Cristalina (GO) – Nos dias 14 e 15 de janeiro, o 1º Batalhão de Infantaria de Força de Paz do 16º Contingente Brasileiro, em preparação para a missão no Haiti, recebeu, em Brasília, o Pelotão das Forças Militares do Paraguai que integrará o efetivo do referido Batalhão.

Os militares do Pelotão das Forças Militares do Paraguai conheceram a capital do País e, no dia 16 de janeiro, realizaram o deslocamento para a 3ª Brigada de Infantaria Motorizada, sediada em Cristalina (GO), Grande Unidade responsável pelo preparo do Batalhão, e permanecerão neste município para participarem da concentração final da tropa e dos Exercícios Básico e Avançado de Operações de Paz.

A preparação da tropa é faseada e os Exercícios Básico e Avançado de Operações de Paz permitem aos integrantes do Batalhão aplicarem todas as técnicas, táticas e procedimentos aprendidos durante a fase de preparo, coroando o adestramento do Contingente, antes do embarque para o país caribenho.

FONTE: EB

Singularidade

* Sérgio Paulo Muniz Costa

Exatamente o que Solano Lopes pretendia ao invadir o Brasil em dezembro de 1864 e junho de 1865, matando, estuprando, roubando e torturando brasileiros nas terras que habitavam havia gerações não se sabe. Já o revisionismo histórico que se pratica há mais de quarenta anos no Brasil em relação à Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870) é mais fácil de estimar: levar a luta ideológica ao extremo de negar a nacionalidade.

Num átimo, aplica-se o socialismo utópico ao Paraguai do século XIX, transformando uma nação pobre submetida a gerações de autocratas num bastião da luta antiimperialista contra o Brasil e a Inglaterra. Pouco importa que o Brasil estivesse rompido com a Inglaterra havia mais de dez anos, que o Brasil tivesse apoiado a independência paraguaia, que o Brasil tivesse procurado chegar a algum tipo de acordo sobre fronteiras antes do conflito, que o Brasil tivesse sofrido o apresamento de um navio e uma invasão predatória e que o Brasil, depois de sustentar praticamente sozinho uma guerra sangrenta e custosa, tivesse se comedido na vitória, garantindo a soberania e a integridade territorial paraguaias, mesmo à custa de forte discordância com aliado.

Dada a facilidade com que o revisionismo histórico se alimenta da distorção de acontecimentos de há mais de um século, a comissão da “verdade” que o governo pretende impor à sociedade brasileira deveria estabelecer como marco cronológico inicial de seus trabalhos o século XIX. Quem sabe assim, de um debate não controlado pela esquerda revolucionária incrustada no governo, tivéssemos nossa História de volta, apagada dos livros de nossos filhos e netos pela fúria sindicalista e ideológica que transbordou aos currículos escolares.

A Guerra da Tríplice Aliança (12 de novembro de 1864 a 1º de março de 1870) se desdobrou nas campanhas de Mato Grosso (invadido a 27 de dezembro de 1864 e ocupado até abril de 1868), de Corrientes, na Argentina, (13 de abril a 5 de outubro de 1865), do Rio Grande do Sul (10 de junho a 18 de setembro de 1865) e do Paraguai (5 abril de 1866 a 1º de março de 1870), combatidas as três primeiras nos territórios invadidos do Brasil e da atual Argentina. O comando-em-chefe das tropas brasileiras foi desempenhado pelo General Osório e pelo General Polidoro, antes de o Duque de Caxias exercê-lo no período de 18 de novembro de 1867 a 19 de janeiro de 1869, e posteriormente pelo Conde D´Eu até o final da guerra. Diante desses fatos históricos, vitimizar o Paraguai e acusar Caxias só podem servir muito bem a um propósito: desmoralizar a maior atuação do Exército Brasileiro na sua missão de defesa da Pátria e a figura de seu patrono que o conduziu à vitória.

