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O presidente Lula assinou decreto, nesta terça-feira (10/8), “internalizando” as sanções impostas ao Irã pelo Conselho de Segurança da ONU, mas o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, frisou que o governo brasileiro é contrário às medidas e que elas não trarão qualquer prejuízo às relações comerciais entre Brasil e o país persa. Segundo o ministro, o decreto envolve apenas as diretrizes da ONU e não as sanções unilaterais adotadas pelos Estados Unidos ou União Européia.

Amorim disse que a decisão do governo brasileiro refere-se apenas às determinações da resolução número 1929 que se relaciona ao comércio de armamentos pesados ou equipamento para produção de energia nuclear. Os acordos no setor de agroindústria, por exemplo, não serão prejudicados. O chanceler brasileiro fez questão de explicar qure as indústrias brasileiras com negócios no Irã têm liberdade de decidirem pela manutenção ou não de seus respectivos negócios. De parte do governo, nenhuma decisão impedirá a continuidade do comércio bilateral.

Isso não afetará profundamente as relações com o Brasil. Peço que prestem atenção na resposta. O Brasil, embora sem concordar com elas e sem concordar com o método neste momento em que o Irã fez uma abertura, está internalizando as sanções adotadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. As sanções unilaterais, do ponto de vista legal nosso, não nos concernem. Agora não posso dizer que uma empresa que tenha negócio com o Estados Unidos e que prefira não se arrriscar. Isso é um problema da empresa. Não será uma disposição legal brasileira. Não aceitamos as sançoes unilaterais. Nós somos respeitadores das leis internacionais ao contrário de outros que muitas vezes praticam ações unilaterais, que frequentemente criticam o direitos humanos de um lado e financiam governos que violam direitos humanos de outro. Nós seguimos a lei internacional e a lei internacional manda que nós façamos isso.

Na entrevista, Amorim voltou a relatar sobre os procedimentos do governo brasileiro em favor de Sakineh Mohammadi Ashtiani condenada pelo govereno iraniano a morte por apedrejamento. O chanceler contou também que Colômbia e Venezuela estão em processo de entedimento para o pronto restabelecimento da paz. Além disso, confirmou que um avião da FAB [Força Aérea Brasileira] foi colocado à disposição do presidente do Paraguai, Fernando lugo, para que venha ao Brasil onde se submeterá a tratamento médico para câncer.

FONTE: Blog do Planalto

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A ampliação do centro de formação de militares para missões de paz e o treinamento conjunto entre Exército, Marinha e Aeronáutica são os primeiros passos do Brasil para ampliar sua participação em missões da paz da ONU, objetivo traçado pelo Ministério da Defesa.

Três países estão hoje na lista de preferências de autoridades responsáveis por subsidiar a escolha, que cabe ao presidente e requer aval do Congresso. Sudão, Líbano e Chipre são consideradas missões capazes de oferecer menos riscos e ganho político real ao país.

Hoje o Brasil contribui com 9 das 16 missões da ONU. Dos 2.254 brasileiros em ações para a manutenção da paz, 97% estão no Haiti.

“O Brasil está fazendo um esforço grande para melhorar a qualidade de sua tropa”, diz Giancarlo Summa, diretor do Centro de Informações da ONU, no Rio de Janeiro. A participação em missões de paz é considerada fundamental para uma tropa que dificilmente enfrentará guerra.

O general José Elito Carvalho Siqueira, chefe do Estado-Maior do Ministério da Defesa, afirmou que o comando do CCoPaB (Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil) caberá ao Exército, que terá 150 homens, contra 30 de Marinha e Aeronáutica.

FONTE: Folha de São Paulo

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Celso Amorim em Audiência na Câmara - 9 de junho 2010 - foto Agência Brasil

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O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou hoje (9) que o Brasil votou contra as sanções ao Irã no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) porque não deve ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e pode seguir suas convicções. O chanceler negou que a posição brasileira, acompanhada pelos turcos, seja de isolamento. Mais uma vez, o diplomata reiterou o direito de os iranianos desenvolverem seu programa nuclear.

