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T-90S

Representantes da Uralvagonzavod comunicaram hoje que a companhia russa está preparada para oferecer ao Peru os exemplares mais completos do blindado T-90S, atualmente em exibição na SITDEF PERU-2013. A feira de defesa teve início ontem, em Lima, e vai até o próximo dia 19.

Em declaração à RIA Novosti, um dos representantes da empresa e oficial-general reformado das Forças Armadas russas, Alexei Maslov, afirmou que desde o ano passado os militares peruanos estavam interessados no blindado “Diante do interesse genuíno por parte do Peru em adquirir blindados T-90S, a Uralvagonzavod está disposta a deixar esse exemplar no país para testes, após o fim da exibição”. Maslov afirmou ainda que a Rússia tem boas chances de vender blindados ao Peru. Espera-se que o país sul-americano adquira entre 120 e 170 veículos.

O T-90S modificado apresenta motor multi-combustível de 1.130 hp e alcança velocidade de até 45km/h em terreno acidentado e até 60km/h em estrada plana. A torre remodelada é armada com canhão de 125mm, e o blindado conta com novos sistemas de controle de fogo, navegação e comunicações, além de metralhadora 7.62mm controlada remotamente.

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FONTE: RIA Novosti (tradução e adaptação do Forças Terrestres a partir de original em inglês)

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vinheta-clipping-forte1A Rússia não tem a intenção de vender armas à Síria além dos contratos já existentes, declarou o ministro das Relações Exteriores, Serguêi Lavrov.

Na última sexta-feira (10), Lavrou se reuniu com seus colegas da Alemanha e da Polônia, Guido Westerwelle e Radoslaw Sikorski, respectivamente, em Varsóvia, na Polônia.

“A Rússia está finalizando o fornecimento de sistemas antiaéreos. Esse é um armamento defensivo, projetado para que a Síria tenha a possibilidade de se proteger de ataques aéreos”, disse Lavrov.

Na véspera do encontro na capital polonesa, diversos veículos do Ocidente informaram  que Moscou forneceria o sistema de defesa antimíssil S-300 para Damasco.

A reação foi instantânea: o primeiro-ministro britânico, David Cameron, levantou a questão em meio às suas conversas com Vladímir Pútin, em Sôtchi. Westerwelle também indagou Lavrov sobre a questão durante o encontro em Varsóvia.

Esse foi o terceiro encontro do tipo realizado entre os ministros: em 2011, a reunião ocorreu em Kaliningrado; em 2012, em Berlim. Lavrov, Westerwelle e Sikorski acertaram que a reunião do próximo ano será realizada em São Petersburgo.

De acordo com Lavrov, o formato do encontro é útil para o surgimento de novas ideias para melhorar a cooperação na prática entre os três países e desenvolver uma parceria estratégica da Rússia com a UE.

Base na Bielorússia

Até 2015, Moscou pretende criar uma base aérea completa na vizinha Bielorrússia, que hospedará caças russos. Em 23 de abril, o chefe do Ministério da Defesa, Serguêi Shoigu, realizou uma visita à Minsk para tratar do assunto.

De acordo com acordos preliminares, a primeira unidade de emergência de caças será entregue já em 2013. Depois de dois anos, surgirá um regimento de aviação russa na Bielorrússia.

Além disso, em 2014, a Rússia fornecerá quatro divisões de S-300 para proteger o espaço aéreo da Bielorrússia.

O presidente bielorrusso, Aleksander Lukashenko, não levantou objeções às propostas de Shoigu, mas declarou que ainda não foram alcançados os acordos de princípio sobre a base.

Indagado pela Gazeta Russa se a base aérea na Bielorrússia poderia ser considerada como uma resposta do lado russo ao sistema antimíssil europeu, Lavrov disse:

“Do ponto de vista puramente militar, a base da força aérea, na forma em que a questão foi discutida entre Rússia e Bielorrússia, nada tem a ver com o sistema europeu de defesa antimíssil. Existem outros meios para neutralizar os riscos potenciais.”

Ele lembrou que a relação da Rússia com a Bielorrússia, incluindo a esfera militar, constitui-se como a de aliado.

“Temos um tratado sobre o estado da união, cujos mecanismos estão funcionando. As questões de segurança são resolvidas de maneira harmoniosa. Não vejo qualquer motivo para nervosismo em relação a esse assunto”, destacou Lavrov.

Perguntado sobre qual seria a reação da Alemanha e da Polônia em relação à criação dessa base aérea, Westerwelle observou: “o fortalecimento da confiança é o principal objetivo que devemos almejar.”

A resposta de Sikorski foi mais concreta:

“A Polônia não quer participar de uma corrida armamentista perto de suas fronteiras.” Ele acrescentou que “o surgimento da base aérea russa na Bielorrússia nos preocupa e nós gostaríamos que isso não acontecesse”.

É compreensível que, para a União Europeia, jatos de combate russos extras junto às fronteiras orientais são absolutamente desnecessários.

Lavrov teve que dar explicações adicionais a esse respeito:

“Muitas vezes eu já falei sobre a aproximação da infraestrutura militar das fronteiras do país. Quando o Pacto de Varsóvia terminou, garantiram-nos que a Otan não iria se expandir para o Leste. Mais tarde, a aliança começou a se expandir. Também nos garantiram que nos territórios dos novos membros da Otan não iriam ser dispostas forças de combate substanciais permanentes. Tudo isso foi violado, nada está sendo cumprido. A infraestrutura militar da Otan realmente está movendo-se para o Leste, rente à fronteira russa. E nós não estamos fazendo disso uma tragédia.”

De acordo com Lavrov, Moscou, Berlim e Varsóvia têm uma compreensão geral de que a Rússia e a Otan não são inimigos, o que está sacramentado em documentos aprovados em esferas superiores.

“Nesse sentido, há algum tempo, Rússia e Polônia apoiaram a iniciativa da Alemanha de um projeto de fortalecimento de confiança na área Euro-Atlântica. Nós somos coautores do respectivo documento no Conselho Otan-Rússia. Espero que os outros membros do conselho apoiem nossa iniciativa conjunta”, disse ele.

FONTE: Gazeta Russa

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vinheta-clipping-forte1O primeiro-ministro britânico, David Cameron, e o presidente russo, Vladimir Putin, discutiram nesta sexta-feira medidas conjuntas visando a uma solução para o conflito na Síria, em um contexto de intensas negociações diplomáticas.

A visita de Cameron a Sochi, às margens do Mar Negro, ocorre três dias após Moscou e Washington terem chegado a um acordo em busca de uma resolução política para o conflito, que já dura mais de dois anos e deixou mais de 70.000 mortos, segundo a ONU.

O primeiro-ministro britânico deve se reunir na segunda-feira com o presidente americano, Barack Obama, na Casa Branca.

Após a reunião, Putin revelou que havia conversado com Cameron a respeito de ‘possíveis opções’ para uma solução, mas nenhum outro avanço foi anunciado.

‘Por iniciativa do primeiro-ministro, conversamos sobre possíveis opções para um desenlace positivo da situação (na Síria) e sobre as medidas concretas neste sentido’, disse o chefe de Estado russo em sua residência em Sochi, citado pelas agências russas.

‘Temos um interesse comum, que é acabar rapidamente com a violência e lançar um processo de solução pacífica, manter a integridade territorial da Síria como Estado soberano’, acrescentou.

Cameron afirmou que, apesar de os pontos de vista de Rússia e Grã-Bretanha sobre a solução do conflito sírio serem diferentes, os dois países têm o mesmo objetivo, que é pôr fim ao conflito e conter o extremismo no país.

O primeiro-ministro britânico saudou a proposta de organizar uma conferência internacional por uma solução política -com base no acordo de Genebra concluído em 30 de junho de 2012 entre as grandes potências- feita por Moscou e Washington na terça.