Não é pela manutenção do sigilo de documentos de estado que o Brasil se singulariza, pois não se tem notícia que Cuba, Coréia do Norte, China e a URSS antes de sua derrocada tenham aberto os seus arquivos ou estabelecido qualquer prazo para fazê-lo. Quem visitar os sítios históricos da Campanha do Paraguai nos dias de hoje vai notar o cuidado sistemático com que os paraguaios reconstroem a “Guerra Grande” segundo a sua perspectiva patriótica. Desde o túmulo napoleônico de Solano Lopez à discreta exibição num obscuro museu próximo ao Rio Paraguai do cruel instrumento de imobilização dos prisioneiros, passando por obras de arte e narrativas que enaltecem os combatentes paraguaios, sem esquecer o parque histórico Vapor-Cué, onde se findou a esquadra paraguaia e estão expostos os navios de guerra guaranis restaurados, aí incluído o patrimônio brasileiro tomado na invasão de Mato Grosso, verifica-se que os paraguaios estão fazendo na paz, sem a menor cerimônia, o que fizeram na guerra – defender o seu país. O Brasil não se singulariza pelo trato a documentos de estado, mas sim por ser o único que denigre a própria história. Não há nação no mundo do tamanho e, pior, com as pretensões do Brasil que dedique à sua história, em particular à militar, esse tratamento.

O Exército é uma instituição nacional e permanente. Não é justo ultrajá-lo, negando-lhe até mesmo ter defendido a Pátria. O mal que assim faz é ao país que não chegará a lugar algum ferindo a si mesmo.

País sem futuro é país sem passado.

* Historiador, é membro do CPE da UFJF, pesquisador de Segurança e Defesa do CEBRI e responsável pela Clio Consultoria Histórica. Foi Delegado do Brasil na Junta Interamericana de Defesa, órgão de assessoria da OEA para assuntos de segurança hemisférica.

Termina estado de exceção no Paraguai

vinheta-clipping-forteO estado de exceção promulgado pelo governo paraguaio em cinco províncias do país foi levantado ontem, sem que os guerrilheiros do Exército do Povo Paraguaio (EPP) tenham sido capturados. A medida entrou em vigor um mês atrás nos departamentos de Concepção, Amambay, San Pedro, Alto Paraguai e Presidente Hayes, depois que quatro pessoas foram mortas no ataque do EPP a uma fazenda.

“Buscaremos a figura legal para que os militares continuem apoiando a segurança nestes departamentos de forma permanente”, disse o presidente paraguaio, Fernando Lugo.
Lugo anunciou que não pretendia pedir a prorrogação da medida no domingo – e a falta de resultados desatou uma série de críticas. O objetivo da decretação de estado de exceção era dar às forças de segurança paraguaias mais liberdade para perseguir os guerrilheiros e outros criminosos que atuam na região.

“(Os militares) não fizeram nada que não podiam fazer (sem o estado de exceção). Estavam na região parados, como observadores”, criticou o parlamentar opositor Óscar Tuma, segundo o jornal La Nación.

As Forças Armadas paraguaias informaram em comunicado que o presidente Lugo falará hoje sobre os resultados da operação militar. Segundo uma nota oficial, foram detidas 167 pessoas no período – 74 sem ordem de prisão.

FONTE: O Estado de São Paulo, via Notimp

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vinheta-clipping-forteNa divisa entre as cidades de Foz do Iguaçu (PR), no Brasil, e Ciudad del Este, no Paraguai, o rio Paraná é cenário de recorrentes trocas de tiros há pelo menos dois meses. Postados em margens opostas do rio e equipados com arsenal pesado, militares da Marinha paraguaia e agentes da Polícia Federal brasileira disparam uns contra os outros desde março.

Os choques são consequência de ações do crime organizado, praticado por paraguaios e brasileiros e que se alastra pela fronteira. Não há indício de conflito institucional formal entre os países, parceiros estratégicos, mas a situação pode provocar, segundo especialistas, uma crise diplomática.

Sob condição de anonimato, dois delegados do alto escalão da PF no Paraná e em Brasília, e um delegado da Polícia Civil, confirmam que quadrilhas de traficantes e contrabandistas pagam propina a um grupo de militares da Marinha paraguaia para que façam vistas grossas às suas atividades ilícitas e atuem também como braço armado, dando proteção e combatendo a polícia brasileira.

