziz Bouteflika, não respondeu a uma ligação telefônica do coronel líbio, segundo informou nesta quinta-feira o diário “Al Watan”, citando fontes ligadas à Presidência.

Segundo essas fontes, Gaddafi poderia encontrar-se na cidade líbia de Gadames, próxima à fronteira argelina, junto a vários membros de sua família.

As fontes asseguram que todas as tentativas do ditador líbio de entrar em contato com as autoridades argelinas foram rechaçadas.

“Gaddafi tentou falar por telefone com o presidente Abdelaziz Bouteflika, que rejeitou a comunicação”, assegurou ao diário um conselheiro do chefe de Estado argelino citado pelo rotativo.

Segundo a fonte, Bouteflika alegou que estava ausente e ocupado com os assuntos do país para rejeitar a comunicação.

A fonte precisou ainda que não era a primeira vez que Gaddafi ou alguém próximo ao coronel tentava entrar em contato com as altas autoridades do país, entre elas Bouteflika, e ressaltou que sua postura é “clara e neutra”.

“Rejeitamos tomar parte nos assuntos internos da Líbia”, declarou a fonte ao diário “Al Watan”.

Por outro lado, segundo o diário, a entrada em território argelino da esposa de Gaddafi, Sofía, e de três de seus filhos, Aníbal, Mohammed e Aisha, aconteceu “com o acordo e as garantias de alguns membros do Conselho Nacional Transitório (CNT)”.

“Sem a ajuda e o consentimento do CNT, a família de Gaddafi nunca teria chegado à fronteira”, insistiu a fonte.

Sirte

O CNT (Conselho Nacional de Transição) estendeu em uma semana o prazo de rendição da cidade de Sirte, o último bastião de apoio ao ditador Muammar Gaddafi, afirmou o porta-voz do CNT nesta quinta-feira.

O prazo anterior era sábado, dia 3 de setembro. Os rebeldes afirmam que irão atacar a cidade se os gaddafistas não se renderem.

Sirte, terra natal do ditador, está entre as últimas cidades resistentes aos rebeldes. A cidade recebe ataques aéreos da Otan, aliança militar do Ocidente.

Jalil havia pedido à Otan que não abandonasse a campanha militar em prol dos rebeldes, já que, segundo ele, Gaddafi continua sendo uma ameaça.

Em entrevista à rede Al Jazeera, Jalil admitiu que os rebeldes não têm nem ideia do paradeiro de Gaddafi. “Se soubéssemos onde Gaddafi está agora, nossos revolucionários estariam a caminho para capturá-lo. Não temos informação de que Muammar Gaddafi esteja na Líbia ou em qualquer outro lugar.”

FONTE: Folha.com e agências internacionais

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“Se aqui e no exterior todos perceberem que estamos prontos para a guerra a qualquer momento, com todas as unidades das nossas forças na linha de frente prontas para entrar em combate e ferir o inimigo no ventre, pisoteando-o quando estiver no chão, para ferver seus prisioneiros em azeite e torturar suas mulheres e filhos, então ninguém se atreverá no nosso caminho”. John Arbuthnot Fisher, primeiro Lord do Almirantado da Marinha Real Britânica, (cit. in Norman Angell, A Grande Ilusão, Editora UNB, 2002, p: 275)

É preciso ser muito ingênuo ou mal informado para seguir pensando que a “Guerra da Líbia”, foi feita em nome dos “direitos humanos” e da “democracia”. E ainda por cima acreditar que o governo de Muamar Gadafi foi derrotado pelos “rebeldes” que aparecem nos jornais em poses publicitárias. Tudo isso enquanto a aviação inglesa comanda o ataque final das forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) à cidade de Sirta, depois de ter conquistado a cidade de Trípoli. Até o momento, a “primavera árabe” não produziu nenhuma mudança de regime na região, mesmo na Tunísia e no Egito, e não há nenhuma garantia de que os novos governos sejam mais democráticos, liberais ou humanitários que seus antecessores. Até porque, quase todos os seus líderes ocuparam posições de destaque nos governos que ajudaram a derrubar, com o apoio de uma multidão heterogênea e desorganizada. Sendo que, no caso da Líbia, não se pode nem mesmo falar de algo parecido a uma “mobilização massiva e democrática” da oposição, porque se trata de fato de uma guerra selvagem e sem quartel, entre regiões e tribos inimigas, que foram mobilizadas e “pacificadas” transitoriamente, pelas forças militares da Otan.