‘A Grã-Bretanha, a Rússia e os Estados Unidos devem cooperar para criar um governo de transição na Síria’, indicou Cameron.

O acordo de Genebra não define o futuro do presidente sírio, Bashar al-Assad, e a oposição continua a considerar a sua saída do poder como uma pré-condição para qualquer negociação.

Contudo, o secretário de Estado americano, John Kerry, insistiu na quinta-feira, em visita à Roma, que a saída de Assad é necessária. Ele também considerou que o fornecimento iminente de mísseis terra-ar russos à Síria seria ‘potencialmente desestabilizador’ para a região.

Nesta sexta, Lavrov indicou que Moscou está concluindo o fornecimento de mísseis já acertado com a Síria, mas que não planeja realizar novas vendas de armamentos deste tipo.

‘A Rússia vende (mísseis) há muito tempo. Ela assinou contratos e conclui o fornecimento em virtude de contratos assinados. Isso não é proibido por nenhum acordo internacional’, declarou em Varsóvia.

‘Trata-se de armamento defensivo para que a Síria, que é o país importador, tenha a possibilidade de se defender de ataques aéreos’, acrescentou Lavrov.

Já o chefe da diplomacia alemã, Guido Westerwelle, indicou a existência de uma controvérsia a esse respeito e exigiu o fim do fornecimento de armas à Síria.

‘Estamos convencidos de que o fornecimento internacional de armas à Síria deve acabar e que devemos fazer tudo para dar chances a uma situação política’, declarou Westerwelle após uma reunião com os ministros das Relações Exteriores da Polônia e da Rússia.

A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, fez um apelo por uma ação internacional urgente para acabar com o derramamento de sangue na Síria, após testemunhos de massacres cometidos recentemente pelas tropas de Damasco na cidade de Banias.

Mas ela se disse satisfeita com a iniciativa russo-americana sobre a realização de uma conferência internacional.

No terreno, o Exército sírio lançou panfletos sobre Qousseir, uma cidade estratégica localizada na província de Homs, pedindo para que os habitantes deixem a cidade rebelde antes de um ataque iminente, indicou à AFP uma fonte militar que pediu para não ser identificada.

Os rebeldes na Síria postaram na internet mais um vídeo que mostra quatro capacetes azuis filipinos capturados terça-feira. As Filipinas declararam nesta sexta-feira que desejam a retirada de seus cidadãos da força de observação da Otan nas Colinas de Golã o quanto antes.

FONTE: G1

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AFP

MOSCOU

 

vinheta-clipping-forte1A Rússia comemorou nesta quinta-feira a vitória sobre o regime nazista em 1945 com um desfile de 11 mil soldados na Praça Vermelha, em Moscou, e bombardeiros no céu, uma demonstração de força digna da antiga e poderosa União Soviética.

Caminhões militares transportando mísseis estratégicos e outras armas pesadas desfilaram pelo centro da capital russa para marcar o fim da Segunda Guerra Mundial, celebrada em 9 de maio na ex-URSS. A rendição alemã foi assinada durante a noite de 8 de maio em Berlim, mas 9 de maio no horário de Moscou.

Exatamente às 10h00 (03h00 no horário de Brasília) no relógio do Kremlin, um grande silêncio se instalou na Praça Vermelha repleta de militares, e na tribuna oficial o presidente Vladimir Putin e convidados, incluindo muitos ex-combatentes cheios de medalhas.

O desfile militar começou com a revisão das tropas pelo ministro da Defesa, Sergei Shoigu, que passou em uma descoberta limusine preta, acolhendo milhares de soldados e oficiais que gritavam em coro o seu tradicional “Hooray!”, sob um céu azul e uma temperatura de primavera.

“Vamos sempre lembrar que foi justamente a Rússia, a União Soviética, que frustrou os projetos hediondos, sangrentos, dos nazistas e que os impediu de controlar o mundo”, declarou Putin, em um breve discurso.

“Nossos soldados salvaram a liberdade e a independência ao defenderem abnegadamente sua pátria, libertando a Europa e conquistando uma vitória cuja grandeza será lembrada por séculos”, acrescentou.

“Nós faremos tudo para que pessoa alguma possa começar uma guerra em qualquer lugar. Nós nos esforçamos para melhorar a segurança do planeta”, disse Putin.

Após a queda do regime soviético em 1991, os desfiles militares foram reduzidos a uma dimensão mais histórica. Mas a Rússia recuperou a tradição das demonstrações de poder, algo caro a Vladimir Putin, que atingiu o apegou com o aniversário de 65 anos da vitória em 2011, quando as tropas da OTAN foram convidadas pela primeira vez.

Antes de seu retorno ao Kremlin há um ano para um terceiro mandato como presidente, depois dos de 2000-2008 e um interlúdio como primeiro-ministro em 2008-2012, Putin prometeu um rearmamento “sem precedentes” da Rússia frente os Estados Unidos, planejando gastar 23 trilhões de rublos (590 bilhões de euros) nesta década.

Desfiles militares, com a participação de cerca de 40 mil soldados ocorreram em 24 cidades da Rússia, de Vladivostok (Extremo Oriente) a São Petersburgo (noroeste), passando pela Sibéria.

Em Moscou, vários regimentos do Exército russo marcharam em passo cadenciado, seguidos por veículos transportando tropas 82A e rampas de lançamento do sofisticado míssil terra-ar S-400.

Estes veículos cruzaram o centro da capital, sob os olhos de muitos espectadores agrupados atrás de barreiras de metal ao longo do percurso fechado pela polícia.

No céu, 68 helicópteros e aviões, incluindo os bombardeiros Tu-160 e MiG-29 voaram sobre Moscou.

Mais de 25 milhões de russos morreram durante a Segunda Guerra Mundial. Autoridades russas acusam regularmente a historiografia ocidental de minimizar o papel da União Soviética na vitória.

As celebrações da “Grande Guerra Patriótica” na Rússia, que geralmente fazem pouco caso do desembarque dos aliados na Europa, são marcadas ao longo do dia por muitos eventos (concertos, exposições, filmes e queima de fogos).

FONTE: AFP via Resenha do Exército

VÍDEO: Russia Today

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vinheta-clipping-forte1O Ministério da Defesa russo começou a implementar e a dominar o uso de equipamentos de artilharia sobre rodas, que no futuro substituirão a do tipo lagarta. O primeiro obuseiro russo em uma plataforma com rodas será exposto no outono, em Níjni Tagil, na Mostra Internacional de Equipamento Militar REA-2013.

Oleg Afanasiev, representante da Kamaz, contou ao “Izvéstia” que, como base para o novo obuseiro, foi escolhida a plataforma tetra-axial Kamaz-6560, que é utilizada em equipamentos empregados na construção e de uso militar.

Para o novo equipamento, ela foi modernizada, com a inserção de um motor mais potente e com modificações no design do quadro para que ele possa resistir a um tiro potente.

“É o mesmo chassi sobre o qual estão montando o sistema de defesa antiaéreo Pantsir-S. Ele atende as exigências da indústria e dos militares. Já é uma plataforma de série, por isso, não haverá qualquer problema com a sua fabricação”, explicou Afanasiev.

Ele acrescentou que o protótipo da nova plataforma foi enviado para a MZ (empresa russa de armamento), onde é produzida a unidade de artilharia. Lá, as duas partes do obuseiro devem ser reunidas em uma única máquina, e os testes, iniciados.

Assim que eles forem concluídos, o primeiro tanque sobre rodas será integrado ao armamento do exército da Rússia e começará a entrega dessas unidades para as tropas. Espera-se que os testes sejam concluídos antes do final de 2015.

Supõe-se que o obuseiro será totalmente automatizado, ou seja, poderá ser carregado e disparado à distância. A tripulação permanecerá na cabine, que, segundo os planos, deverá ser blindada para proteção contra balas e estilhaços.

