Orbis 1

A Santos Lab vai apresentar um Vant pioneiro no mundo durante a LAAD Defence & Security – Feira Internacional de Defesa e Segurança –, que ocorre entre os dias 9 e 12 de abril no RioCentro (RJ). O Orbis, como é chamado, é o primeiro vant no mundo a decolar na vertical e transicionar sem sofrer queda.

A aeronave, que é feita de fibra de carbono e pesa cerca de 1,5 kg, foi totalmente desenvolvida por brasileiros e será uma das principais inovações apresentadas durante a LAAD.

Ele pode ser utilizado para o monitoramento de segurança de áreas urbanas, com muita utilidade em grandes eventos, como Copa do Mundo e Olimpíadas, além de poder servir de apoio para operações policiais e militares em áreas de conflito (como na ocupação de favelas, por exemplo). Além disso, o vant também pode ser utilizado em monitoramentos noturnos, já que tem a possibilidade de vir equipado com câmera infravermelha.

“É uma tecnologia pioneira e brasileira. Nós pesquisamos muito, antes do desenvolvimento, e percebemos que nenhuma das empresas globais que atuam no nosso segmento conseguiu até hoje fazer um vant deste tipo”, contou um dos sócios-diretores da Santos Lab, Gilberto Buffara.

De acordo com o outro sócio-diretor da empresa, Gabriel Klabin, que também é responsável pelo desenvolvimento dos vants da Santos Lab, a aeronave tem baixo custo de manutenção, além de utilizar baterias de lítio especiais como fonte de energia. As baterias são produzidas pela própria companhia.

A Santos Lab é a empresa brasileira mais tradicional na fabricação de Veículos Aéreos Não Tripulados, sendo que um de seus projetos, o Carcará, é o único vant brasileiro em atuação à serviço das Forças Armadas Brasileiras (no caso o Pelotão Vant – PelVant – dos fuzileiros navais da Marinha). A Santos Lab tem a Embraer como parceira no projeto Carcará, além de ter a Boeing como parceira em alguns projetos especiais.

O estande da empresa ficará no Pavilhão 2 da LAAD, e todos os interessados em conhecer o Orbis estão convidados.

DIVULGAÇÃO: Santos Lab

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A ameaça do drone inteligente

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BILL KELLER – THE NEW YORK TIMES – O Estado de S.Paulo

vinheta-clipping-forte1Se vocês acham preocupante a utilização de drones armados, imaginem então se a decisão de matar um inimigo suspeito não for tomada por um operador em uma longínqua sala de controle, mas pela própria máquina. Imaginem um avião-robô que estuda a paisagem em terra, reconhece uma atividade hostil, calcula que existe um risco mínimo de danos, e, então, sem a participação de um ser humano, aciona o gatilho.

Bem-vindos à guerra do futuro. Enquanto os americanos debatem sobre o poder do presidente de ordenar o assassinato por drones, uma poderosa dinâmica – científica, militar e comercial – nos impele para o dia em que cederemos essa mesma autoridade destrutiva ao software.

No próximo mês, várias organizações de defesa dos direitos humanos e para o controle de armamentos se reunirão em Londres para lançar uma campanha de proibição dos robôs assassinos antes que eles saiam das pranchetas dos engenheiros. Entre os que propõem a proibição estão os que conseguiram conquistar um amplo consenso no mundo civilizado contra o uso indiscriminado das minas terrestres que aleijam as pessoas. Desta vez, eles abordarão um problema mais ardiloso, o do controle de armamentos.

Os argumentos contrários ao aperfeiçoamento de armas totalmente autônomas, como elas são chamadas, são tanto morais (“elas são nefastas”)e técnicos (“jamais serão tão inteligentes”) quanto viscerais (“assustadoras”).

“É uma coisa que as pessoas consideram instintivamente errada”, afirma Stephen Goose, diretor da divisão de armas da organização Human Rights Watch, que assumiu a liderança do desafio à desumanização da guerra. “O repúdio é realmente violento.”

