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Londres, Reino Unido – setembro de 2025 – A Moog Inc. (NYSE: MOG.A e MOG.B) e a General Dynamics Land Systems UK (GDLSUK) apresentaram durante a feira DSEI 2025, realizada de 9 a 12 de setembro no centro de exposições Excel London, uma versão especializada de defesa antiaérea de curto alcance (SHORAD) do veículo blindado Foxhound 4×4 do Exército Britânico, equipada com a torre Reconfigurable Integrated-weapons Platform (RIwP®).

O Foxhound 4×4, com mais de uma década de serviço comprovado em operações, tornou-se o mais recente veículo a receber a inovadora plataforma modular de armas RIwP, já empregada pelo Exército dos EUA em funções de SHORAD e de combate a drones (counter-UAS). Tanto o Foxhound quanto a RIwP foram concebidos para oferecer alta flexibilidade e capacidade multimissão, podendo ser adaptados a diferentes requisitos operacionais.

Durante o evento, a versão exibida incorporou mísseis HVM/LMM em uso no Exército Britânico, um canhão de 30×113 mm (com função de combate a drones), metralhadora 7,62 mm e sensor eletro-óptico. A integração demonstrou como forças leves podem dispor de significativo poder de fogo e letalidade combinando a torre RIwP com a comprovada plataforma Foxhound.

A torre RIwP utiliza um hub de base comum que pode ser configurado para diversas missões críticas. Assim, além da defesa antiaérea de curto alcance, o Foxhound equipado com a RIwP poderá ser empregado em operações contra drones e em missões de anticarro em função de apoio de combate aproximado montado (MCCO).

Segundo os fabricantes, o uso de tecnologias já maduras e em serviço poderia acelerar o cronograma de entrada em operação dessa versão no Reino Unido, mantendo produção em território britânico e garantindo soberania e liberdade de ação.

Richard Allen-Miles, EMEA Capture Lead da Moog, destacou na ocasião: “Foi emocionante apresentar este veículo SHORAD de alta capacidade na DSEI 2025 e demonstrar, ao lado da General Dynamics Land Systems, mais soluções de ponta. O Foxhound com torre RIwP é uma das plataformas mais avançadas disponíveis para defesa aérea de curto alcance e, graças à sua reconfigurabilidade, pode ser usado em outras missões, incluindo C-UAS e MCCO”.

Para Nick Williams, chefe de Estratégia e Desenvolvimento de Negócios da GDLSUK, “o Foxhound com RIwP é um exemplo poderoso de inovação britânica e colaboração industrial. Ao integrar o sistema comprovado da Moog ao Foxhound em poucas semanas em nossa unidade de Merthyr Tydfil, demonstramos como uma capacidade ágil e soberana pode ser rapidamente entregue para enfrentar ameaças em evolução”.

A apresentação reforçou a parceria de longa data entre Moog e GDLSUK, que já havia realizado integrações da torre RIwP em veículos de referência da General Dynamics, incluindo o Stryker 8×8 do Exército dos EUA, o Tracked Robot 10-ton (TRX) e o Pandur 6×6 da General Dynamics European Land Systems.■


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Mauricio R.
6 meses atrás

Blindado bastante interessante este, tanto a versão original LPPV/MRAP, como esta.
Não é aquela tranqueira italiana, que aqui acham ser a última bolacha do pacote.
Qnto a solução SHORAD apresentada, bastante versátil e muito superior a aquela com misseis RBS-70, que pretendem para o EB.

Renato Pereira
Renato Pereira
Responder para  Mauricio R.
6 meses atrás

A versão MSHORAD do Guarani é melhor do que o que temos hoje, que é nada!

Mas concordo plenamente com você! Deveríamos ter opção melhor armada e equipada!!!

Padofull
Padofull
Responder para  Mauricio R.
6 meses atrás

Não se preocupe com futuras aquisições mal planejadas, o atual governo já resolveu a situação com simplicidade. É só desv… cortar todos os recursos para “coisas” de maior interesse.

Santos
Santos
6 meses atrás

Enquanto isso no BR projetam lançar um Guarani com 3 míseros mísseis, sem radar e sem canhão. Piada. Desperdício de $$ numa plataforma grande e totalmente sub-armada. Até um 4×4 desses leva mais.

adriano Madureira
adriano Madureira
Responder para  Santos
6 meses atrás

três?! Que piada!

André Luiz Corrêa
André Luiz Corrêa
Responder para  Santos
6 meses atrás

Eu que não sou entendedor do assunto também fico impressionado com o fato do Guarani antiaéreo ter lançador apenas para três mísseis. Somente três misses prontos para disparo.

Rafael Gustavo de Oliveira
Rafael Gustavo de Oliveira
6 meses atrás

Gostei dessa torre, parece leve e poderosa, padronizava ela no guarani e no M-113 (ou no futuro ifv) e resolveriamos o problema da artilharia antiaerea móvel das brigadas médias e pesadas.

