Impostos, história e corrupção

vinheta-clipping-forte1Hoje, com mais de um terço do PIB em seu poder, o governo investe em média 1%, mesmo com o estardalhaço da propaganda oficial e o PAC. Quanto maior o peso estatal, maiores as oportunidades de corrupção, troca de favores e clientelismo.

A tributação sempre esteve associada à coerção da sociedade pelo poder estatal, tornando-se objeto constante de controvérsia ao longo da história humana, dando origem a rebeliões, movimentos políticos, mitos e leis.

Grandes impérios sempre impuseram pesada tributação aos territórios submetidos. Nos tempos de Jesus Cristo apresentado na Bíblia, os cobradores de impostos eram considerados grandes pecadores e vistos como símbolo da dominação estrangeira simbolizada pelo Império Romano.

Considerada a primeira Constituição da história, a Magna Carta foi criada para limitar o poder dos reis ingleses de tributar a população.

É da mesma época o mito de Robin Hood, herói que lutava contra a opressão estatal e roubava do xerife de Nottingham- administrador dos cofres públicos – para distribuir aos pobres.

A Independência Americana foi motivada sobretudo por conta da questão dos impostos e seu lema inicial era “no taxation without representation”.

A própria Revolução Francesa foi motivada inicialmente por um setor público visto como perdulário e voraz.

No Brasil, Tiradentes entrou para a história e transformou-se em herói nacional por conspirar contra o “quinto” cobrado por Portugal.

Mais de 200 anos depois, a “derrama” de impostos do brasileiro chegou a quase 36% do PIB em 2012 e dados do impostômetro – medidor dos impostos cobrados, idealizado pela Associação Comercial de São Paulo e pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário – indicam que o país recolheu R$ 1,556 trilhões no ano passado.

Para este ano, está prevista nova arrecadação recorde de R$ 1,734 trilhão. Nas comparações internacionais, o Brasil também está no topo. Nossa carga tributária é maior que em todos os países da América, com exceção da Argentina.

Também ganhamos da maioria dos países da OCDE e quando comparados aos países emergentes, somos campeões com folga.

As estatísticas indicam que a arrecadação vem crescendo sistematicamente bem mais que o PIB do país e nesses anos nos quais a economia encontra-se estagnada e a inflação cresce, observamos como consequência lógica que o Estado brasileiro está inchando a passos largos.

Muitas vezes me perguntam porque o Brasil crescia tanto na década de 70 e hoje vive “patinando”. Uma das respostas mais óbvias tem a ver com a tributação: na época do “Milagre”, o país possuia uma carga tributária próxima a 25% do PIB e os investimentos da União significavam quase 5% do PIB.

Hoje, com mais de um terço do PIB em seu poder, o governo investe em média 1%, mesmo com o estardalhaço da propaganda oficial e o PAC.

Além disso, a maior parte da arrecadação é composta por impostos indiretos que atrapalham a nossa competitividade e distorcem os incentivos produtivos.

Quanto maior o peso estatal, maiores as oportunidades de corrupção, troca de favores e clientelismo.

Em diversos rankings, nosso país aparece na vice-colocação entre os países mais corruptos, perdendo apenas para a Nigéria.

Segundo a sabedoria popular, “o Brasil tem a maior carga tributária do mundo para pagar a maior corrupção do mundo”.

Observando os dados da Receita Federal e lendo as notícias de que José Genoino assumiu o mandato de deputado federal na semana passada, fica difícil discordar.

Publicado no jornal Brasil Econômico.

Rodrigo Sias é economista do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

FONTE: Mídia Sem Máscara

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Brasil em marcha lenta

País perde o sexto lugar entre as maiores economias pelo menos até 2016

 

(Estado de SP, 17) Considerando o desempenho do PIB no 4º trimestre de 2011, e no 1º, 2º e 3º trimestres deste ano, o país voltou para a sétima posição, atrás do Reino Unido. A atividade econômica brasileira em marcha lenta foi decisiva para que a distância entre os dois países subisse para a casa dos US$ 200 bilhões. A Economist Intelligence Unit (EIU), responsável pelo levantamento, calcula que a economia do Brasil só voltará a ultrapassar a britânica em 2016.