Segundo o Ministério da Defesa, as novas máquinas deverão ser entregues, em primeiro lugar, às brigadas de assalto aéreo e às brigadas leves de montanha, onde se exige mobilidade e alta velocidade durante a circulação pelas estradas.

Em seguida, elas serão fornecidas para as brigadas médias, que, ao invés de utilizarem os veículos de combate BMP do tipo lagarta para transportar a infantaria, passarão a usar os blindados BTR sobre rodas. Planeja-se equipar as brigadas pesadas com veículos do tipo lagarta porque eles possuem melhor blindagem.

Segundo o órgão gestor das Forças de Mísseis e Artilharia do exército, o novo equipamento complementará o obuseiro extra leve, encomendado anteriormente.

O analista militar independente Viacheslav Tseluiko explicou que ele terá um emprego limitado.

“Esse tipo de obuseiro é mais apropriado para blindados BTR das brigadas médias, onde existe uma grande proporção de chassis com rodas. Além disso, as brigadas têm uma velocidade suficientemente alta. Em tais composições, os obuseiros do tipo lagarta, MSTA-S ou o rebocável MSTA-B, iriam diminuir o ritmo do deslocamento. Mas para as brigadas leves, esse tipo de obuseiro não é aplicável. Devido às suas dimensões, ele não irá caber no Mi-26, o que é um requisito obrigatório para os equipamentos leves”, explicou Tseluiko.

Ele também lembrou que o exército já tinha tentado criar obuseiros sobre rodas com a arma MSTA-K, experiência que fracassou devido à instabilidade das rodas causada pela sobrecarga lateral em função dos tiros.

O dispositivo de artilharia Coalition-SV foi desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Burevestnik, de Níjni Novgorod, e sua produção foi implementada na  Motovilikhinskiye zavody S/A, em Perm.

As maquetes dos sistemas avançados de artilharia Coalition–SV foram apresentados pela primeira vez, em uma variedade de chassis, durante a visita do vice-premier Dmítri Rogozin à Perm, em julho de 2012.

Na mesma época, a Motovilikhinskiye zavody S/A tomou a iniciativa de criar, na sede da empresa, um centro federal de tecnologia de artilharia, no qual era proposta a inclusão dos maiores produtores de sistemas de artilharia do país — Zavod nº9 S/A, de Ekaterimburgo, e o Instituto de Pesquisa Burevestnik.

 

Publicado originalmente pelo Izvéstia

FONTE: Gazeta Russa

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Vladimir_Putin_12015“Na Rússia, vivem russos. Todas as minorias, de qualquer origem, se desejam viver na Rússia, trabalhar e comer na Rússia, deveriam falar o russo e deveriam respeitar as leis russas. Se preferirem a Lei da Charia, então nós recomendamos que eles se transfiram para países onde essa é a lei do Estado. A Rússia não precisa de minorias. As minorias precisam da Rússia e nós não daremos a elas privilégios especiais ou possibilidade de mudar nossas leis para elas se adaptarem a seus desejos. Os costumes e as tradições da Rússia não são compatíveis com a falta de cultura ou com as formas primitivas da maioria das minorias. Quando este honroso Parlamento pensar em criar novas leis, deve ter em mente em primeiro lugar os interesses nacionais, observando que as minorias não são russas”.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

NOTA DO FORTE: Segundo o site www.hoax-slayer.com o discurso é falso.

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vinheta-clipping-forte1155157614Na última terça-feira (23), Bruxelas foi palco de mais uma reunião com os ministros das Relações Exteriores do Conselho Rússia-Otan. O encontro foi aberto com uma breve declaração do secretário-geral da Aliança, Anders Fogh Rasmussen, relembrando os primórdios da cooperação.

“Há dois anos e meio, durante uma reunião em Lisboa, Otan e Rússia decidiram fazer uma parceria estratégica. Temos que cumprir essa promessa, embora tenham sido feitos progressos significativos em muitas áreas. A reunião de hoje será mais um passo na direção certa”, disse Rasmussen.

Durante duas horas e meia, os ministros discutiram diversas questões atuais relacionadas à segurança internacional, desde a cooperação na luta contra o terrorismo, o narcotráfico e a  pirataria, até o agravamento da situação na península coreana e a crise na Síria.

O principal resultado positivo do encontro de Bruxelas foi o acordo sobre o início da segunda etapa das atividades do fundo fiduciário para os serviços de manutenção de helicópteros russos no Afeganistão. Dez países estão participando do projeto, cuja contribuição total beira os US$ 20 milhões.

O dinheiro está sendo atualmente investido na formação profissional de técnicos afegãos de manutenção e em serviços de manutenção de helicópteros Mi-17. Com o lançamento da segunda fase, o programa de treinamento será expandido, e o fundo será direcionado também para a manutenção de outros tipos de helicópteros, incluindo o Mi-35.

Os membros do Conselho Rússia-Otan não se limitaram à  cooperação no Afeganistão. “A ameaça do terrorismo não desapareceu, o que claramente mostrou a tragédia em Boston”, lembrou ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguêi Lavrov.

Em  junho, especialistas da Rússia e da Otan realizarão, pela primeira vez em condições reais, testes do sistema de detecção remota de explosivos Standex, desenvolvido em conjunto. O secretário-geral da Aliança contou que o novo sistema, já apelidado de “nariz eletrônico”, será testado no “metrô de uma das capitais europeias”, provavelmente em Paris. A expectativa é que o sistema já seja usado durante os Jogos Olímpicos de Sôtchi, em 2014.

Para complementar as ações nessa área, haverá treinamentos para gestores do sistema comum de controle do tráfego aéreo em setembro, nos quais serão trabalhadas as ações em caso de captura de aeronaves civis por terroristas.

Os participantes do Conselho Rússia-Otan também mostraram preocupação com a segurança do espaço virtual e o ministro dos Negócios Estrangeiros russo propôs, inclusive, um reforço conjunto da segurança cibernética. “Isso é essencial para combater as redes terroristas, hackers e outros abusos na rede”, explica o ministro, salientando que o Secretário de Estado de Estados Unidos, John Kerry, já havia aprovado a ideia.

Síria em debate 

Como era de se esperar, o debate em torno sobre o conflito sírio não apresentou avanços durante a reunião. Mesmo assim, no dia seguinte, os 27 países da UE (a maioria dos quais também fazem parte da Otan) afrouxaram o embargo de petróleo contra a Síria. A partir de agora, os europeus poderão tomar suas próprias decisões sobre o fornecimento do petróleo sírio de áreas controladas pela oposição.A decisão foi recebida de forma negativa por Moscou e Lavrov tentou convencer aos demais que a suspensão parcial do embargo só agravaria a situação do país já dividido pela guerra civil.

Discussão antiga

Em relação ao escudo de defesa antimíssil norte-americano, não foram obtidos resultados expressivos, embora a Rússia continue exigindo garantias expressas de não orientação do sistema contra as forças nucleares russas.

A recente reunião do Conselho Rússia-Otan foi a primeira desde que os Estados Unidos anunciaram o abandono da quarta etapa da implantação do sistema de defesa antimísseis na Europa e, por esse motivo, os observadores aguardavam agora uma mudança qualitativa nas relações entre as duas partes.

“Houve um diálogo ativo, mas fizemos progressos muito limitados”, declarou o secretário-geral da Otan. Por outro, Lavrov garantiu que as autoridades russas estão estudando as propostas norte-americanas relativas ao assunto, enviadas ao presidente russo Vladímir Pútin no último dia 15, durante a visita do enviado da Casa Branca, Tom Donilon, a Moscou.

 

Publicado originalmente pelo Kommersant

FONTE: Gazeta Russa

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vinheta-clipping-forte1Diante da retirada da Isaf (Força Internacional de Assistência para a Segurança do Afeganistão), prevista para 2014, os líderes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) manifestaram interesse em conhecer a experiência soviética de retirada de tropas do país.