Alguns especialistas em robótica duvidam que, algum dia, um computador consiga distinguir, sem possibilidade de erro, um inimigo de uma pessoa inocente, e muito menos se uma carga de explosivos será a resposta acertada ou proporcional. E se o alvo potencial já estiver ferido, ou tentando se render? Além disso, mesmo que a inteligência artificial atinja ou ultrapasse um grau de competência humana, ressaltam os críticos, jamais será capaz de provocar simpatia.

Noel Sharkey, um cientista da computação da Universidade Sheffield e presidente do Comitê Internacional para o Controle de Armas Robóticas, conta que uma patrulha americana no Iraque se aproximou de um grupo de rebeldes; ao apontarem seus fuzis, os soldados se deram conta de que se tratava de um funeral e os homens carregavam um caixão.

Matar pessoas que acabavam de ser atingidas pela tragédia provocaria o ódio dos locais contra os Estados Unidos, e os soldados baixaram suas armas. Será que um robô seria capaz de fazer esse tipo de julgamento? E há a questão da responsabilidade. Se um robô bombardeia uma escola, quem é o culpado: o soldado que mandou a máquina para o campo? Seu comandante? O fabricante? O inventor? Nas instâncias superiores das forças armadas existem dúvidas quanto ao uso de armas dotadas de autonomia. Em novembro do ano passado, o Departamento da Defesa emitiu uma espécie de moratória de dez anos referente ao desenvolvimento desse tipo de armamento enquanto discute as implicações éticas e as possíveis salvaguardas. Trata-se de uma orientação informal, que provavelmente seria posta de lado em um minuto se soubéssemos que a China vendeu armas autônomas ao Irã, mas de certo modo é bastante tranquilizador que os militares não estejam optando por esse recurso sem antes refletir profundamente sobre a questão.

Comparada às heroicas iniciativas para banir as minas terrestres e conter a proliferação nuclear, a campanha contra os robôs armados munidos de licença para matar enfrentam obstáculos totalmente novos.

Por exemplo, não está absolutamente claro onde se deverá traçar uma linha divisória. Embora o cenário de soldados do tipo ciborgue do Exterminador do Futuro esteja ainda a décadas de distância, se é que tudo isso não passa de uma fantasia, os exércitos do mundo inteiro já estão prevendo a adoção de máquinas com uma capacidade de destruição cujo poderio em combate vem gradativamente aumentando.

As forças armadas já deixam que as máquinas tomem decisões cruciais quando a situação evolui rápido demais para debater a intervenção humana. Os EUA dispõem há muito tempo de navios de guerra da classe Aegis que utilizam defesas antimísseis automatizadas capazes de identificar, perseguir e derrubar em segundos ameaças próximas. E o papel dos robôs está se expandindo até o ponto em que a decisão humana final de matar será em grande parte predeterminada pela inteligência produzida pela máquina.

“O problema, por acaso, é o dedo que aperta o gatilho?”, pergunta Peter W. Singer, especialista em guerra do futuro da Brookings Institution. “Ou será aquela parte que me diz que ‘esse cara é mau’?” Israel é o primeiro país a construir e a utilizar (e vender, para China, Índia, Coreia do Sul e outros) uma arma que pode realizar um ataque preventivo sem depender de um ser humano. O drone que paira no ar chamado Harpia é programado para reconhecer e lançar uma bomba contra qualquer sinal de radar que não conste em seu banco de dados como “amigo”.

Até o momento, não foram relatados erros, mas suponhamos que um adversário instale seu radar antiaéreo no teto de um hospital? Sharkey destaca que a Harpia é uma arma que já cruzou um limiar preocupante e não é possível fazê-la recuar. Há outros sistemas semelhantes, como o X-478 da Marinha dos EUA, um avião de combate não tripulado, semi-independente, que se encontra em fase de teste. Por enquanto, não está armado, mas foi construído com dois compartimentos para bombas. Nós já estamos no futuro.

