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Por Daniela Chiaretti | Do Rio

“É preciso que se entenda que durante dez dias o Rio de Janeiro será a ONU”, diz o diplomata Laudemar Aguiar, 50 anos, fluminense de Niterói e responsável por toda a logística do que o governo brasileiro quer que seja “a maior conferência da história das Nações Unidas”. Ele trabalha com grandes números: 150 chefes de Estado e de governo e 50 mil diplomatas, jornalistas, empresários, políticos e mais gente cadastrada a circular pelo Riocentro, onde acontecerá a cúpula da ONU, em junho. E mais dezenas de milhares de pessoas – um número ainda mais difícil de estimar -, que irão aos eventos programados pela sociedade civil no Aterro do Flamengo, no Centro e na Barra da Tijuca. “O Rio será o umbigo do mundo”, celebra.

Mas, para o superlativo dessa megaoperação se confirmar, não depende da vontade do governo. O conteúdo da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (o nome formal da Rio+20), determina seu papel político e a importância dos líderes que virão. Na famosa conferência do clima de Copenhague, em dezembro de 2009, foram 47 mil inscritos e 120 líderes – 40 deles confirmaram presença apenas dois dias antes do evento, quando o presidente Barack Obama finalmente disse que ia. Mas Copenhague não deu lá muito resultado, e o evento seguinte, em Cancún, no México, se ressentiu – foram 20 mil credenciados e apenas 22 líderes mundiais.

A Rio+20 faz parte de outra família de conferências da ONU, a que discute como o planeta quer se desenvolver, iniciada há 20 anos com a Eco 92 (ou Rio 92), e que teve outra edição de peso em Johannesburgo, na África do Sul, há 10 anos. Será um debate importante sobre desenvolvimento sustentável com sua vertente econômica, ambiental e social, tendo como pano de fundo a redução da pobreza e a “economia verde”, conceito que pressupõe o usode tecnologias limpas. Mas não produzirá nenhuma Convenção, como a conferência-mãe, quando surgiram os dois importantes acordos ambientais contemporâneos, a convenção do clima e a da biodiversidade.

Na Eco 92 vieram ao Rio 109 líderes e mais de 30 mil pessoas circularam no evento oficial, que também foi no Riocentro. O conteúdo da Rio+20, bem mais modesto, começa a ser discutido este mês, em Nova York. O nível de ambição do que será obtido em junho, no Rio, depende das negociações até lá, dos rumos da campanha eleitoral nos EUA e da crise econômica global.
O trabalho de Laudemar Aguiar não pode esperar. “No dia 5 de junho temos que entregar as chaves do Riocentro às Nações Unidas. Eles hasteiam a bandeira e vira território da ONU. O Rio passa a ser Nova York”, diz, fazendo referência à sede das Nações Unidas.

O desafio deste diplomata, que era ministro conselheiro da embaixada brasileira em Paris até receber o convite para ser o responsável pela logística da Rio+20, é organizar a festa sem saber quantos convidados virão – e nem se virão. “Trabalhamos com estimativas históricas, mas sempre com margem de acréscimo”, diz. “O que não pode acontecer é nos prepararmos para receber 10 e chegarem 20.”

O orçamento aprovado pelo Congresso para a conferência, em 15 de dezembro, é de R$ 430 milhões. Deste, R$ 230 milhões irão para a segurança e R$ 190 milhões, à logística. Os contratos de aluguel dos espaços somam R$ 30 milhões. “Tudo será transparente, todos os gastos comprovados”, diz Aguiar, secretário-geral do Comitê Nacional de Organização da Rio+20. “Há enorme interação”, garante, salientando o trabalho em conjunto com a Prefeitura e o Estado do Rio.

Uma das marcas que a Rio+20 persegue é a de ser uma conferência com o “máximo de participação possível da sociedade civil”, diz Aguiar, repetindo o mantra que vem sendo dito pelo alto escalão do governo. “Estamos discutindo o que vai ser o planeta. O documento que sair da Rio+20 será acertado entre governos, mas queremos que tenha o máximo de “inputs” de todos os setores da sociedade.”

