QG Airsoft

Um grupo de 26 militares de Uberlândia embarcou, nesta terça-feira (24), para trabalhar na missão de paz no Haiti, um dos países mais pobres do mundo.

Os militares seguiram para Brasília e, antes de entrar no avião da Força Aérea Brasileira (FAB), aproveitaram para tirar fotos e abraçar os parentes que ficaram no Brasil.

Eles vão ajudar na reconstrução do Haiti, que sofre com a pobreza e os estragos deixados por um terremoto em janeiro deste ano.

A tropa vai ficar no país durante seis meses. Todos os integrantes passaram por treinamentos especiais e por uma preparação psicológica antes da viagem.

“O tempo vai passar e, apesar da saudade, a gente vai retornar. E, se Deus quiser, só teremos histórias bonitas e boas para contar”, disse o subtenente do Corpo de Bombeiros Célio Moreira.

FONTE: G1

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“Voltamos à estaca zero”

Uma visão da situação do Haiti após o terremoto do mês passado

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Em ação conjunta, militares trocam farpas sobre comando de missão

Leandro Colon

vinheta-clipping-forteO primeiro encontro oficial entre tropas brasileiras e americanas no Haiti deu o tom do clima de divergência entre as duas partes. Sobraram trocas de recados. O general brasileiro Floriano Peixoto Vieira Neto, chefe militar da missão da ONU no país, reforçou que a ajuda aos haitianos – incluindo a segurança – é liderada pela Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah), cujo maior contingente é do Brasil. “Cada parte é muito bem definida, por meio de protocolo de entendimento, assinado pelas duas partes, o que nós faremos aqui”, afirmou.

Ao seu lado, o general Ken Keen, que lidera as forças dos EUA, deixou claro que não há subordinação à ONU e avisou que não há prazo para deixar o país. “O presidente Barack Obama nos mandou para cá para dar assistência ao governo do Haiti e estaremos aqui até quando eles precisarem”, afirmou. Questionado sobre as pretensões dos EUA em assumir a segurança, Keen foi enfático: “Isso é ridículo.” Segundo ele, há 3,7 mil soldados americanos em terra hoje no Haiti. Oficialmente, cabe aos EUA apenas a tarefa de ajuda humanitária.

Os militares dos dois países se juntaram ontem para distribuir 13 toneladas de comida e 15 mil litros de água em Cité Soleil, região mais pobre da capital. O cenário de entrega de comida era tipicamente haitiano: fumaça, casas de lona, lixo a céu aberto, porcos e seres humanos dividindo o mesmo espaço. Entre os soldados de cada país, poucas palavras. Os americanos não falavam português, e a maioria dos brasileiros apenas arriscava algumas palavras em inglês.

Enquanto isso, o general Floriano Peixoto percorreu a favela com o colega Ken Keen. Abordados pelos jornalistas, buscaram a cordialidade, mas não conseguiram disfarçar a divergência de conceito hierárquico na ação no Haiti. Uma jornalista questionou o general Floriano, na presença de Keen, sobre a polêmica em torno da segurança. Peixoto irritou-se, lembrou que há um acordo de tarefas e posicionou-se: “Eu sou o responsável pela parte militar da Minustah.” Em seguida, tentou amenizar a crise diplomática: “O relacionamento é extremamente positivo.” O discurso de Peixoto tem sido semelhante ao do ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim. Em visita ao Haiti no sábado, Amorim voltou a valorizar a posição majoritária do Brasil no país. Apesar de afirmar que se reporta apenas ao governo do Haiti, o general americano disse que os EUA são parceiros do Programa Mundial de Alimentos (WFP) da ONU. “Sem esta colaboração, não estaríamos aptos a fazer chegar a ajuda”, afirmou Ken Keen, que elogiou as tropas brasileiras. “O Brasil tem bons soldados, extremamente profissionais. Estão entre os melhores do mundo”, disse ele, que já morou no País.