Para os comandantes militares, o apelo das armas autônomas é quase irresistível, e não se parece com nenhum outro avanço tecnológico anterior. Os robôs são mais baratos que os sistemas pilotados, ou mesmo que os drones – que exigem dezenas de técnicos fornecendo apoio ao piloto remoto. Esses sistemas não colocam em risco a vida das tropas nem as expõem a ferimentos ou a traumas mentais. Os soldados não ficam cansados nem apavorados. Uma arma que não depende de comandos de uma base pode continuar combatendo depois que o inimigo provoca interferência nas comunicações, o que é cada vez mais provável na era dos pulsos eletromagnéticos e dos ataques cibernéticos.

E nenhum estrategista militar quer ceder uma vantagem a um adversário em potencial. Atualmente, mais de 70 países dispõem de drones, e alguns trabalham intensamente nos aspectos tecnológicos para soltar esses aviões de suas amarras virtuais.

“Mesmo que haja uma proibição, como poderá ser posta em prática?”, pergunta Ronald Arkin, cientista da computação e diretor do Laboratório de Robôs da Georgia Tech. “Isso não passa de software.” Os exércitos – e os mercadores de guerra – não são os únicos que investem nessa tecnologia. A robótica é uma fronteira científica hiperativa que vai desde os laboratórios mais sofisticados de inteligência artificial até os programas de ciências no ensino médio.

No mundo todo, as competições organizadas de robótica atraem 250 mil jovens estudantes. (Minha filha de 10 anos é uma competidora.) E a ciência da construção de robôs matadores não está tão facilmente separada da ciência que produz carros que não precisam de motorista ou computadores que se distinguem no programa de TV de perguntas e respostas Jeopardy.

Arkin afirma que a automação também pode tornar a guerra mais humana. Os robôs talvez não sintam compaixão, mas também não têm as emoções que levam a erros terríveis, atrocidades e genocídios: desejo de vingança, pânico, animosidade tribal.

“Meus amigos que serviram no Vietnã disseram que, quando se encontravam em uma zona de fogo livre, atiravam em tudo o que se movia”, ele afirmou. “Acho que podemos projetar sistemas autônomos, inteligentes, letais, capazes de fazer melhor do que isso.” Arkin afirma que as armas autônomas precisam de limites, mas não mediante o corte abrupto da pesquisa. Ele defende uma moratória do uso desses recursos e uma discussão ampla sobre as maneiras de ter seres humanos como responsáveis.

Singer, da Brookings Institution, também se mostra cauteloso a respeito da proibição de armas: “Apoio a finalidade, chamar a atenção para o caminho perigoso que estamos percorrendo. Mas nós temos uma história que não me deixa absolutamente otimista”.

Assim como Singer, não tenho grandes esperanças quanto à viabilidade da proibição de robôs que provocam a morte de pessoas, mas gostaria que me provassem que estou errado. Se a guerra é feita para parecer impessoal e segura, quase tão moralmente significativa quanto um videogame, temo que as armas autônomas acabem empobrecendo nossa humanidade. Tão perturbadora quanto a ideia de os robôs se tornarem mais parecidos com os seres humanos é a perspectiva de que, ao longo do processo, nos tornemos mais parecidos com os robôs. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

* É COLUNISTA

FONTE: O Estado de S. Paulo

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A guerra dos drones

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vinheta-clipping-forte1É inconteste o direito de qualquer país de se defender, mas é preciso limitar, pelo direito internacional, as ações de aeronaves não tripuladas

Guerras são travadas nos campos de batalha, mas amiúde acabam decididas pelo que sai dos laboratórios de cientistas e das pranchetas de engenheiros. Quem detém a melhor tecnologia bélica conta com uma formidável vantagem sobre o adversário.

Tecnologia superior só não é sinônimo de vitória porque o curso do conflito não é determinado só pelas batalhas, mas também por considerações políticas, pela estratégia militar e pelo próprio acaso.