Os representantes da organização pediram a Moscou materiais e resultados da análise da retirada das tropas soviéticas do Afeganistão em 1989. Fontes ouvidas pelo jornal “Kommersant” justificam a ausência de um pedido oficial por parte da Otan ao desejo de evitar comparações entre a campanha militar soviética no Afeganistão e a presente missão no país.

O fato de a Otan estar interessada em receber esses materiais foi confirmado por várias fontes da organização e por uma fonte do Estado-Maior Geral das Forças Armadas da Rússia.

Segundo ela, no final de março passado, a organização encaminhou, por “vias militares diplomáticas”, ao Ministério da Defesa russo um pedido informal de acesso às informações sobre a retirada das tropas soviéticas do país em 1989.

A organização se manifestou interessada em conversar com participantes dos trabalhos na época e em analisar em conjunto com a parte russa os documentos do Ministério da Defesa da URSS relacionados àquele período da campanha afegã.

Além disso, a Otan deseja comparar as capacidades da URSS no final da campanha afegã com seu potencial atual para “ter uma noção clara e entender onde, quando e quais foram os  erros”.

A Otan pretenderia se nortear pela experiência soviética. O número de efetivos hoje no país é aproximadamente igual ao das tropas soviéticas presentes no Afeganistão em 1988.

“Na verdade, não há razões para negar o pedido. Esperamos que os materiais sejam úteis para eles e que isso venha a consolidar nosso diálogo”, disse a fonte do Ministério da Defesa russo.

Ela também lembrou que a estabilização da situação no Afeganistão “é uma prioridade não só para a Otan, mas também para a Rússia e a para a Otsc (Organização do Tratado de Segurança Coletiva)”.

Sem novidade

Segundo fontes russas próximas do Conselho Rússia-Otan, o interesse da organização por esse assunto não é novo. Os representantes da Otan já antes haviam demonstrado interesse pela  experiência soviética no Afeganistão em encontros de trabalho.

No final de 2011, o tema foi abordado durante um encontro entre o então governador da região de Moscou, general Boris Gromov, que havia comandado a retirada das tropas soviéticas do Afeganistão, e uma missão da Otan chefiada pelo comandante-chefe na Europa, almirante James Stavridis.

Autoridades oficiais da Otan, no entanto, não anunciaram intenção de recorrer à experiência soviética para a missão.

O presidente do Comitê Militar da Otan, general Knud Bartels, declarou publicamente, durante visita a Moscou em dezembro de 2012, que a organização não havia usado a experiência soviética quando estava planejando a retirada de suas tropas do Afeganistão.

As fontes russas justificam essa posição da Otan pelo desejo de não provocar associações entre a presente missão da aliança no Afeganistão e a campanha soviética naquele país, denominada no Ocidente de “período de ocupação”.

No final de março passado, a imprensa britânica publicou trechos do relatório “Lições da retirada das tropas soviéticas do Afeganistão”, elaborado a pedido do Ministério da Defesa do Reino Unido. Segundo o documento, a Otan está repetindo os erros cometidos pela União Soviética durante sua missão no Afeganistão.

De acordo com o relatório, o objetivo de cada uma das duas campanhas foi impor ao Afeganistão uma ideologia estranha: a comunista, no caso da URSS, e a democrática, no caso da Otan. Em cada um dos dois casos, à frente do país estava um governo central “corrupto e  impopular”, apoiado por forças externas, enquanto os rebeldes tinham sempre o grande apoio da população.

De acordo com especialistas russos, o interesse da Otan pela experiência soviética é lógico.

“Essa vertente é muito promissora para a cooperação. Outra questão é saber em que medida essas atividades conjuntas serão públicas”, disse o chefe do setor de segurança europeia do Instituto de Estudos sobre a Europa da Academia de Ciências da Rússia, Dmítri Danilov.

“A experiência soviética no Afeganistão é sobretudo um profundo conhecimento da situação interna, da relação de forças no cenário afegão e da especificidade das relações entre as tribos. Desde os tempos soviéticos, muita coisa mudou, mas a continuidade se mantém. Portanto, a experiência soviética é muito valiosa”, disse o cientista.

De acordo com Natalia Khanova, especialista do Centro de Estudos sobre o Afeganistão Moderno, a “Otan quer conhecer a experiência da União Soviética porque receia que a situação no Afeganistão após sua saída seja semelhante à vivida no país após a retirada das tropas soviéticas”.

Segundo informações disponíveis, negociações objetivas sobre o assunto poderão ser realizadas durante uma conferência internacional de segurança prevista pelo Ministério da Defesa para ser convocada em Moscou nos dias 23 e 24 de maio.

FONTE: Gazeta Russa (título original: “Otan estaria interessada na experiência soviética para a retirada de tropas do Afeganistão“)

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vinheta-clipping-forte1Em entrevista à agência de notícias RIA Nóvosti, Serguêi Ladíguin, chefe do departamento regional da Rosoboronexport, a única exportadora autorizada de armas e equipamentos militares do país, falou sobre os objetivos e problemas de especialistas russos que trabalham com os países da América Latina.

Ladíguin encabeçou a delegação russa na edição deste ano da Feira Internacional de Defesa e Segurança (Laad, na sigla em inglês), realizada no Rio de Janeiro na semana passada.

RIA Nóvosti – Como o senhor avalia a cooperação militar entre a Rússia e os países da América Latina?

Serguêi Ladíguin - É uma região especialmente promissora, mas o atual nível de cooperação militar não corresponde ao enorme potencial que poderíamos desenvolver. Aplicamos gradualmente uma política especial para aprofundar as relações com os nossos parceiros latino-americanos.

Atualmente, cooperamos com quase todos os países da região. Nos últimos anos, intensificamos a cooperação com Venezuela, Cuba, Colômbia, México, Peru, Equador e Uruguai. Assinamos contratos muito importantes com o Brasil e com a Argentina para o fornecimento de helicópteros.

O Chile também está mostrando interesse, mas até agora os contatos não se materializaram. Os nossos esforços são apoiados pelas autoridades russas, que estão focadas na América Latina e realizam muitas visitas à região.

Uma das últimas notícias é o interesse manifestado pelo Brasil na compra dos sistemas de defesa antiaéreo russos. Quando podemos esperar a assinatura de um contrato para o fornecimento de sistemas Pantsir-S1 e Igla-S?

Já foram realizadas várias negociações preliminares. No início deste ano, especialistas brasileiros visitaram a Rússia para estudar os sistemas.

Estamos desenvolvendo o projeto de contrato, mas ainda não podemos falar sobre prazos concretos. Esse contrato é muito importante para a Rússia. Se for assinado, as relações bilaterais entre os países entrarão em uma nova fase.

Em que países da América Latina poderão ser fabricados armamento e equipamento militar russos?

Estamos realizando negociações sobre a possibilidade de construir helicópteros, sistemas de defesa antiaéreos, armamentos, munições e sistemas de artilharia com vários países da América Latina, inclusive Brasil e Argentina. Essas propostas são muito importantes, porque ajudam a aumentar as quotas de exportação de armas para os países deste continente.

A Feira LAAD ajuda a intensificar a cooperação entre a Rússia a os países da América Latina?

A seção russa na feira de 2013 foi maior do que nos anos anteriores. As pessoas que visitaram a feira no ano passado puderam observar a diferença. A Rosoboronexport apresentou mais de 200 modelos de armamentos.

Que armamento causou maior interesse entre os clientes latino-americanos? 

Evidentemente são os sistemas de defesa antiaérea. Apresentamos todos os modelos para exportação, incluindo os sistemas modernizados Petchora-M, cujas caraterísticas técnicas foram melhoradas consideravelmente, e os sistemas de localização de navios Palma.

Além disso, os brasileiros querem receber helicópteros militares de transporte Mi-17, helicópteros de combate Mi-35M e helicópteros de transporte pesados Mi-26T2, que podem transportar volumes extraordinários de carga.