O desafio da logística é conseguir fazer com que o deslocamento no Rio seja o melhor possível – estão em estudos vários planos de fluxo de trânsito – reduzindo a distância do Riocentro, na Barra da Tijuca, com o resto da cidade. Também por isso, inicialmente, a conferência iria ser na região do porto. Tudo – evento oficial e todos os paralelos – seriam concentrados ali. A iniciativa iria exigir uma grande obra de revitalização da área, legado que ficaria para a cidade. As docas eram, por este motivo, a opção da Prefeitura. Mas não deu certo. “Por diversas razões, logística, segurança, infraestrutura e também custos”, explica Aguiar. “Ao passar para o Riocentro digo que trocamos dez problemas por um: o grande problema da Barra é o acesso. Vamos fazer um trabalho muito grande em relação ao transporte”, promete.

Uma das grandes diferenças da Rio+20 com a Eco 92 é a prioridade que os chamados “major groups” têm hoje em relação há 20 anos. O conceito, em voga nas Nações Unidas, reúne nove segmentos da sociedade civil – empresas, crianças e jovens, produtores agrícolas, comunidades indígenas, governos locais, ONGs, cientistas, mulheres, trabalhadores e sindicatos – e é intenção do governo aproximá-los o máximo das decisões da conferência. Na edição de 1992, os governos reunidos no RioCentro, e a sociedade civil, no Aterro. Eram dois mundos separados. A arquitetura proposta agora é diferente.

Segundo ele, na Rio+20, “pela primeira vez em uma conferência das Nações Unidas, a sociedade civil terá vários lugares diferentes para se reunir”, adianta. A sugestão é de oferecer, na Barra da Tijuca, o Parque dos Atletas (ex-Cidade do Rock), para que governos nacionais e locais possam montar pavilhões e estandes. O Autódromo de Jacarepaguá é uma grande área que está disponível para a sociedade civil – grupos indígenas estudam montar ali grandes ocas e também empresas avaliam se é o caso de usar parte dos 550 mil m2 do local. Está sendo alugada a Arena da Barra (o HSBC Arena), um moderno ginásio coberto com capacidade para 18 mil pessoas.

Áreas no centro do Rio são a outra opção para os eventos da sociedade civil. Aguiar cita a região ao redor do Museu de Arte Moderna (MAM) e do Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial. O Vivo Rio, com capacidade para 2 mil pessoas, seria outra área para seminários e reuniões. “Em 92 usou-se todo o Aterro, o que não dá para fazer agora”, diz, lembrando que a grama foi destruída. A região, sem ocupar as áreas gramadas, é a área predileta das ONGs e dos movimentos sociais. Aguiar diz que, se faltar espaço, a Quinta da Boa Vista funcionará como uma espécie de “área back up”.

Para agilizar as contratações, a organização da Rio+20 fez uma força-tarefa com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), das Nações Unidas. O PNUD pode ir mais rápido nas contratações necessárias, agilizar contratos e escolher fornecedores não só pelo critério do menor preço, mas considerar outras variáveis, como qualidade, por exemplo. A licitação sobre a empresa que cuidará da hospedagem e viagens das delegações oficiais foi decidida esta semana. “Mas as pessoas terão que se hospedar também em cidades próximas”, estima Aguiar. A rede hoteleira carioca tem, no máximo, 33 mil quartos, incluindo flats. Só de credenciados a previsão é chegar a 50 mil. “Terão que se hospedar também na casa das pessoas”, prevê.

A Rio+20 terá novidades de conectividade, acessabilidade e sustentabilidade, promete Aguiar. “Teremos a menor utilização de papel possível e o maior uso de novas tecnologias”, exemplifica. O metrô do Rio será o primeiro metrô com mais de dez anos totalmente acessível. Geradores a biodiesel, copos de papel, coleta de lixo seletiva são alguns dos critérios de sustentabilidade adotados.

FONTE: Valor Econômico, via EB

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O Departamento de Estado americano pediu esta terça-feira à Rússia para apoiar uma ação do Conselho de Segurança da ONU sobre a Síria, depois que um relatório do organismo anunciou a morte de mais de 5 mil pessoas, desde o início dos protestos, em março. “Francamente, penso que já é passado o tempo para que o Conselho de Segurança da ONU se manifeste”, afirmou a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, aos jornalistas, chamando de “inescrupuloso” o silêncio do órgão da ONU a respeito do regime sírio.

“E voltamos a convidar nossos parceiros no Conselho de Segurança a que se disponham a agir e manifestar pelos inocentes na Síria que estão sofrendo nas mãos do regime, inclusive a Rússia”, afirmou Nuland. A Rússia preside este mês o Conselho de Segurança, composto por 15 membros.

