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vinheta-clipping-forte1O Secretário-Geral da ONU pediu ao Conselho de Segurança que autorize o envio de uma Brigada de Intervenção para fazer frente às ameaças à paz e segurança na República Democrática do Congo, RD Congo.

Num informe ao órgão, apresentado terça-feira, Ban Ki-moon disse que a força deve integrar a Missão da ONU no país, Monusco.

A proposta prevê que a brigada tenha a capacidade de realizar “com ou sem o exército congolês”, operações ofensivas contra grupos armados que ameaçam a paz no leste  do país.

A ONU refere que a região está propensa a ciclos de violência e ao sofrimento humanitário. A força deve atuar por um período inicial de um ano.

O Secretário-Geral disse que a proposta foi submetida ao Conselho após uma solicitação feita inicialmente pelos atores regionais. O objetivo é abordar as ameaças iminentes à estabilidade, “com uma resposta mais adequada para o ambiente de conflito” ativo há vários anos.

Ban disse que a tarefa da Brigada de Intervenção será a de conter o aumento de grupos armados congoleses e estrangeiros, através da sua neutralização e desarmamento.

O secretário-geral da ONU disse que a criação da força visa apoiar os objetivos políticos do Quadro de Paz, Segurança e Cooperação para a RD Congo e para a região dos Grandes Lagos. Em Fevereiro, um acordo para o efeito foi assinado na capital etíope, Addis Abeba.

O Secretário-Geral destacou que organização será uma espécie de avalista do pacto, juntamente com a União Africana, a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, Sadc, e a Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos.

Ban Ki-Moon disse ainda que as partes entendem  que a “assinatura do quadro é um princípio e não um fim”,  e anunciou para breve a nomeação de um enviado especial para apoiar a sua implementação com os envolvidos.

Estima-se que um milhão de pessoas foram deslocadas da província de Kivu Norte, na sequência de confrontos entre rebeldes do grupo M23 e o exército congolês ocorridos no ano passado.

O número elevou o total de deslocados internos no leste da RD Congo para 2,6 milhões, defendem as Nações Unidas.

FONTE: Resenha do Exército

valerie_internapequena2vinheta-clipping-forte1O ministro da Defesa, Celso Amorim, recebeu nesta ontem a subsecretária-geral das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, Valerie Amos.

Durante o encontro, de aproximadamente 30 minutos, as autoridades examinaram as principais crises humanitárias em curso no mundo – em particular, no Oriente Médio e na África – e a importância do treinamento adequado, inclusive em matéria humanitária, dos militares designados para missões internacionais de paz da ONU.

Valerie Amos citou a valiosa experiência brasileira no Haiti, onde o país exerce o comando militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti – Minustah, como exemplo positivo de lições que as Forças Armadas brasileiras podem a compartilhar com a comunidade internacional.

Celso Amorim expressou disposição em estender sua cooperação com a ONU, não só com experiência, mas também com a preparação de militares. Citou, em particular, a disponibilidade do Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil – CCOPAB, no Rio de Janeiro, em receber militares de terceiros países designados para missões de paz. “Sem dúvida, nossas experiências no Haiti podem ser transmitidas”, disse o ministro.

O Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários dirigido por Valerie Amos faz parte da Secretaria-Geral da ONU e é responsável por reunir todos os atores humanitários para garantir uma resposta coerente em emergências. Segundo informações do órgão, o Escritório garante a estrutura em que cada ator possa contribuir para o esforço global de resposta humanitária.

Sua missão é mobilizar e coordenar eficazmente a ação humanitária em parceria com atores nacionais e internacionais, para aliviar o sofrimento humano em desastres e emergências; defender os direitos das pessoas em necessidade; promover a prevenção de desastres e soluções sustentáveis aos mesmos.

FONTE: Ministério da Defesa

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vinheta-clipping-forte1Dois blindados da Marinha brasileira avançam durante a noite pelas tortuosas e escuras ruas de Porto Príncipe com 14 fuzileiros fortemente armados; não há disparos e a aparente tranquilidade mostra a frágil paz vivida pelo Haiti quase uma década após a chegada da ONU, em 2004.

Os blindados Piranha abrem as portas e os soldados percorrem já sem o armamento pesado e à pé as ruas de uma favela e as passagens, como um labirinto, de um acampamento de desabrigados pelo terremoto de 2010, composto por centenas de barracas rudimentares construídas com pedaços de paus e sacos.

O silêncio de noite é interrompido pela tosse de um menino — o cheiro de fezes e de urina toma conta do local. Uma moto aparece em uma esquina, um grupo de homens na outra, a patrulha os cumprimenta, comprova que não há nenhum problema, continua.

Patrulhas como esta são rotina em um país dividido em setores entre as tropas que integram os capacetes azuis da ONU, boa parte delas sul-americanas.

Assim como ocorreu no conjunto de favelas do Caju e na Barreira do Vasco, favelas no Rio de Janeiro conquistadas neste último fim de semana sem que um só disparo fosse feito, o efeito dissuasivo da presença armada massiva é grande. Isso permite uma aproximação maior dos capacetes azuis que levam água potável, médicos e até animadas sessões de cinema às comunidades mais pobres.

A situação não era essa quando as tropas da ONU chegaram, em 2004, devido ao conflito desencadeado após a saída do ex-presidente Jean Bertrand Aristide.

— Muitos destes bairros foram sendo conquistados em confrontos a tiros, rua a rua — explica o comandante do contingente brasileiro, o de maior presença no Haiti, coronel Rogério Rozas.

Mas a dramática pobreza é uma porta aberta à violência, denuncia Leonard Gregory, um líder comunitário de Bel Air, o coração político da capital do Haiti, com grande incidência de violência.

— Se tivermos segurança, poderemos solucionar o resto dos problemas .

No Haiti, três em cada quatro dos dez milhões de habitantes são pobres, o acesso à água, à eletricidade ou inclusive à moradia em condições é muito deficitário e 350 mil pessoas ainda vivem em acampamentos miseráveis desde o terremoto que em 2010 matou 220 mil pessoas.

O país avança em direção a uma transição que levará a ainda precária Polícia Nacional a assumir a segurança.

