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Presidente não quer que resolução contra o Irã por seu programa nuclear se arraste ‘durante meses’

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vinheta-clipping-forteWASHINGTON- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pressionou nesta terça-feira, 13, os líderes mundiais para que aprovem de maneira ‘audaz e veloz’ sanções contra o Irã por seu programa nuclear.

“Meu interesse é não haver um processo que se arraste durante meses”, disse Obama, ao pedir que o tema “avance com audácia e rapidez”.

O presidente se disse preocupado que o Irã seja o maior exportador de petróleo e tenha relações econômicas com outros países, mas que Teerã ignorou avisos da comunidade internacional sobre seu programa nuclear e por isso, terá consequências. Segundo Obama, a China já está considerando sinceramente a possibilidade de aplicar novas sanções ao governo iraniano por seu programa atômico.

Sobre a China, país com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, o qual os Estados Unidos tem tentado convencer a apoiar uma nova rodada de restrições ao Irã, Obama afirmou que ainda tem discordâncias com Pequim, mas que a relação entre os EUA e a China é muito produtiva.

Já a respeito da Coreia do Norte, que assim como o Irã, também não foi convidada para a cúpula, Obama disse acreditar que sanções contra Pyongyang poderiam eventualmente funcionar e que a Coreia pode retornar às conversações sobre seu programa nuclear.

“Eu acho que é justo dizer que a Coreia do Norte escolheu um caminho de severa isolação que foi extremamente prejudicial para seu povo”, considerou o governante.

Obama também declarou que quer ajudar a diminuir as tensões nucleares entre a Índia e o Paquistão, e que tem visto progressos nos últimos anos na segurança nuclear deste último país.

Compromisso

Os governantes de todo o mundo se comprometeram a entregar material nuclear aos Estados Unidos e a fechar alguns reatores nucleares, e os EUA, de acordo com Obama, fortalecerão a segurança em suas próprias zonas nucleares e permitirão inspeções internacionais.

Antes da cerimônia de encerramento, os Estados Unidos declararam que o governo Obama havia apresentado ao Congresso uma proposta de legislação para que as leis de seu país se adaptem às disposições de dois tratados: um para prevenir um possível ataque terrorista com armas nucleares e outro para proteger fisicamente os materiais nucleares.

Obama convocou a cúpula de segurança nuclear para focar a atenção mundial na missão de impedir que algum material atômico caia em mãos terroristas, uma possibilidade que, segundo o governantes representa a maior ameaça para todas as nações.

Ao falar durante a conferência, Obama considerou uma “ironia cruel da história” que o perigo nuclear esteja crescendo apesar do final da Guerra Fria e de décadas de corrida armamentista entre os Estados Unidos e a Rússia.

Os países representados na cúpula disseram que irão cooperar mais estreitamente com a ONU e seu órgão supervisor nuclear, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), e que também irão compartilhar informações sobre a detenção de elementos nucleares e as formas de prevenir o tráfico destes materiais.

O líder reconheceu, no entanto, que a aplicação das medidas de redução de materiais nucleares, assim como manter arsenais atômicos longe das mãos de terroristas, não será tarefa fácil.

Segundo Obama, os passos tomados na Cúpula Nuclear de Washington fazem com que os americanos e o resto do mundo fiquem mais seguros. Graças às medidas que tomamos”, disse em coletiva de imprensa, “o povo americano estará mais a salvo e o mundo será mais seguro”.

O discurso de Obama encerra a conferência de 47 países, a maior assembleia de líderes mundiais sediadas pelos Estados Unidos desde 1945.

FONTE: Estadão, Reuters, Efe e Associated Press.

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vinheta-clipping-forteWASHINGTON (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pedirá ao Congresso norte-americano nesta segunda-feira 33 bilhões de dólares adicionais para o ano fiscal de 2010 com objetivo de financiar o aumento de tropas do país no Afeganistão, informou a Casa Branca.

Obama anunciou em dezembro que enviará mais 30 mil soldados dos EUA para se juntarem os 68 mil que combatem o Taliban na guerra do Afeganistão.

O pedido de 33 bilhões de dólares se soma aos cerca de 130 bilhões de dólares que o Congresso já aprovou para ser usado na guerra do Afeganistão até 30 de setembro.

A proposta de orçamento de Obama será anunciada oficialmente às 13h (horário de Brasília) e também incluirá um pedido de 159,3 bilhões de dólares para as guerras no Iraque e no Afeganistão para o ano fiscal de 2011, que começa em 1o de outubro.