Na Líbia haverá um período de caos, seguido da formação de um governo de coalizão tribal e instável

Segundo Lord Ismay, que foi o primeiro secretário-geral da Otan, o objetivo da aliança militar criada pelo Tratado do Atlântico Norte, assinado em 1949, era “manter os russos fora, os americanos dentro e os alemães para baixo”. E esse objetivo foi cumprido plenamente, durante todo o período da Guerra Fria. Mas depois de 1991, a Otan passou por um período de “crise de identidade” e redefinição do seu papel dentro do sistema internacional. Num primeiro momento, a organização militar se voltou para o Leste e para a ocupação/incorporação de alguns países da Europa Central que haviam pertencido ao Pacto de Varsóvia.

Além disso decidiu participar diretamente das Guerras do Kosovo e da Sérvia. E ao mesmo tampo, lançou, em 1994, um projeto de intercâmbio militar e de segurança, com os países árabes do norte da África, o chamado “Diálogo Mediterrâneo”. Dez anos depois, na sua reunião de cúpula de 2004, em Istambul, os dirigentes da Otan decidiram expandir o seu projeto de segurança e criaram a “Iniciativa de Cooperação de Istambul” (ICI), voltada para os países do Oriente Médio. Além disso, nesse mesmo período, a Otan, que não havia apoiado as guerras do Afeganistão e do Iraque, decidiu aderir e colocar-se ao lado das tropas anglo-americanas, instalando suas forças também na Ásia Central.

Foram os ingleses que cunharam o termo “Oriente Médio”, para referir-se aos territórios situados no meio do seu caminho, entre a Inglaterra e a Índia, e que pertenciam ou estavam sob a tutela do Império Otomano. Incluindo os territórios que foram retalhados e divididos depois do fim da 1ª Guerra Mundial, sendo transformados em “protetorados” da Inglaterra e da França, que já eram, naquele momento, as duas maiores potências imperiais da Europa, tendo submetido e colonizado a maior parte da África Subsaariana e todos os países árabes do norte do continente, hoje incluídos no “Diálogo Mediterrâneo” da Otan.

Mas foi o presidente dos Estados Unidos, George Bush, quem cunhou o termo “Grande Médio Oriente”, apresentado pela primeira vez na reunião do G-8, realizada em Sea Islands, nos Estados Unidos, em junho de 2004. A ideia era definir e unificar um novo espaço de intervenção geopolítica, que iria do Marrocos até o Paquistão, e deveria ser objeto da preocupação prioritária das grandes potências, na sua guerra contra o “terrorismo islâmico”, e a favor da “democracia” e dos “direitos humanos”. Dessa perspectiva se pode compreender melhor o significado geo-estratégico da “primavera árabe”, e da Guerra da Líbia.

Assim mesmo, o que se deve esperar que ocorra depois da guerra? Na Líbia, haverá um longo período de caos, seguido da formação de um governo de coalizão tribal, instável e autoritário, sob o patrocínio e a tutela militar da Otan. Ao mesmo tempo, terá sido dado um passo decisivo na construção de uma força de intervenção “ocidental”, capaz de projetar seu poder militar sobre todo o território islâmico do Grande Médio Oriente. E de passagem, estará criado o primeiro “protetorado colonial” da Otan na África. Triste sina da África!

José Luís Fiori é professor titular e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Economia Política Internacional da UFRJ, e autor do livro “O Poder Global”, da Editora Boitempo, 2007. Escreve mensalmente às quartas-feiras.