FONTE: Estadão

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Convidado por França e EUA, Brasil aceitou em 2004 comando das tropas em busca de visibilidade internacional

Roberto Simon

vinheta-clipping-forteQuando, em fevereiro de 2004, o Conselho de Segurança (CS)da ONU aprovou o envio de 400 soldados americanos e franceses a Porto Príncipe, o Haiti ocupava um lugar discreto na agenda da diplomacia brasileira. Rebeldes estavam prestes a tomar a capital haitiana e o presidente Jean-Bertrand Aristide, acuado, renunciou. Reticente em se envolver na força, o Brasil, que ocupava um assento rotativo no CS e integrava o “Grupo de Amigos do Haiti”, limitou-se a reconhecer o novo presidente, Boniface Alexandre, e a votar a favor do envio de tropas. “Não era nosso estilo, o estilo brasileiro, de missão”, relembra o embaixador do Brasil na ONU na época, Ronaldo Sardenberg. Em dois meses, porém, o cenário se inverteria e o governo brasileiro assumiria o comando das tropas no Haiti.

A questão haitiana só se tornou prioritária para o Brasil porque a natureza da missão da ONU mudou entre a queda de Aristide e a chegada dos brasileiros, afirmaram ao Estado autoridades que participaram das negociações.

Logo após o colapso do governo haitiano, o contingente franco-americano foi incumbido de “impor a paz”. “Era, na verdade, uma força de ocupação”, diz o então ministro da Defesa, José Viegas, hoje embaixador em Roma. “Nós só participaríamos de uma missão que fosse chancelada pela ONU para manter a paz.” Nos bastidores, iniciou-se o vaivém de consultas.

Atolados no Iraque e Afeganistão, e com um histórico de ocupação do Haiti, os EUA queriam se distanciar da ilha. Mas, ao mesmo tempo, americanos temiam um influxo em massa de haitianos em sua costa, uma reedição dos “boat people”. “O governo George W. Bush não queria assumir a “paternidade” da coisa”, diz Roberto Abdenur, então embaixador brasileiro nos EUA. Antiga metrópole do Haiti, a França também desejava reduzir sua presença no país.

Segundo fontes, o primeiro contato foi um telefonema feito pelo general americano James Hill, que chefiava o Comando Sul, ao comandante do Exército brasileiro, general Francisco Roberto de Albuquerque. Em seguida, o diálogo subiu um degrau na hierarquia. Viegas recebeu uma ligação da embaixadora dos EUA no Brasil, Donna Hrinak, perguntando “se” e “sob quais condições” o Brasil lideraria a missão da ONU. “Era um sábado, liguei imediatamente ao presidente (Luiz Inácio Lula da Silva). Recebi sinal verde”, relata Viegas.

Finalmente, as negociações atingiram o nível presidencial. Lula recebeu um telefonema do presidente da França, Jacques Chirac, formalizando o convite. “É de suma importância que o Brasil assuma esse comando”, teria dito Chirac a Lula. “Essa também é a opinião do (secretário-geral da ONU) Kofi Annan.”

A entrada da França na negociação tinha duas motivações, afirma um militar que participou do diálogo. Era preciso evitar que o Brasil parecesse um “fantoche” dos EUA e o apoio francês “internacionalizava a questão”. “Mas também era uma “limpada de barra” de franceses com americanos, porque Paris foi, na ONU, visceralmente contra a invasão do Iraque, naquele mesmo ano.”

No Itamaraty, Ministério da Defesa e Planalto havia consenso de que o Haiti era uma “causa justa”. Mais: o comando brasileiro “fortaleceria as credenciais do Brasil para um assento permanente no CS”, diz Abdenur. “Seria um comando prestigioso”, completa Viegas.

