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vinheta-clipping-forteO ministro Nelson Jobim (Defesa) informou neste sábado que o Brasil deverá ficar por ao menos mais cinco anos no Haiti, já que os brasileiros deverão colaborar com a reconstrução do país caribenho após o terremoto que o devastou na terça-feira.

Segundo Jobim, é certo que o Brasil permanecerá mesmo após terminar o período pelo qual o país se comprometeu a compor a Minustah (Missão de Paz da ONU no Haiti), que se encerra em 2011.

“Não vejo menos de cinco anos [de extensão da permanência das tropas], tem que se reconstruir o país”, disse o ministro durante visita ao Ciop (Centro de Instrução de Operações de Paz) da Vila Militar, na zona Oeste do Rio, onde se encontrou com militares que estão em treinamento para poderem embarcar para o Haiti.

Jobim afirmou ainda que vai propor ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentar as atribuições das tropas brasileiras no Haiti. Jobim citou como exemplo aumentar as atribuições de engenharia das tropas, para que possam ajudar no processo de reconstrução do país após o terremoto de magnitude 7 que devastou a capital Porto Príncipe e matou milhares de pessoas, incluindo 17 brasileiros.

O ministro disse que as tropas brasileiras no país, cerca de 1.300, precisam de maior poder de ação para execução de obras no país caribenho. Ele não citou quais seriam outras atribuições que as tropas brasileiras ganhariam, mas disse que não há previsão para o envio de mais soldados ao Haiti –mesmo diante do anúncio de Washington de que enviará entre 9.000 e 10 mil militares para trabalhar na distribuição de medicamentos e na manutenção da ordem pública no país –uma tarefa que estava, até então, a cargo das tropas da ONU e sob o comando dos militares brasileiros.

“Se houver a mudança no mandato, a parte de engenharia terá muito mais atribuições”, explicou Jobim. “O orçamento da Minustah é voltado para a segurança, e uma das alterações que vamos pedir na ONU é pela destinação de verbas para obras de engenharia. Queremos participar do processo de reconstrução.”

Segundo previsões feitas pela CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha) e pelo governo haitiano, entre 70% e 75% das edificações de Porto Príncipe foram destruídas pelo terremoto.

Comando

Jobim (Defesa) disse disse que, a despeito do envio de 10 mil militares americanos, o Brasil permanecerá no comando da missão de paz no Haiti.

Ele admitiu que as tropas americanas têm como princípio não aceitar ordens de outro país, mas ressaltou que um memorando firmado com os Estados Unidos reitera o Brasil no controle da missão de pacificação no Haiti.

“Nossas tropas seguem coordenando, embora os americanos não aceitem ser comandados por outro país. Isso foi definido no memorando. O Brasil mantém o controle”, disse.

O ponto que mais irritou os brasileiros em relação à ação americana foi o controle do aeroporto de Porto Príncipe. Os EUA controlam o local desde quinta-feira –ontem o governo haitiano repassou oficialmente o controle aos americanos– e desde então os pousos no local foram restringidos.

Devido ao problema, cinco aviões da FAB (Força Aérea Brasileira) que chegariam ontem ao Haiti com mantimentos não receberam autorização para pousar –três deles ficaram em Santo Domingo (República Dominicana), enquanto outros dois ficaram em Boa Vista (RR). Apenas hoje eles conseguiram chegar a Porto Príncipe.

FONTE: Folha Online

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WASHINGTON – Os Estados Unidos enviarão mais navios de guerra, helicópteros e equipamentos militares ao Haiti nos próximos dias, o que fará o total de soldados americanos no país passar de mil 1.000 para 10.000 até segunda-feira, informou o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, almirante Mike Mullen.

Já o secretário de Defesa, Robert Gates, que acompanhou Mullen em uma entrevista coletiva, negou que os militares americanos no Haiti esteja sendo vistos como integrantes de uma força de ocupação pelo país caribenho. “Não acho que eles nos vejam assim”, disse o chefe do Pentágono.

“Como estamos dando atendimento médico e distribuindo água e alimentos, acho que a reação (do povo haitiano) é de alívio, ao ver que os EUA dão eles este tipo de ajuda”, disse.