Nelson Junior
Nelson Junior
Responder para  Rafael Gustavo de Oliveira
6 meses atrás

Acho que seria mais “barato” e faria até mais sentido instalar essa torre no LMV da Iveco (produção nacional)

adriano Madureira
adriano Madureira
Responder para  Nelson Junior
6 meses atrás

Meu caro,até uma instalação em picapes militarizada sairia mais barato…

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Mas os militares daqui não são tão inteligentes para pensar em soluções mais práticas,preferem pensar em soluções mais caras,oque certamente no final, seria adquirido menos unidades do que poderiam ser compradas para tal fim.

Esta é uma criação da renomada empresa britânica de engenharia de defesa Supacat , mais especificamente de seu braço de fabricação em Sydney, Austrália . Batizada como MUV , abreviação de “Veículo Utilitário Médio” , a empresa transformou a humilde, porém eficiente, Hilux cabine dupla em algo mais ameaçador.

É notável aqui o fato de que o MUV , assim como a picape Hilux básica , compartilham o mesmo propósito e missão: ser um veículo muito econômico e confiável . De fato, a Supacat afirma que o MUV promete baixos custos operacionais em comparação com um caminhão de combate tradicional equivalente, construído especificamente para esse fim.

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Baseada na versão cabine dupla da Toyota Hilux com a qual todos estamos familiarizados, a versão MUV da Supacat também conta com um eixo traseiro extra para permitir uma transmissão 6×6 . Isso visa aumentar a capacidade de carga útil – agora avaliada em até 3 toneladas – além da capacidade de conquistar e atravessar terrenos mais acidentados .

A Supacat elogia a adequação do MUV para “operações off-road e litorâneas”, o que talvez explique o snorkel adicional para o motor turbodiesel de 2,8 litros montado na frente , além dos robustos para-choques off-road. É claro que isso não é tudo o que esta Hilux pronta para o combate, agora reprojetada como uma picape com um peso bruto de 6.500 kg, tem a oferecer.

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Outras adições incluem um robusto quebra-mato na frente, LEDs extras complementando os faróis de halogênio originais, estribos laterais de metal, antena GPS, camuflagem aprovada pelos militares, além de uma caçamba traseira personalizada com amplo espaço e prateleiras e bagageiros modulares de estilo militar – o que sem dúvida coloca o “M” em “MUV” aqui.

No entanto, não se deixe enganar pelo “Utilitário” no nome, pois o MUV pode ter um impacto mortal . Supacat , naturalmente, não entrou em detalhes aqui, mas, como é típico de veículos como esse , uma variedade de sistemas de armas pode ser facilmente instalada, incluindo um sistema de metralhadora de grosso calibre, como na foto.

Quanto ao preço unitário real, ele ainda não foi divulgado, embora calculemos que esta versão pronta para o combate certamente custará muito mais do que a Hilux comum na qual se baseia. Para referência, a UMW Toyota Motor atualmente vende no varejo versões atualizadas de cabine dupla da Hilux com preços a partir de RM 117.880…

Ou seja: Soluções inovadoras,práticas e que no custo final pode haver uma boa economia de custos,ao invés de gastar rios de dinheiro em blindados caros e complexos.

Até a Turquia,parceiro e membro da OTAN usa veículos utilitários para sua defesa.

Alguns países desenvolvem tecnologias e soluções criativas,já outros países preferem adquirir equipamentos por Status mesmo que para ter tal status,isso reflita nos números baixo de unidades adquiridas

Os militares turcos receberam o primeiro sistema de mísseis terrestres KÜSS que usa mísseis de aeronaves com um sistema de orientação a laser.

A publicação turca SavunmaSanayiST relatou isso.
O sistema é um lançador de quatro mísseis guiados no chassi do SUV Toyota Hilux.
O teto do veículo abriga o sistema de reconhecimento óptico e orientação a laser Aselsan Karakurt.
É autossuficiente e pode detectar alvos no campo de batalha de forma independente, disparar e guiar mísseis até o alvo.
No entanto, devido aos meios de iluminação padronizados (STANAG 3733), a orientação pode ser delegada a outros meios, como drones ou infantaria, com o iluminador de alvo apropriado.

Desenvolvido pela empresa turca Roketsan, o míssil CİRİT foi projetado para preencher a lacuna entre os mísseis convencionais não guiados de 70 mm e os mísseis antitanque mais pesados.
Possui alta precisão e é capaz de combater alvos fáceis e veículos blindados leves.
Além disso, a empresa destaca o potencial do míssil para uso como interceptador contra alvos aéreos.