Segundo um delegado da PF, desde o início de março, foram mais de 20 confrontos. Ele cita ocasiões em que houve mais de três num mesmo dia.

Os paraguaios disparam quando a PF tenta apreender um barco e os agentes federais respondem ao fogo.
As escaramuças ocorrem em um momento crítico para o Paraguai, que há pouco mais de uma semana suspendeu garantias constitucionais em cinco regiões sob o pretexto de caçar guerrilheiros de esquerda.

Na semana passada, o senador paraguaio Robert Acevedo foi baleado em um ataque que deixou mortos em Pedro Juan Caballero. A polícia local investiga a participação da guerrilha e da facção criminosa paulista Primeiro Comando da Capital.

FONTE: Folha Online

Há provas do envolvimento do PCC também

Barra de Cinco Pixels

vinheta-clipping-forteA promotora Lourdes Peña afirmou nesta terça-feira que o carro utilizado no atentado contra o senador liberal do Paraguai Robert Acevedo é de origem brasileira, com placa de São Paulo, e não há indícios de que foi roubado. Mais cedo, a imprensa paraguaia revelou que dois brasileiros foram detidos por envolvimento no crime e que há suspeita de que pertençam à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

O senador, do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), ficou ferido e não corre risco de morte. Ele é dono da rádio Amambay e várias vezes fez denúncias públicas contra a corrupção e a máfia do narcotráfico.

Segundo Peña, que concedeu entrevista à rádio 650 AM, o carro foi adquirido do Banco Itaú e não há nenhum pagamento pendente em seu registro. “O veículo é legal, segundo os dados preliminares que temos. Agora estamos verificando os dados com relação ao proprietário”.

A promotora explicou que a caminhonete, que foi incendiada, tem placa de São Paulo, cidade de atuação do PCC. A polícia encontrou ainda diversos cartuchos de bala de alto calibre dentro do veículo.

Peña confirmou ainda a prisão dos brasileiros Eduardo da Silva e Marcos Cordeiro Pereira, e afirmou que eles viviam em uma casa alugada, onde havia ainda sete veículos de procedência duvidosa.

“Estamos fazendo buscas na residência dos brasileiros. Ao lado da casa havia sete veículos, alguns com placa de São Paulo”, disse. Ao menos três dos veículos tinham placas adulteradas do Paraguai.

Eles foram presos na cidade de Pedro Juan Caballero. A cidade fica 550 quilômetros a nordeste de Assunção, na fronteira com o Brasil, e onde operam grupos de narcotraficantes. A zona foi declarada desde sábado (24) em estado de exceção, como estratégia do governo de Fernando Lugo para combater uma guerrilha de esquerda autodenominada Exército do Povo Paraguaio e que seria responsável por dezenas de homicídios e sequestros.

A polícia afirma que o atentado foi cometido por um grupo de criminosos da região. O próprio senador acusou, em declarações à rede de TV Telefuturo, grupos narcotraficantes pelo atentado.

Segundo seu irmão, José Carlos Acevedo, o senador estava sendo seguido há 15 dias. Ele disse ainda que vários grupos criminosos da região queriam matar o senador e que chegaram a contratar assassinos profissionais.

“Tive a informação esta manhã de que havia gente de fora que veio para acabar com a vida do meu irmão”, disse José Carlos, sem dar mais detalhes.

A rede de TV Telefuturo, que revelou que os dois suspeitos fazem parte do PCC, diz ainda que a polícia mantém operações de busca por outros suspeitos do atentado.

O ministro de Interior, Rafael Filizola, e o vice-ministro de Segurança, Carmelo Caballero, estão na cidade supervisionando os esforços.

Atentado

O ataque aconteceu perto do terminal de ônibus da cidade, por volta das 18h (19h em Brasília), de acordo com o site do jornal paraguaio “Ultima Hora”.

Os bandidos se aproximaram do carro do senador e dispararam ao menos 40 vezes, segundo as marcas deixadas no veículo, relataram fontes policiais a rádios da capital.

Derlis Arce, secretário do senador, informou à rádio Ñanduti que Acevedo levou dois tiros, um de raspão, e está em estado estável na clínica San Lucas.