FONTE: Reuters / Brasil Online

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Obama - esse eh o cara

vinheta-clipping-forteO presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quinta-feira ao receber o Prêmio Nobel da Paz, em cerimônia em Oslo (Noruega), que a guerra às vezes é necessária para preservar a paz.

“A guerra tem um papel a cumprir para a preservação da paz. Negociações por si só não podem, por exemplo, convencer a [rede terrorista] Al Qaeda a desistir das armas. A força é necessária e não há cinismo nisso, apenas o reconhecimento de nossa história”, continuou o democrata, que citou em seu discurso a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e os exemplos de luta pela paz de Mahatma Gandhi e Martin Luther King.

“Temos que entender que haverá guerra, mas ainda assim haverá um esforço pela paz. Esse é um desafio que teremos que enfrentar”, disse Obama no discurso.

Obama ressaltou, contudo, que a necessidade da guerra deve ser refletida a partir de outra “verdade inconciliável”: “Não importa quão justificada seja a guerra e o sacrifício dos soldados, a guerra nunca é gloriosa e não devemos pensar assim”.

“Parte de nosso desafio é tentar reconciliar estas verdades inconciliáveis”, disse Obama, acrescentando que busca, assim como o presidente americano John F Kennedy, morto em 1963, uma paz “mais prática e alcançável”.

Para isso, afirmou Obama, é necessário seguir as regras e padrões morais que determinam as ações de guerra. “Quando não seguimos nossas regras, as decisões parecem arbitrários e colocamos em risco nossos esforços, não importa quão justificáveis sejam”.

Seguir seus próprios valores, afirmou o presidente, é o que “!nos separa das pessoas contra as quais lutamos”.

“Por isso proibi a tortura, por isso determinei o fechamento de Guantánamo [prisão americana para suspeitos de terrorismo], por isso reforcei o compromisso dos Estados Unidos de obedecer a Convenção de Genebra”, listou Obama, que assinou decretos contra estas práticas no seu segundo dia na Casa Branca, como parte de um esforço para limpar o legado negativo deixado pela guerra ao terror do antecessor George W. Bush.

Esforço conjunto

Obama afirmou ainda que os EUA lutam há 60 anos, “com o sangue de seus soldados”, pela segurança global e que este comprometimento não acabará. Ele alertou, contudo, que a missão de manter a paz não pode ser apenas dos americanos.

“Eu entendo porque a guerra no Afeganistão não é popular, mas a crença de que a paz é alcançável não é suficiente para conquistá-la. A paz é difícil de ser alcançada e por isso a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) existe. Não podemos deixar a tarefa para poucos”.

O discurso parece um recado para os 42 aliados da aliança militar que participam da guerra no Afeganistão e que, na maioria, relutam em acompanhar a recente estratégia americana de ampliar suas forças no país.

“Nós honramos nossos ideais ao defendê-los não quando é fácil, mas quando é difícil. Eu falei de algumas questões que estão nos nossos corações e nossas mentes”, afirmou Obama, que em várias ocasiões foi longamente aplaudido.

Irã e Coréia do Norte

No discurso, Obama falou também sobre a importância de se deter a proliferação de armas nucleares. “Na metade do século 20, esse compromisso estava claro. Todos deveriam ter acesso à energia nuclear com fins pacíficos. Hoje, todos os que prezam a segurança não podem ignorar regimes que fomentam a violência, como o Irã e a Coréia do Norte”, afirmou.

O presidente dos EUA elogiou os esforços dos “milhares de manifestantes que vão às ruas para lutar pela liberdade no Irã”. “É responsabilidade de todos nós mostrar que estamos ao lado deles”, afirmou, acrescentando que, ao lidar com tais países, é preciso se usar “pressão e diálogo”, assim como “sanções e engajamento”. “É preciso haver um equilíbrio”, disse.

O líder americano condenou ainda “o genocídio em Darfur (Sudão), a opressão em Mianmar e os estupros sistemáticos no Congo”. “Crimes graves como esses devem ser abordados com diplomacia, mas também deve haver consequencias contra os que os cometem”, disse.

Obama também comentou o conflito entre judeus e palestinos no Oriente Médio, onde a “religião muitas vezes é usada para justificar as mortes de pessoas inocentes”. “Esses extremistas não são os primeiros a matar em nome de Deus, mas nos lembram que tais guerras não podem ser guerras justas”, disse o líder dos EUA.