— Um aspecto primordial do mandato da ONU é reestruturar a polícia. Uma polícia eficiente e capaz em todo o país é uma condição para que a missão da ONU termine seu mandato no que diz respeito à segurança— afirma o comandante da força militar da ONU no Haiti, o general brasileiro Fernando Rodrigues Goulart.

O governo acaba de lançar um plano para elevar de 10 para 15 mil os efetivos de sua polícia até 2016. Esta polícia já acompanha as patrulhas e assume parte da responsabilidade na segurança.

— Existe uma falta de confiança entre as comunidades e a polícia — conta Daniel Delva, haitiano que coordena programas de pacificação de favelas da ONG brasileira Viva Rio no Haiti — É um momento difícil, notamos que a delinquência, que com a entrada das tropas da ONU diminuiu, agora volta a aumentar. O terremoto desorganizou tudo, milhares de presos escaparam das prisões, o desemprego é gigante, não há programas para os jovens que deem alternativas à delinquência.

A Viva Rio, no Haiti desde 2004, acaba de lançar com as autoridades locais, a polícia e a ONU um programa para aproximar a polícia e as comunidades, como já faz nas favelas do Rio de Janeiro, dominadas durante décadas pelo tráfico e onde uma solução foi criar polícias comunitárias, com ações culturais e sociais incluídas, porque “para o desenvolvimento social é preciso ter paz e para a paz é preciso ter desenvolvimento social”, segundo o ex-comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro e coordenador da ONG, Ubiratan Angelo.

—Aplicamos a mesma aproximação que no Rio, porque é uma realidade parecida, embora aqui o motivo da vigilância não seja o tráfico, mas sim (um problema) econômico, social e político — esclarece Delva.

A violência doméstica e contra a mulher é grave, e também cresce o temor de que a convocação de eleições locais neste ano eleve os ânimos políticos.

Em 2012, voltou a crescer um problema de antigos membros do Exército dissolvido por Aristide, que, com a promessa do governo de reativar as Forças Armadas, voltaram a sair às ruas com suas velhas armas para recuperar sua força, explica Goulart. A ação da ONU e as negociações com o governo acabaram com esta situação, assegura.

Após quase uma década no país, a missão da ONU começou a reduzir seus efetivos militares (atualmente 6,7 mil) aos níveis de antes do terremoto, mas não tem data para sair.

FONTE: Zero Hora via Resenha do Exército

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Gustavo Uribe

SÃO PAULO

vinheta-clipping-forte1A guerra na Síria, que já vitimou mais de 70 mil pessoas, tem se radicalizado nos últimos meses com a presença cada vez maior de combatentes estrangeiros e contrabando de armas. A conclusão é de um relatório divulgado ontem pela Comissão de Inquérito da Organização das Nações Unidas (ONU). Além do aumento da potência das armas usadas no conflito – e das violações dos direitos humanos -, o documento identificou, entre os grupos rebeldes que combatem as forças do presidente Bashar al-Assad, cidadãos de pelo menos 12 países – boa parte deles da África, Ásia e Europa.

O brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, chefe da comissão, ressaltou que a maioria dos mortos no conflito é de civis. Segundo ele, os investigadores entregarão à ONU, em março, uma lista sigilosa de nomes e entidades, tanto governistas como rebeldes, suspeitos de terem cometidos crimes contra os direitos humanos.

Na avaliação de Pinheiro, trata-se de uma “ilusão” acreditar que há uma solução militar para a guerra civil.

- O que tem contribuído com a radicalização é o crescente número de combatentes estrangeiros. Os números não são enormes, mas eles têm muito treino e estão vindo inclusive da Europa. O conflito também tem se tornado mais militarizado por conta da proliferação de armas, que são compradas por meio de contrabando e os fundos são assegurados por interesses muitas vezes localizados de alguns países – afirmou.

Em defesa do processo no TPI

Em entrevista na capital paulista, o diplomata destacou outro agravante: o conflito armado tornou-se um campo de disputa entre forças políticas regionais, com o financiamento de armas por países interessados em certas correntes em atuação na Síria. Ele considerou a internacionalização da guerra civil um dos complicadores das negociação em busca de uma solução local e reafirmou que, ao contrário da Líbia, não haverá uma intervenção estrangeira na Síria.

Pinheiro voltou a defender que as violações sejam levadas ao Tribunal Penal Internacional (TPI), uma decisão que cabe ao Conselho de Segurança da ONU – uma vez que a Síria não é signatária do Estatuto de Roma. Rússia e China já vetaram três resoluções que tentaram impor sanções contra o país do Oriente Médio.

- Esses números (de mortes) refletem a enorme gravidade desta crise e, quanto mais tempo o Conselho de Segurança levar para chegar a um acordo, mais mortes vão ocorrer – alertou Pinheiro.

FONTE: O Globo via Resenha do Exército

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vinheta-clipping-forte1O Mali pediu nesta terça-feira ajuda para “combater os islamitas”, antes de uma reunião em Bruxelas entre a ONU, a União Africana (UA) e representantes da comunidade internacional com o objetivo de alcançar uma solução pacífica a longo prazo no país africano.

“Todo o mundo está aqui. Esta ameaça envolve os países civilizados”, salientou o ministro das Relações Exteriores de Mali, Tieman Coulibaly. “O mundo inteiro deve nos respaldar para combater os jihadistas em nosso território”, acrescentou.

O objetivo da reunião em Bruxelas é encontrar uma solução duradoura e a longo prazo para o país, uma vez que finalize a intervenção francesa no país africano. “Necessitamos nos preparar para o futuro”, disse uma autoridade europeia, um dia antes da reunião. “Quando um Estado cai precisamos reconstruí-lo, como se fosse Humpty Dumpty”, acrescentou a fonte, que pediu anonimato.

O exército francês continuou na segunda-feira a ofensiva perseguindo os grupos armados islâmicos no norte do Mali, onde acredita-se que mantêm em seu poder sete reféns franceses. Em Paris, o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o dirigente da França, François Hollande, concordaram na necessidade de estabelecer o quanto antes uma força africana no Mali, para logo colocá-la sob a direção da ONU.