O Brasil, porém, queria que a missão fosse de “estabilização” e não “imposição da paz”. Em outras palavras, exigia-se que fosse incluído no mandato da ONU um forte componente socioeconômico, para além da questão estritamente militar. “Uma missão desse tipo era muito mais nosso estilo”, afirma Sardenberg, relembrando a participação brasileira em operação como as em Angola e em Timor Leste.

França, EUA e Annan aceitaram as condições e, em abril de 2004, o CS criou a Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah). O envio de tropas foi então ao Congresso brasileiro, que aprovou a medida.

OPERAÇÃO

“Fomos ao Haiti achando que os inimigos seriam os ex-militares. Mas eram, na verdade, as gangues. Havíamos nos preparado para uma missão militar, mas era uma questão policial”, analisa um oficial que atuou no país.

Olhando em retrospectiva, o comandante das forças da ONU no Haiti de 2007 a 2008, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, divide a história da Minustah em dois momentos fundamentais. O primeiro, de 2004 a 2008, consistiu na luta contra gangues que controlavam as favelas de Bel Air, Cité Militaire e Cité Soleil.

O objetivo era conquistar pontos estratégicos nas regiões e manter uma presença ostensiva. Simultaneamente, houve uma investida para conquistar a confiança da população. “E, assim, as gangues foram quebradas”, explica Santos Cruz.

Reduzida a violência, veio, então, a última – e mais decisiva – etapa, intensificada a partir de 2008: o auxílio ao desenvolvimento e a reconstrução da infraestrutura do país caribenho. “Agora, com o terremoto, regressamos ao estágio “menos um”", conclui uma outra fonte militar que pediu anonimato.

FONTE: O Estado de São Paulo

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Coronel Ajax Porto Pinheiro: próximo comandante do batalhão brasileiro no Haiti Militar brasileiro diz que presença americana no Haiti é temporária e não ameaça liderança exercida pelo Brasil

Leandro Colon

O próximo comandante do batalhão brasileiro no Haiti, coronel Ajax Porto Pinheiro, avalia que o país caribenho ainda demorará cinco anos para começar a se reorganizar depois do terremoto do dia 12. “Voltamos no tempo e teremos de recomeçar de novo”, disse Pinheiro ao Estado. O coronel chegou quinta-feira a Porto Príncipe, para substituir, a partir de fevereiro, o coronel João Batista Bernardes no comando das tropas brasileiras. Pinheiro aproveita para reafirmar a posição brasileira de liderança na segurança do Haiti depois do mal-estar com os EUA. “Eles vieram numa ação temporária, emergencial e acredito que em breve vão embora e nós vamos ficar aqui. ”

Quanto tempo vai levar para o Haiti ser reconstruído?

Se quisermos voltar a dezembro de 2004, acredito que mais uns cinco anos. Porque em dezembro de 2004 a cidade começava a se organizar, a ter vida noturna. Hoje, a cidade está às escuras. Os shoppings nas avenidas, os postos de gasolina eram organizados. E tudo isso ruiu. A cidade estava limpa, era o sintoma de que as instituições do Haiti estavam numa ascendente. Agora, voltamos no tempo e teremos de recomeçar de novo. Eu vi a cidade do alto e percebi que não foi toda destruída. Existe, na verdade, um corredor da morte, das montanhas até o porto. São sete quilômetros de extensão por três de largura. É uma linha imaginária. A favela de Bel Air foi destruída e o que está próximo foi abalado. O que está fora dessa faixa está preservado.

O governo já anunciou 900 novos militares brasileiros no Haiti. Qual é o contingente necessário para resolver essa situação?

O Brasil fala na possibilidade de dobrar. O que posso dizer de concreto é que vão mandar uma companhia da Polícia do Exército que ficará sob o controle direto da força de comando da ONU. E há ainda mais um batalhão que não terá a estrutura do meu. Será mais leve e enxuto. Daqui a um mês chegará aqui. O Brasil dará preferência a militares do Exército que já estiveram em outros contingentes. Eles virão com a estrutura deles, com barracas, geradores, banheiros montáveis.