“O Brasil não está defendendo o Irã, mas defendendo a paz, concebida pelos Estados Unidos e a Agência Internacional de Energia Atômica [Aiea]”, disse o chanceler, em audiência pública na Câmara dos Deputados.

Em seguida, Amorim ratificou a defesa do voto brasileiro contrário às sanções. “Felizmente o Brasil não deve ao FMI e votou de acordo com suas convicções. Não me sinto isolado, eu me sinto em boa companhia. Não vejo esse desgaste e não percebo isso. Eu ando sem segurança e converso com as pessoas nas ruas”, disse ele.

Brasil e Turquia podem deixar de intermediar negociações com Irã em acordo sobre urânio

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reconheceu hoje (9) que o Brasil e a Turquia podem não dar continuidade às tentativas de negociações em busca de um acordo para o fim do impasse envolvendo o Irã e a comunidade internacional. O chanceler disse que a indefinição se deve à dependência das reações do governo do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad depois que o Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) aplicou sanções contra seu país. Segundo Amorim, sob sanções, a possibilidade de o Irã negociar se tornam mais difíceis.

“Não sei se o Brasil e a Turquia vão continuar a trabalhar para buscar um acordo”, disse Amorim, em entrevista coletiva concedida no Palácio Itamaraty. “Sob sanções, a possibilidade de o Irã vir a negociar é muito menor. É o fim de uma etapa, de um processo”, concluiu. “Foi uma decisão irrazoável [a definição pelas sanções ao Irã por parte do Conselho de Segurança].”

Celso Amorim em entrevista no Itamaraty - 9 de junho 2010 - foto Agência Brasil

Para o chanceler, as relações entre o Brasil e os Estados Unidos não serão prejudicadas pelas divergências no Conselho de Segurança da ONU. “Espero que a nossa relação continue se aprofundando, como já houve tantas outras discordâncias”, afirmou Amorim, sem demonstrar preocupação com o acirramento das tensões.

Segundo o ministro, as divergências são naturais entre os grandes países. “Não conheço um país grande que não tenha tido discordâncias em relação aos Estados Unidos. Por exemplo: França e Rússia tiveram [divergências]. Temos de nos acostumar que somos um país grande.”

Amorim afirmou que, para se firmar uma parceria estratégica, é necessário que todos estejam em um mesmo nível e não em posições de comando e obediência. “Eu quero uma parceria estratégica com os Estados Unidos. Se houver uma posição de subserviência, não será uma parceria estratégica, mas o alinhamento automático”, declarou.

Dos 15 países que integram o Conselho de Segurança da ONU, 12 votaram hoje a favor das sanções. Somente o Brasil e a Turquia foram contra, enquanto o Líbano se absteve. Em maio, os dois países contrários à decisão intermediaram acordo para que o Irã enviasse urânio leventemente enriquecido a 3,5% para a Turquia, recebendo de volta o produto enriquecido a 20%. Para grande parte da comunidade internacional, o programa nuclear iraniano é uma ameaça pois esconderia a produção de armas atômicas.

As resoluções aprovadas hoje definem várias limitações para o Irã que afetarão os setores do comércio, militar, de empresas marítimas e de operações bancárias. Entre as medidas, haverá uma fiscalização mais intensa aos carregamentos de exportação destinados ao Irã, a suspensão da venda de armas pesadas para o país e uma rigorosa inspeção nos navios de origem iraniana.

Decisão do Conselho de Segurança da ONU sobre o Irã foi um “equívoco”, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como um “equívoco” a decisão” tomada hoje (9) pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) de impor sanções ao Irã. Para Lula, a decisão foi tomada por “birra” e joga fora a oportunidade de negociação com o Irã aberta por Brasil e Turquia.

“Em vez chamarem o Irã para a mesa [de negociação], eles resolveram, na minha opinião pessoal, apenas por birra, manter a sanção. Acho que foi um equívoco a tomada de decisão. Às vezes, me dá a impressão daquele pai duro que é obrigado a dar umas palmadas no filho, mesmo que ele não mereça. Acho que o Conselho de Segurança jogou fora uma oportunidade histórica de negociar tranquilamente o programa nuclear iraniano”, disse, depois de participar de evento em Natal (RN).