“Os Estados Unidos e a França concordam na necessidade de instituir tão rápido quanto possível a missão internacional liderada por africanos no Mali e passá-la tão rápido como a cautela permita às Nações Unidas”, afirmou Biden, após encontrar-se em Paris com Hollande.

Os islamitas, obrigados a abandonar as cidades de Gao, Tombuctú e Kidal, no norte, se refugiaram no em Ifoghas, situado a 1.500 km ao nordeste de Bamako, próximo da fronteira com a Argélia.

Em Ifoghas, em suas montanhas e grutas, berço dos tuareg, se escondem uma grande parte dos chefes e combatentes islamitas e se encontram os depósitos de armas e tanques de combustível, segundo analistas e fontes de segurança da região.

Nesta área também devem estar os reféns franceses sequestrados no Níger e no Mal, em 2011 e 2012, pelos grupos Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI), o Movimento para a Unidade e o Jihad na África Ocidental (MUYAO).

FONTE: Terra Notícias

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O líder do Conselho Nacional Sírio (CNS), Abdel Baset Sayda, fez um apelo neste domingo à comunidade internacional para armar os rebeldes que lutam contra o governo do presidente Bashar al-Assad.

A declaração de Sayda ocorre em meio à ofensiva das forças governistas na cidade de Aleppo, a segunda mais populosa do país e importante centro comercial e estratégico.
O líder oposicionista também pediu que, em uma eventual renúncia de Assad, o presidente sírio seja julgado por seus “massacres” em vez de ganhar asilo político.

As potências ocidentais já haviam alertado sobre um potencial “banho de sangue” em Aleppo, no noroeste da Síria. “Nós queremos armas que possam deter tanques e aeronaves. É isso que queremos”, afirmou Sayda à agência de notícias AFP durante uma coletiva de imprensa em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Ele também reivindicou o apoio dos “irmãos e amigos (árabes)” ao Exército Livre da Síria (ELS). Até agora, os rebeldes sírios não receberam nenhum apoio militar internacional. Em abril, os estados do Golfo concordaram em pagar “salários” aos integrantes do Exército Livre da Síria.

Os críticos da decisão, entretanto, afirmam que o dinheiro pode ser usado para comprar armas no mercado negro.

Exílio

Questionado sobre o futuro de Assad, em uma eventual saída do poder, Sayda citou que o “exemplo iemenita”, no qual o presidente Ali Abdullah Saleh recebeu anistia como contrapartida por sua renúncia, “não deve ser replicado na Síria”.

“Inúmeros massacres foram cometidos. Bashar al Assad tem de ser julgado. Ele é um criminoso e não pode receber asilo”, afirmou. Sayda disse que o CNS – que está no exílio – pode discutir planos para um governo de transição com os grupos rebeldes envolvidos nos confrontos armados.

“Nós estamos analisando a ideia (de um governo de transição) e poderemos entrar em contato com todas as forças em solo na Síria”, acrescentou.

Sayda afirmou que o líder desse eventual governo deve ser uma “pessoa honesta e patriótica (…) empenhado nos objetivos da Revolução Síria desde o início”.

FONTE: BBC, via Terra / FOTO: AP

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Pouco depois de desembarcar hoje (28), em Damasco, o emissário da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, disse considerar o massacre de 108 pessoas, em Houla, no centro do país, algo “terrível”.

Annan acrescentou ainda estar “chocado” com as informações de que as pessoas foram mortas à queima roupa, inclusive crianças. Ele pede que as autoridades sírias tomem providências imediatas para acabar com a onda de violência no país.

“Nessa crise, eu estou pessoalmente chocado e horrorizado com o trágico incidente em Houla”, disse Annan. “É um crime terrível como o Conselho de Segurança condenou”, acrescentou, referindo-se à decisão do órgão da ONU que condenou a ação do governo sírio em Houla.

Para Annan, quem está por trás do massacre em Houla deve ser “responsabilizado”. Ele lembrou que os conflitos na Síria vão completar 15 meses e as principais vítimas são civis. Annan pediu ao governo sírio para tomar “medidas corajosas” e resolver de forma pacífica os confrontos.

“Todos os envolvidos [devem] ajudar a criar o contexto certo para um processo político credível”, disse Annan, que pretende se reunir amanhã com o presidente da Síria, Bashar Al Assad, alvo dos protestos dos manifestantes, que pedem sua renúncia. “[O plano de cessar-fogo] deve ser amplamente implementado”, reiterou.

FONTE: Agência Brasil

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A missão de oito observadores estrangeiros na Síria, da Organização das Nações Unidas (ONU), conta com um brasileiro, o capitão de mar e guerra Alexandre Feitosa. Em entrevista à BBC Brasil, o militar disse que a trégua é respeitada em Homs, considerada a cidade de resistência ao governo sírio. Segundo ele, a missão foi bem recebida tanto pela oposição quanto pelo presidente Bashar Al Assad. Pelos dados das Nações Unidas, mais de 10 mil pessoas foram mortas nos 13 meses de conflitos na região.

Porém, organizações não governamentais (ONG) informaram que os embates entre forças leais a Assad e da oposição ainda são intensos em várias regiões da Síria. A missão de observadores fixou em Homs seu posto de observação mais avançado e de caráter permanente. De acordo com o militar, mais de 60% da cidade têm rotina normal, mantendo o funcionamento de escolas, mesquitas e do comércio.

“Desde que chegamos a Homs constatamos que lá o cessar-fogo está sendo cumprido. Temos ouvido apenas alguns tiros esporádicos, duas ou três rajadas por dia, no máximo”, disse o militar brasileiro. “Os dois lados disseram que querem a presença da ONU no país.”

Os observadores da ONU devem ir até a cidade de Idlib, apontada também como foco de resistência ao regime, para fixar um segundo posto permanente. “Nossa ideia é montar um eixo [de cidades monitoradas] do Sul ao Norte do país. Teremos postos permanentes, em princípio, em Daraa [Sul], Damasco, Homs e Idlib [Norte]“, disse Feitosa.

