Exercise Pinion Titan

Uma poderosa formação de helicópteros britânicos e franceses decolou de Wattisham Flying Station, em Suffolk, para marcar o início do Exercise Pinion Titan, um dos maiores treinamentos conjuntos de aviação militar já realizados pelas duas nações. A manobra começou com um impressionante “elephant walk”, quando 24 aeronaves — Apache, Chinook, Gazelle e Wildcat — taxiavam lado a lado pela pista antes de levantar voo, simbolizando prontidão, coesão e capacidade operacional .

O exercício mobiliza cerca de 2.000 militares, até 1.000 veículos e 50 helicópteros do Exército Britânico, RAF, Armée de Terre e Exército dos EUA, sob coordenação da 1st Aviation Brigade. As atividades seguem até o final de novembro.

Marco final de modernização da brigada

O comandante da brigada, Brigadeiro Nick English, destacou que o exercício representa o encerramento de um ciclo de modernização iniciado em 2020:

“Preparar quatro tipos diferentes de aeronaves para voar juntos é um feito de engenharia e logística. Isso prova a nós — e a potenciais adversários — que temos o nível de coordenação necessário para operações reais de combate”, afirmou English.

O treinamento integrará tropas britânicas, francesas e norte-americanas com tecnologias avançadas, incluindo drones e sistemas modernos de comunicação.

Treinamento multinacional por todo o Reino Unido

Após a fase inicial em Wattisham, as forças serão divididas em dois grupos de batalha liderados pelos 3 e 4 Regiments Army Air Corps, com participação de planejadores do 12th Combat Aviation Brigade dos EUA. As tropas estabelecerão bases em diferentes regiões do norte da Inglaterra, apoiando missões simuladas que se estendem dos Highlands escoceses a Salisbury Plain.

Entre as operações previstas:

  • Ataques em profundidade com helicópteros Apache e Gazelle contra alvos estratégicos atrás das linhas inimigas;
  • Assaltos aerotransportados, com Chinooks da RAF transportando paraquedistas e equipamentos, escoltados por Apaches e Gazelles;
  • Reconhecimento tático com Wildcats do 1 Regiment AAC, essenciais para localizar posições inimigas e guiar o planejamento das missões.

O suporte logístico e de manutenção será fornecido pela 7 Aviation Support Battalion REME e pelo 158 Regiment Royal Logistic Corps, garantindo abastecimento e reparos especializados.

Participação francesa e aprofundamento da cooperação militar

Os militares franceses, operando helicópteros Gazelle do 3e Régiment d’Hélicoptères de Combat, integram mais um capítulo da cooperação militar franco-britânica reforçada recentemente pelo renovado Tratado de Lancaster House.

O comandante francês, Capitaine Damien, celebrou a integração:

“Estamos muito orgulhosos de participar deste exercício. Muitos soldados estão trabalhando pela primeira vez com forças aliadas, e já percebemos uma cultura militar comum entre França e Reino Unido”, declarou .

Contexto: Wattisham e a aviação de ataque britânica

Wattisham Flying Station é a principal base dos helicópteros Apache AH-64E do Exército Britânico e abriga os 3 e 4 Regiments AAC, além da unidade responsável pelo treinamento operacional dos pilotos de Apache. Todos fazem parte da 1st Aviation Brigade, que reúne os helicópteros de combate e sistemas aéreos não tripulados da força britânica desde 2020.■

FOTOS: MoD UK


 

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Claudio Moreno
Claudio Moreno
20 dias atrás

Salve senhores camaradas do Forte e Trilogia!

O Gazelle é um ícone na aviação de asas rotativas. Aqui por essas bandas da América do Sul apenas o Equador operou o aparelho. O Gazelle foi usado pelo Exército equatoriano durante a guerra Cenepa de 1995, sendo dado baixa em Janeiro/2025. Robusto, manutenção prática, ágil (acho que mais de 300km/h).

NOTA
Pioneiro em apresentar uma cauda fenestron.

Sgtº Moreno

Macgarem
Macgarem
Responder para  Claudio Moreno
20 dias atrás

Eu acho o visual do Gazelle muito bonito.

Macgarem
Macgarem
20 dias atrás

Trump deixar a zona do UE de lado de certa forma está fazendo a região acordar do berço esplêndido e ver que precisam se defender sozinhos e que o mundo “não é morango”.

Última edição 20 dias atrás por Macgarem
Carlos Pietro
Carlos Pietro
20 dias atrás

Bom dia, as 3 forças brasileiras, EB,MB e FAB merecem uma combinação de Chenook/Apache. Cairia como uma luva.

Heinz
Heinz
Responder para  Carlos Pietro
20 dias atrás

cara, nem precisaria do apache num primeiro momento, já o chinook, é extremamente necessário e seria muito útil em curto prazo

Carlos Pietro
Carlos Pietro
Responder para  Heinz
19 dias atrás

Cara, um esquadrão de Apaches no EB,entre 15 a 20 aeronaves,seria muito útil em um curto prazo. Para aprendizado,doutrina.