Ajuda financeira

Depois do forte terremoto que atingiu o Haiti na terça-feira, houve uma grande mobilização internacional de ajuda e as doações ao país já superam US$ 500 milhões – ou mais de 50% do orçamento do país (US$ 967,5 milhões em 2008).

A ajuda de EUA, Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento equivalem a US$ 400 milhões desse total.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou na quinta-feira o envio de US$ 100 milhões, afirmando que ela é uma “ajuda inicial” para apoiar os esforços de assistência humanitária no Haiti.

Também na quinta-feira, o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, disse que a instituição oferecerá US$ 100 milhões “de forma imediata” para o Haiti se recuperar do terremoto da terça-feira.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou a doação emergencial de US$ 200 mil para os trabalhos humanitários mais imediatos, mas deve mas deve desbloquear US$ 90 milhões dos US$ 330 milhões que tem em carteira para desenvolvimento do Haiti, que é o país mais pobre das Américas. O montante será usado nos trabalhos de reconstrução mais prioritários do país caribenho.

Além disso, o presidente do BID, Luis Alberto Moreno, anunciou que espera aprovar mais US$ 128 milhões em novas doações ainda neste ano.

A liberação de US$ 100 milhões em recursos emergenciais do Banco Mundial foi anunciada na quarta-feira. A instituição também está avaliando um fundo especial de reconstrução.

Outras doações de países e instituições

- Brasil: US$ 15 milhões
- ONU: US$ 10 milhões
- Grã-Bretanha: US$ 10 milhões
- Austrália: US$ 9,3 milhões
- Fundo para Segurança de Risco de Catástrofes do Caribe (CCRIF, em inglês): US$ 8 milhões
- Irlanda: US$ 5 milhões doados por empresas para a reconstrução das telecomunicações
- Canadá: US$ 4,8 milhões
- União Europeia: US$ 4,37 milhões
- Espanha: US$ 4,37 milhões
- Holanda US$ 2,9 milhões
- Alemanha: US$ 2,17 milhão
- Dinamarca US$ 2 milhões
- Itália US$ 1,5 milhões
- China: US$ 1 milhão
- Goldman Sachs: US$ 1 milhão
- Suécia: US$ 1 milhão

Outras

- Cruz Vermelha: US$ 5 milhões em doações coletadas por mensagem de texto
- Golfista Tiger Woods: US$ 3 milhões
- Atores Angelina Jolie e Brad Pitt: US$ 1 milhão
- Magnata americano Ted Turner: US$ 1 milhão

FONTE: Último Segundo, com informações de AP, Reuters e AFP

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RIO – O tenente comandante da Unidade k-9 da Missão da ONU para a Estabilização do Haiti, Ricardo Couto, está no país há menos de um mês e participa da que deve ser a mais difícil missão de sua carreira: o resgate das vítimas do Haiti.

Três dias após o terremoto, como está a situação?

RICARDO COUTO: Depois do choque inicial, o Haiti agora está em um emergencial, pós-catástrofe. A região próxima ao Carrefour e ao centro está completamente abalada. As estruturas estão realmente em péssimo estado, todas elas. E a infraestrutura de saúde, que já não era muito boa, agora está pior ainda, já que muitos hospitais caíram.

Qual a principal dificuldade neste momento?

COUTO: O grande problema é que todos os estabelecimentos comerciais que existiam aqui, se não desabaram, fecharam suas portas com medo de saques. O estado é crítico porque falta o básico. A ajuda de diversas nações começa a chegar e estamos iniciando os procedimentos emergenciais. Mas enquanto isso as pessoas estão sem saber o que fazer, dormindo nas ruas e sem casa, comida e água. Eu já estou há quase três dias sem dormir e não lembro quando foi a última vez que me alimentei. Mas mesmo nessas condições, estamos fazendo o necessário para que essa ajuda continue.

Como estão as buscas?

COUTO: Está muito difícil, principalmente quando nos deparamos com algum conhecido. Temos que colocar a razão em cima da emoção e seguir em frente. Mas mantemos sempre a esperança de que vamos encontrar sobreviventes. A parte física é desgastante, a parte de alimentação emergencial também, mas não podemos deixar o trabalho sofrer por isso. No primeiro dia tive a sorte de encontrar nos escombros do prédio da Minustah um tenente coronel nosso, a três metros de profundidade.