Em Moscou, o chanceler russo, Sergei Lavrov, qualificou de “imorais” as acusações ocidentais de que seu país pretendia bloquear uma condenação do Conselho de Segurança ao regime de Bashar al Assad, na Síria. Em outubro, Rússia e China usaram um raro veto duplo para bloquear uma resolução apoiada pelo Ocidente condenando o regime de Assad. Brasil, Índia, Líbano e África do Sul se abstiveram de votar.

Na ocasião, Moscou afirmou que a ação era unilateral e argumentou, nesta terça-feira, que “grupos extremistas armados” estavam se tornando cada vez mais temerários à medida que crescia a pressão ocidental sobre Assad. Questionada sobre os comentários de Lavrov, Nuland respondeu: “pensamos que é o regime de Assad que é imoral na violência que pratica contra seu próprio povo”.

Nuland afirmou que tem havido “algumas intâncias” da oposição que praticam ataques armados contra o regime, mas o movimento opositor tem sido pacífico, no geral. No entanto, ela afirmou que a Rússia deveria apoiar os pedidos da Liga Árabe para admitir monitores e uma imprensa livre, se quiser apoiar suas alegações de que a violência tem sido praticada dos dois lados.

“É a melhor forma de avaliar o que realmente está acontecendo e garantir uma visão equilibrada que os próprios russos alegam ser necessária”, disse Nuland. Ela sugeriu que Rússia e China estariam cada vez mais isoladas em sua posição com relação à Síria. “O coro de países que apelam para a Rússia, para a China, para alguns dos outros países no Conselho de Segurança, que estavam relutantes antes, está crescendo”, afirmou.

FONTE: AFP

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Cinco capacetes azuis que servem na Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) foram feridos hoje (9/12) em uma explosão que teve como alvo o veículo no qual circulavam em Tiro, cidade portuária no sul do país. Eles estão sob cuidados médicos.

Peritos e investigadores da ONU trabalham com autoridades libanesas para avaliar as circunstâncias do ataque.
O Presidente da Assembleia Geral, Nassir Abdulaziz Al-Nasser, condenou o ataque. Em um comunicado divulgado por seu porta-voz no sábado (10/12), Al-Nasser saudou o compromisso do Líbano em levar os perpetradores do ataque à justiça.

“O presidente Al-Nasser exorta todas as partes a observar a segurança das forças de paz da UNIFIL e toda a equipe das Nações Unidas, em conformidade com o direito internacional”, diz a declaração. “Ele atribui grande importância ao cumprimento do mandato da UNIFIL.”
A missão, em curso desde 1978, conta atualmente com mais 12 mil soldados de 35 países.

FONTE: www.onu.org.br

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A ONU elogiou a decisão da presidente Dilma Rousseff de sancionar a lei que cria a Comissão da Verdade para apurar violações dos direitos humanos ocorridas no Brasil entre 1946 a 1988. Apesar do elogio, a ONU pediu explicitamente a revogação da Lei da Anistia de 1979.

No comunicado da ONU, a alta comissária de Direitos Humanos, a indiana Navi Pillay, incentiva o Brasil a “adotar medidas adicionais que facilitem a punição daqueles que foram responsáveis pela violação de direitos humanos no passado”. Ao insistir na questão, a ONU bate de frente com o julgamento dessa questão no Supremo Tribunal Federal.

Em abril do ano passado, os ministros do STF julgaram válida a interpretação segundo a qual foram anistiados os dois lados: as vítimas de crimes de violações de direitos humanos e os agentes de Estado responsáveis por esses crimes.

FONTE: montesclaros.com

A bomba iraniana

A Agência Internacional de Energia Atômica da ONU confirmou o que já se sabia: o programa nuclear do Irã não se limita a fins pacíficos. A construção de uma bomba atômica pelo regime dos aiatolás é, ao que parece, questão de tempo.

A evidência acirra as preocupações de parte da comunidade internacional, que mostra-se determinada a impedir o ingresso do país no clube das nações nucleares. A questão é saber se isso, de fato, é possível e qual o melhor caminho a seguir.

Há duas opções em debate: aumentar as sanções econômicas e diplomáticas impostas aos iranianos ou lançar um ataque às instalações onde se imagina que o projeto atômico seja desenvolvido.