FONTE: Valor Econômico

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Avanço para Sirte

Rebeldes líbios seguem para o último bastião das forças de Kadhafi

Os rebeldes líbios estão cada vez mais próximos da cidade natal de Muammar Kadhafi, Sirte. Nos últimos dias os rebeldes conquistaram várias zonas chave como Bin Jawad, considerada um dos maiores obstáculos no caminho para Sirte.

A localidade é tida como o último bastião da liderança do coronel, que após 42 anos pode ter os dias contados. No entanto, é um desafio difícil dados os laços tribais que unem a população da cidade ao ditador.

Ontem, o porta-voz da oposição Ahmed Bani, disse em conferência de imprensa que os rebeldes controlavam a estrada que liga a capital líbia, Trípoli, a Sabha, local no deserto do sul do país que até há pouco tempo estava nas mãos das forças leais ao coronel. De acordo com a agência Reuters, o plano da oposição é ganhar vantagem em Sabha, após dominarem totalmente Sirte. “Caso eles recusem, vamos tomar Sirte pela força”, disse Bani. “Vamos oferecer-lhes soluções pacíficas à priori, depois tomamos a nossa decisão”. “Sirte é uma cidade líbia e Sirte não ficará nunca sob o controle de um ditador”, acrescentou.

Entretanto, e após ter dito na semana passada que ia resistir até à morte, Kadhafi parece ter mudado de ideias. Segundo a Al Jaazera, o coronel afirmou ontem estar disposto a discutir uma transição de poder no país, que será mediada pelo filho al-Saadi. Já não é a primeira vez que o líder recua depois de promessas sanguinárias. A sua vontade de negociar pode ter sido motivada pelo facto da oposição controlar mais de 95% do país e de a sua cabeça estar a prémio por mais de um milhão de euros. A disposição para cooperar também foi confirmada pelo seu porta-voz, Moussa Ibrahim, à Associated Press. O telefonema parece representar uma mudança de estratégia ou, para os mais conspirativos, uma dose de bluff para ganhar mais tempo e preparar a fuga. Ainda na semana passada, Muammar Kadhafi referiu-se aos rebeldes como “ratos” e apelou aos seus apoiantes para continuarem a resistir.

O Conselho Nacional de Transição (CNT) para a Líbia, reforçado pela suas vitórias militares, disse que só negociaria com o coronel se ele se rendesse. “Não vai a haver negociações com Kadhafi”, garantiu Ali Tarhouni, membro do governo responsável pelo petróleo e questões financeiras, numa altura em que o paradeiro do líder continua a ser um enigma.

Já o número dois do CNT, Mahmoud Jibril, apelou no sábado à contenção do povo líbio e pediu para não se vingarem com as próprias mãos. “É o direito de todos nós entendermos porque fomos mal tratados durante os últimos 42 anos. Haverá uma verdadeira oportunidade para cada prisioneiro ter um julgamento justo e ver o seu caminho rumo à luz”, disse Jibril. O número dois do CNT esteve no sábado reunido com a Liga Árabe no Cairo que reconheceu os rebeldes como o governo legítimo da Líbia.

FONTE: ionline.pt

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Rebeldes tomam aeroporto de Trípoli

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Um comboio com seis carros blindados que poderia transportar altos dirigentes líbios, incluindo o coronel Muammar Kadhafi, passou na sexta-feira (26) pela fronteira entre Líbia e Argélia, segundo a agência oficial egípcia “Mena”, que citou uma fonte militar líbia rebelde.

“Seis Mercedes blindados passaram na manhã desta sexta-feira pela cidade de Ghadames”, revelou a agência. O comboio foi escoltado até sua entrada na Argélia pelo chefe de uma “katiba” (brigada), explicou o militar rebelde, acrescentando que não pôde atacá-lo por falta de munição. “Pensamos que transportavam altos dirigentes líbios, possivelmente Kadhafi e seus filhos.”

Kadhafi está desaparecido desde a entrada dos rebeldes em Trípoli, no final de semana passado.

FONTE: UOL Notícias

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