No discurso, ele também lembrou a importância do combate ao aquecimento global, pois haverá ainda “mais guerra e mais fome no mundo, caso essa questão não for enfrentada”.

Para Obama, direitos civis e políticos e liberdade “são fundamentais”, mas de nada adiantam se não houver desenvolvimento econômico. “Paz e segurança não existem em uma realidade sem acesso a remédios, abrigo, água potável e educação”, disse o presidente americano.

FONTE: Folha Online

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vinheta-clipping-forteO presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta sexta-feira que as pessoas evitem conclusões precipitadas sobre os motivos que levaram o major Nidal Malik Hassan a atirar e matar 13 pessoas na base militar de Fort Hood, no Estado americano do Texas.

Em rápida declaração à imprensa, Obama afirmou que os agentes estão investigando as causas do ataque e prometeu revelar as descobertas assim que sue governo for informado.

Obama ordenou que todas as bandeiras sejam hasteadas a meio mastro na Casa Branca e agências federais até o Dia dos Veterano, na próxima quarta-feira (11), em homenagem às vítimas do ataque.

O presidente já havia feito uma declaração nesta quinta-feira, no qual chamou o ataque de uma “explosão terrível de violência”.

O ataque começou às 13h30 desta quinta-feira (17h30 no horário de Brasília) no Centro Soldier Readiness, onde os soldados que estão prestes a serem enviados para o campo de batalha ou que estão voltando da guerra passam por exames médicos. Perto de lá, alguns soldados lideravam uma cerimônia de graduação em um teatro com cerca de 600 pessoas, entre tropas e familiares.

Segundo relatos não confirmados de soldados presentes na base, Hassan gritou a expressão árabe “Allahu Akbar”, que significa “Deus é grande”, antes de abrir fogo contra os colegas.

Segundo as agências de notícias, Hassan começou a atirar com duas armas –uma delas semiautomática. Os soldados que estavam no local reagiram e atiraram de volta, atingindo Hassan. Há suspeita de algumas das vítimas foram atingidas por fogo amigo em meio ao tiroteio.

Segundo Bob Cone, porta-voz da base, não há indicação de que as armas eram do Exército ou de que este foi um ataque com motivações terroristas. Ele afirmou ainda que o FBI (polícia federal americana) e os especialistas forenses do Exército estão investigando o crime.

Hassan, 39, tratava soldados feridos em guerra ou que se preparavam para ir ao fronte de batalha. Muçulmano nascido nos Estados Unidos e filho de imigrantes palestinos, ele cresceu na Virgínia. Serviu como psiquiatra no Centro Médico Militar Walter Reed em Washington, capital, que trata principalmente militares feridos gravemente.

Um primo de Hassan, Nader, afirmou à rede Fox News que ele se opunha às guerras no Iraque e no Afeganistão e estava preocupado com a notícia de que seria enviado em breve para o fronte de batalha. “Nós sabemos há cinco anos que este era provavelmente seu pior pesadelo”, afirmou, em referência à sua transferência para o fronte de batalha.

Segundo Nader, o primo foi transferido para a base de Fort Hood há meses e estava muito relutante com a notícia de que seria transferido.

Já a senadora Kay Bailey Hutchison afirmou que os generais de Fort Hood lhe disseram que Hassan seria enviado ao Afeganistão. Segundo o coronel aposentado Terry Lee, que disse ter trabalhado com Hassan, ele aguardava que o presidente Barack Obama anunciasse a retirada das tropas e frequentemente brigava com os colegas de base que apoiavam as guerras.

Segundo Bob Cone, porta-voz da base, Hassan atuou sozinho e está hospitalizado em estado estável. A informação contraria a versão inicial do Pentágono de que três militares estavam envolvidos no tiroteio. Os outros dois soldados detidos como suspeitos de envolvimento foram interrogados e liberados.

FONTE: Folha / AFP

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Projeto de lei deve ser assinado pelo presidente americano, Barack Obama, nesta quarta-feira

vinheta-clipping-forteCABUL – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve assinar nesta quarta-feira, 28, um projeto de lei de defesa que autoriza o Exército americano a remunerar militantes do Taleban que renunciarem à insurgência.

O anúncio sobre o projeto foi feito na terça-feira pelo presidente do Comitê das Forças Armadas do Senado, Carl Levin. A medida tem como objetivo conquistar membros mais moderados da milícia e reintegrar os militantes à sociedade afegã.