Qual a expectativa para os próximos dias?

COUTO: Continuar o trabalho continua incansável e incessantemente. A nossa única previsão é de trabalho, muito trabalho de manhã, à tarde, à noite e de madrugada. Não podemos parar.

FONTE: O Globo

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Prioridade no momento é enviar alimentos do estoque do governo e garantir trabalho de brasileiros que já estão no país

Brasília, 13/01/2010 – O Ministério da Defesa informa que a prioridade do governo brasileiro, neste momento, em termos de ajuda humanitária às vítimas do terremoto que atingiu o Haiti, é enviar água e alimentos disponíveis no estoque do governo e garantir o trabalho dos brasileiros que já estão naquele país.

A primeira aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) parte do Rio de Janeiro para Porto Príncipe agora à noite (previsão de decolagem 21 horas) com 13 toneladas de suprimentos, água e alimentos, para as tropas brasileiras. A aeronave deve pousar amanhã cedo na capital do Haiti.

A segunda aeronave da FAB deve partir amanhã, em horário a ser confirmado, levando a bordo profissionais da Defesa Civil do Rio de Janeiro e cães farejadores, além de equipamentos e suprimentos (alimentos, remédios e água).

A Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) também já colocou à disposição 14 toneladas de alimentos (açúcar, leite em pó, sardinha e fiambre) para as vítimas do terremoto.

A avaliação do Ministério da Defesa e das Forças Armadas é que não há condições, no momento, de organizar doações de alimentos, água, roupas ou outros materiais arrecadados por terceiros e nem de armazená-los e distribuí-los no Haiti. O governo ainda não tem uma avaliação precisa das reais necessidades da população haitiana e é preciso aguardar o momento oportuno para organizar e, eventualmente, despachar àquele país doações encaminhadas por terceiros.

Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa

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Os brasileiros mortos no Haiti

1) Zilda Arns, 75 anos – Médica pediatra, sanitarista, fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança e fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa. Ela também representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), do Conselho Nacional de Saúde e membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). Nasceu em Forquilhinha (SC) e morava em Curitiba (PR). Tinha duas irmãs, uma das quais, a irmã Helena, foi diretora do Colégio Santa Inês, em Porto Alegre, além do arcebispo emérito de São Paulo, Paulo Evaristo Arns.

2) Emilio Carlos Torres dos Santos – Militar da Minustah (Mission des Nations Unies pour la stabilisation en Haïti), coronel do Exército, do Gabinete do Comandante do Exército, sediado em Brasília (DF)

3) Bruno Ribeiro Mário, 26 anos – Primeiro-tenente do Exército, natural de São Gabriel (RS) – Estudou no Colégio Militar de Santa Maria (RS) e, há quatro anos, antes de embarcar para o Haiti, servia no 5º Batalhão de Infantaria Leve, em Lorena (SP). Completaria no fim de semana seis meses na missão de paz no país caribenho e voltaria ao Brasil no sábado, para comemorar o aniversário em Santa Maria, no próximo dia 8.

4) Raniel Batista de Camargos – Subtenente do Exército, do 37º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lins (SP).

5) Davi Ramos de Lima, 37 anos – Segundo-sargento do Exército, natural de Garanhuns (PE). Cresceu em João Pessoa (PB) e seguiu a carreira do pai. Servia o Exército desde 1995. Era lotado no 5° Batalhão de Infantaria de Lorena (SP), onde morava. Era casado e pai de 3 filhos.

6) Leonardo de Castro Carvalho – Segundo-sargento do Exército. Servia no 5º Batalhão de Infantaria Leve em Lorena (SP).

7) Douglas Pedrotti Neckel – Cabo do Exército, natural de Cruz Alta (RS). Também servia no 5º Batalhão de Infantaria Leve em Lorena (SP). Radicado com a família no interior de São Paulo há 14 anos, sempre sonhou em servir o Exército e chegou a trancar o curso de Adminstração na Faculdade São Joaquim quando surgiu a oportunidade de embarcar para o Haiti. De malas prontas, voltaria neste sábado.