As sanções, até agora, têm se mostrado contraproducentes. Em julho, o Irã anunciou que havia aumentado a capacidade de produção de urânio enriquecido (material necessário para a bomba), comprovando que a rodada de punições aplicada pelo Conselho de Segurança em 2010 foi inútil.

Uma agressão militar, no entanto, implica enormes riscos. O Oriente Médio encontra-se conflagrado pela Primavera Árabe e pela deterioração da relação entre israelenses e palestinos. Um ataque teria efeitos imprevisíveis e provavelmente deflagraria nova guerra.

Além disso, não há garantias de que uma operação militar seja capaz de identificar instalações secretas e eliminar a capacidade nuclear daquele país.

Um Irã atômico poderá deixar o mundo menos seguro, mas é preciso ter em mente que construir uma bomba não significa que ela será usada. O país, aliás, situa-se numa região geográfica na qual vizinhos e países próximos possuem capacidade nuclear -como Israel, Paquistão, Índia e Rússia.

O isolamento diplomático ou um ataque reforçariam os próprios motivos alegados pelo Irã para buscar a bomba e uniriam o país em torno do projeto.

Ao que tudo indica, as represálias, sejam quais forem, conseguiriam, no máximo, retardar a conquista da capacidade de produzir o artefato.

Melhor faria a comunidade internacional se conseguisse estimular a abertura política no país, favorecendo a emergência de vozes menos beligerantes – como as sufocadas pela sangrenta repressão à revolta de 2009.

FONTE: Folha de São Paulo

ONU debate esta semana relatório com detalhes inéditos sobre planos iranianos

Denise Chrispim Marin

Os EUA e países europeus pressionam Israel a desistir de qualquer plano de ataque a instalações nucleares do Irã. Diante de novas evidências sobre a natureza militar do programa iraniano, que serão divulgadas pela ONU esta semana, potências ocidentais insistiram ontem na adoção de sanções mais duras contra Teerã como alternativa a um ataque – cujas consequências seriam “irreparáveis” e “desestabilizadoras” no Oriente Médio.

Na semana passada, a imprensa israelense divulgou que o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu está tentando persuadir seu gabinete a lançar um ataque-surpresa contra o Irã. Vozes de dentro do governo de Israel, incluindo o alto escalão do Exército e da inteligência, seriam contra a ofensiva.

Em meio ao crescimento do temor de uma ação israelense, a França alertou ontem para o risco de uma guerra. “Podemos ainda fortalecer as sanções para pressionar o Irã. Vamos continuar nesse caminho, pois uma intervenção pode criar uma situação totalmente desestabilizadora”, afirmou ontem o chanceler de Paris, Alain Juppé. “Temos de fazer de tudo para evitar o irreparável”, completou.

Essa linha de ação havia sido defendida pelos presidentes Nicolas Sarkozy, da França, e Barack Obama, dos EUA, no dia 3, em Cannes. No encontro bilateral, os dois concordaram com o aumento da pressão sobre o Irã.

A possibilidade de Israel atacar o Irã tem sido classificada oficialmente pela Casa Branca como “especulação”. Mas, nos bastidores, há alto grau de preocupação. Uma autoridade de “alto escalão” de Washington disse à CNN em condição de anonimato que há uma “absoluta preocupação” em relação às intenções de Israel.

Segundo o jornal israelense Haaretz, o secretário de defesa dos EUA, Leon Panetta, visitou Israel em outubro com o objetivo de conseguir um compromisso de Netanyahu de não atacar o Irã sem o aval dos EUA. Panetta alertou o premiê e o ministro da defesa de Israel, Ehud Barak, que Washington “não quer surpresas”. Mas Netanyahu e Barak foram evasivos com Panetta e não prometeram pedir a bênção dos EUA antes de uma eventual ação contra Teerã.

Em recente entrevista à rede de televisão CNN, Barak afirmou haver preferência no governo israelense pela solução diplomática. Mas, completou ele, nenhuma opção está excluída.

O presidente de Israel, Shimon Peres, afirmou na sexta-feira acreditar na possibilidade de seu país empregar a força militar contra o Irã. “Os serviços de inteligência de vários países estão olhando o relógio e alertando seus líderes sobre o fato de não restar muito tempo.”

Nações Unidas

Esta semana, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) deverá apresentar um relatório sobre o programa nuclear iraniano, no qual concluirá que existem crescentes indícios de que Teerã está de fato em busca da bomba. O documento deve trazer um grau de detalhamento inédito sobre o programa iraniano.