De toda maneira, a tecnologia frequentemente redefine os termos políticos da disputa. Foi assim com as bombas nucleares, que desembocaram na Guerra Fria. Está sendo assim com os drones, os veículos aéreos não tripulados, cada vez mais utilizados pelos americanos em sua guerra contra o terror, que baratearam e banalizaram a morte de inimigos por controle remoto.

Não se contesta o direito dos EUA ou de qualquer outro país de defender-se de grupos radicais que se valem de combatentes irregulares e táticas terroristas. Mas é justamente para diferenciar-se dessas facções que Estados responsáveis precisam sujeitar-se a regras de combate e limitar suas ações pelo direito internacional e por controles institucionais do próprio país.

Na esfera do direito e da ética, a guerra dos drones levanta mais dúvidas do que oferece respostas.

Para começar, a decisão de usar os veículos para eliminar indivíduos considerados terroristas equivale a uma pena de morte sem o devido processo legal, uma violação aos princípios da justiça penal.

Que isso possa ocorrer no calor da batalha é um dado da realidade. Mas, pelas informações publicadas na imprensa americana, assassinatos seletivos cometidos com drones estão se convertendo na principal arma de Washington.

Estima-se que o número de mortos nessas operações -sobretudo no Paquistão, no Afeganistão e no Iêmen- esteja em torno dos 3.000, dos quais algo entre 200 e 900 seriam civis. É o que se designa pelo eufemismo “dano colateral”.

As ações seriam realizadas pela CIA e também por militares. O próprio presidente Barack Obama estaria autorizando as incursões mais importantes ou controversas.

Pior, alguns dos assassinados são pessoas das quais os EUA não conhecem nem mesmo o nome. Elas são selecionadas com base em padrões de atividade que se acredita associados com comportamento terrorista, com base em análise de imagens obtidas por drones de reconhecimento. Réus sem nome.

A tecnologia dos drones veio para ficar, na guerra e na paz.

As polícias nos EUA são as principais interessadas em adquirir câmeras voadoras que poderão custar menos de US$ 300, o que já mobiliza entidades de direitos civis. Se o que acontece na luta contra o terrorismo serve de precedente, elas têm motivos para preocupar-se.

FONTE: Folha de S. Paulo via Resenha do Exército

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Ação de aviões não tripulados contra o terrorismo teria matado 800 civis em 8 anos, segundo estimativa de ONG. Investigação verificará se ataques configuram crimes de guerra; Israel e Reino Unido também utilizam a tecnologia

 

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Bernardo Mello Franco

vinheta-clipping-forte1A ONU (Organização das Nações Unidas) iniciou ontem uma investigação sobre mortes de civis provocadas por ataques com drones, os aviões não tripulados que se tornaram uma das principais armas de guerra dos EUA na gestão de Barack Obama.

O inquérito pode levar à abertura de processos em cortes internacionais caso seu relatório final, que será apresentado em outubro, conclua que os ataques são ilegais e configuram crimes de guerra.

Além dos EUA, Israel e Reino Unido também têm usado a tecnologia para atingir alvos sem expor suas tropas a fogo cruzado. Os três países sustentam que os aviões sem piloto são importantes no combate a grupos terroristas.

A investigação será comandada por Ben Emmerson, relator especial da ONU para contraterrorismo e direitos humanos. Ele disse ontem que o “crescimento exponencial” no uso de drones é um desafio às leis internacionais.

“O objetivo central desta investigação será examinar os indícios de que os ataques com drones têm causado, em alguns casos, um número desproporcional de mortes de civis”, afirmou, em Londres.

“Os drones podem e têm sido usados, com muita facilidade e frequência, para produzir efeitos devastadores.”

Segundo o Bureau of Investigative Journalism, uma ONG que estuda o assunto, os aviões não tripulados mataram cerca de 800 civis, sendo 176 crianças, de 2004 a 2012.

Emmerson disse que os números parecem corretos e atacou a falta de transparência dos países que adotaram os drones como arma militar.

“Quanto mais o muro de silêncio for mantido, maior será o espaço para versões erradas ou exageradas sobre o uso dos drones. E isso é perigoso porque contribui para a radicalização dos conflitos.”