Levin defende a tentativa de convencer os militantes a “mudarem de lado” oferecendo empregos e anistia a ataques passados, além do pagamento aos ex-insurgentes para que protejam suas cidades e vilas.

Segundo o correspondente da BBC em Washington Richard Leister, cerca de US$1,3 bilhões seriam destinados ao programa. Uma medida similar já é praticada no Iraque, onde ex-combatentes são incentivados a se reintegrarem novamente à sociedade. “Você tem 90 mil iraquianos que mudaram de lado e estão envolvidos na proteção de suas cidades contra ataques e contra a violência”, disse.

Obama estuda um aumento substancial no número de tropas dos Estados Unidos no Afeganistão. Os EUA vêm discutindo a possibilidade de enviar mais 40 mil soldados ao país. Os Estados Unidos e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) já comandam mais de 100 mil soldados estrangeiros em território afegão.

FONTE: Estadão/BBC Brasil

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Líderes não querem isolar o país

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou na manhã desta sexta-feira rapidamente com o colega dos Estados Unidos, Barack Obama, em Pittsburgh (EUA), onde participam de reunião do G20. Conforme informações passadas pelo embaixador do Brasil em Washington, Antonio Patriota, à agência de notícias France Presse, os dois conversaram sobre a segunda planta nuclear iraniana e concordaram que não é possível isolar o país.

Segundo o embaixador brasileiro, no encontro com Lula, Obama disse que “parece bom que o Brasil dialogue com o Irã”, em referência à visita que o presidente Mahmoud Ahmadinejad deverá fazer ao país, em novembro que vem.

Nesta quarta-feira (23), na sede da ONU (Organização das Nações Unidas) em Nova York, Lula e Ahmadinejad tiveram um encontro no qual Lula defendeu o direito do Irã desenvolver energia nuclear para fins civis, desde que o país, assim como faz o Brasil, coopere com as inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

No entanto, na manhã desta sexta-feira, Obama, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o premiê britânico, Gordon Brown, fizeram um comunicado de repúdio à admissão, por parte do Irã, de que o país possui uma planta de enriquecimento de urânio que, para as potências ocidentais, era secreta.

Com a revelação da nova planta iraniana, assessor diplomático do presidente Lula, Marco Aurélio Garcia, ressaltou que, se as denúncias estiverem certas, o Brasil condenará o Irã, mas sem “se unir àqueles que querem encurralar o Irã”. “Nós já sabemos o que resulta da política de encurralamento: resulta o Paquistão ou a Coreia do Norte”, dois países que têm armas nucleares.

No pronunciamento, Obama disse que “não é a primeira vez que o Irã esconde informações” sobre o seu programa nuclear, mas fez questão de ponderar que o país tem direito à energia nuclear, exceto que o tamanho e configuração da nova planta seriam “inconsistentes com um programa nuclear pacífico”.

Sem deixar de, como diz, “estender a mão”, Obama voltou a pedir que o Irã se engaje nos diálogos pela desnuclearização conduzidos pelo Grupo dos Seis (EUA, Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha) e que mostre “ações” na reunião marcada para o próximo dia 1º de outubro, na Alemanha.

Entre Obama e Brown, o presidente francês foi o que adotou o tom mais rigoroso em relação ao Irã. Sarkozy disse que o Irã “levou a comunidade internacional por um caminho perigoso” e que “tudo precisa ser colocado na mesa agora”. “Não podemos deixar os líderes iranianos ganharem tempo enquanto os motores estão em ação.”

Carta

Na carta dirigida ao diretor-geral da AIEA, Mohamed El Baradei, o governo iraniano confirma a existência da planta denunciara pelas potências ocidentais, mas afirma que só dará “outras informações complementares no devido tempo e de forma apropriada”, segundo os detalhes divulgados pelo porta-voz Marc Vidricaire, em comunicado.

O único dado técnico que Vidricaire adiantou é que o nível de enriquecimento de urânio seria de até 5%, condição que daria origem a um combustível pouco purificado, suficiente apenas para alimentar reatores nucleares de geração de eletricidade. O comunicado não dá detalhes sobre o conteúdo da carta, mas diz que “o organismo acredita ainda nenhum material nuclear tenha sido introduzido na instalação do Irã”.

O Irã já possui uma grande usina de enriquecimento de urânio conhecida, em Natanz, a 250 km de Teerã, na região central do país, cuja existência foi revelada em 2002.