Em entrevista à TV Telefuturo, da clínica onde está internado, o senador contou que “por um milagre de Deus não estou como os companheiros que estavam comigo, executados em pleno centro”. O motorista Floriano Alonso e o policial Richard Martinez, que protegiam o parlamentar, morreram no ataque.

Acevedo relatou que um motociclista o ajudou a chegar até uma farmácia, em frente à clínica San Lucas, onde ele ficou escondido até que os criminosos fossem embora. Só então, cruzou a rua e foi atendido no hospital.

A cidade de Pedro Juan Caballero é a capital de Amambay, um dos Departamentos (Estados) declarados em estado de exceção pelo Parlamento paraguaio para combater a guerrilha EPP.

O estado de exceção, decretado por 30 dias, afeta os Departamentos de Concepción, San Pedro, Amambay, Presidente Hayes e Alto Paraguai, onde vivem 800 mil pessoas, quatro deles fazem fronteira com o Brasil.

A polícia descartou qualquer ligação entre o EPP e o atentado desta segunda-feira.

FONTE/FOTO: UOL/Reuters

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Encontrado acampamento do EPP

vinheta-clipping-forteA polícia paraguaia encontrou um acampamento abandonado perto da Estância Santa Adélia, do empresário douradense Jorge Luiz Zanetti, onde quatro pessoas foram assassinadas na quarta-feira. No acampamento, que teria sido ocupado pelos guerrilheiros do EPP (Exército do Povo Paraguaio), havia até local para prática de tiro.

Pela distância dos alvos, a polícia acredita que os criminosos estavam treinando para efetuar disparos a 120 metros de distância.

De acordo com o site paraguaio ABC Digital, o acampamento abandonado fica a 4 quilômetros do local onde o policial e os três civis foram mortos e a 1.500 metros da casa mais próxima.

No acampamento foram encontrados comida e produtos de higiene pessoal diversos, inclusive absorvente, o que comprova que havia mulher entre os criminosos.

Para a família do empresário douradense Jorge Luiz Zanetti, os assassinatos podem ter sido motivados por questões fundiárias e preconceito contra brasileiros.

Foram mortos o policial paraguaio Joaquin Aguero, de 25 anos; o capataz da Estância Santa Adélia, Osmar da Silva Souza; e os funcionários da fazenda vizinha Guarani, Francisco Ramirez e o capataz brasileiro Jair Ravelo, de 35 anos.

Após os assassinatos, a polícia paraguaia reforçou a segurança na região.

FONTE: Pantanal News

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canhão el cristiano

vinheta-clipping-forteASSUNÇÃO (Reuters) – Um enorme canhão de 12 toneladas construído com o metal dos sinos das igrejas durante a guerra do Paraguai contra Argentina, Brasil e Uruguai no final do século 19 será devolvido ao país, disseram autoridades paraguaias nesta sexta-feira.

O troféu de guerra, chamado de “El Cristiano” devido à procedência de sua matéria-prima, se encontra em exposição no Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro, mas a Secretaria Nacional de Cultura do Paraguai disse que os dois países estão finalizando os detalhes para o seu retorno.

O canhão foi tomado por forças brasileiras após a ocupação da fortaleza de Humaitá em fevereiro de 1868, uma batalha que marcou um ponto decisivo na derrota paraguaia durante a chamada guerra contra a Tríplice Aliança ou Guerra do Paraguai.

Após a disputa sangrenta que ocorreu entre 1865 e 1870, os aliados conservaram arquivos, armas e outros objetos, que na última década foram reivindicados pelo Paraguai, especialmente ao Brasil, seu maior parceiro comercial. A guerra dizimou a população paraguaia e deixou o país em ruínas.

A Secretaria de Cultura do Paraguai disse nesta sexta-feira que o ministro da Cultura brasileiro, Juca Ferreira, informou seu colega Tito Escobar sobre a assinatura de um decreto presidencial que estabelece a devolução da peça.

“Este fato marca um momento decisivo e importante no processo de gestão, mas ainda resta muito trabalho a ser feito, aspectos práticos a serem resolvidos, documentação a ser apresentada”, disse um comunicado da instituição.

