Estônia recebe mais seis obuseiros autopropulsados K9 e reforça artilharia na frente leste da OTAN
O Ministério da Defesa da Estônia confirmou no dia 24 de novembro a entrega de seis novos obuseiros autopropulsados K9 Thunder sul-coreanos, como parte de um programa avaliado em cerca de €120 milhões para aquisição de 36 sistemas. A nova remessa eleva a capacidade de fogo indireto das Forças de Defesa da Estônia e inaugura uma etapa de modernização da artilharia voltada para fortalecimento da postura de dissuasão da OTAN na fronteira oriental.
Os seis veículos vieram da fabricante sul-coreana Hanwha Defence e são agora submetidos à adaptação nacional pela empresa estoniana GoCraft, que os ajustará aos requisitos climáticos do país, instalará sistemas de comunicação compatíveis e preparará os equipamentos para operar com armazenamento adicional de material do exército. Essa adaptação é parte do esforço de alinhamento dos sistemas K9 às condições operacionais da Estônia.
O contrato original, firmado no final da década de 2010, visa elevar o volume, o alcance e a sobrevivência das capacidades de fogo indireto estonianas frente a um ambiente de segurança cada vez mais tenso no norte da Europa. A Estônia argumenta que o reforço da artilharia de longo alcance é essencial para resistir à crescente pressão militar russa e para cumprir seu papel dentro da arquitetura de defesa coletiva da OTAN.
Com esta entrega, a Estônia acelera sua modernização da 1ª Brigada de Infantaria e de seu regimento de artilharia, que agora incorpora os K9 sob o apelido local “Kõu” (“Trovão”, em estoniano). A integração desses sistemas representa um salto significativo na capacidade de projeção de fogo, mobilidade e prontidão operacional do país, aumentando sua relevância como parceiro na flank leste da aliança.
Especialistas em defesa destacam que a adoção dos K9 pela Estônia reflete uma tendência mais ampla entre os países bálticos e nórdicos de reforçar suas capacidades de artilharia como resposta à guerra na Ucrânia — onde obuseiros de longo alcance provaram sua eficácia. A presença de equipamentos modernos como o K9 contribui para elevar o custo de qualquer possível ação agressiva e aumenta a dissuasão nas regiões fronteiriças da OTAN.■



120 milhões por 36 unidades? 3,3 milhões por unidade?
deve ser mais barato que na China…
E os nossos obuseiros Atmos da Elbit? Cancelaram a licitação ou ainda está em “análise ideológica”?
Meu amigo, nenhuma surpresa vinda de um Governo que não quer ver o que acontece na Venezuela (mesmo com a entrada de milhares de refugiados no Brasil), que é formado por partidos que se manifestam a favor de grupos terroristas como o Hamas e do Irã, que considera normal o narcotráfico controlar parte das principais cidades brasileiras.
Obviamente, adquirir o Atmos (escolhido pelo EB) de Israel é um absurdo para essas pessoas.
Concordo com tigo 😉👋🏻🇧🇷
Tudo isso é verdade, acrescido que temos um comandante de exército que é tudo menos um guerreiro, e deixa que questões ideológicas interfiram nas doutrinas da força. Também um cara que se reuni na calada com o cabeça de ovo não se pode esperar nada.
Acho que não vem. Deveriam assumir logo isso e partir pra outra opção.
Pois enquanto se discute o sexo dos anjos, a defesa fica desguarnecida.
Vou te contar uma coisa….mas não espalha…
O Consleho Universitário da UFRGS aprovou uma moção de repúdio às relações da universidade com a AEL Sistemas, subsidiária da Elbit
Depois tem gente que sobe nos tamancos quando se diz que as Federais fazem política partidária…
Fazem. Pessoal de humanas. Exatas e biomédicas normalmente não estão nem aí, mas humanas é complicado. Os diretórios acadêmicos são cheios de alunos que são membros de juventudes de partidos X ou Y (de esquerda) e tomam atitudes de acordo.
Tiro isso pela UFF.
O Conselho Universitário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (CONSUN), reunido nesta data, manifesta profunda preocupação com a possibilidade de vínculos institucionais com a empresa AEL Sistemas S.A., subsidiária da multinacional israelense Elbit Systems, denunciada internacionalmente por participação em crimes de guerra, genocídio e políticas de apartheid contra o povo palestino, pelo fornecimento de tecnologias militares. Diante disso, este colegiado repudia que sejam mantidas e/ou estabelecidas interações, de qualquer natureza, entre a UFRGS e a AEL sistemas, pelo risco de cumplicidade indireta em eventos de grave violação aos direitos humanos.
AEL tem que ser nacionalizada, indústria defesa não pode ficar na mão de estrangeiros.
Se for nacionalizada não desenvolve mais nada de útil, pois tudo de moderno vem de Israel.
🧐
fácil de resolver. mas o catálogo da AEL vai ser só um visor térmico individual (única coisa desenvolvida no Brasil). A propriedade intelectual de todo o resto é da Elbit (porque foi tudo desenvolvido fora do Brasil mesmo). Tá disposto a desenvolver tudo do zero? Porque as coisas são só montadas aqui hoje. Ou você acha MESMO que o Brasil foi capaz de desenvolver um HMD ou um WAD assim do nada com tão pouco dinheiro investido em pesquisa?
vamo fazer isso segunda-feira mesmo, recompra e já suspende a produção dos Gripen de tabela, porque vai ter que arrumar outro fornecedor…. estrangeiro. Ou esperar 30 anos até conseguirem fazer aqui.
Tira a estabilidade desses comunas que pelo menos eles vão voltar para o armário para não perde o emprego.
Nao podemos financiar regimes genocidas, tá na constituição.
Regime Genocida “é subjetivo”….já diria nosso Dr. Honóris Proprias Causa.
Qual artigo?
Não conheço nada sobre esse obuseiro. Mas parece bom. Deve dar uma bela mordida em qualquer potencial inimigo.
Então, Polônia também investiu pesado em equipamentos sul-coreanos, os países bálticos, Finlândia, pelo visto são equipamentos muito bons
Sim, estou ciente. Eu veria com bons olhos uma maior aproximação com a Coréia do Sul no quesito de desenvolvimento conjunto de material bélico. Minha única preocupação seria justamente de o Brasil honrar seus compromi$$o$.
Salve senhores camaradas do Forte e Trilogia!
E pensar que poderia ser o Brasil ( nada contra a Coreia do Sul e sua sábia administração pública e privada), que poderia muito bem estar vendendo MBT’s, Obuses AP (penso que os mais experientes na vida se recordam do projeto Mallet, que tivemos com uma empresa brasileira de tratores rurais, essa empresa foi a CBT,, só pra lembrar que deixamos a empresa de tratores rurais falir….isso mesmo um país aonde o agronegócio é um dos pilares da economia, permitiu a empresa fechar as portas e hoje somos dependentes de importações! ).
Sgt Moreno
O alto custo de capital inviabiliza a agenda exportadora por aqui.
se. O Brasil tivesse menos cabresto do tio Sam, e mais vontade de potência, poderíamos sonhar com uns 150 desses pelo menos,
Mas esses os EUA não vetariam, nem seriam contrários. Coreia do Sul na prática é um Estado dos EUA.