O complexo já conhecido, que tem uma parte subterrânea, é monitorado atualmente pelos inspetores da AIEA. A agência divulgou um relatório recentemente no qual dizia que o regime iraniano reduziu a quantidade de enriquecimento de urânio pela primeira vez em alguns anos, mas advertiu que ainda não foram esclarecidas as metas nucleares.

FONTE: Folha Online (e France Presse, em Pittsburgh)

FOTOS: AP e PR

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Sistema proposto no governo anterior seria feito na Polônia e na Rep. Checa e era criticado pela Rússia

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deu mais um passo para se distanciar da política adotada pelo seu antecessor, George W. Bush, e anunciou nesta quinta-feira, 17, sua decisão de abandonar o projeto para a instalação de um sistema de escudo antimísseis no Leste Europeu. De acordo com o presidente, os EUA estão assumindo um novo enfoque para o projeto, empregando um método mais eficiente contra a ameaça de mísseis iranianos.

O sistema de defesa planejado na administração Bush seria construído na República Checa e na Polônia. Obama afirmou que o programa anterior foi descartado porque os EUA concluíram que o programa de mísseis do Irã não tem o seu foco em projéteis de longo alcance, como previa o programa americano. Em vez de instalar um sofisticado radar em território checo e dez mísseis interceptores na Polônia, o sistema proposto por Obama prevê o posicionamento de mísseis SM-3, SM-3, concebidos para destruir mísseis de curto e médio alcance, primeiramente em barcos no Mar Mediterrâneo e posteriormente no sul da Europa ou na Turquia.

Obama fez este anúncio em um breve comparecimento na Casa Branca, após ter falado com o primeiro-ministro da República Tcheca, Jan Fischer, que antecipou à imprensa os planos americanos. “Nosso novo sistema antimísseis arquitetado na Europa garantirá uma capacidade mais forte, inteligente e rápida para as forças americanas e seus aliados”. Segundo Obama, o projeto é mais compreensível do que o anterior e seu foco será claro e consistente na ameaça apresentada pelo programa de mísseis balísticos do Irã.

“O presidente Bush estava certo de que o programa de mísseis balísticos do Irã significa uma ameaça”, afirmou Obama. Porém, ele ressaltou que a revisão do projeto requer um sistema diferente, adequado à natureza do programa iraniano, e um sistema diferente – que usaria a tecnologia existente, mas aplicada em outros lugares.

Em entrevista coletiva no Pentágono, depois do anúncio de Obama, o secretário da Defesa americano, Robert Gates, disse que a decisão do governo de abandonar o projeto do escudo antimísseis foi devido a uma mudança na percepção da ameaça representada pelo Irã. Gates disse que os serviços de inteligência consideram que os mísseis de curto e médio alcance do Irã representam uma ameaça maior do que seus mísseis intercontinentais. Os primeiros “estão se desenvolvendo mais rapidamente do que se
tinha previsto a princípio”, segundo os serviços de inteligência, disse. Por outro lado, os mísseis de longo alcance “não representam a ameaça que se tinha imaginado inicialmente”, acrescentou.

Gates afirmou que o país ainda planeja instalar mísseis na Polônia e na República Checa, mas apenas em 2015. Segundo o secretário, isso deve ocorrer mesmo que o programa de mísseis do Irã não evolua tanto quanto o esperado. “Temos agora a oportunidade de posicionar novos sensores e interceptadores no norte e no sul da Europa, que podem garantir em curto prazo a cobertura da defesa de mísseis contra as ameaças imediatas do Irã e outros países”.

O novo plano, de quatro fases, deve posicionar os mísseis SM-3 já existentes, SM-3 em navios equipados com o sistema de radares Aegis em 2011. Em 2015, versões atualizadas de mísseis interceptores são instalados em mar e terra, além de sensores avançados. Um sistema mais avançado deve ser posicionado em 2018 e outra geração em 2020, com capacidade para conter futuros mísseis intercontinentais.

A decisão da revisão de uma das maiores políticas de segurança nacional da nova administração desagradou a Polônia e a República Checa, que viram a presença militar americana como um meio de proteção contra a Rússia. O anúncio, porém, agradou Moscou, que via o plano de defesa americano como uma ameaça direta, apesar das promessas de que o sistema seria voltado apenas para Estados que considera rebeldes, como o Irã.