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Brasil é o Brics que cobra mais impostos

Carga tributária do País chega a 34% do PIB e só é superada por europeus

 

O Brasil cobra mais impostos do que os outros países do Brics, os vizinhos da América Latina e a maior parte das nações ricas. A carga tributária brasileira só é superada por alguns países europeus, que detêm um amplo estado de bem-estar social que vem sendo desmontado com a crise.

No ano passado, o governo brasileiro recolheu US$ 704,1 bilhões em impostos, o equivalente a 34% do Produto Interno Bruto (PIB). O porcentual é bem superior aos 12% da Índia, 19% da Rússia e 24% da China, releva um levantamento feito pela UHY, uma rede internacional de contabilidade e auditoria.

A carga tributária brasileira ficou acima da praticada no México (10%) e nos Estados Unidos (24%). Também supera a média dos países do G-8 (29%). De uma lista de 23 países, o Brasil só cobra menos impostos que França (44%), Itália (43%), Alemanha (43%) e Holanda (38%).

“O Brasil tem uma carga tributária alta comparado com emergentes e até com países ricos. É uma bola de neve que não termina”, diz Diego Moreira, diretor técnico da UHY Moreira-Auditores. Ele ressalta que os impostos reduzem a competitividade das exportações, mas também da indústria local no mercado doméstico por conta da concorrência com produtos importados.

De acordo com Eric Waidergorn, diretor de consultoria internacional da UHY Moreira-Auditores, a alta carga tributária brasileira afugenta os investidores externos, mas o Brasil possui outras vantagens em relação aos demais países emergentes, como risco país em queda, mão de obra qualificada e proximidade cultural.

Distorções. Especialistas em impostos afirmam que a carga tributária brasileira não é apenas alta em relação a outros países, mas também de má qualidade. Do total de impostos arrecadados no Brasil, cerca de 30% são indiretos. No exterior, a maior parte dos tributos são diretos.

Os impostos indiretos incidem sobre o consumo em vez da renda. Segundo Clóvis Panzarini, da CP Consultores Associados, os impostos indiretos são mais fáceis de arrecadar, pois incidem sobre as empresas, e politicamente menos sensíveis. “A percepção do cidadão sobre o custo fiscal é menor .”

Outro problema grave dos impostos indiretos é que tornam a carga tributária brasileira “regressiva”. Isso significa que os pobres acabam pagando proporcionalmente mais impostos que os ricos, porque consomem uma fatia muito maior da sua renda.

Até o governo Sarney, a carga tributária brasileira estava em um patamar parecido com os 24% do PIB cobrados nos Estados Unidos. Mas, após a Constituição de 1988, foram criados vários impostos, como PIS/Cofins e a extinta CPMF, e estendidos outros tributos, como o ICM que passou a incidir sobre os serviços e se transformou no ICMS.

“A carga tributária brasileira é altíssima. E o pior é que não dá retorno para a população”, diz João Eloi Olenike, presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Ao mesmo tempo em que pagam impostos altos, muitos brasileiros arcam com custos como plano de saúde, escola para os filhos, segurança da rua, entre outros.

Para medir o aproveitamento dos impostos em serviços para a população, o IBPT criou o Índice de Retorno de Bem-estar à Sociedade (Irbes), que cruza os dados da carga tributária e do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Entre os 30 países que possuem as maiores cargas tributárias do mundo, o Brasil é o que oferece o pior retorno da arrecadação em serviços para a população. A Austrália lidera o ranking seguida pelos Estados Unidos.