Veículos blindados Tigr, sistemas de artilharia Kornet e submarinos diesel-elétricos também interessaram os latino-americanos.

Publicado originalmente pela RIA Nóvosti

FONTE: Gazeta Russa

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vinheta-clipping-forte1O chefe do Departamento para Cooperação Militar Internacional do Ministério da Defesa, Serguêi Kochelev, declarou na última quarta-feira (3) que as autoridades russas e os representantes da OTAN irão discutir a criação de bases para manutenção de armamento e equipamento militar no Afeganistão durante a Conferência Internacional sobre Aspetos Políticos e Militares da Segurança Europeia, que acontecerá em Moscou nos dias 23 a 24 de maio.

“A manutenção dos equipamentos militares afegãos continua a ser uma tarefa importante”, disse Kochelev, ao ressaltar que a situação local após a retirada das tropas da Otan, em 2014, poderia ter um impacto negativo sobre a segurança da Rússia e de outros países europeus.

Segundo Aleksandr Gruchko, representante permanente da Rússia na Otan, os diplomatas russos também querem ampliar a cooperação com a Aliança no Afeganistão depois que a Força Internacional de Assistência para Segurança da Otan (Isaf, na sigla em inglês) se retirar do país.

“Não descartamos novas áreas de cooperação [com a Otan] no Afeganistão. Tudo vai depender da presença das missões no país depois de 2014 e das tarefas que ainda precisam ser concluídas no Afeganistão”, afirmou Gruchko à agência de notícias RIA Nóvosti.

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, declarou recentemente que a retirada das tropas ajudará a aumentar a segurança. “Isso ajudará a começar, pela primeira vez, as negociações diretamente com Talibã”, disse Karzai. Acredita-se que tais negociações possam ser realizadas no Qatar, que recentemente recebeu a primeira “missão oficial do Talibã”.

O ex-secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, disse também que as autoridades do Afeganistão estão garantindo a segurança de 75% da população do país.

“Eles estão cumprindo as funções que foram determinadas no ano passado [durante a cúpula da Otan] em Chicago”, disse Panetta. “As forças afegãs estão preparadas para assumir a liderança e a responsabilidade pela segurança do país. No entanto, precisamos de um compromisso para continuar a desenvolver forças afegãs depois de 2014”, completou.

Influência russa

De acordo com o coronel Anatóli Tsiganuk, especialista do Centro de Previsões Militares e membro do Conselho Civil do Ministério da Defesa da Rússia, a intervenção russas nos assuntos internos do Afeganistão é uma ação obrigatória.

“Os norte-americanos deixarão cerca de 30% de seus equipamentos no país e é preciso fazer manutenção desse aparato. Além disso, muitos dos equipamentos usados atualmente são russos ou soviéticos e precisam ser consertados”, disse Tsiganuk ao jornal “Vzgliad”.

A comunidade internacional de especialistas militares mostra preocupação com a iniciativa dos EUA de deixar seus equipamentos em países da Ásia Central.

“Se os equipamentos permanecerem, isso significa que um certo número de especialistas americanos também ficarão na região”, justifica Tsiganuk

Vadim Kozúlin, professor da Academia de Ciências Militares, acredita que a Rússia não deve voltar ao Afeganistão.

“A maior parte de equipamentos russos fica no Afeganistão desde a era soviética. Tem boa qualidade e os pilotos afegãos estão familiarizados com equipamentos russos”, diz Kozúlin. “Os helicópteros russos adquiridos pelo Afeganistão hoje são fáceis de operar e conhecidos pela maioria dos pilotos locais.”

Ainda assim, Kozúlin sugere que a influência de Moscou nessa região não deve aumentar pelo possível retorno de especialistas russos ao Afeganistão, mas por causa de fatores geopolíticos.

“O aumento da influência é inevitável. Depois da saída dos americanos, a União Europeia e os EUA vão perder o interesse na região. Logo que as tropas saírem, toda a responsabilidade cairá ao países-vizinhos que são nossos aliados da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), como, por exemplo o Uzbequistão”, acrescenta o especialista. “O jogo americano logo acabará, e é hora de começar o nosso próprio jogo e assumir a responsabilidade.”

 

Publicado originalmente pela revista International Vzgliad

FONTE: Voz da Rússia

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Sistema de mísseis “Paraná”?

O Brasil e a Rússia estão negociando a co produção de modernos sistemas de mísseis antiaéreos, entre eles um que se chamará “Paraná”, informou um funcionário da companhia estatal russa Rosoboronexport para o noticiário RIA Novosti.

“Nossos sistemas de defesa antiaérea, principalmente os sistemas Pantsir-S1 e Igla-S, são atualmente os que mais interessam ao Brasil. Estamos negociando tanto a venda de produtos acabados como a produção sob licença com a participação de empresas brasileira, assim como o desenvolvimento de novos meios antiaéreos como o moderno sistema de mísseis Paraná”, informou o funcionário da agência estatal, sem fornecer maiores detalhes.

FONTE: RIA Novosti (tradução e edição do Blog das Forças Terrestres a partir do original em espanhol)

COLABOROU: ‘Augusto’

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vinheta-clipping-forte1A informação de que a China voltaria a comprar novo armamento da Rússia tomou as páginas dos veículos de comunicação chinesa, gerando especulação sobre as especificações dos atuais e potenciais contratos para fornecimento de aparato militar.

Apesar do destaque dado à notícia, não se trata de um contrato final, mas de uma versão estendida de um acordo de intenções. A possível compra de 24 caças Su-35 e quatro submarinos do tipo Lada já é discutida há tempos pela imprensa local, embora não haja confirmações.

“Não foi levantada nenhuma questão de cooperação técnico-militar durante a visita do presidente da China, Xi Jinping, a Moscou”, rebateu uma fonte russa sobre tais informações.

O contrato potencial para os Su-35 pode se tornar o primeiro pedido de compra para a exportação desse tipo de aeronave, que é hoje fornecida à Força Aérea da Rússia. A iniciativa pode abrir as portas para novos mercados para os caças Su-35, além da China. É o caso do Vietnã e Indonésia, que já compram as aeronaves Su-30MK2.

Além disso, a procura de novas oportunidades tem levado a Rússia a investir na cooperação técnico-militar com países de outras regiões, como o Brasil. A concretização do negócio chinês simplificará bastante a futura promoção do Su-35 em mercados estrangeiros, acreditam os fornecedores.

Futuro incerto

As relações entre setor militar russo e o cliente chinês, embora não tenham sido extintas, esfriaram bastante ao longo dos últimos anos, sobretudo na indústria aeronáutica.

Em 2003, a China se aproveitou das disposições dos contratos existentes para executar a montagem de 200 caças Su-27SK. Por terem recebido a licença de produzi-lo com a denominação J-11, os chineses cancelaram os acordos e, assim, privaram o lado russo de metade dos rendimentos esperados.

O escândalo foi intensificado quando a Rússia alegou que a China havia introduzido alterações no projeto e lançado sua própria máquina com base na propriedade intelectual russa – sem a mínima compensação.

Para evitar novos conflitos, é preciso focar no volume de fornecimento, apontam os especialistas. Se o fornecedor teme que a China comprará um número mínimo suficiente e depois quebrará o contrato, então é preciso negociar o fornecimento do número maior possível de caças.

Por outro lado, a rigidez da posição chinesa dificulta as negociações. Enquanto os russos sugerem a compra mínima de 70 a 75 caça, a China teria confirmado o interesse em adquiria apenas 10 a 12 aeronaves. “Menos do que uma centena, nem vale a pena vender”, garantem os especialistas russos.

Pacote completo

As transações noticiadas aumentam as discussões sobre como o know-how russo será aproveitado pelos chineses. Por mais compreensível que seja os equipamentos recebidos serem submetidos a um estudo detalhado, e, se houver a necessidade, à reprodução, os russos querem uma garantia de compensação, de modo que o contrato contemple uma quantia referente aos riscos de cópia não autorizada.