Segundo Lula, o Brasil e a Turquia, ao assinarem um acordo com o Irã sobre o enriquecimento de urânio, deram aos outros países a oportunidade de negociar e eles provaram que não queriam negociar. Mais uma vez, o presidente defendeu a reforma do Conselho de Segurança da ONU, afirmando que a instância não representa mais a realidade política do mundo. Segundo ele, a decisão tomada hoje de impor sanções ao Irã enfraquece o conselho.

O presidente afirmou ter conversado por telefone, pela manhã, com o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan. Ambos fecharam a posição de votar contra as sanções na reunião do conselho. “Espero que o companheiro Ahmadinejad [Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã] continue tranquilo”, completou Lula.

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou no final da manhã de hoje um novo pacote de sanções contra o Irã. Dos 15 países que compõem o órgão, 12 votaram favoravelmente. Apenas o Brasil e a Turquia foram contrários e o Líbano se absteve.

Para a maioria dos integrantes do conselho, o programa nuclear iraniano é uma ameaça por esconder a produção de armas atômicas e não seguir as orientações da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea).

FONTE / FOTOS: Agência Brasil

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Medidas receberam 12 votos a favor e apenas três contra

vinheta-clipping-forteNOVA YORK – O Conselho de Segurança da Organização das das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta quarta-feira, 9, uma nova resolução que impõe sanções ao Irã por conta do controvertido programa nuclear deste país.

“O Conselho assumiu suas responsabilidades. Agora o Irã deve escolher um caminho mais sábio”, disse a representante americana no Conselho, Susan Rice. Os EUA foram o país que mais pressionou pela aplicação da resolução no Conselho.

O pacote de sanções aprovado pelo Conselho é o quarto aplicado contra o Irã. As medidas são uma resposta do órgão à resistência da República Islâmica em paralisar seu programa nuclear e à falta de cooperação do país com as investigações da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

A nova resolução prevê restrições contra a Guarda Revolucionária do Irã, o sistema de mísseis do país e o congelamento de investimentos ligados ao enriquecimento de urânio. Todos os carregamentos de exportação com o Irã como destino também serão submetidos a uma fiscalização mais rigorosa.

Votos

Dos 15 membros do órgão, 12 votaram a favor das medidas. Apenas Brasil, Turquia e Líbano deram pareceres contra a resolução. Nenhum dos membros permanentes do Conselho – Rússia, China, EUA, França e Reino Unido – votou contra.

Os embaixadores do Brasil e da Turquia no Conselho de Segurança pediram que o órgão votasse contra as sanções ao Irã, mas os esforços foram em vão. A embaixadora brasileira, Maria Luiza Ribeiro Viotti, disse aos outros membros que o Brasil “não vê as sanções como uma meio efetivo” no caso do Irã.

A votação estava marcada para às 11 horas, mas foi atrasada porque Brasil e Turquia procuram saber de instruções de suas capitais sobre seus votos. Os dois países, junto do Líbano, deixaram claro que dificilmente apoiariam a rodada de sanções contra Teerã.

O Líbano indicou aos seus companheiro de conselho que iria provavelmente se abster pelo fato de que o grupo militante libanês apoiado pelo Irã, Hezbollah, está em seu governo, disseram diplomatas. Brasil e Turquia, entretanto, podem se abster ou votar contra a resolução, eles acrescentaram.

Ancara e Brasília disseram que um acordo de troca nuclear que eles obtiveram no Irã no mês passado fez com quem futuras sanções contra a República Islâmica do Irã fossem desnecessárias. As sanções eram pretendidas pelas potências nucleares pelos temores de que o Irã enriqueça urânio para produzir armas atômicas. Teerã, porém, nega tais alegações e afirma que mantém o programa nuclear apenas para fins civis.

Potências dizem que sanções da ONU contra o Irã foram ‘necessárias’, mas afirmam que estão abertos ao diálogo com a República Islâmica

Os países que negociaram as sanções aprovadas nesta quarta-feira, 9, pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) disseram que as medidas foram necessárias para responder à relutância do Irã em abandonar seu controvertido programa nuclear.