E se dobrar?

Se isso ocorrer, deve aumentar também o número de comandantes. E será outro coronel, com outra tropa. E a missão dela será especificamente ajuda humanitária. E nós nos voltaremos para segurança de comboios internos, externos, patrulhas. Nós ficaremos voltados para a parte de segurança.

Mas a ajuda humanitária não é dos americanos?

Esse acordo não impede que façamos essa ajuda. Acredito que, em alguns momentos, faremos a segurança e eles farão a ajuda. Mas continuaremos prestando ajuda humanitária, até porque as Nações Unidas permanecerão aqui não se sabe até quando. E não tenho a certeza de até quando as tropas americanas permanecerão no Haiti. Eles vieram numa ação temporária, emergencial, e acredito que em breve vão embora e nós vamos ficar aqui. Nós chegamos primeiro e vamos ficar até o fim.

Como avalia esse movimento dos EUA de controlar o aeroporto? Não atravessaram o limite?

Observei a atuação deles nestes dias. Quanto ao aeroporto, eu penso que vão devolvê-lo gradativamente ao governo do Haiti.

Na sexta-feira, o general Floriano Peixoto, que comanda as tropas de paz da ONU, afirmou que era preciso mostrar que o Brasil é quem tem a maior tropa e comanda a segurança. O sr. concorda?

Concordo com o general. Gostamos de frisar que são os brasileiros que estão aqui. Porque a capital é nossa, a ONU está no país inteiro. Então, a capital é nossa, a segurança é nossa, a ajuda é nossa também.

Qual maior dificuldade hoje na recuperação da cidade?

Quanto à segurança, a situação mudou completamente. Temos presídios destruídos com o terremoto e, com isso, presos de alta periculosidade estão soltos pelo país. Não sabemos onde eles estão exatamente. Existe sempre essa ameaça pairando no ar. E quanto à assistência humanitária, os acampamentos estão espalhados pela cidade. Essa quantidade é uma dificuldade. E nós sabemos que os olhos do mundo estão voltados para o Haiti.

FONTE/FOTO: Folha de São Paulo, via Notimp/MinDef

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O adeus aos nossos heróis

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FOTOS: Ricardo Stuckert / PR

NOTA do EDITOR: A equipe da “Trilogia Blog de Defesa” e do Poder Naval Online gostaria de transmitir todo o carinho e admiração aos nossos heróis, que tombaram durante a missão de transformar o Haiti em um país melhor.

Sabemos que qualquer palavra aqui escrita em nada irá diminuir a dor das famílias dos nossos soldados, mas queremos deixar registrados os nossos sentimentos à família, amigos e companheiros de corporação e reafirmar que todos nós brasileiros temos orgulho desses heróis e da sua missão. O sacrifício deles não será esquecido!

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Haiti: chegam os corpos dos militares

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Os corpos dos militares brasileiros da missão de paz da ONU mortos no terremoto que devastou o Haiti no último dia 12 já embarcaram rumo ao Brasil.

Os mortos foram homenageados antes do embarque. O nome das vítimas foi lido. Uma bandeira das Nações Unidas cobria os caixões.

Os caixões foram transportados para o avião pelos próprios colegas das vítimas.

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FONTE/FOTO: G1/Reuters/A. B. Martins

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Haiti: Número de brasileiros mortos chega a 21

Morte de civil, que ainda não foi identificado, foi confirmada; corpo de último militar desaparecido é achado

Solange Spigliatti

Subiu para 21 o número de brasileiros mortos durante o terremoto de 7 graus na escala Richter do último dia 12 no Haiti, informaram Ministério das Relações Exteriores e o Exército. Entre os militares, são 18 mortos, depois do corpo do major Márcio Guimarães Martins ter sido encontrado durante a madrugada. O Itamaraty informou na terça-feira que uma terceira vítima civil foi encontrada e identificada por meio de objetos pessoais. Um teste com arcada dentária ainda será feito.