O relator especial para contraterrorismo disse contar com a colaboração dos governos, mas frisou que os EUA ainda não se comprometeram a abrir as informações da CIA.

Segundo ele, o inquérito terá três objetivos: esclarecer mortes, buscar reparação para famílias de vítimas e abrir caminho para levar aos tribunais responsáveis por violações de direitos humanos.

Um dos especialistas convocados para participar da investigação é o procurador Geoffrey Nice, que comandou a equipe de acusação ao ex-ditador sérvio Slobodan Milosevic no Tribunal Penal Internacional, em Haia.

A ONU decidiu investigar 25 casos em que drones mataram civis no Paquistão, no Iêmen, na Somália, no Afeganistão e na Palestina. Os países que atacaram alegam combater grupos terroristas infiltrados na população civil.

Entidades de defesa de direitos humanos afirmam que o uso de drones é sempre ilegal, porque não dá ao soldado inimigo a possibilidade de se entregar em vida.

O novo diretor da CIA, John Brennan, sustenta que a guerra ao terrorismo está sendo travada fora dos padrões convencionais de combate.

O relator das Nações Unidas frisou que essa visão é contestada pela maioria dos especialistas em direito internacional fora dos EUA.

Ontem, o Conselho de Segurança da ONU autorizou o uso de aviões não tripulados de vigilância por tropas que ocupam a República Democrática do Congo.

FONTE: Folha de São Paulo, via resenha do EB

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Dando sequência ao desenvolvimento de Sistemas Aéreos Não Tripulados (SANTs) brasileiros para aplicação em defesa e segurança, o Exército (EB), através do Centro Tecnológico do Exército (CTEx), contratou a empresa Flight Technologies (FT) para promover o treinamento na operação do sistema não-tripulado desenvolvido durante o Projeto VT-15, entregue no ano passado.

A contratação do treinamento tem como objetivo capacitar uma equipe do EB para operação autônoma do sistema desenvolvido pela FT.

O Projeto VT-15 resultou em um sistema composto por uma Estação de Controle em Solo e três Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs) e foi desenvolvido com participação da Flight Technologies que contou com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). Este projeto deu origem à família de produtos da empresa denominada Horus 200 – SANTs de médio alcance e média altitude, podendo voar até 10 horas, com um alcance de até 120 km.

A cooperação entre o EB e a FT ocorre também no desenvolvimento de um SANT de curto alcance (categoria 1), operado por duas pessoas, totalmente transportado em mochilas, em que a aeronave não tripulada é lançada à mão, com recolhimento vertical totalmente autônomo e que se encontra em fase final de testes.
Sabia mais – Em novembro de 2010, a Flight Technologies participou do Exercício Agulhas Negras junto com o Exército, com objetivo de avaliar operacionalmente o sistema, cujos resultados foram considerados excepcionais. Veja a notícia: http://g1.globo.com/videos/jornal-nacional/v/exercito-brasileiro-testa-aviao-que-voa-sem-tripulacao/1369889/#/Edições/20101105/page/1

Flight Technologies – A Flight Technologies, instalada no Parque Tecnológico – São José dos Campos, é uma empresa de capital totalmente nacional, fundada em 2005 com foco em sistemas robóticos, tendo participado em projetos do Ministério da Defesa Brasileiro, tais como o Projeto VANT Acauã, do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), atual Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).
A partir de 2007, a Flight Technologies implementou uma estratégia de negócios mais ampla, voltada para o desenvolvimento e a comercialização de produtos em duas áreas principais: Sistemas de Inteligência, Comando e Controle baseados em veículos aéreos não-tripulados e Sistemas Aviônicos. Detentora de tecnologias próprias de interesse para o país, passou a ser considerada como uma empresa estratégica para as Forças Armadas Brasileiras.