A agência internacional teria obtido imagens por satélite de um contêiner de aço em Parchin, na periferia de Teerã, onde ocorreriam testes atômicos longe da supervisão dos inspetores. Potências ocidentais esperam usar o novo documento da ONU para conseguir aprovar mais sanções contra Teerã no Conselho de Segurança.

No sábado, o chanceler do Irã, Ali Akbar Salehi, afirmou ser “desprovida de fundamento e de autenticidade” a vinculação entre os testes de mísseis e o programa nuclear do país.

FONTE: O Estado de São Paulo

Dilma defende criação de Estado palestino e reforma do CS

Primeira mulher a abrir uma Assembleia Geral da ONU, a presidente Dilma Rousseff defendeu uma reforma do Conselho de Segurança da ONU e lembrou que “há 18 anos” se discute a entrada de novos países.

Dilma diz que Brasil está pronto para Conselho de Segurança

Para presidente, Conselho de Segurança deve ter a participação de novos membros, em especial representantes dos países em desenvolvimento

“O Brasil está pronto para assumir suas responsabilidades como membro permanente do Conselho. Vivemos em paz com nossos vizinhos durante mais de 140 anos”, disse.

“O mundo precisa de um Conselho de Segurança que venha a refletir a realidade contemporânea”, acrescentou.

“A atuação do Conselho de Segurança é essencial e ela será tão mais acertada quanto mais legítimas forem suas decisões, e a legitimidade do próprio conselho depende cada dia mais de sua reforma”, disse Dilma.

“A cada ano que passa, mais urgente se faz uma solução para a falta de representatividade do conselho o que corrói sua eficácia”, completou.

Reconhecimento da Palestina

No discurso de abertura da 66ª Assembleia Geral da ONU, a presidente Dilma Rousseff defendeu o reconhecimento do Estado da Palestina assim como a sua entrada na ONU. O assunto é um dos principais temas do encontro deste ano, e encontra forte oposição por parte dos Estados Unidos.

“Quero estender ao Sudão do Sul as boas-vindas. O Brasil está pronto a cooperar com o mais jovem membro das Nações Unidas. Mas lamento ainda não poder saudar, desta tribuna, o ingresso pleno da Palestina na ONU. O Brasil já reconhece o Estado palestino como tal”, disse a presidente.

“Chegou o momento de ter representada a Palestina a pleno título”, afirmou, deixando clara a posição do Brasil em meio a intensas negociações para evitar uma crise diplomática pelo pedido de adesão dos palestinos à ONU.

Segundo Dilma, o reconhecimento do Estado palestino ajudará a obter uma “paz duradoura no Oriente Médio”, e assinalou que “apenas uma Palestina livre e soberana” poderá atender aos pedidos de Israel por segurança.

“Venho de um país no qual judeus e árabes vivem em paz”, disse Dilma.

Nesta sexta-feira (23), o líder palestino, Mahmoud Abbas apresentará o pedido de votação do Conselho de Segurança sobre o reconhecimento do Estado palestino que, para ser aprovado, precisa de nove votos a favor dos 15 Estados-membros e nenhum contra dos cinco permanentes (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido).

Mediação de conflitos

Ao falar da mediação de conflitos, Dilma cobrou políticas de desenvolvimento associadas a estratégias do conselho de segurança da ONU e citou os trabalhos humanitários e de segurança no Brasil no Haiti, com a Minustah, e na Guiné-Bissau.

Como é comum em seus discursos, Dilma voltou a destacar a preservação dos direitos humanos, o papel das mulheres – segundo ela, “este será o século das mulheres” – e o combate à miséria.

“O Brasil descobriu que a melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza.Tenho plena convicção de que cumpriremos nossa meta de até o fim do meu governo erradicar a pobreza extrema no Brasil”, disse.

Antes do discurso de Dilma, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu para romper o impasse no Oriente Médio, em meio a uma luta diplomática entre israelenses e palestinos. O chefe da ONU destacou os esforços da organização para fazer avançar uma saída negociada, enfatizando que tanto Israel quanto os palestinos “querem a paz”.

FONTE: UOL

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São Paulo, 15 jun  - O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, defendeu hoje a participação dos Estados Unidos nas operações militares na Líbia, informa a Agência Brasil.

