EUA aprovam possível venda de projéteis guiados Excalibur para a Índia por US$ 47,1 milhões
Washington, D.C. — O Departamento de Estado dos Estados Unidos aprovou uma possível venda militar estrangeira (FMS) para a Índia de projéteis guiados M982A1 Excalibur e equipamentos associados, em um pacote estimado em US$ 47,1 milhões. A Defense Security Cooperation Agency (DSCA) enviou ao Congresso a certificação obrigatória notificando o acordo.
O governo indiano solicitou a compra de até 216 projéteis táticos Excalibur, munição de artilharia de precisão utilizada em ataques de longo alcance com elevada acurácia. O pacote inclui ainda itens complementares, como:
- sistemas portáteis de controle de tiro (PEFCS) com kits de integração iPIK;
- espoletas e cargas propelentes;
- assistência técnica do governo dos EUA;
- dados técnicos;
- serviços de reparo e devolução;
- suporte logístico e de programa.
Reforço estratégico da parceria EUA–Índia
Segundo a DSCA, a venda está alinhada aos objetivos de política externa e segurança nacional dos Estados Unidos, fortalecendo a parceria estratégica com a Índia — vista como um ator crucial para estabilidade política e progresso econômico no Indo-Pacífico e no Sul da Ásia.
A agência afirmou que a aquisição aumentará significativamente a capacidade de combate da Índia ao fornecer munições de precisão que melhoram a eficácia dos primeiros disparos das brigadas de artilharia. O país, segundo a instituição, não terá dificuldade em integrar os projéteis e equipamentos ao seu inventário militar.
A operação também não deverá alterar o equilíbrio militar regional, conforme a avaliação norte-americana.
Indústria e execução do programa
A fornecedora principal será a RTX Corporation, sediada em Arlington, Virgínia. Até o momento, o governo dos EUA não foi informado sobre possíveis acordos de compensação industrial (offsets). Qualquer negociação adicional desse tipo dependerá de acertos diretos entre a Índia e a contratante.
A implementação da venda não exigirá o envio adicional de representantes do governo dos EUA ou de contratistas ao território indiano, e não afetará a prontidão das forças armadas norte-americanas.■

O Excalibur …caso não esteja enganado …parece que ele é jameavel …especialmente naquela região onde tem a Rússia e a China.
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Parece que a caixinha de novidades do tio San ..rsrs…já não é como era antigamente .
A Excalibur é jameável, navio é afundável, caça é derrubável, submarino é implodidável, tanque é perfurável, Kinzhal é parável, stealth é detectável, soldado é assassinável…
Pra tudo tem uma contrapartida e a contrapartida da contrapartida.
Segue o jogo.
Sr. Bosco, se possível, tenho uma dúvida. Como funciona esse projétil guiado? Um míssil tem capacidade de manobra, por causa da sua auto propulsão, mas após sair do tubo, como esse projétil manobra e se guia a ponto de estender seu alcance?
In(0),
A imensa maioria dos mísseis são propulsados apenas numa pequena parte da sua trajetória (com exceção dos mísseis de cruzeiro) , se comportando como um projétil de artilharia que é “propulsado” só enquanto dentro do cano do canhão.
Então, de modo geral, tanto faz ser um míssil autopropulsado como ser um projétil disparado por um canhão já que ambos precisam manobrar sem haver nenhuma força propulsora atuando.
Por exemplo, um míssil como o ATACMS percorre 300 km mas é suavemente propulsado ao longo de uns 50 km da sua trajetória (chute) ficando durante os restantes 250 km “voando” sem propulsão pela inércia.
Um projétil de artilharia por sua vez é “propulsado” abruptamente por apenas uns 5 metros, que é o comprimento do cano , se deslocando nas outras dezenas de quilômetros por conta da inércia.
Em ambos os casos a correção da trajetória se dá pela interação das superfícies aerodinâmicas do “míssil/projétil guiado” com a atmosfera, como ocorre com um planador, por exemplo.
Em alguns casos a correção da trajetória se dá de modo ativo, pela vetoração do fluxo do escape (Ex: AIM-9X, Iskander K) ou no meio do corpo (ASTER 15) , mas isso só funciona enquanto o motor foguete estiver funcionando, na fase inicial da trajetória.
Também há alguns que têm foguetes de controle de atitude (Ex: PAC-3) , que podem funcionar em qualquer fase da trajetória (incluindo no vácuo) já que não depende do propelente do propulsor.
Há sistemas que combinam vários modos, passivos (aletas de orientação) e ativos (vetoração, foguetes de controle de atitude, etc.)
Vale salientar que o controle passivo (pelas aletas) só funciona na atmosfera densa e se o míssil tem que voar alto ou manobrar muito geralmente é combinado com o controle ativo.
No caso específico do projétil Excalibur ele emprega aletas móveis para a correção da trajetória e emprega um sistema denominado de “base bleed” para aumentar o alcance .
Esse sistema parece com um foguete mas na verdade é apenas um gerador de gás que ocupa o “vácuo” criado na traseira do projétil. Esse vácuo é como se puxasse ele para traz. Com o gás ocupando esse espaço o projétil vai mais longe do que iria se não tivesse esse gás.
Espero ter ajudado.
Entendi, ajudou sim, muito obrigado!
O projétil guiado M982A1 Excalibur opera combinando a balística tradicional de um obus com um avançado sistema de navegação e guiamento GPS e inercial (INS) que corrige sua trajetória em pleno voo. Isso resulta em uma precisão notável, com um erro circular provável (CEP) de menos de 10 metros, independentemente do alcance.
Dinâmica de Voo e Guiamento
Dinâmica de Voo e Guiamento
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A dinâmica do projétil pode ser dividida em algumas fases principais:
Essa combinação de alcance estendido e precisão milimétrica permite que um único projétil Excalibur realize o trabalho que exigiria de 10 a 50 munições convencionais não guiadas.
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Fonte de pesquisa: (*) Google IA ( a dinâmica do projetil guiado M982A1 Excalibur)