Página 1 de 3123

Rússia e China deram ao governo sírio “licença para matar” com o veto à proposta de resolução da ONU, segundo ativistas da oposição.

 

O Conselho Nacional Sírio (CNS), que reúne diversos grupos contrários ao governo, pediu que Moscou e Pequim reconsiderem a decisão.
“O CNS considera ambos os países responsáveis pelo agravamento das mortes e genocídio, e considera este passo irresponsável uma licença para que o regime sírio mate sem ser responsabilizado”, disse uma declaração divulgada pelo grupo.
A ativista iemenita e vencedora do prêmio Nobel da Paz Tawakul Karman também afirmou que os dois países passaram a ter responsabilidade moral pelas mortes na Síria.
Rússia e China, membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, rejeitaram a proposta de resolução que defendia “uma transição política, liderada pela Síria, para um sistema político democrático e plural”.

‘Indignados’

O veto já havia sido duramente criticado por diplomatas ocidentais, que se disseram “indignados” e “horrorizados” com a rejeição do texto.
A proposta de resolução – que contava com o apoio dos outros 13 integrantes do Conselho e da Liga Árabe, representante dos países da região – era considerada por analistas como o esforço mais importante feito até agora pela ONU para solucionar a crise na Síria.
A decisão aconteceu em um dos dias mais sangrentos desde o início do levante contra o governo de Bashar al-Assad, há 11 meses.
Grupos rebeldes e ativistas dizem que um ataque militar contra a cidade de Homs na madrugada de sábado teria deixado dezenas de civis mortos.
Um grupo de oposição disse ter conseguido confirmar 62 vítimas fatais na cidade, enquanto outras organizações falaram em mais de 200.
A mídia estatal síria negou que tenha havido uma ofensiva militar em Homs e acusou a oposição de ter inventado os ataques. A imprensa oficial também elogiou o veto de Rússia e China, alegando que ele será um incentivo para as reformas políticas prometidas pelo governo.

Aliados

A Rússia é o principal aliado da Síria no Conselho de Segurança da ONU e já tinha afirmado que iria vetar a resolução.
O ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, criticou a proposta de resolução da ONU que, segundo ele, tinha medidas apenas contra o presidente Bashar al-Assad e não previa punições aos grupos de oposição armados.
Lavrov deve se reunir com Bashar al-Assad em Damasco na terça-feira, junto com o chefe do Serviço de Inteligência Internacional da Rússia, Mikhail Fradkov.
Mohammed Loulichki, embaixador do Marrocos na ONU e único membro árabe do atual conselho da ONU, afirmou que estava profundamente “decepcionado” com o veto de Rússia e China à resolução.
A embaixadora americana na ONU, Susan Rice, afirmou que o veto foi “vergonhoso” e mostrou que os russos e chineses “protegem um tirano”.
“Qualquer derramamento de sangue estará nas mãos deles”, acrescentou Rice.
O enviado da Grã-Bretanha à ONU, Mark Lyall Grant, afirmou que os britânicos estão “chocados” com a rejeição da resolução.
“É um dia triste para o conselho, um dia triste para todos os sírios e um dia triste para a democracia”, disse o embaixador francês na ONU, Gerard Araud.
A ONU parou de estimar o total de mortos durante os confrontos na Síria quando o número chegou a 5,4 mil, em janeiro, alegando que era muito difícil confirmar os dados.
O governo sírio diz que pelo menos 2 mil integrantes das forças de segurança foram mortos “lutando contra gangues armadas e terroristas”.

FONTE: BBC Brasil / FOTO: AFP

Tagged with:
 

Caracas, 4 fev (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, considerou neste sábado ‘muito positivo’ o veto de Rússia e China no Conselho de Segurança (CS) da ONU que evita adotar uma resolução sobre a situação de violência vivida na Síria.

Chávez fez a declaração durante discurso na 11ª Cúpula da Aliança Bolivariana para os povos da América (Alba), ao se referir à decisão de Moscou e Pequim.

O presidente fez o comentário diante dos outros governantes do mecanismo, formado por Venezuela, Bolívia, Cuba, Equador, Nicarágua, São Vicente e Granadinas, Dominica, e Antígua e Barbuda.

Chávez voltou a condenar a intervenção da comunidade internacional na Líbia, e disse: ‘É a loucura, a esquizofrenia do imperialismo, e agora atacam a Síria, ameaçam o Irã, ameaçam a Alba’.

‘O que aconteceu na Líbia: como invadem, bombardeiam, destroem um país, assassinam seu presidente, como se nada tivesse acontecido neste mundo’, assinalou o presidente venezuelano.

O veto de Rússia e China no CS da ONU impediu o principal órgão de segurança internacional falar com voz única perante a violenta repressão que o regime sírio exerce contra sua população há 11 meses.