No dia 21, o Conselho de Segurança da ONU aprovou o envio de um total de 300 observadores à Síria, por um período de 90 dias. O chefe do Departamento de Assuntos Políticos das Nações Unidas, o norte-americano B. Lynn Pascoe, disse que Assad ainda usa armas pesadas contra opositores. (Edição: Graça Adjuto)

FONTE: Agência Brasil

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A Rússia estuda a proposta da Liga Árabe de mobilizar uma força conjunta da ONU e dos países árabes na Síria, mas considera que antes é necessário um cessar-fogo, disse nesta segunda-feira em Moscou o ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov.

“Estudamos esta iniciativa e esperamos que nossos amigos nos países árabes esclareçam alguns pontos. Para mobilizar uma força de paz, é necessária a autorização da parte que a recebe. Precisa-se de algo que se pareça com um cessar-fogo”, disse Lavrov.

No entanto, considerou que será um objetivo difícil de ser cumprido porque “os grupos armados que combatem o regime sírio não obedecem a ninguém e não são controlados por ninguém”.

A oposição síria, por sua vez, considera impossível iniciar negociações até que o presidente Bashar Assad abandone o poder.

Lavrov, que na semana passada viajou à Síria, convocou nesta segunda-feira novamente os opositores a iniciarem negociações e lembrou que o regime havia proposto realizar negociações com o vice-presidente, Faruk Chareh.

“Deveriam utilizar esta oportunidade e lançar um diálogo com o vice-presidente. Agora é a oposição quem tem a palavra”, considerou o ministro russo.

UNIÃO EUROPEIA

A União Europeia disse nesta segunda-feira que apoia a iniciativa da Liga Árabe na Síria, incluindo o pedido ao Conselho de Segurança para formar uma força conjunta dos países da ONU e da Liga para acabar com a violência no país.

“Nós apoiamos fortemente qualquer iniciativa destinada que ponha fim imediato à repressão sangrenta “, disse Michael Mann, porta-voz da chefe da diplomacia europeia declarou Michael Mann, porta-voz da chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton.

“Estamos em contato constante com o secretário-geral da Liga Árabe e a ONU para examinar a forma de colocar isto em prática o mais rápido possível”, completou.

Segundo o porta-voz, as decisões tomadas no domingo pelos ministérios das Relações Exteriores da Liga Árabe são “corajosas” e firmam “o claro compromisso e a liderança que a Liga Árabe assume para resolver a crise na Síria”.

CHINA

Também nesta segunda-feira, a China indicou que apoia uma solução que passe pelo “diálogo”, mas não se pronunciou sobre a proposta da Liga Árabe.

“A China apoia e convoca a Liga Árabe a seguir com seus esforços de mediação política”, declarou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores chinês, Liu Weimin.

“A ação da ONU deve permitir reduzir as tensões na Síria e favorecer o diálogo político para solucionar o conflito”, acrescentou. “A China apoiará as ações da comunidade internacional que são compatíveis com as propostas da China”, disse ainda Weimin.

A Rússia e a China são os princiapais apoiadores do regime de Assad. Ambos bloquearam em duas ocasiões resoluções do Conselho de Segurança da ONU de condenação da repressão na Síria, que ocorre há quase um ano. Eles consideram que os textos devem reconhecer a parte de responsabilidade da oposição na violência.

FONTE: Estadão/AFP

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Prestes a se tornar potência global, Brasil não poderá mais ser amigo de todos, diz jornal

 

O jornal britânico Financial Times afirma em sua edição desta quarta-feira (8) que, prestes a se tornar potência global, o Brasil não poderá mais “ser amigo de todos”, especialmente como no período da Guerra Fria, no qual o país teria assumido uma postura neutra, segundo a publicação.

O jornal dedica meia página a um texto sobre a blogueira cubana Yoani Sánchez, a quem chama de principal voz da oposição ao regime castrista, e comenta o papel do Brasil na recente tentativa da autora do blog Generation Y de deixar a ilha para uma visita ao Brasil.

Escrevendo de São Paulo, o colunista Joe Leahy usa o episódio para comparar a política externa do governo Dilma Rousseff em relação a seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva.

Sob o título “Política externa do Brasil não pode ficar para sempre em cima do muro”, Leahy lembra que, ao ser cobrada por ativistas cubanos para que se manifestasse sobre Direitos Humanos em Cuba, em sua primeira visita como presidente ao país, Dilma Roussef preferiu “apontar o dedo para os Estados Unidos”. Na época, Dilma afirmou que todos os países têm telhado de vidro no tema direitos humanos e citou a Base de Guantánamo, que causa constrangimentos ao governo americano.

Postura ambivalente

O colunista também destaca que o governo brasileiro concedeu visto à blogueira, embora Cuba tenha vetado sua saída para o lançamento de um filme no Brasil. Dilma, diz Leahy, “fez o que podia”, considerados os laços históricos de seu partido, o PT, com o regime cubano.

O colunista do FT afirma, porém, que a recente “postura ambivalente” em relação a Cuba não significa continuidade do estilo de Lula, que, segundo ele, despertou a ira de Washington em casos como o da tentativa de Brasil e Turquia de convencerem o Irã a evitar retaliações das grandes potências e provar os fins pacíficos de sua política de enriquecimento de urânio. Leahy diz que Dilma pode surpreender quem a observar mais atentamente.

“Ao contrário (de Lula), Rousseff adotou uma postura mais pró-ativa”, afirma, antes de citar a condenação do governo brasileiro à sentença de morte por apedrejamento de uma mulher no Irã e ao voto do Brasil na ONU favorável à investigação do tema Direitos Humanos no país asiático. A mudança, diz o colunista, foi notada em Teerã, o que fez o presidente Mahmmoud Ahmadinejad evitar o Brasil em seu recente giro pela América do Sul.

O colunista do Financial Times afirma que, na medida em que o Brasil se posiciona como potência global, os diplomatas do país terão que ser “mais assertivos sobre o que apóiam”. E conclui: “Se o Brasil está prestes a se tornar potência global, não poderá mais ser amigo de todos”.

FONTE: BBC Brasil, via R7

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Rússia e China deram ao governo sírio “licença para matar” com o veto à proposta de resolução da ONU, segundo ativistas da oposição.

