Mistral e UVision firmam contrato de US$ 982 milhões com o Exército dos EUA para fornecimento do sistema HERO 120
HERO 120
As empresas Mistral Inc. e UVision Inc. anunciaram a assinatura de um contrato de US$ 982 milhões com o Exército dos Estados Unidos para o fornecimento de sistemas de munição vagante HERO 120, no âmbito do programa Lethal Unmanned System (LUS). O acordo, firmado em formato Indefinite Delivery, Indefinite Quantity (IDIQ), abrange o fornecimento, treinamento, integração e suporte logístico de longo prazo dos sistemas, reforçando o investimento norte-americano em capacidades de ataque de precisão e guerra em rede.
Desenvolvido pela UVision Air Ltd., o HERO 120 é uma munição vagante de médio alcance, projetada para neutralizar alvos blindados e de alto valor estratégico com grande precisão. O sistema combina mobilidade tática, letalidade e autonomia, permitindo que tropas de campo realizem vigilância, identificação e ataque a partir de uma única plataforma.
A Mistral Inc., sediada em Bethesda (Maryland), atuará como contratante principal, responsável pela integração do sistema, gerenciamento do programa e sustentação logística. Já a UVision Inc., subsidiária norte-americana da UVision Air, ficará encarregada da produção e do treinamento operacional.
“Este contrato marca um marco importante na nossa parceria com o Exército dos EUA e na colaboração estratégica com a UVision,” afirmou Yoav Banai, vice-presidente sênior da Mistral Inc. “O HERO 120 oferece uma combinação poderosa de letalidade, flexibilidade e simplicidade operacional. Estamos orgulhosos de colocar essa capacidade nas mãos das forças norte-americanas.”
Segundo a empresa, o sistema já comprovou sua eficácia em múltiplos teatros de operações, sendo empregado por forças especiais e exércitos aliados. Seu design modular e arquitetura aberta permitem integração com diferentes plataformas e cargas úteis, o que o torna adequado para operações convencionais e assimétricas.
“Estamos honrados em apoiar as necessidades operacionais do Exército dos EUA com munições inteligentes de última geração,” declarou Dr. Ran Gozali, CEO do Grupo UVision. “Este contrato reflete a crescente demanda por munições vagantes e valida o valor operacional da família HERO. Junto com a Mistral, continuaremos a fornecer soluções de ponta para os desafios do campo de batalha moderno.”
As primeiras entregas estão previstas para o início de 2026, com o contrato incluindo também treinamentos e suporte ao ciclo de vida completo dos sistemas.
Com o acordo, a Mistral e a UVision fortalecem sua posição no mercado norte-americano de defesa, ampliando o papel das munições inteligentes e autônomas como um dos pilares das operações de precisão e guerra multidomínio do futuro.■



Os EUA buscam diversificar seus fornecedores. Eles já operam o Switchblade 600 que é do mesmo segmento.
Após anos vendo seus adversários desenvolverem e adquirirem sistemas de armas de baixo custo como se fossem pão de forma as força armadas americanas iniciaram um processo de adquirir mísseis de longo alcance de baixo custo e que podem ser fabricados em grandes quantidades e por produtores diversificados.
Mísseis de cruzeiro como os da família Barracuda e mísseis balísticos como o “Blackbeard” vão inaugurar uma nova fase nas forças armadas americanas onde o volume será o diferencial.
Não vou entrar no assunto do que estão mostrando na Ucrânia/Rússia onde loitering munition atacam a infantaria a pé sem muito valor militar…isso são manobras da terror psicológico empregada largamente pela propaganda de guerra de ambos os lados, os verdadeiros alvos e de valor militar são materiais e armamento de uso coletivo como casamatas de metralhadora, espaldões de morteiro, depósitos de munição, viaturas, centros de comando, etc…
Existia uma grande lacuna entre o ataque de precisão com misseis de cruzeiro para a artilharia de campo que foi preenchida por aviões e helicópteros de ataque leve a um risco enorme de perda de material e pessoal, devemos considerar que embora exista a artilharia de campanha com tecnologia de precisão essa tecnologia ainda é muito restrita e dispendiosa a maioria das nações.