Quando a intervenção foi votada no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), em 17 de março, o Brasil absteve-se, por considerar que a adoção de uma zona de exclusão aérea na Líbia poderia agravar a violência na região.

Hoje, nas declarações feitas na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados do Brasil, Patriota destacou que a operação na Líbia conta com o apoio do Conselho de Segurança da ONU, ao contrário da operação feita no Iraque em 2002, durante o governo do ex-presidente norte-americano George W. Bush.

FONTE: Lusa

A China, o mais poderoso país do Brics, grupo que o Brasil integra, ampliou ofensiva diplomática contra tentativas de ampliação do Conselho de Segurança das Nações Unidas, uma das reivindicações da política externa brasileira. O Valor apurou que o governo chinês tenta agora torpedear um projeto de resolução que o G-4 – Brasil, Índia, Alemanha e Japão, todos candidatos a um assento permanente no Conselho de Segurança – planeja apresentar em breve à Assembleia Geral da ONU.

O projeto, que tem 71 apoios firmes, procura fazer com que a Assembleia sancione a necessidade de expandir as duas categorias de membros do Conselho de Segurança, os permanentes e os não permanentes. É uma tentativa de dar fôlego politico à discussão e obter o reconhecimento de que o mundo mudou e que as mudanças têm de ser incorporadas na estrutura das instituições de governança global.

O governo chinês mandou seus representantes advertirem as delegações diplomáticas africanas na sede da ONU, em Nova York, a não apoiarem nenhuma resolução por reforma do Conselho de Segurança. Para ter a certeza de que a mensagem foi bem recebida, Pequim também despachou emissários a capitais na África.

Nos círculos do G-8, dos países industrializados, fontes confirmaram também a existência de um telegrama diplomático atribuído à missão americana na ONU, que teria sido divulgado pelo Wikileaks, relatando antiga demanda da China para os Estados Unidos não levarem adiante uma reforma na organização.

No plano bilateral, Pequim tem dito ao Brasil que no momento adequado não vai complicar o pleito brasileiro. No entanto, o sentimento é de que os chineses fazem tudo para que esse momento nunca chegue.

A pressão chinesa visa bloquear a entrada do Japão e garantir para si a posição de único emergente com assento permanente no Conselho, o que lhe dá a aura de representante dos países em desenvolvimento. Se entram Brasil e Índia, os chineses tem reduzido seu poder.

A China não tem sido especialmente solidária com os países em desenvolvimento na cena multilateral. Na reforma das quotas para dar mais poder aos emergentes no Fundo Monetário Internacional, em 2010, Pequim não ajudou o Brasil a lutar por um resultado mais amplo e equilibrado. Agora, tampouco quer brigar por um representante emergente para dirigir o Fundo, preferindo apostar na conquista para um chinês do cargo de número dois.

FONTE: Jornal Valor

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O Dia Internacional dos “Peacekeepers” das Nações Unidas (“International Day of United Nations Peacekeepers”) foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 29 de maio, em Assembléia Geral, pela Resolução nº 57/129, de 24 de fevereiro de 2003, como forma de anualmente serem homenageados todos os homens e mulheres que serviram e continuam servindo em Operações de Manutenção de Paz, pelo seu alto nível de profissionalismo, dedicação e coragem e para honrar aqueles que perderam suas vidas em prol da paz.

Esta data foi escolhida porque no dia 29 de maio de 1948, pela Resolução nº 50/1948, o Conselho de Segurança autorizou o estabelecimento da primeira Operação de Manutenção de Paz das Nações Unidas e também porque, em 2003, comemorou-se o 55º aniversário de criação da Organização das Nações Unidas.

Com a finalidade de comemorar Dia Internacional dos “Peacekeepers” das Nações Unidas, a data foi lembrada no dia 27 de maio, às onze da manhã, na Avenida do Exército, onde o Exército conduziu a cerimônia alusiva à data, sob coordenação do Ministério da Defesa e participação dos Comandos da Marinha e da Força Aérea.

Missões de Paz

Desde 1956, com a Força de Emergência das Nações Unidas (FENU), o Exército Brasileiro participa de missões visando pacificar ou estabilizar nações assoladas por conflitos. Atualmente, o Brasil envia Soldados para os mais diversos países do mundo em missões de paz. Nesse espaço, você poderá conferir a participação desses militares ao longo da história e conhecer um pouco mais das ações do Exército Brasileiro em operações dessa natureza.

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