FONTE: O Estado de S. Paulo

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Déficit Público em relação ao PIB

Brasil (-2,7%) / Alemanha (-1%) / França (-5,2%) / Itália (-3,9%) / Espanha (-8,5%) / Portugal (-4,2%) / Grécia (-9,1%) / Holanda (-4,7%) / Bélgica (-3,7%) / Finlândia (-0,5%) / Irlanda (-13%)

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

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O Brasil ultrapassou o Reino Unido como a sexta potência econômica mundial, de acordo com o Economist Intelligence Unit, que se baseia no produto interno bruto (PIB) de ambos os países, medido em dólares à taxa de câmbio corrente.

Esta informação antecipa as previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Business Monitor International (BMI) para 2011 e tem uma curiosidade. Em 2013, ainda de acordo com a consultora do grupo Economist, o Brasil perderá esta posição para a Índia, mas vai recuperá-la um ano depois, devido ao Mundial de Futebol. E à custa da França.

O Folha de São Paulo avança que esta subida do Brasil no ranking das maiores economias mundiais se deve à crise dos países desenvolvidos, que antecipou esta ascensão econômica – no ranking – dos países emergentes.
Em 2009, o PIB brasileiro ultrapassou o Canadá e a Espanha, e um ano depois o de Itália. Mas o melhor, para a economia brasileira, ainda está para vir. Em 2020, o Brasil terá ultrapassado todas as economias europeias, o que inclui a poderosa Alemanha.

FONTE: Greensavers, em 14.12.2011

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Brasil versus BRICs

Enquanto o Brasil não resolver seus problemas estruturais, vai ser difícil ao País conseguir recursos adicionais para investir em Defesa

1. Investimento em relação ao PIB. Brasil em último.

2. Exportações em relação ao PIB. Brasil em último.

3. Dívida Pública em relação ao PIB. Só a Índia é pior que o Brasil.

4. Pagamento de juros em relação ao PIB. Só a Índia é pior que o Brasil.

5. Receita Tributária em relação ao PIB. Aqui, ninguém passa o Brasil.

6. Se quiser ler a matéria toda, são 18 páginas. Sebastian Briozzo e Joydeep Mukherji. Standard & Poor’s. Conheça.

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Tóquio, 14 fev (EFE).- O Produto Interno Bruto (PIB) do Japão cresceu 3,9% em termos nominais durante 2010, ano em que a China o superou como segunda economia mundial, anunciou nesta segunda-feira o Governo japonês.
O Executivo japonês já tinha descontado no dia 20 de janeiro, quando se divulgou o crescimento de 10,3% da China (US$ 6 trilhões em termos nominais), que o país vizinho o tinha relegado ao posto de terceira potência mundial após 42 anos como segunda economia do planeta.

O valor do PIB nominal do Japão nos 12 meses de 2010 foi de 479,223 trilhões de ienes (US$ 5,74 trilhões).

Entre outubro e dezembro, o PIB japonês caiu 1,1% em taxa anualizada, pela primeira vez desde o período julho-setembro de 2009, e se contraiu 0,3% com relação ao trimestre anterior, informou o Governo japonês.

Essa queda se deve especialmente ao retrocesso de 0,7% no consumo privado, uma variável que representa 60% do PIB japonês e que se viu afetada pelo fim das ajudas à compra de produtos ecológicos e a alta dos preços do tabaco nesse trimestre.

Além disso, no trimestre outubro-dezembro de 2010, penúltimo do ano fiscal japonês, o investimento público retrocedeu 5,8%, embora a despesa de capital tenha aumentado 0,9%, ambos com relação ao trimestre imediatamente anterior.

O fim do reinado do Japão como segunda economia mundial acontece em um momento no qual este país tenta pôr freio à grande dívida pública, à persistente deflação e ao risco que representa para o motor exportador um iene forte.

O Banco do Japão (BOJ, banco central japonês) prevê que o Japão cresça 2,1% durante este ano fiscal, que termina em março de 2011, e o faça em 1,8% no seguinte exercício.
Apesar dos maus dados registrados entre outubro e dezembro de 2010, espera-se que entre janeiro e março deste ano a economia japonesa volte a gerar riqueza, especialmente graças à recuperação das exportações.

FONTE: UOL

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