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Nelson Junior
Nelson Junior
Responder para  adriano Madureira
6 meses atrás

Entendo seu ponto de vista que até uma “pick-up comum” poderia ser usado, e realmente poderia sim…
Porém deve-se levar em consideração a “proteção” dos ocupantes também, e nesse caso o LMV possui vários “pacotes” de blindagem modulares e é um veiculo que foi concedido desde o começo para finalidade militar, com motor, cambio, chassi e principalmente suspenção muuuito mais reforçadas e adequadas as modificação e peso extra que a torre e a blindagem exigem…
E é um veiculo MILITAR que tem um valor relativamente baixo, muito eficiente e com produção nacional

adriano Madureira
adriano Madureira
Responder para  Nelson Junior
6 meses atrás

Nelson mas acho que no caso de tal veículo,essas Hilux não feitas para enfrentarem ameaças de grande poder ofensivo,como diz o texto,ela tem como objetivo oferecer às forças de defesa regionais uma opção capaz e econômica para operações off-road e litorâneas exigentes.

Apesar que pelo que andei lendo sobre o veículo,ele também pode ser reforçado com blindagem balística…

A abordagem da Supacat foca na relação custo-benefício sem comprometer o desempenho.
A empresa optou por utilizar um número significativo de componentes comerciais prontos para uso para simplificar tanto a produção quanto a manutenção.

E a função dele parece ser bem diversa:

Ele pode ser equipado com sistemas antidrone, equipamentos de vigilância e sistemas de armas controlados remotamente, tornando-o adequado para tarefas que possam envolver drones ou ser aprimoradas por sua implantação. 
O MUV foi projetado como um veículo leve e médio para diversas funções, incluindo transporte de tropas, transporte de armas e tarefas utilitárias. 

Sou muito favorável a soluções práticas e de custo mediano do que soluções de custo elevado.

Se nossas forças armadas corressem atrás de alternativas paliativas,genéricas ou seja lá que nomenclatura possam dar,certamente poderíamos ao menos diminuir certas lacunas em nossa defesa.

Ao invés de queimarem milhares de dólares ou Euros em produtos estadounidenses e europeus, poderiam observar a BID de alguns países sulamericanos,asiáticos,árabes ou até de alguns países europeus menos badalados…

Mauricio R.
Responder para  Nelson Junior
6 meses atrás

Os italianos da Iveco, a dona do LMV, que paguem pela integração dessa torre ao veículo de propriedade e projeto deles.
Não temos nada com isso.
Será que é “produção nacional” mesmo? Ou é o mesmo do “Guaraní” e dos helicópteros montados pela “Apertaparafusobrás”? Quanto de “conteúdo nacional” realmente há, no veículo montado aqui?

adriano Madureira
adriano Madureira
Responder para  Nelson Junior
6 meses atrás

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New Toyota Land Cruiser 106mm anti-tank cannon carrier vehicle developed by Bahrain Defence Force at BIDEC 2019, Bahrain International Defense Exhibition, October 29, 2019. (Picture source Army Recognition)

Se até o endinheirado Bahrain usa soluções como picapes militarizadas,ou eles estão errados ou nós totalmente certos.

Rafael Gustavo de Oliveira
Rafael Gustavo de Oliveira
Responder para  Nelson Junior
6 meses atrás

Caro Nelson, eu também tinha esse pensamento, acho o LMV uma excelente viatura…tanto é que o Shorad da Saab é demonstrado nela, mas precisa considerar conforto para tripulação para horas de monitoramento e também espaço para cases de munição….Tanto o LMV quanto essa viatura da foto com certeza precisaria de uma viatura municiadora da bateria o que em uma viatura maior seria possível levar cases de recarga no seu compartimento interno resultando em maior autonomia em campo…abraço

Última edição 6 meses atrás por Rafaelvbv
adriano Madureira
adriano Madureira
6 meses atrás

Até países como o Egito,potência regional do continente africano, usam picapes militarizadas e isso não deve ser demérito algum lá.

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Imagino quantos veículos desse poderiam ser adquiridos pelo preço de um Iveco Lynx,o valor unitário dos blindados Iveco Guaicurus para o Exército Brasileiro foi estimado em cerca de R$ 3 milhões a R$ 3,3 milhões.

 
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Nossa defesa é ferrada e nossos militares comem carne moída e querem arrotar salmão,em vez de soluções alternativas.
Ao invés de resolverem nossos problema de forma prática, útil e eficaz, adaptando-se ao contexto e às necessidades reais e situação econômica real, podendo reduzir custos e adotando tecnologias menos complexas e onerosas que possam ao menos paleativamente sanarem algumas deficiências de nossa força e suas demandas,preferem brincar de potência comprando meios com “cartão de crédito” no limite.

Última edição 6 meses atrás por adriano Madureira
Tomcat4,7
Tomcat4,7
Responder para  adriano Madureira
6 meses atrás

Nestes veículos adaptados que vc compartilhou vemos o quão arrogantes somos, temos a estrutura do Marruá AM21 que já é um veículo militar puro sangue, poderíamos ter “N” adaptações/versões de veículos montados nele mas………

adriano Madureira
adriano Madureira
Responder para  Tomcat4,7
6 meses atrás

Exatamente! Acho que o Marruá é muito vilipendiado pelas nossas forças,relegado a papeis secundários,poderiam ser usados além de um simples transportador de carga ou pessoal…

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