 

O Conselho Nacional Sírio (CNS), que reúne diversos grupos contrários ao governo, pediu que Moscou e Pequim reconsiderem a decisão.
“O CNS considera ambos os países responsáveis pelo agravamento das mortes e genocídio, e considera este passo irresponsável uma licença para que o regime sírio mate sem ser responsabilizado”, disse uma declaração divulgada pelo grupo.
A ativista iemenita e vencedora do prêmio Nobel da Paz Tawakul Karman também afirmou que os dois países passaram a ter responsabilidade moral pelas mortes na Síria.
Rússia e China, membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, rejeitaram a proposta de resolução que defendia “uma transição política, liderada pela Síria, para um sistema político democrático e plural”.

‘Indignados’

O veto já havia sido duramente criticado por diplomatas ocidentais, que se disseram “indignados” e “horrorizados” com a rejeição do texto.
A proposta de resolução – que contava com o apoio dos outros 13 integrantes do Conselho e da Liga Árabe, representante dos países da região – era considerada por analistas como o esforço mais importante feito até agora pela ONU para solucionar a crise na Síria.
A decisão aconteceu em um dos dias mais sangrentos desde o início do levante contra o governo de Bashar al-Assad, há 11 meses.
Grupos rebeldes e ativistas dizem que um ataque militar contra a cidade de Homs na madrugada de sábado teria deixado dezenas de civis mortos.
Um grupo de oposição disse ter conseguido confirmar 62 vítimas fatais na cidade, enquanto outras organizações falaram em mais de 200.
A mídia estatal síria negou que tenha havido uma ofensiva militar em Homs e acusou a oposição de ter inventado os ataques. A imprensa oficial também elogiou o veto de Rússia e China, alegando que ele será um incentivo para as reformas políticas prometidas pelo governo.

Aliados

A Rússia é o principal aliado da Síria no Conselho de Segurança da ONU e já tinha afirmado que iria vetar a resolução.
O ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, criticou a proposta de resolução da ONU que, segundo ele, tinha medidas apenas contra o presidente Bashar al-Assad e não previa punições aos grupos de oposição armados.
Lavrov deve se reunir com Bashar al-Assad em Damasco na terça-feira, junto com o chefe do Serviço de Inteligência Internacional da Rússia, Mikhail Fradkov.
Mohammed Loulichki, embaixador do Marrocos na ONU e único membro árabe do atual conselho da ONU, afirmou que estava profundamente “decepcionado” com o veto de Rússia e China à resolução.
A embaixadora americana na ONU, Susan Rice, afirmou que o veto foi “vergonhoso” e mostrou que os russos e chineses “protegem um tirano”.
“Qualquer derramamento de sangue estará nas mãos deles”, acrescentou Rice.
O enviado da Grã-Bretanha à ONU, Mark Lyall Grant, afirmou que os britânicos estão “chocados” com a rejeição da resolução.
“É um dia triste para o conselho, um dia triste para todos os sírios e um dia triste para a democracia”, disse o embaixador francês na ONU, Gerard Araud.
A ONU parou de estimar o total de mortos durante os confrontos na Síria quando o número chegou a 5,4 mil, em janeiro, alegando que era muito difícil confirmar os dados.
O governo sírio diz que pelo menos 2 mil integrantes das forças de segurança foram mortos “lutando contra gangues armadas e terroristas”.

FONTE: BBC Brasil / FOTO: AFP

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Por Daniela Chiaretti | Do Rio

“É preciso que se entenda que durante dez dias o Rio de Janeiro será a ONU”, diz o diplomata Laudemar Aguiar, 50 anos, fluminense de Niterói e responsável por toda a logística do que o governo brasileiro quer que seja “a maior conferência da história das Nações Unidas”. Ele trabalha com grandes números: 150 chefes de Estado e de governo e 50 mil diplomatas, jornalistas, empresários, políticos e mais gente cadastrada a circular pelo Riocentro, onde acontecerá a cúpula da ONU, em junho. E mais dezenas de milhares de pessoas – um número ainda mais difícil de estimar -, que irão aos eventos programados pela sociedade civil no Aterro do Flamengo, no Centro e na Barra da Tijuca. “O Rio será o umbigo do mundo”, celebra.

Mas, para o superlativo dessa megaoperação se confirmar, não depende da vontade do governo. O conteúdo da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (o nome formal da Rio+20), determina seu papel político e a importância dos líderes que virão. Na famosa conferência do clima de Copenhague, em dezembro de 2009, foram 47 mil inscritos e 120 líderes – 40 deles confirmaram presença apenas dois dias antes do evento, quando o presidente Barack Obama finalmente disse que ia. Mas Copenhague não deu lá muito resultado, e o evento seguinte, em Cancún, no México, se ressentiu – foram 20 mil credenciados e apenas 22 líderes mundiais.

A Rio+20 faz parte de outra família de conferências da ONU, a que discute como o planeta quer se desenvolver, iniciada há 20 anos com a Eco 92 (ou Rio 92), e que teve outra edição de peso em Johannesburgo, na África do Sul, há 10 anos. Será um debate importante sobre desenvolvimento sustentável com sua vertente econômica, ambiental e social, tendo como pano de fundo a redução da pobreza e a “economia verde”, conceito que pressupõe o usode tecnologias limpas. Mas não produzirá nenhuma Convenção, como a conferência-mãe, quando surgiram os dois importantes acordos ambientais contemporâneos, a convenção do clima e a da biodiversidade.

Na Eco 92 vieram ao Rio 109 líderes e mais de 30 mil pessoas circularam no evento oficial, que também foi no Riocentro. O conteúdo da Rio+20, bem mais modesto, começa a ser discutido este mês, em Nova York. O nível de ambição do que será obtido em junho, no Rio, depende das negociações até lá, dos rumos da campanha eleitoral nos EUA e da crise econômica global.
O trabalho de Laudemar Aguiar não pode esperar. “No dia 5 de junho temos que entregar as chaves do Riocentro às Nações Unidas. Eles hasteiam a bandeira e vira território da ONU. O Rio passa a ser Nova York”, diz, fazendo referência à sede das Nações Unidas.

O desafio deste diplomata, que era ministro conselheiro da embaixada brasileira em Paris até receber o convite para ser o responsável pela logística da Rio+20, é organizar a festa sem saber quantos convidados virão – e nem se virão. “Trabalhamos com estimativas históricas, mas sempre com margem de acréscimo”, diz. “O que não pode acontecer é nos prepararmos para receber 10 e chegarem 20.”