FONTE: EFE

EUA, UE e Liga Árabe discutem possibilidade de oferecer exílio a Assad

 

BEIRUTE – O vice-ministro da Defesa russo, Anatoly Antonov, afirmou nesta quinta-feira que o país não vai interromper a venda de armas para a Síria, mesmo após esforços da comunidade internacional pelo fim da repressão violenta do regime do presidente Bashar al-Assad às manifestações da oposição.

Antonov disse que a Rússia não está violando nenhuma de suas obrigações internacionais com o comércio. Moscou vem apoiando a Síria, desde que os protestos antigovernistas eclodiram no país, em março, e foram, consequentemente, reprimidos com força pelo governo de Damasco.

Ainda nesta quinta-feira, serão retomadas as negociações no Conselho de Segurança da ONU sobre uma solução para a crise na Síria. Um esboço de resolução, apoiado pela Liga Árabe, pelos EUA e pela França, propõe que Assad entregue os poderes a seu vice.

Após a divulgação do documento, o governo russo alertou que descartaria qualquer possibilidade de intervenção e que vetaria qualquer documento que considerasse “inaceitável”. Para Moscou, a resolução não tem uma cláusula clara contra intervenção estrangeira em Damasco.

Enquanto isso, soldados sírios bloquearam as praças públicas da cidade de Hama nesta quinta-feira, depois que moradores jogaram tinta vermelha no chão para marcar o 30º aniversário do massacre ordenado pelo pai de Assad durante um levante contra seu governo na cidade. Na época, cerca de 20 mil pessoas foram mortas.

Europa pode concordar com exílio, mas não quer receber Assad
Duas fontes da agência Reuters disseram que nenhum país europeu está preparado para dar refúgio a Assad, mas outra autoridade ouvida disse que os Emirados Árabes Unidos podem estar abertos à essa ideia. Um europeu, porém, duvida que Assad fosse aceitar essa alternativa.

A Casa Branca insiste há semanas que o tempo de Assad no poder está se esgotando, mas não está claro se isso é uma tentativa de persuadir o chefe de Estado e sua família a optar por uma saída segura ao invés de insistir no cargo e correr o risco de ter o mesmo fim que o ditador líbio Muamar Kadafi, que foi perseguido e morto por rebeldes.

Mas com Assad mostrando que ainda está no comando de um poderoso aparato de segurança e a oposição síria militarmente fragmentada, também pode ser uma estratégia para aumentar a pressão psicológica e minar seu círculo íntimo.

Entretanto, a possibilidade de Assad ser agraciado com algum tipo de imunidade deve ser discutida, pois é algo que tanto a oposição síria quanto grupos internacionais de defesa dos direitos humanos iriam se opor.

As autoridades ouvidas ressaltaram que o exílio é uma opção que ainda está começando a ser discutida e que não há nenhum plano sobre como uma possível saída do presidente sírio seria orquestrada. Uma autoridade europeia afirmou que os membros da UE estão dispostos a considerar o exílio para Assad, mas disse que “não há a possibilidade de o ter” nos países do bloco.

FONTE: O Globo

Tagged with:
 

Argentina e Chile também assinariam contratos

 

O diretor da empresa estatal russa Rostekhnologii, Sergei Chemezov, informou nesta quarta-feira, 25, que a Rússia pretende fechar contratos para a venda de armamentos para Brasil, Argentina e Chile. Ele afirmou que há a possibilidade de assinar contratos de cooperação técnico militar com os três países sul-americanos.

Em relação a Venezuela, que é o principal comprador de armamentos russos, o diretor informou que não se espera fechar novos contratos por enquanto. Chemezov destacou ainda que em 2011 a Rússia exportou quase US$ 12 bilhões de dólares em armamentos e que, em 2012, este número deve ser superado.

FONTE: Diário da Rússia

Tagged with:
 

A Força Aérea russa receberá mais de 30 sistemas de defesa aérea Vityaz (na imagem, a maquete do sistema) e 100 Pantsir-S até 2020, disse o porta-voz coronel Vladimir Drik na segunda-feira, segundo a RIA Novosti. “Estamos planejando adquirir até 2020 mais de 100 sistemas de curto alcance Pantsir-S e mais de 30 de médio alcance Vityaz, para rearmar as unidades de defesa aérea “, disse Drik.

O Pantsir-S é um sistema de curto e médio alcance combinando mísseis superfície-ar e sistema de artilharia destinado à defesa de ponto e de área. Ele carrega até 12 mísseis superfície-ar de dois estágios de combustível sólido prontos para lançar e dois canhões de 30 milímetros automáticos que podem atingir alvos a uma distância de até 4 km.

O Vityaz vai substituir o ultrapassado sistema S-300PS, cuja vida útil está chegando ao fim nos próximos dois anos. O Vityaz irá complementar o Morfey, o S-400 e o S-500 na futura rede de defesa aeroespacial para atingir alvos a distâncias de cinco a 400 quilômetros, e em altitudes de cinco metros até próximo do espaço.

