Fuzileiros americanos usarão munição mais letal no Afeganistão
O US Marine Corps (USMC) está abandonando sua munição convencional 5,56mm no Afeganistão em favor de uma nova munição mais precisa e letal.
As primeiras 200 mil munições 5,56mm SOST (Special Operations Science and Technology) já se encontram com a Brigada Expedicionária de Fuzileiros no Afeganistão, de acordo com o General de Brigada Michael Brogan, comandante do Comando de Sistemas do USMC. Normalmente chamada de SOST, essa munição foi liberada pelo Pentágono para uso dos US Marines, no final de janeiro.
O SOCOM desenvolveu essa nova munição para uso com os seus fuzis FN SCAR que precisavam de um projétil mais preciso, devido ao comprimento inferior do seu cano, medindo 13,8”, sendo um pouco menos que uma polegada mais curto que o cano de uma M4.
Utilizando o projétil de ponta aberta do tipo MATCH, esse design é muito utilizado por snipers. O projétil SOST foi desenvolvido para ser “cego a barreiras”, querendo dizer que ele é mais preciso ao transpor obstáculos em relação ao M855, como por exemplo, ao transpor portas, párabrisas e até mesmo muros.
Comparado ao M855 (ponta verde), o projétil SOST ao ar livre tem maior poder de parada (Stoping Power) devido à “fragmentação rápida e consistente que diminui o tempo necessário para causar incapacitacão a combatentes inimigos”, isso de acordo com documentos do Ministério da Marinha dos EUA.
Pesando 62 grains, mantendo o mesmo peso da maioria dos projéteis da OTAN, tem o seu corpo típico enjaquetado, sendo considerado uma variação do projétil “Federal Cartridge Co.’s Federal Trophy Bonded Bear Claw”, que foi desenvolvido para caça de grandes animais. Segundo o fabricante, possui grande habilidade para causar danos à estrutura óssea.
O USMC comprou “alguns milhões” de projéteis SOST como parte de uma encomenda conjunta de 10,4 milhões de unidades em setembro, suficiente para meses de combate no Afeganistão, disse o Gen. Brogan. O documento do Departamento da Marinha diz que o Pentágono lançará uma concorrência de até 400 milhões de dólares para mais munição SOST.
“Esse projétil tinha a intenção de ser usado numa arma com cano mais curto como as carabinas FN SCAR”,n disse o Gen. Broga. “Mas por causa da sua performance contra obstáculos, melhora na precisão e uma menor chama na saída do cano da arma, foi decidida sua adoção para o USMC, que pelo menos por enquanto não utiliza o FN SCAR.”
Problemas com o M855
O projétil padrão Otan 5,56mm foi desenvolvido nos anos 70 e adotado em 1980. Foi projetado com o objetivo de penetrar coletes e capacetes de aço das forças do Pacto de Varsóvia.
O Gen. Brogan disse que o USMC não tem planos de remover o M855 do seu inventário por enquanto, entretanto a corporação determinou que o M855 não atende mais aos requisitos técnicos de performance do USMC, principalmente no ambiente operacional em que insurgentes quase nunca possuem coletes, mas engajam tropas atrás de obstáculos intermediários como párabrisas, portas de carros e pequenos muros.
No Afeganistão, apenas a metralhadora leve M249 não utilizará a munição SOST, já que ela ainda não é fabricada com cinta para metralhadoras. O SOCOM também utiliza munição SOST 7,62mm para seus fuzis FN SCAR-Heavy, mas por enquanto o USMC não planeja comprar essa munição SOST em 7,62mm.
De acordo com o diretor da divisão de Lei Operacional e Internacional da Marinha, J. R. Crisfield, o projétil atende ao que seria o novo padrão de munição do USMC e foi liberado para uso, já que está em acordo com a Convenção de Haia.
Antes que a munição SOST pudesse ser utilizada pelo USMC, ela teve que passar por uma conferência sobre a legalidade de uso e foi aprovada para uso pela Lei de Guerra Internacional.
O processo de aprovação é padrão para novas armas e sistemas de armas, mas teve uma maior significância por causa do design do projétil. Projéteis de ponta aberta já estão aprovados para uso há décadas, mas são às vezes confundidas com projéteis de pontas ocas que se expandem em tecido humano após o impacto, causando sofrimento desnecessário de acordo com tratados internacionais.
COLABOROU: Marine


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