8 ) Washington Luis de Souza Seraphin – Cabo do Exército. Servia no 5º Batalhão de Infantaria Leve em Lorena (SP).

9) Arí Dirceu Fernandes Júnior – Cabo do Exército, natural de São Vicente (SP). Servia no 2º Batalhão de Infantaria Leve de São Vicente (SP), antes de seguir para o Haiti, em 2004. Se preparava para voltar ao litoral paulista no dia 24 deste mês.

10) Antonio José Anacleto – Soldado do Exército. Servia no 5º Batalhão de Infantaria Leve em Lorena (SP).

11) Tiago Anaya Detimermani, de 23 anos – Soldado do Exército, natural de Cachoeira Paulista (SP). Também servia no 5º Batalhão de Infantaria Leve em Lorena (SP). Foi para o Haiti em julho e preparava-se para voltar ao Brasil no sábado. Terça-feira era seu último dia de trabalho quando aconteceu o terremoto que destruiu o Haiti.

12) Kleber da Silva Santos – Soldado do Exército, natural de São Vicente (SP). Servia no 2º Batalhão de Infantaria Leve de São Vicente (SP), antes de seguir para o Haiti, em 2006. Se preparava para voltar ao litoral paulista no dia 24 deste mês.

FONTE: O Globo

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Nota oficial – Terremoto no Haiti – Homenagem – (17 horas)
Brasília, 13/01/2010

Sob o impacto da tragédia que se abateu sobre o povo do Haiti, presto meu tributo especial aos militares brasileiros que tombaram no cumprimento da missão delegada, antes de tudo, pelo povo brasileiro: levar a solidariedade e o calor da nossa gente aos irmãos haitianos.

Eles carregavam em seus corações um pouco do amor e da compaixão semeada por D. Zilda Arns, mulher exemplar que teve sua vida também ceifada neste triste acontecimento.

D. Zilda, num sacerdócio que contagiou e mobilizou multidões, tinha em comum com os militares brasileiros da Missão de Paz da ONU, em seus últimos momentos, a voluntariedade na dedicação à tarefa.

Ali, ninguém estava obrigado, mas movido pelo interesse no crescimento pessoal, trazido pelas novas experiências e, especialmente, pelo esforço solidário para tornar o mundo melhor e mais seguro para os seus semelhantes.

Este é o grande legado que nos deixam esses homens e mulheres sacrificados pela missão no Haiti. E a eles prestamos as nossas homenagens.

Nelson A. Jobim
Ministro de Estado da Defesa

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Ao menos quatro militares brasileiros que trabalhavam para a missão de paz das Nações Unidas foram mortos no terremoto que atingiu Porto Príncipe, no Haiti. A notícia foi confirmada esta manhã pelo General Carlos Barcellos, do Exército Brasileiro. Seus nomes ainda não foram divulgados.

FONTE: O Globo

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Nota à Imprensa
(Terremoto no Haiti)

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, expressou sua solidariedade ao povo do Haiti, atingido por um forte terremoto na noite desta terça-feira (12/1) e exortou os militares brasileiros presentes naquele país a fazerem todo o esforço possível para minorar o sofrimento da população local.

O ministro reconheceu que o espírito de colaboração já faz parte do cotidiano das tropas brasileiras que participam da Força de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU) naquele país, mas ponderou que novas necessidades surgirão desta catástrofe.

O ministro foi informado do terremoto pelo Comandante do Exército, General-de-Exército Enzo Martins Peri, que reportou a ocorrência de danos materiais em algumas instalações usadas por brasileiros. Somente nesta quarta-feira haverá condições de se fazer um balanço desses danos. À medida em que novas informações forem recebidas pelo Ministério da Defesa, elas serão tornadas públicas.

O Brasil participa no momento com 1.266 militares na missão da ONU, dos quais 250 são da engenharia do Exército. Os militares já tiveram participação relevante no socorro às vítimas dos furacões de 2004 e de 2008, que atingiram o Haiti.

Brasília, 12 de Janeiro de 2009

Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa

FONTE: MInistério da Defesa

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