O governo dos EUA, o principal agente por trás da aprovação das sanções, anunciou que ainda está aberto ao diálogo com o Irã. “Os EUA permanecem abertos para negociar, mas o Irã deve assumir suas obrigações e demonstrar claramente à comunidade internacional a natureza de seu programa nuclear”, informa um comunicado da Casa Branca.

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que as sanções enviam uma “mensagem inequívoca” ao Irã. “Reconhecemos os direitos do Irã, mas esses direitos requerem responsabilidades”, disse o presidente americano.

Rússia

O embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, afirmou que as sanções foram uma “medida forçada, cuja implementação envolveu uma cuidadosa e proporcional aproximação”. A Rússia, que por muito tempo se opôs à aplicação da resolução, considerou que ela foi “necessária” para garantir a estabilidade da ordem mundial.

Churkin ainda citou a futura usina nuclear russa em Bushehr, no Irã, como uma prova de que Moscou apoia o direito de a República Islâmica ter acesso á energia nuclear para fins pacíficos.

França

A França, que junto dos EUA e do Reino Unido lutou para que as sanções fossem aprovadas o quanto antes, afirmou que “as portas para diálogo com o Irã continuam abertas”. “Esperamos que o Irã finalmente escolha a cooperação”, diz um comunicado divulgado pela chancelaria de Paris momentos depois da votação no Conselho de Segurança.

Reino Unido

O ministro de Relações Exteriores britânico, William Hague, considerou as sanções como “um passo muito significativo”. “A decisão mostra a determinação da comunidade internacional sobre a questão. Mostra também que a tática iraniana de não querer negociar sobre a totalidade de seu programa nuclear não vai funcionar”, disse o chanceler.

China

A China, outro país que se manteve contrário à resolução por muito tempo devido à proximidade e boas relações que mantêm com o Irã, pediu que todos os países sejam condizentes com as medidas. “A China pede que todos os membros da comunidade internacional que implementem a resolução compreensivelmente e de boa fé”, disse Li Baodong, embaixador chinês no Conselho.

Li, porém, disse que as sanções não impedem o diálogo do Irã com o mundo continuar. “É imperativo retornarmos ao caminho do diálogo e das negociações”, disse o chinês, acrescentando que o objetivo da resolução é justamente “trazer a República Islâmica de volta às conversas”.

Alemanha

A Alemanha, que se uniu aos membros permanentes do Conselho de Segurança para negociar as sanções, disse que as medidas são uma “clara e equilibrada resposta à persistência negativa” do Irã em esclarecer as dúvidas de seu programa nuclear para a comunidade internacional.

“O Irã desobedece há dois anos as demandas do Conselho de Segurança e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A resolução deixa claro às autoridades iranianas que esta atitude contra o direito internacional tem seu preço”, afirmou o ministro de Exteriores alemão, Guido Westerwelle.

União Europeia

A chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, afirmou que o órgão também está aberto para dialogar com o Irã a respeito do seu programa de enriquecimento de urânio. “O objetivo de nossos esforços é chegar a um estabelecimento compreensivo de longo prazo que restaure a confiança da comunidade internacional sobre a natureza pacífica do programa nuclear iraniano”, disse.

As sanções eram pretendidas pelas potências nucleares pelos temores de que o Irã enriqueça urânio para produzir armas atômicas. Teerã, porém, nega tais alegações e afirma que mantém o programa nuclear apenas para fins civis.

FONTE: Estadão (com informações das agências Efe, AP e Reuters)

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lula-ira-afpvinheta-clipping-forteDois dias depois de os Estados Unidos anunciarem o rascunho de um projeto com sanções ao Irã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a maneira “de alguns países fazerem política”. Ele disse que essas nações precisam de “inimigos” enquanto o Brasil “faz política cultivando amigos”. As declarações foram feitas durante a cerimônia de encerramento da Marcha dos Prefeitos, em Brasília.