De acordo com dados do Comando do Exército, os corpos de 17 militares que atuavam na Missão de Paz para Estabilização do Haiti (Minustah) voltaram hoje ao País. Até o momento, cerca de 20 brasileiros que escaparam do terremoto já voltaram ao País, segundo o Itamaraty.

Os outros dois civis mortos são a Dra. Zilda Arns Neumann, coordenadora internacional da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, chefe adjunto civil da missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti.

Militares mortos

Hoje, um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) com os corpos dos 17 militares mortos no terremoto chegou a Manaus ao Brasil. A aeronave deixou Porto Príncipe a 1 hora da madrugada e deve seguir para a Base Aérea de Brasília, onde uma homenagem está marcada para a quinta-feira. Eles serão recebidos com honras militares, em solenidade coletiva.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá estar presente na cerimônia, além do ministro da Defesa, Nelson Jobim, vários ministros e autoridades dos demais Poderes, representantes da sociedade civil e familiares das vítimas, que confirmaram interesse em participar das homenagens.

O terremoto de 7 graus na Escala Richter atingiu o Haiti na terça-feira da semana passada e deixou ao menos 72 mil mortos, segundo a Defesa Civil do país caribenho. Há também 250 mil feridos e 1,5 milhão de desabrigados. O órgão informou que o país está em situação desesperadora por abrigo, água, alimentos e remédios, e que metade das construções foram destruídas na região da capital Porto Príncipe.

FONTE: Estadão.com

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vinheta-clipping-forteUm grupo de militares brasileiros que faziam segurança do transporte de alimentos nas ruas de Porto Príncipe foi alvejado com tiros na tarde de segunda-feira. O incidente foi confirmado à BBC Brasil por dois militares que integram o Batalhão Brasileiro no Haiti (Brabat).

Segundo os relatos, houve troca de tiros assim que os primeiros disparos foram ouvidos. Um haitiano teria sido preso e identificado como membro da polícia local.

Um dos militares descreveu o episódio como “natural”, já que o terremoto “potencializou” a insegurança alimentar no país caribenho. Procurado pela BBC Brasil, o comando do Batalhão não confirmou a informação dos dois militares, mas acrescentou que não seria improvável.

Visibilidade

O comandante do contingente militar da ONU no Haiti, general Floriano Peixoto, minimizou o impacto dos recentes episódios de violência no pais. Segundo ele, a “natureza dos incidentes” registrados nos últimos dias “é a mesma” do período pré-terremoto.

“Tínhamos saques, sequestros (antes do desastre). O que temos agora é uma maior visibilidade”, disse ele. “Os incidentes já aconteciam antes do terremoto”,disse.

Apesar dos relatos, em situações de violência, sobretudo na favela Cite Soléil, o general diz que os casos são “pontuais”. O embaixador brasileiro no Haiti, Igor Kipman, disse que violência que se vê em Porto Príncipe é “esporádica”.

“A situação preocupa sim, mas não está em descontrole”, disse o embaixador a um grupo de jornalistas na base militar brasileira. Ainda segundo o embaixador, a ideia de que as gangues voltaram a dominar a favela “não é verdadeira”.

A expectativa, de acordo com Kipman, é que de um novo presídio, que já estava sendo construído por canadenses no país, fique pronto até março. Ate lá, os presos serão colocados em prisões provisórias.

Segundo o governo haitiano, cerca de 4 mil presos fugiram das penitenciárias de Porto Príncipe, que ficaram parcialmente destruídas e sem vigilância após o terremoto que devastou a capital.

FONTE: Portal Terra

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Eufemismo?

NOTA DO BLOG: Ministro, os familiares dos militares desaparecidos precisam de palavras de conforto e esperança, exatamente o oposto do que foi dito.

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