O orçamento aprovado pelo Congresso para a conferência, em 15 de dezembro, é de R$ 430 milhões. Deste, R$ 230 milhões irão para a segurança e R$ 190 milhões, à logística. Os contratos de aluguel dos espaços somam R$ 30 milhões. “Tudo será transparente, todos os gastos comprovados”, diz Aguiar, secretário-geral do Comitê Nacional de Organização da Rio+20. “Há enorme interação”, garante, salientando o trabalho em conjunto com a Prefeitura e o Estado do Rio.

Uma das marcas que a Rio+20 persegue é a de ser uma conferência com o “máximo de participação possível da sociedade civil”, diz Aguiar, repetindo o mantra que vem sendo dito pelo alto escalão do governo. “Estamos discutindo o que vai ser o planeta. O documento que sair da Rio+20 será acertado entre governos, mas queremos que tenha o máximo de “inputs” de todos os setores da sociedade.”

O desafio da logística é conseguir fazer com que o deslocamento no Rio seja o melhor possível – estão em estudos vários planos de fluxo de trânsito – reduzindo a distância do Riocentro, na Barra da Tijuca, com o resto da cidade. Também por isso, inicialmente, a conferência iria ser na região do porto. Tudo – evento oficial e todos os paralelos – seriam concentrados ali. A iniciativa iria exigir uma grande obra de revitalização da área, legado que ficaria para a cidade. As docas eram, por este motivo, a opção da Prefeitura. Mas não deu certo. “Por diversas razões, logística, segurança, infraestrutura e também custos”, explica Aguiar. “Ao passar para o Riocentro digo que trocamos dez problemas por um: o grande problema da Barra é o acesso. Vamos fazer um trabalho muito grande em relação ao transporte”, promete.

Uma das grandes diferenças da Rio+20 com a Eco 92 é a prioridade que os chamados “major groups” têm hoje em relação há 20 anos. O conceito, em voga nas Nações Unidas, reúne nove segmentos da sociedade civil – empresas, crianças e jovens, produtores agrícolas, comunidades indígenas, governos locais, ONGs, cientistas, mulheres, trabalhadores e sindicatos – e é intenção do governo aproximá-los o máximo das decisões da conferência. Na edição de 1992, os governos reunidos no RioCentro, e a sociedade civil, no Aterro. Eram dois mundos separados. A arquitetura proposta agora é diferente.

Segundo ele, na Rio+20, “pela primeira vez em uma conferência das Nações Unidas, a sociedade civil terá vários lugares diferentes para se reunir”, adianta. A sugestão é de oferecer, na Barra da Tijuca, o Parque dos Atletas (ex-Cidade do Rock), para que governos nacionais e locais possam montar pavilhões e estandes. O Autódromo de Jacarepaguá é uma grande área que está disponível para a sociedade civil – grupos indígenas estudam montar ali grandes ocas e também empresas avaliam se é o caso de usar parte dos 550 mil m2 do local. Está sendo alugada a Arena da Barra (o HSBC Arena), um moderno ginásio coberto com capacidade para 18 mil pessoas.

Áreas no centro do Rio são a outra opção para os eventos da sociedade civil. Aguiar cita a região ao redor do Museu de Arte Moderna (MAM) e do Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial. O Vivo Rio, com capacidade para 2 mil pessoas, seria outra área para seminários e reuniões. “Em 92 usou-se todo o Aterro, o que não dá para fazer agora”, diz, lembrando que a grama foi destruída. A região, sem ocupar as áreas gramadas, é a área predileta das ONGs e dos movimentos sociais. Aguiar diz que, se faltar espaço, a Quinta da Boa Vista funcionará como uma espécie de “área back up”.

Para agilizar as contratações, a organização da Rio+20 fez uma força-tarefa com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), das Nações Unidas. O PNUD pode ir mais rápido nas contratações necessárias, agilizar contratos e escolher fornecedores não só pelo critério do menor preço, mas considerar outras variáveis, como qualidade, por exemplo. A licitação sobre a empresa que cuidará da hospedagem e viagens das delegações oficiais foi decidida esta semana. “Mas as pessoas terão que se hospedar também em cidades próximas”, estima Aguiar. A rede hoteleira carioca tem, no máximo, 33 mil quartos, incluindo flats. Só de credenciados a previsão é chegar a 50 mil. “Terão que se hospedar também na casa das pessoas”, prevê.

A Rio+20 terá novidades de conectividade, acessabilidade e sustentabilidade, promete Aguiar. “Teremos a menor utilização de papel possível e o maior uso de novas tecnologias”, exemplifica. O metrô do Rio será o primeiro metrô com mais de dez anos totalmente acessível. Geradores a biodiesel, copos de papel, coleta de lixo seletiva são alguns dos critérios de sustentabilidade adotados.

FONTE: Valor Econômico, via EB

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O Departamento de Estado americano pediu esta terça-feira à Rússia para apoiar uma ação do Conselho de Segurança da ONU sobre a Síria, depois que um relatório do organismo anunciou a morte de mais de 5 mil pessoas, desde o início dos protestos, em março. “Francamente, penso que já é passado o tempo para que o Conselho de Segurança da ONU se manifeste”, afirmou a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, aos jornalistas, chamando de “inescrupuloso” o silêncio do órgão da ONU a respeito do regime sírio.

“E voltamos a convidar nossos parceiros no Conselho de Segurança a que se disponham a agir e manifestar pelos inocentes na Síria que estão sofrendo nas mãos do regime, inclusive a Rússia”, afirmou Nuland. A Rússia preside este mês o Conselho de Segurança, composto por 15 membros.

Em Moscou, o chanceler russo, Sergei Lavrov, qualificou de “imorais” as acusações ocidentais de que seu país pretendia bloquear uma condenação do Conselho de Segurança ao regime de Bashar al Assad, na Síria. Em outubro, Rússia e China usaram um raro veto duplo para bloquear uma resolução apoiada pelo Ocidente condenando o regime de Assad. Brasil, Índia, Líbano e África do Sul se abstiveram de votar.