“El Cristiano” foi fabricado usando quase todo o metal dos sinos das igrejas paraguaias.

O Paraguai quer que o Brasil devolva outros troféus, como os arquivos militares do país que foram levados após a guerra. (Reportagem de Daniela Desantis)

FONTE: Reuters / Brasil Online

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Fernando Lugo revista tropas exército Paraguaio - foto Reuters, via Gazeta do Povo

Ricardo Bonalume Neto

vinheta-clipping-forteA coincidência entre o apagão de terça-feira passada (10) e o início nesta segunda-feira de um grande exercício militar no sul do Brasil que inclui a ocupação de uma usina hidrelétrica “binacional” despertou temores no Paraguai de que o objetivo do exercício seria simular uma eventual tomada da usina de Itaipu.

“Brasil prepara simulacro de guerra dirigido ao Paraguai”, dizia um título na primeira página de sábado passado (14) do jornal paraguaio “ABC Color”.

“O exercício se anuncia umas 72 horas logo depois que um apagão por falhas não esclarecidas em Itaipu deixou no escuro seis grandes Estados brasileiros e arrastou todo o Paraguai”, escreveu o jornal.

Na verdade, a operação está planejada faz vários meses; uma manobra deste tamanho não se improvisa em apenas uma semana.

A Operação Laçador é o maior exercício militar da América Latina. A manobra coordenada pelo Comando Militar do Sul envolve mais de 8.000 homens das três forças e inclui 13 navios, dois submarinos e 53 aeronaves da FAB.

O cenário envolve a disputa por energia, tanto hidrelétrica como de petróleo. A “guerra” é entre o país “verde” –representado por Paraná, Santa Catarina e parte do Rio Grande do Sul– e o “amarelo” –boa parte do resto do RS. Justamente para evitar interpretações diplomaticamente sensíveis, o exercício será longe de fronteiras.

A “guerra” começa com os “amarelos” invadindo campos de petróleo em torno de Rio Grande (RS) pertencentes aos “verdes”, cuja missão é retomá-los, e também ocupar a usina “binacional”, representada pela usina de Itá, no rio Uruguai, em Santa Catarina, na divisa com o Rio Grande do Sul.

Militares de várias partes do Brasil vão integrar a operação. São as principais unidades do Exército que estariam envolvidas em uma ação real de pronto emprego, como a retomada de uma hidrelétrica.

FONTE: Folha Online     FOTO: (R. Urzua) Reuters, via Gazeta do Povo

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vinheta-clipping-forteASSUNÇÃO – Os novos comandantes do Exército, da Aeronáutica e da Marinha assumiram hoje seus cargos no Paraguai. Ontem, o presidente Fernando Lugo afastou os chefes militares no cargo, mesmo após rechaçar vigorosamente qualquer risco de golpe de Estado promovido pelos militares.

O governo deixou claro que Lugo procedeu de acordo com suas atribuições constitucionais ao realizar as mudanças. Um ex-comandante das Forças Armadas, porém, afirmou que Lugo faltou ao respeito com os chefes afastados. A mudança dos integrantes da cúpula militar ocorreu um dia depois de Lugo assegurar que, como comandante e chefe das Forças Armadas, “não existe nenhum perigo de golpe de Estado promovido pelos militares”.

Paralelamente, uma maioria de parlamentares da situação e da oposição ameaçou abrir um processo político contra Lugo, argumentando sua suposta “inépcia para governar”. Um aliado do líder, o dirigente de esquerda Hugo Richert, do grupo Convergência Socialista, reconheceu que “Lugo não é um estadista, mas toda a sociedade não tem experiência para administrar assuntos públicos, porque nos últimos 60 anos, um só partido, o Colorado, teve em suas mãos o poder”.

Apesar disso, a atitude de Lugo foi criticada pelo general reformado Mario Soto, ex-comandante das Forças Armadas no governo de Nicanor Duarte (2003 a 2008). Segundo ele, Lugo fez as mudanças logo depois de dizer que “existiriam militares expostos à manipulação política”. “Esses chefes destituídos ficaram como golpistas frente à opinião pública”, disse Soto.

FONTE: Agência Estado

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