O projeto do VT-15 foi iniciado em 2008, após a Flight Technologies vencer a licitação aberta pelo CTEx para o desenvolvimento de um VANT que possuísse autonomia compatível com 01 (uma) hora de voo e alcance de 15 km. A empresa construiu um equipamento que, além de atender a esta premissa, tem condições de ter ampliado o seu raio de ação até 120 km (VANT VT- X), com alguns ajustes no projeto inicial, tais como: aumento da envergadura, aumento do comprimento e substituição do atual motor. O VT 15 possui as seguintes características técnicas básicas:

  • comprimento: 2.800 mm (do nariz à cauda);
  • envergadura (comprimento da asa): 4.176 mm;
  • largura da asa: 452 mm;
  • peso vazio (aeronave com pára-quedas, sem aviônicos e sensor de missão): 35,6 kgf;
  • peso com combustível (13 litros): 45,0 kgf;
  • peso máximo de decolagem, como todos os sistemas de bordo: 75,0 kgf;
  • velocidade de aproximação (com flapes): 110 km/h (68 mph);
  • velocidade de pouso (com flapes): 90 km/h (56 mph);
  • velocidade de cruzeiro: 190 km/h (118 mph);
  • velocidade de operação em missão: 125 km/h (78 mph);
  • alcance de referência, com missão de 60 min sobre o alvo a uma altitude de 5.000 ft: 70 km (nota: o alcance da aeronave no Sistema VANT VT15 é limitado pelo enlace de comunicações em 15 km);
  • alcance: 15 km;
  • autonomia: 1 hora de voo;
  • altitude operacional: 3000 m;
  • transmissão de imagem e telemetria em tempo real;
  • navegação autônoma ou por telecomando;
  • estação de solo portátil;
  • sistema modular (avião e Estação de Controle desmontáveis);
  • peso aproximado: 100 kg;
  • efetivo para operar o equipamento: 02 a 04 homens; e
  • lançamento e recolhimento em pista de pouso.

RIO – A Polícia Federal tem planos para usar um avião não tripulado para vigiar a cidade e, principalmente, as favelas do Rio em 2014. Para isso, pretende comprar 14 aeronaves e montar quatro bases de operações no país. Pelo menos um avião será usado em operações de combate ao tráfico na cidade. Batizada de Vant (veículo aéreo não tripulado), a aeronave é capaz de voar por 37 horas ininterruptas, cobrindo mais de mil quilômetros.

Durante o vôo, o aparelho pode fotografar ou filmar com nitidez pessoas ou objetos no solo, de uma altura que pode chegar a 30 mil pés (cerca de dez quilômetros). A primeira fase, considerada de testes, já começou: o Vant tem patrulhado os limites do Brasil, com especial atenção para a fronteira com o Paraguai, no combate ao tráfico de armas e drogas e ao contrabando.

Também pensando na Copa do Mundo do Brasil, a PF enviou para a África do Sul oito policiais, lotados nos setores de imigração; inteligência; segurança de dignitários e antibomba, e ainda um servidor que atuou como adido. Os policiais tiveram como missão, segundo informou a PF, fazer análise crítica da estrutura de segurança adotada pela África do Sul, visando a coleta de informações que podem ser úteis no planejamento estratégico e operacional da PF para a Copa do Mundo de 2014.

FONTE: O Globo

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Voa o UAV Watchkeeper

O UAV Watchkeeper, feito pela U-TacS (UAV Tactical Systems Ltd), uma “Joint Venture” entre a Thales do Teino Unido e a Elbit Systems de Israel, voou pela primeira vez em 16 de abril, em Megido, Israel.

Este é o primeiro UAV projetado para atender às demandas do MoD britânico.

O Watchkeeper proverá as forças do Reino Unido com capacidade de inteligência, aquisição de alvos e reconhecimento (ISTAR) e serão um elemento chave na capacidade de guerra em redes. A Thales, que é a contratada principal, vai entregar equipamentos, treinamento e instalações a partir deste ano.

O sistema Watchkeeper consiste numa aeronave não-tripulada, com configuração de carga dual, que pode incluir sensores eletroóticos, designador laser, bem como um radar de abertura sintética e indicador de alvos em movimento no solo.