Os acordos também estariam prevendo um projeto conjunto russo-chinês para desenvolver submarinos não atômicos, no qual a Rússia utilizará uma tecnologia bastante assimilada no trabalho em parceria com a Índia.

Esse pode ser um novo passo na intensificação da cooperação técnico-militar entre os dois países. Não se trata de uma coincidência que ambas as transações tenham sido anunciadas em um único pacote. O que está sendo pesado é se os riscos do fornecimento de caças modernos para a China compensarão os possíveis benefícios trazidos pelo desenvolvimento conjunto de tecnologias para submarinos não nucleares.

O resultado de um novo formato de cooperação técnico-militar deve depender, portanto, das políticas externas da indústria de defesa russa.


Publicado originalmente pela Ria Nóvosti

FONTE: Gazeta Russa

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Kim-Jong-Un-Computing

vinheta-clipping-forte1Depois de declarar estado de guerra contra a vizinha Coreia do Sul, o governo comunista da Coreia do Norte manteve em curva ascendente a tensão regional. Desta vez, ameaçou com o fechamento do complexo industrial de Kaesong, onde cem empresas funcionam numa área governada conjuntamente por Pyongyang e Seul – além de prometer um reforço “quantitativo e qualitativo” de seu poderio nuclear. O presidente norte-coreano, Kim Jong-un, presidiu pessoalmente uma reunião do comitê central do Partido dos Trabalhadores e decidiu que a posse de armas nucleares, classificada como “a vida do país”, deverá ser fixada por lei. A radicalização do discurso renovou as preocupações de sul-coreanos e americanos. Mais do que uma escalada militar ou nuclear, especialistas de ambos os países apontam para indícios de um outro risco, mais silencioso, vindo no Norte: a ação de ciberterroristas.

Segundo a agência estatal norte-coreana KCNA, na reunião de ontem foi decidido também desenvolver um reator de água leve como parte de um plano de abastecimento energético ligado à indústria nuclear para fins civis, além de investir em tecnologia espacial e satélites mais avançados.

“As forças nucleares devem ser expandidas e fortalecidas com qualidade e quantidade até que a desnuclearização do mundo seja alcançada”, informou a agência.

- Esta é uma linha estratégica a ser sempre seguida – declarou Kim Jong-un.

As tensões na Península Coreana aumentaram nas últimas semanas diante de exercícios militares conjuntos de americanos e sul-coreanos na região. E ainda depois de novas sanções econômicas impostas pela ONU em punição a testes balísticos e nucleares perpetrados pelo Norte. Ontem, em tom desafiador, o regime de Kim Jong-un reiterou que suas armas atômicas não são objeto de barganha com o Ocidente.

“São o tesouro de um país reunificado que nunca poderá ser trocado por bilhões de dólares”, dizia o texto divulgado pela KCNA.

Longe dos governos, a retórica belicista causou preocupação também a milhares de trabalhadores das Coreias do Norte e do Sul. As ameaças de Pyongyang de fechar o complexo industrial de Kaesong põem em risco o sustento dos dois lados da fronteira. Pelo menos 50 mil operários norte-coreanos trabalham na região, que responde por US$ 90 milhões do orçamento anual de Pyongyang. A cerca de dez quilômetros da fronteira, o polo de Kaesong foi criado em 2004 como símbolo da cooperação entre os dois países. Segundo a agência Yonhap, o número de operários sul-coreanos é estimado em cerca de 15 mil. O complexo seguia em funcionamento até a noite de ontem.

- Por enquanto, não ocorreram problemas de funcionamento – indicou um porta-voz do ministério sul-coreano da Unificação.

Suspeita de ciberataque e ação contra banco

Países como Estados Unidos, Rússia e Japão já emitiram alertas e condenações à Coreia do Norte. Até pouco tempo atrás ainda apostava-se em alguma tentativa de aproximação com o super fechado regime de Pyongyang após a morte do ex-ditador Kim Jong-il, em dezembro de 2011, e a ascensão ao poder do filho, o jovem e atual mandatário, Kim Jong-un.

- Não podemos permitir uma provocação agressiva da Coreia do Norte – declarou o porta-voz do governo do Japão, Yoshihide Suga.

Apesar de considerar as ameaças como “sérias”, a Casa Branca lembrou que a retórica belicista sempre foi característica do regime comunista norte-coreano. E outras preocupações têm tanto ou mais peso para Washington e seus aliados em Seul – como recentes ataques cibernéticos ao sistema bancário e a redes de TV da Coreia do Sul duas semanas atrás. O Norte nunca admitiu envolvimento, mas especialistas do Sul e dos EUA acreditam que Pyongyang está por trás dos cibercrimes.

- Estamos convencidos de que isso significa que Kim está sacramentando seu lugar entre o povo e os próprios militares, que não o conhecem. Estamos preocupados com o que ele possa fazer depois, mas não estamos preocupados com o que ele ameaça fazer – disse um alto oficial do governo americano ao jornal “New York Times”.

Esses ciberataques teriam, ainda, semelhanças com um ataque balístico do Norte contra um barco do Sul em Cheonan, quando 46 marinheiros sul-coreanos morreram três anos atrás – o fator-surpresa e a dificuldade de provar, oficialmente e em curto prazo, o envolvimento norte-coreano. E essa dificuldade torna mais difícil qualquer tentativa de retaliação.

A ameaça de uma agressão silenciosa também causa desconforto no Sul. Afinal, países que estão prestes a lançar uma ofensiva militar não transmitem seus planos de batalha.

- Você esperaria que uma ordem militar seja dada em segredo. Acreditamos que eles estão jogando com o psicológico – sentenciou o porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano, Kim Min-seok.

FONTE: O Globo via Resenha do Exército

BRICs encontro 2013 - foto R Stuckert - Palácio do Planalto

http://www.forte.jor.br/wp-content/uploads/2011/05/vinheta-clipping-forte12.jpg“Brics, não dividam a África” diz um cartaz no salão de uma igreja no centro de Durban, onde ativistas da sociedade civil se juntaram para lançar um olhar crítico sobre a cúpula dos cinco poderes globais emergentes. O slogan invoca a conferência do século 19 em Berlim, onde os países coloniais europeus predominantes repartiram o continente africano em uma corrida que o historiadores vêem como a personificação do capitalismo explorador da época.

Décadas depois que os africanos se livraram do jugo colonial, é a vez do grupo dos países emergentes dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) verem seus motivos sendo analisados, à medida que eles proclamam em tom altruísta uma “parceria para o desenvolvimento, integração e industrialização” com a África.

Liderados pelo gigante emergente, a China, os Brics são agora os maiores parceiros comerciais da África e formam o maior novo grupo de investidores. O comércio entre os Brics e a África deve superar 500 bilhões de dólares até 2015, com a China abocanhando consideráveis 60 por cento do total, de acordo com o Standard Bank. Os líderes dos Brics insistem em apresentar o grupo –que representa mais do que 40 por cento da população mundial e um quinto do Produto Interno Bruto (PIB)– em uma moldura calorosa de cooperação benevolente entre Sul-Sul, um contrapeso essencial ao “velho” Ocidente e um melhor parceiro para as massas pobres do mundo em desenvolvimento.

“Nós achamos que há muito tapinha nas costas”, afirmou Patrick Bond do centro de Sociedade Civil da Universidade de KwaZulu-Natal, que ajudou a organizar uma reunião alternativa “Brics-de-baixo” em Durban para obscurecer a reunião de cúpula dos Brics na terça e na quarta-feira. Bond e outros críticos do lema Sul-Sul dos Brics dizem que os países em desenvolvimento que recebem investimento e assistência dos novos poderes emergentes precisam olhar de perto, e com firmeza, os acordos que estão sendo firmados.

