SÃO PAULO – Helicópteros de ponta, que poderiam estar sendo usados para combater o crime, estão parados em Goiás. Os três helicópteros, que custaram R$ 21 milhões, chegaram a Goiânia no fim do ano passado e quatro meses já se passaram e os aparelhos ainda não participaram de nenhuma operação.

Os helicópteros ficaram guardados porque chegaram dos Estados Unidos incompletos. Faltavam equipamentos como farol de busca e barras de apoio, que dão segurança às operações. Além disso, os pilotos fizeram apenas o curso teórico. Falta ainda o curso prático, de apenas 5 horas de voo.

O Ministério Público Federal investiga se o governo de Goiás está “fazendo vistas grossas” para o descumprimento do contrato pelo fabricante.

O secretário de Segurança de Goiás, João Furtado, diz que o estado ainda deve R$ 9,5 milhões ao fabricante.

- Esperamos que este fato seja motivador para a empresa cumprir o que está no contrato – diz ele.

Goiás está sem patrulhamento aéreo. O único dos helicópteros antigos que restou está parado, à espera de verba para manutenção do motor.

FONTE: O Globo

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Policiais receberão até R$ 1,5 mil de gratificação anual; Estado e União terão ação conjunta contra as milícias

O governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) decidiu cobrar metas de redução da criminalidade, a partir de julho. Está prevista uma premiação anual com pagamento de até R$ 1.500 a policiais, caso as metas sejam atingidas. Cabral anunciou ontem um novo modelo de gestão da segurança pública – na prática, uma integração das polícias Civil e Militar. Ele também disse que o Estado receberá empréstimo de R$ 160 milhões do BNDES para a construção de sete cadeias públicas, a reforma das últimas 50 delegacias distritais ainda não informatizadas e a transferência de todas as especializadas para a futura Cidade da polícia. O BNDES informou que o financiamento, um dos primeiros na área de segurança, está em fase adiantada, mas ainda não foi aprovado.

As metas estabelecidas para o segundo semestre (em relação ao mesmo período de 2008) são: redução dos homicídios dolosos em 11,7%, atingindo o máximo de 2.523 casos; diminuição de 6,4% dos roubos de veículos – máximo de 13.129; e crescimento de até 7,2% dos roubos de rua (a transeuntes, de celular e em coletivos), com total de 47.180 ocorrências, o que representaria uma redução em relação ao aumento de 11% registrado no ano passado. Os latrocínios (roubos seguidos de morte), que cresceram 22,4% em 2008, também serão acompanhados, mas nesse caso o indicador não terá impacto na pontuação.

Segundo a secretaria, a escolha dos indicadores ocorreu a partir de uma análise que identificou os crimes que “teriam maior impacto na sensação de insegurança”. O Estado ainda foi dividido em sete Regiões Integradas de Segurança Pública (Risp). Cada Risp vai ganhar um prédio próprio e será liderada por um delegado e um coronel da PM, sob supervisão da Secretaria da Segurança. Também foi criada a Circunscrição Integrada de Segurança Pública (Cisp), uma integração operacional de companhias da PM com delegacias distritais. O objetivo é facilitar o monitoramento e o cumprimento de metas.

Todos os agentes de segurança que alcançarem as metas anuais vão receber R$ 500. A condição é que estejam lotados há mais de seis meses na Risp premiada. A primeira colocada no ranking dará premiação anual de R$ 1.500. Unidades especializadas também vão receber gratificações.

MILÍCIAS

O governador também assinou um acordo de cooperação com o Ministério da Justiça para combate às milícias, que prevê o planejamento de operações com a polícia federal e o encaminhamento de um projeto de lei ao Congresso, propondo a tipificação do “crime de milícia”. Entre outras medidas estão o aumento da fiscalização e a modificação no sistema de distribuição de gás.

FONTE: O Estado de São Paulo

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