As loitering munition vieram para desequilibrar essa balança dando condições de ataque de precisão a um custo “aceitável”, ou seja, se colocar na ponta do lápis o quanto gastaríamos de munição convencional de artilharia, fazendo cálculos e correções de tiro para bater o que em algumas vezes é apenas um único alvo, mas de grande valor.
Não que as LM vão substituir a artilharia convencional, não é isso…mas uma poderia complementar a outra com grande eficiência, artilharia focada em bater áreas e as loitering munition especializadas em ataque de precisão (ataques cirúrgicos).
Essa empresa fabrica desde loitering munition para uso tático quanto estratégico, tem toda uma família de drones bastante interessante e o que me deixa muito triste é ver que o governo atual não quer nem ouvir falar de Israel e não temos incentivo a BID para criar algo nesse nível, pois as forças armadas mal conseguiram amadurecer a doutrina de emprego do drone de vigilância para então surgir uma demanda e assim vamos aumentando cada vez mais esse GAP em segurança e defesa comparado ao resto do mundo…muita desculpa e irresponsabilidade tanto da classe politica quanto da classe militar.
Abaixo site dos equipamentos que Israel oferece:
https://uvisionuav.com/loitering-munitions/
A Argentina comprou (tem um certo tempo) só não sei se já recebeu ou quantos comprou. A Rheinmetall tem parceria com a UVision há um certo tempo e agora finalmente saiu essa compra pros EUA (essa lenga lenga vem rolando faz um tempão finalmente fecharam esse negócio). Se for criar algo nesse nível vai demorar um certo tempo, Israel fabrica drone desde a década de 80 acho. E aí isso mais tecnologia de cabeça de míssil (outra coisa que a gente não consegue fazer) culminou em um bom número de LMs. Se o Brasil começar agora, vai demorar muito muito tempo mesmo. É bom que comece agora, mas como eu sempre digo: enquanto tá desenvolvendo os da casa, compra os de fora, não dá pra ficar décadas sem. Hoje a gente tá desenvolvendo drones que outros países lançaram há 20-25 anos, por ex., sendo muito favorável. Míssil que outros países lançaram há 30, 40 anos. Uma hora tem que começar né (de novo), mas não foi por falta de aviso.
Uma coisa que eu acho que o Brasil devia estar desenvolvendo AGORA (já tá atrasado, mas nem tanto) é drone FPV. montado com peça chinesa mesmo, como fazem na Ucrânia. E aí tenta desenvolver o software aqui (tem muita coisa open source disponível pra usar como base). E vai desenvolvendo alguns componentes aqui – alguns não vai valer a pena, outros vão. E a carga explosiva não é super complicada de fazer também, é bem bem rudimentar (outros países tão fazendo mais sofisticada, mas a gente pode começar bem do início mesmo, com munição adaptada). Eu sinceramente acho isso bem possível de fazer, tem gente fazendo isso no quintal de casa na Ucrânia, não é possível que não dê pra fazer aqui.
Parece que a Argentina opera esse sistema, é uma seria ameaça as nossas forças blindadas no sul. Precisamos para ontem de contramedidas eletrônicas e de drones interceptadores.
Sim, a Argentina opera o Hero30 e 120.
Me espanta a lentidão das nossas FAs em adquirir e doutrinar nossas tropas com drones.
Quando compra é a conta gotas, mesmo o drone sendo um equipamento considerado barato perto dos demais.
Estão esperando as fantásticas fábricas da BID, movidas a ToT, acordarem pra vida e fabricarem algo semelhante.
Já receberam? Vi que tinham feito a compra, mas depois não ouvi mais falar
Alguém tem o preço dessas munições para compar ao dd um Javelin ou outro ATGM?
Dependendo do preço deste tipo de munição pode ser uma alternativa a ATGMs
Já este modelo específico (HERO 120) tem alcance significamente maior que qualquer arma que um batalhão de infantaria ou mesmo brigada tem então como seria o emprego? Ficaria com a infantaria? Seria parte da artilharia ou ainda, seria parte da aviação do exército? Todo mundo fala da performance, mas não como esses tipos de sistemas seriam operados e entrariam na atual doutrina.