Na ocasião, Moscou afirmou que a ação era unilateral e argumentou, nesta terça-feira, que “grupos extremistas armados” estavam se tornando cada vez mais temerários à medida que crescia a pressão ocidental sobre Assad. Questionada sobre os comentários de Lavrov, Nuland respondeu: “pensamos que é o regime de Assad que é imoral na violência que pratica contra seu próprio povo”.

Nuland afirmou que tem havido “algumas intâncias” da oposição que praticam ataques armados contra o regime, mas o movimento opositor tem sido pacífico, no geral. No entanto, ela afirmou que a Rússia deveria apoiar os pedidos da Liga Árabe para admitir monitores e uma imprensa livre, se quiser apoiar suas alegações de que a violência tem sido praticada dos dois lados.

“É a melhor forma de avaliar o que realmente está acontecendo e garantir uma visão equilibrada que os próprios russos alegam ser necessária”, disse Nuland. Ela sugeriu que Rússia e China estariam cada vez mais isoladas em sua posição com relação à Síria. “O coro de países que apelam para a Rússia, para a China, para alguns dos outros países no Conselho de Segurança, que estavam relutantes antes, está crescendo”, afirmou.

FONTE: AFP

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Cinco capacetes azuis que servem na Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) foram feridos hoje (9/12) em uma explosão que teve como alvo o veículo no qual circulavam em Tiro, cidade portuária no sul do país. Eles estão sob cuidados médicos.

Peritos e investigadores da ONU trabalham com autoridades libanesas para avaliar as circunstâncias do ataque.
O Presidente da Assembleia Geral, Nassir Abdulaziz Al-Nasser, condenou o ataque. Em um comunicado divulgado por seu porta-voz no sábado (10/12), Al-Nasser saudou o compromisso do Líbano em levar os perpetradores do ataque à justiça.

“O presidente Al-Nasser exorta todas as partes a observar a segurança das forças de paz da UNIFIL e toda a equipe das Nações Unidas, em conformidade com o direito internacional”, diz a declaração. “Ele atribui grande importância ao cumprimento do mandato da UNIFIL.”
A missão, em curso desde 1978, conta atualmente com mais 12 mil soldados de 35 países.

FONTE: www.onu.org.br

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A ONU elogiou a decisão da presidente Dilma Rousseff de sancionar a lei que cria a Comissão da Verdade para apurar violações dos direitos humanos ocorridas no Brasil entre 1946 a 1988. Apesar do elogio, a ONU pediu explicitamente a revogação da Lei da Anistia de 1979.

No comunicado da ONU, a alta comissária de Direitos Humanos, a indiana Navi Pillay, incentiva o Brasil a “adotar medidas adicionais que facilitem a punição daqueles que foram responsáveis pela violação de direitos humanos no passado”. Ao insistir na questão, a ONU bate de frente com o julgamento dessa questão no Supremo Tribunal Federal.

Em abril do ano passado, os ministros do STF julgaram válida a interpretação segundo a qual foram anistiados os dois lados: as vítimas de crimes de violações de direitos humanos e os agentes de Estado responsáveis por esses crimes.

FONTE: montesclaros.com

A bomba iraniana

A Agência Internacional de Energia Atômica da ONU confirmou o que já se sabia: o programa nuclear do Irã não se limita a fins pacíficos. A construção de uma bomba atômica pelo regime dos aiatolás é, ao que parece, questão de tempo.

A evidência acirra as preocupações de parte da comunidade internacional, que mostra-se determinada a impedir o ingresso do país no clube das nações nucleares. A questão é saber se isso, de fato, é possível e qual o melhor caminho a seguir.

Há duas opções em debate: aumentar as sanções econômicas e diplomáticas impostas aos iranianos ou lançar um ataque às instalações onde se imagina que o projeto atômico seja desenvolvido.

As sanções, até agora, têm se mostrado contraproducentes. Em julho, o Irã anunciou que havia aumentado a capacidade de produção de urânio enriquecido (material necessário para a bomba), comprovando que a rodada de punições aplicada pelo Conselho de Segurança em 2010 foi inútil.

Uma agressão militar, no entanto, implica enormes riscos. O Oriente Médio encontra-se conflagrado pela Primavera Árabe e pela deterioração da relação entre israelenses e palestinos. Um ataque teria efeitos imprevisíveis e provavelmente deflagraria nova guerra.

Além disso, não há garantias de que uma operação militar seja capaz de identificar instalações secretas e eliminar a capacidade nuclear daquele país.

Um Irã atômico poderá deixar o mundo menos seguro, mas é preciso ter em mente que construir uma bomba não significa que ela será usada. O país, aliás, situa-se numa região geográfica na qual vizinhos e países próximos possuem capacidade nuclear -como Israel, Paquistão, Índia e Rússia.

O isolamento diplomático ou um ataque reforçariam os próprios motivos alegados pelo Irã para buscar a bomba e uniriam o país em torno do projeto.

Ao que tudo indica, as represálias, sejam quais forem, conseguiriam, no máximo, retardar a conquista da capacidade de produzir o artefato.

Melhor faria a comunidade internacional se conseguisse estimular a abertura política no país, favorecendo a emergência de vozes menos beligerantes – como as sufocadas pela sangrenta repressão à revolta de 2009.

FONTE: Folha de São Paulo

ONU debate esta semana relatório com detalhes inéditos sobre planos iranianos

Denise Chrispim Marin

Os EUA e países europeus pressionam Israel a desistir de qualquer plano de ataque a instalações nucleares do Irã. Diante de novas evidências sobre a natureza militar do programa iraniano, que serão divulgadas pela ONU esta semana, potências ocidentais insistiram ontem na adoção de sanções mais duras contra Teerã como alternativa a um ataque – cujas consequências seriam “irreparáveis” e “desestabilizadoras” no Oriente Médio.

Na semana passada, a imprensa israelense divulgou que o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu está tentando persuadir seu gabinete a lançar um ataque-surpresa contra o Irã. Vozes de dentro do governo de Israel, incluindo o alto escalão do Exército e da inteligência, seriam contra a ofensiva.