As informações ISTAR e imagens são enviadas para uma rede de estações móveis no solo e para terminais remotos onde operadores militares podem controlar a missão e interagir com um ambiente de rede. Imagens de alta resolução e imageamento por radar serão explorados e disseminados para prover inteligência valiosa para os comandantes operacionais.

O Watchkeeper é um UAV totalmente autônomo, incluindo ATOL (automatic take-off and landing) e capacidade anti-gelo, para expandir a capacidade de operar em qualquer tempo. O sistema é capaz de rápido desdobramento e operações em qualquer lugar do globo e fornecerá dados para as três Forças.

SAIBA MAIS:

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RQ-7_Launch

O US Army Unmanned Aircraft Systems Center of Excellence anunciou que a Força deve atingir a marca de 1 milhão de horas de voo com aeronaves não tripuladas no próximo mês. Por volta do mês de setembro ou outubro, os UAVs do US Army atingirão a mesma marca em apoio direto às operações de combate.

Noventa por cento das horas de voo foram realizadas em operações de combate, para inteligência, vigilância e reconhecimento. O US Army planeja no futuro usar UAVs para enlace de dados e transporte de suprimentos e carga.

O treinamento para a operação de UAVs no Exército dos EUA é feito em Fort Huachuca, no Arizona, numa intalação conjunta para treinamento de pessoal da Marinha e dos Fuzileiros.

Em 2010 serão treinados 800 militares e em 2018, serão 3.000. O Exército colocou as aeronaves RQ-7 Shadow e Raven nas unidades menores, para dar capacidade de ISR aos comandantes. Um pelotão Shadow foi integrado nas brigade combat team (BCT), o que permitiu à infantaria e oficiais compreenderem o potencial dos UAVs e saber o que eles poderiam obter com esses equipamentos.

RQ-7 landing

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Cresce a demanda por UAVs nas forças americanas

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Os veículos aéreos não-tripulados (UAVs ou VANTs) estão fornecendo uma capacidade de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) sem precedentes, segundo o diretor do Army Unmanned Aerial System Center of Excellence de Fort Rucker, coronel Christopher Carlile.
Seus comentários juntam-se aos outros que recomendam a tecnologia, umas das que mais crescem no Exército dos EUA.
“Existe um ditado antigo que diz que a ciência e a ficção científica estão separadas pelo tempo e o tempo é agora. Nós o temos.”, disse Carlile.

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MQ-1 Predator

Barra de Cinco Pixels

Ataque foi supostamente lançado por um avião americano não tripulado sob casa de líder do Taleban

ISLAMABAD – Pelo menos 18 pessoas morreram e várias ficaram feridas em um ataque com mísseis supostamente lançado por um avião não tripulado dos Estados Unidos na região de tribal de Bajaur, no noroeste do Paquistão, informou neste sábado, 24, uma fonte oficial.

O ataque ocorreu no localização de Damadola, na fronteira do Afeganistão, e presumidamente tinha como objetivo a residência de um familiar de um líder do Taleban na região, Faquir Mohamed, segundo a fonte, citada pela rede de televisão Dawn.

No imóvel atacado estavam vários líderes insurgentes, inclusive alguns estrangeiros que supostamente faziam parte da rede terrorista internacional Al Qaeda, segundo uma fonte de inteligência citada por Dawn.

Nos últimos dias, a imprensa havia especulado com a presença em Bajaur do “número dois” dessa organização, Ayman al Zawahiri.

Os ataques de aviões não tripulados americanos são habituais no cinturão tribal paquistanês, mas normalmente costumam se concentrar nas regiões do Waziristão no Norte e do Sul, que são o principal bastião dos insurgentes.

As autoridades do Paquistão rechaçaram em público as ações militares dos aviões espiões dos Estados Unidos, mas na realidade os ataques contam com o consentimento tácito de Islamabad, cujos serviços secretos compartilham informações com os americanos, segundo diversas fontes de ambos os países consultados pela Efe.

FONTE: Estadão/EFE

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