FONTE: RIA Novosti

Tagged with:
 

As Forças Armadas da Rússia planejam utilizar o sistema de mísseis de defesa aérea Pantsir-S1, produzido pela KBP na região de Tulsk, para a proteção de pontos estratégicos durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, em 2014.

O site da KBP informou que em novembro de 2011, no âmbito dos preparativos das Olimpíadas de Inverno, foram realizados exercícios militares utilizando quatro unidades do sistema.

Atualmente a empresa tem contrato de fornecimento do Pantsir-S1 para os Emirados Árabes Unidos e planos de expansão das suas vendas para os mercados da América Latina, incluindo Brasil, Venezuela, Bolívia, Colúmbia, Peru, Equador e Chile.

FONTE: Diário da Rússia

Tagged with:
 

A Rússia marcou nesta sexta-feira, de maneira discreta, o 20º aniversário do começo de uma tentativa de golpe de Estado que levou ao colapso da União Soviética. Apenas 100 pessoas se reuniram no local, no centro de Moscou, onde milhares de manifestantes e populares estiveram em 19 de agosto de 1991.

A tentativa de golpe partiu naquele ano da linha-dura do Partido Comunista, que colocou o secretário-geral do partido, Mikhail Gorbachev, em prisão domiciliar, enquanto os tanques foram para o centro moscovita. Milhares de moscovitas, contudo, desafiaram os militares e foram para as ruas de Moscou, liderados por Boris Yeltsin, que ganhou fama mundial quando discursou em cima de um tanque.

O golpe fracassou três dias depois e Gorbachev voltou a Moscou, mas sua credibilidade foi solapada. As repúblicas bálticas da Letônia, Estônia e Lituânia anunciaram a separação da União Soviética em semanas e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) desintegrou-se em dezembro de 1991.

O colapso da União Soviética levou a um duro período econômico para os 15 países que fizeram parte da URSS, com privatizações, a falta de regras na economia e na organização da sociedade e o surgimento rápido de uma geração de magnatas, às vezes associados a máfias, que tomaram conta das antigas empresas estatais.

Muitos russos que defenderam Yeltsin em 1991 agora dizem que não fariam o que fizeram se soubessem o que aconteceria à Rússia sob a liderança do mandatário. Mas alguns dos que foram hoje ao centro de Moscou lembram daqueles dias como um momento de orgulho na história da Rússia, mesmo com as enormes dificuldades que vieram depois.

“Fizemos a coisa certa” disse Ludmila Skryabina, que estava de passagem por Moscou em 19 de agosto de 1991, voltando de uma viagem para sua cidade de São Petersburgo, e decidiu ficar. “Após a glasnost, pelo menos descobrimos qual era o nosso passado e sei que é muito pior voltar para ele”.

Nem o presidente russo, Dmitry Medvedev, e nem o primeiro-ministro Vladimir Putin fizeram qualquer menção à data.

As informações são da Associated Press.

FONTE: Estadão

CARACAS (Reuters) – A Venezuela espera receber da Rússia um empréstimo de 4 bilhões de dólares para a compra de equipamentos militares, disse o presidente Hugo Chávez na quarta-feira.

Desde 2005, Chávez já gastou quase 5 bilhões de dólares na compra de armamentos russos, incluindo tanques, aviões de combate e helicópteros. A oposição critica esses investimentos, alegando que havia outras prioridades.

“Estamos tramitando, e já se aprovou no nível político do governo russo, um crédito de 4 bilhões de dólares. Uma boa parte vem para continuar nos equipando, levantando nossa capacidade de combate, de defesa”, disse Chávez por telefone a membros do seu gabinete.

Ele não detalhou os bancos envolvidos na transação, nem a data em que o empréstimo será efetuado.

Por ordem de Chávez, a Venezuela quase duplicou o seu limite de endividamento público para este ano. Desde 2007, o governo já contraiu empréstimos e linhas de crédito em volumes expressivos junto a nações como China e Brasil. Além disso, o governo e a estatal petrolífera PDVSA realizam frequentes emissões de bônus de dívida. (Reportagem de Marianna Párraga e Daniel Wallis)

FONTE: Reuters

Tagged with:
 

Os russos estão apresentando sua “Caixa de Pandora” no MAKS 2011 Air Show. O sistema lançador de mísseis de cruzeiro Novator Klub-K 3M-54TE pode ser transportado em contêineres mercantes de 40 pés em navios, trens ou caminhões.

O sistema de mísseis Club K pode ser empregado contra alvos navais e terrestres, recebendo dados de satélites. Os mísseis voam até os alvos por navegação inercial, até a distância de 270km e na área alvo acionam seu próprio radar.

Tagged with:
 
Página 1 de 3123