O ministro de Defesa da Colômbia, Juan Carlos Pinzón, realizará nesta terça-feira uma visita oficial ao Brasil para propor ferramentas que fortaleçam a luta conjunta contra as diferentes modalidades do crime transnacional organizado que afetam ambos países. Pinzón se reunirá em Brasília com o ministro da Defesa, Celso Amorim, acompanhado de uma comitiva integrada por membros das Forças Militares e da Polícia, para discutir problemas como narcotráfico, lavagem de dinheiro, terrorismo e tráfico de pessoas, entre outros.

Segundo um comunicado do Ministério colombiano, também está previsto que Pinzón e Amorim abordem temas estratégicos do Plano Binacional de Segurança Fronteiriça (PBSF), que foi negociado em junho de 2011 por ambas partes e pretende proteger os recursos naturais, a biodiversidade e as populações na região da fronteira. A fonte acrescentou que, além disso, aprofundarão na cooperação das relações fronteiriças, na indústria aeronáutica e temas de capacitação em ciência e tecnologia.

FONTE: Terra

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1. Expulsos da Bolívia pelo governo de Evo Morales, os serviços de inteligência da Grã-Bretanha e dos EUA passaram a depender das operações e da influência do Brasil no país vizinhos para combater o tráfico de drogas, um problema cada vez mais crítico na região. O que preocupa americanos e europeus é que a Bolívia vem se transformando em um importante produtor de cocaína. A Colômbia ainda lidera, mas a repressão ao cultivo causou uma queda drástica da área plantada de coca no país.

2. Uma das consequências foi a transferência da produção para a Bolívia. Em dez anos, a área de cultivo da planta boliviana dobrou, segundo a ONU. Para desembarcar nos mercados europeus e americano, parte da droga passa pelo Brasil. Na avaliação da Europol, 250 toneladas de cocaína a cada ano – 30% da produção mundial – entram na Europa ou nos EUA passando por portos brasileiros. A maior parte da cocaína que vai para os EUA não passa pelo Brasil. Já a droga que chega à Europa sai preferencialmente da Bolívia e, em segundo lugar, do Peru. Estima-se que 60% dela ficam no Brasil.

3. Produção em hectares de folhas de coca. Em 2000 eram 160 hectares na Colômbia contra 17 na Bolívia. Em 2009 foram 70 hectares na Colômbia contra 35 na Bolívia.

FONTE: Estado de São Paulo, via ex-blog do Cesar Maia

1. Segundo Douglas Farah, pesquisador sênior do Centro Internacional de Avaliação e Estratégia, nos EUA, “esses “narquitos” bolivianos não têm redes internacionais para mover o produto, quando está terminado”, diz ele. “Entram aí os grandes grupos brasileiros, porque é um mercado muito fácil de alcançar. E também os mexicanos, buscando alternativas para a sua linha de produção. Todos estão ali, tratando de armar as suas redes.” Com 3.500 km de fronteira seca com o Brasil, a Bolívia tem muito mais vias para escoar sua cocaína para cá do que o Peru e a Colômbia. “No último ano e meio, o Brasil se converteu em uma das mais importantes rotas da droga peruana rumo à Europa”, diz Jaime Antezana, especialista em narcotráfico no Peru.

2. Segundo a ONU, a Bolívia é o terceiro maior produtor mundial da folha, com uma área plantada de 31 mil hectares, atrás de Peru e Colômbia. Não há, no entanto, uma estimativa precisa sobre qual seria a área ideal para atender à demanda interna. Uma lei de 1998 reconhece apenas 12 mil hectares como legais para o uso tradicional. Mas o governo anunciou na semana passada que pretende atualizar essa lei.

3. A produção boliviana divide-se em duas grandes regiões. A primeira delas, a dos Yungas, fica no altiplano boliviano, próximo a La Paz. Há ali uma área estimada em cerca de 20,5 mil hectares, com uma produção de 28 mil toneladas, segundo Guedes. A segunda, fica na região conhecida como Chapare, perto de Cochabamba, onde apenas 10,1 mil hectares rendem 27,5 mil toneladas da folha. “De qualquer maneira, isso é muito mais do que se pode mascar ou fazer chá”, afirma Bo Mathiassen, representante da UNODC no Brasil. “A Bolívia ainda tem uma produção muito maior do que a demanda. O resto deve estar indo para o lado errado.”

4. No Chapare, apenas 4% da produção é negociada no mercado de Sacaba, responsável pela comercialização da produção local. O fato de que a folha do Chapare não é considerada própria para o uso tradicional – por ser mais ácida e de menor qualidade – só faz aumentar a suspeita de que boa parte da produção seja desviada para o tráfico.

5. Há países onde o narcotráfico opera com impunidade nas esferas mais altas, como na Venezuela e na Bolívia. Há uma criminalização generalizada desses governos. Seu plano econômico é insustentável e todos se vinculam ao narcotráfico, às Farc [narcoguerrilha colombiana] e a outros grupos criminosos como forma de sobreviver economicamente.

6. Na Presidência boliviana desde 2006, Evo Morales acumula o cargo de presidente da Federação de Cocaleiros do Trópico de Cochabamba. Durante seu governo, a área plantada com coca na Bolívia subiu de 25,4 mil hectares para 31 mil hectares no ano passado.

7. As divergências com os americanos também estão atrasando a assinatura de um convênio entre os dois países e o Brasil para o mapeamento dos plantios da folha de coca na Bolívia. Pelo acordo, o Brasil forneceria imagens de satélite e atuará na capacitação da polícia boliviana para a leitura desses dados. Já os americanos forneceriam equipamentos de GPS e outros para fazer a medição dos cultivos excedentes. Mas, diante da resistência de setores do governo Morales, a formalização desse acordo vem sofrendo sucessivos adiamentos.

FONTE: Valor Econômico, via Ex-Blog do Cesar Maia

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(BBC, 09) 1. Um relatório do departamento Antidrogas dos EUA (DEA) mostrou que o Peru e a Bolívia são países chaves para os cartéis mexicanos em seu processo de expansão, e que operam na América do Sul com perigosas gangues colombianas como Los Rastrojos, Urabeños e Los Paisas. “O Peru está em uma situação crítica em sua luta contra o tráfico de drogas”, diz o relatório da DEA, segundo informou o portal “El Universal” do México, observando que o Peru rivaliza com a Colômbia na produção de cocaína pura.

2. Nesse sentido, afirmam ainda que os traficantes mexicanos envolvidos no tráfico de drogas no Peru estão cada vez mais envolvidos na coordenação de grandes carregamentos de cocaína. Por outro lado, o relatório apresentado ao Senado norte americano, explica que uma das razões para este problema é que o Peru exporta 4% da cocaína consumida nos Estados Unidos, um dos maiores consumidores do mundo, e que os cartéis mexicanos, junto com seus sócios colombianos, têm estrutura operacional e logística para coordenar estas remessas. O relatório indica ainda que a Bolívia é o terceiro maior produtor de cocaína do mundo, e a fronteira com o Peru se transformou em “uma base ideal para as operações do tráfico de drogas”.

FONTE: BBC/Ex-Blog Cesar Maia

“A tendência é que, com o enfraquecimento do tráfico que perdeu recentemente alguns de seus QGs, as milícias comecem a assumir também o comércio de drogas. Aqui e ali, já surgem sinais de que essa transferência está em curso. Se isso se concretizar, teremos o pior de todos os cenários. Veja o que ocorreu na década de 90 em Medellín, na Colômbia. Os paramilitares, saudados então como solução no combate ao narcotráfico, acabaram por tornar, eles próprios, os chefões do crime organizado. Tomaram o controle das favelas e implantaram seu próprio regime de terror. Nesse período, os índices de criminalidade foram às alturas.”

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

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Descriminalização da maconha

EL

A descriminalização da maconha é um tema que me incomoda há muito tempo e, cada vez mais, vem ganhando força na sociedade. Recentemente uma “marcha da maconha” foi reprimida pela polícia na cidade de São Paulo, o que acabou gerando mais publicidade e debates em torno do tema em questão, em decorrência disso, reuni forças para externar a minha opinião sobre a polêmica.

Não faltam opiniões e textos que defendam descriminalização da maconha, porém percebe-se que boa parte deles são desprovidos de fundamentos, bem como contam com uma visão muito superficial acerca do assunto, deixando de tratá-lo com a devida seriedade.

A primeira linha de defesa da descriminalização é o argumento de que o tráfico de drogas veria seu fim com a alteração da lei, afirmação esta sem qualquer base de sustentação, uma vez que a prática ilícita em questão sobrevive não apenas da comercialização da maconha, mas também de diversos entorpecentes como o crack, a cocaína, a heroína, entre outros.

Cabe salientar que, caso a maconha venha a ser legalizada, os crimes em torno desta substância não se extinguirão, mas apenas serão enquadrados em outros tipos penais. Para explicar tal fato, pode-se tomar como exemplo o cigarro, uma mercadoria cuja comercialização é legal, entretanto vem a ser uma das mais contrabandeadas e falsificadas do mundo, gerando enormes lucros para diversas organizações criminosas.

Conclui-se, portanto, que os criminosos não deixariam de gerar riquezas com a eventual legalização da maconha, o que ocorreria seria uma mudança de crime, de tráfico de drogas para contrabando ou descaminho.
Outro ponto importante a ser analisado é a questão do lucro que a maconha proporciona aos criminosos.

O tráfico de drogas em geral possui um custo operacional um tanto quanto elevado, uma vez que os traficantes necessitam gastar uma boa quantia de dinheiro para permitir que as mercadorias possam ser disponibilizadas aos compradores. O custo do tráfico decorre do pagamento da mão de obra que nele trabalha, da aquisição de armamentos para garantir o espaço de influência (um fuzil pode chegar a custar mais de R$ 40 mil reais), da compra da mercadoria (o preço de custo dos entorpecentes), bem como do pagamento de propina para as autoridades.

Os elevados custos operacionais descritos anteriormente acarretam numa diversificação de condutas criminosas praticadas por traficantes. Os criminosos, com o intuito de terem seus lucros aumentados, aproveitam de sua área de influência já estabelecida e praticam crimes em seu interior, como a extorsão, a venda de sinal de TV a cabo furtado, a venda de gás e energia elétrica, bem como o transporte paralelo. Diante disto, quais seriam as consequências caso os traficantes perdessem os lucros decorrentes da venda de maconha? Será que intensificariam as outras modalidades de crimes já praticados? Penso que esta seja uma questão delicada, a qual deve ser tratada com cautela e não da maneira como vem sendo exposta.

Alguns indivíduos chegam a alegar que a guerra contra as drogas fora perdida e que, em decorrência disso, é hora de reavaliar a questão da legalização do porte de maconha para uso pessoal. A alegação em questão deve ser vista com extremo cuidado, pois é necessário analisar como a tal guerra contra as drogas fora executada. O grande problema é que nossos representantes (tanto no Executivo, quanto no Legislativo) promovem o combate às drogas apenas por meio da repressão policial, fato é, entretanto, que a polícia é apenas um dos instrumentos necessários na guerra contra as drogas e não o único.

A ação da polícia é de extrema importância para o sucesso da repressão às drogas, porém sozinha talvez nunca seja capaz de vencer a chamada guerra contra as drogas, pois é necessário que se atinjam as causas que fazem com que jovens entrem para o tráfico de drogas, bem como as causas que fazem com que os indivíduos se utilizem da mesma.

Diante de tais circunstâncias, é de suma importância a promoção de políticas que visem oferecer uma vida mais digna ao brasileiro, proporcionando a este transporte público de qualidade, boas condições de moradia, oferta de empregos, saúde e educação pública que realmente sejam de qualidade, entre outros, pois deste modo estarão sendo combatidas algumas das causas que levam as pessoas a entrar para o mundo do crime.

Em conjunto com as ações acima descritas, é necessária uma campanha mais efetiva de conscientização da população, tendo por objetivo a diminuição da utilização de entorpecentes. A campanha em questão pode e deve ser realizada dentro das escolas, apresentando aos estudantes os males que as drogas causam à saúde e às famílias dos usuários. Em relação às ações policiais, deixarei para abordar o tema mais oportunamente, uma vez que muito me interessa, mas nesta ocasião irá alongar demais o texto.

Por fim, mas não menos importante, cabe expor que uma eventual descriminalização da maconha poderia abrir um perigoso precedente em nosso ordenamento jurídico, uma vez que o argumento que hoje é utilizado para defender a legalização do entorpecente em questão pode, no futuro, ser utilizado para a defesa de uma descriminalização do crack, da cocaína, da heroína e de tantas outras drogas.

A descriminalização da maconha se apresenta, para mim, como algo totalmente equivocado, a qual carece de estudos aprofundados acerca das perigosas consequências que dela podem decorrer. Fato é que a medida em questão é extremamente mais fácil de ser realizada do que o efetivo combate às drogas que aqui expus, uma vez que o último requer vontade política, a qual parece existir somente quando os interesses particulares de nossos representantes estão em jogo.

Se estamos perdendo a guerra contra as drogas, é porque até hoje não entramos nela para vencer.

O Estado continua na incômoda posição de constatar que o inimigo está sempre alguns passos adiante

Silvio Queiroz

Não tardou para que os acontecimentos dessem nomes e números ao alerta feito por uma autoridade brasileira, em conversa reservada com a coluna, sobre a perigosa associação entre crime organizado e terrorismo em alguns pontos vulneráveis do território brasileiro. No caso, os fatos se desenrolaram na tríplice fronteira do norte, com a Colômbia e o Peru. Lá, no início da semana, a Polícia Federal capturou o peruano Jair Ardena Michue, codinome Javier, apontado como líder de uma rede de narcotráfico baseada nas ilhas próximas a Tabatinga (AM), no Alto Solimões. Javier é acusado pela morte de dois federais em um confronto travado em novembro último. A operação contra o esquema do peruano, iniciada em 2009, já resultou em mais de 30 prisões e na apreensão de 1,5 tonelada de cocaína.
A região de Tabatinga e da cidade-gêmea colombiana de Letícia firmou-se nos últimos anos como corredor preferencial não apenas para traficantes de drogas, mas também para contrabandistas de armas. Sem falar nos indícios recorrentes de que ali a guerrilha colombiana das Farc tem uma de suas frentes logísticas, com tentáculos que descem o Solimões até Manaus. Nas palavras dessa autoridade, que integra há meses um núcleo especial formado para blindar o país contra a ameaça, o Estado continua na incômoda posição de constatar que o inimigo está sempre alguns passos adiante. E os bons resultados das operações policiais são pouco mais que um prêmio de consolação.

Trigêmeos

Não é por acaso que Tabatinga e Letícia estão no circuito em que operam, nem sempre com tanta discrição, agentes americanos da DEA, a unidade antitráfico dos EUA. Foi nessa área que, em 2008, o Exército localizou pela primeira vez plantações de coca do lado brasileiro da fronteira (foto). As duas cidades são o centro nervoso de um pacote de acordos de cooperação em defesa firmados em 2008 pelos então presidentes Lula e Álvaro Uribe. De lá para cá, militares e policiais brasileiros e colombianos têm feito exercícios e operações conjuntos, pelo menos um deles de maior porte, envolvendo patrulhamento aeronaval de uma fronteira naturalmente porosa.
A notícia mais recente, que passou relativamente despercebida, foi a realização de exercícios de controle de fronteira também com o Peru, em janeiro último. A área escolhida foi a de Assis Brasil (AC), mais a oeste da tríplice fronteira. Mas a prisão do “capo” peruano no Amazonas apenas ressalta a natureza trigêmea do inimigo. Por sinal, o pacote de acordos firmado em 2008 inclui um que é tripartite, indicação de que não vem de hoje a percepção de que o problema não se resume a Brasil e Colômbia. Inclusive porque, em parte como efeito colateral do relativo sucesso na erradicação de cultivos em solo colombiano, o Peru arrebatou nos últimos anos o “troféu” de maior produtor mundial da folha de coca, matéria-prima da cocaína.

Indefinição crítica

Para além das implicações imediatas no âmbito do combate ao narcotráfico, a confrontação com redes criminosas estabelecidas em uma fronteira não apenas tripla, mas extremamente vulnerável pela geografia, preocupa tanto mais num momento de indefinição para a área crítica do contraterrorismo. De saída, patina há anos um projeto para tipificar o crime de terrorismo, ausente da legislação penal brasileira. Ainda mais aguda, para diferentes partes envolvidas no esforço, é a reorientação da Abin. Enquanto o Planalto pisa em ovos para restabelecer as bases da relação entre a agência, o GSI e o comando militar, o setor (como todo o governo federal) se enquadra ao rigor dos cortes orçamentários.
No âmbito estrito da inteligência, há receios de que justamente a unidade de contraterrorismo, ainda nos passos iniciais, seja atingida. E isso embora o país esteja às portas de sediar eventos que soam como chamarizes: antes mesmo da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016, teremos neste ano os Jogos Militares, e em 2013 a Copa das Confederações.

Cooperação fluida

São preocupações que invadirão a agenda diplomática, desde logo com a visita de Barack Obama, dentro de duas semanas. Com a colega Dilma, o presidente americano deve falar mais diretamente dos negócios que a organização das competições pode favorecer. Mas é certo que os arranjos de segurança para as delegações americanas serão discutidos cada vez mais amiúde. Até porque, como relatam os funcionários brasileiros das diversas áreas envolvidas, nos afazeres cotidianos da área policial e de inteligência, a cooperação com os americanos — e não apenas com eles — é fluida.

FONTE: Conexão diplomática – Correio Braziliense

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O governo mexicano anunciou uma limpeza nas forças de segurança e expulsou 3.200 policiais federais — 9% da corporação — por suspeita de corrupção e vínculos com o narcotráfico. Outros 1.020 policiais estão na mira do governo.

Sob críticas, Calderón condena assassinato de prefeito. Família mineira aguarda notícias sobre identificação de corpo

Sob uma enxurrada de críticas do opositor Partido Revolucionário Institucional (PRI) pela renovada onda de violência no norte do país, o governo do México anunciou ontem uma limpeza nas forças de segurança — onde crescem as suspeitas de corrupção, facilitando a ação do narcotráfico.

Pelo menos 3.200 policiais federais — cerca de 9% do efetivo — foram afastados da corporação.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, os exonerados não teriam cumprido deveres previstos por lei — como exames de controle de confiança.

Em entrevista ao jornal “El Universal”, o comissário-geral da Polícia Federal, Facundo Rosas, afirmou que a exoneração é a primeira etapa de um plano de depuração das forças de segurança.

Outros 1.020 policiais estão na mira da secretaria por não terem passado nos exames e outros 465 enfrentam processo diante de um conselho da PF por violação de obrigações.

— Isso é parte do compromisso de consolidar uma Polícia Federal que torne reais princípios constitucionais de legalidade, honradez, eficiência, profissionalismo e respeito aos direitos humanos — afirmou Rosas.

Polícia prende um dos traficantes mais procurados Ontem, o líder do opositor PRI na Câmara, Francisco Rojas, criticou o presidente Felipe Calderón, a quem acusa de governar com “campanhas midiáticas, em vez de resolver os problemas”.

Tentando evitar o confronto político, Calderón limitou-se a condenar o assassinato de Marco Antonio Leal García, prefeito de Hidalgo, no estado de Tamaulipas, emboscado por homens armados na noite de domingo — num ataque que, segundo a polícia, foi deflagrado por traficantes e policiais corruptos.

“Esse crime covarde reforça o compromisso de continuar combatendo com todos os recursos os criminosos”, disse, em nota Por sua vez, a polícia prendeu perto da capital o traficante Edgar Valdez, conhecido como “Barbie” um dos criminosos mais procurados no México e nos EUA. Valdez, de origem americana, lutava pelo controle do cartel Beltran Leyva, que atua no centro do México. Sua captura foi comemorada pelas autoridades.

A Procuradoria Geral oferecia até US$ 2,26 milhões por pistas que levassem ao traficante.

Ontem, o terror chegou ao estado de Veracruz. Desde as 22h de sábado, traficantes trocaram tiros com o Exército mexicano num confronto que se arrastou por 12 horas na cidade de Pánuco.

Segundo o governador de Veracruz, Fidel Herrera, o tiroteio atingiu transformadores de energia, deixando parte da cidade às escuras. Ao menos seis bandidos morreram e cinco pessoas ficaram feridas.

À tarde, o único sobrevivente da chacina de San Fernando, o equatoriano Luis Freddy Lala Pomavilla, de 18 anos, foi repatriado sob forte esquema de segurança.

Ainda sob cuidados médicos, ele desembarcou em Quito em avião da Presidência.

— Ele corre riscos gravíssimos e, por isso, pedimos que não o procurem — pediu à imprensa local o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño.

Corpo do mineiro Hermínio ainda sem identificação Enquanto em Tamaulipas avança lentamente o trabalho de identificação das vítimas da matança, na cidade mineira de Sardoá, na região do Vale do Rio Doce, parentes do jovem Hermínio Cardoso dos Santos, de 24 anos, ainda guardavam uma ponta de esperança de que ele tenha sobrevivido. Seu passaporte fora encontrado no local do crime, mas até ontem, não havia sinal do corpo.

— A espera é horrível. Não tem corpo, então temos que esperar.

Quem sabe não é ele? Meus pais estão muito chocados.

Era um menino muito bom, disse que ia chegar (nos EUA) e trabalhar para pagar as contas.

Nós ajudamos com o dinheiro da viagem — contou ao GLOBO Rose, uma das irmãs do jovem.

Num editorial, o jornal “New York Times” condenou ontem a chacina de San Fernando, lembrando que os cartéis são alimentados pelo vício e pelas armas americanas — além da demanda por mão-de-obra barata.

“Nós entregamos aos chefões da droga a tarefa de controlar nosso estoque de imigrantes, assim como controlam nosso estoque de narcóticos. Os resultados são claros”, diz o texto.

FONTE: O Globo