Debaixo da aparência fraternal, Bond vê uma “competição imperial incoerente” sem diferenças com a corrida do século 19. Segundo ele, os membros dos Brics estão explorando e cobiçando de maneira similar os recursos africanos, sem impulsionar suficientemente a industrialização e a criação de empregos, muito necessários no continente. Esta visão ganhou alguma força na África com cidadãos desde Guiné e Nigéria a Zâmbia e Moçambique vendo cada vez mais as companhias brasileiras, russas, indianas, chinesas e sul-africanas arrematando acordos multibilionários de petróleo e mineração e grandes projetos de infraestrutura.

 

BRICs encontro 2013 - foto 3 R Stuckert - Palácio do Planalto

Muitos destes negócios estão sob escrutínio de grupos locais e internacionais de direto. Muitos desses acordos tem enfrentado críticas de que concentram-se fortemente na extração de matéria-prima, que não são transparentes e que não geram emprego e benefícios ao desenvolvimento suficientes para os países que os recebem –mesmas críticas feitas muitas vezes a empresas do mundo desenvolvido do Ocidente.

Nova forma de imperialismo 

Ativistas anti-pobreza afirmam que as grandes empresas dos Brics que atuam na África buscam o lucro, assim como as empresas do mundo rico. “Questões de ganância são universais e seus atores vêm tanto do Norte e como do Sul”, disse Wahu Kaara, ativista pela justiça social do Quênia e coordenador da Rede de Alívio da Dívida do Quênia que participa da reunião “Brics-de-abaixo”.

Essa desconfiança em relação aos novos investidores na África tem também permeado alguns círculos governamentais no continente. Alertando que a África está se abrindo a “uma nova forma de imperialismo”, o presidente do Banco Central da Nigéria, Lamido Sanusi, acusou a China, agora a segunda maior economia do mundo, de agravar a desindustrialização e o subdesenvolvimento da África.

“A China leva nossos bens primários e nos vende manufaturados. Esta foi também a essência do colonialismo”, escreveu Sanusi em uma coluna de opinião no dia 11 de março, no jornal Financial Times.

“África deve reconhecer que a China – como os EUA, a Rússia, a Grã-Bretanha, o Brasil e o resto – está na África não no interesse africano, mas no seu próprio interesse”, acrescentou Sanusi. Os chineses e outros líderes dos Brics rejeitam indignados as críticas de que o grupo representa um tipo de “sub-imperialismo” no engajamento político e econômico crescente com a África.

Zhong Jianhua, o enviado especial da China para a África, disse à Reuters que a história comum da China e da África de resistência ao colonialismo coloca seu relacionamento em um nível diferente. “A China foi intimidada por outros no passado, e assim foi a África. Esta experiência compartilhada significa que eles têm muito em comum. Esta é a vantagem da China e a razão pela qual muitos países ocidentais estão em desvantagem”, disse ele em entrevista à Reuters.

Zhong acrescentou que a China deve incentivar suas empresas a formar e contratar mais trabalhadores africanos, respondendo a queixas de que investidores chineses muitas vezes usam suas próprias forças de trabalho. Catherine Grant-Makokera, do Instituto Sul-Africano de Assuntos Internacionais (SAIIA), disse que os governos dos Brics operam visivelmente de modo diferente do Ocidente na forma como oferecem financiamento e auxílio para as nações da África.

“Você tem visto uma maior disposição dos agentes mais novos para investir em coisas como infraestrutura pesada, seja por meio do financiamento ou simplesmente subvenções ou doações”, disse Grant-Makokera, chefe do programa para a diplomacia econômica do SAIIA. Ela reconheceu, contudo, que a abordagem dos Brics no auxílio ao desenvolvimento, ao mesmo tempo que oferece respostas mais rápidas dos projetos, muitas vezes é menos contida por questões ambientais e trabalhistas. Isso levou a acusação de que empresas dos Brics, em sua pressa para desenvolver projetos de recursos naturais, desrespeitam os direitos das comunidades locais e o meio ambiente.

BRICs encontro 2013 - foto 2 R Stuckert - Palácio do Planalto

A gigante brasileira da mineração Vale, nomeada em 2012 pelo grupo suíço sem fins lucrativos Public Eye como a empresa com o maior “desprezo para o meio ambiente e os direitos humanos” no mundo, defende sua ação em Moçambique, onde está investindo bilhões de dólares na exploração de carvão e infraestrutura.

A Vale tem enfrentado manifestações violentas de moçambicanos que exigem maiores benefícios e são contra os deslocamentos forçados das populações locais. O chefe das operações da Vale na África, Ricardo Saad, disse que o fato de a empresa ter experimentado “problemas” não significa que poderia ser acusada de comportamento “neocolonialista” na África. Ele disse que as potências coloniais só vieram e tomaram os recursos do continente, sem consultar o povo, e que os contratos atuais são negociados com governos e comunidades. “A partir do momento que eu procuro uma licença para operar, onde você fala com a comunidade, onde tudo que você faz tem autorização e planejamento prévio do governo, eu não posso dizer que é neocolonialismo”, disse Saad à Reuters.

Analistas de desenvolvimento dizem que os Brics, com suas economias, governos e prioridades competitivas radicalmente diferentes, ainda precisam demonstrar que podem mudar as estruturas de poder global para o benefício dos pobres e desprivilegiados do mundo. “O fato de que eles estão pressionando por um novo equilíbrio de poder no mundo tem de ser salientado como uma coisa positiva … eles têm novas vozes”, disse Nathalie Beghin da organização brasileira pró-democracia INESC.

Catherine Grant-Makokera, do SAIIA, diz que os Brics oferecem aos países em desenvolvimento outras opções de ajuda e investimento como alternativa aos velhos parceiros ocidentais. “Pelo menos você tem uma diversidade agora, eu não acho que isso pode ser subestimado”, disse ela.

FONTE: Reuters (reportagem de Pascal Fletcher)

FOTOS (presidente Dilma Rousseff na V Cúpula dos Brics, em 26-3-2013 – fotos R. Stuckert): blog do Planalto

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vinheta-clipping-forte1O Instituto Internacional de Estudos Estratégicos de Londres (IISS, na sigla em inglês) publicou na semana passada o anuário “The Military Balance-2013” em que confronta os gastos militares de diferentes países, entre outros fatores. De acordo com o documento, nos últimos anos a Rússia aumentou seus gastos militares, enquanto os EUA e os países europeus tiveram de cortá-los devido à crise econômica mundial.

“Em consequência do clima econômico ruim, as despesas globais com defesa apresentaram um declínio pelo segundo ano consecutivo. Paralelamente, observamos o aumento dos orçamentos militares no Oriente Médio, Norte da África, Rússia, Ásia e na América Latina”, disse o diretor-geral do IISS, John Chipman, durante o discurso de apresentação dos resultados. “Como previmos, em 2012, os gastos militares da Ásia ultrapassaram, pela primeira vez, o valor das despesas com defesa assumidas pelos países europeus membros da Otan”.

O anuário dedica 45 de suas 600 páginas à Rússia, às ex-repúblicas soviéticas e à reforma das Forças Armadas russas. Os autores do documento acreditam que, depois da demissão de Anatóli Serdiukov, em novembro do ano passado, e da nomeação de Serguêi Choigu como novo titular da pasta da Defesa, a reforma militar na Rússia continuará seguindo o mesmo rumo.

Apesar de o relatório apontar que “os gastos militares da Rússia estão crescendo, enquanto nos EUA e na Europa eles estão diminuindo”, essa afirmação pode impressionar apenas aqueles que não sabem que os gastos militares russos são muito inferiores aos dos EUA, Reino Unido ou da França.