Obama telefonou para os líderes checo e polonês antes do anúncio oficial e reiterou o compromisso americano de proteger os dois países, também aliados da Otan. Porém, Obama repetiu que as preocupações da Rússia sobre o plano original eram “totalmente infundadas” e voltou a oferecer uma parceria no programa de sistema de defesa.

Assessores de Obama reiteraram que a reformulação do projeto foi motivado pelo Irã, não pelas reclamações russas. Porém, o anúncio foi feito dias antes do encontro privado que será realizado entre Obama e o presidente Dmitri Medvedev, na próxima semana, quando o líder russo estará nos EUA para participar da Assembleia da ONU em Nova York. Perguntado se o anúncio do governo norte-americano de recuar nos planos tinha algo a ver com a Rússia, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs disse: “Absolutamente não”. “Isso não é sobre Rússia”, disse ele.

FONTE: Estadão

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Equipe será subordinada ao Conselho de Segurança Nacional ligado ao governo, sem relações com a CIA

O presidente Barack Obama aprovou a criação de uma equipe de elite para interrogar os principais suspeitos de terrorismo, parte do esforço para modificar a política americana sobre prisões e interrogatórios. A informação foi publicada no mesmo dia em que o diário The New York Times disse que o Departamento de Justiça sugeriu ao procurador-geral, Eric Holder, a reabertura dos casos de abusos de prisioneiros, o que poderia expor funcionários e contratados da Agência Central de Inteligência (CIA) pelo tratamento cruel de suspeitos de terrorismo.

Segundo o jornal The Washington Post, Obama assinou a criação da equipe no fim da última semana. A unidade especial, chamada de Grupo de Interrogatório para Detentos de Alto-Valor (High-Value Detainee Interrogation Group) será formada por especialistas tanto do setor jurídico quanto da comunidade de inteligência e ficará instalada no FBI – a polícia federal americana. O time será administrado pelo Conselho de Segurança Nacional, o que significa que o grupo ficará fora da esfera da CIA e será totalmente controlado pelo governo americano, reportando-se diretamente à Casa Branca. Segundo o porta-voz da Casa Branca Bill Burton, a criação da nova unidade não significa que a CIA não atuará mais nos interrogatórios.

A nova unidade de interrogatórios terá como base para seus trabalhos o Manual de Instrução Militar (U.S. Army Field Manual), numa tentativa do governo de afastar-se das acusações de tortura. A prática da simulação de afogamento foi proibida, e o manual também elimina a técnica de obrigar presos a permanecerem num local com música em alto volume por longos períodos de tempo e proibi-los de dormir.

Assim que assumiu, o presidente Obama revogou os pareceres que legitimavam a tortura, ordenou o fim das prisões secretas e o fechamento de Guantánamo em um ano, além da indicação um grupo de trabalho que devia apresentar um relatório focado em como realizar os interrogatórios dos suspeitos de terrorismo. Porém, o presidente disse recentemente que não é a favor de processar funcionários do governo anterior por relação com as torturas de supostos prisioneiros.

Nesta segunda-feira, um oficial do governo confirmou a informação publicada pelo NYT de que os investigadores de ética do Departamento de Justiça recomendaram que Holder reabra os casos de suspeita de tortura e abuso de prisioneiros pelo funcionários e contratados pela CIA. A recomendação do Departamento de Justiça será uma mudança em comparação com a administração George W. Bush, que arquivou os casos. A iniciativa poderia resultar em processos criminais por supostos abusos contra suspeitos por terrorismo, nos anos posteriores ao 11 de Setembro. Holder ainda pode indicar um oficial ou um promotor criminal para trabalhar nos casos de abusos.

O porta-voz afirmou que Obama acredita que o procurador-geral deve ser totalmente independente da Casa Branca e que o presidente confia Holder para tomar a decisão de reabrir ou não os casos, com a possibilidade da criação de processos criminais.

O diretor da CIA, Leon Panetta, disse em um e-mail para os funcionários da agência de inteligência que permanecerá ao lado dos oficiais que fizeram o que foi pedido pelo país e seguiram as direções legais que foram dadas. “Essa é a posição do presidente também”, afirma a mensagem. Panneta disse que alguns funcionários da CIA foram disciplinados por irem além dos métodos de interrogatório aprovados pelo Departamento de Justiça na era Bush.

Ainda nesta segunda, um documento compilado em 2004 pelo então inspetor-geral da CIA será publicado e deve trazer detalhes de abusos contra prisioneiros. A divulgação do relatório foi requisitada pela União Americana de Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês).

FONTE
: Estadão

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