A crítica de Lula claramente se referia à atitude dos Estados Unidos de enviar ao Conselho de Segurança da ONU o projeto de um pacote de sanções contra Teerã, um dia depois dos esforços diplomáticos do Itamaraty para mediar a crise. Brasil, Turquia e Irã assinaram, na última segunda-feira, um acordo para troca de urânio pouco enriquecido iraniano por combustível nuclear para reatores de pesquisa.

Diante da situação embaraçosa e de descrédito perante a comunidade internacional, Lula lançou um desafio. “A verdade nua e crua é o seguinte: o Irã, que era vendido como se fosse o demônio e que não queria sentar [para negociar]. O Irã resolveu sentar na mesa de negociação. Eu quero ver se os outros vão cumprir aquilo que pediam ao Irã”, disse o presidente.

“O que eles [potências ocidentais, lideradas pelos Estados Unidos] queriam era apenas colocar o Irã na mesa e que assumisse o compromisso. Nós fomos ao Irã e conseguimos, depois de 18 horas de reunião, depois de duas viagens de [ministro das Relações Exteriores] Celso Amorim. Fizemos o que o Conselho de Segurança da ONU queria que fizéssemos”, afirmou.

Lula comparou o papel do Brasil ao dos Estados Unidos no cenário internacional e criticou os articulistas que escreveram que a ameaça nuclear no Oriente Médio não era assunto brasileiro. “Por que o Brasil tinha que se meter? Mas quem é que disse que isso é coisa dos Estados Unidos também? Demos uma contribuição ao multilateralismo, que deve ser levado em conta”, disse.

Na última quarta-feira, Brasil e Turquia enviaram uma carta à ONU pedindo para serem integrados nas discussões sobre a sanções que seriam aplicadas pelo Conselho de Segurança contra o Irã.

Sanções

O rascunho do pacote de sanções contra o Irã foi apresentado nesta terça-feira aos membros do Conselho de Segurança da ONU. O documento destaca que a república islâmica não poderá investir no exterior em algumas atividades sensíveis, como as minas de urânio. Entre as medidas, o documento impõe ainda punição a bancos e outras empresas e afirma que será aplicado um regime de inspeção internacional em embarcações suspeitas de conter cargas relacionadas ao programa nuclear ou de mísseis.

O projeto foi anunciado um dia depois de Teerã assinar um acordo, com mediação do Brasil e da Turquia, para trocar 1200 quilos de urânio pouco enriquecido por combustível nuclear para reatores de pesquisa.

Um parlamentar iraniano disse, nesta quinta-feira, que o acordo assinado em Teerã será cancelado, se o Conselho de Segurança da ONU aprovar as sanções contra a república islâmica.

FONTE: Veja (Com Agência Estado)

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vinheta-clipping-forteEspecialistas em direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) pediram na quinta-feira ao Iraque e aos Estados Unidos que garantam que a matança de ao menos 14 civis iraquianos em 2007, pela qual foram acusados seguranças da empresa Blackwater, chegue até a Justiça.

blackwaterO Iraque disse na segunda-feira que apresentaria uma ação judicial contra a empresa de segurança norte-americana pelas mortes em Bagdá, rechaçando a decisão de um juiz dos EUA que na semana passada rejeitou as acusações.

A ONU disse em comunicado que o caso ressaltava a necessidade de uma “supervisão credível” das empresas de segurança que trabalham para os Estados Unidos e outros governos em zonas de guerra.

Bagdá e Washington devem cooperar para resolver a matança, cometida em uma rotatória de Bagdá em setembro de 2007, “e os envolvidos devem ser responsabilizados por completo”, indicou.

O incidente da Blackwater destacou o crescente uso por parte do Pentágono de seguranças privados em zonas de guerra, e para os iraquianos simbolizou o desprezo a suas vidas por parte das forças estrangeiras no país.

Os guardas de segurança privada que protegiam o pessoal norte-americano receberam imunidade perante o processo nas Coster iraquianas após a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003.

“Respeitamos a independência da Justiça dos Estados Unidos e os requerimentos para um devido processo, mas nos preocupa que a recente decisão de rejeitar o caso contra os guardas da Blackwater leve a uma situação na qual ninguém seja responsabilizado pelas graves violações dos direitos humanos”, disse a presidente do grupo de especialistas independentes da ONU, Shaista Shameen.

