(BBC, 20) 1. O balanço das atividades do Mercosul, que completou 20 anos de integração econômica em 2011, é considerado “decepcionante”, segundo um relatório do renomado Instituto de Estudos Políticos de Paris sobre a América Latina. “A história do Mercosul é pontuada por fases de progresso interrompidas por mudanças políticas ou crises econômicas, e seguidas de retomadas que suscitam um aumento das expectativas, rapidamente desapontadas”, diz o cientista político Olivier Dabène, presidente do Observatório Político da América Latina e do Caribe do instituto parisiense. Segundo o especialista, o Mercado Comum do Sul (Mercosul), integrado pelo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, ainda enfrenta, após 20 anos de existência, “duas fraquezas estruturais”.

2. A primeira delas é a assimetria entre os Estados membros, diz Dabène, autor do capítulo sobre o Mercosul do relatório. “O Mercosul é um processo de integração debilitado por profundas assimetrias de desenvolvimento. O projeto neoliberal (nos anos 90) leva a crer que a integração regional permitirá uma convergência natural das economias”, afirma. “Mas, durante a década de 90, as assimetrias se aprofundaram mais em vez de desaparecer, suscitando uma certa frustração do Paraguai e do Uruguai”. Outra deficiência do Mercosul apontada pelo especialista é a falta de instituições capazes de levar em conta os interesses gerais do bloco. Entre os exemplos citados, está o Parlamento do Mercosul (Parlasul), que possui “atribuições modestas” em relação à tomada de decisões.

FONTE: BBC, via Ex-Blog do Cesar Maia

Tagged with:
 

SAN JUAN, Argentina (Reuters) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender nesta terça-feira, durante a reunião de cúpula do Mercosul, um diálogo com o Irã, e, mais uma vez, manifestou ser contrário à imposição de sanções à República Islâmica por seu programa nuclear.

As relações com o Irã são um tema sensível na Argentina, onde o governo exige a extradição de autoridades iranianas, entre elas o ministro de Defesa, por eventuais vínculos com o atentado, em 1994, que destruiu a sede de uma entidade judaica em Buenos Aires e no qual morreram 85 pessoas.

Nos últimos meses, Lula tem criticado insistentemente as potências do Conselho de Segurança da ONU por terem imposto novas sanções ao Irã, depois de o Ocidente ter rejeitado um acordo que permitia a troca de combustível nuclear com a República Islâmica conduzido pelo presidente brasileiro em conjunto com a Turquia.

“Eu, Cristina, não conhecia o presidente do Irã, até que, uma dia, o encontrei na ONU e decidi conversar com ele”, disse Lula, dirigindo-se à presidente da Argentina, Cristina Fernández Kirchner, que preside a reunião de cúpula do Mercosul na cidade andina de San Juan.

“O que me deixa profundamente chateado é que nenhum dos presidentes, dos poderosos do Conselho de Segurança, conversou com ele”, acrescentou Lula.

Do Mercosul fazem parte Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, além de contar com a Bolívia e Chile como sócios não plenos, além da Venezuela, que se encontra em processo de adesão ao bloco sul-americano.

O Ocidente acredita que o programa nuclear iraniano está voltado para desenvolver bombas nucleares, mas Teerã insiste que seu objetivo é gerar energia elétrica.

Lula disse ainda que as sanções são contraproducentes, já que podem afetar empresas de países como o Brasil e a Argentina, mas não as companhias de nações ricas.

Funcionários dos Estados Unidos tem afirmado que a tentativa de acordo ensaiada pelo Brasil e pela Turquia é uma tática do Irã para ganhar tempo.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, tem advertido para que países latino-americanos não se aproximem do Irã, afirmando que essa atitude seria uma “má ideia”, com consequencias. (Por Karina Grazina, com reportagem adicional de Juliana Castilla)

FONTE: Reuters / Brasil Online

Tagged with:
 

vinheta-clipping-forteOito países da União Europeia (UE) fizeram nessa terça-feira (11) um alerta contra a retomada das negociações de um acordo de associação entre o bloco e o Mercosul porque o consideram uma ameaça à agricultura europeia.

Em declaração conjunta, o grupo formado por França, Irlanda, Grécia, Hungria, Áustria, Luxemburgo, Polônia e Finlândia afirmou que o reatamento das discussões entre UE e Mercosul (composto por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) é um mau sinal aos agricultores e aos criadores de gado europeus.

Estagnadas desde 2004, as negociações do Mercosul com a União Europeia para a liberalização do setor agrícola devem ser retomadas em uma cúpula a ser realizada em Madri, na semana que vem.

O documento assinado pelos oito países europeus motivou os ministros da Agricultura da União Europeia a debaterem sobre o assunto na próxima segunda-feira em Bruxelas.

Os oito países lamentaram que a Comissão Europeia (CE, braço executivo da União Europeia) tenha proposto reativar as negociações comerciais com o bloco latino-americano “sem um debate político prévio” e sem analisar o impacto econômico de um eventual acordo.

Esses países ressaltam que a União Europeia já ofereceu bastante em matéria de agricultura no âmbito internacional, em referência às também bloqueadas negociações de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) para a liberalização do comércio mundial.

FONTE: DCI – Diário do Comércio & Indústria

Tagged with: