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Oficial da reserva comemora demissão e diz que ex-ministro tinha “psicótica necessidade de se fantasiar de militar”

Ex-presidente do Clube Militar também ataca novo ministro Amorim; procurado, Jobim não comenta declarações

BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO

A queda de Nelson Jobim do Ministério da Defesa, no último dia 4, trouxe à tona o ressentimento de oficiais das Forças Armadas com supostas humilhações impostas a militares pelo ex-chefe.
Um artigo do general reformado Luiz Gonzaga Schroeder Lessa, ex-presidente do Clube Militar, expõe mágoas da caserna e afirma que o ex-ministro tinha “psicótica necessidade de se fantasiar de militar” e “já vai tarde”.
O texto foi publicado no site da Academia Brasileira de Defesa e circula desde o fim de semana em blogs de militares. Escrito como desabafo dirigido a Jobim, sugere que parte da classe se sentiu vingada com sua demissão.
“Como um dia é da caça e outro do caçador, o senhor foi expelido do cargo de forma vergonhosa, ácida, quase sem consideração a sua pessoa, repetindo os atos que tantas vezes praticou com exemplares militares que tiveram (…) a desventura de servir no seu ministério”, diz.
“Por tudo de mal que fez à nação, enganando-a sobre o real estado das Forças Armadas, já vai tarde. Vamos ficar livres das suas baboseiras, das suas palavras ao vento, das suas falácias.”
O general afirma que o perfil do ex-ministro publicado pela revista “Piauí” “retrata com fidelidade” o “seu ego avassalador, que julgava estar acima de tudo e de todos, a prepotência, a arrogância e a afetada intimidade com os seus colaboradores”.
Na reportagem, que precipitou a demissão do ex-ministro, Jobim chama a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) de “fraquinha” e diz que Gleisi Hoffmann (Casa Civil) “nem sequer conhece Brasília”.
Em outro trecho, que irritou os militares, a repórter narra uma cena em que ele usa tom ríspido para dar ordens ao almirante José Alberto Accioly Fragelli, diante de outros oficiais e de civis.
O artigo critica o ex-ministro por posar de farda, “envergando uniformes que não lhe cabiam não apenas por seu tamanho desproporcional, mas, também, pela carência de virtudes básicas”.

PROMESSAS
O oficial ainda ataca a Estratégia Nacional de Defesa, principal projeto de Jobim na pasta. “Megalômana, sem prazos e recursos financeiros delimitados”, critica.
“Suas promessas de reaparelhamento e modernização não se realizaram”, diz. “Só palavrório, discursos vazios, promessas que não se cumpriram, enganações e mais enganações.”
Lessa elogia a presidente Dilma Rousseff, que estaria comandando as Forças Armadas “na plenitude da sua competência”, mas critica a escolha do novo ministro da Defesa, Celso Amorim.
O diplomata é descrito como “sem afinidade com as Forças, alheio aos seus problemas e necessidades mais prementes” e “com notória orientação esquerdista”.
“Como no Brasil tudo o que está ruim pode ficar ainda pior, vamos ter que aturar o embaixador Amorim”, diz.
Ontem à tarde, a reportagem procurou ex-assessores de Jobim, que prometeram enviar a carta ao ex-ministro. Ele não se manifestou até a conclusão desta edição.

FONTE: Folha.com

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O novo ministro da Defesa, Celso Amorim, tomou posse na tarde desta segunda-feira, em Brasília, e afirmou que dedicará seu tempo à frente da pasta à proteção das fronteiras e dos recursos nacionais do Brasil, como o pré-sal.

Amorim assume a pasta após a demissão de Nelson Jobim, que deixou o cargo em meio a polêmicas causadas por uma série de declarações sobre o governo de Dilma Rousseff. Ele não participou da cerimônia de troca de cargos.

Segundo Amorim, “um país pacífico como o Brasil não pode ser confundido com um país desarmado e indefeso”. Para ele o fato de que o país vive em paz com seus vizinhos não significa que o Brasil não deva se preocupar com sua proteção.

“Há um descompasso entre a crescente influência internacional brasileira e nossa capacidade de resguardá-la no plano da defesa”, disse ele.

Para contornar esse problema, ele afirmou que vai trabalhar em coordenação com os ministérios do Desenvolvimento e da Ciência e Tecnologia, além de se empenhar “em obter os recursos indispensáveis para obter os equipamentos adequados às Forças Armadas”.

O novo ministro afirmou que pretende intensificar a cooperação entre países sulamericanos e o relacionamento de defesa dos países africanos.

Elogios

Amorim ainda elogiou as Forças Armadas durante o discurso e afirmou que “o panorama de defesa nacional é qualitativamente distinto” do cenário durante o processo de redemocratização. Ele atribuiu a melhoria aos governos anteriores, tanto o de Luiz Inácio Lula da Silva quanto o de Fernando Henrique Cardoso.

Segundo o novo ministro, o setor da defesa e a sociedade “devem estar em plena harmonia”. Ele mencionou o histórico das Forças Armadas como “importante instrumento de ascensão social” e defendeu que elas “reflitam a diversidade da sociedade brasileira” e levem em conta a “igualdade de raça, gênero e crença”.

FONTE/FOTO: Folha/Agência Brasil

A presidente Dilma Rousseff (PT), na tentativa de acalmar os militares, que reagiram mal à escolha do ex-chanceler Celso Amorim para o Ministério da Defesa, reuniu na última sexta-feira os comandantes das Forças Armadas e disse não haver motivo para preocupações. Dilma pediu aos militares que mantenham a “normalidade institucional”, abriu um canal direto de relacionamento com eles e assegurou que seu governo não permitirá revanchismos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O encontro durou uma hora e ocorreu após a demissão de Nelson Jobim, que estava à frente do Ministério da Defesa desde 2007. A presidente fez questão de reunir o alto comando da tropa, pouco antes de viajar para a Bahia, com o objetivo de desfazer o mal-estar. Embora não tenha tocado no assunto diretamente, os militares entenderam que não haverá revisão da Lei de Anistia, que impede a punição de agentes de Estado que praticaram crimes contra os opositores do governo, como tortura, assassinatos e desaparecimentos forçados, durante a ditadura militar.

A demissão de Jobim

O ministro da Defesa, Nelson Jobim (PMDB), entregou sua carta de demissão à presidente Dilma Rousseff no dia 4 de agosto. Sua situação se tornou insustentável no governo após declarações dadas à revista Piauí em que teria considerado a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, “muito fraquinha” e dito que a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, “sequer conhece Brasília”. Jobim negou ter feito as críticas e disse que as informações seriam “parte de um jogo de intrigas”. Mas, segundo fontes, Dilma já havia decidido demitir o ministro caso ele não abandonasse o cargo por conta própria. Para seu lugar, a presidente escolheu o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim.

A situação de Jobim à frente da pasta já vinha se deteriorando por outras declarações à imprensa que geraram mal-estar no governo. Em uma entrevista, ele afirmou ter votado no tucano José Serra, principal adversário de Dilma, nas eleições presidenciais do ano passado. No início de julho, em uma cerimônia em homenagem ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) – de quem ele foi ministro da Justiça entre 1995 e 1997 – no Senado Federal, ele citou o dramaturgo Nelson Rodrigues dizendo que “os idiotas perderam a modéstia”. A fala foi interpretada como uma insatisfação do ministro com sua situação no governo. Mais tarde, contudo, ele disse que se referia a jornalistas.

FONTE: Terra

Missão cumprida!

* Sérgio Paulo Muniz Costa

A demissão do Ministro da Defesa não está esclarecida. Mas enquanto a oposição sofregamente tece loas ao ex-ministro, percebe-se, pelos resultados, a sofisticação da manobra que dará ainda mais poder ao governo. Nelson Jobim e Celso Amorim são homens de Lula, sincrônicos no momento do segundo mandato do ex-presidente e diacrônicos no prosseguimento do projeto de poder a que servem. Sucedem-se, aparentemente díspares, para fazer mais do mesmo – controlar as instituições militares segundo a vontade do Planalto – o que requer uma sincronização política no estado da arte.

Como há quatro anos, na confrontação abrupta com o Exército durante o lançamento de um livro da Secretaria de Direitos Humanos, Jobim protagonizou por meio de declarações noticiadas pela imprensa um papel cuidadosamente elaborado e desempenhado, fechando o ciclo de sua gestão na Defesa. Durante o período, mesclando o político ao simbólico, sobrepôs-se aos comandantes das forças armadas, interpôs-se na cadeia de comando militar e pôs-se como comandante das forças armadas, como lhe foi reconhecido no noticiário da noite de sua demissão. Hoje, o cargo está pronto para outro operador de outra etapa.

O confronto político com as forças armadas, em particular o Exército, foi uma meta do governo desde o primeiro mandato de Lula, perseguida de diversas maneiras, desde picuinhas sobre cerimonial até inexplicáveis notas à imprensa que oportunizaram constrangimentos e, por que não falar, humilhações a oficiais-generais. Enfraquecido pela crise política que se abateu sobre o país em meados de 2005, o processo foi retomado em plena força com Jobim a partir de julho de 2007, depois de superada a interinidade de José Alencar e a gestão de Waldir Pires abreviada pelo caos aéreo. Acuadas politicamente, as forças armadas foram então envolvidas no projeto dito modernizante de outro operador do momento, que à frente dos assuntos estratégicos se uniu ao novo ministro para conceber uma estratégia de defesa à revelia da política de defesa.  O resultado que na prática alterou a missão constitucional das forças armadas está aí, sacramentado pela classe política, festejado pela imprensa e cobiçado pelos empresários.

As armas são componentes do poder político e os conflitos de governantes com os militares acontecem tanto em sistemas democráticos, quanto nos autoritários ou totalitários. Porém, a democracia tem na institucionalização dos poderes dos governantes sobre as armas uma de suas características mais preciosas, assegurando que elas não falem por si, nem o poder por elas. Até onde o confronto entre políticos e militares embute uma extrapolação de poder, é uma questão empírica julgada pela História.

Menos unanimidade em tema tão sensível faria bem ao País.

*Historiador, membro do CPE da UFJF e pesquisador de Segurança e Defesa do CEBRI. Foi Delegado do Brasil na Junta Interamericana de Defesa, órgão de assessoria da OEA para assuntos de segurança hemisférica.

(Estado de SP, 05) A demissão de Jobim do Ministério da Defesa, foi comemorada por militares de alta patente. Além da falta de prestígio, Jobim, por protagonizar polêmicas, expôs a pasta a uma agenda negativa. “Ele perdeu o apreço dos militares por suas atitudes”, comentou um -quatro estrelas-, oficial general de posto mais elevado, ao comentar as declarações recentes de Jobim.

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  1. Preliminar. O método de criar constrangimentos sucessivos à autoridade superior, de forma a justificar sua saída ou exoneração, faz parte da rotina das organizações e em todos os níveis. Mas, certamente, não ficou bem para o advogado constitucionalista, ex-deputado federal, ex-ministro, ex-ministro da Corte Suprema, e ministro da Defesa, utilizar desse expediente para conseguir seu afastamento. Num homem público de sua estatura, isso deveria ter sido feito com lealdade e diretamente à Presidente.
  2. Mas, uma vez tomada essa decisão, caberia perguntar por que Nelson Jobim forçou sua própria saída. Afinal de contas, teria sido mais simples sair com o presidente Lula e deixar o cargo na transição de governo. Se não fez isso, é porque em janeiro queria permanecer e acreditava no novo governo. Portanto, dali para cá sua opinião mudou sobre a Presidente e sua capacidade de governar e sobre o governo e as circunstâncias.
  3. As razões podem ser esses quatro vetores, um ou mais. O primeiro é a decepção com a Presidente, com sua capacidade de comando político, controle e de gestão. O segundo vetor seria a decepção com o próprio governo, com seus companheiros de ministério. Jobim teria achado o ministério de terceira linha e não quis permanecer entre seus pares. E que as limitações políticas impediriam a Presidente de melhorar a qualidade do ministério.
  4. O terceiro vetor seriam as informações que detém através dos serviços militares de informação de sua pasta, que muito mais coisa vem por aí. E, finalmente, a projeção que os próximos anos vão ser muito difíceis para o governo federal pela crise que está aumentando a cada dia e, que com isso, o governo Dilma vai fracassar como fracassou o segundo governo FHC pela crise.
  5. É possível que seja uma combinação de dois ou mais desses vetores. Mas, de qualquer maneira, um vetor estará presente em todas as hipóteses: a perda de confiança na capacidade da Presidente para gerir, controlar, coordenar politicamente…
FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia
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Visivelmente irritada, a presidente Dilma Rousseff se reuniu na manhã quinta-feira (4) com os ministros Ideli Salvatti (Relações Institucionais), Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Helena Chagas (Comunicação Social) para discutir novas declarações dadas pelo titular da Defesa, Nelson Jobim, que pode perder o cargo nas próximas horas. A nova polêmica que o envolve são críticas ao núcleo do governo em declarações à revista “Piauí”.

Ataque de Jobim ‘é desnecessário’, diz Ideli. A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) afirmou hoje ao programa “Poder e Política – Entrevista” que o ministro Nelson Jobim (Defesa) tem dado declarações “desnecessárias” e deveria se “conter um pouquinho”.

À publicação, Jobim chamou de “atrapalhada” a política do governo para divulgação de dados sigilosos e chamou a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, de “fraquinha”. Ele disse ainda que a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, “nem sequer conhece Brasília”. O ministro da Defesa se reuniu com Dilma na quarta-feira (3) e não entregou o cargo depois de outras declarações polêmicas.

A um assessor próximo da presidente – e que se diz “cauteloso” sobre as chances de demissão do ministro ainda hoje – Dilma afirmou que se pudesse “arrumaria um cargo para o Jobim na Amazônia e deixaria ele por lá”. O ministro da Defesa viajou ao Estado para assinar um plano de Defesa Nacional. Ele está acompanhado do vice-presidente, Michel Temer, e do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Jobim deve retornar à noite.

Na semana passada, o peemedebista afirmou ao programa “Poder e Política – Entrevista”, uma parceria da Folha de S.Paulo, Folha.com e UOL, que votou em seu amigo José Serra nas eleições presidenciais de 2010 e que o tucano teria tomado as mesmas medidas de Dilma para afastar suspeitos de corrupção do Ministério dos Transportes.

Palacianos apelidaram Jobim de “ministro da Surpresa”. Depois de ser chamado por Dilma para explicar declarações que deu no aniversário de FHC, o peemedebista disse ao UOL e à Folha de S.Paulo que votou em Serra. Na quarta-feira, novamente chamado a se explicar, não avisou sobre a entrevista que deu à revista Piauí.

Série de polêmicas

Jobim já tinha se explicado a Dilma há pouco mais de um mês, quando foi ao aniversário de 80 anos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e ele sugeriu que a atual ocupante do Palácio do Planalto tem um estilo autoritário. Em outras declarações, o ministro elogiou a presidente e disse que sua relação com ela é “ótima”.

Antes da reunião, também em entrevista ao “Poder e Política – Entrevista”, Ideli afirmou que Jobim tem dado declarações “desnecessárias” e deveria se “conter um pouquinho”. O peemedebista foi mantido no cargo no início do atual governo por conta da insistência do antecessor de Dilma, Luiz Inácio Lula da Silva.

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Jobim diz que suas declarações foram tiradas do contexto

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Sob risco de deixar o governo, o ministro Nelson Jobim (Defesa) negou na tarde desta quinta-feira que tenha se referido de forma pejorativa ao trabalho das ministras Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil).

“Isso faz parte do jogo da intriga, da tentativa de desestabilizações. Ou seja, daquilo que passa pela cabeça de quem não percebe as necessidades do país”, afirmou Jobim após cerimônia de assinatura de acordo entre Brasil e Colômbia para aumento da fiscalização na fronteira entre os dois países.

De acordo com o ministro, suas declarações se referiam exclusivamente à discussão sobre a Lei de Acesso à Informações, em discussão no Senado, e foram tiradas do contexto.

Segundo reportagem da revista “Piauí”, cujos trechos foram antecipados pela

colunista Mônica Bergamo na edição de hoje da Folha, Jobim afirmou que a Ideli “é muito fraquinha” e que Gleisi “sequer conhece Brasília”. A edição da revista começa a circular amanhã.

“Absolutamente [fez as críticas]. Os comentários a que nos referíamos eram em relação ao projeto de lei sobre informações sigilosas. Em momento nenhum fiz referências dessa natureza. Aliás, reconheço em Ideli a capacidade e uma tenacidade importantíssimas na condução dos assuntos do governo”, afirmou Jobim, também negando ter dito que o governo faz trapalhada.

O vice-presidente Michel Temer, também presente à solenidade, defendeu o ministro, que integra o seu partido, o PMDB.

“O ministro Jobim declarou que o contexto era a lei de informações públicas. A ministra Ideli e a ministra Gleisi têm um apreço pelo ministro Jobim, que se apoia em incentivo e práticas de elogio”, disse o vice-presidente, completando: “Não haverá problema de nenhuma natureza. Reitero que o ministro Jobim não fez referência à pessoa ou à atuação da ministra A ou B, só em relação à aprovação do projeto de lei”.

O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça), outro dos que foram a Tabatinga, comentou os rumores de que poderia substituir Jobim. “Há muita especulação. Meu trabalho é muito integrado ao do ministro Jobim. Qualquer coisa que se diga nesse momento é absolutamente especulação”.

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Dilma espera que Jobim peça demissão

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Nesta manhã, o Planalto avaliou que o melhor para o governo é que Jobim formalize um pedido de exoneração. Avalia que a demissão do ministro pela presidente poderia transformá-lo em vítima.

Dilma discutiu o assunto com ministros do Planalto. E esperava conversar com Jobim ainda hoje. Segundo a Folha apurou, ministros que haviam defendido sua permanência no ministério agora apoiam sua saída.

Dilma já leu a íntegra da entrevista e agora espera Jobim retornar de viagem para conversar com ele. Apesar de estar disposta a ouvir suas explicações, a presidente disse a interlocutores que, com mais esssa polêmica, fica muito difícil mantê-lo no cargo. Avalia, ainda, que a manutenção dele na pasta significa, no limite, concordar com a avaliação publicada na revista sobre as duas ministras.

A situação do ministro já havia ficado insustentável nos últimos dias após a declaração de voto. A revelação foi feita no programa “Poder e Política – Entrevista”, conduzido pelo jornalista Fernando Rodrigues no estúdio do Grupo Folha em Brasília. O projeto é uma parceria do UOL e da Folha.

Apesar disso, Dilma preferiu não tomar nenhuma atitude em meio a uma semana politicamente conturbada.

Jobim também causou constrangimento ao Planalto recentemente, na solenidade de homenagem ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Na ocasião, disse ser preciso tolerar a convivência com “idiotas”, que “escrevem para o esquecimento”. Ele explicou ter se referido a jornalistas, mas petistas entenderam como recado ao governo.

FONTES: UOL e Folha de São Paulo

NOTA DO EDITOR: abaixo, a agenda de hoje do Ministro Jobim, segundo o site do Ministério da Defesa:

Agenda do ministro da Defesa, Nelson Jobim, quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O ministro da Defesa encontra-se em viagem à Amazônia, onde pernoitou em São Gabriel da Cachoeira.

  • 09h00 – Decola para Tabatinga
  • 11h00 – Assinatura do Plano Binacional (8º BIS)
  • 13h30 – Deslocamento aéreo para 2º pef/8º BIS – Ypiranga
  • 14h00 – Visita ao 2º PEF/8º BIS – Ypiranga
  • 15h00 – Segue para Tabatinga
  • 16h00 – Decola para Cachimbo
  • 20h30 – Decola para Brasília

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 ATUALIZAÇÃO (17h30) – UOL

Planalto apressa volta de Jobim para Dilma demiti-lo

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A presidente Dilma Rousseff pediu ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, que retorne a Brasília o quanto antes de sua missão oficial em Tabatinga, no Amazonas. O Ministério da Defesa estima que ele chegará por volta das 19h30 desta quinta-feira (4) – originalmente a volta estava prevista para as 22h.

Mais cedo, Dilma e seus principais ministros decidiram pela demissão do peemedebista por conta das mais recentes críticas dele à gestão da petista, desta vez à revista “Piauí”. Jobim está no Amazonas acompanhado do vice-presidente, Michel Temer, e do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. A presidente já busca nomes para substituí-lo.

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A presidente Dilma Rousseff deve demitir o ministro da Defesa, Nelson Jobim, nesta quinta-feira, segundo informou o colunista do GLOBO, Jorge Bastos Moreno, pelo Twitter . “Dilma, que havia adiado a saída de Jobim, não vai esperar mais ministro pedir demissão. Deve demití-lo até o fim do dia”, postou ele no microblog.

Nelson Jobim teria dito à revista “Piauí” que a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, é “muito fraquinha” e que a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, “nem sequer conhece Brasília”. A revista chega às bancas na sexta-feira e, segundo a “Folha de S. Paulo” , traz outra crítica de Jobim ao governo Dilma. Sobre a discussão do “sigilo eterno” de documentos, o ministro da Defesa ataca os governistas: “É muito trapalhada”.

Na semana passada, o ministro da defesa também provocou polêmica após dizer, em entrevista a Folha de S. Paulo , que tinha votado em Serra em 2010. A declaração provocou reação dos petistas e desconforto com a presidente Dilma. O ex-presidente Lula ainda defendeu Jobim , mas as novas declarações dadas à revista Piauí complicam ainda mais a situação do ministro.

FONTE: O Globo

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Temer é opção para a Defesa

Após desgaste por ter declarado voto em Serra, ministro Nelson Jobim faz juras de amor ao Palácio do Planalto e à presidente, mas Dilma estuda indicar seu vice para assumir a pasta

Denise Rothenburg e Ullisses Campbell

Nos últimos dias, a presidente Dilma Rousseff vem cogitando adotar no Ministério da Defesa a mesma saída à qual recorreu seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, quando perdeu seu ministro José Viegas, no fim de 2004: substituir o titular da pasta pelo vice-presidente da República. Na ocasião da demissão de Viegas, José Alencar assumiu o posto que Dilma agora pensa em dar a Michel Temer.

Ontem à noite, a presidente se reuniu com Temer por mais de uma hora. O peemedebista, entretanto, resiste à ideia. Seus fiéis colaboradores no partido têm dito a ele que, no papel de vice-presidente, está mais solto para cuidar da política. Como ministro, não teria tanto tempo assim. Além disso, Nelson Jobim não deseja deixar o cargo. Depois de ter irritado Dilma ao dizer que havia votado no adversário dela, José Serra, na eleição presidencial do ano passado, Jobim aproveitou uma entrevista dada ontem ao programa Roda viva, da TV Cultura, em São Paulo, para tentar reconstruir os laços com a presidente. Ele justificou a revelação de que votou no tucano alegando que “todo mundo sabia” das suas relações com o ex-governador paulista. “Não sou dissimulado. Sempre disse o que pensava e o que fazia”, destacou.

Jobim afirmou que gostaria de permanecer no governo e negou que a sua relação com a presidente tenha “azedado” depois de declarar abertamente que votou em Serra. O ministro também negou que exista pressão para que ele deixe o cargo. Em determinado momento da entrevista, fez algo raro: elogiou de forma exagerada a figura da chefe, até mesmo em momentos nos quais não havia contexto para tanto: “A presidente é extraordinária e minha relação com ela é ótima, não tem problemas”, disse, em tom enfático. O ministro afirmou ainda: “Estou no governo porque me dá prazer” e deixou claro que, se depender dele, não entrega o cargo. A entrevista foi veiculada na noite de ontem.

Jobim não trabalha com a hipótese de deixar o governo, tanto que falou de planos para a pasta, como a formulação de um texto legal que dê garantias para projetos de longo prazo do ministério que comanda. Segundo ele, são projetos considerados estratégicos por Dilma e que não devem ser interrompidos caso sejam alvo de contingenciamento orçamentário. O objetivo da medida, segundo o ministro, é assegurar o investimento do setor privado a projetos de longa maturação. “São projetos estratégicos que possam assegurar que o setor privado possa investir num prazo de 20 anos para o cumprimento de um determinado projeto que tenha maturação de 10 ou 20 anos”, explicou.

Sobre os escândalos no Ministério dos Transportes, Jobim disse que se trata de “ajustes” e que não enxerga uma crise. “Nós podemos pensar que o processo democrático é um processo tranquilo”, justificou. Segundo ele, não há problemas no fato de o governo examinar os contratos de obras em rodovias firmados por meio de convênio entre o exército Brasileiro e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). A Procuradoria-Geral da Justiça Militar investiga suspeitas de fraudes nos empreendimentos, que envolveriam oito oficiais, num desvio de recursos públicos que teria chegado a R$ 11 milhões.

IRRITAÇÃO - A irritação de Dilma com Jobim não vem de hoje. Na China, ela chegou a conversar sobre os caças russos com o primeiro-ministro Vladimir Putin, sem falar com seu ministro. Quanto à homenagem ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em Brasília, há um mês, Jobim ressaltou no discurso que FHC “nunca levantou a voz para ninguém”. O comentário soou provocativo, porque Dilma tem fama de se alterar com os subordinados.

Ainda naquele pronunciamento, Jobim citou Nelson Rodrigues de uma maneira dúbia, que desagradou não só à presidente, como a todo o PT. “Ele (Nelson Rodrigues) dizia que, no seu tempo, os idiotas chegavam devagar e ficavam quietos. O que se percebe hoje, Fernando, é que os idiotas perderam a modéstia. E nós temos de ter tolerância e compreensão também com os idiotas, que são exatamente aqueles que escrevem para o esquecimento.” Na época, o ministro disse que havia se referido à imprensa.

FONTE: Estado de Minas

Jobim quer assegurar projetos da Defesa de longo prazo

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, informou hoje que o governo federal discute a formulação de um texto legal que dê garantias para que projetos de longo prazo da pasta, considerados estratégicos pela Presidência, não sejam interrompidos caso sejam alvo de contingenciamento orçamentário. O intuito da medida, segundo o ministro, é assegurar o investimento do setor privado a projetos de longa maturação.

“São projetos estratégicos que possam assegurar que o setor privado possa investir num prazo de vinte anos para o cumprimento de um determinado projeto que tenha maturação de dez ou vinte anos”, explicou, após participar de entrevista ao Programa Roda Viva, da TV Cultura, que vai ao ar na noite de hoje. “Com isso, você precisa assegurar ao setor privado que terá recursos alocados anualmente para aquele fim”, acrescentou.

O ministro ressaltou que a maior parte dos projetos do Ministério da Defesa são de longo prazo e avaliou que o desenvolvimento da indústria da defesa passa pela garantia de investimentos. “Nós precisamos desenvolver a indústria de defesa e, para isso, precisamos assegurar investimentos”, defendeu.

O Ministério da Defesa foi um dos mais afetados pelo corte orçamentário, de R$ 50 bilhões, realizado pela presidente Dilma Rousseff no início deste ano. A pasta foi atingida em R$ 4,024 bilhões, o que corresponde a 38% do total que poderá ser contingenciado para a pasta, de R$ 10,29 bilhões.

FONTE: Agência Brasil

Ministro da Defesa desde 2007, nos governos petistas de Lula e Dilma, Nelson Jobim votou no tucano José Serra na eleição presidencial do ano passado. A afirmação é do próprio Jobim, que garantiu no entanto que Dilma sabia de sua escolha.

A declaração foi feita em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de São Paulo. O jornal publica a entrevista nesta quarta-feira (27). Ao comentar seu afastamento da campanha eleitoral em 2010, Nelson Jobim falou sobre uma reunião de articulação política do governo, na qual externou sua impossibilidade de fazer campanha para Dilma Rousseff.

“Em uma reunião de articulação do governo, da qual eu participava, eu levantei o seguinte problema. Eu disse: ‘Olha presidente (Lula), eu estou com um problema. De um lado, por razões pessoais eu não tenho condições de fazer campanha para a ministra Dilma, uma vez que sou amigo íntimo do Serra. (…) Por outro lado eu tenho também um impedimento de natureza institucional de fazer campanha para o Serra”. (…) Aí o Lula disse: “Olha Jobim, fique fora disso. Eu sei claramente das suas relações com o Serra. Sei que você tem uma amizade íntima com o Serra de muitos anos”. E avisou ao Padilha: “Olha, não envolvam o Jobim na campanha”. E eu votei no Serra”, contou o ministro da Defesa.

Nelson Jobim garantiu, ainda, que Dilma tinha ciência da escolha do ministro. “Ela sabia”, disse Jobim. “O problema é quando você esconde, fica fazendo dissimulações. Daí dá problema. Eu não costumo fazer dissimulações, então não tenho dificuldades”, completou.

Sobre a permanência ou não no governo federal, Jobim citou o sambista Zeca Pagodinho: “Deixa a vida me levar”. “Se a gente fica tentando marcar prazos e tempos só cria problemas e você não cria soluções. Então deixa as coisas correrem. As coisas vão andando. No momento em que as coisas resolverem sair, sai”, afirmou.

Na entrevista, Jobim também voltou a afirmar que a maioria dos documentos sobre a ditadura militar foram queimados, e que não seria possível mais apurar as responsabilidades pela destruição dos arquivos.

“Internamente não. Não tem como. Como você não tem formalização do processo de incineração, você não tem como identificar de quem partiu o ato”, disse o ministro da Defesa.

FONTE: Jornal Sul 21

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Próxima saída

No casamento da filha de Heráclito Fortes, sábado, em Brasília, um grupo que sabe das coisas garantia: Nelson Jobim pediu para deixar o governo, e Dilma solicitou que ficasse mais um pouco.

FONTE: Coluna do Ancelmo Góis / O Globo

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A necessidade de um plano plurianual de investimentos em tecnologia no setor de Defesa brasileiro e a integração dos países da América do Sul para a proteção dos povos e recursos naturais da região foram os principais pontos levantados pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, na abertura da LAAD – Defence & Security 2011, maior e mais importante evento do setor de Defesa e Segurança da América Latina, que acontece desta terça até sexta-feira no RioCentro.

O ministro, que discursou na cerimônia de abertura, defendeu a fundação do Conselho de Defesa Sul-Americano, que teria a colaboração dos países e toda a região com o objetivo de proteger seus povos e recursos naturais.

“O compromisso, portanto, da América Latina, é exatamente o compromisso que se espelha na fundação do Conselho de Defesa Sul-Americano, órgão pelo qual temos condições de discutir e fixar linhas estratégicas de colaboração para que tenhamos países sul-americanos com presença, clareza e transparência”, disse Jobim.

O ministro ressaltou também que é preciso que o Brasil tenha um ciclo permanente de inovação no setor de defesa. Para isso, Jobim disse que é necessário um orçamento plurianual “minimamente estável” para investimentos em tecnologia, já que os projetos de pesquisa necessitam de planejamento e não podem ser interrompidos.

O presidente em exercício, Michel Temer, que discursou ao lado de Jobim na abertura do evento, defendeu também a integração da América Latina e sugeriu a criação de um centro único de integração e atuação na defesa da região. Ele ressaltou ainda a importância da contribuição do evento na defesa da paz.

“As defesas dos países, estando bem aparelhadas, funcionam como elemento de dissuasão de qualquer espécie de conflito que queira se estabelecer no mundo”, lembrou o presidente em exercício.

A LAAD – Defence & Security 2011 começou quebrando recordes de público e expositores em relação às sete edições anteriores da feira. Sérgio Jardim, diretor-geral da Clarion Events, empresa que organiza a feira, destacou o crescimento do evento nesta edição.

São 663 expositores de 40 países, 20 pavilhões nacionais e 63 delegações de 61 países. A estimativa é de que, durante os quatro dias, o evento receba 24 mil visitantes, entre representantes das Forças Armadas e órgãos de segurança pública, autoridades e representantes de empresas do setor na América Latina e demais continentes.

Além do presidente em exercício, Michel Temer, e do ministro da Defesa, Nelson Jobim, participaram da cerimônia de abertura nesta terça-feira outras autoridades como o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general José Elito Siqueira, o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Moreira Franco, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, parlamentares, os comandantes das três Forças Armadas e do Estado Maior e ministros da área da defesa de diversos países.

Segurança Pública em debate

A oitava edição da LAAD foi palco, pela primeira vez, do Seminário de Segurança Publica. O tema da estreia foi Tecnologia: Modernização, Inovação e Inteligência para a Segurança Pública e o primeiro palestrante, o Coronel PM Álvaro Camilo, Comandante Geral da PM de São Paulo e Presidente do Conselho Nacional de Comandantes-Gerais de Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares.

O Coronel Camilo apresentou os investimentos que a PM de São Paulo fez em tecnologia e na compra de equipamentos e como isso contribuiu para os resultados positivos na Segurança Pública do Estado. Paralelamente, ao seminário de Segurança Pública, foi iniciado nesta terça-feira o III Seminário de Defesa, com o tema Tecnologia: Soluções, Inovações e Evolução Tecnológica parra a área de Defesa Nacional, que foi aberto com palestra do ministro Nelson Jobim.

Novos negócios em Defesa e Segurança

Neste primeiro dia da feira, companhias expositoras anunciaram parcerias e novas unidades no setor de Defesa. Uma delas, a Iveco, anunciou a criação no Brasil de uma unidade de fabricação de veículos de defesa.

A unidade, que receberá investimentos de R$ 75 milhões, ficará em sete Lagoas, Minas Gerais, e deverá produzir o novo Veículo Blindado de Transporte de Tropas, desenvolvido em conjunto com o Exército Brasileiro. O protótipo do veículo, chamado de Guarani, foi apresentado no estande da empresa, na LAAD, nesta terça-feira.

A Embraer Defesa e Segurança também apresentou novidades neste primeiro dia do evento. A empresa anunciou a assinatura de acordo estratégico com a AEL Sistemas, subsidiária da empresa israelense Elbit Systems, com o objetivo de avaliar a exploração conjunta do mercado de veículos aéreos não-tripulados (VANT). O acordo inclui a potencial criação de uma empresa, com participação majoritária da companhia brasileira, para atuar neste segmento.

Outra parceria anunciada pela Embraer neste primeiro dia da LAAD foi com a Atech Negócios em Tecnologias, outra expositora do evento. A parceria, segundo comunicado da Embraer Defesa e Segurança, aumentará a capacidade das empresas para o desenvolvimento de produtos e serviços na área de sistemas de comando, controle, computação comunicações e inteligência.

FONTE: FSB

Genoíno é nomeado para assessorar Jobim

Rosana de Cassia, da Agência Estado

Foi publicada nesta quinta-feira, 10, no Diário Oficial da União, a nomeação do ex-deputado do PT, José Genoino, para o cargo de assessor especial do ministro da Defesa, Nelson Jobim. Genoino, que não se reelegeu em outubro passado, é ex-guerrilheiro do PCdoB no Araguaia, e um dos réus na ação do Supremo Tribunal Federal, que investiga o esquema do Mensalão.
Genoino recebe atualmente R$ 20.300 como aposentadoria por sua atuação parlamentar. A remuneração do DAS-5, função para a qual foi nomeado, é de R$ 8.988. A soma dos dois valores chega a R$ 29.288 – que sofrerá um corte pelo teto. Assim, Genoino receberá R$ 26.723,13. (Com informações de João Domingos)

FONTE: Radar Político – Estadão / FOTO: Diógenis Santos – Agência Câmara

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O ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou hoje (15/02) o valor provável do corte no orçamento da Defesa para 2011. Ao todo, deverão contigenciados R$ 4,024 bilhões, o que corresponde a uma redução de 26,5% em relação ao valor total de R$ 15,165 bilhões previsto para a pasta na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O corte ocorrerá sobre a parcela contigenciável do Ministério, que engloba despesas com manutenção operativa e projetos das Forças Armadas e demais órgãos vinculados à pasta. Essa parcela era originalmente de R$ 10,292 bilhões. Os R$ 4,873 bilhões restantes, diferença entre o saldo contingenciável e o valor total do orçamento do Ministério, refere-se ao montante fixado na lei orçamentária que não pode ser contingenciado por cobrir despesas obrigatórias e ressalvadas, a exemplo dos gastos com o controle do espaço aéreo.

O anúncio do corte foi feito após reunião de Jobim esta tarde com os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Míriam Belchior .O ministro não detalhou quais projetos serão atingidos pela redução do orçamento, mas adiantou que a medida terá impacto sobre o andamento de ações em curso nas áreas ligadas ao Ministério, algumas das quais poderão ser paralisadas.

Jobim evitou tecer considerações sobre o tamanho do contingenciamento, mas atribuiu a medida ao atual momento da economia. “Isso depende do resultado da economia, das condições econômicas”, disse.

Nos próximos dias, o ministro e sua equipe técnica farão uma análise das conseqüências do contigenciamento sobre os projetos das Forças Armadas. A idéia é ajustar o novo orçamento, já com o corte definido, às necessidades da administração central, dos comandos das Forças e dos órgãos vinculados à Defesa, como a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

FX-2

Jobim afirmou que o corte no orçamento não necessariamente terá impacto no caso de decisão este ano sobre o Projeto FX-2, que prevê a compra de um pacote tecnológico relativo a caças para Aeronáutica. Relatório sobre o assunto com o posicionamento da Defesa já foi entregue por ele à presidenta Dilma Roussef, a quem caberá a decisão final sobre a compra, após ouvir o Conselho de Defesa Nacional (CDN).

Segundo o ministro, ainda que a presidenta decida este ano, os efeitos financeiros e orçamentários da compra das aeronaves só serão sentidos no orçamento de 2012 ou 2013. Jobim tem reiterado que, após a decisão, as negociações relativas à compra, incluindo a fase de elaboração dos contratos, deverá durar cerca de um ano, a exemplo do que ocorreu com os submarinos no âmbito do ProSub, na Marinha.

Ele lembrou que a decisão da presidenta da República se seguirá ao atendimento de uma determinação legal, que é a submissão da proposta ao CDN. Somente após a apreciação do Conselho, com a posterior decisão da presidenta, é que terão início as negociações entre representantes do governo brasileiro e da empresa escolhida no processo.

Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa

SAIBA MAIS:

O ministro Nelson Jobim (Defesa) disse nesta segunda-feira que está em gestação dentro de sua pasta um projeto que pretende obrigar o governo federal a manter os investimentos programados para a área militar.

De acordo com Jobim, a medida é necessária para dar segurança a empresas nacionais cuja produção é voltada para o setor de defesa, incentivar investimentos em novas tecnologias e impedir que, por falta de oportunidades, técnicos brasileiros busquem emprego no exterior.

“Precisamos ter um tipo de segurança em relação às questões de defesa de que os programas que sejam estabelecidos, como o Sisfron [Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras] e monitoramento da Amazônia, tenham continuidade, tenham permanência”, disse Jobim em São José dos Campos (91 km de São Paulo).

O ministro defendeu a medida em discurso a empresários durante visita ao Parque Tecnológico de São José. A cidade é sede de grandes empresas do setor de defesa como a Embraer e a Avibras, que passa por dificuldades financeiras.

Jobim, aliás, citou a Avibras para mostrar a importância de sua proposta. A empresa aguarda liberação de verbas federais para desenvolver um novo sistema de lançadores de foguetes chamado de Astros 2020.

No final de janeiro, a Avibras demitiu 170 funcionários e uma das justificativas para a medida foi justamente o atraso do governo em liberar a verba para o programa.

Depois, Jobim atribuiu o atraso à “paralisia” do governo federal devido à transição presidencial. Segundo ele, a situação da Avibras está sendo discutida e uma decisão deve sair dez dias.

CAÇAS

Jobim negou que o projeto tenha relação com a demora do governo federal em tomar uma decisão sobre a compra dos novos caças para a Força Aérea.

O ministro já afirmou várias vezes que o anúncio da fabricante escolhida seria feito, mas a decisão vem sendo adiada desde o governo Lula.

Desta vez, Jobim disse que conversará sobre o assunto com a presidente Dilma Rousseff “oportunamente”. Segundo ele, “seria importante que essa decisão [sobre o novo caça] fosse tomada nesse primeiro semestre”.

FONTE: Folha.com

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O deputado José Genoíno (PT-SP) aceitou o convite para assessorar o ministro da Defesa, Nelson Jobim, no ministério, em Brasília. Em conversa com o ministro ontem, Genoíno lembrou que tem com Jobim uma “relação muito boa e muita amizade” e que já vinham trabalhando juntos em muitos projetos das Forças Armadas. “Vamos concretizar isso em fevereiro”, disse Genoíno, que cumpre mandato de deputado federal até 31 de janeiro e só depois que se desligar da Câmara poderá assumir a assessoria na Defesa.

FONTE: Estadão

Jobim fica na Defesa

A presidente Dilma Rousseff decidiu manter o atual ministro da Defesa, Nelson Jobim, no mesmo cargo durante seu futuro governo, segundo informação do jornal Folha de S.Paulo divulgada nesta segunda-feira.

O convite teria sido feito na última sexta-feira e tem relação com a operação realizada em conjunto entre os governos federal e o do Rio de Janeiro no combate ao tráfico no Rio de Janeiro. Para a presidente eleita, a participação exitosa do ministro também justificaria sua permanência no comando da pasta.

Durante a reunião, ficou acertada a retirada da área da avação civil do Ministério da Defesa. Um dos desenhos em análise pela equipe de transição coloca toda a área numa secretaria ligada diretamente à Presidência da República. Alternativamente, portos e aeroportos poderiam estar sob os cuidados de um novo ministério. Na visão da nova presidente, a criação de uma secretaria específica poderia evitar um colapso no sistema áereo durante a Copa de 2014.

Na semana passada, o já definido Ministro da Casa Civil, o deputado Antonio Palocci (PT/SP), havia sondado Jobim para permanecer à frente da Defesa. Durante um encontro ocorrido a pedido de Dilma na última quarta-feira, Palocci, que também coordena a equipe de transição, ouviu do ministro que “quem tem de demonstrar interesse em ele permanecer ou não no cargo é o novo governo”, e não ele. Na ocasião, Jobim teria pedido esclarecimentos sobre as condições de permanência.

FONTE: Diário de Pernambuco / Agências

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