De acordo com as estatísticas oficiais, o orçamento de defesa dos EUA para 2013 aprovado pelo Senado e Congresso norte-americanos equivale a US$ 550 bilhões, isto é, US$ 100 bilhões inferior em relação aos orçamentos de 2012 e 2011. O país segue atrás da China que, com US$ 120 a 150 bilhões, ocupa a segunda posição. Na sequência estão Reino Unido e França, com US$ 90 bilhões e US$ 70 bilhões, respectivamente. Por fim, a Rússia, com US$ 55 a 60, ocupa a 5ª posição.

Fato é que os EUA, assim como muitos países ocidentais, enfrentam graves dificuldades econômicas. Quando os orçamentos do Estado são reduzidos, os gastos militares também acabam sendo cortados. O Pentágono, por exemplo, deu um fim à guerra no Iraque, diminuindo assim consideravelmente os gastos militares dos EUA, está retirando as tropas norte-americanas do Afeganistão e desistiu de operações ativas, pelos menos terrestres, contra o regime de Kadafi. Além disso, reduziu a carteira de encomendas do avião de quinta geração F-22 de 700 para 200 unidades e de sua versão mais leve F-35. Os aliados dos EUA na Europa Ocidental seguem a mesma tendência.

Atualmente, o F-22 não tem pares no mundo, a não ser o avião russo T-50 (mais conhecido por PAK FAT-50, na sigla em russo), que será construído em 2015. Como os EUA e a Otan não têm intenção de lutar contra a Rússia, seus arsenais militares existentes são suficientes para travar guerras semelhantes às desencadeadas nos últimos anos no Iraque, Afeganistão e Iêmen, por exemplo.

Paralelamente, os gigantes da indústria armamentista como a Boeing, Lockheed,  Dassault, Grumman, BAE Systems ou AEDS não querem perder encomendas bilionárias de equipamento militar sofisticado. Portanto, mesmo ao reduzir as verbas para a defesa, inclusive aquelas para o escudo antimíssil na Europa, os EUA e seus aliados ocidentais dificilmente se contentarão com o montante de US$ 60 bilhões dos gastos militares russos.

A Rússia, por sua vez, segue na contramão. Nos 20 anos posteriores à extinção da URSS, o Estado não liberou verbas significativas para o rearmamento das Forças Armadas do país. Como resultado, a fatia de equipamento militar moderno nas tropas diminuiu para 10%. A guerra de agosto de 2008, quando as tropas georgianas atacaram a força de paz russa na Ossétia do Sul, mostrou claramente as tristes consequências dessa política. Os soldados russos só venceram graças à sua coragem e bravura militar, e não porque usaram material de guerra moderno.

Diante dos fatos, o governo decidiu disponibilizar US$ 700 bilhões em 2011 para um programa de rearmamento que vai durar 10 anos. No total, o governo russo liberou para a defesa 1,3 trilhões de rublos (cerca de US$ 42 bilhões) em 2011 e, no ano seguinte, 1,4 trilhões (cerca de US$ 45 bilhões). Em 2013, é estimada a aplicação de mais 1,5 trilhões de rublos (cerca de US$ 48 bilhões), de modo que, até 2020, 70% dos arsenais militares russos sejam atualizados. Assim, fica evidente que os gastos militares russos não são secretos nem representam nenhuma ameaça para a paz no mundo.

FONTE: Gazeta Russa

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vinheta-clipping-forte1Negociadores de cerca de 150 países se reúnem nesta segunda-feira em Nova York para uma última tentativa de concluir um tratado internacional contra o tráfico de armas convencionais, que enfrenta resistência de um poderoso lobby pró-armas dos EUA.

Ativistas do controle de armas e dos direitos humanos dizem que uma pessoa morre por minuto no mundo em decorrência de armas de fogo, e que o tratado seria útil para conter o fluxo descontrolado de armas e munições que alimentam guerras, atrocidades e abusos.

A Assembleia Geral da ONU aprovou em dezembro que as negociações sejam retomadas nesta semana sobre aquele que poderá se tornar o primeiro tratado global a regulamentar o comércio de todas as armas convencionais — um negócio de 70 bilhões de dólares, que inclui de helicópteros e navios de guerra a pistolas e rifles de assalto.

Uma conferência começou a redigir o tratado em julho de 2012, mas o processo foi adiado a pedido de Estados Unidos, Rússia e China.

Naquela época, delegados disseram que os EUA preferiam deixar a questão para depois da eleição presidencial de novembro passado, algo que o governo do presidente Barack Obama negou. As novas negociações prosseguem até o dia 28.

Os EUA dizem querer um tratado robusto, mas Obama enfrenta pressão da poderosa Associação Nacional do Rifle (NRA) para bloqueá-lo. O grupo já disse que vai tentar derrubar a ratificação do tratado no Senado, caso o governo apoie o documento a ser definido pela ONU.

O secretário norte-americano de Estado, John Kerry, disse na sexta-feira que seu país está “resoluto em seu compromisso de alcançar um Tratado do Comércio de Armas forte e efetivo, que ajude a tratar os efeitos adversos do comércio global de armas sobre a paz e a estabilidade globais”.

Mas ele repetiu que os EUA –maior país fabricante de armas no mundo– não aceitarão um tratado que imponha limites ao direito constitucional do porte de armas por cidadãos norte-americanos, uma questão politicamente delicada no país.

A NRA nega que um massacre escolar em dezembro nos EUA tenham reforçado os argumentos em prol do controle armamentista global. A entidade também diz que o tratado pode afetar o direito dos cidadãos a portar armas, algo que partidários do tratado dizem ser falso, por envolver apenas o fluxo transnacional de armas de fogo.

Diplomatas dizem que, se os EUA e outros países mantiverem sua obstrução, os demais países poderão mesmo assim apresentar uma proposta de tratado para ser votada na Assembleia Geral.

Uma alternativa seria fazer emendas para tornar o texto mais aceitável aos EUA e a outras delegações. Mas partidários do tratado temem que isso leve a um enfraquecimento do texto.

FONTE: O Estado de S. Paulo

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vinheta-clipping-forte1Investimentos em aviões não tripulados feitos por países como China e Rússia chamaram a atenção dos Estados Unidos. O presidente Barack Obama passou a dar sinais de que pretende influenciar as diretrizes mundiais para a utilização dos chamados drones .

O interesse da China nas aeronaves foi demonstrado em novembro passado, durante um show aéreo. De acordo com o jornal estatal “Global Times”, o país cogitou fazer seu primeiro ataque em 2011, para matar um suspeito do assassinato de 13 marinheiros chineses. As autoridades decidiram, porém, que queriam o homem vivo. Assim, poderiam levá-lo a julgamento.

- O que acontecerá quando os chineses e os russos obtiverem esta tecnologia? O presidente está bem ciente dessa preocupação e quer definir normas sobre estas ferramentas para a comunidade internacional – disse Tommy Vietor, porta-voz da Casa Branca até o início deste mês.

Os ataques de aviões não tripulados dos modelos Predator e Reaper contra suspeitos de terrorismo fora do país começaram na presidência de George W. Bush, após os ataques em Nova York e Washington, em 11 de setembro de 2011. Foram, porém, expandidos por Obama.

O crescimento das operações começou em 2008, durante o último ano de Bush. Foram 35 no Paquistão. O número teve um aumento considerável durante o governo Obama. Chegou ao ápice em 2010, com 117 ataques, segundo o site The Long War Journal.

Segundo Vietor, o ataque antiterrorista cirúrgico tem se tornado “o novo normal”. Principalmente em um momento em que os combates terrestres dos EUA chegam ao fim no Iraque, ou perto do fim no Afeganistão.

A questão tem suscitado debates dentro do governo. Segundo opositores, não estão claros quais são os parâmetros legais para ataques. A Casa Branca tem mantido segredo sobre detalhes das operações por anos, quando o país exercia um forte monopólio sobre o uso do veículo. No Congresso, legisladores pressionam o presidente para que dê sua opinião sobre a possibilidade de usar os aviões para matar americanos dentro do próprio país.

FONTE: O Globo via Resenha do Exército

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