FONTE: REUTERS / Agência Estado – Reportagem de Stephanie Nebehay

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vinheta-clipping-forteO chefe da missão da ONU (Organização das Nações Unidas) no Afeganistão, Kan Eide, afirmou nesta quinta-feira em entrevista a jornalistas que a retirada temporária de 600 de seus cerca de 1.100 funcionários estrangeiros não afetará as operações da organização no país.

“Nós estamos fazendo tudo que podemos para minimizar a interrupção no nosso trabalho neste período”, disse Eide, chefe da Unama. “Nós estamos simplesmente fazendo o que temos que fazer após os trágicos eventos da semana passada para proteger nossos trabalhadores em um momento difícil enquanto garantimos que nossas operações no Afeganistão possam continuar”.

A decisão da ONU foi uma reação ao ataque dos militantes do grupo islâmico Taleban do último dia 28 de outubro, quando três homens armados atacaram a hospedaria em Cabul, matando cinco funcionários da organização e dois policiais afegãos. Os criminosos foram mortos pela polícia em uma troca de tiros.

Eide disse que alguns dos funcionários realocados vão para Dubai, onde a ONU mantém escritório.

O diplomata norueguês foi alvo de severas críticas pelo papel da ONU na eleição presidencial, marcada por muitas fraudes e que resultou na reeleição de Hamid Karzai, depois que o segundo turno foi anulado com a desistência do candidato de oposição Abdullah Abdullah. Há alguns dias, Eide deu a entender que a paciência da ONU com o governo afegão estava quase no limite.

Segundo o porta-voz da ONU Aleem Siddique, a equipe retornará para o Afeganistão três ou quatro semanas depois que as medida de segurança forem alteradas. “Será uma fusão da equipe. No momento, nós temos 93 hospedarias por Cabul e haverá a fusão destas hospedarias para que possamos garantir uma segurança melhor em menos áreas”, explicou.

A Unama tem 5.600 funcionários, a maioria deles afegãos. A retirada anunciada nesta quinta-feira envolve quase 12% dos efetivos.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que visitou Cabul no início da semana, se reuniu com as autoridades de segurança para discutir o ataque à residência. Ele declarou que a ONU não permitiria que atos de violência desviassem a organização do trabalho que realiza no país.

FONTE: Folha Online

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O Conselho de Segurança das Nações Unidas decidiu nesta terça-feira, 13, por unanimidade que sua missão de paz permanecerá no Haiti por mais um ano, alegando que a situação no país caribenho ainda constitui uma ameaça à paz e à segurança internacionais.

A resolução do conselho manterá em 9 mil o efetivo da missão. O órgão também aceitou a recomendação do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, de reconfigurar as forças de segurança para poder deslocá-la às zonas remotas mais rapidamente.

Ainda que o órgão tenha reconhecido que houve algum avanço no Haiti em matéria de segurança no último ano, a situação, reconhece, ainda segue frágil. O conselho aconselhou o governo haitiano e outras figuras chaves a fortalecer o diálogo democrático e formar um consenso para lidar com todos os problemas do país, incluindo a pobreza.

Acidente

No mesmo dia do anúncio da ONU, em Porto Príncipe, capital haitiana, houve o funeral de 11 soldados e pilotos mortos em um acidente aéreo na última sexta-feira. “Eles estavam no Haiti protegendo as fronteiras do país. Prestariam socorro às vítimas das tempestades do ano passado. Estavam ajudando o povo do Haiti a cumprir a enorme promessa de sua orgulhosa nação”, disse o secretário-geral da ONU em uma carta lida pelo chefe da missão no país, Hedi Annabi. O presidente Rene Préval assistiu à cerimônia na base da ONU na capital, mas não falou com a imprensa.

A maioria dos seis uruguaios e cinco jordanianos mortos no acidente estavam no Haiti há três meses. Seus nomes foram lidos várias vezes e suas fotos estavam em mesas com as bandeiras de seus respectivos países.

FONTE: Agência Estado / Associated Press

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