Em meio ao crescimento do temor de uma ação israelense, a França alertou ontem para o risco de uma guerra. “Podemos ainda fortalecer as sanções para pressionar o Irã. Vamos continuar nesse caminho, pois uma intervenção pode criar uma situação totalmente desestabilizadora”, afirmou ontem o chanceler de Paris, Alain Juppé. “Temos de fazer de tudo para evitar o irreparável”, completou.

Essa linha de ação havia sido defendida pelos presidentes Nicolas Sarkozy, da França, e Barack Obama, dos EUA, no dia 3, em Cannes. No encontro bilateral, os dois concordaram com o aumento da pressão sobre o Irã.

A possibilidade de Israel atacar o Irã tem sido classificada oficialmente pela Casa Branca como “especulação”. Mas, nos bastidores, há alto grau de preocupação. Uma autoridade de “alto escalão” de Washington disse à CNN em condição de anonimato que há uma “absoluta preocupação” em relação às intenções de Israel.

Segundo o jornal israelense Haaretz, o secretário de defesa dos EUA, Leon Panetta, visitou Israel em outubro com o objetivo de conseguir um compromisso de Netanyahu de não atacar o Irã sem o aval dos EUA. Panetta alertou o premiê e o ministro da defesa de Israel, Ehud Barak, que Washington “não quer surpresas”. Mas Netanyahu e Barak foram evasivos com Panetta e não prometeram pedir a bênção dos EUA antes de uma eventual ação contra Teerã.

Em recente entrevista à rede de televisão CNN, Barak afirmou haver preferência no governo israelense pela solução diplomática. Mas, completou ele, nenhuma opção está excluída.

O presidente de Israel, Shimon Peres, afirmou na sexta-feira acreditar na possibilidade de seu país empregar a força militar contra o Irã. “Os serviços de inteligência de vários países estão olhando o relógio e alertando seus líderes sobre o fato de não restar muito tempo.”

Nações Unidas

Esta semana, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) deverá apresentar um relatório sobre o programa nuclear iraniano, no qual concluirá que existem crescentes indícios de que Teerã está de fato em busca da bomba. O documento deve trazer um grau de detalhamento inédito sobre o programa iraniano.

A agência internacional teria obtido imagens por satélite de um contêiner de aço em Parchin, na periferia de Teerã, onde ocorreriam testes atômicos longe da supervisão dos inspetores. Potências ocidentais esperam usar o novo documento da ONU para conseguir aprovar mais sanções contra Teerã no Conselho de Segurança.

No sábado, o chanceler do Irã, Ali Akbar Salehi, afirmou ser “desprovida de fundamento e de autenticidade” a vinculação entre os testes de mísseis e o programa nuclear do país.

FONTE: O Estado de São Paulo

Dilma defende criação de Estado palestino e reforma do CS

Primeira mulher a abrir uma Assembleia Geral da ONU, a presidente Dilma Rousseff defendeu uma reforma do Conselho de Segurança da ONU e lembrou que “há 18 anos” se discute a entrada de novos países.

Dilma diz que Brasil está pronto para Conselho de Segurança

Para presidente, Conselho de Segurança deve ter a participação de novos membros, em especial representantes dos países em desenvolvimento

“O Brasil está pronto para assumir suas responsabilidades como membro permanente do Conselho. Vivemos em paz com nossos vizinhos durante mais de 140 anos”, disse.

“O mundo precisa de um Conselho de Segurança que venha a refletir a realidade contemporânea”, acrescentou.

“A atuação do Conselho de Segurança é essencial e ela será tão mais acertada quanto mais legítimas forem suas decisões, e a legitimidade do próprio conselho depende cada dia mais de sua reforma”, disse Dilma.

“A cada ano que passa, mais urgente se faz uma solução para a falta de representatividade do conselho o que corrói sua eficácia”, completou.

Reconhecimento da Palestina

No discurso de abertura da 66ª Assembleia Geral da ONU, a presidente Dilma Rousseff defendeu o reconhecimento do Estado da Palestina assim como a sua entrada na ONU. O assunto é um dos principais temas do encontro deste ano, e encontra forte oposição por parte dos Estados Unidos.

“Quero estender ao Sudão do Sul as boas-vindas. O Brasil está pronto a cooperar com o mais jovem membro das Nações Unidas. Mas lamento ainda não poder saudar, desta tribuna, o ingresso pleno da Palestina na ONU. O Brasil já reconhece o Estado palestino como tal”, disse a presidente.

“Chegou o momento de ter representada a Palestina a pleno título”, afirmou, deixando clara a posição do Brasil em meio a intensas negociações para evitar uma crise diplomática pelo pedido de adesão dos palestinos à ONU.

Segundo Dilma, o reconhecimento do Estado palestino ajudará a obter uma “paz duradoura no Oriente Médio”, e assinalou que “apenas uma Palestina livre e soberana” poderá atender aos pedidos de Israel por segurança.

“Venho de um país no qual judeus e árabes vivem em paz”, disse Dilma.

Nesta sexta-feira (23), o líder palestino, Mahmoud Abbas apresentará o pedido de votação do Conselho de Segurança sobre o reconhecimento do Estado palestino que, para ser aprovado, precisa de nove votos a favor dos 15 Estados-membros e nenhum contra dos cinco permanentes (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido).

Mediação de conflitos

Ao falar da mediação de conflitos, Dilma cobrou políticas de desenvolvimento associadas a estratégias do conselho de segurança da ONU e citou os trabalhos humanitários e de segurança no Brasil no Haiti, com a Minustah, e na Guiné-Bissau.

Como é comum em seus discursos, Dilma voltou a destacar a preservação dos direitos humanos, o papel das mulheres – segundo ela, “este será o século das mulheres” – e o combate à miséria.

“O Brasil descobriu que a melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza.Tenho plena convicção de que cumpriremos nossa meta de até o fim do meu governo erradicar a pobreza extrema no Brasil”, disse.

Antes do discurso de Dilma, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu para romper o impasse no Oriente Médio, em meio a uma luta diplomática entre israelenses e palestinos. O chefe da ONU destacou os esforços da organização para fazer avançar uma saída negociada, enfatizando que tanto Israel quanto os palestinos “querem a paz”.

FONTE: UOL

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